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440 Caderno de questões de Direito Tributário 29. (Procurador da Fazenda Nacional/ESAF/2006) Considerando o tema “Lei Complementar n. 105, de 10/01/01” e as disposições da citada lei, marque, a seguir, a opção que apresenta a assertiva correta. a) A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para apuração de crime contra a Admi- nistração Pública, pelo juiz, apenas na fase judicial. b) Além das requisições judiciais, o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários podem fornecer à Advocacia-Geral da União as informações e os documentos necessários à defesa da União nas ações em que seja parte. c) A constitucionalidade da LC n. 105/01 foi declarada pelo STF em ADIn específica. d) A inconstitucionalidade da LC n. 105/01 foi declarada pelo STF em ADIn específica. e) Os agentes fiscais tributários da União podem examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, inclusive os referentes a contas de depósitos e aplicações financeiras, como providência prévia à instauração de procedimento fiscal. Questão muito específica, típica de prova para PFN, que versa sobre a polêmica Lei Complemen- tar 105, de 10 de janeiro de 2001. A LC 105/2001 dispõe sobre a quebra do sigilo bancário e tem sido considerada pela doutrina como inconstitucional, por ofensa ao art. 145, § 1º da CF/88, bem como ao art. 5º, X e XII. Esses argumentos decorrem da previsão do art. 6º da referida lei: Art. 6º As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar documen- tos, livros e registros de instituições financeiras, inclusive os referentes a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando houver processo admi- nistrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente. Podemos observar que a LC 105/2001 não fez menção à autorização judicial, condicionando a quebra do sigilo apenas à instauração de processo administrativo. Isso ocasionou um grande número de ações judiciais. Apesar das inúmeras ações judiciais, na época da aplicação da prova o tema ainda não havia sido decidido em sede de ADIN, sendo decida até então pelo STF mediante RE. Vejamos exemplo retirado do site do próprio STF: Por maioria de votos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deu provimento a um Recurso Extraordinário (RE 389808) em que a empresa GVA Indústria e Comércio S/A questionava o acesso da Receita Federal a informações fiscais da empresa, sem fundamentação e sem autorização judi- cial. Por cinco votos a quatro, os ministros entenderam que não pode haver acesso a esses dados sem ordem do Poder Judiciário. A matéria tem origem em comunicado feito pelo Banco Santander à empre- sa GVA Indústria e Comércio S/A, informando que a Delegacia da Receita Federal do Brasil – com amparo na Lei Complementar nº 105/01 – havia determinado àquela instituição financeira, em mandado de procedimento fiscal, a entrega de extratos e demais documentos pertinentes à movimenta- ção bancária da empresa relativamente ao período de 1998 a julho de 2001. O Banco Santander cientificou a empresa que, em virtude de tal mandado, iria fornecer os dados bancários em questão. A empresa ajuizou o RE no Supremo contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que permitiu “o acesso da autoridade fiscal