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625 15) A jurisprudência é uma fonte de direito? Orlando Gomes não entendia desta forma, dife- rentemente de Reale que é fonte de direito, e diferente de Caio Mário que fala ser fonte práti- ca do direito. A súmula vinculante tem poder normativo para justificar ser a jurisprudência como fonte do direito? Dentro do ordenamento jurídico brasileiro inovou como força normati- va? Quanto as decisões de controle de constitucionalidade. Qual o procedimento par a edição de súmula vinculante? Dois argumentos contrários e dois favoráveis da jurisprudência ou dou- trina à súmula vinculante. Resposta: Classicamente, em uma visão positivista, entendia-se por fonte formal do Direito, ape- nas aquelas que inovavam o ordenamento jurídico, instituindo deveres e obrigações às partes. Daí ser a lei a fonte primária do Direito e a jurisprudência fonte auxiliar, pois apenas se aplicava o direito, e não se inovava. Essa visão clássica vem sendo mitigada, pois cada vez mais demonstra-se que ao se aplicar o direito o juiz exerce uma função criadora perante as partes, individualizando e ―criando‖ a norma perante as partes. A súmula vinculante vem potencializar essa função criadora do direito, pois através do enunciado das súmulas é possível inovar no ordena- mento jurídico, impondo obrigações de caráter vinculante à Administração e ao próprio Poder Judiciário. Para a criação da súmula vinculante, tecnicamente, é preciso decisões reinteradas do STF sobre matéria constitucional, tendo por objeto a validade, a interpretação e a eficá- cia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurí- dica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. O enunciado deve ser aprovado por 2 /3 dos membros do tribunal. Cabe aos legitimados para propor a ADI requerer a revisão, edição ou cancelamento da súmula, bem como aos municípios, incidentalmente, no curso de processo que seja parte. Argumentos contrários à súmula vinculante são a mitigação ao princípio do livre con- vencimento dos magistrados, bem como da separação de poderes, pois o STF estaria exercendo o papel de legislador secundário. Já argumentos favoráveis são: a duração razoável do processo; o devido processo legal; a segurança jurídica; e o desafogamento do STF com o julgamento de demandas repeti- tivas, para a concentração de forças em processos referente a temas ainda não julgados e de ―maior importância‖.