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15) A jurisprudência é uma fonte de direito? Orlando Gomes não entendia desta forma, dife-
rentemente de Reale que é fonte de direito, e diferente de Caio Mário que fala ser fonte práti-
ca do direito. A súmula vinculante tem poder normativo para justificar ser a jurisprudência 
como fonte do direito? Dentro do ordenamento jurídico brasileiro inovou como força normati-
va? Quanto as decisões de controle de constitucionalidade. Qual o procedimento par a edição 
de súmula vinculante? Dois argumentos contrários e dois favoráveis da jurisprudência ou dou-
trina à súmula vinculante. 
Resposta: 
Classicamente, em uma visão positivista, entendia-se por fonte formal do Direito, ape-
nas aquelas que inovavam o ordenamento jurídico, instituindo deveres e obrigações às 
partes. Daí ser a lei a fonte primária do Direito e a jurisprudência fonte auxiliar, pois 
apenas se aplicava o direito, e não se inovava. 
Essa visão clássica vem sendo mitigada, pois cada vez mais demonstra-se que ao se 
aplicar o direito o juiz exerce uma função criadora perante as partes, individualizando e 
―criando‖ a norma perante as partes. A súmula vinculante vem potencializar essa função 
criadora do direito, pois através do enunciado das súmulas é possível inovar no ordena-
mento jurídico, impondo obrigações de caráter vinculante à Administração e ao próprio 
Poder Judiciário. 
Para a criação da súmula vinculante, tecnicamente, é preciso decisões reinteradas do 
STF sobre matéria constitucional, tendo por objeto a validade, a interpretação e a eficá-
cia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre 
esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurí-
dica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. 
O enunciado deve ser aprovado por 
2
/3 dos membros do tribunal. Cabe aos legitimados 
para propor a ADI requerer a revisão, edição ou cancelamento da súmula, bem como 
aos municípios, incidentalmente, no curso de processo que seja parte. 
Argumentos contrários à súmula vinculante são a mitigação ao princípio do livre con-
vencimento dos magistrados, bem como da separação de poderes, pois o STF estaria 
exercendo o papel de legislador secundário. 
Já argumentos favoráveis são: a duração razoável do processo; o devido processo legal; 
a segurança jurídica; e o desafogamento do STF com o julgamento de demandas repeti-
tivas, para a concentração de forças em processos referente a temas ainda não julgados e 
de ―maior importância‖.

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