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Sede da Associação
Brasileira de Imprensa
Irmãos Roberto
Letícia Tonieto
INFORMAÇÕES GERAIS
DO PROJETO 
Arquitetos: Marcelo e Milton Roberto
Ano: 1935
Tipo de projeto: Institucional
Status: Construído
Materialidade: Concreto
Estrutura: Concreto
Localização: Rio de Janeiro, Brasil
Implantação no terreno: Adossado às
2 divisas
CONTEXTO HISTÓRICO
Em 1936, a Associação Brasileira de Imprensa (A.B.I.) decide
convocar um concurso público de projetos para a construção
de sua nova sede no Rio de Janeiro.
Herbert Moses, que era o presidente queria a construção de
um edifício alinhado com as vanguardas arquitetônicas da
época uma oportunidade propagandística valiosa a ser
explorada pela instituição.
O prédio da ABI é referencial para a arquitetura moderna
brasileira, que já na década de 30 esboçava o conceito de
funcionalidade.
Técnicas pioneiras apresentadas por Le Corbusier foram
adotadas, além de outras características representativas da
evolução da arquitetura moderna.
O edifício foi tombado pelo IPHAN em 1965. Sua principal
característica é a unidade, que dá a tônica do conjunto, tanto
nas soluções plásticas quanto nas estruturais.
CONTEXTO HISTÓRICO
O projeto de construção do prédio gera controvérsias.
Segundo a Ilustração Brasileira, de setembro de 1940, a
autoria é dos irmãos Marcelo e Milton Roberto.
Já a Revista da Construção Civil, de outubro de 1978,
inclui o terceiro irmão, Maurício, como co-autor.
De qualquer maneira, a execução da obra se deu a partir
de um concurso instituído por Herbert Moses em 1936,
quando foi avaliada em 13 mil contos de réis.
O dinheiro foi conseguido pelo próprio Moses através de
solicitação pessoal a Getúlio Vargas, por intermédio do
ministro Osvaldo Aranha.
Na ocasião, Getúlio Vargas recebeu o título de
Presidente de Honra da Casa e Moses foi agraciado
como Grande Benemérito.
O terreno localizava-se em área plana pouco ocupada,
resultante do desmonte do morro do Castelo, situava-
se na esquina das ruas México com Araújo Porto
Alegre
• A ocupação dessa área de expansão do centro do
Rio de Janeiro fazia parte do plano urbano elaborado
pelo urbanista francês Alfred Agache entre 1928 e
1930.
O local, portanto, tinha arruamento e códigos
urbanísticos definidos, mas poucas edificações haviam
sido completadas até então.
Tais códigos estabeleciam para o centro do Rio de
Janeiro uma estrutura de quarteirões periféricos,
constituindo alinhamentos edificados de volume tria
uniforme, com amplos pátios no interior para
iluminação, ventilação e estacionamento.
análise do Projeto
Morro do Castelo - RJ
Compreenderia doze pavimentos, além de um piso subterrâneo, onde estariam localizadas uma sala de exercícios e uma
piscina para os associados da A.B.I.
Térreo: entrada “ampla e majestosa”, portaria e lojas para aluguel.
Primeiro ao quarto andar: escritórios para aluguel.
Quinto ao décimo segundo piso (terraço): estariam as dependências da A.B.I.
Quinto andar: diretoria.
Sexto andar: biblioteca.
Sétimo e oitavo andar: salão de festas e o vestíbulo de exposições, também usados para assembleias e conferências e que
constituíam um ponto com maior liberdade para a investigação de soluções compositivas.
Nono andar: serviços assistenciais.
Décimo: salão de jogos e salas de leitura.
Décimo primeiro: restaurante, seguido de terraço-jardim com bar.
Por força da legislação urbanística da área, décimo e décimo primeiro pavimentos deveriam estar afastados do alinhamento
em 1,75m e 3,50m respectivamente.
análise do Projeto
RELAÇÃO DO EDIFÍCIO E
SEU CONTEXTO
RELAÇÃO DO EDIFÍCIO E
SEU CONTEXTO
Relação de semelhança
Faz parte do tecido
Definição espacial: planos
Composto por 1 bloco
Hierarquia: destaque ao bloco
Presença de simetria
Composição simples
Há presença de ritmo
Presença de cheios e vazios
CONFIGURAÇÃO DO
ESPAÇO ARQUITETÔNICO
Planta térreo
Planta 7° pavimento
Planta 8° pavimento
Planta 10° pavimento
MAQUETE ELETRÔNICA
LUZ E SOMBRA
ORIENTAÇÃO SOLAR E
ILUMINAÇÃO 
Irmãos roberto
Marcelo, Milton e Maurício Roberto foram os irmãos mais
conhecidos da história da arquitetura brasileira (e
provavelmente não há outro trio de irmãos tão importante
em outros países).
Marcelo Roberto montou o escritório no Rio de Janeiro
em 1930, que funcionou com o seu nome até 1934, onde
Milton se junta e por fim, em 1941 Maurício entra para o
escritório ainda estudante.
Eles foram precursores na arquitetura moderna no Brasil.
O edifício da Associação Brasileira de Imprensa, por
exemplo, é concluído antes do Ministério de Educação e
Saúde, de Lucio Costa e equipe.
Nos anos seguintes, projetaram obras de grande
envergadura como o terminal do Aeroporto Santos
Dumont, e obras que hoje passam despercebidas, como
o edifício MMM Roberto, onde viveram.

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