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FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DE GARANHUNS SISTEMAS ORGÂNICOS INTEGRADOS II (ATIVIDADE TIC’s) DANIEL ANTÔNIO TEIXEIRA DE SANTANA GARANHUNS/PE 2024 QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE AS CÉLULAS (RECEPTORES) GUSTATÓRIOS E OLFATÓRIOS? Os receptores gustatórios (responsáveis pelo paladar) e os receptores olfatórios (responsáveis pelo olfato) são células sensoriais especializadas que possuem diferenças importantes em sua estrutura, localização e função (SILVERTHORN, 2019). LOCALIZAÇÃO Receptores Gustatórios: Localizam-se principalmente nas papilas gustativas na língua, mas também estão presentes no palato, faringe e epiglote. As papilas gustativas contêm grupos de células receptoras que detectam sabores. Receptores Olfatórios: Encontram-se na parte superior da cavidade nasal, em uma área chamada epitélio olfatório. Este epitélio é uma camada especializada de tecido que contém os neurônios olfatórios responsáveis pela detecção de odores (MACHADO, 2014). TIPO DE CÉLULA Receptores Gustatórios: São células sensoriais especializadas que não são neurônios, mas células epiteliais modificadas. Elas transmitem sinais para os neurônios aferentes do nervo gustativo (nervos facial, glossofaríngeo e vago). Receptores Olfatórios: São neurônios sensoriais especializados. Estes neurônios possuem dendritos que projetam cílios na cavidade nasal e axônios que se conectam diretamente ao bulbo olfatório no cérebro (SCHNEIDER, 2020). MECANISMO DE ATIVAÇÃO Receptores Gustatórios: Detectam moléculas solúveis (substâncias químicas dissolvidas na saliva) que se ligam a receptores específicos na membrana das células gustativas. Existem cinco tipos principais de receptores gustatórios que detectam sabores: doce, salgado, azedo, amargo e umami. Receptores Olfatórios: Detectam moléculas voláteis (substâncias químicas no ar) que se ligam a receptores específicos nos cílios dos neurônios olfatórios. Cada receptor olfatório é capaz de detectar uma ampla gama de odores, permitindo a percepção de milhares de diferentes cheiros (PORTO, 2019). TRANSDUÇÃO DO SINAL Receptores Gustatórios: A ativação dos receptores de sabor provoca uma cascata de sinalização celular que resulta na liberação de neurotransmissores para os neurônios aferentes. Estes sinais são então transmitidos ao cérebro, onde são processados para a percepção do gosto (TORTORA, 2016). Receptores Olfatórios: A ligação das moléculas odoríferas aos receptores olfatórios nos cílios desencadeia uma resposta que gera um potencial de ação diretamente no neurônio olfatório. Este sinal é transmitido ao bulbo olfatório e, em seguida, para outras áreas do cérebro envolvidas na percepção do cheiro. A transdução olfativa é efetuada por neurônios sensitivos que formam o nervo olfatório (craniano I), faz conexão com o neurônio secundário no bulbo olfatório que segue para a córtex olfativa (SILVERTHORN, 2019). Essas informações também chegam a outros locais do SNC em associação, como sistema límbico, córtex motor e outros. O mecanismo de transdução olfativa se dá pela modificação da proteína G no complexo molécula odorífera e receptor da membrana dendrítica do neurônio sensitivo ATIVANDO a enzima Adenilciclase e aumentando o AMPc. A despolarização ocorre pelo aumento de AMPc intracelular promovendo a abertura dos canais de cálcio, influxo de Ca++ e Na++ e efluxo de Cl- (RODRIGUES, 2012). REGENERAÇÃO Receptores Gustatórios: As células gustativas têm uma vida útil curta, em torno de 10 a 14 dias, e são continuamente renovadas a partir de células progenitoras. Receptores Olfatórios: Os neurônios olfatórios também têm uma capacidade notável de regeneração, com um ciclo de vida de aproximadamente 30 a 60 dias. Eles são substituídos por novas células derivadas de células-tronco localizadas no epitélio olfatório (KUMAR, 2018). CONEXÕES NERVOSAS Receptores Gustatórios: Conectam-se aos nervos cranianos (facial, glossofaríngeo e vago) que transmitem sinais ao cérebro, especialmente ao córtex gustativo. Receptores Olfatórios: Seus axônios formam o nervo olfatório, que se projeta diretamente no bulbo olfatório e, posteriormente, nas áreas do cérebro relacionadas ao olfato no córtex olfatório, amígdala e hipocampo (CARDOSO, 2015). PERCEPÇÃO SENSORIAL Receptores Gustatórios: A percepção gustativa é relativamente simples e categorizada em cinco gostos básicos. Receptores Olfatórios: A percepção olfatória é muito mais complexa, permitindo a detecção de uma ampla gama de moléculas odoríferas, resultando em milhares de cheiros diferentes (ALVES, 2019). Em resumo, enquanto os receptores gustatórios são especializados na detecção de sabores através de moléculas solúveis, os receptores olfatórios são neurônios que detectam odores através de moléculas voláteis. Eles possuem diferentes mecanismos de sinalização, localização e tipos de células, contribuindo para a nossa percepção combinada de sabores e cheiros. COMO OCORRE A TRANSDUÇÃO DE SINAL NAS DIFERENTES PERCEPÇÕES RELACIONADAS AOS RECEPTORES GUSTATÓRIOS? A transdução gustativa é efetuada por células especializadas não neurais que contém receptores para os “ligantes” e que provocam o estímulo dos neurônios sensitivos da gustação. O potencial de ação gerado pelas células especializadas nos neurônios sensitivos ocorre por abertura de canais iônicos ou pela liberação do quimioreceptor serotonina e é dependente do tipo de ligante. Os nervos sensitivos da gustação são formados pelos nervos cranianos VII (facial), IX (glossofaríngeo) e X (vago), o potencial de ação gerado chega ao bulbo localizado no tronco encefálico e ao córtex gustativo por neurônios secundários que saem do tálamo (TORTORA, 2016). REFERÊNCIAS ALVES, J. M. S. R. O.; PEIXOTO, P. FERREIRA, N. disfunções de receptores sensoriais um caso clínico e revisão da literatura. Coluna/Columna. 2012;11(3):245-6. RODRIGUES, R. C.; Oliveira, A. C. (2012). Origem e desenvolvimento histológico sensorial sistema nervoso central: um estudo de revisão. Revista Ceuma Ciência e Saúde, 15(2), 100-106. doi:10.18511/rccsau.v15i2.2012.1202. Acesso em: [03/09/2024]. CARDOSO, L, CERIZZA, P. T.; SCANDIUZZI M. M.; SOARES F.; ILIAS, D.; MODA, M.; BORGHESI, R. A. Manejo e conduta das doenças sensoriais. Jornal Neurologia Brasileiro [Internet]. 2015;14(1):88-93. Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=245038353014 KUMAR, V.R. Patologia Básica. 10ª ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 201 MACHADO, A. B. M. Neuroanatomia funcional. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2014. PORTO, C.C.; PORTO, A.L.F. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2019. ROCHA, M. A.; ROCHA, JÚNIOR, M. A.; ROCHA, C. F. Neuroanatomia. Rio de Janeiro: Revinter; 2003. SILVERTHORN, D. U. Fisiologia humana uma abordagem integrada. 7ª Ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2019. SCHNEIDER, S. J.; GROSSMAN, R. G.; BRYAN, R. N. Magnetic resonance imaging of transdural gustacion of a ofation disk. Surg Neurol. 2020;30(3):216-9. TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. H. Princípios de anatomia e fisiologia. 14ª ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2016. 2 image1.png