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Lívia Tavares |Prótese Fixa 
AULA 4 
Preparo para Coroa 
Total Metálica 
A coroa total metálica, por não apresentar 
uma estética favorável e pela possibilidade de 
manchamento da estrutura dentária e da porção 
gengival, vem sendo cada vez menos utilizada. 
Portanto, é indicada apenas quando o fator estético 
não precisa se considerado (segundos e terceiros 
molares). A coroa total metálica pode ser indicada 
também para dentes que apresentam coroa clínica 
mais curta, pois, devido à resistência e rigidez do 
metal, é possível realizar preparos com menor 
espessura de desgaste - conservadores. 
Técnica da Silhueta - Essa técnica permite ao 
operador uma noção real da quantidade do dente 
desgastado, pois, executa-se inicialmente o preparo 
da metade do dente, preservando-se a outra metade 
para avaliação. Essa técnica pode ser utilizada em 
dentes anteriores e posteriores, no preparo de coroa 
total metálica e também coroa metal free. 
 A partir do conhecimento do diâmetro ou da 
parte ativa das pontas diamantadas, é possível 
quantificar o desgaste. 
 Matrizes de silicone - são confeccionadas 
quando o dente ainda está hígido (antes de se 
realizar o preparo), a partir da matriz, realiza-se 
um molde da área do dente. O molde deve ser 
reposicionado no dente durante o seu desgaste, 
para saber a quantidade de desgaste que está 
sendo efetuado. 
 Normalmente, a técnica da silhueta é 
preconizada para ser realizada em dentes que 
estejam bem posicionados do ponto de vista 
oclusal, sem inclinações e giroversões - requisito 
primário para aplicação dessa técnica. 
1º Passo - Sulco de Orientação Cervical: A função 
básica de iniciar o preparo pela confecção desse sulco 
é estabelecer, já no início do processo, o término 
cervical - determina o limite entre o dente e a coroa. 
Ponta n° 1014 - a partir da utilização da ponta 
diamantada esférica (diâmetro de 1,4 mm), o sulco é 
realizado nas faces vestibular e lingual/palatina até 
chegar próximo ao contato do dente vizinho. Na 
ausência de dentes vizinhos, o sulco também deverá 
estender-se para as faces proximais. 
Atenção! Para que haja um poder de corte eficiente, 
os diamantes presentes na ponta ativa da broca 
precisam estar preservados. Para que isso ocorra, a 
mesma broca só deve ser utilizada, no máximo, até 
cinco preparos. Se a ponta diamantada já não 
apresenta bom poder de corte, será necessário 
exercer maior pressão sobre ela, o que vai favorecer 
maior aquecimento da estrutura dentária, 
provocando maior desgaste e possíveis danos 
pulpares e irreversíveis. 
A confecção do sulco de orientação cervical 
deve ser realizada utilizando metade da ponta ativa 
da broca (aproximadamente 0,6 mm), para que o 
desgaste seja conservador. Se o dente apresenta 
dentes adjacentes que estejam em contato com ele, o 
preparo deve se restringir às faces vestibular e 
lingual/palatina. Se não houver dentes adjacentes, o 
sulco deve ser estendido às faces proximais. 
 
O sulco de orientação cervical deve ser 
confeccionado tanto em dentes superiores, quanto 
em dentes inferiores. Durante a confecção, a broca 
deve estar inclinada em uma angulação de 45° em 
relação ao longo eixo do dente. Além disso, apenas 
metade da ponta ativa deve ser inserida na confecção 
do sulco, para que ele tenha aproximadamente 0,6 
mm de profundidade. 
2º Passo - Sulco de Orientação Vestibular, Lingual e 
Oclusal: Na confecção desses sulcos nas paredes 
axiais, deve-se observar a diferença entre os planos 
inclinados para o elemento dentário superior e 
inferior. 
Pontas n° 3216 ou 2215 - pontas de extremidade 
ogival e profundidade de 1,2 mm (dependendo da 
situação, apenas metade do diâmetro da ponta deve 
ser utilizada - 0,6 mm). 
 Lívia Tavares |Prótese Fixa 
Sulcos das Paredes Axiais - São confeccionados três 
sulcos nas paredes axiais (mesial, central e distal), que 
devem ser paralelos em relação ao longo eixo do 
dente e eqüidistantes entre si. 
 
Parede Vestibular: 
 Dentes Inferiores: O desgaste ocorre em dois 
planos - 1,2 mm (médio-oclusal) e 0,6 mm 
(médio-cervical). 
 Dentes Superiores: 0,6 mm (metade da ponta 
ativa). 
Parede Lingual: 
 Dentes Inferiores: 0,6 mm. 
Parede Palatina: 
 Dentes Superiores: 1,2 mm (médio-oclusal) e 0,6 
mm (médio-cervical). 
Atenção! As cúspides de contenção cêntrica ou 
cúspides de trabalho (cúspides vestibulares dos 
dentes inferiores e palatinas dos dentes superiores) 
concentram maiores quantidades de cargas 
mastigatórias. Enquanto as cúspides de balanceio 
(cúspides vestibulares dos dentes superiores e linguais 
dos dentes inferiores) concentram menores 
quantidades de cargas mastigatórias. 
Sulco Oclusal - Na confecção desse sulco existe a 
possibilidade de modificar a técnica da silhueta. 
Podem-se fazer três orifícios com a broca esférica no 
sulco principal (porção mesial, central e distal) e 
depois unir os três orifícios em forma de canaleta. 
 
Os sulcos da superfície oclusal também são 
em número de três (mesial, central e distal) e o 
desgaste é medido através da profundidade da broca 
no elemento dentário. 
Dentes Inferiores e Superiores: 1,2 mm (toda 
profundidade da broca). 
OBS: Os sulcos da face oclusal devem apresentar 
inclinações de acordo com as vertentes das cúspides. 
3º Passo - União dos Sulcos de Orientação: Seguindo 
a técnica da silhueta, a união dos sulcos é feita 
primeiramente na metade do dente - metade 
vestibular + metade lingual + metade oclusal + 1 
proximal). 
 
Pontas n° 3216 ou 2215 - pontas de extremidade 
ogival, que devem ser utilizadas mantendo o 
paralelismo. 
Através dessa técnica, é possível quantificar o 
nível de desgaste e avaliar a possível realização de um 
sobre ou sub-desgaste. A união dos sulcos deve 
manter a mesma inclinação dos sulcos que foram 
previamente confeccionados, para facilitar a futura 
retenção do material restaurador. 
OBS: Ao realizar a união dos sulcos, a broca não deve 
ser posicionada no mesmo sentido em que foi 
realizado o desgaste, para não aprofundar mais ainda 
o sulco previamente realizado nas paredes axiais e 
oclusal. 
 
4º Passo - Desgaste Proximal: Antes de realizar o 
desgaste, deve-se proteger o dente vizinho com 
utilização de matriz de aço e fixação com cunha de 
madeira. 
Pontas n° 3203 (remove a convexidade) e n° 3216 
(promove paralelismo) - os desgastes nas porções 
Nas cúspides de contenção 
cêntrica, são confeccionados 
dois planos (médio-oclusal e 
médio-cervical) de inclinações 
diferentes, para acompanhar a 
anatomia do elemento 
dentário. 
 
 Lívia Tavares |Prótese Fixa 
proximais devem permitir uma separação de um mm 
do dente em relação ao seu dente vizinho. 
OBS: No caso de dois retentores a serem unidos, o 
espaço entre os dentes deve ser de 1,5 mm até dois 
mm. 
Objetivos do Desgaste Proximal: Remoção da 
convexidade das faces proximais; 75% dos dentes 
contíguos sofrem algum tipo de desgaste, por isso, a 
matriz e cunha são indispensáveis; criação do espaço 
para uso da broca n° 3216; favorecer a acomodação 
da papila ao instalar a coroa. 
5º Passo - Término Cervical: Após a união dos sulcos, 
separação dos dentes e confecção da outra metade 
do dente, deve-se preparar o término cervical na 
forma de chanferete. 
O término pode ser confeccionado a nível 
supra-gengival (tipo de término ideal, pois facilita a 
higienização do paciente), a nível gengival ou sub-
gengival (é indicado quando o remanescente dentário 
é escurecido - é possível desgastar de 0,5até 1,0 mm 
dentro do sulco gengival). 
OBS: Durante a confecção da margem subgenvival, 
utiliza-se metade do diâmetro da broca e não se deve 
tocar na parede axial do elemento dentário, para que 
não haja modificação na inclinação dessa parede -
áreas de retenção. 
 
O término cervical deve estar apenas em 
dente e não em material restaurador, para promover 
melhor força de adesão e retenção. 
6º Passo - Acabamento: A superfície deve estar 
regularizada, sem áreas de esmalte sem suporte e 
reentrâncias. 
 
Pontas n° 3216 ou 2215 e n° 4138 - sendo utilizadas 
em baixa rotação, as pontas de acabamento 
apresentam granulações finas ou ultra finas. 
OBS: Pode-se utilizar uma sonda exploradora para 
analisar a superfície do preparo. 
Objetivos do Acabamento: Arrendondamento das 
arestas; eliminação das áreas de esmalte sem suporte; 
eliminação das irregularidades na área do término 
cervical. 
O término cervical deve 
estar liso, planificado, 
ligeiramente arredondado 
e regular (sem áreas de 
esmalte sem suporte). 
Configuração final das 
arestas e vertentes, 
respeitando as inclinações 
de todas as superfícies do 
dente.

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