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02 
 
 ecg nline 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GESTÃO E FISCALIZAÇÃO 
DE CONTRATOS 
 
 
 
 
 
 
 CRÉDITOS 
 
 Edição – Março/2019 
 
 
 
Equipe Executiva 
 
Direção Geral 
Karen Estefan Dutra 
 
Assessoria Pedagógica 
Marcia Araujo Calçada 
 
Coordenadoria Acadêmica 
Mauricio Nunes Rodrigues 
 
Coordenadoria de Capacitação 
João Paulo Menezes Lourenço 
 
Coordenadoria de Documentação 
Ricardo de Oliveira Razuk 
 
Coordenadoria de Estudos e Pesquisas 
Rosa Maria Chaise 
 
Secretaria da ECG 
José Sigberto da Silva Junior 
Equipe Técnica 
 
Autoria 
Paulo Bianchi Reis Junior 
 
Coordenação Pedagógica 
Dalva Stella Pinheiro da Cruz 
Marcia Araujo Calçada 
Cláudia de Santana Machado 
(estagiária) 
 
Gestão de Projetos Educacionais 
Rachel Constant Vergara Mann 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
MÓDULO 3: GESTÃO DECONTRATOS ........................................................................................... 6 
3.1 O GESTOR ..................................................................................................................... 8 
3.2 ATRIBUIÇÕES DO GESTOR E DO FISCAL DE CONTRATOS ..................................... 8 
3.3 PLANEJAMENTO E FISCALIZAÇÃO DA EXECUÇÃO CONTRATUAL ....................... 17 
 
CONCLUSÃO ................................................................................................................................. 19 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................. 20 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ........................................................................................... 25 
file://TCERJVM06/TCERJ_F/ECG_EAD/ECG-Online/CursoOnline-ECG/GestaoContratos/Desenvolvimento/GestaoContratos-EAD_ApostilaCompleta_2018-02-converted.docx%23_Toc787023
 
 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este material didático destina-se, exclusivamente, ao uso 
interno da ECG/TCE-RJ. 
O material didático fornecido pela ECG/TCE-RJ tem caráter 
meramente educativo e não vincula as decisões do Tribunal 
de Contas do Estado do Rio de Janeiro, sendo o respectivo 
conteúdo de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor. 
(Deliberação TCE nº 243/07) 
 
 
 
 
 
 
 
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ÍNDICE DO MÓDULO 3 
Gestão de contratos 
3.1 O Gestor ..................................................................................................................... 8 
3.2 Atribuições do Gestor e do Fiscal de contratos .................................................................. 8 
3.2.1 Atribuições do Fiscal de contratos ........................................................................... 12 
3.2.2 Atribuições do Gestor de contratos ......................................................................... 15 
3.3 Planejamento e fiscalização da execução contratual ....................................................... 17 
 GESTÃO DEC ONTR ATOS 
 
7 
 
INTRODUÇÃO DO MÓDULO 3 
Baseado, principalmente, no Decreto Estadual nº 45.600/16 do Rio de Janeiro, apresentaremos 
as características do perfil do Gestor e do Fiscal de contratos bem como suas atribuições. Além 
disso, comentaremos o sistema de planeja- mento e fiscalização da execução contratual. 
 
 
8 
 
 
3.1 O GESTOR 
A Lei nº 8.666/93 não trata, especificamente, das atribuições do Gestor ou do Fiscal de contratos. 
Dessa maneira, as diretrizes traçadas neste módulo estão fundamentadas no Decreto Estadual nº 
45.600/16 do Rio de Janeiro. 
Gestor de contrato é um servidor da Administração, designado pelo ordenador de despesa, que 
acompanhará a execução do contrato. Jessé Torres Pereira Junior (2006), em palestra intitulada 
“Gestão de Contratos Administrativos - A Figura do Gestor Contratual: Perfil e Atribuições 
Típicas”, define o Gestor de contratos como um viabilizador de resultados. 
As atividades relacionadas à gestão de contratos envolvem os seguintes objetivos: 
> Planejar, gerenciar, acompanhar e fiscalizar a atuação da contratada; 
> Padronizar procedimentos de fiscalização; 
> Propiciar orientações de caráter preventivo. 
Veremos, no próximo tópico, as atribuições de dois agentes que trabalham com a gestão e a 
fiscalização de contratos. 
 
3.2 ATRIBUIÇÕES DO GESTOR E DO FISCAL DE 
CONTRATOS 
Falamos anteriormente que a gestão de contratos pode ser dividida em dois elementos 
fundamentais: a gestão jurídico-formal e a gestão operacional. A gestão jurídico-formal abarca as 
responsabilidades que, em geral, são atribuídas ao Gestor de contratos ao passo que a gestão 
operacional compreende as responsabilidades atribuídas ao Fiscal de contratos. 
 
 
 
 
 
Gestão de contratos abarca 
Gestão jurídico-formal Gestor de contratos 
Fiscal de contratos Gestor operacional 
 
9 
 
 
A designação tanto do Gestor quanto do Fiscal deverá ser formalizada em termo próprio 
(portaria, decreto, ato normativo etc.) para que sejam definidas suas atribuições, competências e 
responsabilidades. 
 
Lembramos, com base no § 8º art. 15 da Lei nº 8.666/93, que, no caso de recebimento de 
material de valor superior ao limite estabelecido no art. 23 da Lei nº 8.666/93 para a modalidade 
de convite, o objeto da contratação deverá ser recebido por comissão composta por três 
membros. 
A regra foi ratificada pelo art. 4° do Decreto Estadual nº 45.600/16: 
Art. 4º - A gestão e a fiscalização da execução da contratação serão realizadas por agentes 
públicos especialmente designados pela autoridade competente, respectivamente denominados 
gestores e fiscais da contratação. 
Parágrafo Único - Em se tratando de obras e serviços ou, no caso de compras, se o valor for 
superior ao limite estabelecido no art. 23 da Lei 8.666/93, o objeto da contratação será recebido 
por comissão de fiscalização de contrato composta por 3 (três) membros. 
 
É recomendável que, no ato de designação, estejam expressos os seguintes requisitos: 
 
> Identificação do contrato objeto de gestão; 
> Nome e cargo do agente designado; 
> Obrigações e responsabilidades específicas que não estejam previstas em regulamento; 
> Indicação de substituto em caso de férias ou outros afastamentos; 
> Sempre que as atividades exigirem diligências diárias, o ato poderá autorizar dedicação 
exclusiva. 
O Gestor e o Fiscal de contratos possuem algumas atribuições e posturas em comum e outras 
específicas de cada cargo. Vejamos cada uma delas. 
 
Atribuições em comum do Gestor e do Fiscal de contratos 
> A escolha dos Gestores e dos Fiscais de contratos deve recair sobre agente público dotado de 
especialização técnica compatível com o objeto do contrato; 
> Gestores e Fiscais de contratos não devem ter qualquer grau de parentesco com os 
administradores da empresa contratada conforme art. 10 do Decreto Estadual nº 45.600/16: 
 
 
 
10 
 
 
Art. 10 - É vedada a designação de agente público para gestor ou fiscal de contrato que: 
I - tenha sido apenado em processo administrativo e a sanção não tenha sido cumprida; 
II - tenha, em seus registros funcionais, punições decorrentes da prática de atos lesivos ao patrimônio público; 
III - tenha sido condenado por crimes contra a Administração Pública ou por ato de improbidade administrativa; 
IV - possua os seguintes vínculos familiares com os administradores da empresa contratada: 
a) que sejam casados, na forma da lei civil; 
b) que mantenham união estável, na forma da lei civil; 
c) que sejam pais, avós ou bisavós; 
d) que sejam filhos, netos ou bisnetos; 
e) que sejam irmãos, tios ou sobrinhos; 
f) que sejam casadosou mantenham união estável com pais, avós, bisavós, filhos, netos, bisnetos ou 
irmãos; 
g) que sejam ex-cônjuge ou ex-companheiro dos pais, dos avós, dos bisavós, dos filhos, dos netos, dos 
bisnetos. 
V - possuir interesse pessoal direto ou indireto no resultado do contrato; 
VI - estiver litigando judicial ou administrativamente com preposto, gerente, diretor, proprietário ou sócio da contratada 
ou respectivos cônjuges ou companheiros; 
VII - tenha amizade íntima ou inimizade notória com alguma das pessoas indicadas no item anterior; 
VIII - tenha relação de crédito ou débito com a contratada ou com as pessoas indicadas no inciso VI deste 
artigo; 
IX - tenha, por qualquer condição, aconselhado a parte contratada ou que dela tenha recebido, a qualquer título, hono- 
rários, créditos, presentes ou favores; 
X - exerça função incompatível com as designadas, tendo em vista o princípio da segregação das funções. 
 (art. 10, Decreto nº 45.600/16) 
 
> Ambos deverão conhecer detalhadamente o Termo de Referência, o Projeto Básico, o contrato 
e as cláusulas nele estabelecidas; 
> Ambos deverão estar aptos a emitir atestados de avaliação dos serviços prestados; 
> Com antecedência razoável, devem comunicar à autoridade competente a proximidade do 
término do prazo do contrato, instruindo o processo respectivo quando admitida a prorrogação ou 
renovação contratual; 
 
11 
 
 
> Deverão manter controle de medição dos serviços executados; 
> Deverão aprovar as medições dos serviços efetivamente executados; 
> Deverão encaminhar aos setores competentes a fatura de prestação de serviços já atestada 
pelos Fiscais; 
> Deverão conhecer direitos, obrigações e responsabilidades das partes; 
> Precisam conhecer as regras definidas para a aplicação das penalidades dos arts. 86 e 87 da 
Lei nº 8.666/93 e as hipóteses de rescisão contratual; 
> Deverão estabelecer formas de controle e avaliação da execução dos serviços, elaborando 
formulários específicos para facilitar as avaliações periódicas; 
> Deverão comunicar ao superior hierárquico situações cujas providências escapem à sua 
competência, propondo as iniciativas cabíveis. 
Postura em comum do Gestor e do Fiscal de contratos 
> Não interferir na autonomia do terceirizado; 
> Não permitir, admitir, possibilitar ou dar causa a atos de: 
» Subordinação, vinculação hierárquica em relação aos empregados da contratada; 
» Prestação de contas por parte dos empregados da contratada; 
» Controle de frequência dos empregados da contratada, caso a contratação não recaia 
diretamente sobre mão de obra com dedicação exclusiva; 
» Supervisão direta sobre os empregados da contratada; 
» Aplicação de sanção ou penalidade administrativa ou funcional aos empregados da contratada. 
 
 
 
 
 
12 
 
 
3.2.1 ATRIBUIÇÕES DO FISCAL DE CONTRATOS 
Vejamos as atribuições do Fiscal de contratos. 
O art. 13 do Decreto Estadual nº 45.600/16 definiu expressamente a lista mínima de atribuições 
que deverão ser imputadas ao Fiscal de contratos. 
Art. 13 - Cabem aos fiscais do contrato as atividades relacionadas ao acompanhamento da execução do objeto 
do contrato, em especial as seguintes: 
I - conhecer o termo de contrato e todos os seus Anexos, especialmente o Projeto Básico ou o Termo de 
Referência; 
II - criar o Registro de Ocorrências, em meio físico ou informatizado, para lançar as ocorrências relacionadas à 
execução do contrato; 
III - registrar as inspeções periódicas efetuadas, as faltas verificadas na execução do contrato, as providências 
exigi- das e as recomendações efetuadas, bem como as soluções adotadas pela contratada; 
IV - abrir processo administrativo para acompanhamento e fiscalização da execução do objeto do contrato, 
especialmente quando se tratar de fiscalização de contratos de instrumentalização obrigatória na forma do 
artigo 62 da Lei nº 8.666/93; 
V - cobrar da contratada, quando se tratar de obras, o Diário de Obra, devidamente preenchido com as 
anotações diárias sobre o andamento dos trabalhos, que não substitui o Registro de Ocorrências mencionado 
no inciso II deste artigo; 
VI - certificar-se de que o preposto da empresa contratada está ciente das obrigações assumidas pela 
contratada; 
VII - esclarecer as dúvidas do preposto da contratada que estiverem sob sua alçada, encaminhando, às áreas 
competentes, os fatos que extrapolem sua competência; 
VIII - fazer-se presente no local da execução do contrato; 
IX - antecipar-se a solucionar problemas que possam afetar a relação contratual; 
X - apresentar, em tempo hábil, as situações que requeiram decisões e providências que extrapolem sua competência 
ao gestor para a adoção das medidas convenientes; 
XI - procurar auxílio junto às áreas competentes no caso de dúvidas técnicas ou administrativas; 
XII - verificar se a contratada está cumprindo todas as obrigações previstas no Edital de licitação e no 
instrumento de contrato e seus Anexos; 
XIII - verificar se estão sendo atendidas as especificações contidas nos planos, projetos, planilhas, 
memoriais descritivos, especificações técnicas, Projeto Básico, Termo de Referência, assim como os 
prazos de execução e de conclusão, devendo solicitar ao preposto da contratada a correção de 
imperfeições detectadas; 
 
 
13 
 
 
XIV - verificar se o material fornecido ou utilizado guarda consonância com o oferecido na proposta e 
especificado pela Administração e se foram cumpridos os prazos de entrega; 
XV - verificar a execução do objeto contratual, proceder a sua medição e recebê-lo, pela formalização da atestação; 
XVI - recusar serviço ou fornecimento irregular ou em desacordo com as condições previstas no Edital de licitação, na 
proposta da contratada e no instrumento de contrato e seus Anexos; 
XVII - constatar se a execução do objeto contratado está sendo prestada no local estipulado no contrato, com a correta 
utilização dos materiais e equipamentos; 
XVIII - averiguar se é a contratada quem executa o contrato e certificar-se de que não existe cessão ou subcontratação 
fora das hipóteses legais e previstas no contrato; 
XIX - receber reclamações relacionadas à qualidade do material entregue ou de serviços prestados; 
XX - assegurar-se de que o número de empregados alocados pela contratada é suficiente para o bom desempenho dos 
serviços; 
XXI - comunicar por escrito ao gestor qualquer falta cometida pela contratada, formando dossiê das providências 
adotadas para fins de materialização dos fatos que poderão levar à aplicação de sanção ou à rescisão contratual, a 
ser juntado no processo administrativo; 
XXII - dar ciência ao gestor, com antecedência razoável, da possibilidade de não conclusão do objeto na data aprazada, 
com as justificativas apresentadas pela contratada; 
XXIII - certificar-se de que a contratada mantém, durante toda execução do contrato, as condições de habilitação e 
qualificação exigidas na licitação e/ou na contratação, solicitando os documentos necessários a esta constatação; 
XXVI - verificar o cumprimento das normas trabalhistas por parte da contratada, inclusive no que se refere à 
utilização pelos empregados da empresa dos equipamentos de proteção individual exigidos pela legislação 
pertinente, a fim de evitar acidentes com agentes administrativos, terceiros e empregados da contratada, e, na 
hipótese de descumprimento, comunicar ao gestor para impulsionar o procedimento tendente à notificação da 
contratada para o cumprimento das normas trabalhistas e instauração de processo administrativo para 
aplicação de sanção administrativa; 
XXVII - assegurar-se de que a contratada mantém um responsável técnico acompanhando as obras e serviços, 
quando assim determinar o contrato; 
XXVIII - exigir, por intermédio do preposto da contratada, a utilização de crachá e de uniforme pelos empregados da 
contratadae conduta compatível com o serviço público, pautado pela ética e urbanidade no atendimento; 
XXIX - comunicar, por escrito, à contratada os danos porventura causados por seus empregados, requerendo 
as providências reparadoras; 
XXX - solicitar ao preposto da contratada a imediata retirada do local, bem como a substituição de empregado 
da contratada que embaraçar ou dificultar a sua fiscalização, ou cuja permanência na área da instituição 
reputar, justificadamente, inconveniente; 
XXXI - receber e conferir a nota fiscal emitida pela contratada, atestar a efetiva realização do objeto contratado, na 
quantidade e qualidade contratada, para fins de pagamento das faturas correspondentes; 
 
 
14 
 
 
XXXII - confrontar os preços e quantidades constantes da nota fiscal com os estabelecidos no contrato; 
XXXIII - receber todos os documentos necessários, contratualmente estabelecidos, para a liquidação da 
despesa e encaminhá-los, juntamente com a nota fiscal, para o gestor do contrato que, após 
conferência, remeterá a documentação para o setor responsável pelo pagamento, em tempo hábil, de 
modo que o pagamento seja efetuado no prazo adequado; 
XXXIV - certificar-se do correto cálculo e recolhimento das obrigações trabalhistas, previdenciárias e 
tributárias de- correntes do contrato e, caso necessário, buscar auxílio junto aos setores de 
contabilidade da Administração para a verificação dos cálculos apresentados; 
XXXV - propor ao gestor de contratos a aplicação de penalidades nos casos de inadimplemento parcial ou total do 
contrato; 
XXXVI - comunicar imediatamente à contratada, quando o fornecimento seja de sua obrigação, a 
escassez de material cuja falta esteja dificultando a execução dos serviços; 
XXXVII - comunicar ao gestor de contratos, mediante provocação do requisitante, a necessidade de se 
realizar acréscimos ou supressões no objeto contratado, com vistas à economicidade e à eficiência na 
execução contratual; 
XXXVIII - receber provisoriamente o objeto do contrato, quando for o caso, no prazo estabelecido, 
mediante termo circunstanciado assinado pelas partes contratantes; 
XXXIX - comunicar ao gestor do contrato, formalmente e com antecedência, o seu afastamento das 
atividades de fiscalização para que, caso julgado necessário, seja designado um substituto; 
XL - apresentar ao gestor de contratos, ao término do contrato ou quando solicitado, relatório, 
pronunciando-se pela regular execução do objeto do contrato; 
XLI - no caso específico de obras e prestação de serviços de engenharia, cumpre ainda ao fiscal: 
a) fazer constar todas as ocorrências no Diário de Obras, com vistas a compor o processo documental, 
de modo a contribuir para dirimir dúvidas e embasar informações acerca de eventuais reivindicações 
futuras, tomando as providências que estejam sob sua alçada e dando ciência ao gestor quando 
excederem as suas competências; 
b) zelar pela fiel execução da obra, sobretudo no que concerne à qualidade dos materiais utilizados e 
dos serviços prestados; 
c) testar o funcionamento de equipamentos e registrar a conformidade em documento; 
d) acompanhar e analisar os testes, ensaios, exames e provas necessários ao controle de qualidade 
dos materiais, serviços e equipamentos a serem aplicados na execução do objeto contratado, quando 
houver; 
e) informar ao gestor ocorrências que possam gerar dificuldades à conclusão da obra ou em relação a 
terceiros. 
 (art. 13, Decreto nº 45.600/16) 
 
 
 
 
 
15 
 
 
3.2.2 ATRIBUIÇÕES DO GESTOR DE CONTRATOS 
Vamos conhecer as atribuições do Gestor de contratos. 
O art. 12 do Decreto Estadual nº 45.600/16 definiu expressamente a lista mínima de atribuições 
que deverão ser imputadas ao Gestor de contratos. 
 
Art. 12 - Cabem ao gestor do contrato as atividades gerenciais, técnicas e operacionais que compõem o processo 
de contratação, em especial as seguintes: 
I - acompanhar a celebração dos contratos e termos aditivos, com a coleta das assinaturas, 
providenciando, posteriormente, a juntada dos comprovantes de publicação do extrato e 
encaminhamento da via ao Tribunal de Contas do Estado, quando for o caso; 
II - manter controle individualizado de cada contrato; 
III - instruir o processo com os documentos necessários às alterações contratuais e encaminhá-lo à autoridade 
superior para decisão; 
IV - deflagrar os procedimentos de fiscalização ao adimplemento do objeto contratado, a serem 
executados pelo fiscal do contrato; 
V - prover o fiscal do contrato das informações e dos meios necessários ao exercício das atividades de 
fiscalização e supervisionar as atividades relacionadas ao adimplemento do objeto contratado; 
VI - promover o controle das garantias contratuais, inclusive no que se refere à juntada de comprovante de 
recolhimento e adequação da sua vigência e do seu valor; 
VII - propor, formalmente, à autoridade competente, a liberação da garantia contratual em favor da contratada nos 
prazos regulamentares; 
VIII - documentar nos autos todos os fatos dignos de interesse administrativo; 
IX - registrar as informações necessárias nos sistemas informatizados utilizados pelo Poder Executivo do Estado 
do Rio de Janeiro e mantê-los atualizados; 
X - instruir o processo com informações, dados e requerimento/manifestação da contratada, pertinentes à 
alteração de valores do contrato, em razão de reajuste de preços, revisão ou alteração do objeto, para 
acréscimo ou supressão, e encaminhá-lo à autoridade superior para decisão; 
XI - controlar o prazo de vigência do contrato e de execução do objeto, assim como de suas etapas e demais 
prazos contratuais, recomendando, com antecedência razoável, à autoridade competente, quando for o caso, 
a deflagração de novo procedimento licitatório ou a prorrogação do prazo, quando admitida; 
XII - comunicar, com antecedência razoável, à autoridade competente, a proximidade do término do prazo do 
contrato, instruindo o processo, quando admitida a prorrogação, com os seguintes documentos: 
a) manifestação de interesse da Administração quanto à prorrogação do prazo, devidamente justificada; 
b) consulta à contratada, solicitando manifestação de interesse na referida prorrogação; 
c) resposta da contratada quanto ao interesse na prorrogação contratual; 
 
 
16 
 
 
d) pesquisa de mercado, quando for o caso, para analisar a vantajosidade da prorrogação, tendo por base o 
Projeto Básico ou o Termo de Referência relativo ao contrato em vigor; 
e) existência de disponibilidade orçamentária; e 
f) a documentação de comprovação de manutenção do preenchimento dos requisitos de habilitação jurídica, 
regularidade fiscal e trabalhista, qualificação técnica e qualificação econômico-financeira. 
XIII - comunicar à autoridade competente e aos setores de interesse os eventuais atrasos e os pedidos de 
prorrogação dos prazos de entrega e de execução do objeto; 
XIV - receber as notas fiscais atestadas pelo(s) fiscal(is) do contrato e encaminhá-las para o setor responsável 
pelo pagamento, após conferência dos respectivos documentos; 
XIV - elaborar ou solicitar justificativa técnica, quando couber, com vistas à alteração unilateral do contrato pela 
Administração; 
XV - encaminhar o requerimento da contratada de prorrogação do prazo de execução do objeto ou da vigência do 
contrato à autoridade competente, instruindo o processo com manifestação conclusiva e dados que comprovem o 
impedimento do cumprimento do prazo pela contratada; 
XVI - analisar os casos de necessidade de acréscimos ou supressões do objeto, controlando os respectivos 
limites e encaminhar à autoridade competente para decisão; 
XVII - manter controle atualizado dos pagamentos efetuados, em ordem cronológica; 
XVIII - comunicar à autoridade competente as irregularidades cometidas pela contratada, sugerindo, quando 
for o caso, a imposição de sançõescontratuais e/ou administrativas, conforme previsão contida no Edital e/ou 
instrumento contratual ou na legislação de regência; 
XIX - adotar as medidas preparatórias para a aplicação de sanções e de rescisão contratual, conforme 
previsão contida no Edital e/ou instrumento contratual ou na legislação de regência, cabendo à autoridade 
competente a deflagração do respectivo procedimento, a notificação da contratada para a apresentação de 
defesa e a decisão final; 
XX - realizar o acompanhamento e a guarda do Registro de Ocorrências elaborado pelo(s) fiscal(is) do 
contrato; 
XXI - cuidar para que qualquer alteração contratual seja promovida por Termo Aditivo ou por Termo de 
Apostilamento, quando cabível; 
XXII - apresentar à autoridade competente, quando solicitado, relatório circunstanciado de gestão do 
contrato; 
XXIII - sem prejuízo das atribuições do(s) fiscal(is) do contrato, notificar à contratada, estabelecendo prazo 
para o fiel cumprimento das obrigações contratuais ou para que dê início à correção dos defeitos ou 
desconformidades com o objeto da contratação, constatados durante a sua execução ou após o recebimento 
provisório, bem como informar à autoridade competente as ocorrências que possam gerar dificuldades à 
conclusão do objeto. 
 (art. 12, Decreto nº 45.600/16) 
 
 
 
17 
 
 
3.3 PLANEJAMENTO E FISCALIZAÇÃO DA EXECUÇÃO 
CONTRATUAL 
O envolvimento do Gestor de contratos na fase de elaboração do projeto básico, do termo de 
referência e do edital, sobretudo na parte que diz respeito às especificações técnicas, é 
fundamental para o sucesso da contratação dos serviços. 
A gestão do contrato é indispensável para a execução fiel do ajuste nos termos pactuados pelas 
partes, evitando que a contratada ou contratante descumpram cláusulas total ou parcialmente. 
A intervenção da contratante na operacionalização da execução só se justifica se houver 
paralisação dos serviços pela contratada, que possa acarretar prejuízos para a Administração, 
com comprometimento de interesses públicos. 
As ocorrências apontadas na execução do contrato bem como a avaliação da contratada servem 
de subsídios para a melhor descrição dos serviços e o maior detalhamento das especificações 
técnicas para uma nova contratação, evitando, dessa forma, a repetição de eventuais falhas. 
A gestão do contrato pela Administração deve ficar adstrita à orientação da execução, que é 
diferente da operacionalização da execução efetuada pela contratada. 
Contratante orientação da execução 
Cabe à contratante a orientação da execução. Sendo assim, é de sua responsabilidade o 
fornecimento de normas e diretrizes para a execução dos serviços conforme previsto no edital na 
proposta da contratada e no contrato. 
 
Contratada operacionalização da execução 
Cabe à contratada a operacionalização da execução. Sendo assim, é de sua responsabilidade a 
autonomia técnico-operacional e econômica na realização dos serviços conforme 
responsabilidade contratual. 
 
18 
 
 
RECAPITULANDO 
No módulo 3, vimos que a Lei nº 8.666/93 não trata, especificamente, das atribuições do Gestor 
ou do Fiscal de contrato. Baseado, principalmente, no Decreto Estadual nº 45.600/16 do Rio de 
Janeiro, compreendemos as características do perfil do Gestor e do Fiscal de contratos bem 
como suas atribuições. 
Além disso, estudamos o sistema de planejamento e fiscalização da execução contratual. 
Compreendemos que cabe à contratante a orientação da execução e à contratada a 
operacionalização da execução. 
 
 
19 
 
 
CONCLUSÃO 
Chegamos ao final do curso Gestão e Fiscalização de 
Contratos! 
Estudamos, ao longo da Apostila, os principais pontos da Lei nº 8.666/93 bem como as 
orientações, legislações e juris- prudência relacionadas ao tema de Gestão de Contratos da 
Administração Pública. 
Compreendemos a diferença entre o Projeto Básico e o Termo de Referência. Discutimos alguns 
artigos da Lei nº 8.666/93 para compreendermos aspectos relacionados a procedimentos e 
cláusulas contratuais. Além disso, apreendemos as funções e atribuições do Gestor e do Fiscal 
de contratos. 
Esperamos que você se sinta mais capacitado e tenha compreendido melhor as atividades de 
fiscalização e, sobretudo, as atividades de gestão de contratos administrativos de âmbito federal, 
estadual e municipal. 
Consulte nossa bibliografia a fim de buscar referências para o seu estudo. 
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“A coisa indispensável a um homem é reconhecer o uso 
que deve fazer do seu próprio conhecimento.” 
Platão 
 
 
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da Presidência da República e dos Ministérios, a legislação da Agência Nacional de Aviação Civil 
(Anac) e a legislação da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero); cria a 
Secretaria de Aviação Civil, cargos de Ministro de Estado, cargos em comissão e cargos de 
Controlador de Tráfego Aéreo; autoriza a contratação de controladores de tráfego aéreo 
temporários; altera as Leis nos 11.182, de 27 de setembro de 2005, 5.862, de 12 de dezembro 
de 1972, 8.399, de 7 de janeiro de 1992, 11.526, de 4 de outubro de 2007, 11.458, de 19 de 
março de 2007, e 12.350, de 20 de dezembro de 2010, e a Medida Provisória no 2.185-35, de24 
de agosto de 2001; e revoga dispositivos da Lei no 9.649, de 27 de maio de 1998. Diário Oficial, 
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NOGUEIRA, Marco Aurélio. As possibilidades da política. São Paulo: Paz e Terra, 1998. 
 
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TORRES, Marcelo Douglas de Figueiredo. Agências, contratos e OSCIPS a experiência 
pública brasileira. Rio de Janeiro: FGV, 2006. 
 
TORRES JUNIOR, Jessé Pereira. Palestra “Gestão dos Contratos Administrativos - A 
Figura do Gestor Contratual: Perfil e Atribuições Típicas”, proferida em “Painel de Debates 
nas Jornadas de Estudos NDJ de Direito Administrativo”, realizado no dia 26 de outubro de 2006, 
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WEBER, Max. Ciência e Política: Duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2000. 
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo:Companhia das 
Letras, 2004. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
AGU Advocacia-Geral da União 
ALERJ Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro 
art. Artigo/Artigos 
CEIS Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas 
CF Constituição Federal 
CGM Controladoria Geral do Município 
COI Comitê Olímpico Internacional 
CJU-MG Consultoria-Jurídica da União no Estado de Minas Gerais 
EMOP Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro 
ENAP Escola Nacional de Administração Pública 
FIFA Federação Internacional de Futebol Associação 
inc. Inciso/Incisos 
MPDG Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão 
MS Mandado de Segurança 
NAJ-MG Núcleo de Assessoramento Jurídico no Estado de Minas Gerais 
OCIP Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público 
OS Organizações Sociais 
PAC Programa de Aceleração Crescimento 
PGE-RJ Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro 
PPA Plano Plurianual 
26 
 
 
 
RDC Regime Diferenciado de Contratações 
SIASG Sistema Integrado de Administração e Serviços Gerais 
STJ Superior Tribunal de Justiça 
TCE-RJ Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro 
TCU Tribunal de Contas da União 
TRF Tribunal Regional Federal 
TST Tribunal Superior do Trabalho

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