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aula 2-leitura e desenho de projetos prediais

Aula sobre leitura e desenho de projetos prediais. Apresenta o papel do projeto de arquitetura, as fases do projeto segundo a NBR 13532, tipos de desenhos e pranchas (plantas, cortes, fachadas, tabelas de áreas, esquadrias) e referências às normas NBR 13532/95 e NBR 6492/94.

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Lilian Dias

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LEITURA E DESENHO DE 
PROJETOS PREDIAIS 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Norimar Ferraro 
 
 
 
2 
O projeto de arquitetura é a base para os demais projetos. É com base 
nele que os projetistas de estruturas, sistema elétrico, hidráulico etc. podem 
desenvolver seus projetos. Talvez por essa razão assuma um papel mais 
relevante no empreendimento e na construção. A responsabilidade do arquiteto 
é materializar na edificação as necessidades do cliente, tanto espaciais quanto 
funcionais, porém levando em consideração todas as exigências dos sistemas 
prediais. 
Nesta aula, vamos abordar a leitura dos projetos prediais referentes à 
parte arquitetônica. Como já sabemos, os projetos obedecem a convenções 
estabelecidas em normas técnicas de desenho, o que permite que se possa ter 
o entendimento dos elementos construtivos representados. 
TOP – TIPOS DE DESENHOS DE ARQUITETURA 
O projeto de arquitetura é desenvolvido em fases, desde os estudos 
iniciais, e vai sendo aos poucos aprimorado, de forma a atender às exigências 
do cliente e da municipalidade. Para a obtenção da permissão de se construir, 
ou seja, para se obter o alvará de construção, o projeto deve atender à legislação 
municipal referente a projetos e construções. Cada cidade ou município pode ter 
uma legislação específica para orientar o uso do solo e edificações, como 
também possui normas de desenho técnico para aprovação de projetos. 
De acordo com a prática de arquitetura e também registrado em norma 
NBR 13532 (ABNT, 1995), as etapas de projeto são as seguintes: 
• Levantamento de dados para arquitetura: corresponde a uma pesquisa 
inicial sobre o local, legislação etc.; 
• Programa de necessidade de arquitetura: listagem dos espaços 
necessários e as áreas mínimas correspondentes; 
• Estudo de viabilidade de arquitetura: pré-estudo, compreendendo 
algumas tabelas de áreas construídas e eventualmente uma volumetria 
básica, para dar início ao projeto. Pode também acompanhar informações 
de viabilidade comercial do projeto; 
• Estudo preliminar de arquitetura: estudo inicial de projeto, com base nas 
condicionantes do terreno, materializando uma primeira aproximação 
estética, funcional e construtiva, com base no estudo de viabilidade e 
programa de necessidades; 
 
 
3 
• Anteprojeto de arquitetura: desenvolvimento do estudo preliminar, com 
base nas opiniões iniciais da solução arquitetônica. Nessa fase, os 
estudos preliminares dos sistemas prediais já são iniciados; 
• Projeto legal de arquitetura: corresponde ao projeto técnico para 
aprovação nos órgãos municipais para a obtenção do alvará de 
construção. Possui informações e convenções específicas para essa 
finalidade, sendo seus desenhos definidos pela legislação do município, 
em regra, plantas baixas, cortes e elevações, planta de situação e planta 
de implantação e cobertura. Os desenhos do projeto legal são 
desenvolvidos para se obter o cálculo da área construída a ser aprovada, 
e contém cotas (dimensões) e áreas para tal finalidade; 
• Projeto básico de arquitetura: projeto desenvolvido para a obra, de forma 
simplificada, porém sem a compatibilização com os projetos de sistemas 
prediais. É elaborado com os mesmos desenhos que o projeto legal, 
acrescidos de outros conforme a necessidade, e com mais informações 
que esse último; 
• Projeto de execução de arquitetura: projeto desenvolvido para a 
construção da edificação, de forma mais completa, contendo informações 
dos demais sistemas prediais. Compõe-se de desenhos de plantas 
baixas, cortes, elevações bem como detalhes em escalas ampliadas de 
elementos construtivos. 
Figura 1 – A imagem representa uma prancha de um projeto legal, também 
chamado de projeto de prefeitura. Além do desenho da planta baixa, no caso, 
também existem tabelas de áreas, esquadrias de portas e janelas, 
especificações e carimbo. No carimbo constam informações da obra, autor, 
nome dos desenhos, escala, data etc. 
 
Fonte: Ferraro, 2020. 
 
 
4 
Os desenhos de estudo até a fase de anteprojeto são normalmente de 
comunicação entre arquiteto e proprietário, sendo que apenas os projetos a partir 
da fase legal são oficiais ou definitivos e devem ser levados em consideração 
por técnicos em condomínio. É preciso também prestar atenção na versão do 
projeto ou desenho, indicados normalmente no carimbo do desenho. Projetos, 
mesmo após a fase de projeto legal, podem sofrer alterações. 
A norma técnica ABNT NBR 13532/95 especifica quais tipos de desenhos 
devem ser elaborados para cada fase do projeto, que vão desde plantas baixas, 
cortes, fachadas etc. até tabelas e outras informações (ABNT, 1995). As 
pranchas de desenho são feitas em tamanhos normatizados de tamanho A4 até 
A0, como consta na Norma 6492/94 (ABNT, 1999). Essa norma indica também 
quais elementos devem ser desenhados e as informações constantes em cada 
prancha. As normas contêm muitas informações detalhadas e não é possível 
aqui discorrer sobre todas elas. Assim, o aluno deve estudá-las com mais 
propriedade. 
Figura 2 – As pranchas têm tamanhos normatizados para padronizar a dobradura 
e armazenamento. Os tamanhos principais são A4, A3, A2, A1 e A0, podendo 
ter variações, dependendo do tamanho dos desenhos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: ABNT, 1999. 
ROLÊ 1 – REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS 
 Existem convenções de desenho para os elementos construtivos. Os 
elementos são representados em planta, corte e vistas. A representação gráfica 
procura simplificar os elementos construtivos para que o desenho tenha melhor 
 
 
5 
comunicação. Sua representação também varia de acordo com a escala do 
desenho a ser impresso. Por exemplo, se fôssemos representar uma porta em 
planta, corte e elevação com todas as linhas de sua geometria, tornaríamos o 
desenho confuso. Assim, as convenções gráficas simplificam os elementos 
construtivos e também acrescem outras informações que podem ser necessárias 
para o projeto. No caso das portas, por exemplo, é importante demonstrar o raio 
de giro da folha para indicar o sentido de abertura e mesmo se ela pode colidir 
com algum outro elemento do mobiliário. Anotações gráficas de tipologia 
também podem ser acrescidas para sua identificação. Quanto mais reduzida a 
escala do desenho, mais simplificada vai ser sua simbologia. No caso de escalas 
ampliadas, para detalhes construtivos, faz-se necessário demonstrar mais linhas 
para sua compreensão. Em resumo, a representação dos elementos 
construtivos depende da escala a ser impressa e também do tipo de projeto que 
estamos trabalhando, seja para projeto legal, executivo ou detalhamento. 
Falaremos sobre escala de projeto mais adiante. 
Figura 3 – Os elementos construtivos são simplificados para facilitar a sua 
compreensão. No caso de portas e janelas, nem todos os elementos que os 
compõem são representados. Algumas informações importantes são acrescidas, 
como o raio de abertura da porta, número do tipo de esquadria, como dimensões 
de largura e altura, para que sejam identificadas sua tipologia e outras 
informações na lista de esquadrias 
 
 
Fonte: ABNT, 1999. 
 
 
6 
Figura 4 – Em escalas ampliadas, como em projetos executivos, mais detalhes 
vão sendo acrescidos na representação gráfica. 
 
Fonte: Tamashiro, 2010. 
 
Saiba mais 
Acesse o link a seguir e conheça a tese de doutorado do professor 
Heverson Tamashiro, que possui um anexo completo de representação gráfica 
de elementos construtivos. 
TAMASHIRO, H. A. Entendimento técnico-construtivo e desenho 
arquitetônico: uma possibilidade de inovação didática. Tese (Doutorado em 
Arquitetura e Urbanismo) – Escola de Engenharia de São Carlos – Universidade 
de São Paulo. São Carlos, 2010. Disponível em: 
. Acesso em: 17 set. 2020. 
Os principaiselementos representados nos projetos são paredes, pisos, 
estrutura e esquadrias, os quais formam o espaço arquitetônico. As paredes são 
representadas por 2 ou mais linhas, tanto em planta quanto em corte. Em 
paredes de alvenaria de blocos, conforme sua escala de desenho se amplia, 
pode haver uma representação de camadas de revestimento, conforme a Figura 
5. As esquadrias de portas e janelas também contêm mais linhas e formas se a 
escala de desenho se amplia. 
 
 
 
 
 
7 
Figura 5 – No desenho, a representação de paredes, pisos e esquadrias em 
diversas escalas de desenho. Quanto mais ampliada a escala, maior será o 
detalhamento e complexidade do desenho. Perceba-se também que os pisos e 
estrutura em concreto armado são representados por linhas de contorno um 
pouco mais finais que a alvenaria e contêm hachuras, que veremos na 
sequência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Tamashiro, 2011. 
ROLÊ 2 – TEXTO, DIMENSIONAMENTO E COTAS 
Além da representação dos elementos construtivos nos projetos prediais, 
são necessárias informações para complementar a leitura visual. Uma das 
principais informações de projetos são as medidas dos elementos construtivos, 
porque somente o uso de escalímetro pode causar imprecisão na leitura. Assim, 
o dimensionamento, com as linhas de cotas e informações numéricas, é de 
grande importância, pois qualquer informação escrita erroneamente pode causar 
problemas na construção. A convenção utilizada para projetos arquitetônicos é 
definida pela ABNT NBR 6492 (ABNT, 1999), e em termos gerais uma linha de 
cota consiste de uma linha fina paralela aos pontos ou linhas a serem cotadas, 
 
 
8 
com linhas de chamada que se estendem até próximo a esses pontos. Na 
intersecção dessas linhas, de cota e chamada, são desenhados pontos, tiques 
ou flechas, o que visualmente as diferencia de outras linhas (Figura 6). 
Figura 6 – Exemplo de cotagem em projetos arquitetônicos. À esquerda, cotas 
conforme a norma usando tiques (poderiam ser também pontos). Perceba que 
quanto mais afastada a linha da cota do ponto cotado, isso indica uma cota mais 
ampla e a somatória das mais próximas. À direita, exemplo de cotas para 
elementos circulares (raios e ângulos). 
 
Fonte: Tamashiro, 2011. 
Existem também as chamadas cotas de nível, que indicam as alturas 
relativas dos elementos construtivos e possuem simbologia própria. A Figura 7 
indica, junto às informações do “dormitório 3”, um número “0.20” com um símbolo 
específico para cota de nível em planta. Isso indica que o piso desse aposento 
se encontra a 20 cm acima do nível zero. No desenho, as cotas estão em 
centímetros, porém é convencionado que as cotas de nível sejam especificadas 
em metros. 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Figura 7 – Cotas de nível em planta são indicadas onde forem necessárias, 
indicando alturas de pisos e pavimentos. Informações textuais também 
complementam o desenho de arquitetura. Na imagem, temos textos 
especificando o código das portas e janelas (P80, P60, A9 e A10). Também o 
nome dos aposentos, bem como sua área em m2 e tipologia. O desenho também 
possui um símbolo para indicar posição do corte (A, com XX que terá o número 
da prancha na qual será desenhado o corte). Também uma indicação de detalhe 
construtivo (D3). Abaixo do desenho, indica-se seu nome e escala. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Tamashiro, 2011. 
 
Para cortes ou elevações, as cotas ou dimensionamentos são idênticos, 
porém as cotas de nível têm outra simbologia (ver Figura 7). Os textos indicativos 
nos desenhos também são importantes para o esclarecimento ou especificação 
de elementos desenhados. Nas Figuras 7 e 8, podemos ver exemplos de 
anotação de nome de aposentos, especificações de esquadrias, revestimentos 
etc. 
 
 
 
 
 
10 
Figura 8 – Em cortes ou elevações, temos um símbolo diferentes para cotas de 
nível (0,00 / 0,10/ 0,15/3,35), indicando normalmente a altura do piso acabado. 
Portas e janelas têm linhas tracejadas indicando o movimento de abertura – Ver 
também norma ABNT NBR 6492 (1999). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Tamashiro, 2011. 
Nas Figuras 7 e 8, percebemos também que as paredes e pisos cortados 
possuem uma cor cinza, para diferenciar o material do elemento construtivo. No 
caso, o cinza escuro foi utilizado para corte em alvenaria e o cinza claro para 
concreto armado. Em vez de cor, podemos também utilizar hachuras, que 
consistem em um padrão de linhas para representar um material. A norma ABNT 
NBR 6492 (ABNT, 1999) define alguns padrões de hachuras e materiais, como 
na figura a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
Figura 9 – Ao lado a norma ABNT NBR 6492/94, indicando a hachura para 
matérias mais comumente utilizados. Podem também ser utilizadas cores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: ABNT 
TRILHA 1 – ELEMENTOS CONSTRUTIVOS IMPORTANTES 
Paredes, esquadrias e pisos são elementos importantes na 
representação, como visto, pois formam o espaço arquitetônico. Outros 
elementos também são comuns aos projetos prediais e têm sua relevância. 
Um desses elementos construtivos são as escadas, necessárias 
praticamente em todo tipo edificação. As escadas têm a finalidade de conectar 
pisos em diferentes alturas e se caracterizam por uma sucessão de degraus, os 
quais são compostos do que chamamos piso, a parte onde apoiamos o pé, e a 
parte vertical entre dois pisos, chamado espelho. A altura do espelho deve ser 
calculada em função da profundidade do piso pela fórmula de Blondell, em que 
2e + p= 64 cm (sendo e= altura do espelho e p= profundidade do piso), para um 
conforto e segurança ao caminhar. 
 
 
 
 
12 
Figura 10 – Representação de escada em planta e corte. Nas plantas, costuma-
se indicar a altura dos patamares intermediários, o número dos degraus e o 
desenho do corrimão. Perceba-se que parte da escada está tracejada, pois está 
acima do plano horizontal de corte da planta baixa. Também se indica por meio 
de uma seta no meio dos lanços de escada, o sentido de subida. No corte à 
direita, percebe-se também uma cota de altura, que indica o número de 
espelhos. Note que o número de pisos da escada é sempre igual ao número de 
espelhos menos um (o 18º. piso é na verdade o próprio piso do pavimento e não 
do degrau). 
 
Fonte: Tamashiro, 2011. 
As rampas também são ligações importantes entre pisos e necessárias 
nas questões acessibilidade. Sua inclinação máxima é, segundo a norma NBR 
9050/04, de 8,33% (ABNT, 2005). De igual forma às escadas, também se indica 
o sentido de subida por meio de seta e indica-se a altura dos patamares 
intermediários. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
Figura 11 – Rampas também são elementos de ligação entre pisos e são 
exigidas nas edificações muito pela acessibilidade das pessoas com dificuldade 
de locomoção e que não podem subir escadas. A norma que rege as questões 
de sustentabilidade é a ABNT NBR 9050/04. 
 
Fonte: Tamashiro, 2011. 
Em projetos básicos e executivos, algumas informações de acabamento 
de pisos e paredes são relevantes. Em regra, utiliza-se uma simbologia de 
círculos, quadrados e triângulos nos ambientes, para especificação desses 
materiais. Na representação, a simbologia de acabamento normalmente 
quadrados para piso, triângulos para paredes e círculos para forro, porém 
também se utilizam os mesmos símbolos, porém invertendo o significado de 
quadrados e círculos, como na Figura 12: 
Figura 12 – Especificações de acabamentos são indicadas em plantas baixas 
com símbolos de círculos e triângulos, com tabela anexa de legenda 
 
 
Fonte: Tamashiro, 2011. 
 
 
14 
Outra questão importante a ser comentada é a de projetos de reformas 
prediais, comum em condomínios. É importante para o técnico em condomínios 
estudar a NBR 16280/14, que estabelece as normas para reformasem 
condomínios. Como uma reforma implica elementos construtivos existentes e 
outros a serem demolidos e construídos, existem algumas convenções para 
cores e linhas de paredes em projetos arquitetônicos, como a seguir: 
Figura 13 – Convenções utilizadas para representação de paredes em projetos 
de reformas. A representação com cores é a mais utilizada atualmente por ser 
mais comunicativas. 
 
 
Fonte: Ferraro, 2020. 
 
 
 
15 
TRILHA 2 – PROJETO URBANÍSTICO E PAISAGÍSTICO 
Os elementos descritos até agora fazem parte da edificação e seu interior, 
porém elas são circundadas por outros elementos, como acessos, jardins, pisos 
externos etc. Para demonstrar em projeto esses elementos, faz-se necessária 
uma vista em planta chamada planta de implantação. Ela é uma planta baixa 
acima vista acima de toda a edificação e tem a finalidade de mostrar o entorno 
da edificação, bem como a sua cobertura, por isso também é chamada 
frequentemente de planta de cobertura. Toda cobertura tem inclinações, mesmo 
as ditas planas, que têm inclinações mínimas para o escoamento da água. 
Assim, nessas plantas são indicadas as inclinações em porcentagem, bem como 
rufos e calhas. Como são grandes áreas, geralmente se utilizam escalas 
reduzidas para seu desenho, a partir de 1:100. 
Figura 14 – Exemplo de planta de implantação. Perceba a indicação do tipo de 
telha, a inclinação e a flecha indicando o sentido das calhas. Para a proteção 
das paredes de platibanda, é comum o uso de rufos metálicos. Nas partes 
externas, indica-se o acesso de pedestres e veículos, dimensões de vagas, e 
também a indicação do norte verdadeiro, para análise de insolação da 
edificação. 
 
 
Fonte: Tamashiro, 2011. 
 
 
 
 
16 
Figura 15 – Corte esquemático da cobertura, com a indicação de telhas e sua 
estrutura, calha e rufos 
 
Fonte: Tamashiro, 2011. 
Os condomínios residenciais e comerciais podem conter vários blocos de 
edificações ou casas. Assim, eles possuem vias de acessos, guaritas e divisão 
de lotes, que devem ser representados. O conjunto dessas informações em 
desenho cria uma planta de implantação, que, nesse caso, pode ser chamado 
de projeto urbanístico. Não confundir com projeto urbano, que são projetos que 
envolvem as áreas públicas e o planejamento urbano, que não trataremos aqui. 
Esses projetos normalmente englobam a implantação de toda a área do 
condomínio, com o traçado e dimensão das vias e outros elementos construtivos 
importantes, como guarita de acesso, postes de iluminação e energia, guias 
rebaixadas, vagas de estacionamento e todas as edificações existentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
Figura 16 – Planta urbanística de implantação um condomínio de edifícios em 
Curitiba. Os blocos de edifícios (amarelo) têm seu contorno desenhado e 
detalhados em escalas maiores em outras pranchas. O traçado das vias, 
calçadas, bem como guarita e outras construções são locados e cotados. Os 
níveis do terreno também são identificados. 
 
Fonte: Ferraro, 2020. 
Existe também o projeto de paisagismo, que complementa o projeto 
urbanístico ou as áreas externas da edificação. Esse projeto tem a finalidade de 
especificar a vegetação a ser executada nas áreas externas, bem como 
identificar equipamentos, mobiliários, iluminação e outras estruturas. Também 
compreende informações sobre o desenho e especificação de pisos externos, 
bem como seus níveis. A representação gráfica desse projeto é feita de forma 
mais livre, não técnica, geralmente com utilização de cores, fotos e perspectivas 
3D. 
 
 
 
 
 
18 
Figura 17 – Desenhos de um projeto de paisagismo. Geralmente são desenhos 
coloridos que mostram principalmente pisos e vegetações (sendo estas com 
especificações de espécies e forma de plantio). Ilustrações 3D também são 
comuns para sua representação e compreensão. 
 
 
Projeto: Giselle Dziura Arquitetura. 
ELO 
Como pudemos ver, a representação gráfica significa uma forma de 
comunicação entre profissionais, no intuito de se estabelecer uma linguagem 
única e compreensível. Posteriormente, vamos analisar a questão do projeto 
estrutural de edificações, que possui características comuns de representação 
dos projetos arquitetônicos, porém com singularidades próprias. 
 
 
 
 
 
 
 
19 
REFERÊNCIAS 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6492:1999 – 
Representação gráfica de projetos de arquitetura – Projeto e execução. Rio de 
Janeiro: ABNT, 1999. 
_____. NBR 9050:2004 – Versão corrigida:2005. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. 
_____. NBR 13532:1995. Elaboração de projetos de edificação – Arquitetura. 
Rio de Janeiro: ABNT, 1995. 
CAVALIN, G.; CERVELIN, S. Instalações elétricas prediais. 7. ed. São Paulo: 
Érica, 2002. 
CHING, F. D. K. Representação gráfica em arquitetura. Tradução de Luiz A. 
Meirelles Salgado. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 1999, 
GEBRAN, A. P.; RIZZATO, F. A. P. Instalações elétricas prediais. Porto 
Alegre: Grupo A, 2017. 
LIMA FILHO, D. L. Projetos de instalações elétricas prediais. São Paulo: 
Saraiva, 2011. 
MACINTYRE, A. J. Instalações hidráulicas prediais e industriais. 4. ed. Rio 
de Janeiro: GEN, 2010. 
MARCONE, R. A Geometria descritiva em ensino de arquitetura e 
urbanismo e as ferramentas CAD: diálogos possíveis. Tese (Doutorado em 
Arquitetura) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Universidade 
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, 2017. 
MARTIN, F. J. S. et al. Manual do engenheiro. Porto Alegre: Globo, 1975. 
PRUDENTE, F. Automação predial e residencial: uma introdução. Rio de 
Janeiro: GEN, 2011. 
RUSCHEL, R. C.; ANDRADE, M. L. V. X. de; MORAIS, M. de. O ensino de BIM 
no Brasil: onde estamos? Ambiente Construído, v. 13, n. 2, p. 151–165, 2013. 
TAMASHIRO, H. A. Desenho técnico arquitetônico: constatação do atual 
ensino nas escolas brasileiras de arquitetura e urbanismo, São Carlos, 2003. 
_____. Entendimento técnico-construtivo e desenho arquitetônico: uma 
possibilidade de inovação didática. Tese (Doutorado em Arquitetura e 
Urbanismo) – Escola de Engenharia de São Carlos – Universidade de São Paulo. 
 
 
20 
São Carlos, 2010. Disponível em: 
. Acesso em: 17 set. 2020.

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