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Prevista no art. 50, da lei n° 9.784/1999, doutrina majoritária compreende que a motivação é de 
presença obrigatória em todos os atos administrativos, pois deriva do princípio democrático estampado 
no art. 1º, parágrafo único, do texto constitucional, o qual afirma que “todo o poder emana do povo, que 
o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição” e também 
do princípio constitucional do devido processo legal. 
 
Ora, se todo poder emana do povo, o povo somente poderá corretamente exercê-lo ou fiscalizar os seus 
representantes se conhecer os motivos que levaram o Poder Público a praticar determinada conduta. 
Mais do que isso, direitos fundamentais básicos como o do contraditório e o da ampla defesa, que são 
inerentes à ideia de um devido processo legal, somente poderão ser efetivamente concretizados se o 
administrado tiver a completa ciência do conteúdo dos atos e decisões praticados no âmbito do processo 
administrativo. 
 
Letra B: errada! Salvo se o contrário for expressamente previsto em lei, o silêncio administrativo, isto é, 
a omissão da Administração, NÃO produzirá qualquer efeito, configurando ilicitude que 
poderá sanada por meio da provocação ao Poder Judiciário. 
 
Alerta-se que em tais situações não caberá ao juiz suprir a exigência, pois não será ele o responsável por 
realizar o ato não praticado pela Administração. Deveras, em respeito ao princípio da separação de 
poderes, o magistrado determinará que agente público concretize o ato e, com isso, a ilegalidade será 
cessada. 
 
Letra C: errada! Justamente porque se prestigia cada vez mais a participação do usuário na organização 
e prestação dos serviços públicos, os atos administrativos devem ser motivados, de modo que se essa 
exigência não for atendida, o Poder Judiciário poderá ser provocado para efetuar um controle jurisdicional 
de legalidade sobre a atuação administrativa. 
 
Letra D: errada! O princípio da publicidade, como qualquer outro princípio do regime jurídico 
administrativo, encontra limitações, o que implica afirmar que em determinados momentos a publicidade 
do ato ficará restrita à algumas pessoas. Cuidado, pois não estou dizendo que o princípio da publicidade 
será excluído por completo, mas sim que o seu alcance será restrito, abrangendo apenas um seleto grupo 
de pessoas. 
 
O próprio texto constitucional prevê que nem todos poderão ter acesso às informações cujo sigilo seja 
imprescindível a segurança da sociedade e do Estado. No mesmo sentido, afirma que são invioláveis a 
intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, o que significa dizer que o acesso às 
informações dessa natureza também será restrito. 
 
Art. 5º, da CF/88. [...] 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o 
direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 
XXXXIII – todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de 
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. 
Obs.: o inciso XXXIII está regulamentado no art. 23, da lei n° 12.527/2011(Lei de acesso às informações). 
 
Letra E: errada! Na explicação da alternativa “A” já foi visto que motivo e motivação são 
conceitos distintos. 
 
Ressalto que todos os elementos do ato administrativo, independentemente de serem de natureza 
vinculada ou discricionária, submetem-se ao controle do Poder Judiciário sob o aspecto da legalidade. 
O que não se tolera é um controle jurisdicional voltado a substituição do mérito administrativo, pois definir 
qual é a conduta mais apropriada ou não para satisfação do interesse público é uma competência do 
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