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Estudos Epidemiológicos
Profª Milena Tomasi Bassani
https://epidemiologiaprofessoracarla.blogspot.com/2015/05/trinta-e-oito-38-exercicios-sobre.html
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Tipos de Estudos
Observacionais
Descritivos: limita-se a descrever a ocorrência de uma doença em uma população, sendo, frequentemente, o primeiro passo de uma investigação epidemiológica
Analíticos: aborda as relações entre o estado de saúde e as outras variáveis
Experimentais: envolvem a tentativa de mudar os determinantes e analisá-los
Estudos observacionais
Estudos observacionais
Servem para?
Identificar fatores de risco
Categóricos (sexo, raça...)
Medidas quantitativas (peso, idade...)
Estimar os efeitos quantitativos de várias causas e componentes que contribuem para a ocorrência das doenças.
Estudos observacionais
Investigações
Análise da ocorrência natural da doença
Comparação
populações 
grupos de indivíduos
Estudos observacionais
Permitem que a natureza determine o seu curso: o investigador mede, mas não intervém.
Estudos Observacionais Descritivos
Estudos Observacionais
Descritivos
Primeiro passo em uma investigação epidemiológica é a simples descrição do estado de saúde
Relato de Caso
Série de Casos
Relato de Caso ou Série de Casos
Costuma ser a primeira abordagem de um tema. 
Usado para assuntos ainda não bem conhecidos.
São relatos bem detalhados
Um indivíduo (relato de caso) ou um pequeno grupo (série de casos)
Importante para doenças novas ou não corriqueiras, manifestações raras ou associações de doença
Descrever eventos clínicos raros e manifestações incomuns
Relatos de experiências em serviços, cidades, etc
Fontes de hipóteses sobre apresentação, risco, prognóstico e tratamento de doenças
“São estudos realizados por profissionais para cientistas”
Principais limitações 
Indivíduos observados altamente selecionados
Poucas observações
Observações de situações incomuns, evolução atípica, resultados inesperados
“Viés do pesquisador”
Falta de um grupo controle (não há comparabilidade)
Conclusões
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Não devem servirem como base para mudanças de condutas clínicas
São boas fontes de hipóteses, gerando interesse na comunidade científica para investigação de novas doenças, terapêuticas, etc.
Incapacidade de estimar a frequência da ocorrência descrita
Estudos Observacionais Analíticos
Estudos observacionais
Analíticos
Classificam os animais em com e sem doença
Expostos e não expostos aos fatores hipotéticos de risco
Transversal: “retrato” da situação (prevalência)
Caso-Controle: doenças raras, parte-se de indivíduos doentes
Coorte: longitudinal
Ecológico: uma área, grupo é a unidade de análise 
Estudo ecológico (correlação)
Unidades de análise são grupos ao invés de indivíduos
Os estudos ecológicos também podem ser feitos comparando-se populações em diferentes lugares ao mesmo tempo ou, em uma série temporal, comparando-se a mesma população em diferentes momentos
Estudo transversal
Selecionam uma amostra de indivíduos (n) de uma grande população, e determinam para cada indivíduo da presença ou ausência simultânea da doença e do fator hipotético de risco a doença estudada.
Estudo transversal
Mas o que isso quer dizer?
Quer dizer que a informação sobre a causa e o efeito são coletadas no mesmo momento, de cada indivíduo estudado.
Limite
Realizado quando sabemos que a causa vem antes do efeito
Estudo transversal
Medem a prevalência da doença = estudos de prevalência
As medidas de exposição e efeito (doença) são realizadas ao mesmo tempo
Não é fácil avaliar as associações encontradas nesses estudos = saber se a exposição precede ou é consequência do efeito 
Se os dados coletados representam a exposição antes da ocorrência de qualquer efeito, a análise pode ser feita de modo semelhante à utilizada nos estudos de coorte.
Vantagens
Metodologia prática
Trata de dados captados unicamente no momento determinado
Baixo custo 
Praticidade no intervalo curto de coleta de dados, existe menor exigência financeira para que essa metodologia seja aplicada
Capacidade descritiva 
Por tratar-se de um tipo de estudo que representa um meio de compreensão entre a doença e a identificação de fatores de risco
Desvantagens
Viés de memória
Quando falamos em estudos retrospectivos, estamos falando de estudos que exigem informações pregressas sobre o paciente. Ocorre que, em alguns casos, é possível que as informações não sejam fornecidas integralmente por não haver registro ou lembrança de sua existência.
Não identificação da incidência de doenças
Não permitem que a incidência seja calculada, pois o estudo parte da comparação entre indivíduos que já tem a doença. Assim, não é possível estimar o número de novos casos, visto que já existem casos previamente identificados nos grupos.
Impossibilidade de teste de hipóteses
Por tratar-se de um estudo descritivo, apenas testam as variáveis simultaneamente, o que não permite que seja um estudo que possa testar hipóteses.
Tipos de estudos transversais
Prevalência no ponto 
Razão entre o número de enfermos na população, em determinado momento, pela população que apresenta risco de adoecer no mesmo momento.
Prevalência no período
Agrega todos os novos casos que ocorreram durante o período avaliado.
Estudos de caso-controle
Um grupo de animais doentes (casos) e um grupo de animais não doentes (controles) são selecionados e comparados com relação à presença do fator hipotético de risco.
Exemplo: Animais com diarreia e animais sem diarreia.
Estudos de caso-controle
A ocorrência de uma possível causa é comparada entre casos e controles.
No caso, temos a doença e com ela tentamos avaliar o que aconteceu para ter a doença, ao que ela foi exposta
Exemplo: Grupo de vacas com leptospirose (caso) e Grupo de vacas sem leptospirose (controle)
Cada animal estudado é acompanhado ao longo do tempo. 
Não buscamos olhar o futuro, e sim o passado.
Os animais são escolhidos baseando-nos no fato de terem (grupo estudo) ou não terem (grupo controle) o efeito (doença, evento resposta) já acontecido.
Estudos de caso controle
Finalidade:
Verificar a associação entre fatores de risco e doenças
Procura saber:
Se determinada exposição esta significativamente mais presente em um grupo de indivíduos com certa doença do que em indivíduos semelhantes, mas sem essa doença. 
Longitudinais 
No momento da formação do grupo dos doentes (casos) e dos não doentes (controles), a exposição e a doença já aconteceram, não sendo possível estabelecer-se relação temporal entre elas. 
Sendo assim, não podem ser determinadas incidências e, consequentemente, não pode ser calculado o risco relativo. 
Estudo caso controle
Exemplo: 
Cadelas com câncer de mama (g.estudo) e cadelas sem essa doença( g. controle). Se no passado das cadelas com câncer houver um percentual maior de uma determinada causa (p.ex. trauma na mama), então esse fato mostra-se como um fator de risco.
Estudo caso controle
Vantagens:
Baixo custo;
Rapidez na execução e obtenção de resultados;
Pesquisa simultânea de vários de fatores de risco;
Adequado para o estudo de doenças raras;
Sem perdas de seguimento (abandono ou morte).
Desvantagens:
Impossibilidade de determinação da incidência das doenças estudadas;
Permitir viés na medição da exposição e na formação do grupo dos doentes e dos controles;
Não ser prático para o estudo de exposições raras;
Estudo caso-controle: seleção de caso e controle
Seleção de casos:
Representar todos os casos de uma determinada população;
Casos são selecionados com base na doença, mas não na exposição;
Controles são indivíduos sem a doença;
Não é necessário que casos e controles incluam toda a população, podendo ser restritos a qualquer subgrupo específico
Estudo caso-controle: seleção de caso e controle
Difícil selecionar os controles de modo que representem
a prevalência de exposição na população de onde os casos foram originados
Estimam os riscos relativos a uma doença
Estudo caso-controle: exposição
Determinar o início e da duração da exposição tanto para casos quanto para controles
O nível de exposição de casos é usualmente determinado após o desenvolvimento da doença (dados retrospectivos) e, em geral, pelo questionamento direto ao proprietário. 
A resposta do informante pode ser influenciada pelo conhecimento das hipóteses sob investigação ou pela experiência que tem sobre a doença.
Razão de chances ou odds ratio
A associação entre uma exposição e uma doença em um estudo de caso e controle é uma medida calculada pela razão de odds (RO ou de produtos cruzados), que é a razão do odds de exposição entre os casos dividido pelo odds de exposição entre os controles. 
Calcule 
Um pesquisador está estudando 200 crianças, das quais 100 foram à creche e 100 não. Das que foram à creche, 90 ficaram resfriadas. Das que não foram, 75 ficaram resfriadas. Qual a odds de ter um resfriado para aqueles na creche, em comparação à odds daqueles que não estão na creche?
(1) Um pesquisador está estudando 200 crianças, das quais 100 foram à creche e 100 não. Das que foram à creche, 90 ficaram resfriadas. Das que não foram, 75 ficaram resfriadas. Qual a odds de ter um resfriado para aqueles na creche, em comparação à odds daqueles que não estão na creche?
a) (90 * 25) / (10 * 75)
b) 90 / 165
c) 25 / 35
d) (90 / 100) - (75 / 100)
e) (90 / 100) / (75 / 100)
A resposta é a letra a. A odds de ter resfriado entre os que foram à creche à 90/10; já entre àqueles que não foram à creche à igual a 75/25. Ou seja, 9/3 = 3. A chance de ter resfriado entre os que foram à creche é o triplo daquelas que não foram.
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Estudo de coorte
Coorte = GRUPO
Um grupo de animais exposto ao fator hipotético de risco e outro não exposto são selecionados e observados para registro do desenvolvimento da doença de cada grupo.
Grupo exposto ao suposto fator de risco e outro não exposto ao dito fator de risco
Chamados longitudinais ou de incidência.
Estudo de coorte
Iniciam:
Grupo livre da doença 
Classificados em subgrupos: 
de acordo com a exposição a uma causa potencial da doença
As variáveis de interesse são especificadas e medidas e a coorte inteira acompanhada com o objetivo de ver o surgimento de novos casos de doença (ou outro desfecho)
Resultados difere entre os grupos, conforme a presença ou não de exposição
Estudo de coorte
Vantagens:
Melhor informação sobre a etiologia das doenças 
Medida mais direta do risco de desenvolvê-la
São caros porque podem requerer longos períodos de acompanhamento
Usados para investigar efeitos crônicos ou tardios
Estudo de coorte
Como os estudos de coorte iniciam com pessoas expostas e não expostas, as dificuldades em medir as exposições determinam a facilidade com que o estudo será conduzido. Se a doença for rara tanto no grupo exposto quanto no não exposto pode ser difícil assegurar um grupo de estudo suficientemente grande.
Riscos absoluto
Os coeficientes de incidência nos expostos e nos não expostos representam os riscos absolutos de se ficar doente em um ou outro grupo, respectivamente.
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