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(C) a desvalorização das concepções de diferença tanto de
Hegel quanto de Saussure, nas quais ainda são vistos resquícios
de uma lógica identitária, substituindo-as pela noção de
diferença de Heidegger. 
(D) a deslegitimação dos métodos de análise sincrônicos
consolidados pelo pós-estruturalismo, revalorizando os métodos
que privilegiam a teleologia histórica, a crítica genética e o
desconstrutivismo. 
(E) a desconstrução do sujeito transcendental fenomenológico
através da retomada da interpretação do cogito cartesiano
proposta pelo existencialismo de Sartre e Levinas. 
44 
O helenismo é um período da história da filosofia que se
caracteriza pela 
(A) exclusividade que dá à dimensão prática da filosofia, em
contraposição à dimensão investigativa das filosofias platônica
e aristotélica. 
(B) importância que confere à lógica, à ética e à estética, como
investigações necessárias para se alcançar a satisfação
individual ou felicidade. 
(C) centralidade que atribui à ética, em meio a significativas
teorizações sobre a natureza, em um momento de crescente
desagregação da pólis grega. 
(D) valorização do indivíduo e sua ação, em detrimento da
investigação lógica, fundamental em uma perspectiva como a
de Aristóteles. 
(E) predominância de sistemas metafísicos voltados para a
busca do bem comum, em oposição às perspectivas
epistemológicas de Platão e Aristóteles. 
45 
Com relação aos períodos da história da filosofia, pode-se
afirmar que 
(A) o confronto irreconciliável entre fé e razão é uma
característica central da Idade Média. 
(B) o sincretismo de platonismo, cristianismo e magia é uma
característica central do Renascimento. 
(C) o racionalismo e a construção de sistemas metafísicos são
características centrais do Iluminismo. 
(D) a revolução científica e a influência do ateísmo são
características centrais da Idade Moderna. 
(E) a retomada do interesse por questões metafísicas é uma
característica central da época contemporânea. 
46 
Para alguns pré-socráticos o ser é considerado infinito, sendo
que 
(A) Anaximandro e Anaxímenes concebem o ser como infinito
apenas no espaço, mas não no tempo. 
(B) Parmênides e Melissos concebem o ser como infinito
apenas no tempo, mas não no espaço. 
(C) Anaxímenes e Anaxágoras concebem o ser como infinito
apenas no tempo, e não no espaço. 
(D) Anaxágoras e Parmênides concebem o ser como infinito
tanto no espaço como no tempo. 
(E) Melissos e Anaximandro concebem o ser como infinito
tanto no espaço como no tempo. 
47 
Em suas considerações sobre a physis, Demócrito e Leucipo
propõem uma cosmologia com características muito diferentes
das cosmologias dos primeiros pré-socráticos porque afirmam
que 
(A) cada tipo de matéria provém de uma mistura originária de
qualidades que a diferencia das outras matérias e mesmo em
sua menor partícula é encontrada a mesma mistura originária,
nunca qualidades separadas. 
(B) no movimento dos seres não há acaso e nem a intervenção
de uma força inteligente externa a eles, mas sim a atuação
constante de um princípio físico que rege o encontro e o
desencontro de todos os átomos, o clinâmen. 
(C) o ser é pleno, contínuo, eterno e uno, como queriam os
eleatas, com a diferença, porém, de que é composto de unidades
discretas, o que implica a negação do vazio, pois até o que
parece vazio está repleto de átomos. 
(D) a multiplicidade e a variação qualitativa das coisas é
atribuída ao acréscimo ou decréscimo de um dos quatro
elementos naturais, unidos ou separados pelas forças de atração
e repulsão. 
(E) a multiplicidade e as variações qualitativas dos seres não
mais são atribuídas às diferenças de qualidades originárias e
sim às diferenças de forma, arranjo e posição dos átomos que os
compõem. 
48 
Os paradoxos ou aporias de Zenão de Eléia tinham como
objetivo: 
(A) negar, com Parmênides, a percepção do movimento, da
multiplicidade, do espaço e do tempo que nos oferecem os
sentidos. 
(B) superar a negação do movimento que se encontra no poema
de Parmênides, demasiadamente esquemática e dogmática. 
(C) defender as teses de Parmênides de maneira direta e
irrefutável, com base na lógica e em intuições sensíveis. 
(D) mostrar, por absurdo, que o pensamento é limitado e leva
ao sem-sentido, como no caso das teses contraintuitivas de
Parmênides. 
(E) refutar os adversários de Parmênides, mostrando que
premissas subjacentes à afirmação do movimento levam a
contradições insuperáveis. 
49 
Para Anaxágoras, a força ordenadora do Kósmos é 
(A) responsável pelo nascimento e destruição dos elementos. 
(B) idêntica aos elementos, eterna, mutável e corpórea. 
(C) inteligente, diáfana, sutil e invisível. 
(D) dinâmica, mutável e misturada a todas as coisas. 
(E) corpórea e captável diretamente pelos sentidos. 
50 
Na República idealizada por Platão a justiça pode ser alcançada
quando 
(A) na hierarquia das classes cada uma desempenhar apenas a
função que lhe compete e de acordo com a virtude que lhe é
própria. 
(B) a classe governante, seja ela qual for, garantir e respeitar os
direitos de isonomia e de isegoria para todos os cidadãos de
todas as classes. 
(C) a diferença entre as classes sociais for eliminada através da
comunidade de bens, de mulheres e de ocupações.

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