Prévia do material em texto
Estudos Epidemiológicos Profª Milena Tomasi Bassani Tipos de Estudos • Observacionais • Descritivos: limita-se a descrever a ocorrência de uma doença em uma população, sendo, frequentemente, o primeiro passo de uma investigação epidemiológica • Analíticos: aborda as relações entre o estado de saúde e as outras variáveis • Experimentais: envolvem a tentativa de mudar os determinantes e analisá-los Estudos observacionais Estudos observacionais Estudos observacionais • Investigações • Análise da ocorrência natural da doença • Comparação • populações • grupos de indivíduos Estudos observacionais Permitem que a natureza determine o seu curso: o investigador mede, mas não intervém. Estudos Observacionais Descritivos Estudos Observacionais • Descritivos • Primeiro passo em uma investigação epidemiológica é a simples descrição do estado de saúde • Relato de Caso • Série de Casos Relato de Caso ou Série de Casos Costuma ser a primeira abordagem de um tema. Usado para assuntos ainda não bem conhecidos. São relatos bem detalhados Um indivíduo (relato de caso) ou um pequeno grupo (série de casos) Importante para doenças novas ou não corriqueiras, manifestações raras ou associações de doença Descrever eventos clínicos raros e manifestações incomuns Relatos de experiências em serviços, cidades, etc Fontes de hipóteses sobre apresentação, risco, prognóstico e tratamento de doenças “São estudos realizados por profissionais para cientistas” Principais limitações Indivíduos observados altamente selecionados Poucas observações Observações de situações incomuns, evolução atípica, resultados inesperados “Viés do pesquisador” Falta de um grupo controle (não há comparabilidade) Conclusões Não devem servirem como base para mudanças de condutas clínicas São boas fontes de hipóteses, gerando interesse na comunidade científica para investigação de novas doenças, terapêuticas, etc. Incapacidade de estimar a frequência da ocorrência descrita Estudos Observacionais Analíticos Estudos observacionais Analíticos • Classificam os animais em com e sem doença • Expostos e não expostos aos fatores hipotéticos de risco Ecológico: uma área, grupo é a unidade de análise Transversal: “retrato” da situação (prevalência) Caso-Controle: doenças raras, parte-se de indivíduos doentes Coorte: longitudinal Estudo ecológico (correlação) Unidades de análise são grupos ao invés de indivíduos Os estudos ecológicos também podem ser feitos comparando-se populações em diferentes lugares ao mesmo tempo ou, em uma série temporal, comparando-se a mesma população em diferentes momentos Estudo transversal • Selecionam uma amostra de indivíduos (n) de uma grande população, e determinam para cada indivíduo da presença ou ausência simultânea da doença e do fator hipotético de risco a doença estudada. Estudo transversal • Mas o que isso quer dizer? • Quer dizer que a informação sobre a causa e o efeito são coletadas no mesmo momento, de cada indivíduo estudado. • Limite • Realizado quando sabemos que a causa vem antes do efeito Estudo transversal Medem a prevalência da doença = estudos de prevalência As medidas de exposição e efeito (doença) são realizadas ao mesmo tempo Não é fácil avaliar as associações encontradas nesses estudos = saber se a exposição precede ou é consequência do efeito Se os dados coletados representam a exposição antes da ocorrência de qualquer efeito, a análise pode ser feita de modo semelhante à utilizada nos estudos de coorte. Vantagens • Trata de dados captados unicamente no momento determinado Metodologia prática • Praticidade no intervalo curto de coleta de dados, existe menor exigência financeira para que essa metodologia seja aplicada Baixo custo • Por tratar-se de um tipo de estudo que representa um meio de compreensão entre a doença e a identificação de fatores de risco Capacidade descritiva Desvantagens • Viés de memória • Quando falamos em estudos retrospectivos, estamos falando de estudos que exigem informações pregressas sobre o paciente. Ocorre que, em alguns casos, é possível que as informações não sejam fornecidas integralmente por não haver registro ou lembrança de sua existência. • Não identificação da incidência de doenças • Não permitem que a incidência seja calculada, pois o estudo parte da comparação entre indivíduos que já tem a doença. Assim, não é possível estimar o número de novos casos, visto que já existem casos previamente identificados nos grupos. • Impossibilidade de teste de hipóteses • Por tratar-se de um estudo descritivo, apenas testam as variáveis simultaneamente, o que não permite que seja um estudo que possa testar hipóteses. Tipos de estudos transversais • Prevalência no ponto • Razão entre o número de enfermos na população, em determinado momento, pela população que apresenta risco de adoecer no mesmo momento. • Prevalência no período • Agrega todos os novos casos que ocorreram durante o período avaliado. Estudos de caso-controle • Um grupo de animais doentes (casos) e um grupo de animais não doentes (controles) são selecionados e comparados com relação à presença do fator hipotético de risco. • Exemplo: Animais com diarreia e animais sem diarreia. Estudos de caso-controle A ocorrência de uma possível causa é comparada entre casos e controles. No caso, temos a doença e com ela tentamos avaliar o que aconteceu para ter a doença, ao que ela foi exposta • Exemplo: Grupo de vacas com leptospirose (caso) e Grupo de vacas sem leptospirose (controle) Cada animal estudado é acompanhado ao longo do tempo. Não buscamos olhar o futuro, e sim o passado. Os animais são escolhidos baseando-nos no fato de terem (grupo estudo) ou não terem (grupo controle) o efeito (doença, evento resposta) já acontecido. Estudos de caso controle Finalidade: • Verificar a associação entre fatores de risco e doenças Procura saber: • Se determinada exposição esta significativamente mais presente em um grupo de indivíduos com certa doença do que em indivíduos semelhantes, mas sem essa doença. Longitudinais • No momento da formação do grupo dos doentes (casos) e dos não doentes (controles), a exposição e a doença já aconteceram, não sendo possível estabelecer-se relação temporal entre elas. • Sendo assim, não podem ser determinadas incidências e, consequentemente, não pode ser calculado o risco relativo. Estudo caso controle Estudo caso controle Vantagens: • Baixo custo; • Rapidez na execução e obtenção de resultados; • Pesquisa simultânea de vários de fatores de risco; • Adequado para o estudo de doenças raras; • Sem perdas de seguimento (abandono ou morte). Desvantagens: • Impossibilidade de determinação da incidência das doenças estudadas; • Permitir viés na medição da exposição e na formação do grupo dos doentes e dos controles; • Não ser prático para o estudo de exposições raras; Estudo caso- controle: seleção de caso e controle • Seleção de casos: • Representar todos os casos de uma determinada população; • Casos são selecionados com base na doença, mas não na exposição; • Controles são indivíduos sem a doença; • Não é necessário que casos e controles incluam toda a população, podendo ser restritos a qualquer subgrupo específico Estudo caso-controle: seleção de caso e controle Difícil selecionar os controles de modo que representem a prevalência de exposição na população de onde os casos foram originados Estimam os riscos relativos a uma doença Estudo caso-controle: exposição Determinar o início e da duração da exposição tanto para casos quanto para controles O nível de exposição de casos é usualmente determinado após o desenvolvimento da doença (dados retrospectivos) e, em geral, pelo questionamento direto ao proprietário. A resposta do informante pode ser influenciada pelo conhecimento das hipóteses sob investigaçãoou pela experiência que tem sobre a doença. Razão de chances ou odds ratio • A associação entre uma exposição e uma doença em um estudo de caso e controle é uma medida calculada pela razão de odds (RO ou de produtos cruzados), que é a razão do odds de exposição entre os casos dividido pelo odds de exposição entre os controles. Calcule • Um pesquisador está estudando 200 crianças, das quais 100 foram à creche e 100 não. Das que foram à creche, 90 ficaram resfriadas. Das que não foram, 75 ficaram resfriadas. Qual a odds de ter um resfriado para aqueles na creche, em comparação à odds daqueles que não estão na creche? Estudo de coorte Coorte = GRUPO Um grupo de animais exposto ao fator hipotético de risco e outro não exposto são selecionados e observados para registro do desenvolvimento da doença de cada grupo. Grupo exposto ao suposto fator de risco e outro não exposto ao dito fator de risco Chamados longitudinais ou de incidência. Estudo de coorte • Iniciam: • Grupo livre da doença • Classificados em subgrupos: • de acordo com a exposição a uma causa potencial da doença • As variáveis de interesse são especificadas e medidas e a coorte inteira acompanhada com o objetivo de ver o surgimento de novos casos de doença (ou outro desfecho) • Resultados difere entre os grupos, conforme a presença ou não de exposição Estudo de coorte • Vantagens: • Melhor informação sobre a etiologia das doenças • Medida mais direta do risco de desenvolvê-la • São caros porque podem requerer longos períodos de acompanhamento • Usados para investigar efeitos crônicos ou tardios Estudo de coorte • Como os estudos de coorte iniciam com pessoas expostas e não expostas, as dificuldades em medir as exposições determinam a facilidade com que o estudo será conduzido. Se a doença for rara tanto no grupo exposto quanto no não exposto pode ser difícil assegurar um grupo de estudo suficientemente grande. Riscos absoluto • Os coeficientes de incidência nos expostos e nos não expostos representam os riscos absolutos de se ficar doente em um ou outro grupo, respectivamente. Slide 1: Estudos Epidemiológicos Slide 2: Tipos de Estudos Slide 3 Slide 4: Estudos observacionais Slide 5: Estudos observacionais Slide 6: Estudos observacionais Slide 7: Estudos observacionais Slide 8 Slide 9: Estudos Observacionais Descritivos Slide 10: Estudos Observacionais Slide 11: Relato de Caso ou Série de Casos Slide 12: Principais limitações Slide 13: Conclusões Slide 14: Estudos Observacionais Analíticos Slide 15: Estudos observacionais Slide 16: Estudo ecológico (correlação) Slide 17: Estudo transversal Slide 18: Estudo transversal Slide 19: Estudo transversal Slide 20: Vantagens Slide 21: Desvantagens Slide 22: Tipos de estudos transversais Slide 23 Slide 24: Estudos de caso-controle Slide 25: Estudos de caso-controle Slide 26: Estudos de caso controle Slide 27: Estudo caso controle Slide 28: Estudo caso controle Slide 29: Estudo caso-controle: seleção de caso e controle Slide 30: Estudo caso-controle: seleção de caso e controle Slide 31: Estudo caso-controle: exposição Slide 32: Razão de chances ou odds ratio Slide 33: Calcule Slide 34: Estudo de coorte Slide 35 Slide 36: Estudo de coorte Slide 37: Estudo de coorte Slide 38: Estudo de coorte Slide 39: Riscos absoluto Slide 40