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Palavras e sintagmas
Apresentação
Palavras e sintagmas são unidades representativas da língua portuguesa, mas não são sinônimos e 
não identificam os mesmos elementos. No entanto, você sabe identificar a diferença e as 
características de cada uma delas? Nas línguas, a palavra representa uma unidade léxica dotada de 
sentido e reconhecida, fonologicamente, como uma sequência fônica completa dotada de 
significado. O sintagma, entretanto, compõe uma unidade da sentença, ou seja, é aquela 
combinação de palavras que evidencia os sintagmas nominal e verbal.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você verá a descrição dos itens lexicais de acordo com a proposta 
da análise morfossintática desse elemento. Além disso, conhecerá os mecanismos mórficos ou 
sintáticos que auxiliam na identificação das palavras em classes, assim como detectar os tipos de 
sintagmas e as características dos sintagmas nominal e verbal. Esses conhecimentos são 
fundamentais para que você amplie a sua compreensão sobre o funcionamento da língua 
portuguesa.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Descrever itens lexicais e seus aspectos na análise morfossintática.•
Reconhecer os mecanismos mórficos ou sintáticos para a identificação das palavras em 
classes.
•
Identificar as características do sintagma nominal e do sintagma verbal.•
Infográfico
Uma palavra é classificada como substantivo porque funciona como sujeito? Ou pode ser sujeito 
por que ela é um substantivo ou seu equivalente? Essa reflexão está relacionada com a 
interpretação do que é função e do que é classe de palavras. Uma independe da outra, mas, ao 
mesmo tempo, uma delas é limitante da outra.
Neste Infográfico, você vai compreender um pouco mais sobre essa temática.
 
Conteúdo do Livro
O entendimento dos mecanismos mórficos e sintáticos é fundamental para todos aqueles 
interessados nos estudos do funcionamento de uma língua. Isso porque essa compreensão 
possibilita a identificação assertiva das palavras em classes. Isso mesmo, esse é o primeiro passo. 
 
Após a definição das palavras em classes, é possível perceber as suas funções sintáticas e, então, 
detalhar os tipos de sintagmas, ou núcleos dos sintagmas e, por conseguinte, as características de 
cada um dos sintagmas de acordo com a presença ou ausência de determinada classe lexical na 
formação das orações. 
 
No capítulo Palavras e sintagmas, da obra Morfossintaxe, base teórica desta Unidade de 
Aprendizagem, você vai conhecer a descrição dos mecanismos mórficos ou sintáticos que auxiliam 
na identificação das palavras em classes. Além disso, vai se apropriar dos diferentes tipos de 
sintagmas, sobretudo na identificação das especificidades dos sintagmas nominal e verbal.
Boa leitura.
 
MORFOSSINTAXE
Nádia Castro
Palavras e sintagmas
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Descrever itens lexicais e seus aspectos na análise morfossintática.
 � Reconhecer os mecanismos mórficos ou sintáticos para a identificação 
das palavras em classes.
 � Identificar as características do sintagma nominal e do sintagma verbal.
Introdução
A partir da leitura deste capítulo, você compreenderá alguns aspectos 
da morfossintaxe. Vamos tratar do léxico da língua portuguesa, com 
o objetivo de ampliar os conhecimentos sobre as características e as 
propriedades de cada palavra. Observaremos o conjunto arbitrário de 
palavras e conheceremos a relação que se estabelece entre palavras 
e sintagmas, analisando o que isso significa para o funcionamento da 
língua portuguesa.
Os objetivos do capítulo estão centrados na descrição dos itens le-
xicais e nos aspectos que eles englobam na análise morfossintática; na 
demonstração dos mecanismos mórficos ou sintáticos para a identifica-
ção das palavras em classes; e, por último, no exame das características 
do sintagma nominal e do sintagma verbal.
Itens lexicais na análise morfossintática
Segundo Basílio (2004), o léxico apresenta certo teor de regularidade e é 
elemento fundamental da organização linguística da língua, seja do ponto de 
vista semântico ou gramatical. O conhecimento lexical permite analisar certas 
estruturas da língua, seja em uma abordagem textual ou mesmo estilística. 
O que ocorre é que os diferentes processos de derivação, de mudança e de 
extensão das classes das palavras são traduzidos em estruturas morfológicas 
lexicais. É por essa característica que se destaca a relevância do conhecimento 
dos itens lexicais e de seus aspectos no contexto da análise morfossintática. 
Primeiramente, é preciso saber que existe uma vasta possibilidade de 
nomenclatura. De acordo com diferentes estudiosos, é possível encontrar 
semelhanças e diferenças na classificação das palavras, dos vocábulos, dos 
lexemas, das unidades ou itens lexicais. Neste capítulo, o foco se manterá na 
compreensão da palavra, dos itens lexicais e dos sintagmas.
Vamos iniciar com os itens lexicais. Você sabe o que é um item lexical?
A língua existe para que possamos nos comunicar. Logo, é necessário 
identificar as coisas sobre as quais queremos falar. Assim, é possível designar 
pessoas, lugares, objetos, etc. Identificamos a língua como um sistema de 
classificação e de comunicação. Nesse contexto, o papel do léxico apresenta 
dupla função para língua: ele é um banco de dados com uma classificação 
prévia que fornece unidades básicas para que o falante construa enunciados 
(BASÍLIO, 2004). Assim sendo, o léxico categoriza aquelas coisas sobre as 
quais falamos, fornecendo unidades de designação denominadas palavras. A 
palavra, portanto, desempenha papel fundamental no processo de comuni-
cação, pois possibilita identificação, categorização e nomeação da realidade 
que cerca os falantes. É assim que os indivíduos geram o léxico de sua língua.
Consideremos, agora, a seguinte questão: o que é palavra e o que é léxico?
Compreendemos a palavra como unidade de designação utilizada para a 
construção de enunciados. No entanto, um conjunto fechado dessas unidades 
não é suficiente para uma língua. Observe, por exemplo, as palavras que são 
incorporadas ao cotidiano de fala dos indivíduos de determinada língua. Esse 
sistema não é estático, ampliamos as unidades de designação, pois temos 
necessidade de classificar situações, objetos e pessoas de formas não antes 
feitas. Por esse motivo, produzimos (e reproduzimos) novas denominações. 
Precisamos de um sistema dinâmico, que seja capaz de se expandir e de se 
moldar conforme às necessidades dos falantes. Por exemplo, o léxico oferece 
as unidades de designação, como global; a partir delas, elaboramos novos 
itens lexicais, tal como globalização.
O léxico não se limita a um conjunto fechado de palavras. Ele é dinâmico e 
apresenta estruturas que podem ser utilizadas para sua expansão. Dito de outro 
modo, o léxico é mais do que palavra. No léxico, estão as estruturas e os processos 
de formação de palavras que possibilitam a formação de novas unidades lexicais 
e, por conseguinte, permitem a aquisição de palavras novas para os falantes.
Não devemos confundir item lexical com palavra: o primeiro faz referência 
aos itens que estão armazenados na memória do falante; o segundo nomeia o 
Palavras e sintagmas2
termo que é utilizado de acordo com a teoria gramatical. Assim sendo, existe 
o léxico externo e o interno, conforme delimita Basílio (2004). Como conjunto 
de palavras, temos o léxico externo, ou seja, aquele grupo que se verifica 
nos enunciados dos falantes. O conjunto interno, ou mental, corresponde às 
palavras conhecidas pelo falante e também aos padrões gerais de estruturação 
para interpretação e produção de novas formas. Para a análise morfossintática, 
essa diferenciação é importante. Interpretamos palavra como categoria mais 
genérica. Item lexical, no entanto, deve ser percebido como unidade de nome-
ação de verbos e substantivos e outros, ou seja, como unidade semanticamente 
registradano léxico de uma língua, com potencial de combinação com outros 
elementos afixais para formação de outras unidades ou sintagmas.
A utilização do termo unidade lexical refere-se a itens com uma sequência fonológica 
e morfológica com significado intrínseco. Dessa forma, considere a indivisibilidade 
do termo.
Para a análise morfossintática, a normalização dos itens lexicais é impres-
cindível, pois esse é o processo que reduz as variações de uma palavra para sua 
forma única. Os componentes formadores de palavras são o radical e os afixos. 
O radical é o elemento básico, enquanto os afixos podem ser incorporados 
às palavras para formar outras. Esses processos afetam significativamente 
a palavra original; podem, inclusive, alterar a sua categoria morfológica. 
Observe o exemplo a seguir:
 � Casa
 � Casebre
 � Casinha
 � Casarão
Nestes exemplos, cas- (cas-a; cas-ebre; cas-inha e cas-arão) é o elemento 
que faz referência ao mundo extralinguístico. Esse é o radical que faz parte de 
todas as palavras e é a significação desse radical que é denominada de lexical. 
Ou seja, a formação de palavras, nesse caso, é chamada de formação lexical. 
3Palavras e sintagmas
Mecanismos mórficos ou sintáticos para a 
identificação das palavras em classes 
Classes de palavras são conjuntos abertos de palavras, os quais podem ser defi-
nidos a partir das propriedades ou funções semânticas e gramaticais. Conhecer 
as classes de palavras é fundamental para a compreensão do funcionamento 
de uma língua, pois elas expressam as propriedades gerais das palavras. De 
fato, só é possível descrever os mecanismos gramaticais mais óbvios, como a 
concordância de gênero e número do artigo com o substantivo, se soubermos 
determinar qual palavra pertence a cada classe.
De acordo com a gramática tradicional, podemos classificar as palavras de 
diversas maneiras. É possível indicar uma classificação conforme acentuação 
(átonas ou tônicas) por exemplo. Entretanto, o que está convencionado como 
classe de palavras (ou categorias lexicais) corresponde a uma classificação 
mais específica, a qual está relacionada com critérios semânticos ou grama-
ticais de análise.
Classes de palavras são necessárias para a descrição gramatical.
Existe um critério ou um conjunto de critérios de classificação de palavras? 
Existem divergências quanto a isso, mas, neste momento, é relevante pensar 
nos critérios, uma vez que as classes de palavras são importantes para a 
descrição gramatical. Dessa forma, pense na definição apenas semântica do 
substantivo, sobre como ele se comportam nos enunciados. Esse critério daria 
conta da explicação? Não. A posição de ocorrência das palavras na elaboração 
dos enunciados é essencial para descrição gramatical. Desse modo, apenas o 
critério semântico não basta para a descrição gramatical. 
A definição sintática do substantivo como núcleo do sujeito, agente da 
passiva ou objeto indica posições estruturais, mas não evidencia as proprie-
dades de concordância do substantivo em relação ao adjetivo, por exemplo. 
Do mesmo modo, a definição sintática ou semântica do verbo não evidencia 
as necessidades das várias formas verbais que expressam tempo, modo, nú-
mero e pessoa. Portanto, conclui-se que os propósitos de descrição gramatical 
Palavras e sintagmas4
exigem das classes de palavras uma definição com diversos critérios. Assim 
sendo, para efeitos da descrição gramatical, as classes de palavras devem ser 
definidas simultaneamente por critérios morfológicos, sintáticos e semânticos.
Principais categorias lexicais
Como elementos do léxico, as classes de palavras podem ser denominadas 
categorias lexicais. Segundo Basílio (2006), as classes de palavras que estão 
envolvidas em processos de formação de palavras são as seguintes:
 � Substantivos
 � Adjetivos
 � Verbos
 � Advérbios
A primeira classe de palavras, substantivos, é definida pela propriedade 
semântica de designação de seres ou entidades; pela propriedade morfológica 
de determinação de gênero e número; e, por fim, pela propriedade sintática 
de ocupar a posição de núcleo do sujeito ou complemento. 
A classe dos adjetivos é definida pela propriedade de caracterização ou 
qualificação, sobretudo dos seres designados pelos substantivos. Os verbos, 
como classe de palavras, representam relações no tempo e têm a função de 
predicação com flexões de tempo e modo. Por último, a classe dos advérbios 
representa aquela composta de palavras invariáveis com função de modificar 
os verbos, os adjetivos e outros advérbios e enunciados.
As classes de palavras (ou categoria lexicais) são a base para a descrição 
dos processos de formação de palavras. Por exemplo, a adição do sufixo 
-dade a um adjetivo forma um substantivo: no caso do adjetivo leal, por meio 
da adição do sufixo -dade, temos o substantivo lealdade. Assim, podemos 
constatar que a definição de classes de palavras deve seguir os requisitos da 
descrição gramatical, bem como aqueles requisitos relacionados ao processo 
de formação de palavras. 
Quando afirmamos que o sufixo -ção é adicionado aos verbos para a for-
mação de substantivos, não se afirma apenas que ele se acrescenta a palavras 
que ocupam o núcleo do predicado para formação de palavras que ocupam o 
núcleo do sintagma nominal; na verdade, consideramos que palavras a que -ção 
é aplicável designam eventos e situações que estão representadas no tempo 
e apresentam flexão de tempo/modo/aspecto e número-pessoa. Portanto, as 
palavras produzidas designam eventos e situações sem a marca de represen-
5Palavras e sintagmas
tação no tempo, sem flexão e com a propriedade de acionar os mecanismos 
de concordância tanto de gênero quanto de número.
Sintagma nominal e sintagma verbal
Sintagma é um termo utilizado para designar dois elementos consecutivos. Um 
deles é o determinado (principal) e o outro é o determinante (subordinado). 
Quem introduziu este termo foi Ferdinand de Saussure (2006). Por exemplo, em 
um sintagma básico, composto de sujeito e predicado, o elemento determinado 
é o verbo; o determinante, o sujeito.
O que o sintagma identifica é a impossibilidade de dois termos serem 
pronunciados ao mesmo tempo, ou seja, existe linearidade na expressão do 
signo. Além disso, um termo apenas passa a ter valor depois de ser contrastado 
com outro.
O sintagma, portanto, trata da combinação de formas mínimas em unidades 
linguísticas superiores. O que existe, em essência, é reciprocidade, coexistência 
e solidariedade entre os elementos presentes na fala. Essa relação é sintagmática 
e concebe o sintagma no plano mórfico e sintático. Dentro desse contexto, 
identifica-se uma subdivisão dos sintagmas, de acordo com o núcleo que os 
compõem. Os tipos de sintagma são: nominal, verbal, adjetival, adverbial e 
preposicional.
Neste momento, vamos centralizar nosso estudo em apenas dois tipos: 
nominal e verbal.
Sintagma nominal
De acordo com Mioto, Silva e Lopes (2005), o sintagma nominal é composto, 
obrigatoriamente, por um nome, seguido de seus determinantes. Esses deter-
minantes podem ser pronomes ou palavras que, em suas origens, pertenciam a 
determinadas classes lexicais, mas que, a partir da recategorização, passaram 
a desempenhar o papel de nomes. 
O núcleo, portanto, pode ser combinado com outros elementos, como 
complementos (a conquista da batalha), modificadores (o vestido azul) e 
também especificadores, que podem ser definidos pelos determinantes e pelos 
quantificadores (muitas balas). Portanto, as funções sintáticas que o sintagma 
nominal pode representar são: sujeito, predicativo, objeto direto, indireto e 
oblíquo (nominal e verbal), aposto, adjunto adverbial e vocativo.
Palavras e sintagmas6
No caso de o sintagma nominal apresentar apenas um especificador, este 
ocorrerá na posição inicial do sintagma (esta aluna, muitos estudantes, etc.). 
Por outro lado, quando o especificador for um quantificador não determinante, 
este pode acorrer entre um determinante definido e o nome. Por exemplo: asvárias amigas da Luiza. Neste caso, a posição é intermediária.
Assim sendo, os quantificadores todos e ambos, quando iniciando sintagma 
nominal, não podem preceder diretamente um nome sem a presença de um 
determinante. Por exemplo: todas as ruas, ambas as ruas. Para confirmar essa 
afirmação, pense na possibilidade da estrutura: todas casas e ambas casas. 
Essas duas construções são agramaticais. No entanto, estes quantificadores 
podem ocorrer na posição pós-verbal. Observe os exemplos de substituição:
Todos os carros eram vermelhos → Os carros eram todos vermelhos.
Ambas as meninas comeram doces → As meninas comeram ambas os 
doces.
Com relação à função sintática exercida pelo sintagma nominal, no con-
texto da oração, temos, na maioria dos casos, sujeito e complementos verbais 
da oração. Analise o exemplo e as funções desempenhadas pelos sintagmas 
nominais:
Os estudantes escreveram um texto.
Neste exemplo, são registrados dois sintagmas nominais: um na função 
de sujeito e outro na função de objeto (complemento direto). Primeiramente, 
na função de sujeito temos os estudantes como núcleo; sendo que o núcleo 
está em estudantes, acompanhado do especificador os. Na função de objeto 
(complemento) direto, temos um texto. Nesse segundo sintagma nominal, o 
núcleo é texto, e o especificador determinante, um.
Sintagma verbal
O segundo tipo de sintagma é o verbal, conforme apresenta Mioto, Silva e Lopes 
(2005). Como o nome enuncia, o sintagma verbal é constituído pelo predicado 
da oração. Nesse caso, o núcleo é o próprio verbo. Observe o exemplo a seguir:
As colegas chegaram.
7Palavras e sintagmas
Nesse exemplo, o predicado é o verbo chegaram. Este representa o sintagma 
em evidência. Nesse tipo de sintagma, os elementos relacionados a ele são 
denominados argumentos do verbo, os quais podem ocorrer inclusive na forma 
de sintagma nominal, adjetival, adverbial ou preposicional. Desempenhando 
funções de predicativo (predicação secundária), de objeto (complemento) 
direto, indireto ou oblíquo (adverbial e nominal), os constituintes são exigidos 
pelo verbo. Sem esses determinantes, não há oração com sentido completo; 
tanto sintaticamente quanto semanticamente, são necessários para organização 
coerente das orações. 
Com relação aos argumentos dos verbos, eles podem ser externos (o sujeito) 
ou internos (os complementos). No entanto, nem todos os sintagmas verbais 
apresentam complemento. Os verbos intransitivos, por exemplo, são exemplos 
de sintagmas verbais desse tipo. Observe:
Chove.
Nevou.
Nesses exemplos, as frases são compostas de apenas um membro: o verbo. 
Desse modo, este é autossuficiente e não precisa de complemento para dar 
sentido. Esse tipo de sintagma verbal é denominado sintagma verbal reduzido. 
BASÍLIO, M. Formação e classes de palavras no português do Brasil. São Paulo: Contexto, 
2004. 
MIOTO, C.; SILVA, M. C. F.; LOPES, R. E. V. Novo manual de sintaxe. Florianópolis: Insular, 2005.
SAUSSURE, F. Curso de linguística geral. 27. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.
Leituras recomendadas
BECHARA, E. Gramática escolar da língua portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fron-
teira, 2010.
CARVALHO, C. Para compreender Saussure: fundamentos e visão crítica. 12. ed. Petró-
polis: Vozes, 2003.
MARGOTTI, F. W.; MARGOTTI, R. C. M. F. Morfologia do português. Florianópolis: UFSC, 
2008.
Palavras e sintagmas8
Conteúdo:
 
Dica do Professor
Os sintagmas representam os elementos que se apresentam de forma consecutiva na estrutura 
interna das orações, sendo um deles o determinante e o outro o determinado. Cada tipo de 
sintagma é composto por um núcleo diferente e pode, dessa forma, desempenhar papéis 
específicos.
Veja a seguir.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/8236ce765770d18b9bf59e65b813616d
Exercícios
1) Sobre a definição de léxico, assinale a alternativa correta.
A) O léxico não estabelece relação com a organização linguística da língua.
B) O léxico não apresenta nenhuma regularidade.
C) O léxico apresenta certo teor de regularidade e é elemento fundamental da organização 
linguística da língua.
D) Léxico não pode ser caracterizado como algo importante para a circulação do significado.
E) O léxico é estático e não possibilita a incorporação de novos vocábulos.
2) Sobre o conceito de palavra, assinale a resposta correta.
A) A palavra não é fundamental para a comunicação entre os falantes de determinada língua.
B) A palavra é apenas registro, não sendo fundamental para o processo de comunicação.
C) A palavra é fundamental no processo de comunicação.
D) A palavra não possibilita categorização.
E) A palavra não é nomeação da realidade que cerca os falantes.
3) Sobre os componentes formadores das palavras, assinale a alternativa correta.
A) Palavras são compostas apenas por radical.
B) Palavras são compostas apenas por afixos.
C) Palavras não são compostas por sufixos.
D) Palavras são compostas por radical e afixos.
E) Palavras são compostas apenas por prefixos.
4) Sobre as classes de palavras, assinale a alternativa correta.
A) Conhecer as classes de palavras é fundamental, pois elas expressam as propriedades gerais 
das palavras.
B) As classes de palavras não estão relacionadas com o funcionamento de determinada língua.
C) Para determinar e descrever os mecanismos gramaticais, não precisamos das classes de 
palavras.
D) Identificar as classes de palavras não é requisito necessário para análise sintática das 
estruturas, pois as classes não expressam propriedades gerais das palavras.
E) As classes de palavras (ou categorias lexicais) não são a base para a descrição dos processos 
de formação de palavras.
5) Com relação aos tipos de sintagmas, assinale a alternativa que indica corretamente o tipo de 
sintagma e a sua descrição.
A) O sintagma nominal é constituído pelo predicado da oração. Nesse caso, o núcleo é o próprio 
verbo.
B) O sintagma verbal é constituído pelo sujeito da oração. Nesse caso, o núcleo é o próprio 
verbo.
C) O sintagma nominal é composto, obrigatoriamente, por um nome, o qual é seguido por seus 
determinantes.
D) O sintagma verbal é composto por um nome seguido de seus determinantes.
E) O sintagma nominal é composto, obrigatoriamente, por um verbo, o qual é seguido por seus 
determinantes, desempenhando papel de sujeito da oração.
Na prática
Qual é a diferença entre classe de palavras e função? O que vem antes, a definição de classe ou a 
determinação da função? Uma exerce influência sobre a outra?
Essas perguntas surgiram no seu pensamento depois de uma aula de morfossintaxe. Nesse 
encontro, o professor fez uma afirmação bem pontual sobre classe e função, citando como se 
configuram e qual é a relação entre elas. Rapidamente, ele afirmou que uma delas é analisada pela 
forma que a palavra assume e pelo sentido que expressa. O docente indicou também que a outra 
apenas pode ser estabelecida a partir da relação com os demais elementos.
Olhar para as palavras possibilita a identificação das dez classes da língua portuguesa (substantivos, 
adjetivos, advérbios, artigos, pronomes, etc.). Logo, as funções das palavras podem ser definidas 
pela posição que elas ocupam na frase e pela relação com os outros elementos que compõem as 
orações.
Neste Na Prática, você vai ver um exemplo para ilustrar o que é função e o que é classe de 
palavras.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/0b886828-8ec5-4d42-9432-7bcde2adad34/df678a75-da15-4b03-86cf-07bf8f305e1e.png
Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Noam Chomsky: o conceito de linguagem
Noam Chomsky é uma figura de renome quando se pensa em linguística. Uma das suas reflexões 
mais consagradas está centrada no processo de aquisiçãodas línguas, assim como na evolução 
destas. Portanto, é indispensável que você conheça um pouco mais sobre esse pesquisador. Acesse 
o vídeo a seguir para ver uma entrevista do autor, na qual ele fala sobre o conceito de linguagem.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
A análise morfossintática e o estudo dos sintagmas: sugestões 
metodológicas
Para ampliar a sua compreensão sobre o estudo do sintagma, a leitura de artigos científicos é 
essencial. Leia este artigo sobre sugestões metodológicas para a interpretação e o trabalho com a 
morfossintaxe.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Linguística Aplicada
No campo da linguística, há muita leitura necessária. Para você, futuro profissional da área, é 
fundamental compreender a linguística aplicada ao ensino de língua portuguesa. Leia o livro a 
seguir.
https://www.youtube.com/embed/W53UvJoLAwI
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/palimpsesto/article/viewFile/34951/24689
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://ppglin.posgrad.ufsc.br/files/2013/04/PT_Linguistica_Aplicada_WEB_.pdf

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