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SBCM I - DERMATOLOGIA - CASO 05 
VARICELA ZOSTER 
Caracterizada como o herpes vírus tipo 3 (HHV3 ou 
Varicela Zoster Vírus), sabe-se que a varicela, 
também chamada de catapora se trata a infecção 
primária que acomete até 90% das crianças não 
vacinadas. É possível que haja sua “recidiva” na 
forma de herpes zoster, geralmente acometendo 
pessoas em idade adulta ou pessoas idosas. 
1 - VARICELA 
A) CARACTERIZAÇÃO 
Também chamada de catapora, como dito 
anteriormente, a varicela tem como meio de 
contágio gotículas inalatórias ou, comumente 
conhecido, contato com as lesões abertas. 
Geralmente tem prognóstico benigno, com lesões 
que somem de 2 a 3 semanas espontaneamente. 
É um vírus que caminha de maneira retrograda, 
através das vias aéreas, caindo na corrente 
sanguínea do paciente, até que se instale em 
nervos periféricos, resultando nas lesões. É possível 
que “parte” desse vírus fique latente, se 
“remanifestando” posteriormente como HZ. 
B) SINAIS, SINTOMAS E COMPLICAÇÕES 
Aqui, há maior acometimento e disseminação 
primária ou secundária entre as crianças, que 
acabam manifestando os sintomas de mal estar, 
astenia, febre, junto à manchas eritematosas, 
vesículas, pústulas e crostas que, por mais que 
sigam uma evolução linear, podem ser visualizadas 
em diferentes estágios nos pacientes acometidos. 
É possível que acabe se tornando um quadro de 
erisipela, celulite, ou, mais comumente (e grave) 
pneumonia. Acaba por ter alta mortalidade em 
neonatos, geralmente acontecendo devido à 
infecção no momento do periparto. Tanto em 
gestantes quanto em recém nascidos, há 
possibilidade de acontecerem malformações, 
menos comuns em pacientes infectados após 2anos 
 
 
C) DIAGNÓSITCO E TRATAMENTO 
É necessário fazer o diagnóstico diferencial entre 
outros tipos herpéticos, erupção à drogas, 
exantemas virais, dentre outras doenças 
Do tratamento, há destaque para o aciclovir em 
pessoas acima de 2 anos como cuidado ou 
profilaxia para os que tiveram contato e, para 
gestantes, a administração de imunoglobulina, na 
tentativa de evitar complicações na gestação e 
possível contaminação no periparto do bebê. 
2 - HERPES ZOSTER 
Se trata da reativação da varicela, que ocorre após 
a infecção primária, onde os vírus se mantiveram 
em latência nos nervos periféricos, subidivida em: 
A) FASE PRODRÔMICA 
Durando de 2 a 3 semanas, precede o 
aparecimento as lesões cutâneas, presentes em até 
80% dos casos. É caracterizada por “desconforto”, 
dor em queimação, parestesia ou prurido limitados 
a um dermatomo específico acometido. 
B) FASE AGUDA 
Aqui é onde abre o quadro cutâneo, com vesículas 
agrupadas ao longo do dermatomo, geralmente 
sobre base eritematosa. Há possibilidade de haver 
pústulas devido à infecções secundárias, 
juntamente à dor neuropática significativa, também 
durando entre 2 e 3 semanas, em média. 
Pacientes imunossuprimidos podem acabar 
apresentando quadro sistêmico que cursa com 
febre branda, mal-estar, fadiga, cefaleia, etc. 
C) FASE NEVRÁLGICA 
Acomete cerca de 45% dos casos (ou seja, nem 
todas), onde há dor neuropática intensa ao longo 
do dermatomo, junto à linfonodomegalia regional, 
podendo levar até 30 dias 
Dos principais dermatomos acometidos, tem-se o 
torácico, lombossacral 
D) OUTRAS MANIFESTAÇÕES 
Existem outras manifestações da herpes zoster 
menos comuns, como: 
SINE HERPES: cursa com quadro similar à fase 
prodrômica, com dor lancinante (muito intensa) e 
parestesia ao longo do dermatomo, mas sem 
evolução para lesão cutânea 
HERPES ZOSTER OFTÁLMICA: tem chance 
significativa de evolução para cegueira, 
caracterizada como emergência oftalmológica 
SINAL DE HUNTCHINSON: é caracterizado por 
lesões na ponta do nariz, com acometimento ao 
longo do nervo nasociliar, também responsável por 
acometimentos oftalmológicos significativos 
SINAL DE RAMSAY-HUNT: acomete geralmente os 
pares cranianos V, IX e X, nas porções periféricas 
do nervo facial, com característica clássica de dor 
lancinante em ouvido 
DISSEMINADO: é caracterizado quando o quadro 
é similar à varicela, onde há acima de 20 lesões 
além do dermatomo local, geralmente acometendo 
imunossuprimidos 
E) DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO 
Ainda que seja possível solicitar a sorologia, o 
diagnóstico é prioritariamente clínico, com 
tratamento necessariamente precoce (até 72h das 
erupções cutâneas), com antivirais “virostáticos”, 
como no caso de aciclovir, valaciclovir e fanciclovir, 
seja por via oral ou venosa. 
Para prevenção, existe a vacina Zostavax, disponível 
apenas no particular, sendo contraindicada para 
imunossuprimidos, por se tratar de vírus vivo. 
Em pacientes que já apresentem a neuralgia pós-
herpética (terceira fase), pode ser necessário 
administração de analgésicos sintomáticos 
significativamente fortes, como opioides, 
canabidióis, seja após o sumiço das lesões ou 
concomitantemente com os antivirais.

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