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LEITURA E DESENHO DE 
PROJETOS PREDIAIS 
AULA 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Norimar Ferraro 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
Anteriormente, pudemos perceber a importância dos projetos de 
arquitetura e estrutural, no que se refere à concepção e à organização dos 
espaços de uma edificação, bem como à sua viabilidade estrutural. Um edifício, 
porém, só consegue exercer sua finalidade se for constituído de alguns sistemas 
complementares, que permitem que as pessoas pratiquem suas atividades. Um 
desses sistemas, ditos complementares, se refere à parte elétrica e dos sistemas 
correlatos de telefonia, automação e da transmissão de dados pela internet. 
Nesta aula, vamos abordar a leitura da representação gráfica desses 
projetos, que variam de complexidade conforme o porte da edificação. Porém, 
como nos casos dos projetos de arquitetura e estrutural, existe uma 
representação gráfica normatizada, com base nas normas ABNT, que permite 
que esses projetos possam ser lidos sem grandes problemas. A grande diferença 
nos tempos atuais, é que as inovações tecnológicas, principalmente no que se 
refere à automação e à internet, tornaram as edificações mais complexas. 
A base de elaboração do projeto elétrico é obviamente o projeto 
arquitetônico, que por meio da sua organização de espaços, layout e mobiliários 
determinará os pontos elétricos necessários. Considerando esses pontos, o 
engenheiro eletricista vai elaborar seu projeto, calculando as cargas, os ramais 
e os quadros necessários ao funcionamento da parte elétrica. 
Além disso, se faz necessária a compatibilização do projeto elétrico com 
os demais projetos, principalmente com o projeto de estruturas. O projeto elétrico 
exige o caminhamento de tubulações, espaço e fixação de quadros, que vão 
requerer a previsão de furos em lajes, vigas e paredes, bem como a atenção dos 
conflitos com o projeto hidráulico-sanitário. 
Os projetos elétricos e de telefonia são representados por meio de 
diagramas e plantas baixas, que identificam todos os componentes do sistema 
e a sua distribuição na edificação. É importante perceber que, apesar do 
caminhamento das tubulações e da posição dos pontos serem indicadas em 
plantas, eles não representam necessariamente sua localização exata no 
edifício. Frequentemente são feitas adaptações durante a obra, e por essa razão, 
esses projetos não podem servir de referência absoluta de localização na obra 
construída e não visível, como no caso dos dutos embutidos em paredes e lajes. 
 
 
 
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TOP – A REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
As normas ABNT que norteiam o desenho técnico de projetos prediais 
elétricos e de telefonia são as mesmas utilizadas para o desenho de estruturas 
e arquitetônico, tendo como complementação a norma ABNT NBR 5444/1989, 
que especifica a simbologia dos componentes elétricos. Como a simbologia é 
extensa, não cabe aqui comentar cada uma delas e convém fazer a leitura dos 
projetos acompanhados da norma técnica. Cumpre informar que essa norma foi 
cancelada pela ABNT, mas os profissionais da área ainda continuam adotando 
os símbolos nela contidos, pois os instaladores têm facilidade de 
reconhecimento da simbologia para execução das instalações. 
A norma especifica primeiro uma tabela de conversão de polegadas para 
milímetros, necessária para o entendimento das dimensões certas tubulações. 
O restante da norma consiste em tabelas que representam a simbologia dos 
componentes dos sistemas, dentro das categorias especificadas a seguir. 
Figura 1 – Dutos e distribuição: representam a simbologia para eletrodutos, 
calhas e condutores 
 
Fonte: ABNT, 1989. 
Figura 2 – Quadros de distribuição: representam os tipos de quadros e caixas 
de distribuição 
 
Fonte: ABNT, 1989. 
 
 
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Figura 3 – Interruptores: representam os pontos de interruptores, botões, 
chaves, fusíveis e disjuntores da instalação. 
 
Fonte: ABNT, 1989. 
Figura 4 – Luminárias, refletores e lâmpadas: representam os diversos pontos 
de luz, lâmpadas, refletores etc. 
 
Fonte: ABNT, 1989. 
Figura 5 – Tomadas: representam as tomadas em diversas alturas e 
localizações (parede e piso), tanto para a parte elétrica como a de telefonia. 
 
Fonte: ABNT, 1989. 
Além das categorias especificadas nas figuras 1 a 5, essa NBR traz: 
 
 
 
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• Motores e transformadores: representam geradores, motores e 
transformadores do sistema. 
• Acumuladores: representam baterias ou pilhas. 
A simbologia pode, entretanto, variar conforme a vontade do projetista 
elétrico, e convém sempre observar a legenda que acompanha as pranchas de 
projeto. 
Os sistemas elétricos são representados graficamente em dois tipos de 
diagramas: 
• Unifilar: é a representação simplificada que mostra a organização das 
instalações elétricas, desde a entrada até os circuitos terminais. Nessa 
representação, uma linha representa um circuito que contém diversos fios 
ou condutores e os dispositivos de proteção de cada circuito, como no 
diagrama abaixo. 
Figura 6 – Diagrama de representação unifilar 
 
Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. 
• Multifilar: é a representação que mostra todos os fios ou condutores que 
passam por uma tubulação, quadro ou instalação, especificando cada um 
detalhadamente. 
 
 
 
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Figura 7 – Esquema de minuteria 
 
Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. 
A Figura 7 representa o esquema de minuteria (temporizador de luzes). O 
diagrama multifilar mostra a especificação de cada cabo elétrico e suas 
conexões. 
• Plantas baixas: para se representar o esquema de distribuição dos 
circuitos e ramais nas edificações, utiliza-se uma planta baixa como base 
e indica-se os pontos de luz, interruptores e caminhamento dos cabos 
elétricos por meio de representações unifilares. 
Figura 8 – Planta baixa de projeto elétrico 
 
 
 
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Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. Fonte: ABNT (1989). 
A Figura 8 representa parte de uma planta baixa de projeto elétrico, onde 
se pode identificar as linhas contínuas e tracejadas. Elas representam 
eletrodutos em paredes e teto (linhas contínuas) e piso (tracejada). Cada 
eletroduto contém vários cabos ou condutores elétricos, com indicação dos seus 
diâmetros e simbologia especificada na tabela. Os triângulos e círculos 
representam tomadas, pontos de luz e interruptores. O círculo maior central 
representa um ponto de luz no teto (consultar norma). 
ROLÊ 1 – ENTENDENDO O SISTEMA ELÉTRICO (1) 
Compreender apenas a simbologia não nos leva necessariamente a 
entender como o sistema elétrico funciona numa edificação. Para um técnico em 
condomínios talvez seja mais importante entender a localização e o esquema 
geral de distribuição da energia do que propriamente a parte técnica de fiação 
dentro das tubulações, que iria requerer um conhecimento mais aprofundado. 
De forma geral nas cidades, excetuando as edificações que produzam sua 
própria energia, as construções recebem energia de uma companhia de 
distribuição de energia elétrica. Elas fazem a distribuição nas cidades de forma 
área (pelos postes) e subterrânea. Para que as edificações possam se conectar 
ao sistema, é preciso que o façam por meio de uma ligação chamada padrão de 
entrada. Ela é normatizada pela companhia e comumente feita por um poste 
colocado no interior do terreno, próximo à calçada (alinhamento predial), como 
no exemplo a seguir. 
 
 
 
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Figura 9 – Esquema de entrada de energia em um edifício, por meio de uma 
caixa padrão e poste 
 
Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. 
No esquema da Figura 9 identificamos a entrada dos cabos elétricos vindo 
da rua na parte superior, com isoladores, e abaixo uma caixa de proteção geral, 
onde fica o disjuntor geral da edificação e o medidor de consumo. No caso de 
habitações multifamiliares (como em condomínios e edifícios), o medidor de 
consumo pode ser por unidade residencial e ser localizado próximo às unidades 
residenciais.A partir dessa ligação com a rede de distribuição e a concessionária, o 
cabeamento percorre um caminho até o edifício, geralmente de forma 
subterrânea, até um quadro chamado “centro de medição”, onde se encontram 
disjuntores e os relógios de medição para os diversos consumidores do edifício. 
 
 
 
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Figura 10 – Distribuição do cabeamento elétrico 
 
Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. 
Na Figura 10, a prumada acima representa a distribuição do cabeamento 
elétrico desde a entrada junto à rua (à direita da imagem), indo até o quadro de 
distribuição geral (centro de medição) e os ramais para os diversos 
consumidores nos andares. Note-se que em cada pavimento existem outros 
quadros menores de distribuição, os quais contêm os disjuntores que atendem 
as instalações elétricas individuais. 
Em residências, o quadro de distribuição geral não é muito grande, porém 
em edifícios de múltiplas unidades ele ocupa um tamanho razoável, pois pode 
conter também os medidores de consumo de energia separados por unidade. 
Figura 11 – Vistas externa e interna do quadro de medição 
 
Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. 
 
 
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Na Figura 11, podemos ver as vistas externa e interna do quadro de 
medição, que contém disjuntores e os medidores de consumo, que ficam visíveis 
quando o quadro é fechado, através de visores, contendo plaquetas de 
identificação das unidades residenciais. 
 
ROLÊ 2 – ENTENDENDO O SISTEMA ELÉTRICO (2) 
Vamos entender um pouco mais do sistema geral por meio de um 
exemplo. Imagine-se um edifício com 2 lojas, 6 apartamentos e um lava-car. 
Cada um desses espaços requer uma demanda diferenciada de energia. O 
projetista vai calcular as cargas separadamente e dimensionar a demanda 
necessária individual. A tabela a seguir exemplifica o cálculo, como consta nos 
projetos prediais. Perceba-se que para os apartamentos são necessárias duas 
fases (sistema bifásico) e para o lava-car, devido ao maquinário, são necessárias 
três fases (sistema trifásico). 
Tabela 1 – Demanda individual das unidades residenciais e comerciais de um 
edifício 
 
Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. 
A tabela 1 demonstra a demanda individual das unidades residenciais e 
comerciais de um edifício. Considerando a necessidade individual de energia 
estimada, calcula-se se ela precisa ser bifásica ou trifásica. Cada unidade vai 
contar com um sistema de proteção individual (disjuntores), dimensionados 
conforme a carga do circuito. 
 
 
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O diagrama da Figura 12 representa a entrada da energia da rua, vindo 
da concessionária de energia, chegando ao quadro de medição geral e sendo 
distribuído para cada unidade. Em edifícios residenciais ou com unidades 
diferentes, o quadro de medição pode ser distribuído por unidade nos 
pavimentos, respeitando as normas da concessionária local. Cada unidade vai 
contar com um quadro de distribuição individual, com disjuntores de proteção 
próprios para cada ramal. Esse quadro é localizado normalmente em áreas 
secundárias da unidade residencial ou comercial, como, por exemplo, na cozinha 
ou lavanderia. A partir dessa entrada, os ramais são distribuídos pela unidade, 
podendo existir outros quadros secundários conforme a necessidade. 
Figura 12 – Diagrama unifilar representando a entrada de energia da 
concessionária 
 
Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. 
Na Figura 12, há um diagrama unifilar representando a entrada de energia 
da concessionária e indo ao quadro de medição geral. O ramal alimentador a 
partir da concessionária é dimensionado de acordo com a demanda do edifício, 
neste caso, tem a especificação 3#95(70)mm2, indicando três fases com cabo 
de seção #95m2 e um neutro de seção #70mm2. No centro de medição temos os 
disjuntores para cada circuito e as especificações das cargas instaladas e 
demandadas. 
 
 
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Já na Figura 13 demonstramos o esquema elétrico em planta baixa de um 
pavimento do edifício, mostrando duas unidades residenciais e o hall de 
circulação e escada. 
Figura 13 – Esquema elétrico em planta baixa de um pavimento do edifício 
 
Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. 
Nessa figura, podemos ver o projeto elétrico de duas unidades 
residenciais. Em amarelo, estão indicados os quadros de disjuntores, de onde 
derivam os ramais para os diversos pontos dos apartamentos. As tubulações 
caminham pelas lajes até os pontos de luz (círculos grandes) e deles para os 
interruptores e tomadas (círculos menores e triângulos nas paredes). Note que 
cada ramal tem a indicação dos cabos elétricos que por eles passam. 
 
 
 
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TRILHA 1 – PROJETOS DE TELEFONIA, INTERNET E AUTOMAÇÃO PREDIAL 
Além dos circuitos elétricos, temos também outros sistemas que fazem 
parte da edificação. Com a difusão da internet e outras tecnologias de 
informação e comunicação, fez-se necessária a instalação de tubulações nas 
edificações, exclusivas para a passagem de fiações dessas tecnologias. 
As tubulações de telefonia já existem nas edificações de longa data, e são 
utilizadas atualmente também para a passagem de cabos de internet e rede de 
computadores. Na representação gráfica, os projetos de tecnologias de telefone, 
TV e internet têm a simbologia normatizada pela ABNT NBR 5444/1989, 
podendo ter variações, visto que boa parte dessas tecnologias são posteriores à 
data da norma. Nos edifícios residenciais e comerciais, essas tubulações podem 
percorrer dutos verticais nos edifícios denominados “shafts”, pois, dependendo 
do uso, requerem dimensões necessárias maiores. Isso facilita sua instalação e 
manutenção. 
Figura 14 – Projeto de tubulações para telefonia, TV e internet 
 
Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. 
 
 
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Podemos ver na Figura 14 que as convenções são similares às dos 
projetos elétricos, porém com simbologia específica (ver norma NBR 
5444/1989). 
Os projetos elétricos também contemplam tubulações para automação 
predial. Portarias eletrônicas, interfones, sensores e câmeras de monitoramento, 
necessitam de tubulações separadas da parte elétrica e devem ser previstas nos 
projetos, pois não podem percorrer os mesmos dutos que os sistemas elétricos 
e sua implantação, e fazer isso após a construção não é simples. 
Em projetos elétricos prediais também encontramos informações e 
diagramas da instalação de para-raios e aterramento, sistemas de proteção 
obrigatórios para edificações de maior porte. O aterramento visa diminuir a 
variação da tensão de uma rede elétrica e protege contra possíveis choques. 
Figura 15 – Detalhes de para-raios e aterramento da edificação 
 
Crédito: Luiz Gustavo Trevisan. 
TRILHA 2 – PROJETO DE LUMINOTÉCNICA E CLIMATIZAÇÃO 
Embora esse tipo de projeto, via de regra, não seja elaborado pelo 
projetista da parte elétrica, vamos comentar aqui nesta aula porque vai exigir 
uma demanda de carga no projeto elétrico. 
O projeto de luminotécnica é geralmente realizado por especialistas na 
área, em boa parte arquitetos e designers de interiores. Ele é realizado de forma 
mais aprimorada, por meio de cálculos de iluminação de ambientes, 
determinando-se os pontos de luz necessários para um conforto visual eficiente, 
além das questões estéticas envolvidas nos projetos de interiores. O projeto 
 
 
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especifica o tipo de luminárias, lâmpadas, suas cores e potências, a fim de se 
obter o efeito desejado de iluminação. É um projeto que também visa garantir 
uma economia no consumo de energia, com a utilização de luminárias mais 
eficientes para cada tipo de ambiente. A norma ABNT NBR 8995/2013 
estabelece recomendações para melhor eficiência e luminosidade. 
Figura 16 – O projeto luminotécnico garante uma eficiência energética na 
edificação, além de proporcionar um ambiente esteticamente mais agradável. 
 
Crédito: Marko Plasen/Sutterstock. 
Por sua vez, o projeto de climatização refere-se à previsão de 
equipamentos para um melhor conforto térmico dos ambientes, tanto para o 
inverno como para o verão. Osequipamentos mais conhecidos são os de ar-
condicionado, que podem variar desde os pequenos aparelhos de paredes, os 
modelos “split” (no qual existe uma unidade interna evaporadora e outra externa 
condensadora), até torres de arrefecimento para grandes edifícios. Os projetos 
de climatização são comumente projetados e desenhados por empresas 
especializadas, que também executam sua instalação, e assim não se tem 
acesso a tais projetos. 
Em ambos os casos, de projeto luminotécnico e de climatização, 
entretanto, os pontos de localização de luminárias e equipamentos são 
determinados no projeto de arquitetura, para que possam ser compatibilizados 
com o restante da edificação e sistemas prediais. Tais projetos, embora sejam 
realizados previamente à obra, sofrem frequentemente alteração de suas 
tubulações e com isso o projeto não traz garantia de localização destas. Para 
que haja um registro mais confiável do que foi executado, após a obra ser 
concluída deve ser feito um desenho da edificação denominado “as-built”. Nos 
 
 
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projetos de arquitetura, a representação desses sistemas é feita de acordo com 
as demais convenções e simbologia, muitas vezes limitando-se aos pontos nos 
forros e teto, como na figura 17. 
Figura 17 – Planta de forro e corte 
 
 Fonte: Tamashiro, 2011. 
A figura mostra uma planta de forro e corte, com as indicações dos pontos 
de iluminação e ar-condicionado, para a execução da obra. Durante a execução 
do forro, os pontos são localizados de acordo com o projeto de interiores. 
 
 
 
 
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ELO 
Encerramos esta aula com uma visão geral de projetos dos sistemas 
elétricos prediais. Obviamente, para quem não tenha contato com arquitetura e 
construção, a compreensão desses projetos dependerá de um conhecimento 
mais técnico e específico, que não caberia em uma aula. Porém, o entendimento 
da simbologia e das convenções de desenhos permite a leitura simplificada dos 
projetos. Para um técnico em condomínio, é importante a noção dos 
equipamentos, sua localização e sua função dentro da edificação. Nos próximos 
conteúdos, abordaremos o sistema hidráulico-sanitário, que, da mesma maneira, 
tem grande importância na vida da edificação. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5444: Símbolos 
gráficos para instalações elétricas prediais. Rio de Janeiro, 1989. 
______. NBR 8995: Iluminação de ambientes de trabalho. Rio de Janeiro, 2013. 
TAMASHIRO, H. A. Desenho técnico arquitetônico: constatação do atual 
ensino nas escolas brasileiras de arquitetura e urbanismo. Dissertação 
(Mestrado em Engenharia) – Universidade de São Paulo, São Carlos, 2003. 
______. Entendimento técnico construtivo e desenho arquitetônico: 
uma possibilidade de inovação didática. Tese (Doutorado em Arquitetura e 
Urbanismo) – Universidade de São Paulo, São Carlos, 2010.

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