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Direito Tributário Aplicado
Aulas 4 – Princípios Constitucionais 
Prof. Dr. Jean Paolo Simei e Silva
O susbsistema tributário tem sua matriz no texto constitucional, no qual estão depositadas as normas de estrutura, como aquelas de versam sobre a competência legislativa tributária e normas de comportamento (garantias do contribuinte).
SUBSISTEMA TRIBUTÁRIO
Os princípios são normas que veiculam a mais intensa conotação axiológica, portando os valores que o legislador pretende implantar na ordem jurídica positiva. Mas não se prestam unicamente a tal função. Prestam-se, portanto para: 
a) veicular valores;
b) estipular limites objetivos;
c) agregar feixes de normas ao exercer atração centrípeta sobre outras regras
Há uma possível organização hierárquica, também entre os princípios. A magnitude dos valores abarcados por eles permite que se interprete o conteúdo semântico dos princípios de forma escalonada. 
PRINCÍPIOS 
Deve haver precisão semântica nos enunciados prescritivos, para que a especificação dos fatos e a regulação da conduta fiquem claros para os destinatários. 
A segurança jurídica deve fornecer a previsibilidade da coatividade. 
Os sobrebrincípios implícitos decorrem de efeitos gerados pela relação entre varíos princípios explícitos. 
CERTEZA DO DIREITO/SEGURANÇA JURÍDICA
Art. 5º da CF 
O princípio da isonomia abriga um autêntico valor – impede que o aplicador desrespeite o valor e consagre ideologia própria – valores asseguram os conceitos; 
As expressões de riqueza das diferentes pessoas em situações similares devem sofrer incidência tributária em proporção idêntica. 
Assegura justiça da tributação. 
Igualdade 
O primado da justiça é diretriz suprema que também se realiza pela concreção de outros princípios;
 portanto é sobreprincípio;
JUSTIÇA
As liberdades constitucionais são: 
a) liberdade de profissão – 5º XIII;
b) liberdade de associação – 5º XVII;
c) liberdade de pensamento e de expressão – 5º IX;
d) liberdade de tráfego – 150 VI;
 As liberdades são asseguradas mediante a prescrição das imunidades – 150 VI. 
LIBERDADE
O princípio federativo assegura a isonomia das pessoas constitucionais, a autonomia política e financeira dos entes federados; 
Os princípios republicano assegura a cidadania e as instituições que funcionam em prol dos interesses individuais e coletivos garantindo a soberania popular;
A forma federativa está assegurada entre as cláusulas pétreas – 60 § 4º . 
FEDERAÇÃO E REPÚBLICA
Art. 18 caput da CF – representa a paridade das pessoas constitucionais de direito interno, reafirmando o princípio da federação e da autonomia dos municípios. 
ISONOMIA POLÍTICA
Os princípios que se classificam como limites objetivos atendem ao objetivo teleológico de garantir procedimentos que pretendem realizar valores. 
São eles: legalidade, tipicidade tributária, anterioridade, irretroatividade da lei tributária, retroatividade das leis interpretativas, não cumulatividade. 
LIMITES OBJETIVOS 
IGUALDADE(ART. 5º, CAPUT)
LEGALIDADE(ART. 5º, II)
IRRETROATIVIDADE( ART.5º,XXXVI)
UNIVERSALIDADE DE JURISDIÇÃO(ART. 5ª, XXXV)
AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO LEGAL( ART. 5º, LV)
ISONOMIA DAS PESSOAS CONSTITUCIONAIS( ART. 1º, 18,29,30,60)
DIREITO DE PROPRIEDADE( ART. 5º XXII,XXIV)
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS GERAIS EXPLÍCITOS
Expressão genérica no art. 5º,II da CF
Art. 150, I - PRINCÍPIO DA ESTRITA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA ; 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;
Os veículos aptos a expressar a legalidade são a lei ordinária, complementar, bem como as medidas provisórias;
LEGALIDADE TRIBUTÁRIA (150, I)
A lei tributária deve conter todos os elementos para a composição da regra matriz de incidência tributária. 
Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção;
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65;
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo;
LEGALIDADE TRIBUTÁRIA
Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:
(...)
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21(I.I.), 26 (I.E.), 39 (ITBI- quando era estadual), 57 (revogado) e 65 (IOF);
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas;
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades.
LEGALIDADE TRIBUTÁRIA
14
Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:
§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.
§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.
Súmula 160/STJ - . Tributário. IPTU. Correção monetária. Reajuste, por decreto, com índice superior ao oficial. Inadmissibilidade. CF/88, art. 150, I. CTN, art. 33 e CTN, art. 97, §§ 1º e 2º.
LEGALIDADE TRIBUTÁRIA
MITIGAÇÃO (PARA ALÍQUOTAS):
II, IE, IPI, IOF (art.153, §1º.), CIDE-COMBUSTÍVEL(art. 177, §4º.,I, b) E ICMS-COMBUSTÍVEL (art. 155, §4º.,IV, c)
LEGALIDADE TRIBUTÁRIA
ATENÇÃO – MEDIDA PROVISÓRIA (62,§2º, CF)
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. 
LEGALIDADE TRIBUTÁRIA
OBSERVAÇÃO: § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: III - reservada a lei complementar;
ASSIM, TRIBUTOS ADSTRITOS À LC NÃO PODERÃO SER INSTITUÍDOS POR MP.
 
LEGALIDADE TRIBUTÁRIA
Tributos que exigem LEI COMPLEMENTAR:
A) IGF (art. 153, VII, CF);
B) Empréstimos Compulsórios (art. 148, I e II, CF);
C) Impostos Residuais (art. 154, I, CF);
D) Contribuições previdenciárias residuais (art. 195, §4ª. c/c 154, I, ambos da CF);
REFORMA TRIBUTÁRIA (EC 132/2023):
i) IBS (art. 156-A,CF);
ii) CBS (art. 195, V, CF)
LEGALIDADE TRIBUTÁRIA
REPERCUSSÃO GERAL:
TEMAS 1084, 1223, 554, 1151, 939, 1085, 935, 829, 540, 891, 830, 692 E 211.
EXEMPLO:
São inconstitucionais o Decreto n 3.048/99 e a Portaria MPAS n 1.135/01 no que alteraram a base de cálculo da contribuição previdenciária incidente sobre a remuneração paga ou creditada a transportadores autônomos, devendo o reconhecimento da inconstitucionalidade observar os princípios da congruência e da devolutividade.
[RE 1.381.261 RG, rel. min. Dias Toffoli, j. 5-8-2022, P, DJE de 11-10-2022, Tema 1.223, com mérito julgado e reafirmação de jurisprudência.]
LEGALIDADE TRIBUTÁRIA
Art. 150, III, ‘b’ e ‘c’, da CF/88
 Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...)
III - cobrar tributos: (...)
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)”
ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA
Art. 150, III, “b” – estabelece limite objetivo de fácil comprovação;
Assegura a segurança jurídica – as leis tributárias devem ser publicadas em exercício financeiro anterior ao do início da vigência das leis tributárias, respeitando-se um intervalo mínimo de 90 dias entre a publicação da lei e o início da vigência da exação tributária. 
O Princípio da Anterioridade será aplicado aos casos de instituiçãoou aumento de tributo.
ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA
Nos casos de extinção ou redução dos tributos ou, ainda, modificação sem alterar a onerosidade (por exemplo, simples atualização monetária) deverá produzir efeitos imediatos. VIDE AGRG no RExt 200.844:
Ementa: Recurso Extraordinário – Matéria Tributária – Substituição Legal dos fatores de indexação – Alegada ofensa às garantias constitucionais do direito adquirido e da anterioridade tributária - Inocorrência – Simples atualização monetária que não se confunde com majoração do tributo – Recurso Improvido.
ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA
SÚMULA VINCULANTE 50, STF: Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade.
COBRADOS NO MESMO ANO CALENDÁRIO:
II, IE, IPI, IOF, IEG, EC-CALAMIDADE PÚBLICA (150, § 1º.) , CIDE-COMBUSTÍVEL (177, , §4º., I, “b”) , ICMS-COMBUSTÍVEL (155, §4º., “c”) E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (195, §6º.) 
.
ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA
CF - Art. 150 (...)
§ 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I(EC-CALAMIDADE), 153, I(I.I.), II(I.E.), IV(IPI) e V(IOF); e 154, II(IEG); e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I (EC-CALAMIDADE), 153, I(I.I.), II(I.E.), III(I.R.) e V(IOF); e 154, II(IEG), nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III(IPVA), e 156, I(IPTU).    
NOVENTENA - EXCEÇÕES
Não se submetem ao princípio da anterioridade nonagesimal ou noventena os seguintes impostos:
A) II, IE, IR, IOF, IEG, EC-CALAMIDADE PÚBLICA, CIDE-COMBUSTÍVEL, ICMS-COMBUSTÍVEL
B) fixação de BC do IPVA (155, III) e IPTU (156, I)
DEVEM OBSERVAR A NOVENTENA: IPI, MAJORAÇÕES DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS 
NOVENTENA - EXCEÇÕES
Art. 1º Ficam restabelecidas para 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento) e 4% (quatro por cento), respectivamente, as alíquotas da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS incidentes sobre receitas financeiras, inclusive decorrentes de operações realizadas para fins de hedge , auferidas pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração não-cumulativa das referidas contribuições.
Decreto 8.426/2015
Decreto 11.322, de 30 de dezembro de 2022
Art. 1º Ficam restabelecidas para 0,33% (trinta e três centésimos por cento) e 2% (dois por cento), respectivamente, as alíquotas da (...) PIS/PASEP e da (...) - COFINS incidentes sobre receitas financeiras, inclusive decorrentes de operações realizadas para fins de hedge , auferidas pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração não-cumulativa das referidas contribuições.
Art. 2º  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação e produz efeitos a partir de 1º de janeiro de 2023.
Decreto 11.322/2022
Decreto 11.374, de 01 de janeiro de 2023
Art. 1º Ficam restabelecidas para 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento) e 4% (quatro por cento), respectivamente, as alíquotas da (...) PIS/PASEP e da (...) - COFINS incidentes sobre receitas financeiras, inclusive decorrentes de operações realizadas para fins de hedge , auferidas pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração não-cumulativa das referidas contribuições.
Art. 2º   Art. 3º Ficam repristinadas as redações:
I - do Decreto nº 8.426, de 1º de abril de 2015, anteriormente à alteração promovida pelo Decreto nº 11.322, de 2022;
Decreto 11.374/2023
Ainda no primeiro dia do ano de 2023, o Presidente da República publicou o Decreto 11.374, com vigência imediata, revogando o supracitado Decreto 11.322/2022 e repristinando o Decreto 8.426/2015, ou seja, mantendo os índices que vinham sendo pagos pelo contribuinte desde 2015 (0,65% e 4%). 
Logo, verifico, ainda em juízo sumário, que o Decreto 11.374/2023 não pode ser equiparado a instituição ou aumento de tributo e, por isso, não viola os princípios da segurança jurídica e da não surpresa, na medida em que o contribuinte já́ experimentava, desde 2015, a incidência das alíquotas de 0,65% e 4%. Destarte, não há falar em quebra da previsibilidade ou que o contribuinte foi pego desprevenido. !!!!!!!
ADC – 84 – DECISÃO 08/03/2023
REPERCUSSÃO GERAL:
TEMAS 346, 382 e 91.
EXEMPLO: O prazo nonagesimal previsto no art. 150, III, c, da CF somente deve ser utilizado nos casos de criação ou majoração de tributos, não na hipótese de simples prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente.
[RE 584.100, rel. min. Ellen Gracie, j. 25-11-2009, P, DJE de 5-2-2010, Tema 91, com mérito julgado.]
ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA
O binômio hipótese de incidência/base de cálculo; 
Expresso no art. 145 § 2º da CF – as taxas não podem ter base de cálculo própria de impostos; 
Art. 154, I da CF – no exercício da competência residual a União pode criar novos impostos, desde que não tenham fato gerador BC dos já apontados pela CF; 
TIPICIDADE TRIBUTÁRIA
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
(...)
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;
ISONOMIA TRIBUTÁRIA
O princípio da isonomia proíbe o tratamento diferenciado entre contribuintes que se encontrem em situação de equivalência ou equipotência, do qual derivam dois subprincípios:
a) princípio da interpretação objetiva do fato gerador ou princípio da cláusula pecunia non olet (arts. 118 c/c 126, CTN);
b) princípio da capacidade contributiva (art. 145, § 1º, da CF).
ISONOMIA TRIBUTÁRIA
Art. 145 § 1º da CF 
A capacidade contributiva serve aos valores da justiça, da segurança e da certeza; 
Impõe o princípio da igualdade nas imposições fiscais; 
Objetivamente, trata-se da eleição de fatos presuntivos de riqueza; 
Subjetivamente cuida-se de dividir o impacto tributário. 
CAPACIDADE CONTRIBUTIVA
JUSTIÇA FISCAL
 
1) O princípio da igualdade exige que a carga tributária total seja igualmente distribuída entre os cidadãos
2) O componente social da justiça exige que ricos contribuam proporcionalmente mais que os pobres
3) Limites à oneração fiscal do contribuinte.
 
CAPACIDADE CONTRIBUTIVA
LIMITE MÍNIMO
Intributabilidade do mínimo existencial
LIMITE MÁXIMO
Vedação de tributação confiscatória
 
TÉCNICAS:
PROPORCIONALIDADE (alíquota fixa)
PROGRESSIVIDADE (alíquotas variam de acordo com a base de cálculo)
SELETIVIDADE (alíquotas variam de acordo com a essencialidade do bem).
CAPACIDADE CONTRIBUTIVA
Art. 151, I da CF – tributos federais devem ser uniformes em todo o território nacional – serve ao postulado federativo e da autonomia dos municípios; 
Exceção: ZFM – Art. 43, § 2º, III, CF.
Art. 152 CF a procedência e o destino dos bens não serve de discrímen para a manipulação das alíquotas e das bases de cálculo para os legisladores dos entes federados na tributação de bens e serviços. 
UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA e NÃO DISCRIMINAÇÃO TRIBUTÁRIA
Expressão genérica no art. 5º, XXXVI CF; 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
(...)
III - cobrar tributos:
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado;
IRRETROATIVIDADE TRIBUTÁRIA
As únicas leis que podem vigorar retroativamente são as leis interpretativas, as quais não inovam o ordenamento jurídico. 
IRRETROATIVIDADE TRIBUTÁRIA
EXCEÇÃO: 106, CTN
Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:
I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados;
II - tratando-se de ato não definitivamente julgado:
a) quando deixe de defini-lo como infração;
b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de açãoou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo;
 c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
IRRETROATIVIDADE TRIBUTÁRIA
Aplica-se a não cumulatividade ao IPI e ao ICMS
Para o IPI – art. 153 § 3º da CF;
Para o ICMS – art. 155 § 2º, I da CF;
Como limite objetivo serve ao valor da justiça da tributação; 
Não-cumulatividade 
Art. 150, IV da CF;
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
(...)
IV - utilizar tributo com efeito de confisco;
Há dificuldade da definição do conceito do confisco, a fim de se estabelecer o limite a partir do qual o tributo terá o efeito confiscatório, violando o direito de propriedade;
Encontra aplicação para todas as espécies de tributo; 
Proibição de tributo confiscatório
Confisco é a absorção total ou substancial da propriedade privada, pelo Poder Público, sem a correspondente indenização.
Não se aplica aos tributos extrafiscais nem aos seletivos (ICMS e IPI) 
Hipóteses em que o confisco é constitucionalmente autorizado:
i) pena de perdimento de bens (Art. 5º., XLVI, “b”);
ii) expropriação de glebas destinadas a culturas de plantas psicotrópicas e trabalho escravo (art. 243)
Proibição de tributo confiscatório
REPERCUSSÃO GERAL:
TEMAS 1195 (mérito pendente), 185, 872 e 214.
EXEMPLO: (...) não é confiscatória a multa moratória no importe de 20%.
[RE 582.461, rel. min. Gilmar Mendes, j. 18-5-2011, P, DJE de 18-8-2011, Tema 214, com mérito julgado.]
Proibição de tributo confiscatório
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Art. 151, I da CF – tributos federais devem ser uniformes em todo o território nacional – serve ao postulado federativo e da autonomia dos municípios; 
Exceção: ZFM – Art. 43, § 2º, III, CF.
Art. 152 CF a procedência e o destino dos bens não servem de discrímen para a manipulação das alíquotas e das bases de cálculo para os legisladores dos entes federados na tributação de bens e serviços. 
UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA e NÃO DISCRIMINAÇÃO TRIBUTÁRIA
REPERCUSSÃO GERAL:
TEMAS 1020 – CPOM.
EXEMPLO: É incompatível com a Constituição Federal disposição normativa a prever a obrigatoriedade de cadastro, em órgão da Administração municipal, de prestadores de serviços não estabelecidos no território do Município, impondo-se ao tomador o recolhimento do Imposto Sobre Serviços – ISS quando descumprida a obrigação.
[RE 1.167.509, rel. min. Marco Aurélio, j. 1º-3-2021, P, DJE de 16-3-2021, Tema 1.020, com mérito julgado.]
NÃO DISCRIMINAÇÃO TRIBUTÁRIA
Uniformidade Nacional: A uniformização das regras tributárias é um avanço significativo, pois elimina as diferenças regionais que anteriormente causavam complexidade e ineficiências no sistema. Com a padronização, espera-se que as empresas enfrentem menos obstáculos operacionais ao expandir suas atividades para diferentes estados e municípios, resultando em um ambiente de negócios mais favorável e previsível.
REFORMA TRIBUTÁRIA – EC 137/2023 – NOVOS PRINCÍPIOS
Neutralidade: A neutralidade tributária, um dos pilares da reforma, visa evitar que o sistema tributário interfira nas escolhas de produção e consumo. Ao eliminar distorções causadas por regimes especiais ou benefícios fiscais específicos, o novo sistema incentiva a alocação de recursos baseada em eficiência econômica, ao invés de vantagens tributárias, promovendo uma concorrência mais justa entre empresas.
REFORMA TRIBUTÁRIA – EC 137/2023 – NOVOS PRINCÍPIOS
Transparência: A transparência é fundamental para aumentar a confiança dos contribuintes no sistema tributário. A inclusão clara dos valores de IBS, CBS e IS nos documentos fiscais eletrônicos (DF-e) permite que os consumidores e as empresas compreendam melhor a carga tributária sobre os bens e serviços, facilitando o controle e a fiscalização. Isso também contribui para uma percepção mais positiva do sistema tributário como um todo.
REFORMA TRIBUTÁRIA – EC 137/2023 – NOVOS PRINCÍPIOS
Simplicidade: A simplificação tributária tem o potencial de reduzir custos de conformidade e erros no cumprimento das obrigações fiscais. Com menos tributos a serem gerenciados e um sistema de arrecadação mais direto, as empresas podem focar mais em suas atividades principais ao invés de lidar com a burocracia tributária. Isso é particularmente benéfico para pequenas e médias empresas, que muitas vezes enfrentam dificuldades em acompanhar a complexidade do sistema atual.
REFORMA TRIBUTÁRIA – EC 137/2023 – NOVOS PRINCÍPIOS
Equidade: A busca por equidade no novo sistema visa garantir que a carga tributária seja distribuída de forma mais justa entre os diferentes setores e regiões do país. Isso implica na eliminação de privilégios fiscais que beneficiavam apenas alguns grupos, ao mesmo tempo em que se assegura que todos os contribuintes contribuem de forma proporcional à sua capacidade econômica. Essa abordagem pode reduzir desigualdades e promover um desenvolvimento mais equilibrado entre as regiões.
REFORMA TRIBUTÁRIA – EC 137/2023 – NOVOS PRINCÍPIOS
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Incentivo à Formalização: Ao simplificar o sistema e tornar mais clara a carga tributária, a reforma cria um ambiente mais propício para a formalização de negócios. Empresas que anteriormente operavam na informalidade podem ser incentivadas a se formalizar, o que amplia a base de arrecadação sem aumentar as alíquotas, contribuindo para um sistema tributário mais eficiente e justo.
REFORMA TRIBUTÁRIA – EC 137/2023 – NOVOS PRINCÍPIOS
Questão 1
(II EXAME UNIFICADO – FGV) De acordo com o Código Tributário Nacional, aplica-se retroativamente a lei tributária na hipótese de:
(A) analogia, quando esta favorecer o contribuinte.
(B) extinção do tributo, ainda não definitivamente constituído.
(C) graduação quanto à natureza de tributo aplicável, desde que não seja hipótese de crime.
(D) ato não definitivamente julgado, quando a lei nova lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática.
Questão 1
(II EXAME UNIFICADO – FGV) De acordo com o Código Tributário Nacional, aplica-se retroativamente a lei tributária na hipótese de:
(A) analogia, quando esta favorecer o contribuinte.(ART. 108, “a”, CTN)
(B) extinção do tributo, ainda não definitivamente constituído.
(C) graduação quanto à natureza de tributo aplicável, desde que não seja hipótese de crime. (ART. 112, IV, CTN)
(D) ato não definitivamente julgado, quando a lei nova lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática. (ART. 106, II, “c”, CTN)
Questão 2
(XII EXAME UNIFICADO –FGV) A respeito dos Princípios Tributários Expressos e Implícitos, à luz da Constituição da República de 1988, assinale a opção INCORRETA.
A) É vedado à União instituir isenções de tributos de competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
B) O princípio da irretroatividade veda a cobrança de tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado.
C) É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino.
D) Pelo princípio da anterioridade, para que os tributos possam ser cobrados a cada exercício, é necessária a prévia autorização na lei orçamentária.
Questão 2
(XII EXAME UNIFICADO –FGV) A respeito dos Princípios Tributários Expressos e Implícitos, à luz da Constituição da República de 1988, assinale a opção INCORRETA.
A) É vedado à União instituir isenções de tributos de competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.(ART. 151, III, CF) ISENÇÃO HETERÔNOMA
B) O princípio da irretroatividade veda a cobrança de tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado .(ART. 150, III,”a”, CF) 
C) É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, dequalquer natureza, em razão de sua procedência ou destino. .(ART. 152, CF) 
D) Pelo princípio da anterioridade, para que os tributos possam ser cobrados a cada exercício, é necessária a prévia autorização na lei orçamentária. .(ART. 150, III,”b”, CF) 
Questão 3
(XXVI EXAME UNIFICADO –FGV) Em março de 2016, o Município X publicou lei instituindo novos critérios de apuração e ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas. Com base nessa nova orientação, em outubro do mesmo ano, o fisco municipal verificou a ausência de declaração e recolhimento de valores do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN devidos pela pessoa jurídica Y, referentes ao ano-calend́ário 2014; diante dessa constatação, lavrou auto de infração para cobrança dos valores inadimplidos. 
No que tange à possibilidade de aplicação da nova legislação ao presente caso, assinale a afirmativa correta. 
A)  É inaplicável, pois não respeitou o princípio da anterioridade anual. 
B)  É inaplicável, pois o fisco somente poderia lavrar o auto de infração com base nos critérios de apuração previstos em lei vigente no momento da ocorrência do fato gerador. 
C)  É aplicável, pois a legislação que institui novos critérios de apuração e amplia poderes de investigação das autoridades administrativas aplica-se aos lançamentos referentes a fatos geradores ocorridos antes de sua vigência. 
D)  É aplicável, pois foi observado o principio da anterioridade nonagesimal. 
Questão 3
CF Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
 III - cobrar tributos:
(...) 
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; 
Questão 3
 Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.
        § 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros.
Questão 3
(XXVI EXAME UNIFICADO –FGV) Em março de 2016, o Município X publicou lei instituindo novos critérios de apuração e ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas. Com base nessa nova orientação, em outubro do mesmo ano, o fisco municipal verificou a ausência de declaração e recolhimento de valores do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN devidos pela pessoa jurídica Y, referentes ao ano-calend́ário 2014; diante dessa constatação, lavrou auto de infração para cobrança dos valores inadimplidos. 
No que tange à possibilidade de aplicação da nova legislação ao presente caso, assinale a afirmativa correta. 
A)  É inaplicável, pois não respeitou o princípio da anterioridade anual. .(ART. 150, III,”b”, CF + ART. 144, § 1º, CTN)
B)  É inaplicável, pois o fisco somente poderia lavrar o auto de infração com base nos critérios de apuração previstos em lei vigente no momento da ocorrência do fato gerador. (ART. 144, § 1º, CTN)
C)  É aplicável, pois a legislação que institui novos critérios de apuração e amplia poderes de investigação das autoridades administrativas aplica-se aos lançamentos referentes a fatos geradores ocorridos antes de sua vigência. 
D)  É aplicável, pois foi observado o princípio da anterioridade nonagesimal. (ART. 144, § 1º, CTN)
Questão 4
Uma lei ordinária federal tratava de direitos do beneficiário de pensão previdenciária e também previa norma que ampliava, para 10 anos, o prazo decadencial para o lançamento dos créditos tributários referentes a uma contribuição previdenciária federal. A respeito da ampliação de prazo, assinale a afirmativa correta. 
A) É inválida, pois, em razão do caráter nacional das contribuições previdenciárias federais, somente poderia ser veiculada por Resolução do Senado Federal. 
B) É inválida, pois somente poderia ser veiculada por Lei Complementar. 
C) É válida, pois o CTN prevê a possibilidade de que o prazo geral de 5 anos, nele previsto para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, seja ampliado por meio de Lei Ordinária Específica. 
D) É válida, por existir expressa previsão constitucional, específica para contribuições de seguridade social, autorizando a alteração de prazo de constituição do crédito tributário por Lei Ordinária. 
Questão 4
Uma lei ordinária federal tratava de direitos do beneficiário de pensão previdenciária e também previa norma que ampliava, para 10 anos, o prazo decadencial para o lançamento dos créditos tributários referentes a uma contribuição previdenciária federal. A respeito da ampliação de prazo, assinale a afirmativa correta. 
A) É inválida, pois, em razão do caráter nacional das contribuições previdenciárias federais, somente poderia ser veiculada por Resolução do Senado Federal. 
B) É inválida, pois somente poderia ser veiculada por Lei Complementar. SUM. VINC. 08
C) É válida, pois o CTN prevê a possibilidade de que o prazo geral de 5 anos, nele previsto para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, seja ampliado por meio de Lei Ordinária Específica. 
D) É válida, por existir expressa previsão constitucional, específica para contribuições de seguridade social, autorizando a alteração de prazo de constituição do crédito tributário por Lei Ordinária. 
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