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SBCM I - PSIQUIATRIA - CASO 06 PSICOSE Não só a psicose, como transtornos psicóticos, esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) se tratam de transtornos mentais graves, crônicos, que necessitam de intervenção rápida, evitando as alterações senso-perceptivas, alucinantes e delirantes. O paciente pode apresentar sinais significativos de desconfiança, sobretudo persecutórios, onde são criadas situações “imaginativas” de perseguição, onde todos ao redor querem fazer mal e/ou algo de ruim acontecerá, fazendo com que o paciente se torne esquivo, estressado e talvez reativo. 1 - ATENDIMENTO EMERGENCIAL Ocorre quando o paciente chega no pronto atendimento em crise, geralmente se portando de forma agressiva, necessitando de cuidado emergencial adequado, com possível contenção química e/ou física com manejo do surto. Aqui, não é possível esclarecer completamente qual o transtorno que o afeta, seja realmente um transtorno em crise psicótica, seja por uso de substâncias exógenas ou outras causas, fazendo com que sejam criadas hipóteses e, no máximo, sugerir um transtorno psicótico à esclarecer (F29) Para esses pacientes, são administrados antipsicóticos, ou seja, fármacos “organizadores de pensamento”, sejam típicos como Haloperidol (Haldol®) ou Clorpromazina (Amplictil®) ou atípicos, como a Risperidona ou Quetiapina (↑doses), assim como Aripripazol (AAt) ou outros fármacos que possam ser utilizados para o tratamento de quadros agudos de mania/diagnóstico sindrômico. OBS: se o paciente já possuir laudo e esse for acessável, pode-se colocar o CID do diagnóstico, ao invés de “à esclarescer” Ainda, considera-se que nem todo paciente terá de tomar medicação por via intramuscular, ainda mais por meio da contenção. Se o paciente se demonstrar colaborativo, há possibilidade de simplesmente oferecer a medicação por via oral (Risperidona 1mg) ou intramuscular voluntária 2 - TRATAMENTO CRÔNICO É importante saber que, em doenças psicóticas, como a esquizofrenia, haverá necessariamente a administração de antipsicóticos, ainda que esses possam ser usados em doenças não-psicóticas (assim como todo bipolar deve ser tratado com estabilizador de humor, mas nem todos que tomam EH são necessariamente bipolares) Mesmo no tratamento crônico, podem ser utilizados medicamentos antipsicóticos típicos ou atípicos, a depender das necessidades do paciente, assim como sua adaptação aos fármacos e, se necessário, podendo ser utilizado junto à outros fármacos psiquiátricos a depender dos sintomas 3 - TRANSTORNOS ENVOLVIDOS Em geral, síndromes psicóticas são principalmente associadas à heteroagressão (autoagressão também), assim como à alterações sensoriais, perceptivas e neurológicas, visto que os surtos psicóticos debilitam o sistema nervoso central, podendo, por exemplo, causar lentificação de pensamento permanente, fazendo com que haja necessidade de atendimento emergencial. São necessárias intervenções rápidas, evitando que as crises se tornem cada vez mais rápidas e as necessidades de medicações mais fortes, cada vez maiores. Como é uma doença mental deteriorante, junto das crenças irreais sobre o meio, sobre si próprio e sobre os outros, o diagnóstico se baseia em critérios clínicos (DSM-5), sem marcadores biológicos ou exames comportamentais específicos para o quadro. São observados “padrões”, como “relatos familiares sigilosos”, sobretudo relacionados à desconfiança e agressão. TOC: o transtorno obsessivo compulsivo foi recentemente categorizado como transtorno psicótico, devido ao potencial de gravidade do transtorno, assim como sua possibilidade de debilitar o paciente e incapacitar sua vida. O paciente possui comportamentos compulsivos em relação à organização, contaminação ou outras obsessões únicas, levando à comportamentos quase supersticiosos para manter um padrão ESQUIZOFRENIA: é uma doença mental deteriorante, caracterizada por alucinações auditivas/visuais/táteis/olfativas, delírios e crenças completamente irreais do meio e de si, diagnosticado a partir de critérios clínicos, sem marcadores biológicos ou exames complementares entre os critérios do DSM-5. Ainda, o paciente tem efeitos progressivos, deteriorando cada vez mais o sistema nervoso do paciente. Na esquizofrenia, deve-se considerar os sintomas positivos (enérgicos, persecutórios, ativos, reativos e até agressivos) e negativos (catatônicos, sintomas de embotamento), seguindo: Ainda, deve-se considerar a diferença do delírio (crença irreal da realidade, de forma irracional e dificilmente possível de acontecer) e delirium 4 - SINAIS E SINTOMAS Além do comportamento persecutório e possível esquiva, há possibilidade de alucinações, tanto visuais quanto auditivas. É válido saber que as “vozes” podem ser internas (conscientes) ou externas (alucinantes), assim como o delírio pode levar o paciente à alterações sensitivas e perceptivas extremas, com comportamentos agressivos para si e/ou para os outros. As crenças “irreais” e impróprias não são necessariamente alucinantes, podendo até mesmo incentivar os pensamentos persecutórios ou crenças de conteúdo grandioso (similar à mania), onde o paciente passa a acreditar que pode triunfar em situações completamente irreais ou incabíveis. Em abusos de substâncias (ou em algumas crises psicóticas intensas), pode haver também a presença de “olhar perplexo” (esbugalhado). É importante compreender os pródromos, ou seja, os sinais que antecipam as crises e o sofrimento intenso do paciente. É um paciente que está sempre em alerta, com comportamentos autorreferentes e persecutórios, ou seja, sempre se sentem perseguidos e prejudicados por outros. 5 - SUPORTE NÃO MEDICAMENTOSO Ainda, é válido saber que para os pacientes com transtornos psicóticos, sobretudo esquizofrenia e TOC, há possibilidade de formação de grupos de apoio com ambientação segura e acolhedora, assim como oferecimento de informações online confiáveis e aconselhamento profissional adequado, com terapia cognitivo comportamental e seguimento adequado ao psiquiátra LIVRO: psuqiatria clinica image1.png