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Aspectos assistenciais da enfermeira na unidade de internação cirúrgica: como acontece Universidade do Estado da Bahia - UNEB Departamento de Ciências da Vida - DCV Disciplina: Enfermagem nas unidades de Clínica Cirúrgica, Centro cirúrgico e Centro de material esterilizado. Docentes: Mary Gomes e Cristiane Purificação Discentes: André Bispo Camila Fonseca Daiane Dias Euricia Almeida Larissa Carneiro Paciente cirúrgico e o profissional de enfermagem Pitrez e Pioner (2003) define-se como “paciente cirúrgico aquele cujo tratamento implica um ato cirúrgico”. Paciente Cirúrgico = Perioperatório; Períodos operatórios que a clínica cirúrgica fica responsável; O bem estar do paciente deve ser o principal objetivo; O Paciente pode apresentar alto nível de estresse e sentimentos negativos; A equipe de enfermagem é responsável pelo preparo do paciente; Cuidados: Orientação, preparo físico e emocional, avaliação e encaminhamento ao CC; SAEP A metodologia utilizada com o paciente cirúrgico pode ser denominada como Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) (POSSARI, 2004). Definida como “um processo que objetiva a promoção, manutenção e recuperação da saúde do cliente e da comunidade, devendo ser desenvolvido pelo enfermeiro com base nos conhecimentos técnicos e científicos inerentes à profissão” (POSSARI, 2004). Compete ao enfermeiro da clínica cirúrgica: Planejamento da assistência de enfermagem prestada ao paciente cirúrgico, o qual diz respeito as necessidades físicas e emocionais do paciente, da orientação quanto a cirurgia e dos preparos para a intervenção cirurgica. ORIENTAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA Os pacientes costumam enfrentar dificuldades na aceitação da necessidade cirúrgica, aguardar ansiosamente o procedimento cirúrgico, visto que já estavam aguardando serem chamados para este há bastante tempo. A orientação pré-operatória trazendo benefícios positivos na recuperação do paciente, como na função ventilatória, capacidade funcional e física, sensação de bem estar e duração da internação (POTTER; PERRY, 2002). ORIENTAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA Cada paciente deve receber orientações individualmente, observando suas preocupações ou necessidades particulares. Frequentemente, são combinadas com vários cuidados preparatórios para permitir o fluxo fácil da informação (SMELTZER; BARE, 2002). Durante a prática não foi possível contemplar nenhuma orientação devido ao fato de que muitos paciente não eram informados sobre nenhum procedimento seja ele cirúrgico ou não. ORIENTAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA Até mesmo as medicações quando eram aplicadas não se era explicado para que era tratando o paciente como um objeto passivo de trabalho. Além disso, durante o nosso período de prática na clínica foi perceptível a enfermeira com um papel muito submisso ao médico onde grande partes das perguntas que poderiam ser respondidas pelas mesmas em eram resumidas “o médico vai passar aqui mais tarde.” PREPARO PSICOLÓGICO PRÉ-OPERATÓRIO Para Lopez e Cruz (2002) no momento em que o paciente é internado para a realização de um procedimento cirúrgico, pouco sabe sobre sua situação e sobre o que acontecerá com ele no período que antecede à intervenção. Sente ameaças às suas necessidades básicas ; faz questionamentos constantes que perduram a sua consciência; justificando se desta maneira a importância do preparo psicoespiritual, que deve ser realizado pela equipe de enfermagem no período que antecede à cirurgia. PREPARO PSICOLÓGICO PRÉ-OPERATÓRIO A garantia do sucesso no cuidado de enfermagem pode ser atribuída à maneira pela qual são atendidas as demandas físicas, emocionais, sociais e espirituais do paciente. Além disso, a escuta atenta e sensível interligada à comunicação efetiva e eficaz é essencial para o enfermeiro. Na realidade também não foi presenciado esse preparo, pois muitos pacientes não sabiam o procedimento que iriam realizar apontando uma ausência ou uma informação interrompida entre profissional e pacientes. JEJUM Solicitado para realização de grande parte das cirurgias, podendo variar em um intervalo de 8 a 10 horas antes do procedimento (NETTINA, 2003); Cirurgias no turno matutino deve ter o jejum iniciado na véspera após a janta, enquanto no turno vespertino se a cirurgia não envolver o trato gastrointestinal pode receber um dieta leve no café da manhã (SMELTZER; BARE, 2002); O objetivo é prevenir vômito e consequente aspiração do conteúdo gástrico para as vias respiratórias (SILVA; RODRIGUES; CESARETTI, 1997). . SINAIS VITAIS São definidos “parâmetros regulados por órgãos vitais, portanto revelam o estado funcional dos mesmos” (GABRIELLONI, 2005, p.112); Os sinais vitais devem ser checados registrados no prontuário com o horário da verificação na admissão do paciente e a intervalos regulares; O profissional de enfermagem ao exercer este cuidado deve visar à correta realização e a redução de riscos ao paciente (BLACK; MATASSARIN –JACOBS, 1996, GABRIELLONI, 2005); SINAIS VITAIS Atentar-se para fatores que podem contribuir para sua alteração, visto que a cirurgia pode ser suspensa ou pode levar a complicações no trans-operatório; É importante de mensurar os SSVV enquanto o paciente está internado e antes de encaminhar para o centro cirúrgico, pois o anestesista se baseia naqueles dados para compará-los com os verificados durante a cirurgia (POTTER; PERRY, 2002). PRÉ-ANESTÉSICO Medicamentos com a finalidade de conferir maior conforto ao paciente, facilitar os procedimentos do ato anestésico, reduzir a ansiedade do mesmo, facilitar a indução da anestesia e reduzir secreção da faringe; As medicações utilizadas no período pré-operatório podem ser classificadas como sedativos, tranquilizantes, analgésicos ou narcóticos, antieméticos e anticolinérgicos; Podem ser administradas por via oral, intramuscular ou endovenosa, e via de regra geralmente são ministradas de 30 a 90 minutos antes da cirurgia (HOFFER, 1997). CUIDADOS CUTÂNEOS Possui como finalidade a preparação apropriada da pele do paciente, para tornar o mais livre possível de microrganismos, reduzindo o risco de infecção da ferida cirúrgica, podendo envolver o banho ou uma esfregação do local da incisão com solução degermante anti-séptica seguida da remoção de pêlos para a cirurgia (ARCHER et al., 2005). Roupas Quando o paciente é encaminhado ao centro cirúrgico é solicitado que retire todas as suas roupas, e coloque a camisola hospitalar, que é aberta atrás e amarrada (SMELTZER; BARE, 2002). Vergonha do paciente, ao se sentir exposto. Cuidados com o curativo nos pacientes em Pós operatório Cuidados também Pré-operatórios; Após a realização de uma cirurgia, o paciente depara com uma ferida operatória que, embora pareça uma simples linha de sutura, requer cuidados especiais referentes à adequada avaliação e manejo no pós-operatório; Plano de alta. SUPERVISÃO DO CUIDADO PRESTADO Se confundem com alguns processos administrativos; São orientações sobre as ações que devem ser executados e controle das situações adversas à rotina da unidade; São considerados menos prazerosas pelo pelo profissional; Os enfermeiros se sentem mais úteis assistindo diretamente o paciente. No HGRS: Não vimos a divisão entre os papéis administrativos e assistenciais; Dificuldade com a mudança da empresa; Ocorrido do Clexane. (LUVISOTTO; VASCONCELOS; SCIARPA; DE CARVALHO 2010) RELACIONAMENTO COM A EQUIPE MULTI E INTER Entre a equipe de enfermagem: Dificuldades devido a mudança no vínculo; a falta de uma figura líder; Repercussões na assistência ao paciente. Entre a equipe multidisciplinar: A SAEP é implantada conforme diagnóstico médico; Serviço de Psicologia. Para Sales (1997), a assistência de enfermagem não deve limitar-se somente à execução de prescrições médicas, mas inclui principalmente o atendimento das necessidades individuais de cada pessoa, caminho que leva a compreensão do cuidar e que contempla a relação enfermeiro paciente. (CHRISTÓFORO, 2006) alta É feito no momento da alta hospitalar; Não desenvolvida durante o período de internação; Orientações não escritas; Sobrecarga de informações; Forma mecânica e apressada; Colaboração entre a equipe. HAN: Existe um impresso; Impresso críticado; Guiado pela patologia; contribuições genéricas das outras especialidades. (POMPEO et al, 2007) Referências BLACK, J.M.; MATASSARIN–JACOBS, E. Luckman e Sorensen. Enfermagem médico- cirúrgica. Uma abordagem psicofisiológica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. GABRIELLONI, M.C. Sinais vitais e dados antropométricos. In BORK, A.M.T. Enfermagem de excelência: da visão à ação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. cap. 6, p. 112-130. NETTINA, S.M. Prática de enfermagem. 6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. POTTER, P.A.; PERRY A.G. Grande tratado de enfermagem prática – conceitos básicos, teoria e prática hospitalar. 3 ed. São Paulo: Santos, 2002 Referências ROMANZINI, Adilson Edson et al. Orientações de enfermagem aos pacientes sobre o autocuidado e os sinais e sintomas de infecção de sítio cirúrgico para a pós-alta hospitalar de cirurgia cardíaca reconstrutora. Revista Mineira de Enfermagem, v. 14, n. 2, p. 239-243, 2010. SILVA, M.A.A.; RODRIGUES, A.L.; CESARETTI, I.U.B. Enfermagem na unidade de centro cirúrgico. 2.ed. São Paulo: E.P.U., 1997. SMELTZER, S.C.; BARE, B.G. Brunner & Suddarth – tratado de enfermagem médico cirúrgica. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. Referências POMPEO, Daniele Alcalá et al . Atuação do enfermeiro na alta hospitalar: reflexões a partir dos relatos de pacientes. Acta paul. enferm., São Paulo , v. 20, n. 3, p. 345-350, Sept. 2007 . Available from . access on 22 Sept. 2019. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002007000300017. POSSARI, JOÃO FRANCISCO. Centro cirúrgico: planejamento, organização e gestão. São Paulo: Iátria, 2004. PITREZ, F.A.B.; PIONER, S.R. Pré e pós-operatório em cirurgia geral e especializada. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2003. p.31-41. OBRIGADA! image11.jpg image2.jpg image1.jpg image23.png image16.jpg image12.jpg image17.png image26.png image13.png image21.png image22.png image14.png image15.png image25.png image19.png image27.png image18.png image24.png image20.png