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ESTATÍSTICA 52 • Se o teste é unilateral, determinamos o ponto crítico tal que . • Se o teste é unilateral à esquerda, determinamos o ponto tal que . ESTATÍSTICA 53 4. Calcular, sob a hipótese nula, o valor: Onde: • : valor da média amostral. • μ0: valor da média populacional sob a hipótese nula. • s: valor do desvio padrão amostral. • n: tamanho da amostra. 5. Critério: • Teste bilateral: se ou se , rejeitamos H0. Caso contrário, aceitamos H0. • Teste unilateral à direita: se , rejeitamos H0. Caso contrário, aceitamos H0. • Teste unilateral à esquerda: se , rejeitamos H0. Caso contrário, aceitamos H0. 6. O p-valor no teste bilateral é dado por Se o teste é unilateral à direita, o p-valor é dado por e, se o teste é unilateral à esquerda, o p-valor é dado por 7. O intervalo de confiança é dado por se o teste é bilateral. Se o teste é unilateral à direita, então o intervalo de confiança para o parâmetro μ é dado por e, se o teste é unilateral à esquerda, então o intervalo de confiança para o parâmetro μ é dado por Teste de hipóteses. Formalmente, o valor-p é definido como a probabilidade de se obter uma estatística de teste igual ou mais extrema quanto àquela observada em uma amostra, assumindo verdadeira a hipótese nula. Teste de hipótese para a razão de duas variâncias Este teste de hipótese é utilizado para saber se duas variâncias populacionais são estatisticamente iguais ou se uma é maior do que a outra. Então, utilizando a distribuição F, poderemos formular o teste de hipótese da razão entre duas variâncias e chegar à conclusão baseados apenas nas estimativas calculadas a partir das amostras. As hipóteses Ho e H1 serão: A maior variância amostral encontrada será chamada de S1 2 (proveniente de uma amostra de tamanho n1), e a menor variância amos- tral será chamada S2 2 (proveniente de amostra de tamanho n2). ESTATÍSTICA 54 Teste de Student É um teste de hipótese que usa conceitos estatísticos para rejeitar ou não uma hipótese nula quando a estatística de teste (t) segue uma distribuição t de Student. Teste t pode ser conduzido para: - Comparar uma amostra com uma população - Comparar duas amostras pareadas - Comparar duas amostras independentes Se a variável de interesse segue uma distribuição próxima de uma curva normal em ambas populações: uma distribuição t Student com n1+ n2-2 graus de liberdade. Teste do qui quadrado5 Este teste objetiva verificar se a frequência absoluta observada de uma variável é significativamente diferente da distribuição de fre- quência absoluta esperada. Teste do qui quadrado para uma amostra Aplica-se quando se quer estudar a dependência entre duas variáveis, através de uma tabela de dupla entrada ou também conhecida como tabela de contingência. Condições para a execução do teste Exclusivamente para variáveis nominais e ordinais; Observações independentes; Não se aplica se 20% das observações forem inferiores a 5 Não pode haver frequências inferiores a 1; Nos dois últimos casos, se houver incidências desta ordem, aconselha-se agrupar os dados segundo um critério em específico. Procedimento para a execução do teste 1. Determinar H0. Será a negativa da existência de diferenças entre a distribuição de frequência observada e a esperada; 2. Estabelecer o nível de significância (µ ); 3. Determinar a região de rejeição de H0. Determinar o valor dos graus de liberdade (φ), sendo K – 1 (K = número de categorias). En- contrar, portanto, o valor do Qui-quadrado tabelado; 4. Calcular o Qui Quadrado, através da fórmula: Sendo o Qui Quadrado calculado, maior do que o tabelado, rejeita-se H0 em prol de H1. Exemplo: Um vendedor trabalhou comercializando um produto em sete bairros residenciais de uma mesma cidade em um mesmo período do ano. Seu gerente decidiu verificar se o desempenho do vendedor oscilava em virtude do bairro trabalhado, ou seja, se as diferenças eram significativas nos bairros trabalhados. A partir deste estudo o gerente poderia então elaborar uma estratégia comercial para cada bairro ou manter uma para todos. 5 “Teste do qui quadrado” em Só Matemática. Virtuous Tecnologia da Informação, 1998-2020. Consultado em 16/04/2020. Disponível na Internet em https://www. somatematica.com.br ESTATÍSTICA 55 H0: não há diferenças significativas entre os bairros H1: as diferenças observadas para os bairros 3 e 4 são significativamente diferentes para melhor em relação aos demais bairros. µ = 0,05 g.l = 5 – 1 = 4, onde Qui quadrado tabelado é igual a 9,49. Χ2 = (9-16)2 + (11 – 16) 2 + (25-16) 2 + (20 – 16) 2 + (15 – 16) 2/16 Χ2 = 72 + 52 +92 + 42 + 12= 172/16 = 10,75 Conclui-se que o Qui quadrado calculado (10,75) é maior do que o tabelado (9,49), rejeita-se H0 em prol de H1. Portanto há diferença significativa, ao nível de 0,05, para os bairros 3 e 4. Face ao cálculo o gerente deve elaborar uma estratégia comercial para cada bairro. Teste do qui quadrado para independência (duas amostras) A utilização do presente teste em pesquisa visa verificar se as distribuições de duas ou mais amostras não relacionadas diferem signi- ficativamente em relação à determinada variável. Condições para a execução do teste Exclusivamente para variáveis nominais e ordinais; Preferencialmente para amostras grandes,