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Direito Penal 1. Princípio da Legalidade Nenhum crime será punido sem que haja uma lei. 2. Princípio da intervenção mínima O direito penal deve intervir o menos possível na vida em sociedade, somente entrando em ação quando, comprovadamente, os demais ramos do direito não forem capazes de proteger aqueles bens considerados de maior importância. 3. Princípio da irretroatividade da lei penal A lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu, impondo-se, assim, a irretroatividade da lei penal, salvo quando a lei nova seja benéfica ao acusado. 4. Princípio da adequação social Estabelece que, apesar de uma conduta se subsumir ao modelo legal, não será considerada típica se for socialmente adequada ou reconhecida, isto é, se estiver de acordo com a ordem social da vida historicamente condicionada. 5. Princípio da insignificância ou bagatela O princípio decorre do entendimento de que o direito penal não deve se preocupar com condutas em que o resultado não é suficientemente grave a ponto de não haver necessidade de punir o agente nem de se recorrer aos meios judiciais, por exemplo, no caso de um leve beliscão, uma palmada, ou furto de pequeno valor. 6. Princípio da ofensividade O fato praticado deve gerar lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado para que o crime exista, portanto, a realização de uma conduta deve afetação concretamente um bem jurídico, sem isso não há injusto penal (crime). 7. Princípio da culpabilidade A ninguém será imputado crime ou posta pena sem que a conduta criminosa seja reprovada em um juízo de culpa lato senso. 8. Princípio da proporcionalidade É considerado um princípio implícito da Constituição Federal, sendo uma decorrência do Estado de Direito e, portanto, o limite da atuação estatal no que tange ao exercício do poder de restringir direitos, principalmente, direitos e garantias fundamentais. 9. Princípio da alteridade Consiste no comando segundo o qual ninguém pode ser punido por causar mal apenas a si mesmo. 10. Princípio da confiança Refere-se à situação na qual uma pessoa age de acordo com as regras avençadas pela sociedade (para uma determinada atividade), e acredita que a outra também agirá conforme tais regras. Direito Penal 11. Princípio da exclusiva proteção do bem jurídico É o princípio que veda a preocupação do Direito Penal com a mera intenção do agente, que não externaliza em sua conduta os seus pensamentos, suas cogitações pessoais. Por esse princípio, somente o bem jurídico relevante será protegido pelo direito penal. 12. Princípio da imputação pessoal O Direito Penal não pode castigar um fato cometido por agente que atue sem culpabilidade. Não se admite a punição em casos de inimputabilidade, não consciência da ilicitude ou casos de inexigibilidade de conduta diversa. 13. Princípio da responsabilidade pelo fato Preconiza que somente o condenado, e mais ninguém, poderá responder pelo fato praticado, pois a pena não pode passar da pessoa do condenado. 14. Princípio do Ne Bis in Idem Tem a importante missão de garantir que um indivíduo não seja processado duas vezes pelo mesmo crime. 15. Princípio da individualização das Penas A pena deve ser individualizada nos planos legislativo, judiciário e executório, evitando-se a padronização da sanção penal. Para cada crime tem-se uma pena que varia de acordo com a personalidade do agente, o meio de execução etc. 16. Princípio da isonomia Garante que a lei será aplicada de forma igualitária entre as pessoas, levando em consideração suas desigualdades para a aplicação dessas normas. 17. Princípio do In Dubio pro Reo Está baseado na presunção da inocência, segundo a qual ninguém é culpado até que se prove o contrário. Isso significa que alguém só pode ser condenado se existirem provas concretas. 18. Princípio da In Dubio pro Societate Na dúvida quanto à existência do crime ou em relação à autoria ou participação, deve o juiz sumariamente pronunciar o acusado 19. Princípio da humanidade das penas consiste no benefício Constitucional concedido para que a pena não ultrapasse a pessoa do réu (com ressalvas aos efeitos extrapenais da pena), nem que esta atente desnecessariamente contra sua integridade física e mental. 20. Princípio da jurisprudência É uma forma, com base em precedentes, de uniformizar a compreensão das leis entre os julgadores, para que haja garantia de segurança jurídica. Direito Penal Parâmetros de aplicação do princípio da jurisprudência a) Mínima ofensividade da conduta. O agente deve atuar de maneira inofensiva, a conduta deve ser incapaz de causar ofensa a integridade física ou moral da vítima e/ou da sociedade. b) Ausência de periculosidade à social da ação. Consiste na avaliação dos efeitos causados pela conduta e por sua eventual descriminalização na sociedade como um todo. Assim, a aplicação do princípio da bagatela em um caso concreto não pode, por exemplo, gerar descrença da coletividade no Judiciário. c) Reduzido grau de reprovabilidade da ação – Principio da insignificância. O princípio decorre do entendimento de que o direito penal não deve se preocupar com condutas em que o resultado não é suficientemente grave a ponto de não haver necessidade de punir o agente nem de se recorrer aos meios judiciais, por exemplo, no caso de um leve beliscão, uma palmada, ou furto de pequeno valor. d) Inexpressividade da lesão jurídica. A lesão ou o perigo de lesão causado deve ser inexpressivo o suficiente para não causar prejuízos à vítima e/ou à sociedade. Lei penal no espaço 21. Princípio de territorialidade Permite estabelecer ou delimitar a área geográfica em que um Estado exercerá a sua soberania. Essa área geográfica é o território, que constitui a base geográfica do poder. Territorialidade absoluta Prevê que somente a lei Penal brasileira pode ser adotada em crimes cometidos no nosso território Territorialidade temperada Prevê a adoção da lei penal brasileira nos crimes cometidos no nosso território, porém, também prevê que excepcionalmente pode ser aplicar a lei penal estrangeira Conceito de território Direito Penal O território compreende: A) O espaço territorial delimitado pelas fronteiras B) O mar territorial que corre ao longo da costa até uma faixa de 12 milhas marítima de largura C) O espaço aéreo D) Os navios e aeronaves brasileira de natureza particular em alto mar ou no espaço aéreo correspondente ao alto mar E) Os navios e aeronaves brasileira de natureza pública onde quer que se encontre Exceções ao princípio da territorialidade 22. Princípio da passagem inocente Consiste no fato de uma embarcação, de qualquer nacionalidade, cruzar o mar territorial brasileiro, sem tê-lo como porto de partida ou de chegada. 23. Princípio Imunidade diplomática Garante que o agente diplomático será protegido de abusos, coações, pressões e ameaça no país visitante. Extraterritorialidade da lei penal brasileira. 24. Princípio da personalidade ou nacionalidade Tal princípio se divide em personalidade ativa e passiva, representando o autor e a vítima respectivamente 25. Princípio do domicílio Determina que o ofensor pode ser julgado pela lei do país em que tenha domicílio, independentemente da sua nacionalidade 26. Princípio da defesa Trata que, aplica-se a lei penal de acordo com o local a que pertence o bem jurídico violado com a prática do crime 27. Princípio da justiça penal universal Neste caso aplica-se a lei penal do local onde se encontra o ofensor 28. Princípio da representação Este princípio determina a aplicação da lei penal de acordo com a representação a que pertence a aeronave ou as embarcações privadas onde o crime foi cometido 29. Princípio da representação Ficarão sujeitos à lei brasileira os crimes cometidos emaeronaves e embarcações privadas, quando em território estrangeiro. Extraterritorialidade incondicionada Direito Penal Aplica-se a lei brasileira independentemente de alguma condição, mesmo que o indivíduo tenha sido absolvido ou condenado no estrangeiro. Art. 7 inciso I Extraterritorialidade condicionada Dela diverge a extraterritorialidade incondicionada sempre que se faça aplicação do princípio da defesa, onde a nacionalidade e a natureza do bem jurídico ofendido pela ação delituosa desenvolvida no estrangeiro é que justificam a aplicação da lei pátria. Art 7 inciso Il parágrafo 2 Lugar do crime É aquele em que o resultado foi produzido, não se importando o local da ação ou da omissão. Art. 6 Exceções do lugar do crime Crimes conexos, Crimes plurilocais, Infrações de menor potencial ofensivo, Crimes falimentar, Atos infracionais Pena cumprida no estrangeiro A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. Art 8, cumulação de pena Lei Penal Classificação a) completas: São as que apresentam os elementos da conduta criminosa b) Incompletas São as que deixam sua aplicação condicionadas a criação de outro lei ou ato administrativo. Também são conhecidas como lei penal em branco ou tipos penais aberto Obs: o seu conteúdo fica condicionado a outra lei ou ato administrativo Características a) exclusividade Somente a legislação Penal pode criar crimes e penas b) imperatividade Direito Penal A lei penal manda. Ocorrendo a execução da conduta prevista à aplicação de uma sanção. c) Generalidade Todos em território brasileiro estão sujeitos a sua aplicação d) Impessoalidade Serve a qualquer pessoa sem qualquer distinção e) anterioridade A lei só produz efeitos a partir do ponto que ela foi criada para frente Analogia a) in malam partem Analogia não pode ser feita para prejuízo do réu baseando-se em outra lei b) in bonan partem Analogia pode ser usada em favor do réu Lei penal no tempo 30. Princípio da continuidade das leis Diz que a partir do seu surgimento ela tem validade indeterminada até ser revogada por outra lei. • Lei geral X lei temporária ou excepcional A lei geral vigora pela continuidade das leis, diferente da lei temporária que tem um tempo determinado para acabar e a lei excepcional que tem validade durante a existência de uma determinada situação. Sendo que a a lei temporária ou excepcional continua produzindo efeito quanto chegar ao fim temporal, só não produzirá efeitos quando for revogada 31. Ultratividade da lei Mesmo depois da lei ser revogada por outra a lei continuará fazendo efeito desde que beneficie o réu.