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02 ecg nline GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CONTRATOS CRÉDITOS Edição – Março/2019 Equipe Executiva Direção Geral Karen Estefan Dutra Assessoria Pedagógica Marcia Araujo Calçada Coordenadoria Acadêmica Mauricio Nunes Rodrigues Coordenadoria de Capacitação João Paulo Menezes Lourenço Coordenadoria de Documentação Ricardo de Oliveira Razuk Coordenadoria de Estudos e Pesquisas Rosa Maria Chaise Secretaria da ECG José Sigberto da Silva Junior Equipe Técnica Autoria Paulo Bianchi Reis Junior Coordenação Pedagógica Dalva Stella Pinheiro da Cruz Marcia Araujo Calçada Cláudia de Santana Machado (estagiária) Gestão de Projetos Educacionais Rachel Constant Vergara Mann ecg nline SUMÁRIO MÓDULO 3: GESTÃO DECONTRATOS ........................................................................................... 6 3.1 O GESTOR ..................................................................................................................... 8 3.2 ATRIBUIÇÕES DO GESTOR E DO FISCAL DE CONTRATOS ..................................... 8 3.3 PLANEJAMENTO E FISCALIZAÇÃO DA EXECUÇÃO CONTRATUAL ....................... 17 CONCLUSÃO ................................................................................................................................. 19 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................. 20 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ........................................................................................... 25 file://TCERJVM06/TCERJ_F/ECG_EAD/ECG-Online/CursoOnline-ECG/GestaoContratos/Desenvolvimento/GestaoContratos-EAD_ApostilaCompleta_2018-02-converted.docx%23_Toc787023 4 Este material didático destina-se, exclusivamente, ao uso interno da ECG/TCE-RJ. O material didático fornecido pela ECG/TCE-RJ tem caráter meramente educativo e não vincula as decisões do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, sendo o respectivo conteúdo de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor. (Deliberação TCE nº 243/07) 5 ecg nline 6 ÍNDICE DO MÓDULO 3 Gestão de contratos 3.1 O Gestor ..................................................................................................................... 8 3.2 Atribuições do Gestor e do Fiscal de contratos .................................................................. 8 3.2.1 Atribuições do Fiscal de contratos ........................................................................... 12 3.2.2 Atribuições do Gestor de contratos ......................................................................... 15 3.3 Planejamento e fiscalização da execução contratual ....................................................... 17 GESTÃO DEC ONTR ATOS 7 INTRODUÇÃO DO MÓDULO 3 Baseado, principalmente, no Decreto Estadual nº 45.600/16 do Rio de Janeiro, apresentaremos as características do perfil do Gestor e do Fiscal de contratos bem como suas atribuições. Além disso, comentaremos o sistema de planeja- mento e fiscalização da execução contratual. 8 3.1 O GESTOR A Lei nº 8.666/93 não trata, especificamente, das atribuições do Gestor ou do Fiscal de contratos. Dessa maneira, as diretrizes traçadas neste módulo estão fundamentadas no Decreto Estadual nº 45.600/16 do Rio de Janeiro. Gestor de contrato é um servidor da Administração, designado pelo ordenador de despesa, que acompanhará a execução do contrato. Jessé Torres Pereira Junior (2006), em palestra intitulada “Gestão de Contratos Administrativos - A Figura do Gestor Contratual: Perfil e Atribuições Típicas”, define o Gestor de contratos como um viabilizador de resultados. As atividades relacionadas à gestão de contratos envolvem os seguintes objetivos: > Planejar, gerenciar, acompanhar e fiscalizar a atuação da contratada; > Padronizar procedimentos de fiscalização; > Propiciar orientações de caráter preventivo. Veremos, no próximo tópico, as atribuições de dois agentes que trabalham com a gestão e a fiscalização de contratos. 3.2 ATRIBUIÇÕES DO GESTOR E DO FISCAL DE CONTRATOS Falamos anteriormente que a gestão de contratos pode ser dividida em dois elementos fundamentais: a gestão jurídico-formal e a gestão operacional. A gestão jurídico-formal abarca as responsabilidades que, em geral, são atribuídas ao Gestor de contratos ao passo que a gestão operacional compreende as responsabilidades atribuídas ao Fiscal de contratos. Gestão de contratos abarca Gestão jurídico-formal Gestor de contratos Fiscal de contratos Gestor operacional 9 A designação tanto do Gestor quanto do Fiscal deverá ser formalizada em termo próprio (portaria, decreto, ato normativo etc.) para que sejam definidas suas atribuições, competências e responsabilidades. Lembramos, com base no § 8º art. 15 da Lei nº 8.666/93, que, no caso de recebimento de material de valor superior ao limite estabelecido no art. 23 da Lei nº 8.666/93 para a modalidade de convite, o objeto da contratação deverá ser recebido por comissão composta por três membros. A regra foi ratificada pelo art. 4° do Decreto Estadual nº 45.600/16: Art. 4º - A gestão e a fiscalização da execução da contratação serão realizadas por agentes públicos especialmente designados pela autoridade competente, respectivamente denominados gestores e fiscais da contratação. Parágrafo Único - Em se tratando de obras e serviços ou, no caso de compras, se o valor for superior ao limite estabelecido no art. 23 da Lei 8.666/93, o objeto da contratação será recebido por comissão de fiscalização de contrato composta por 3 (três) membros. É recomendável que, no ato de designação, estejam expressos os seguintes requisitos: > Identificação do contrato objeto de gestão; > Nome e cargo do agente designado; > Obrigações e responsabilidades específicas que não estejam previstas em regulamento; > Indicação de substituto em caso de férias ou outros afastamentos; > Sempre que as atividades exigirem diligências diárias, o ato poderá autorizar dedicação exclusiva. O Gestor e o Fiscal de contratos possuem algumas atribuições e posturas em comum e outras específicas de cada cargo. Vejamos cada uma delas. Atribuições em comum do Gestor e do Fiscal de contratos > A escolha dos Gestores e dos Fiscais de contratos deve recair sobre agente público dotado de especialização técnica compatível com o objeto do contrato; > Gestores e Fiscais de contratos não devem ter qualquer grau de parentesco com os administradores da empresa contratada conforme art. 10 do Decreto Estadual nº 45.600/16: 10 Art. 10 - É vedada a designação de agente público para gestor ou fiscal de contrato que: I - tenha sido apenado em processo administrativo e a sanção não tenha sido cumprida; II - tenha, em seus registros funcionais, punições decorrentes da prática de atos lesivos ao patrimônio público; III - tenha sido condenado por crimes contra a Administração Pública ou por ato de improbidade administrativa; IV - possua os seguintes vínculos familiares com os administradores da empresa contratada: a) que sejam casados, na forma da lei civil; b) que mantenham união estável, na forma da lei civil; c) que sejam pais, avós ou bisavós; d) que sejam filhos, netos ou bisnetos; e) que sejam irmãos, tios ou sobrinhos; f) que sejam casadosou mantenham união estável com pais, avós, bisavós, filhos, netos, bisnetos ou irmãos; g) que sejam ex-cônjuge ou ex-companheiro dos pais, dos avós, dos bisavós, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. V - possuir interesse pessoal direto ou indireto no resultado do contrato; VI - estiver litigando judicial ou administrativamente com preposto, gerente, diretor, proprietário ou sócio da contratada ou respectivos cônjuges ou companheiros; VII - tenha amizade íntima ou inimizade notória com alguma das pessoas indicadas no item anterior; VIII - tenha relação de crédito ou débito com a contratada ou com as pessoas indicadas no inciso VI deste artigo; IX - tenha, por qualquer condição, aconselhado a parte contratada ou que dela tenha recebido, a qualquer título, hono- rários, créditos, presentes ou favores; X - exerça função incompatível com as designadas, tendo em vista o princípio da segregação das funções. (art. 10, Decreto nº 45.600/16) > Ambos deverão conhecer detalhadamente o Termo de Referência, o Projeto Básico, o contrato e as cláusulas nele estabelecidas; > Ambos deverão estar aptos a emitir atestados de avaliação dos serviços prestados; > Com antecedência razoável, devem comunicar à autoridade competente a proximidade do término do prazo do contrato, instruindo o processo respectivo quando admitida a prorrogação ou renovação contratual; 11 > Deverão manter controle de medição dos serviços executados; > Deverão aprovar as medições dos serviços efetivamente executados; > Deverão encaminhar aos setores competentes a fatura de prestação de serviços já atestada pelos Fiscais; > Deverão conhecer direitos, obrigações e responsabilidades das partes; > Precisam conhecer as regras definidas para a aplicação das penalidades dos arts. 86 e 87 da Lei nº 8.666/93 e as hipóteses de rescisão contratual; > Deverão estabelecer formas de controle e avaliação da execução dos serviços, elaborando formulários específicos para facilitar as avaliações periódicas; > Deverão comunicar ao superior hierárquico situações cujas providências escapem à sua competência, propondo as iniciativas cabíveis. Postura em comum do Gestor e do Fiscal de contratos > Não interferir na autonomia do terceirizado; > Não permitir, admitir, possibilitar ou dar causa a atos de: » Subordinação, vinculação hierárquica em relação aos empregados da contratada; » Prestação de contas por parte dos empregados da contratada; » Controle de frequência dos empregados da contratada, caso a contratação não recaia diretamente sobre mão de obra com dedicação exclusiva; » Supervisão direta sobre os empregados da contratada; » Aplicação de sanção ou penalidade administrativa ou funcional aos empregados da contratada. 12 3.2.1 ATRIBUIÇÕES DO FISCAL DE CONTRATOS Vejamos as atribuições do Fiscal de contratos. O art. 13 do Decreto Estadual nº 45.600/16 definiu expressamente a lista mínima de atribuições que deverão ser imputadas ao Fiscal de contratos. Art. 13 - Cabem aos fiscais do contrato as atividades relacionadas ao acompanhamento da execução do objeto do contrato, em especial as seguintes: I - conhecer o termo de contrato e todos os seus Anexos, especialmente o Projeto Básico ou o Termo de Referência; II - criar o Registro de Ocorrências, em meio físico ou informatizado, para lançar as ocorrências relacionadas à execução do contrato; III - registrar as inspeções periódicas efetuadas, as faltas verificadas na execução do contrato, as providências exigi- das e as recomendações efetuadas, bem como as soluções adotadas pela contratada; IV - abrir processo administrativo para acompanhamento e fiscalização da execução do objeto do contrato, especialmente quando se tratar de fiscalização de contratos de instrumentalização obrigatória na forma do artigo 62 da Lei nº 8.666/93; V - cobrar da contratada, quando se tratar de obras, o Diário de Obra, devidamente preenchido com as anotações diárias sobre o andamento dos trabalhos, que não substitui o Registro de Ocorrências mencionado no inciso II deste artigo; VI - certificar-se de que o preposto da empresa contratada está ciente das obrigações assumidas pela contratada; VII - esclarecer as dúvidas do preposto da contratada que estiverem sob sua alçada, encaminhando, às áreas competentes, os fatos que extrapolem sua competência; VIII - fazer-se presente no local da execução do contrato; IX - antecipar-se a solucionar problemas que possam afetar a relação contratual; X - apresentar, em tempo hábil, as situações que requeiram decisões e providências que extrapolem sua competência ao gestor para a adoção das medidas convenientes; XI - procurar auxílio junto às áreas competentes no caso de dúvidas técnicas ou administrativas; XII - verificar se a contratada está cumprindo todas as obrigações previstas no Edital de licitação e no instrumento de contrato e seus Anexos; XIII - verificar se estão sendo atendidas as especificações contidas nos planos, projetos, planilhas, memoriais descritivos, especificações técnicas, Projeto Básico, Termo de Referência, assim como os prazos de execução e de conclusão, devendo solicitar ao preposto da contratada a correção de imperfeições detectadas; 13 XIV - verificar se o material fornecido ou utilizado guarda consonância com o oferecido na proposta e especificado pela Administração e se foram cumpridos os prazos de entrega; XV - verificar a execução do objeto contratual, proceder a sua medição e recebê-lo, pela formalização da atestação; XVI - recusar serviço ou fornecimento irregular ou em desacordo com as condições previstas no Edital de licitação, na proposta da contratada e no instrumento de contrato e seus Anexos; XVII - constatar se a execução do objeto contratado está sendo prestada no local estipulado no contrato, com a correta utilização dos materiais e equipamentos; XVIII - averiguar se é a contratada quem executa o contrato e certificar-se de que não existe cessão ou subcontratação fora das hipóteses legais e previstas no contrato; XIX - receber reclamações relacionadas à qualidade do material entregue ou de serviços prestados; XX - assegurar-se de que o número de empregados alocados pela contratada é suficiente para o bom desempenho dos serviços; XXI - comunicar por escrito ao gestor qualquer falta cometida pela contratada, formando dossiê das providências adotadas para fins de materialização dos fatos que poderão levar à aplicação de sanção ou à rescisão contratual, a ser juntado no processo administrativo; XXII - dar ciência ao gestor, com antecedência razoável, da possibilidade de não conclusão do objeto na data aprazada, com as justificativas apresentadas pela contratada; XXIII - certificar-se de que a contratada mantém, durante toda execução do contrato, as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação e/ou na contratação, solicitando os documentos necessários a esta constatação; XXVI - verificar o cumprimento das normas trabalhistas por parte da contratada, inclusive no que se refere à utilização pelos empregados da empresa dos equipamentos de proteção individual exigidos pela legislação pertinente, a fim de evitar acidentes com agentes administrativos, terceiros e empregados da contratada, e, na hipótese de descumprimento, comunicar ao gestor para impulsionar o procedimento tendente à notificação da contratada para o cumprimento das normas trabalhistas e instauração de processo administrativo para aplicação de sanção administrativa; XXVII - assegurar-se de que a contratada mantém um responsável técnico acompanhando as obras e serviços, quando assim determinar o contrato; XXVIII - exigir, por intermédio do preposto da contratada, a utilização de crachá e de uniforme pelos empregados da contratadae conduta compatível com o serviço público, pautado pela ética e urbanidade no atendimento; XXIX - comunicar, por escrito, à contratada os danos porventura causados por seus empregados, requerendo as providências reparadoras; XXX - solicitar ao preposto da contratada a imediata retirada do local, bem como a substituição de empregado da contratada que embaraçar ou dificultar a sua fiscalização, ou cuja permanência na área da instituição reputar, justificadamente, inconveniente; XXXI - receber e conferir a nota fiscal emitida pela contratada, atestar a efetiva realização do objeto contratado, na quantidade e qualidade contratada, para fins de pagamento das faturas correspondentes; 14 XXXII - confrontar os preços e quantidades constantes da nota fiscal com os estabelecidos no contrato; XXXIII - receber todos os documentos necessários, contratualmente estabelecidos, para a liquidação da despesa e encaminhá-los, juntamente com a nota fiscal, para o gestor do contrato que, após conferência, remeterá a documentação para o setor responsável pelo pagamento, em tempo hábil, de modo que o pagamento seja efetuado no prazo adequado; XXXIV - certificar-se do correto cálculo e recolhimento das obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias de- correntes do contrato e, caso necessário, buscar auxílio junto aos setores de contabilidade da Administração para a verificação dos cálculos apresentados; XXXV - propor ao gestor de contratos a aplicação de penalidades nos casos de inadimplemento parcial ou total do contrato; XXXVI - comunicar imediatamente à contratada, quando o fornecimento seja de sua obrigação, a escassez de material cuja falta esteja dificultando a execução dos serviços; XXXVII - comunicar ao gestor de contratos, mediante provocação do requisitante, a necessidade de se realizar acréscimos ou supressões no objeto contratado, com vistas à economicidade e à eficiência na execução contratual; XXXVIII - receber provisoriamente o objeto do contrato, quando for o caso, no prazo estabelecido, mediante termo circunstanciado assinado pelas partes contratantes; XXXIX - comunicar ao gestor do contrato, formalmente e com antecedência, o seu afastamento das atividades de fiscalização para que, caso julgado necessário, seja designado um substituto; XL - apresentar ao gestor de contratos, ao término do contrato ou quando solicitado, relatório, pronunciando-se pela regular execução do objeto do contrato; XLI - no caso específico de obras e prestação de serviços de engenharia, cumpre ainda ao fiscal: a) fazer constar todas as ocorrências no Diário de Obras, com vistas a compor o processo documental, de modo a contribuir para dirimir dúvidas e embasar informações acerca de eventuais reivindicações futuras, tomando as providências que estejam sob sua alçada e dando ciência ao gestor quando excederem as suas competências; b) zelar pela fiel execução da obra, sobretudo no que concerne à qualidade dos materiais utilizados e dos serviços prestados; c) testar o funcionamento de equipamentos e registrar a conformidade em documento; d) acompanhar e analisar os testes, ensaios, exames e provas necessários ao controle de qualidade dos materiais, serviços e equipamentos a serem aplicados na execução do objeto contratado, quando houver; e) informar ao gestor ocorrências que possam gerar dificuldades à conclusão da obra ou em relação a terceiros. (art. 13, Decreto nº 45.600/16) 15 3.2.2 ATRIBUIÇÕES DO GESTOR DE CONTRATOS Vamos conhecer as atribuições do Gestor de contratos. O art. 12 do Decreto Estadual nº 45.600/16 definiu expressamente a lista mínima de atribuições que deverão ser imputadas ao Gestor de contratos. Art. 12 - Cabem ao gestor do contrato as atividades gerenciais, técnicas e operacionais que compõem o processo de contratação, em especial as seguintes: I - acompanhar a celebração dos contratos e termos aditivos, com a coleta das assinaturas, providenciando, posteriormente, a juntada dos comprovantes de publicação do extrato e encaminhamento da via ao Tribunal de Contas do Estado, quando for o caso; II - manter controle individualizado de cada contrato; III - instruir o processo com os documentos necessários às alterações contratuais e encaminhá-lo à autoridade superior para decisão; IV - deflagrar os procedimentos de fiscalização ao adimplemento do objeto contratado, a serem executados pelo fiscal do contrato; V - prover o fiscal do contrato das informações e dos meios necessários ao exercício das atividades de fiscalização e supervisionar as atividades relacionadas ao adimplemento do objeto contratado; VI - promover o controle das garantias contratuais, inclusive no que se refere à juntada de comprovante de recolhimento e adequação da sua vigência e do seu valor; VII - propor, formalmente, à autoridade competente, a liberação da garantia contratual em favor da contratada nos prazos regulamentares; VIII - documentar nos autos todos os fatos dignos de interesse administrativo; IX - registrar as informações necessárias nos sistemas informatizados utilizados pelo Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro e mantê-los atualizados; X - instruir o processo com informações, dados e requerimento/manifestação da contratada, pertinentes à alteração de valores do contrato, em razão de reajuste de preços, revisão ou alteração do objeto, para acréscimo ou supressão, e encaminhá-lo à autoridade superior para decisão; XI - controlar o prazo de vigência do contrato e de execução do objeto, assim como de suas etapas e demais prazos contratuais, recomendando, com antecedência razoável, à autoridade competente, quando for o caso, a deflagração de novo procedimento licitatório ou a prorrogação do prazo, quando admitida; XII - comunicar, com antecedência razoável, à autoridade competente, a proximidade do término do prazo do contrato, instruindo o processo, quando admitida a prorrogação, com os seguintes documentos: a) manifestação de interesse da Administração quanto à prorrogação do prazo, devidamente justificada; b) consulta à contratada, solicitando manifestação de interesse na referida prorrogação; c) resposta da contratada quanto ao interesse na prorrogação contratual; 16 d) pesquisa de mercado, quando for o caso, para analisar a vantajosidade da prorrogação, tendo por base o Projeto Básico ou o Termo de Referência relativo ao contrato em vigor; e) existência de disponibilidade orçamentária; e f) a documentação de comprovação de manutenção do preenchimento dos requisitos de habilitação jurídica, regularidade fiscal e trabalhista, qualificação técnica e qualificação econômico-financeira. XIII - comunicar à autoridade competente e aos setores de interesse os eventuais atrasos e os pedidos de prorrogação dos prazos de entrega e de execução do objeto; XIV - receber as notas fiscais atestadas pelo(s) fiscal(is) do contrato e encaminhá-las para o setor responsável pelo pagamento, após conferência dos respectivos documentos; XIV - elaborar ou solicitar justificativa técnica, quando couber, com vistas à alteração unilateral do contrato pela Administração; XV - encaminhar o requerimento da contratada de prorrogação do prazo de execução do objeto ou da vigência do contrato à autoridade competente, instruindo o processo com manifestação conclusiva e dados que comprovem o impedimento do cumprimento do prazo pela contratada; XVI - analisar os casos de necessidade de acréscimos ou supressões do objeto, controlando os respectivos limites e encaminhar à autoridade competente para decisão; XVII - manter controle atualizado dos pagamentos efetuados, em ordem cronológica; XVIII - comunicar à autoridade competente as irregularidades cometidas pela contratada, sugerindo, quando for o caso, a imposição de sançõescontratuais e/ou administrativas, conforme previsão contida no Edital e/ou instrumento contratual ou na legislação de regência; XIX - adotar as medidas preparatórias para a aplicação de sanções e de rescisão contratual, conforme previsão contida no Edital e/ou instrumento contratual ou na legislação de regência, cabendo à autoridade competente a deflagração do respectivo procedimento, a notificação da contratada para a apresentação de defesa e a decisão final; XX - realizar o acompanhamento e a guarda do Registro de Ocorrências elaborado pelo(s) fiscal(is) do contrato; XXI - cuidar para que qualquer alteração contratual seja promovida por Termo Aditivo ou por Termo de Apostilamento, quando cabível; XXII - apresentar à autoridade competente, quando solicitado, relatório circunstanciado de gestão do contrato; XXIII - sem prejuízo das atribuições do(s) fiscal(is) do contrato, notificar à contratada, estabelecendo prazo para o fiel cumprimento das obrigações contratuais ou para que dê início à correção dos defeitos ou desconformidades com o objeto da contratação, constatados durante a sua execução ou após o recebimento provisório, bem como informar à autoridade competente as ocorrências que possam gerar dificuldades à conclusão do objeto. (art. 12, Decreto nº 45.600/16) 17 3.3 PLANEJAMENTO E FISCALIZAÇÃO DA EXECUÇÃO CONTRATUAL O envolvimento do Gestor de contratos na fase de elaboração do projeto básico, do termo de referência e do edital, sobretudo na parte que diz respeito às especificações técnicas, é fundamental para o sucesso da contratação dos serviços. A gestão do contrato é indispensável para a execução fiel do ajuste nos termos pactuados pelas partes, evitando que a contratada ou contratante descumpram cláusulas total ou parcialmente. A intervenção da contratante na operacionalização da execução só se justifica se houver paralisação dos serviços pela contratada, que possa acarretar prejuízos para a Administração, com comprometimento de interesses públicos. As ocorrências apontadas na execução do contrato bem como a avaliação da contratada servem de subsídios para a melhor descrição dos serviços e o maior detalhamento das especificações técnicas para uma nova contratação, evitando, dessa forma, a repetição de eventuais falhas. A gestão do contrato pela Administração deve ficar adstrita à orientação da execução, que é diferente da operacionalização da execução efetuada pela contratada. Contratante orientação da execução Cabe à contratante a orientação da execução. Sendo assim, é de sua responsabilidade o fornecimento de normas e diretrizes para a execução dos serviços conforme previsto no edital na proposta da contratada e no contrato. Contratada operacionalização da execução Cabe à contratada a operacionalização da execução. Sendo assim, é de sua responsabilidade a autonomia técnico-operacional e econômica na realização dos serviços conforme responsabilidade contratual. 18 RECAPITULANDO No módulo 3, vimos que a Lei nº 8.666/93 não trata, especificamente, das atribuições do Gestor ou do Fiscal de contrato. Baseado, principalmente, no Decreto Estadual nº 45.600/16 do Rio de Janeiro, compreendemos as características do perfil do Gestor e do Fiscal de contratos bem como suas atribuições. Além disso, estudamos o sistema de planejamento e fiscalização da execução contratual. Compreendemos que cabe à contratante a orientação da execução e à contratada a operacionalização da execução. 19 CONCLUSÃO Chegamos ao final do curso Gestão e Fiscalização de Contratos! Estudamos, ao longo da Apostila, os principais pontos da Lei nº 8.666/93 bem como as orientações, legislações e juris- prudência relacionadas ao tema de Gestão de Contratos da Administração Pública. Compreendemos a diferença entre o Projeto Básico e o Termo de Referência. Discutimos alguns artigos da Lei nº 8.666/93 para compreendermos aspectos relacionados a procedimentos e cláusulas contratuais. Além disso, apreendemos as funções e atribuições do Gestor e do Fiscal de contratos. Esperamos que você se sinta mais capacitado e tenha compreendido melhor as atividades de fiscalização e, sobretudo, as atividades de gestão de contratos administrativos de âmbito federal, estadual e municipal. Consulte nossa bibliografia a fim de buscar referências para o seu estudo. Continue sempre em busca de conhecimento e do seu aperfeiçoamento profissional. Esse é o melhor caminho para alcançar o sucesso! “A coisa indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.” Platão 20 REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm. Acesso em: 8 fev.2019. ______. Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre a organização da Seguridade Social, institui Plano de Custeio, e dá outras providências. Diário Oficial, 14 ago. 1998. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212cons.htm. Acesso em: 8 fev.2019. ______. Lei n° 8.666, de 21 de junho de 1993. Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Diário Oficial, 6 jul. 1994. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm. Acesso em: 8 fev.2019. ______. Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998. Dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais, a criação do Programa Nacional de Publicização, a extinção dos órgãos e entidades que menciona e a absorção de suas atividades por organizações sociais, e dá outras providências. Diário Oficial, 25 maio 1998. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9637.htm. Acesso em: 8 fev.2019. ______. Lei n° 9.790, de 23 de março de 1999. Dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, institui e disciplina o Termo de Parceria, e dá outras providências. Diário Oficial, 24 mar. 1999. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9790.htm. Acesso em: 8 fev.2019. ______. Lei n° 10.520, de 17 de junho de 2002. Institui, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos do art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências. Diário Oficial, 30 jul. 2002. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10520.htm. Acesso em: 8 fev.2019. ______. Lei n° 11.107, de 6 de abril de 2005. Dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos e dá outras providências. Diário Oficial, 7 abr. 2005. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11107.htm. Acesso em: 8 fev.2019. ______. Lei n° 12.462, de 4 de agosto de 2011. Institui o Regime Diferenciado de Contratações Públicas - RDC; altera a Lei no 10.683, de 28 de maio de 2003, que dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios, a legislação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a legislação da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero); cria a Secretaria de Aviação Civil, cargos de Ministro de Estado, cargos em comissão e cargos de Controlador de Tráfego Aéreo; autoriza a contratação de controladores de tráfego aéreo temporários; altera as Leis nos 11.182, de 27 de setembro de 2005, 5.862, de 12 de dezembro de 1972, 8.399, de 7 de janeiro de 1992, 11.526, de 4 de outubro de 2007, 11.458, de 19 de março de 2007, e 12.350, de 20 de dezembro de 2010, e a Medida Provisória no 2.185-35, de24 de agosto de 2001; e revoga dispositivos da Lei no 9.649, de 27 de maio de 1998. Diário Oficial, 10 ago. 2011. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011- 2014/2011/Lei/L12462.htm. 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Artigo/Artigos CEIS Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas CF Constituição Federal CGM Controladoria Geral do Município COI Comitê Olímpico Internacional CJU-MG Consultoria-Jurídica da União no Estado de Minas Gerais EMOP Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro ENAP Escola Nacional de Administração Pública FIFA Federação Internacional de Futebol Associação inc. Inciso/Incisos MPDG Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão MS Mandado de Segurança NAJ-MG Núcleo de Assessoramento Jurídico no Estado de Minas Gerais OCIP Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público OS Organizações Sociais PAC Programa de Aceleração Crescimento PGE-RJ Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro PPA Plano Plurianual 26 RDC Regime Diferenciado de Contratações SIASG Sistema Integrado de Administração e Serviços Gerais STJ Superior Tribunal de Justiça TCE-RJ Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro TCU Tribunal de Contas da União TRF Tribunal Regional Federal TST Tribunal Superior do Trabalho