relatorio da pratica 1 - enzimas

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Universidade de Caxias do Sul – UCS
Departamento de Ciências Exatas e Tecnologia
Curso de Engenharia Ambiental
Disciplina: Bioquímica aplicada à Engenharia Ambiental
















Relatório da Aula Prática 1 – Enzimas








Autor:
Pedro Nahorny Pezzi

Profa.: 
Eloane Malvessi















Caxias do Sul, RS.
Agosto, 2013

Introdução
As enzimas são proteínas especializadas na catálise de reações biológicas. Elas estão entre as biomoléculas mais notáveis devido a sua extraordinária especificidade e poder catalítico, que são muito superiores aos dos catalisadores produzidos pelo homem. Praticamente todas as reações que caracterizam o metabolismo celular são catalisadas por enzimas, sendo assim, consideradas as unidades funcionais do metabolismo celular1. Nesta aula prática fizemos três experimentos com enzimas:
Hidrólise com amilase salivar
Degradação de corante por Pleurotus sajor-caju
Prova da catalase com as culturas de Staphylococcus aereus e E. coli.
Objetivo (s) da aula prática
Experimentos com enzimas podem ter vários objetivos. O primeiro deles diz respeito às funções do organismo ou da célula. Ao se constatar a existência de alguma enzima num organismo, o próprio passo será o de verificar o contexto no qual a reação que ela catalisa se insere. Quase sempre a reação faz parte de alguma via metabólica. O estudo da regulação, da localização e das demais características da etapa catalisada por esta enzima e pelas demais enzimas da via perfazem um detalhe importante no entendimento da fisiologia do organismo ou célula em questão. Os processos analíticos podem ser de interesse para a indústria, a pesquisa científica, ou, aspecto muito importante, para o diagnóstico médico2. Aprendemos também: o manuseio dos instrumentos e de aparelhos do Laboratório, a atividade foi realizada em grupos levando fazendo com que houvesse uma interação e construção de uma amizade entre os colegas.
Procedimentos utilizados 
Antes de efetuar os experimentos, foi necessário conhecer os materiais e os equipamentos existentes no laboratório. Seguido de procedimentos práticos para que se possa saber manusear (pipetar, filtrar, etc.) os instrumentos existentes no laboratório, assim como, saber manusear com tubos de ensaio, pipeta Pasteur (conta-gotas), placas, etc.








Hidrólise com amilase salivar 
A saliva possui uma enzima chamada amilase salivar, que quebra as moléculas de amido em glicose. A amilase salivar é uma enzima que atua provocando a hidrólise do amido, um polissacarídeo muito abundante na alimentação, estando presente, sobretudo, em alimentos de origem vegetal, nos quais constitui a principal substância de armazenamento.
A amílase salivar é uma enzima que atua provocando a hidrólise do amido, um polissacarídeo muito abundante na alimentação, estando presente, sobretudo, em alimentos de origem vegetal, nos quais constitui a principal substância de armazenamento. 
A digestão dos alimentos é iniciada na boca, onde se verifica, essencialmente, a mastigação, havendo a quebra das grandes partículas alimentares em outras de menores dimensões que vão em seguida ser deglutidas. 
As glândulas submandibulares e sublinguais segregam uma saliva mais grossa que contém a enzima mucina. A outra enzima da saliva é a ptialina, que digere parcialmente os amidos e converte-os em maltose (um tipo de açúcar). A água umedece o alimento, o muco lubrifica-o e a amilase catalisa a hidrólise do amido (polissacarídeo) que o transforma em moléculas de açúcares mais simples (oligossacarídeos e monossacarídeos). A saliva também dissolve algumas moléculas que são captadas pelos receptores de sabor nas papilas gustativas da língua (permitindo o reconhecimento dos sabores). A saliva também dissolve algumas moléculas que são captadas pelos receptores de sabor nas papilas gustativas da língua (permitindo o reconhecimento dos sabores).
Amido é principal produto de reserva nutritiva vegetal, o amido é geralmente encontrado em órgão de reserva nutritiva, como raízes do tipo tuberoso (mandioca, batata doce), caules do tipo tubérculo (batatinha), frutos e sementes, Constitui um polímero de glicose com ligação glicosídica. 
O soluto de lugol é um indicador para testar a presença de amido. O corante irá colorir o amido à medida que interage com a estrutura enrolada (forma helicoidal) do polissacarídeo, produzindo uma cor azul escura. Não reage com monossacarídeo (glicose), nem com dissacarídeo (sacarose).
Material, Métodos e Procedimentos.
Tubos de ensaio; conta gotas; solução de amido 1% (m/v); solução de amilase salivar (saliva doada por um colega do grupo); solução de sacarose 1% (m/v); lugol, banho termostatizado, tubos de ensaio.
São separados 4 tubos de ensaio:
1 ml de amido + 1ml amilase diluída em água;
1 ml de amido + 1 ml de amilase não diluída;
1 ml de sacarose + 1 ml amilase diluída em água;
1 ml de sacarose + 1 ml de amilase não diluída.
Após o preparo os tubos são incubados por 20 minutos, a 37ºC. Depois se adiciona gotas de lugol (Iodo) e então são avaliadas as reações de coloração.
Resultados e Discussão
A solução ficou com a coloração clara (amarelada), mostrando que a enzima dissolveu o amido, restando ela e o lugol.
A solução ficou com a coloração um pouco clara e escura, pois reagiu com menos intensidade do que a com amilase (saliva) diluída (solução anterior), pois está havia muita enzima para pouco substrato;
A solução ficou com a coloração escura (azul escuro ou roxo), não havendo reação, pois a amilase (dissacarídeo) não faz reação com a sacarose;
Coloração escura, não houve reação. (Idem a solução c).
No instante em que a tintura de lugol (iodo) entra em contato com a solução que contém amido, há a formação de um complexo amido-lugol que possui uma cor característica (azul escuro ou roxo). Como a ptialina (saliva) converte as moléculas de amido em moléculas de maltose, o complexo que foi formado anteriormente é desfeito e isso é observado pelo desaparecimento da cor do mesmo, resultando apenas lugol (amarelo) e a ptialina (saliva).
Conclusão
Na prática realizada, o tubo contendo solução de sacarose e amilase salivar primeiramente foi pensado que estes reagiriam, mas a enzima não era especifica para o substrato, não ocorrendo reação, fazendo com que o lugol reagisse com o amido deixando uma sua coloração escura. Portanto, a saliva possui a enzima que acelera a degradação do amido em glicose, restando assim no tubo esta e o lugol (cor amarelada); não havendo reação entre eles (amido e lugol). É valido ressaltar que nesta prática a saliva foi mantida à 37ºC com a finalidade de manter a temperatura corpórea, e em relação ao pH a amilase salivar é neutra; não alterando assim os resultados obtidos na mesma.
Bibliografia
 1.  UFSC, Engenharia Bioquímica, 2003, Constituintes dos Microrganismos – Enzimas. [http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2003/const_microorg/enzimas.htm]
2. Branch A.; Ishii-Iwamoto E. L.; Métodos de Laboratório em Bioquímica; 2003 1ª.



Degradação de corante por Pleurotus sajos-caju
Os processos têxteis são grandes consumidores de água e de corantes sintéticos, geradores de efluentes volumosos e complexos com elevada carga orgânica, aliada ao elevado teor de sais inorgânicos3. A grande diversidade e complexidade desses efluentes, aliadas a imposições da legislação que exigem tratamentos eficientes, têm levado ao desenvolvimento de novas tecnologias que buscam o tratamento melhor e mais adequado, considerando custos, tempo e eficiência dos processos existentes na reciclagem e eliminação de toxicidade4, 5. A preocupação com a estética e qualidade do ambiente atingido por efluentes coloridos leva à busca de alternativas de descoloração, especialmente de corantes têxteis5.
Há diversas formas de tratamento para os efluentes têxteis: físicos, químicos e biológicos, sendo que os microrganismos têm sido intensamente estudados com a finalidade de remover compostos tóxicos do ambiente. As pesquisas de degradação de compostos químicos têm mostrado vários microrganismos extremamente versáteis