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424 Caderno de questões de Direito Tributário 05. (Juiz Substituto/TJ-SE/FCC/2015) Sobre fraude à execução em matéria tributária, é correto afirmar que: a) tem como marco inicial a alienação ou oneração de bens após a inscrição em dívida ativa, desde que não tenham sido reservados bens ou rendas suficientes ao pagamento total da dívida. b) é presumida de forma absoluta qualquer alienação ou oneração de bens que reduzam o contribuinte à insolvência. c) pode ser reconhecida administrativamente em sede de arrolamento fiscal de bens, quando a aliena- ção ocorreu após inscrição da dívida ativa e tenha reduzido o contribuinte à insolvência. d) pressupõe que tenha havido liminar concedida em sede de medida cautelar fiscal, impedindo a alie- nação ou oneração de bens imóveis ali constantes. e) ocorre em relação a alienação de bens imóveis de contribuinte que tenha dívida ativa superior a dois milhões de reais, desde que não tenha reservado bens suficientes para garantir a dívida. A presunção de fraude à execução fiscal está prevista no art. 185 do Código Tributário Nacional: Art. 185. Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública por crédito tributário regularmente inscrito como dívida ativa. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica na hipótese de terem sido reservados pelo devedor bens ou rendas suficientes ao total pagamento da dívida inscrita. A regra do CTN impede uma situação que acabaria por inviabilizar a execução. Iniciada a exe- cução fiscal, poderia o contribuinte se desfazer dos seus bens, procedendo à alienação, no intuito de não tê-los penhorados para quitação da dívida. Para evitar esta situação e atribuir ao crédito maior garantia, presume-se fraudulenta esta alienação de bens do sujeito passivo. No entanto, o próprio art. 185 prevê exceção quando, embora alienando bens durante a execução fiscal, o contribuinte mantenha patrimônio suficiente para quitar a dívida. Assim, o terceiro que adquirir bens do sujeito passivo que esteja em execução fiscal pode ser pre- judicado caso o contribuinte não tenha reservado bens ou rendas suficientes para satisfação da dívida. Nessa situação o negócio celebrado não surtiria efeitos e os bens alienados seriam objeto de penhora no curso da ação de execução fiscal. É muito importante destacar o termo inicial da presunção: a inscrição em dívida ativa. Logo, não obstante o caráter absoluto da presunção, esta somente se confirma na hipótese de o sujeito passivo não ter reservado patrimônio suficiente para a quitação do débito. Gabarito: A 06. (Especialista/Anatel/Cespe/2014) A respeito das garantias e privilégios do crédito tributário, julgue o próximo item, com fundamento nas normas do CTN e na jurisprudência do STJ. Suponha que Franco, após ter recebido notificação de lançamento para pagamento voluntário, antes da inscrição do débito em dívida ativa, tenha alienado, pela metade do valor de mercado, barco de sua propriedade a Alemão. Nesse caso, está configurada fraude à execução fiscal. ( ) Certo ( ) Errado