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N O Ç Õ ES D E D IR EI TO C O N ST IT U C IO N A L 327 STF - ART. 102 DA CF Crime de comum e responsabilidade: Ministros estado, Comandante Marinha, Exército e Ae- ronáutica, membros Tribunais Superiores, TCU e Chefes de missão diplomática. HC quando coator for Tribunal Superior e o paciente for autoridade/funcionários quando atos estejam sujeitos jurisdição STF; MS e HD contra atos do Presidente República, Mesa da Câmara dos Deputados e Senadores; Extradição; Litigio entre Estado estrangeiro e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território*; Ações contra CNJ e CNMP (Conselho Nacional do Mi- nistério Público); Extradição solicitada por estado estrangeiro; Revisão criminal e ação rescisória de seus julgados; Reclamação – preservação de sua competência; Ações contra CNJ e o CNMP. Competência em recurso Ordinário: habeas corpus, mandado de segurança, habeas data e mandado de injunção, decididos em única instância pelos Tribunais Superiores; Competência em Recurso Extraordinário: Causas decididas em única ou última instância, caso decisão recorrida contrariar dispositivo da Constituição Federal. STJ - ART. 105 DA CF ADI, ADC e ADPF* Crime comum: Governador de Estado e DF; Crimes comuns e de responsabilidade: 1Desembargado- res do TJ (Estados e DF), membros do TCE e TCDF, dos TRF, TER e TRT, dos conselhos do TCU e do MPU;*1HC quando coator ou paciente for pessoas acima mencionadas, ou quando for Tribunal sujeito a sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante do Exército, Marinha e Aeronáuti- ca, salvo competência da Justiça Eleitoral; Mandado de Segurança e Habeas Data contra ato de Ministro de Estado, Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, ou Ministros do STJ;1Conflito de compe- tência entre os Tribunais (salvo art. 102, I “o” – conflito entre STJ x Tribunais);1Revisão Criminal e Ação Rescisó- ria de seus julgados;1Reclamação – preservação de sua competência;1Conflito entre autoridades administrativas e judiciárias da União, entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do DF, ou entre es- ses e a União;1Mandado de Injunção quando a elabora- ção da norma for atribuição de autoridade Federal, salvo casos de competência do STF, Justiça Militar, Eleitoral e do Trabalho;1Competência em recurso Ordinário:1Ha- beas Corpus decidido em única ou última instância pelos TRF ou TJ dos Estados e DF quando denegatória. Mandado de Segurança decidido em única instância pelo TRF ou TJ dos Estados e DF, também quando denegatória a decisão. Causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo Internacional de um lado, e, de outro, Município ou pessoa residente ou do- miciliada no país;1Competência em Recurso Especial: Causas decididas em única ou ultima instância pelo TRF ou TJ dos Estados ou DF, quando decisão recorrida contrariar Lei Federal. *Muito cobrado em provas EXERCÍCIOS COMENTADOS 1. (CESPE-CEBRASPE – 2018) No âmbito do Poder Legis- lativo Federal, as comissões parlamentares de inquérito a) podem investigar fatos referentes a questões de inte- resse de um estado-membro, ou seja, sem relevância nacional. b) podem determinar medida de arresto e sequestro de bens de investigados. c) têm poderes para determinar medida de busca e apreensão domiciliar e interceptação telefônica. d) podem determinar que um investigado não se ausente do país. e) têm poderes para quebrar sigilo de dados telefônicos. Conforme o STF, a CPI tem competência constitucio- nal para ordenar a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico (MS 23.868, rel Min. Celso de Mello, jul- gamento em 30.8.2001, DJ de 21.6.2002). Resposta: Letra E. 2. (CESPE-CEBRASPE – 2018) A Constituição Fede- ral de 1988 elenca como atribuição do presidente da República a) dispor, por decreto, sobre o funcionamento da admi- nistração pública federal, ainda que isso implique aumento de despesa. b) conceder indulto e comutação de penas. c) autorizar empréstimos contraídos pela União no exterior. d) celebrar e referendar acordos internacionais, na condi- ção de chefe de Estado. e) celebrar a paz, com referendo do Senado Federal. A Constituição Federal no art. 84 trata da competên- cia do Presidente da República, sendo que no inci- so XII dispõe que compete ao Presidente conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessá- rio, dos órgãos instituídos em lei. Resposta: Letra B. 3. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Acerca da administração pública e da organização dos poderes, julgue o item subsequente à luz da CF. Cabe ao Congresso Nacional exercer, mediante con- trole externo, a fiscalização contábil, financeira, orça- mentária, operacional e patrimonial da União. ( ) CERTO ( ) ERRADO Sim, a função será exercida pelo Congresso Nacio- nal mediante controle externo, conforme o art. 70 da CF/88. Resposta: Certo. 4. (FCC – 2018) O Tribunal de Contas, órgão dotado de prerrogativas especiais, atua como auxiliar do Poder a) Executivo, na função de controle interno da Administração. b) Legislativo, na função de controle externo da Administração. c) Legislativo e do Poder Judiciário, respectivamente, na função de controle interno e externo da Administração. d) Judiciário, exercendo função jurisdicional, no controle externo da Administração. e) Legislativo, exercendo função administrativa, no con- trole interno da Administração. 328 O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União na sua função administrativa, conforme dispõe art. 71 da CF/88. Resposta: Letra B. 5. (FCC – 2018) Nos termos da Constituição Federal, a adoção, pelo Presidente da República, de medidas de reorganização da Administração federal, que impli- quem a extinção de cargos e funções vagos, a) é incabível, por se tratar de matéria privativa de lei, não passível de delegação legislativa, vedada a edição de medida provisória sobre o tema. b) cabe ser tomada mediante decreto, independente- mente de edição prévia de lei que o autorize a tanto. c) cabe ser tomada apenas mediante medida provisó- ria, desde que presentes requisitos de urgência e relevância. d) cabe ser tomada apenas mediante delegação legislati- va do Congresso Nacional. e) cabe ser tomada mediante decreto, desde que median- te a edição prévia de lei que o autorize a tanto. A constituição no art. 84, inciso IV, “a”, autoriza a decisão mediante decreto, não sendo necessário lei que previamente autorize, denominado pela doutri- na como um Decreto Autônomo. Resposta: Letra B. DA SEGURANÇA PÚBLICA ESTADO DE DEFESA O Estado de Defesa e Estado de Sítio são legalida- des extraordinárias temporárias, criadas por Decreto do Presidente da República, consagrados no Título V da Constituição Federal. O estado de defesa tem o objetivo de preservar ou reestabelecer em locais restritos à ordem pública e a paz social ameaçada por grave e iminente instabilida- de institucional ou atingidas por calamidade de gran- de proporção da natureza, conforme dispõe art. 136 da CF/88. É obrigatória análise pelo Conselho da República e pelo Conselho de Defesa Nacional (art. 89 a 91 da CF/88), ainda que a opinião dos Conselhos não seja vinculante. O controle político ocorre após a decreta- ção do Presidente deve no prazo de 24 horas enviar ao Congresso Nacional para análise, para ser autorizado depende da autorização da maioria absoluta de seus membros. O tempo de duração não será superior a 30 dias, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. Nesse período será limitado o direito de reu- nião, mesmo que exercida junto às associações, sigilo de correspondência e sigilo de comunicação telegráfi- ca e telefônica. Procedimento: 1º: Presidente da República consulta dois conselhos. z Conselho da República z Conselho da Defesa Nacional 2º: Presidente da República decreta Estado de Defesa (Art. 84 IX e 136 caput da CF) Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: IX - decretar o estado dedefesa e o estado de sítio; Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade ins- titucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. 3º: Controle Político feito pelo Congresso Nacional: z Confirma: Art. 49, IV da CF/88 z Rejeita: Art. 136 § 4º da CF/88 Controle político imediato – ocorre na decreta- ção ou caso persistirem as razões que justificaram o estado de defesa, este poderá ser prorrogado por mais 30 dias, então o Presidente da República no prazo de 24 horas submete a decisão ao Congresso Nacional, que deverá decidir pelo voto da maioria absoluta e mediante decreto legislativo, sobre a aprovação ou suspensão. Caso o Congresso estiver em recesso, será convocado no prazo de cinco dias – Sessão Legislativa Extraordiná- ria. Deverá, também, apreciar o decreto no prazo de dez dias do seu recebimento (art. 136, §5º e 6º da CF/88). Controle político concomitante (ao mesmo tempo) - Neste caso, cinco membros da mesa do Con- gresso Nacional têm que acompanhar e fiscalizar as medidas tomadas. Controle político sucessivo (no final) – Ocorre nos termos do art. 141, parágrafo único da CF, o qual deter- mina que após cessar o estado de defesa as medidas apli- cadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da República em mensagem ao Congresso Nacional. Caso o Congresso Nacional não aceite a justifica- tiva relada pelo Presidente da República no controle político sucessivo e se, caracterizado algum crime de responsabilidade, poderá o Presidente ser submetido ao processo, conforme a Lei 1.079/1950 e art. 85 da CF/88. (controle jurídico) ESTADO DE SÍTIO O estado de sítio está consagrado no art. 137 a 139 da CF/88 e será decretado diante da ineficácia do esta- do de defesa, diante de comoção de grave repercussão nacional. E não pode ser decretado por mais de 30 dias, porém, se necessário, pode ser prorrogado por mais 30, se necessário de novo, mais 30, e assim por diante. No caso de declaração de estado de guerra ou res- posta a agressão armada estrangeira, o estado de sítio poderá ser decretado por todo o tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira. Procedimento: 1º: Presidente da República consulta dois conselhos. z Conselho da República z Conselho da Defesa Nacional 2º: Controle político prévio - Presidente da Repúbli- ca solicita autorização ao Congresso Nacional par a decretação ou prorrogação do estado de sítio (Art. 137, parágrafo único da CF/88). N O Ç Õ ES D E D IR EI TO C O N ST IT U C IO N A L 329 Autorização será por maioria absoluta e por decreto legislativo (art. 49, IV da CF/88). 3º: Presidente da República decreta estado de sítio. Art. 84 IX e 137 caput da CF. 4º: Controle Político feito pelo Congresso Nacional: Controle político concomitante (ao mesmo tem- po) –A partir do momento que o estado de sítio é auto- rizado, o Congresso designa cinco membros da mesa do Congresso Nacional para acompanhar e fiscalizar as execuções das medidas referente ao estado de sítio. Art. 49, IV e art. 140 da CF/88. Controle político sucessivo (no final) - Ocorre nos termos do art. 141, parágrafo único da CF, o qual deter- mina que após cessar o estado de defesa as medidas apli- cadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da República em mensagem ao Congresso Nacional. O direito de reunião pode ser limitado por decreto presidencial no estado de defesa e estado de sítio. A censura também se torna possível no estado de sítio. Ainda, caso decretado estado de sítio por comoção grave de repercussão nacional ou ineficácia da medi- da tomada durante o estado de defesa, só poderão ser tomadas contra as pessoas as medidas consagradas no art. 139 da CF, vejamos: I - obrigação de permanência em localidade determinada; II - detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns; III - restrições relativas à inviolabilidade da corres- pondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifu- são e televisão, na forma da lei; IV - suspensão da liberdade de reunião; V - busca e apreensão em domicílio; VI - intervenção nas empresas de serviços públicos; VII - requisição de bens. Parágrafo único. Não se inclui nas restrições do inciso III a difusão de pronunciamentos de parla- mentares efetuados em suas Casas Legislativas, desde que liberada pela respectiva Mesa. ESTADO DE DEFESA ESTADO DE SÍTIO TÍTULO V ART. 136 A 141 Seção I Art. 136 da CF Seção II Art. 137 da CF PRESSUPOSTOS Preservar ou rees- tabelecer ordem pública e a paz social ameaçada por grave e imi- nente instabilidade institucional; Calamidade de grande proporção da natureza. Comoção grave de repercussão nacio- nal ou ineficácia da medida tomada durante o estado de defesa; Declaração de esta- do de guerra ou res- posta a agressão armada estrangeira. ESTADO DE DEFESA ESTADO DE SÍTIO PRAZO 30 dias podendo ser prorrogado somen- te uma vez por igual período. Exemplo: 30 + 30 Comoção grave de repercussão nacio- nal ou ineficácia da medida tomada durante o estado de defesa; 30 dias podendo se for o caso ser prorrogado suces- sivamente 30 + 30 + 30 [...] Declaração de esta- do de guerra ou res- posta a agressão armada estrangeira. Decretado pelo tempo que durar a guerra ou agressão armada. COMPETÊNCIA Presidente da República Presidente da República CONTROLE POLÍTICO Posterior: Depois de decreta- do estado de defesa o Presidente da Re- pública comunica congresso nacional que pode confirmar ou cessar. Prévio: Presidente da Re- pública depende de autorização pelo Congresso Nacio- nal para decretar o estado de sítio. FORÇAS ARMADAS As forças armadas estão consagradas no título V da Constituição Federal, conforme art. 142, as forças arma- das são constituídas pela Marinha, Exército e Aeronáu- tica, a qual são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e dis- ciplina, sob autoridade do Presidente da República. As funções das forças armadas, além da defesa da pátria, também englobam a defesa do estado e das instituições democráticas (garantidoras da lei e da ordem). Dica As forças armadas estão inseridas na estrutura do Poder Executivo. Os membros das forças armadas são denomina- dos como militares e tem função subsidiária, ou seja, desempenham funções que originalmente são de competência das forças da segurança pública (polícia federal, civil e militar dos estados e DF). Ainda, conforme dispõe o art. 142 do texto constitu- cional, as forças armadas estão sob a autoridade supre- ma do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. FORÇAS ARMADAS PRESIDENTE DA REPÚBLICA É AUTORIDADE SUPREMA Marinha Exército Aeronáutica 330 Internamente são subordinadas aos seus respecti- vos comandantes, integrados no Ministério da Defesa com obediência ao Presidente da República. Assim, as patentes são conferidas pelo Presidente da República, entretanto a perda desta só ocorrerá se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra, conforme incisos I e VI do art. 142 da CF/88. Aos militares é proibida a sindicalização e greve. Ainda, no serviço ativo não pode estar filiado a parti- do político. STF já se posicionou sobre o tema: z O exercício do direito de greve, sob qualquer for- ma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem direta- mente na área de segurança pública. z É obrigatória a participação do poder público em mediação instauradapelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da cate- goria. (STF. ARE 654.432, rel. Min. Alexandre de Moraes, j. 5-4-2017, P, DJE de 11.60.2018, Tema 541) Conforme dispõe o § 2º do art. 142 da CF, não cabe habeas corpus em caso de punição militar, sendo que este segue as próprias regras de hierarquia e disciplina. Mas cuidado! A doutrina e jurisprudência enten- de que se aplica o mencionado dispositivo quanto ao mérito das punições militares, ou seja, quando for o caso de ilegalidade dos pressupostos, como com- petência e cumprimento de regras estabelecidas no regulamento militar é cabível a impetração de habeas corpus para análise do poder judiciário. “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMI- NAL. PUNIÇÃO DISCIPLINAR MILITAR. Não há que se falar em violação ao art. 142, § 2º, da CF, se a con- cessão de habeas corpus, impetrado contra puni- ção disciplinar militar, volta-se tão-somente para os pressupostos de sua legalidade, excluindo a apreciação de questões referentes ao mérito. Con- cessão de ordem que se pautou pela apreciação dos aspectos fáticos da medida punitiva militar, invadindo seu mérito. A punição disciplinar militar atendeu aos pressupostos de legalidade, quais sejam, a hierarquia, o poder disciplinar, o ato ligado à função e a pena sus- ceptível de ser aplicada disciplinarmente, tornando, portanto, incabível a apreciação do habeas corpus. Recurso conhecido e provido.” (STF. RE 338.840, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 12.09.2003) A Constituição também prevê o serviço militar obrigatório, conforme art. 143, entretanto o inciso VIII do art. 5º desobriga o alistado do serviço militar por motivo de crença religiosa, convicção filosófica ou política, desde que cumpra prestação alternativa, que é de competência das forças armadas atribuir. Art. 143 O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. § 1º Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após alistados, alegarem imperativo de cons- ciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou políti- ca, para se eximirem de atividades de caráter essen- cialmente militar. § 2º - As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz, sujei- tos, porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir. Exemplo prático de uso das Forças Armadas! Em 20/10/2020 foi publicado no DOU decreto pre- sidencial que autoriza o uso das Forças Armadas nas eleições municipais de 2020. O objeto é garantir a ordem pública durante a votação e segurança do processo eleitoral. DECRETO Nº 10.522, DE 19 DE OUTUBRO DE 2020 Autoriza o emprego das Forças Armadas para a garantia da ordem pública durante a votação e a apu- ração das eleições de 2020. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso das atribui- ções que lhe confere o art. 84, caput , incisos IV e XIII, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 15 da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, e no art. 23, caput , inciso XIV, da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral, DECRETA: Art. 1º Fica autorizado o emprego das Forças Arma- das para a garantia da ordem pública durante a vota- ção e a apuração das eleições de 2020. Art. 2º As localidades e o período de emprego das Forças Armadas serão definidos conforme os ter- mos de requisição do Tribunal Superior Eleitoral. Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. SEGURANÇA PÚBLICA A segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, a qual objetiva a preserva- ção da ordem pública e da incolumidade de pessoas e do patrimônio, conforme consagra o art. 144 do texto constitucional. É exercido por meio de órgãos federais e esta- duais como a polícia federal, polícia rodoviária fede- ral, polícia ferroviária federal, polícias civis, polícias militares, o corpo de bombeiros militares e as polícias penais federal, estadual e distrital, esta última acres- centada pela Emenda Constitucional nº 104/2019. Conforme o § 8º do art. 144 da CF os municípios podem constituir guardas municipais destinados à proteção de seus bens, serviços e instalações (deve atuar somente na municipalidade). Cuidado! Esse órgão não integra a estrutura de segurança pública para exercer a função de polícia ostensiva. Para o STF os órgãos que compõe a segurança pública estão relacionados nos incisos I ao VI do art. 144 da CF, sendo esse rol taxativo, ou seja, não podem os municípios ou estados criarem outros órgãos para integrarem à segurança pública. Art. 144 A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preser- vação da ordem pública e da incolumidade das pes- soas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. VI - polícias penais federal, estaduais e distrital.