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a) O juiz deve indeferir a citação por edital, pois não há prova da tentativa de citação pessoal b) O juiz deve permitir a citação por edital, considerando que o inquilino não está em seu endereço c) O locador deve aguardar até que o inquilino compareça espontaneamente d) O juiz deve determinar a citação por meio de carta registrada Resposta: b) O juiz deve permitir a citação por edital, considerando que o inquilino não está em seu endereço Explicação: A citação por edital é uma forma prevista na legislação processual civil para casos em que não se consegue localizar a parte para a citação pessoal. Se o locador comprovar que fez tentativas suficientes para localizar o inquilino, o juiz pode autorizar a citação por edital. 7) Em um processo penal, o réu é acusado de um crime cujas provas foram obtidas por meio de escuta telefônica sem autorização judicial. Durante a audiência de instrução, a defesa requer a nulidade das provas. Qual a posição correta do juiz em relação à admissibilidade das provas obtidas? a) Deferir a nulidade das provas, pois foram obtidas de forma ilícita b) Manter as provas, alegando que a defesa não comprovou a ilicitude c) Analisar a relevância das provas, independentemente de sua obtenção d) Determinar a produção de novas provas para suprir a falta das anteriores Resposta: a) Deferir a nulidade das provas, pois foram obtidas de forma ilícita Explicação: O artigo 5º, inciso LVI, da Constituição Federal assegura que são inadmissíveis as provas obtidas por meios ilícitos. A escuta telefônica sem autorização judicial é considerada uma violação do direito à privacidade do réu, resultando na nulidade das provas obtidas. 8) Em uma disputa de guarda de filhos, os pais não entram em acordo sobre a melhor solução para a criança. O juiz, ao proferir a sentença, deve considerar diversos fatores. Qual dos seguintes aspectos deve ser priorizado no interesse da criança? a) A renda dos pais b) A proximidade geográfica entre as residências c) A vontade da criança, se ela tiver idade suficiente para expressá-la d) O histórico de relacionamento entre os pais Resposta: c) A vontade da criança, se ela tiver idade suficiente para expressá-la Explicação: O princípio da proteção integral da criança assegura que seu interesse deve ser a prioridade nas decisões judiciais. A vontade da criança deve ser considerada, especialmente se ela tiver idade e maturidade para expressar suas preferências, refletindo seu melhor interesse. 9) Em um contrato de compra e venda, o vendedor se compromete a entregar o bem em um prazo específico, porém, entrega o produto com atraso. O comprador, insatisfeito, busca indenização por danos materiais e morais. Qual é a principal condição que o comprador deve demonstrar para ter sucesso em sua reclamação? a) Que o vendedor agiu de má-fé b) Que o atraso causou prejuízos diretos e comprováveis c) Que o produto era essencial para sua atividade d) Que o vendedor não apresentou justificativas para o atraso Resposta: b) Que o atraso causou prejuízos diretos e comprováveis Explicação: Para que o comprador obtenha a reparação por danos, deve demonstrar que o atraso na entrega do produto causou prejuízos reais, tanto materiais quanto morais. A simples insatisfação com o atraso não é suficiente para justificar a indenização. 10) Em um processo de inventário, um dos herdeiros apresenta um bem que foi adquirido após a abertura da sucessão. O outro herdeiro contesta a inclusão desse bem na partilha, alegando que não faz parte da herança. Qual é a compreensão correta sobre a natureza dos bens considerados na sucessão? a) Apenas bens adquiridos durante a união estável devem ser incluídos b) Bens adquiridos após a abertura da sucessão pertencem ao espólio c) Bens adquiridos antes da abertura da sucessão são considerados herança d) Bens adquiridos durante o casamento são sempre considerados herança Resposta: c) Bens adquiridos antes da abertura da sucessão são considerados herança Explicação: No Direito Sucessório, apenas os bens que pertenciam ao falecido no momento da abertura da sucessão são considerados para efeito de partilha. Bens adquiridos após a morte do de cujus não fazem parte do patrimônio a ser partilhado entre os herdeiros. 11) Em uma ação civil pública, o Ministério Público ajuíza um pedido de tutela provisória de urgência visando a proteção de direitos difusos. Qual é a condição necessária para a concessão dessa tutela? a) A comprovação de urgência e perigo de dano b) A ausência de contestação da parte contrária c) A existência de um dano irreparável comprovado d) O consentimento das partes envolvidas Resposta: a) A comprovação de urgência e perigo de dano Explicação: Para a concessão da tutela provisória de urgência, é necessário demonstrar a urgência da medida e o risco de dano irreparável ou de difícil reparação, especialmente em ações que visam a proteção de direitos difusos e coletivos. 12) Em um julgamento de um recurso especial, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa a interpretação de uma norma federal. Um dos ministros sustenta que a interpretação deve levar em conta o contexto social e as mudanças na realidade. Qual é a abordagem adequada que o STJ deve adotar em relação à função do juiz na aplicação do Direito? a) O juiz deve aplicar a norma sem considerar o contexto social b) O juiz deve interpretar a norma de forma isolada, sem influência externa c) O juiz deve adotar uma interpretação evolutiva da norma, considerando a realidade social d) O juiz deve seguir estritamente a letra da norma, mesmo que a realidade tenha mudado Resposta: c) O juiz deve adotar uma interpretação evolutiva da norma, considerando a realidade social Explicação: O STJ, ao interpretar normas federais, deve considerar não apenas a letra da lei, mas também o contexto social e as mudanças na realidade, adotando uma interpretação que promova a justiça e a equidade, refletindo os valores contemporâneos. 13) Um advogado é contratado para representar um cliente em um processo judicial. Durante a tramitação, o advogado recebe uma proposta de acordo da parte contrária, mas não comunica o cliente, aceitando a proposta em seu nome. Qual a consequência ética e legal da conduta do advogado? a) Não há consequências, pois o advogado age em nome do cliente b) O advogado pode ser responsabilizado por violação do dever de lealdade c) O advogado pode aceitar a proposta sem problemas, desde que não haja prejuízo d) O advogado deve apenas informar o cliente após aceitar a proposta Resposta: b) O advogado pode ser responsabilizado por violação do dever de lealdade Explicação: O advogado tem o dever ético de agir com lealdade e transparência em relação ao cliente, o que inclui a obrigação de comunicar propostas de acordo. Aceitar um acordo sem a autorização do cliente configura violação do dever de lealdade e pode resultar em responsabilização ética e legal.