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DIFERENÇAS DOS RECEPTORES
No corpo humano, há diversos tipos de células sensoriais responsáveis por
detectar substâncias químicas. Dentre elas, estão as células sensoriais gustativas e
as olfatórias. As células gustativas fornecem a percepção de diferentes gostos
(gustação), enquanto as olfatórias proporcionam a percepção de vários cheiros
(olfação).
Os receptores gustativos estão presentes sobretudo nas papilas gustativas,
pequenas elevações situadas na língua, laringe, epiglote, palato e faringe. Já os
receptores olfatórios localizam-se no epitélio olfatório, responsável por revestir a
porção superior das fossas nasais. Cinco sabores básicos são detectados pelos
receptores gustativos: salgado, amargo, umami, azedo e doce, e esses sabores se
devem principalmente à estrutura química dos alimentos. Em contrapartida, a gama
de odores detectados pelos receptores olfatórios é mais ampla do que a gustativa.
Frequentemente, os receptores gustativos se adaptam de forma lenta ao
estímulo. Um exemplo disso é que um sabor doce permanece doce, ainda que haja
uma exposição prolongada a ele. Enquanto isso, há uma tendência a uma
adaptação rápida ao estímulo pelos receptores olfatórios. Ou seja, conforme o
tempo passa, há a possibilidade de o corpo se acostumar a um odor e não mais
percebê-lo, embora este ainda esteja presente.
Por fim, as informações gustativas têm seu processamento principalmente no
cérebro, nas regiões do córtex gustativo ou área 43 de Brodmann, situado no lobo
temporal. Por outro lado, as informações olfatórias são processadas
majoritariamente no cérebro, nas regiões do córtex orbitofrontal ou área 11 de
Brodmann, localizado no lobo frontal, na amígdala e no hipotálamo.
A transdução gustativa é realizada por células não neuronais especializadas
que possuem receptores para os “ligantes” e que causam o estímulo dos neurônios
sensitivos da gustação. O potencial de ação produzido pelas células especializadas
nos neurônios sensitivos se dá pela abertura de canais iônicos ou pela liberação do
neurotransmissor serotonina e varia de acordo com o tipo de ligante. Os nervos da
gustação são os nervos cranianos VII (facial), IX (glossofaríngeo) e X (vago). Esse
potencial de ação chega ao bulbo, situado no tronco encefálico e, enfim, ao córtex
gustativo por neurônios de segunda ordem que saem do tálamo.
Referências Bibliográficas
CARDOSO, E. Fisiologia do Sistema Nervoso 2. Universidade Federal Fluminense,
Nova Friburgo, RJ. Disponível em:
. Acesso em: 08 set. 2024.
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 13ª ed. Rio de Janeiro:
Editora Elsevier, 2017.
LENT, R. Cem Bilhões de Neurônios: Conceitos fundamentais de neurociência. Rio
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SILVERTHORN, D. Fisiologia humana: Uma Abordagem Integrada. 7ª ed. Rio
Grande do Sul: Editora Artmed, 2017.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 14ª ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.
http://pdi.sites.uff.br/wp-content/uploads/sites/358/2018/09/Fisiologia-do-sensorial-2.pdf
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