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CADERNO DE DIREITO PENAL:
DIREITO PENAL – PARTE ESPECIAL
PARTE ESPECIAL  estão concentrados os TIPOS PENAIS INCRIMINADORES, 
aqueles que têm a finalidade de narrar um comportamento que se deseja PROIBIR ou 
IMPOR, sob a ameaça de uma sanção de natureza penal.
DOS CRIMES CONTRA A VIDA  estão compreendidos nos arts. 121 ao 128 do 
CP.
HOMICÍDIO  art, 121 do CP
Art. 121. Matar alguém:
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.
Caso de diminuição de pena
§1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social 
ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta 
provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.
Homicídio qualificado
§2º Se o homicídio é cometido:
I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;
II - por motivo fútil;
III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio 
insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;
IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que 
dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;
V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de 
outro crime:
Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
Feminicídio (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino: 
VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição 
Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança 
Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu 
cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão 
dessa condição: (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015).
VIII - com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido: (Incluído 
pela Lei nº 13.964, de 2019)
Homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos (Incluído pela Lei nº 
14.344, de 2022)
IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022)
Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
§2º-A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o 
crime envolve: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
I - violência doméstica e familiar; (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. (Incluído pela Lei nº 
13.104, de 2015)
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§2º-B. A pena do homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos é aumentada 
de: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) 
I - 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é pessoa com deficiência ou com 
doença que implique o aumento de sua vulnerabilidade; (Incluído pela Lei nº 
14.344, de 2022) 
II - 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, 
cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou 
por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela. (Incluído pela Lei nº 
14.344, de 2022)
Homicídio culposo
§3º Se o homicídio é culposo: 
Pena - detenção, de um a três anos.
Aumento de pena
§4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime 
resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o 
agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as 
consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo 
doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é 
praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) 
anos. 
§5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a 
pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma 
tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. 
§6º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for 
praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de 
segurança, ou por grupo de extermínio.
§7º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o 
crime for praticado: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; (Incluído 
pela Lei nº 13.104, de 2015)
II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou com 
doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de 
vulnerabilidade física ou mental; (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022)
III - na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima; 
(Redação dada pela Lei nº 13.771, de 2018)
IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos 
incisos I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. 
(Incluído pela Lei nº 13.771, de 2018)
HOMICÍDIO SIMPLES  caput
“Matar alguém”  Ser humano COM VIDA.
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.
Com exceção do §3º, todas as modalidades de homicídio são dolosas.
SUJEITO ATIVO: crime comum – qualquer pessoa pode praticar o crime.
menor
14 anor
o 115à metade
- dificiência ou
que aumente a vanerabili
dode.
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dola a caminho do
Crims.
- Rego dolo
L culpa Excessão :Culpa.
-
SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa COM VIDA. Lembrando que a vida inicia-se 
com o parto, com o rompimento amniótico  caso contrário, o crime é IMPOSSÍVEL 
(art, 17 do CP).
OBJETO JURÍDICO: Vida (da pessoa humana)
OBJETO MATERIAL: A pessoa contra quem recai a conduta do agente (vítima)  
Necessário que se faça o EXAME DE CORPO DE DELITO (art. 158 do CPP).
ELEMENTO SUBJETIVO: caput  dolo (animus necandi)  vontade de matar.
DOLO  direto – o agente prevê o resultado
 eventual (indireto) – a conduta não está dirigida finalisticamente para a 
obtenção do resultado, embora ele seja PREVISÍVEL, e mesmo assim, o agente assume 
o RISCO de produzi-lo.
MODALIDADES:
COMISSIVA  ação – pela qual o agente dirige a sua conduta para a obtenção do 
resultado morte. Ex.: João atira em José.
OMISSIVA  omissão – pela qual o agente deixa de fazer aquilo a que estava 
obrigado por sua posição de garantidor. Crime omissivo impróprio (art. 13, §2º, a, b, c 
do CP). Ex.: A babá que deixa a criança sozinha no sofá  ela tinha o dever jurídico de 
impedir a morte da vítima.
MEIOS DE EXECUÇÃO: qualquer meio – é um crime de forma livre. Exemplos:
DIRETO  disparo de arma de fogo;
INDIRETO  ataque de animais estimulado pelo dono;
MATERIAIS  químicos, mecânicos;
MORAIS  emoção violenta.
NEXO CAUSAL: Para que o agente possa ser responsabilizado, deve haver o NEXO 
DE CAUSALIDADE entre a conduta e o resultado morte  art. 13 do CP.
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HOMICÍDIO PRIVILEGIADO  §1º
Caso de diminuição de pena
§1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor 
social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a 
injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um 
terço.
É um DEVER e não uma faculdade do juiz.
Ocorre em 2 hipóteses:
1. AGENTE IMPELIDO POR MOTIVO DE RELEVANTE VALOR SOCIAL OU 
MORAL
VALOR SOCIAL  motivo que atende aos interesses da SOCIEDADE 
(coletividade). Ex.: Caso Nardoni.
VALOR MORAL  Considera-se o interesse do agente. Ex.: Pai que mata o 
estuprador da filha.
2. SOB O DOMÍNIO DE VIOLENTA EMOÇÃO, LOGO EM SEGUIDA À INJUSTA 
PROVOCAÇÃO DA VÍTIMA.
SOB O DOMÍNIO completamente dominado pela situação. Não basta agir 
influenciado (nesse caso a hipótese seria de atenuante  art.65, III, c, CP) e não de 
redução da pena.
LOGO EM SEGUIDA imediatabilidade, proximidade com a injusta provocação  
aplica-se o PRINC.DA RAZOABILIDADE.
INJUSTA PROVOCAÇÃO  a vítima, com oda expulsão prematura do produto da concepção, haja vista que o aborto 
jecrim/lei
9099) .
Suspenso condiciona do proteno
-
apenas pode ser praticado a título de DOLO e, no caso em comenta, o agente se quer tinha 
conhecimento do estado gravídico da vítima.
ABORTO PROVOCADO POR TERCEIRO COM O CONSENTIMENTO DA 
GESTANTE
Art. 126 do CP: “Provocar aborto com o consentimento da gestante
Pena - reclusão, de um a quatro anos
Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze 
anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave 
ameaça ou violência Forma qualificada”
“CAPUT”: Pressupõe a capacidade de consentir da gestante, caso contrário, aplica-se a figura 
do parágrafo único e a pena é a do art. 125 (3 a 10 anos).
ERRO DE TIPO: Quanto à capacidade da gestante  art. 20 do CP: “O erro sobre elemento 
constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se 
previsto em lei”.
Exemplo: Gestante apresenta identidade falsa e induz o agente a erro, acreditando ser ela 
maior de idade. Como no crime de aborto não se admite a modalidade culposa, a conduta do 
agente será atípica.
SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: É possível, desde que não haja as 
hipóteses do parágrafo único, ou que não haja lesões corporais de natureza grave, gravíssima 
ou seguida de morte, pois nesses casos, aplica-se a pena majorante do art. 127 do CP 
(qualificadora) ou art. 125 do CP.
Art. 89 da Lei 9.099/95 – pois a pena mínima não ultrapassa 1 ano.
FORMA QUALIFICADA
Art. 127 do CP: “As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um 
terço, se, em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante 
sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe 
sobrevém a morte”.
concurso de crime .
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-
como ele sába responde pelo
& evitavel achão
o 125 de dolo
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gatepor
e
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caso si bejo entado
↑ exclui dolo
e
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menor de sano. Nãosobia
da agente que
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que
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o aborto. 14 anoj
Se pelos meios utilizados resulta lesão corporal
de natureza grar,é aumentado
à 113 ·
como a gestante maraduplicado a pena .
A incidência dessa qualificadora pelo resultado aplica-se apenas aos arts. 125 e 126 do CP. 
Mas para isso, necessário que o resultado morte ou lesão corporal grave e gravíssima tenha 
sido causado ao menos por culpa do agente  art. 19 do CP: “Pelo resultado que agrava 
especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente”.
ABORTO LEGAL
Art. 128 do CP: Não se pune o aborto praticado por médico: (Vide ADPF 54)
Aborto necessário
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da 
gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.
I- ABORTO NECESSÁRIO: Se não há outro meio de salvar a vida da gestante  
também chamado de aborto terapêutico (curativo) ou profilático (preventivo).
Praticado quando não há outro meio para salvar a vida da gestante.
REQUISITOS:
 Perigo à gestante;
 Inexistência de outro meio para salvar a vida da gestante;
 Constrangimento justificado por iminente perigo de vida (art. 146, §3º, I, CP);
 Preservação da saúde física ou mental da mulher.
II- ABORTO SENTIMENTAL, HUMANITÁRIO OU ÉTICO: aborto resultante de 
ESTUPRO.
Precedido do consentimento da gestante ou do representante legal, no caso de incapaz.
Leva-se em consideração a saúde psíquica da gestante, decorrente de trauma causado 
pelo de estupro do qual foi vítima.
É impunível  O legislador optou pela dignidade da pessoa humana em detrimento da 
mantença da gravidez.
OBS. 1: São hipóteses declaradas lícitas pelo legislador, no entanto, deve ser realizada por 
médico, salvo na hipótese do inciso I, se houver URGÊNCIA para salvar a vida da gestante, 
na falta de médico, outra pessoa habilitada poderá fazer a intervenção  ESTADO DE 
NECESSIDADE (art. 24 do CP).
Culpa dogente a lesão seja grave
ou graínima, ou que tenha
causado morte , responde pelo artigo 125 e 126.
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médicoo necessário
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outro meio
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-respeitoa dignidade do pessoa
humana.
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-eupro.
Art 24 Feris um sem meno dignidade dapessoa humana-
para proteger
um menore
-
Outro pessoa pode a
UrgênciaA estado de melenidade.
intervir) sibendo o
Médico) Na ausência do medico
OBS. 2: ABORTO EUGÊNICO  O STF, por maioria dos votos, julgou procedente o 
pedido contido na ADPF n. 54/2012, declarando a inconstitucionalidade de interpretação, 
segundo a qual a interrupção da gravidez de feto ANENCÉFALO é conduta tipificada nos 
arts. 124, 126 e 128, I e II do CP  deve haver diagnóstico de anencefalia, para o 
reconhecimento da possiblidade de interrupção da gravidez.
OBS. 3: GRAVIDEZ GEMELAR 
 SE HOUVER A CIÊNCIA DA GRAVIDEZ GEMELAR: aplica-se a regra do 
CONCURSO FORMAL DE CRIMES (art. 70, 2ª parte, CP), pois o agente mediante uma 
única conduta, produz 2 resultados (que faziam parte do seu dolo), agindo com desígnios 
autônomos com relação ao resultado  art. 125 c/c art. 70 do CP  crimes idênticos, aplica-
se apenas 1 pena, aumentada de 1/6 até metade.
 SE NÃO HOUVER CIÊNCIA DA GRAVIDEZ GEMELAR: não responde o agente em 
concurso formal, embora tenha atuado no sentido de praticar o aborto. Somente responderá 
subjetivamente pelos resultados produzidos – um único aborto, que era o dolo.
OBS. 4: TENTATIVA DE SUICÍDIO
 Se o feto sobrevive, responde o agente por tentativa de aborto;
 Se o feto morre: art. 124 do CP – aborto consumado
Merece críticas, pelos mesmos fundamentos da tentativa de suicídio. Se a pessoa já foi 
capaz de tentar dar cabo à sua própria vida, quem dirá ser for penalizada.
E
me
concei
Ameio
-& dolo.
-
Caso o agente
-
não tenho
conhe
amento , respon
&
de por um
crime apenas
Simulado até aqui
LESÕES CORPORAIS
Art. 129 do CP: Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: (LEVE)
Pena - detenção, de três meses a um ano.
Lesão corporal de natureza grave
§1º Se resulta: (GRAVE)
I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias;
II - perigo de vida;
III - debilidade permanente de membro, sentido ou função;
IV - aceleração de parto:
Pena - reclusão, de um a cinco anos.
§2º Se resulta: (GRAVÍSSIMA)
I - Incapacidade permanente para o trabalho;
II - enfermidade incuravel;
III - perda ou inutilização do membro, sentido ou função;
IV - deformidade permanente;
V - aborto:
Pena - reclusão, de dois a oito anos.
Lesão corporal seguida de morte
§3º Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado, nem assumiu o 
risco de produzí-lo:
Pena - reclusão, de quatro a doze anos.
Diminuição de pena
§4º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o 
domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode (DEVE) 
reduzir a pena de um sexto a um terço.
Substituição da pena
§5º O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa, de 
duzentos mil réis a dois contos de réis:
I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior;
II - se as lesões são recíprocas.
Lesão corporal culposa
§6º Se a lesão é culposa: 
Pena - detenção, de dois meses a um ano.
Aumento de pena
§7º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§4º e 6º do art. 121 
deste Código. 
§ 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no §5º do art. 121 
Violência Doméstica 
§9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com 
quem convivaou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de 
coabitação ou de hospitalidade
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. 
§10º. Nos casos previstos nos §§ 1 o a 3 o deste artigo, se as circunstâncias são as indicadas no § 9 o 
deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). 
§11º. Na hipótese do §9º deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido 
contra pessoa portadora de deficiência. 
§12º Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição 
Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da 
função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 
terceiro grau, em razão dessa condição, a pena é aumentada de um a dois
terços. 
§13º Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino, nos termos do 
§ 2º-A do art. 121 deste Código: (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro anos). 
Ofender a integridade fina dusoulpriquiterceiro . "Coput" Leve A
depresentação
*
>
Jecrim . CAUSAS Leves Com
Penas de até 3anos:
autorização
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& MP- denuncia
Integridade física ou
Psíquica .
-Objeto que esto
sendo tutela
do pelo estado.
a objeto material : o copo humano
Nanário Kame corpo de delito
S
Do D
CONCEITO: É o resultado de atentado bem sucedido à integridade corporal ou à 
saúde do ser humano.
LESÃO CORPORAL DE NATUREZA LEVE - caput
OBJETO JURÍDICO: Integridade física ou fisiopsíquica da pessoa (integridade 
corporal ou saúde).
OBJETO MATERIAL: Pessoa humana, mesmo com vida intrauterina.
Art. 158 do CPP  Se o crime é material e deixa vestígios, necessária a produção de 
prova pericial, comprovando-se a natureza das lesões: LEVE, GRAVE OU GRAVÍSSIMA.
Se deixa de realizar o exame, as declarações da vítima mostram-se lacônicas e impõe-
se a desclassificação da lesão corporal de natureza grave, por exemplo, para natureza leve.
SUJEITO ATIVO: crime comum.
SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa, SALVO nas figuras DOLOSAS qualificadas 
do §1º, IV (aceleração de parto) e do §2º, V (aborto), nos quais o sujeito passivo DEVE SER 
A MULHER GRÁVIDA e; nas figuras dos §§9º, 10º e 12º em que o sujeito passivo deve ser 
as figuras neles descritas.
TIPO OBJETIVO: 
 OFENDER: lesar, ferir, cujo meio de execução é livre, podendo ser comissivo ou 
omissivo.
 DANO À INTEGRIDADE CORPORAL: alteração anatômica ou funcional, que lese 
o corpo (interna ou externa). Ex.: Ferimentos, cortes, luxações, fraturas, etc.
 DANO À SAÚDE: alteração fisiológica ou psíquica.
OBS.: Dor física ou crise nervosa, sem comprometimento físico ou mental, não 
configura lesão corporal, embora possa caracterizar tortura.
CONSUMAÇÃO: Com a efetiva ofensa – crime material – exige um resultado.
Crime único, ainda que a vítima sofra mais de uma lesão.
procedimento
Sumarísico-
TERM
DOD
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alteração mocorpo)
Lemotómas .
&Tendo
tere ade
dela
como ↳
ateraço fina Blesão
-- al
logeco &
capaal no
porqueco corpo ou prquico,
ELEMENTO SUBJETIVO: “caput”  figura simples (natureza LEVE)  é o dolo.
CONCILIAÇÃO: Art. 72 da lei n. 9.099/95 (possibilidade da composição de danos) 
e, art. 74 da mesma lei, homologação do acordo com força de sentença irrecorrível (tem 
eficácia de título executivo).
TRANSAÇÃO PENAL: Art. 76 da Lei n. 9.099/95: “Havendo representação (APPC) 
ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, não sendo caso de 
arquivamento, o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena 
restritiva de direitos ou multas, a ser especificada na proposta”.
Para poder ser feita a transação penal, o acusado: não pode ter sido condenado, por 
sentença definitiva, anteriormente por crime que preveja pena restritiva de liberdade; não 
pode ter realizado outra transação penal nos últimos cinco anos; e não pode apresentar 
personalidade, antecedentes e conduta social negativas.
SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: Art. 89 da Lei n. 9.099/95 – se a 
pena mínima cominada é igual ou inferior a 1 ano, ao oferecer a denúncia, o MP pode propor 
a Susp. Condic. do processo por 2 a 4 anos.
AÇÃO PENAL: nas lesões simples e culposas – APPC (art. 88)
COMPETÊNCIA: do JECRIM
PENA: Detenção, de 3 meses a 1 ano.
LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE - §1º
No §1º há quatro qualificadoras:
I- Incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias: OCUPAÇÃO 
FUNCIONAL e não sob o prisma econômico.
A contagem do prazo está no art. 10 do CP (inclui-se o dia do começo no cômputo).
Necessário exame de corpo de delito (art. 158 do CPP).
Crime único > no mumo contexto e momento,
acocre diversas lesões . Ex : hematomas, inchaço
e etcooo
varia composição amigável/mecento ser homologado pl ter
crimes haço de sente neo).
Concurso Cobe conciliação no secrim.
- mei
comb↑
l delitivo
dode
6 never prozarepresento
cãodecadencial.
- -
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-
S
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I eurpara) .
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·. Incapacidade plas Ocupa
-
Coes Rabituais porO de
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30dias
· Derigo de VIA
·Debilidade permanente
de mempro
,
sentidoou Função.
30dias
6
Cotidianos
como manga um garfo no boca, falar au fazer algo.
II- Perigo de vida: probabilidade concreta e efetiva de MORTE, como CONSEQUÊNCIA da 
lesão ou do processo patológico (doentio) que esta originou.
Necessário diagnóstico e efetivo perigo de vida (qualificadora de natureza culposa – 
CRIME PRETERDOLOSO – dolo nas lesões e culpa no resultado agravador).
Obs.: Se o agente, quando agredia a vítima, atuava com dolo no sentido de causar-lhe 
o perigo de vida, haveria o dolo do crime de HOMICÍDIO, sobrevivendo a vítima, responde 
por TENTATIVA DE HOMICÍDIO e não pela qualificadora pelo PERIGO DE VIDA.
III- DEBILIDADE PERMANENTE DE MEMBRO, SENTIDO OU FUNÇÃO: 
 DEBILIDADE  redução da capacidade funcional.
 PERMANENTE  cuja cessação não se prevê, nem muda com o tempo.
Obs.: parte da jurisprudência não exige que a debilidade seja PERPÉTUA, basta que 
seja DURADOURA.
 MEMBRO  braços, pernas, pés, mãos, etc.
 SENTIDO  visão, audição, olfato, paladar e tato.
 FUNÇÃO  atividade particular dos órgãos do corpo. Ex.: circulação, respiração, 
digestiva, secretora, locomotora, etc.
IV- ACELERAÇÃO DO PARTO: Antecipação do nascimento. Saída do feto VIVO, 
ANTES do prazo normal da gestação. O agente DEVE SABER da GRAVIDEZ. 
CRÍTICA: O legislador utilizou equivocadamente o termo aceleração, pois para 
acelerar, o parto já devia ter começado, logo, o termos adequado seria ANTECIPAÇÃO.
Crime PRETERDOLOSO – culpa no resultado.
Obs.: se a intenção do agente era interromper a gravidez, com a expulsão do feto, o 
seu dolo era o de ABORTO e não de LESÃO CORPORAL QUALIFICADA pelo inciso IV.
APPI –independe de representação. 
COMPETÊNCIA: Vara Criminal
 LESÕES CORPORAIS DE NATUREZA GRAVÍSSIMA (§2º)
§2º Se resulta:
I - Incapacidade permanente para o trabalho;
II - enfermidade incurável;
III - perda ou inutilização do membro, sentido ou função;
Atestado pelo médico
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per, mãos.
IV - deformidade permanente;
V - aborto:
Pena - reclusão, de dois a oito anos.
GRAVÍSSIMA  denominação dada pela doutrina e jurisprudência.
Prevista quando a lesão resulta:
I- INCAPACIDADE PERMANENTE PARA O TRABALHO: De acordo com o 
conceito ECONÔMICO. 
Incapacidade permanente ou DURADOURA, não necessariamente PERPÉTUA.
Incapacidade para qualquer modalidade de trabalho e não especificamente o trabalho 
que a vítima se dedicava  PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE: não se pode exigir que um 
intelectual ou artista, por exemplo, inicie uma atividade como pedreiro ou vice-versa.
II- ENFERMIDADE INCURÁVEL: doença física ou mental, de curabilidade não 
alcançada pela medicina, em seus recursos e conhecimentos atuais.
OBS. 1: A vítimanão é obrigada a sujeitar-se à intervenções cirúrgicas de risco ou a 
tratamentos com resultados duvidosos. Ex.: tetraplegia.
OBS. 2: HIV  Se o agente sabe que é soro positivo e mantém relação sexual com 
outrem sem preservativo, responde pelo art. 121 do CP (consumado ou tentado), pois, quis 
transmitir o vírus.
III- PERDA OU INUTILIZAÇÃO DE MEMBRO, SENTIDO OU FUNÇÃO: 
Diferente de debilidade, pois mesmo existindo o membro, ele NÃO possui qualquer 
capacidade física de ser utilizado.
IV- DEFORMIDADE PERMANENTE: Sob o ponto de vista ESTÉTICO, tendo em 
vista a impressão vexatória que a lesão acarreta para o ofendido.
A apreciação da deformidade é OBJETIVA e SUBJETIVA. 
PERMANENTE: incurável, irrecuperável pela atuação do tempo ou da medicina.
Doutrina bipartida: Parte entende que a deformidade DEVE ser APARENTE, mas a 
lei penal não exige que o dano seja VISÍVEL, ou seja, que esteja ao alcance de todos.
Pode haver danos em partes do corpo que só podem ser vistas pelo cônjuge ou 
companheiro (GRECO/MAGALHÃES NORONHA)  Para tal corrente, a deformidade 
Mesmo que o réu tente reparar o dano.
Perda visão, olfato, perda de paladar.
A vitima não é obrigada a aceitar passar 
por cirurgias plásticas.
Majoritária; pode ocorrer que as lesões não sejam visíveis, bastando apenas o particular ver, ou a própria pessoa.,
Garnima : unaspocidade permanente para o trabalho, enfermidade
&
encurale, perdo au inutilização do membro, defaminadade per
mamente,
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condicio
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processo
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um período prolongado
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Juizaloração memo que não&
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perpetuo
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deverá modificar de forma VISÍVEL e GRAVE o corpo da vítima, mesmo que tal visibilidade 
seja LIMITADA a algumas pessoas.
V- ABORTO: Resultado ao menos a título de CULPA (art. 19 do CP).
A ignorância sobre a gravidez  ERRO DE TIPO (art. 20 do CP), o que afasta a 
qualificadora.
CRIME PRETERDOLOSO: Dolo na ação e culpa no resultado. Se houver dolo no 
resultado, responde pelo crime de aborto.
APPI – competência da Justiça Comum.
PENA: Reclusão, de 2 a 8 anos
LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE (§3º) 
§3º Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o 
resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo:
Pena - reclusão, de quatro a doze ano
É o chamado HOMICÍDIO PRETERDOLOSO ou PRETERINTENCIONAL, cuja 
conduta é finalisticamente dirigida à produção de LESÕES, com o RESULTADO MORTE 
produzido a título de CULPA  art. 19 do CP.
Havendo DOLO EVENTUAL quanto ao resultado  HOMICÍDIO DOLOSO.
APPI – competência da Justiça Comum, pois a morte é culposa.
PENA: Reclusão de 4 a 12 anos.
LESÃO CORPORAL PRIVILEGIADA – DIMINUIÇÃO DE PENA (§4º)
§4º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou 
moral ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação 
da vítima, o juiz pode (DEVE) reduzir a pena de um sexto a um terço.
Ocorrendo as circunstâncias de:
a) RELEVANTE VALOR SOCIAL (que atende a critérios coletivos);
b) RELEVANTE VALOR MORAL (que atende interesses do agente);
c) DOMÍNIO DE VIOLENTA EMOÇÃO (agente dominado pela situação);
d) APÓS INJUSTA PROVOCAÇÃO DA VÍTIMA.
Não enquadra a suspensão condicional com processo. 
Dolo na ação e culpa no resultado.
Dolo eventual; júri.
Assume o riscoT
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-minto agrenão- legítimo defeso
O §4º permite que a pena de lesão corporal dolosa qualificada (§§1º, 2º e 3º) seja 
reduzida de 1/6 a 1/3.
SUBSTITUIÇÃO DA PENA (§5º)
§5º O juiz, não sendo graves as lesões, pode (DEVE) ainda substituir a pena de 
detenção pela de multa:
I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior;
II - se as lesões são recíprocas.
I- Autoriza, em caso de LESÃO SIMPLES ou LEVE, que a pena privativa de liberdade 
seja convertida em multa (nos casos de relevante valor social ou moral e sob o domínio de 
violenta emoção).
II- Se as lesões forem RECÍPROCAS, em vista da dúvida a respeito de quem iniciou a 
agressão.
OBS. 1: VIOLÊNCIA DOMÉSTICA OU FAMILIAR contra a mulher: fica 
impossibilitada a substituição da pena  art. 17 da lei 11.340/2006:
É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, 
de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição 
de pena que implique o pagamento isolado de multa
OBS. 2: §§4º e 5º  onde há a expressão “pode” reduzir ou substituir a pena, entende-
se pelo dispositivo penal que trata-se de uma faculdade do juiz, mas a doutrina é pacífica no 
sentido de que trata-se de uma IMPOSIÇÃO, ou seja, ao reconhecer preenchidas as condições 
legais indicadas, o juiz NÃO PODERÁ NEGAR a diminuição ou substituição da pena  É 
DIREITO SUBJETIVO DO ACUSADO.
LESÃO CORPORAL CULPOSA (§6º)
§6º Se a lesão é culposa: 
Pena - detenção, de dois meses a um ano.
Possibilidade de CONCILIAÇÃO (art. 72 e 74 da Lei n. 9.099/95, TRANSAÇÃO 
PENAL (art. 76), SUSP. CONDICIONAL DO PROCESSO (art. 89), cujos requisitos são 
previstos no art. 77.
Acado
não penal
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Injetoprovo
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fachado
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mo igual al
superior a 1 ano
CULPA: art. 18, II, CP. O agente deu causa às lesões por negligência, imprudência ou 
imperícia. Ex.: Guarda de animais bravos, sem tomar as devidas cautelas de segurança.
OBS. 1: Lesão corporal culposa em direção de veículo automotor, aplica-se o art. 303 
do CTB.
OBS. 2: Não há forma grave, nem gravíssima.
APPC – art. 88 da Lei n. 9.0099/95
AUMENTO DE PENA
§7º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§4º e 6º do art. 121 
deste Código. 
§7º- Se a lesão for CULPOSA:
 Quando há inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício. Ex.: Engenheiro 
Civil.
 Quando o agente deixa de prestar o devido socorro à vítima.
 Quando não procura diminuir as consequências de seu ato. Ex.: Deixa de custear 
remédios e/ou tratamentos.
 Quando foge para evitar prisão em flagrante. Exceto em caso de perigo de vida (Ex.: 
Linchamento).
§7º - Se a lesão for DOLOSA:
 Quando a lesão for praticada contra pessoa menor de 14 anos (ECA) e maior de 60 
anos (Estatuto do Idoso).
Art. 155 do CPP  a comprovação da idade deve ser feita por documento hábil.
 Quando a lesão for praticada por milícia privada, sob o pretexto de prestação de 
segurança; ou por grupo de extermínio.
APPC  art. 88 da Lei 9.099/95  lesão culposa.
APPC  lesão dolosa leve
APPI  lesão dolosa grave e gravíssima.
§8º - PERDÃO JUDICIAL
§ 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no §5º do art. 121.
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do agente.
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Ordinar a jecrim
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Se a lesão for CULPOSA, o juiz deverá deixar de aplicar a pena, se as consequências 
da infração atingirem o PRÓPRIO AGENTE de forma TÃO GRAVE que a sanção penal se 
torne desnecessária.
Punição pelo próprio destino  o agente é punido pelo fato que praticou.
Consequências:
a) FÍSICAS: ferimentos no agente (Ex.: fica tetraplégico);
b) MORAIS: morte ou lesão em parentes ou entes queridos
Aplica-se aos §§3ºe 4º  causa de extinção da punibilidade  art. 107, IX, CP.
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA (§9º)
§9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou 
companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se 
o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. 
Antes da Lei n. 10.886/2004, tais situações eram previstas no CP como 
AGRAVANTES (art. 61, II, “e” e “f” do CP); hoje, especificamente, no CRIME DE LESÃO 
CORPORAL, terão o condão de QUALIFICÁ-LO, vez que a Lei Maria da Penha (Lei n. 
11.340/06), criou mecanismos para coibir a VIOLÊNCIA DOMÉSTICAE FAMILIAR 
CONTRA A MULHER, embora mantendo a redação original do §9º do art. 129 do CP, 
modificou a pena anteriormente cominada, passando a prever pena de detenção de 3 meses a 3 
anos.
O §9º deve ser aplicado a todas as pessoas, sejam do sexo feminino ou masculino, que 
se amoldarem às situações narradas no tipo. Todavia, quando a MULHER for a vítima, tal 
fato importará tratamento mais severo ao autor da infração, eis que o art. 41 da Lei Maria da 
Penha, PROÍBE a aplicação da Lei n. 9.099/95, impedindo assim a proposta de Susp. Cond. 
Do Processo, mesmo que a pena mínima cominada seja de um ano.
Art. 41. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, 
independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099, de 26 de setembro 
de 1995.
Objeto jurídico: Integridade física ou fisiopsíquica das pessoas mencionadas no tipo.
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Sujeito ativo: A pessoa que tem ou haja tido com a vítima um dos vínculos ou relações 
descritas no tipo.
Sujeito passivo: mesma forma
Tipo objetivo: Ofender a integridade corporal ou a saúde de pessoas que tem ou haja tido 
com o autor algum dos vínculos ou relações descritos no tipo.
Lesões leves: caso as lesões sejam graves, gravíssimas ou seguidas de morte, o crime será dos 
§§1º ao 3º, com a pena aumentada de 1/3.
Elemento subjetivo: Dolo – se a lesão for culposa, aplica-se o §6º.
Consumação: Com a efetiva ofensa à integridade física.
Tentativa: Não se admite
Crime único ou concurso de crimes? A multiplicidade de lesões, DESDE que num MESMO 
CONTEXTO FÁTICO, não implica o reconhecimento de concurso de crimes  há um 
ÚNICO CRIME. Se em contexto fático DIFERENTE, poderá haver CONCURSO DE 
CRIMES, configurando ou não a continuidade delitiva do art. 71 do CP.
Substituição do §5º: Não sendo graves as lesões, o juiz deve SUBSTITUIR a pena de 
detenção pela de multa, desde que presentes as circunstâncias descritas no §5º. Porém, o art. 
17 da Lei Maria da Penha VEDA a aplicação isolada de MULTA.
Art. 17. É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a 
mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a 
substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa.
Aplicação: Por mais severa que seja a Lei Maria da Penha, só se aplica aos fatos praticados a 
partir do seu advento (22/09/06)  O processamento das condutas anteriores a essa data, 
permanecerão sob a égide da lei anterior, com a possibilidade de transação, etc, nos seus 
juízos de origem (TJMG).
APPI: apesar da redação do art. 16 da LMP;
Art. 16. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que 
trata esta Lei, só será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em 
audiência especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da 
denúncia e ouvido o Ministério Público
A maioria dos ministros do STF entenderam que esta circunstância esvaziaria a 
proteção constitucional assegurada às mulheres  ADI4424  Rogério Greco tece críticas à 
Suprema Corte, dizendo que tal decisão trouxe prejuízos ás famílias, eis que inviabiliza as 
reconciliações conjugais.
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CAUSAS ESPECIAIS DE AUMENTO DE PENA (§10º)
§10º Nos casos previstos nos §§ 1º a 3º deste artigo, se as circunstâncias são as 
indicadas no §9º deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). 
Nos §§1º ao 3º, se as circunstâncias são as indicadas no §9º, a pena é aumentada de 
1/3.
CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO DE PENA PELA DEFICIÊNCIA DA VÍTIMA 
(§11º)
§11º. Na hipótese do §9º deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime 
for cometido contra pessoa portadora de deficiência. 
Deficiência física e mental, auditiva ou visual.
LESÃO CORPORAL PRATICADA CONTRA INTEGRANTES DOS ÓRGÃOS DE 
SEGURANÇA PÚBLICA OU SEUS FAMILIARES (§12º)
§12º Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 
da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de 
Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu 
cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa 
condição, a pena é aumentada de um a dois terços.
Inovação trazida pela Lei n. 13.142 de 06 de julho de 2015 - lesão corporal e 
homicídio praticados contra integrantes dos órgãos de segurança pública ou seus familiares.
Trata-se de nova causa de aumento de pena do crime de Lesão Corporal, e aplica-se 
para todas as espécies de lesão corporal DOLOSA: leve (caput), grave (§1º), gravíssima (§2º) 
e seguida de morte (§3º), ficando de fora a lesão corporal culposa (6º).
A Lei n. 13.142/15, tipificou como crimes hediondos: lesão corporal gravíssima (art. 
129, §2º, CP), lesão corporal seguida de morte (art. 129, §3º, CP) e homicídio qualificado, 
todos se praticados contra integrantes dos órgãos de segurança pública (ou contra seus 
familiares), se o delito tiver relação com a função exercida.
Requisitos: 
1º) Condição da vítima: 
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profundo ou
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a) Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária 
Federal, Polícias Civis, Polícias Militares, Corpos de Bombeiros Militares, Guardas 
Municipais, Sistema Prisional, Força Nacional de Segurança Pública.
b) cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até o 3º grau de algumas das 
pessoas listadas. 
2º) Relação com a função: desde que o crime tenha sido praticado contra a pessoa no 
exercício das funções ou em razão delas.
LESÃO CORPORAL LEVE PRATICADA CONTRA VÍTIMA MULHER POR 
RAZÕES DA CONDIÇÃO DO SEXO FEMININO (§13º)
§13º Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo 
feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121 deste Código: (Incluído pela Lei nº 
14.188, de 2021)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro anos). (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021)
Em 28 de julho de 2021, a Lei nº 14.188/21 alterou alguns dispositivos do Código 
Penal, dentre essas alterações, acrescentou o §13º ao art. 129, que prevê uma pena de 01 (um) 
a 04 (quatro) anos de reclusão para quem praticar lesão corporal leve contra a mulher por 
razões da condição do sexo feminino  novatio legis in pejus  não pode retroagir.
O art. 121, §2º-A, I e II, do CP define o que se entende por “razões da condição do 
sexo feminino”  quando o crime envolve violência doméstica e familiar (art. 129, §9º do 
CP) ou com menosprezo ou discriminação à condição de mulher  mesmo a lesão sendo 
praticada contra mulher fora do ambiente da violência doméstica e familiar, mas com 
menosprezo ou discriminação à condição de mulher, restará caracterizado o tipo do §13º. Ex.: 
o indivíduo que desfere socos contra o rosto de uma mulher, causando-lhe lesão leve, por ela 
ter atingido seu carro por imperícia no trânsito, afirmando que "mulher no trânsito é um 
perigo constante.
O §13º retirou a vítima mulher da mesma vala comum que a vítima homem, 
garantindo maior proteção a ela em virtude do estado de vulnerabilidade em que encontra-se 
no cenário da violência doméstica e familiar  O legislador deu um tratamento mais 
isonômico, penalizando de forma diferente a mesma conduta, no mesmo contexto, porém, em 
detrimento de vítimas diferentes.
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a Feminicídio
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O §13º deve ser aplicado somente aos casos de leões corporais de natureza leve. Caso 
a violência seja tão grave ao ponto de configurar as previsões dos §§ 1º, 2º e 3º do art. 129 do 
CP (lesão grave, gravíssima e seguida de morte), deverá ser enquadrada nesses dispositivos, 
que possuem penas maiores.
§13º  APPI  Devemos lembrar que o art. 41 da Leinº 11.340/06 (Lei Maria da 
Penha) estabelece que aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a 
mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099/95  ao tomar 
conhecimento da existência de um crime de lesão corporal leve praticado no contexto de 
violência doméstica ou em detrimento da mulher por razões da condição do sexo feminino, a 
autoridade policial deverá, imediatamente, independente de representação da vítima, instaurar 
Inquérito Policial e não Termo Circunstanciado de Ocorrência, vez que trata-se de APPI.
Caso a vítima mulher seja menor de 14 ou maior de 60 anos, incidirão as causas de 
aumento de pena previstas nos §7º do art. 129 do CP, elevando o patamar máximo da pena em 
abstrato para além dos 04 (quatro) anos. 
1548+ 3
DOS CRIMES CONTRA A HONRA
CALÚNIA – art. 138 do CP
Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou 
divulga.
§ 2º - É punível a calúnia contra os mortos.
Exceção da verdade
§ 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo:
I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi 
condenado por sentença irrecorrível;
II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141;
III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por 
sentença irrecorrível.
REQUISITOS:
1. Imputação de fato definido como crime;
2. Falsidade da imputação;
3. Intenção de caluniar.
CONCEITO: É a falsa imputação a alguém de fato definido como crime.
OBJETO JURÍDICO: a honra OBJETIVA  repuatação (o conceito que cada pessoa é tida 
perante o meio social em que vive).
OBJETO MATERIAL: pessoa contra quem são dirigidas as imputações ofensivas à honra 
objetiva (reputação).
SUJEITO ATIVO: crime comum – qualquer pessoa.
SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa, mesmo aquelas de MÁ FAMA e os 
IRRESPONSÁVEIS (loucos ou menores). Inclusive os MORTOS, cujos parentes serão os 
sujeitos passivos (§2º).
A PESSOA JURÍDICA também pode figurar como sujeito passivo, desde que o crime 
a ela atribuído falsamente seja tipificado na Lei n. 9.605/98  LEI AMBIENTAL, nas 
demais hipóteses deverá ser considerado crime de DIFAMAÇÃO.
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Honra- Subjetiva -Decora e imagem que tenho de mim mema. art140/CO
- va - Imagem que linjuria)Objet
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tenho peronleAção penal privada. ·
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Queixa
- Querelante
crime.
- Querelado
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Objetiva
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processo.
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2 D
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TIPO OBJETIVO: 
1. IMPUTAR FALSAMENTE: atribuir fato determinado e FALSO  presunção de 
falsidade, a menos que se prove sua veracidade (§3º);
2. PROPALAR ou DIVULGAR (§1º): tornar público  basta que se dê conhecimento a 
uma só pessoa.
3. FATO DEFINIDO COMO CRIME: além de falso.
EXEMPLO: Matheus falou que viu Lucas furtando um objeto de Camila, sendo esta 
imputação falsa.  tal imputação deve chegar ao conhecimento de pessoas diversas do 
ofendido (Lucas), ferindo assim, a sua HONRA OBJETIVA, a sua REPUTAÇÃO que tem a 
zelar perante o meio social.
CRIME COMISSIVO: cometido por meio de uma AÇÃO; ou OMISSIVO IMPRÓPRIO: 
desde que o agente goze do status de garantidor.
CONSUMAÇÃO: No momento em que chega ao conhecimento de uma terceira pessoa. 
É um CRIME FORMAL, cuja consumação ocorre mesmo que a vítima não tenha sido, 
efetivamente, ofendida em sua honra objetiva, bastando que o agente DIVULGUE 
falsamente, a terceiro, fato definido como crime.
TENTATIVA: depende do meio utilizado. Ex.: Por meio de carta que não chega ao 
destinatário. 
ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo  animus caluniandi
 DIRETO: §1º - apenas o dolo direto;
 EVENTUAL: Ex.: Deixar o e.mail aberto no local do trabalho
§1º - AGENTE QUE PROPALA OU DIVULGA A CALÚNIA:
DOLO DIREITO: de quem divulga a calúnia que teve ciência.
Deve o agente propalator conhecer a FALSIDADE da imputação. Se há dúvidas 
quanto à veracidade, há a DESCLASSIFICAÇÃO para o art. 138 do CP (DIFAMAÇÃO).
 
A
Imputar, propalar
ou divulgar
-
a propolarmesmo a propagare
-
mesmotose - -- -
- de
depende do
Meio execução
&
- -
- memo exemplo crimedia sexual
-
-
D - -
↓ Eventual
-
↳ direto -
- -
-
&
§2º - CALÚNIA CONTRA OS MORTOS: o morto não goza mais de status de pessoa, 
todavia, sua MEMÓRIA MERECE SER PRESERVADA. Assim, seus parentes, mesmo que 
INDIRETAMENTE, são atingidos pela força da falsidade do fato definido como crime que 
lhe é imputado  NÃO CABE DIFAMAÇÃO E INJÚRIA.
§3º EXCEÇÃO DA VERDADE: É a faculdade atribuída ao agente de demonstrar que os 
fatos por ele narrados não são falsos. Tal comprovação AFASTA A INFRAÇÃO PENAL. É a 
prova da imputação feita.
Processamento  art. 523 do CPP:
Art. 523. Quando for oferecida a exceção da verdade ou da notoriedade do fato 
imputado, o querelante poderá contestar a exceção no prazo de dois dias, podendo 
ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa, ou outras indicadas naquele 
prazo, em substituição às primeiras, ou para completar o máximo legal.
A exceção da verdade é permitida no crime de calúnia, SALVO em 3 hipóteses:
I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi 
condenado por sentença irrecorrível: enquanto estiver pendente de julgamento a APP, seja 
em 1º ou 2º grau, não poderá ser erigida a exceção da verdade. Tão pouco poderá ser arguida, 
caso o ofendido não tenha se quer sido processado criminalmente pelo fato definido como 
crime que lhe imputou o agente.
GRECO entende que que deve ser SUSPENSO o processo de CALÚNIA, para apurar 
primeiro o processo do suposto crime imputado, para não ter prejuízo a quem imputou o fato, 
e que tmabém está sendo processao por calúnia.
II- se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141: 
Presidente da República ou Chefe de Governo Estrageiro.
Na exceção da verdade, os sujeitos da ação penal mudam de posição (Excepto - 
querelante e Excipiente – querelado). Nesse caso, entende-se que não seria razoável, dadas as 
posições que ocupam, colocá-los como réus em acusações propostas por quem não possui 
legitimidade constitucional para tanto  IMUNIDADE.
A prova da verdade, nesse caso, seria nos próprios autos da APP de calúnia  se ficar 
comprovada a prática do delit, o agente que o imputou, deverá ser absolvido na AP relativa ao 
crime de calúnia  não se pode impedir a sua defesa.
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Exceção da verdades
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Coopera
III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por 
sentença irrecorrível: O fato já foi decidido judicialmente. Deve haver respeito ao 
pronunciamento judicial.
AUMENTO DE PENA: art. 141 do CP 
Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se 
qualquer dos crimes é cometido:
I - contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro;
II - contra funcionário público, em razão de suas funções, ou contra os 
Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo 
Tribunal Federal; (Lei nº 14.197, de 2021) 
III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da 
calúnia, da difamação ou da injúria.
IV - contra criança, adolescente, pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou pessoa 
com deficiência, exceto na hipótese prevista no §3º do art. 140 deste Código. (Lei nº 
14.344, de 2022)
§ 1º - Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-
se a pena em dobro. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 2º Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes 
sociais da rede mundial de computadores, aplica-se em triplo a pena. (Lei nº 
13.964, de 2019)
Caput  aumento de 1/3
§1º  pena aplicada em DOBRO
§2º  pena em TRIPLO
RETRATAÇÃO: art. 143 do CP
Art. 143 - O querelado que, antes da sentença, se retrata cabalmente da calúnia 
ou da difamação, fica isento depena.
Parágrafo único. Nos casos em que o querelado tenha praticado a calúnia ou a 
difamação utilizando-se de meios de comunicação, a retratação dar-se-á, se assim 
desejar o ofendido, pelos mesmos meios em que se praticou a ofensa. (Incluído 
pela Lei nº 13.188, de 2015)
É o ato de DESDIZER-SE, de retirar o que disse. Por meio dela, o agente confessa que 
ERROU e, expressamente, volta atr-as do que declarou  Isenção de pena. 
Não se confunde com a NEGATIVA DO FATO, pois quem nega, não se retrata.
Cabe na calúnia e na difamação.
gala
crip
A
colúnia -
- comum
A sifamação
Injúria
I
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- retirar
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o ofendidosart
DUBIEDADE E PEDIDO DE EXPLICAÇÃO: art. 144 do CP
Art. 144 - Se, de referências, alusões ou frases, se infere calúnia, difamação ou 
injúria, quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. Aquele que se 
recusa a dá-las ou, a critério do juiz, não as dá satisfatórias, responde pela ofensa.
Interpelação do possível ofensor, para que este esclareça a ofensa dúbia, a imputação 
equívoca, a pessoa a quem se referiu, etc.
O interpelado pode recusar-se a prestar explicações. Cabe ao juiz da eventual AP 
(calúnia), julgar as explicações e rejeitar a queixa, caso as considere satisfatórias.
CONCURSO DE CRIMES: Possível concurso ente calúnia e injúria  art. 70 do CP.
Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou 
mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se 
iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até 
metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é 
dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o 
disposto no artigo anterior. 
AÇÃO PENAL: art. 145, caput, do CP.
Art. 145 - Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante 
queixa, salvo quando, no caso do art. 140, § 2º, da violência resulta lesão corporal.
Parágrafo único. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça, no caso 
do inciso I do caput do art. 141 deste Código, e mediante representação do 
ofendido, no caso do inciso II do mesmo artigo, bem como no caso do § 3º do art. 
140 deste Código.
Caput  APP
Se resulta lesão corporal (injúria real)  APPC
Presidente da República e Chefe de Governo Estrageiro  APPC
Funcionário Público em razão de suas funções  APPC 
Súmula 714 do STF: “É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e 
do ministério público, condicionada à representação do ofendido, para a ação 
penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas 
funções.”
APLICAÇÃO DA LEI 9.099/95: rito sumaríssimo
COMPETÊNCIA: JECRIM, desde que não se aplique o art. 141 do CP.
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↳ humilhação Representação
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Represento
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Presentad
OBS.: CALÚNIA PROFERIDA NO CALOR DA DISCUSSÃO  não afasta a infração 
penal, o que importa é que o agente tenha atuado com o elemento subjetivo  DOLO. (com 
finalidade de ofender a honra da vítima).
DIFAMAÇÃO – art. 139 do CP
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Exceção da verdade
Parágrafo único - A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é 
funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.
DIFAMAÇÃO imputação de fato ofensivo à reputação  HONRA OBJETIVA.
OBJETO JURÍDICO: honra objetiva – a reputação que cada pessoa é tida perante o meio 
social que se insere.
SUJEITO ATIVO: crime comum – qualquer pessoa pode cometê-lo.
SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa – física ou jurídica (também tem honra OBJETIVA), 
mesmo as pessoas de MÁ FAMA.
Aquele que propala também responde pela DIFAMAÇÃO.
TIPO OBJETIVO: IMPUTAR  imputação ainda que verdadeira.
Exceção: parágrafo único FUCIONÁRIO PÚBLICO (ofensa relativa ao exercício 
de suas funções).
A atribuição DEVE chegar ao conhecimento de terceira pessoa, não configurando o 
delito se o próprio ofendido que leva ao conhecimento de outrem.
CONDUTA COMISSIVA: praticada por qualquer meio.
ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo  direto ou eventual  desde que com o propósito de 
ofender.
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CONSUMAÇÃO: quando a imputação chega ao conhecimento de outrem, que não a vítima. 
Mas precisa chegar ao seu conhecimento também para que, querendo, possa propor Ação 
Penal contra o agente difamador.
Prazo decadencial: 06 meses  contados do dia em que souber quem é autor da 
difamação  art. 38 do CPP (aplica-se esse dispositivo para os crimes de calúnia e difamação 
– que ferem a honra objetiva).
Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, 
decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do 
prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do 
crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento 
da denúncia.
TENTATIVA: admite-se. Depende dos meios utilizados.
Crime plurissubsistente - conduta fracionada  admite-se a tentativa na forma 
escrita. Ex.: O agente, ao postar a carta no correio, deu início à execução do crime de 
difamação, que só não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade.
Crime monossubsistente  forma verbal  não admite-se tentativa.
QUALIFICADORAS: art. 141 do CP.
EXCLUSÃO DO CRIME: art. 142 do CP: 
Art. 142 - Não constituem injúria ou difamação punível:
I - a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu 
procurador;
II - a opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, salvo 
quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar;
III - o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou 
informação que preste no cumprimento de dever do ofício.
Parágrafo único - Nos casos dos ns. I e III, responde pela injúria ou pela difamação 
quem lhe dá publicidade.
RETRATAÇÃO: art. 143 do CP – antes da sentença (cabe na calúnia e difamação).
DUBIEDADE E PEDIDO DE EXPLICAÇÃO: art. 144 do CP
AÇÃO PENAL: art 145 do CP  APP
Formal : 3pessoa
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DIFAMAÇÃO DIRIGIDA À PRÓPRIA VÍTIMA: poderá o agente responder por 
INJÚRIA (se atingir a honra subjetiva).
ADVOGADO E EXCESSO VERBAL: Em sua atividade, não comete o crime de injúria e 
difamação  IMUNIDADE (art. 7º, §2º, da Lei n. 8.906/94 – Estatuto da OAB).
Art. 7º São direitos do advogado:
§ 2º O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria, difamação ou 
desacato puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, 
em juízo ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos 
excessos que cometer
INJÚRIA – art. 140 do CP
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.
§1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena:
I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;
II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.
§2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo 
meio empregado, se considerem aviltantes:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à 
violência.
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à 
condição de pessoa idosa ou com deficiência: (Redação dada pela Lei nº 14.532, de 
2023)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa
INJÚRIA: é a ofensa ao DECORO ou à DIGNIDADE DE ALGUÉM  NÃO há imputação 
de fato determinado.
OBJETO JURÍDICO: honra subjetiva
SUJEITO ATIVO: qualquer pessoa
SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa FÍSICA. A pessoa jurídica não possui honra 
subjetiva.TIPO OBJETIVO: opinião que o agente dá a respeito do ofendido. Precisa chegar ao 
conhecimento dele, ainda que por meio de terceiros.
E
honra subjetiva
Decora
Dama
S
próprio
MEIOS DE EXECUÇÃO: todos os meios de expressão de pensamento: palavra oral, escrita, 
impressa, reproduzida mecanicamente, desenho, imagem, caricatura, pintura, escultura, gesto, 
alegoria, símbolos, sinais, atos, etc.
Ex. 1: Apresentar milho ou capim a alguém, dizendo: come.
Ex. 2: Desenhar uma banana ou imitar um macaco para uma pessoa negra.
ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo direto ou eventual.
CONSUMAÇÃO: quando a ofensa chega ao conhecimento do ofendido.
Ex.: Se em uma conversa com terceiro, o agente chama a vítima de MALANDRA e 
esta vem a saber pouco tempo depois, o delito se consuma quando ela toma conhecimento.
TENTATIVA: Admite-se, dependendo do meio utilizado. Ex.: escrito.
OBS.: não se admite a exceção da verdade.
PERDÃO JUDICIAL: §1º, I e II.
Art. 107, IX, CP  é uma faculdade do juiz. 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: 
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.
INJÚRIA REAL: §2º  A violência ou vias de fato são utilizadas não com a finalidade de 
ofender a integridade corporal ou a saúde, mas sim, no sentido de HUMILHAR, 
DESPREZAR, RIDICULARIZAR, atingindo a honra subjetiva da vítima.
Ex.: Tapa no rosto, puxão de orelha, rompimento das vestes femininas, atirar bebida 
no rosto da pessoa com finalidade ultrajante, chicotadas, etc.
O agente responde pela injúria real em CONCURSO FORMAL com o crime de 
LESÃO CORPORAL  art. 70 do CP (uma só ação, 2 ou mais resultados).
Quando o agente se valer das vias de fato para praticar injúria real, mais grave, 
ABSORVE a contravenção (art. 21 da LCP).
Art. 21. Praticar vias de fato contra alguém: 
Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um 
conto de réis, se o fato não constitui crime.
§3º - Modificado pela Lei 14.532, de 11/01/2023, art. 2º (Nova redação ao § 3º).
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Redação anterior  § 3º - Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a 
raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: 
Pena - reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos e multa.
O legislador optou por realocar o núcleo central do referido tipo penal na Lei de 
Racismo, ou seja, o preconceito baseado em raça, cor, etnia ou procedência nacional, 
concluímos que não há mais motivos para o uso da terminologia racial ou racista para o 
referido dispositivo do Código Penal.
Conquanto a Lei nº 14.532/2023 tenha conferido causa de aumento de pena em face de 
condutas discriminatórias ou preconceituosas que ocorram no contexto de atividades 
religiosas, isso não significou a criminalização da atividade religiosa; na verdade, o legislador 
mitigou expressamente a incidência do referido tipo penal imputando o mesmo gravame 
penal àqueles que obstam, impedem ou empregam violência contra quaisquer 
manifestações ou práticas religiosas.
Para CELSO DELMANTO, a pena é excessiva (= a do homicídio culposo – art. 121, 
§3º do CP)  Para o saudoso autor, fere o princípio da proporcionalidade das penas.
FIGURAS QUALIFICADAS: art. 141 do CP
DUBIEDADE E PEDIDO DE EXPLICAÇÃO: art 144 do CP.
EXCLUSÃO DO CRIME: art. 142 do CP
AÇÃO PENAL: art. 145 do CP
1
DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO
FURTO – art. 155 do CP 
 *Atentem-se para mudanças ocorridas em 2016 e 2018 (vocês devem estar com o código 
atualizado)
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
§1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso 
noturno.
§2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode 
substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou 
aplicar somente a pena de multa.
§3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor 
econômico.
Furto qualificado
§4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:
I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
III - com emprego de chave falsa;
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas
§4º-A A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver 
emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum. (Incluído 
pela Lei nº 13.654, de 2018).
§ 4º-B. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se o furto 
mediante fraude é cometido por meio de dispositivo eletrônico ou informático, 
conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a violação de mecanismo de 
segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio 
fraudulento análogo. (Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021)
§ 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo, considerada a relevância do resultado 
gravoso: (Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021)
I – aumenta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado mediante 
a utilização de servidor mantido fora do território nacional; 
II – aumenta-se de 1/3 (um terço) ao dobro, se o crime é praticado contra idoso ou 
vulnerável.
§5º - A pena é de reclusão de 3 (três) a 8 (oito) anos, se a subtração for de veículo 
automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. 
§6º - A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de 
semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes no 
local da subtração. (Incluído pela Lei nº 13.330, de 2016)
§7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de 
substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem 
sua fabricação, montagem ou emprego. (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018).
FURTO  subtração NÃO VIOLENTA  retirar do poder de alguém coisa alheia móvel.
PARA SI OU PARA OUTREM  animus furandi  finalidade de obter para si ou para 
outrem a res furtiva  Se não houver tal finalidade, trata-se tão somente de FURTO DE 
USO.
Invente·
COISA ALHEIA MÓVEL  tudo aquilo passível de remoção. Ex.: animais, objetos, 
cadáveres utilizados para pesquisas, etc..
ALHEIA  pertencente a alguém diferente daquele que a subtrai.
Exclui-se: res mellius (coisa de ninguém); res derelictae (coisa abandonada – renúncia ao 
direito de propriedade) e; res commune omnium (coisa de uso de todos).
OBS.: Há uma divergência doutrinária em relação a ser objeto de furto a coisa que está na 
posse de outrem e é subtraída pelo proprietário. Ex.: PENHOR  A divergência de 
entendimentos se instala, pois o caput do art. 155 fala em “COISAS ALHEIAS”, logo, há a 
corrente doutrinária, na qual se inclui GRECO, que entende que não configura furto pelo fato 
da coisa não ser ALHEIA.
OBJETO JURÍDICO: há divergência de entendimentos:
1ª corrente: posse, propriedade e mera detenção da coisa;
2ª corrente: propriedade;
3ª corrente: posse e propriedade.
ROGÉRIO GRECO entende o Estado protege a POSSE e a PROPRIEDADE, pois existe a 
perda tanto para o possuidor direto, quanto para o indireto (proprietário), pois o possuidor terá 
que restituir a coisa ao proprietário.
OBJETO MATERIAL: coisa alheia móvel
SUJEITO ATIVO: crime comum, qualquer pessoa pode cometê-lo, salvo o proprietário 
(segundo algumas correntes doutrinárias) e o possuidor, que também não pode ser sujeito 
ativo, pois se não restituir a coisa ao seu legítimo proprietário, responde por apropriação 
indébita e não por furto (art. 168 do CP).
SUJEITO PASSIVO: O proprietário e o possuidor da coisa alheia móvel (pessoa física ou 
jurídica).
CONSUMAÇÃO: Há 02 posições:
pronível de remover .
diferente de quem
está subtraindo Furto de
-
uso noo
consequen caracteriza
2ond
e
de
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- --
-
Furto .
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tublato pelo estado.
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↳ enrendimentoE->out Interpreted!
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- Seomero
pomblidade .
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-
-crime próprio : elementasda
exime
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-paníve remoção)
-
- Salvo o proprietário em alguma
correntes doutri
-
norio
I
(detentor
-
1ª) Consuma-se no momento em que a res é retirada da esfera de posse e disponibilidade da 
vítima, ingressando na do agente, ainda que NÃO tenha ele a POSSE TRANQUILA da coisa.
2ª) Consuma-se quando a res é retirada da esfera de posse e disponibilidade da vítima, 
ingressando na do agente, que, obrigatoriamente, deverá exercer, mesmo que por certo espaço 
de tempo, a posse tranquila sobre a coisa.
OBS.: A jurisprudência tem descartado a POSSE TRANQUILA.
O STF afirma que a CONSUMAÇÃO DO CRIME DE FURTO se dá com a SIMPLES 
INVERSÃO DA POSSE, não sendo necessário que a coisa saia da esfera de vigilância da 
vítima, ocorrendo, pois, a consumação do furto, ainda que haja a retomada da res furtiva logo 
em seguida, pela própria vítima ou por terceiros  Logo, de acordo com o entendimento da 
Suprema Corte, a primeira corrente de entendimento é a majoritária e que se prevalece.
ROGÉRIO GRECO entende que quando a coisa, após ser retirada da esfera de domínio da 
vítima, vier a ingressar na POSSE TRANQUILA do agente, mesmo que por um curto espaço 
de tempo, há a consumação, ou seja, para o autor, o agente deve ter tido tempo suficiente para 
dispor da coisa, caso contrário estaria diante de uma TENTATIVA  filia-se, pois na 2ª 
corrente (da POSSE TRANQUILA), onde a mera inversão da posse não passa de uma 
tentativa.
ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo  animus furandi  finalidade de obter a coisa para si 
ou para outrem. NÃO admite-se a modalidade culposa.
CRIME COMISSIVO (subtrair) e OMISSIVO (se o agente gozar do status de garantidor).
AUMENTO DE PENA
§1º) aumento de 1/3 da pena, se o crime é praticado DURANTE O REPOUSO NOTURNO.
Ocorre tal aumento em virtude da MAIOR PRECARIEDADE DE VIGILÂNCIA e DEFESA 
pela vítima, devido o seu recolhimento para o repouso durante à noite. Maior 
VULNERABILIDADE à subtração.
Comunação: 10
inverão do Comumação da
menão
J iPrecio
nome , aindanove s seja tranquilo
de possetronquer
28 .
11
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-
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-
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O
unvesão dopost pore tranquilas -
↑Majoritaria Bastaa
-
emples in
ruo
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Supremo Corte .
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-
- Entendimento minoritário
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E
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aumentoem vrtude do
vunerabilidade
§2º) FURTO PRIVILEGIADO
Requisitos necessários e cumulativos:
 PRIMARIEDADE – agente não reincidente.
 COISA DE PEQUENO VALOR – não superior a um salário mínimo.
OBS.: Não se deve confundir pequeno valor com valor insignificante, pois este último 
EXCLUI O CRIME (pela ausência de ofensa ao bem tutelado)  aplica-se o PRINCÍPIO DA 
INSIGNIFICÂNCIA.
A REINCIDÊNCIA impede o reconhecimento do denominado furto PRIVILEGIADO. Ex.: 
Agente que furta reincidentemente coisas de pequeno valor para sustentar o vício de droga.
§3º) FURTO DE ENERGIA
Pode ser: energia elétrica (famosos gatos), solar, térmica, sonora, atômica, mecânica, etc, 
desde que tenha valor econômico. Inclusive a energia genética (sêmen) dos animais 
reprodutores.
É um crime de natureza PERMANENTE, cuja consumação se protrai no tempo. Logo, não 
pode o agente ser preso em FLAGRANTE quando descoberta a ligação clandestina da qual se 
beneficiava  CONSUMAÇÃO PROLONGADA.
 MODALIDADES QUALIFICADAS
§4º)
I- DESTRUIÇÃO OU ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO
Tudo aquilo que tenha a finalidade de proteger a coisa e que não seja a ela 
naturalmente inerente.
O agente elimina aquilo que o impedia de levar a efeito a subtração pretendida.
EXEMPLO: Usa um pé de cabra para arrebentar o cadeado ou um alicate para cortar 
a concertina.
II-  ABUSO DE CONFIANÇA
Pressupõe liberdade, credibilidade, presunção de honestidade entre as pessoas.
O agente abusa da confiança nele depositada, quando aproveita-se da relação de 
fidelidade para praticar a subtração. Porém, deve haver comprovação.
Vola .
de se
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Como pequeno diminui de1'a Es
↳ primariedade. ou aplicação
Rol taxativo de multa.
A
-
laté une1- solário minima
não Log juz
nur confunde com pequena vola Principio do umignificância
é subjetivo de pessoa a pessoa
↑ex: 10
, 00 de um rico, é indiferente em relação à um mendingo.
S--
I caino prova.
naceita
colode
-12a8 anod
vidro.
S-
-
--
EXEMPLO: Empregada doméstica aproveita da relação de confiança entre ela e a 
patroa para subtrair objeto da casa onde trabalha.
  FRAUDE
São utilizados meios ardilosos, insidiosos, que fazem com que a vítima incorra ou seja 
mantida em erro, a fim de que o agente pratique a subtração desejada.
EXEMPLO: O agente faz com que o vendedor acredite que ele gostaria de fazer um 
test drive na motocicleta exposta à venda e a furta.
  ESCALADA
Ingresso do agente em edifício ou recinto fechado, ou a saída dele, por vias não 
destinadas ao trânsito de pessoas, servindo-se o agente de meios artificiais (não violentos) ou 
de sua própria agilidade.
EXEMPLO: Indivíduo que passa pela rede de esgoto ou escala parede para adentrar 
pela janela de um prédio (via anormal)
  DESTREZA
O agente utiliza de habilidade especial para a prática do furto, de forma que a vítima 
não perceba a subtração.
EXEMPLO: O agente corta a alça da bolsa da vítima, enquanto esta desce pela escada 
rolante de um shopping.
Obs.: Tal qualificadora não incide quando a pessoa está dormindo ou embriagada, o 
que não requer destreza.
III- EMPREGO DE CHAVE FALSA
Emprego de qualquer instrumento destinado a abrir fechaduras (podendo ser com ou 
sem formato de chaves).
EXEMPLO: grampos de cabelo, clips, arames, etc.
IV- CONCURSO DE DUAS OU MAIS PESSOAS
Basta que somente uma delas seja imputável para a configuração da qualificadora. E 
também que apenas uma delas tenha sido descoberta. Não há necessidade de se conhecer a 
qualificação dos demais participantes ou coautores.
Há divergência quanto à necessidade da presença dos agentes no local do crime.
GRECO: entende pela necessidade, sob o argumento de que o furto apenas será 
cometido mediante o concurso de 2 ou mais pessoas, se estas participarem na fase da 
execução do delito.
Furto deuno- conduta atémia
C meio dificil
-amopelar viar anamai.
-
-m!
-
-
-
-
estudar artegor
&
depois
HELENO FRAGOSO: Discorda desse entendimento, para ele, se a pessoa participar 
apenas secundariamente do furto e não participar da fase executiva, ainda assim aplica-se a 
qualificadora do concurso de pessoas.
§4º-A) AUMENTO DE PENA PELO EMPREGO DE EXPLOSIVO OU ARTEFATO 
ANÁLOGO QUE CAUSE PERIGO COMUM
Inovação trazida pela Lei n. 13.654/2018, cuja pena é mais elevada (Reclusão de 4 a 
10 anos e multa), devido à forma de execução e ao perigo criado.
Houve a necessidade da inclusão deste inciso e do enrijecimento da lei, em virtude do 
aumento de crimes em caixas eletrônicos de banco, mediante o uso de explosivos.
§4º-B) FURTO QUALIFICADO - FURTO MEDIANTE FRAUDE POR MEIO 
ELETRÔNICO
A Lei n. 14.155/2021 inseriu nova modalidade qualificada, com pena de reclusão, de 4 
(quatro) a 8 (oito) anos, e multa. Incide se o furto mediante fraude é cometido por meio de 
dispositivo eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de computadores, com ou sem 
a violação de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por 
qualquer outro meio fraudulento análogo. 
Basta que a fraude seja eletrônica, não é necessário que haja violação de senha nem 
mesmo conexão à internet.
Ex.: A realização de saques indevidos (ou transferências bancárias) na conta corrente 
da vítima sem o seu consentimento, seja por meio de clonagem de cartão e/ou senha, seja por 
meio de furto do cartão, seja via internet.
§4º-C) MAJORANTES DO FURTO QUALIFICADO MEDIANTE FRAUDE POR 
MEIO ELETRÔNICO
 A Lei n. 14.155/2021, inseriu, ainda, majorantes para o furto qualificado mediante 
fraude por meio eletrônico. O furto qualificado mediante fraude terá uma causa de aumento de 
pena variável,a ser escolhida pelo critério da relevância do resultado gravoso:
I) de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços): se o crime for praticado mediante a utilização de 
servidor mantido fora do território nacional. Nesse caso, há maior gravidade pela 
inimputável não responde① um dos agentes
de ser importavel játem a qualificado
E
- de28de
-
S
-
Rx : golpe pix , clonagem
corto.
--
- ->majorante furto
e
aumento depena
-
-
dificuldade de repressão a um delito praticado a partir de um servidor, de um equipamento de 
informática central, localizado fora do território brasileiro.
II) de 1/3 (um terço) ao dobro: se o crime for praticado contra idoso ou vulnerável  O 
desvalor diferenciado se volta à vítima, mais vulnerável. 
Não houve definição de quem é o vulnerável. Se utilizado o conceito do artigo 217-A, 
§1º, do CP, pode-se compreender como aquele que, por enfermidade ou deficiência mental, 
apresenta maior vulnerabilidade a fraudes. 
§5º) SUBTRAÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR TRANSPORTADO PARA OUTRO 
ESTADO OU PAÍS.
Trata-se da subtração de automóveis, caminhões, lanchas, motocicletas, etc.
Se o agente subtrair sem a finalidade de ultrapassar a barreira de se Estado ou país, 
configura apenas FURTO SIMPLES. Deve restar comprovado o animus de ultrapassar tais 
barreiras.
§6º) ABIGEATO
Subtração de semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em 
partes no local da subtração.
Parágrafo trazido pela Lei n. 13.330/2016, cujo objetivo foi dar maior proteção aos 
produtores rurais, que vinham sofrendo pela insegurança no campo com o alto índice de furto 
de gado.
§7º) SUBSTRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS EXPLOSIVASOU ACESSÓRIOS
Inovação também trazida pela Lei n. 13.654/2018, cujo legislador tenta reduzir as 
atividades delituosas em caixas automáticos, usando, pois, do aumento de pena em até 10 
anos, se o crime de furto for cometido com o uso de agentes explosivos (§4º), prevendo um 
aumento em até 10 anos, se a subtração for de agentes explosivos ou outros que configurem a 
sua fabricação.
AÇÃO PENAL: APPI  lembrando que no FURTO SIMPLES, cabe a suspensão 
condicional do processo (art. 89 da Lei 9.099/95). Pois a pena mínima é igual a 1 ano.
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*FURTO DE USO: Não há o animus furandi, ou seja, não há o dolo de ter a coisa para si ou 
para outrem (a vontade ou a intenção de ter a coisa subtraída).
Para que o furto seja considerado de uso e, por consequência, não haja a aplicação da 
pena, deve haver 3 requisitos:
 A imediata restituição da coisa após o uso;
 A exclusiva intenção de uso;
 O uso não prolongado.
Deve ser também, apenas furto de coisas infungíveis, as quais devem ser devolvidas 
nas mesmas condições e no mesmo local onde foi subtraída  no estado original.
**FURTO FAMÉLICO: O agente é movido pelo ESTADO DE NECESSIDADE, o qual de 
fato deve ser reconhecido.
Aplica-se, portanto, o PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, porém, deve ser 
comprovada a miserabilidade (nem que seja momentânea) do agente  absolvição 
atipicidade material do fato.
Aplica-se apenas para a subtração de alimentos.
***FURTO DE PEQUENO VALOR E SUBTRAÇÃO INSIGNIFICANTE: 
 PEQUENO VALOR: Há a condenação, porém, aplica-se uma das alternativas 
previstas no §2º, desde que o valor não ultrapasse o salário mínimo e o réu não tenha 
antecedentes criminais.
 VALOR INSIGNIFICANTE: O agente deverá ser absolvido por ausência de 
tipicidade material.
****CONCURSO DE QUALIFICADORAS: §§4º e 5º - prevalece a de maior gravidade 
(no caso a do §5º).
Condutaatípica inversão de posse
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ROUBO 
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave 
ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à 
impossibilidade de resistência:
Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega 
violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime 
ou a detenção da coisa para si ou para terceiro.
§ 2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade:
I – (revogado) 
II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;
III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal 
circunstância.
IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro 
Estado ou para o exterior;
V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.
VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou 
isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.
VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§2º-A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços): 
I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo;
II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo 
ou de artefato análogo que cause perigo comum. 
§2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo de 
uso restrito ou proibido, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§3º Se da violência resulta: 
I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 (sete) a 18 (dezoito) anos, e 
multa; 
II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, e multa.
SUBTRAÇÃO  característica do crime de furto, CONJUGADA com o EMPREGO DE 
GRAVE AMEAÇA ou VIOLÊNCIA À PESSOA.
VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA  devem ser empregadas com a finalidade de 
subtração.
VIOLÊNCIA DIRETA OU IMEDIATA (PRÓPRIA)  Violência física exercida contra a 
pessoa de quem se quer subtrair os bens. Ex.: O agente agride a vítima com socos para obter 
êxito na subtração de seu celular. -agride a pensa
VIOLÊNCIA INDIRETA OU MEDIATA (IMPRÓPRIA)  Violência empregada contra 
as pessoas próximas da vítima, ou mesmo, contra coisas. Configura-se mais como grave 
ameaça do que violência, pois sua prática interfere no espírito da vítima (medo, pânico, 
receio). Ex.: O agente segura o filho da vítima pelo pescoço para que ela entregue o relógio 
de ouro.
GRAVE AMEAÇA  Capaz de infundir na vítima temor, permitindo que seja subjugada 
pelo agente que subtrai-lhes os bens.
Difere-se do art. 147 do CP (ameaça – promessa de mal futuro, injusto e grave), pois, no 
ROUBO, embora a promessa de mal deva ser grave, o mal aqui, deve ser iminente, capaz de 
permitir a subtração naquele exato momento, em virtude do temor.
AMEAÇA – deve ser verossímil (razoável), capaz de infundir na vítima verdadeiro temor. 
Ex.: Falar para a vítima que fará com que caia um raio em sua cabeça não é capaz de infundir 
na mesma qualquer temor (não configura ameaça)  ninguém teria esse poder (a não ser que 
a pessoa creia no sobrenatural – Ex.: Feitiçaria).
OBJETO JURÍDICO: É um crime PLURIOFENSIVO  são protegidos vários bens 
jurídicos:
 Patrimônio  a posse e a detenção  pois deve haver a violência contra a pessoa. 
 Integridade corporal ou a saúde
 Liberdade individual
 Vida (§3º)
OBJETO MATERIAL: 
 Coisa alheia móvel
 Pessoa sobre a qual recai a conduta
SUJEITO ATIVO: É um crime comum. Qualquer pessoa pode ser sujeito ativo, com 
exceção do proprietário (coisa alheia).
SUJEITO PASSIVO: Qualquer pessoa. Inclui-se, sem ressalvas, o MERO DETENTOR, 
pois há a proteção de mais de um bem jurídico: patrimônio, integridade física ou a saúde, 
liberdade individual e a vida.
A pensardu coisas próxima
do vítemo
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-
-
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~ Crime complexo
+ de um bem violado
↳ furto-crime simples
# dupla doutrina-furto do propriobem
ROUBO PRÓPRIO: “caput”  Dolo desde o início, de praticar a subtração violenta.
ROUBO IMPRÓPRIO: §1º  Finalidade inicial: levar a efeito a SUBTRAÇÃO 
PATRIMONIAL NÃO VIOLENTA  furto  se transforma em subtração VIOLENTA por 
algum motivo durante a execução.
CONSUMAÇÃO: Diverge-se os entendimentos:
 Para GRECO, o ROUBO PRÓPRIO se consuma com a retirada violenta do bem da 
esfera de disponibilidade da vítima, passando a exercer a POSSE TRANQUILA da res, 
mesmo que por pequeno lapso temporal.
 O STF entende pela SIMPLES INVERSÃO DA POSSE.
TENTATIVA: Crime material  admite-se tentativa.
Para Greco, que entende pela posse tranquila, a simples inversão da posse seria uma tentativa.
Para o STF, há a possibilidade de tentativa a partir do instante em que, iniciada a execução, o 
agente não conseguir retirar da esfera de disponibilidade da vítima, a coisa pretendida.
ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo
§1º) ROUBO IMPRÓPRIO: O dolo inicial do agente era apenas o furto, todavia, depois de 
subtraída a res furtiva, emprega violência ou grave ameaça contra a pessoa no intuito de 
garantir a detenção da coisa ou a impunidade do crime  responde pela mesma pena do 
caput.
Ex.: “A” adentra em uma residência, subtraindo uma TV, ocorre que ao tentar deixar o local 
do crime, é surpreendido pelo proprietário do imóvel que pega o telefone para chamar a 
polícia, temendo ser preso e processado, bem como não conseguir ficar com o objeto furtado, 
desfere socos contra a vítima, deixando-a imobilizada, para dar tempo de evadir-se do local 
com a TV e sem ser descoberto pela polícia.
AUMENTO DE PENA
§2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade:
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a já tem a intenção antes do cuie
M não tem a intençãoasituação o driga)
se consumo com a inversão
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I – (revogado) 
II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;
III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal 
circunstância.
IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro 
Estado ou para o exterior;
V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.
VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou 
isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.
VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
I- Revogado pela Lei n. 13.654/2018
II- Se há CONCURSO DE 2 OU MAIS PESSOAS  No furto, o concurso de pessoas 
qualifica o delito. No roubo, o concurso funciona como MAJORANTE.
Basta que um dos agentes seja imputável e que apenas um deles tenha sido descoberto.
III- Se a vítima está EM SERVIÇO DE TRANSPORTE DE VALORES e o agente 
CONHECE tal circunstância. Pode ser, inclusive, office boy, desde que esteja em serviço no 
momento da ação criminosa.
Deve TER CONHECIMENTO DESSA CIRCUNSTÂNCIA, cujo conhecimento deve, 
obrigatoriamente, fazer parte do dolo do agente, sob pena de afastar a majorante.
Não pode ser MERA COINCIDÊNCIA da vítima naquele instante estar transportando 
valores.
OBS.: PROPIETÁRIO: entende-se que se for o proprietário transportando valores, afasta-se a 
majorante, pois ele não estaria a serviço de si mesmo.
IV- Se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado 
ou exterior.
Trata-se da subtração de automóveis, caminhões, lanchas, motocicletas, etc.
Se o agente subtrair sem a finalidade de ultrapassar a barreira de Estado ou país, configura 
apenas ROUBO SIMPLES (caput). Deve restar comprovado o animus de ultrapassar tais 
barreiras.
V- Se o agente MANTÉM A VÍTIMA EM SEU PODER, restringindo a sua liberdade  
antes da Lei n. 9.426/96, havia concurso de crimes (Roubo + Sequestro). Hoje, há a 
majoração da pena.
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VI- Se a subtração for de SUBSTÂNCIAS EXPLOSIVAS ou de ACESSÓRIOS que, 
conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.
Inovação também trazida pela Lei n. 13.654/2018, cujo legislador tenta reduzir as atividades 
delituosas em caixas automáticos, usando, pois, do aumento de pena.
VII- Se a violência ou grave ameaça é exercida com EMPREGO DE ARMA BRANCA.
Incluído pela Lei n. 13.964/2019  Lei do “Pacote Anticrime”.
Caso o agente que pratique a conduta delituosa utilize arma branca, haverá uma causa de 
aumento de pena de um terço até a metade. Essa inovação é válida para crimes cometidos 
após a vigência do Pacote Anticrime.
Antes da Lei n. 13.864/2018, havia majorante no caso de emprego de arma (sem qualquer 
especificação se de fogo ou branca), mas a referida Lei revogou a majorante e passou a prever 
apenas a causa de aumento de emprego de arma de fogo no §2º-A do Código Penal. Assim, a 
Lei n. 13.964/19 (Pacote Anticrime) veio corrigir a lacuna que ficou da alteração de 2018.
O que seria a arma branca? 
O revogado Decreto n. 3.665/2000 conceituava arma branca como “artefato cortante ou 
perfurante, normalmente constituído por peça em lâmina ou oblonga (alongada)”. Luiz Flávio 
Gomes considerava arma branca aquela que não é arma de fogo, podendo ser própria 
(produzida para ataque e defesa) ou imprópria (produzida sem finalidade específica de ataque 
e defesa, como o martelo, por exemplo).
§2º-A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços): 
I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo;
II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo 
ou de artefato análogo que cause perigo comum.
Esse parágrafo foi introduzido pela Lei n. 13.654/2018.
I- Se a violência ou ameaça é exercida com EMPREGO DE ARMA DE FOGO.
ARMAS: 
 PRÓPRIAS com a função de ataque e defesa. Ex.: ARMAS DE FOGO (Revólver, 
pistola, etc,); ARMAS BRANCAS (punhal, faca, canivete, etc); e os EXPLOSIVOS (bombas 
e granadas).
 IMPRÓPRIAS não têm a função de ataque e defesa. Ex.: taco de basebol.
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I
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~> ataque e defesa-revoble pistola , basuca
O emprego de arma agrava o delito pela sua potencialidade ofensiva, somada a maior poder 
de intimidação.
STJ: “A utilização de arma de fogo sem potencialidade para a realização de disparo serve 
unicamente COMO MEIO DE INTIMIDAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ELEMENTAR 
ADA AMEAÇA, porém, não se admite a sua utilização, para o reconhecimento da causa de 
aumento de pena”.
Atualmente, a questão já está pacificada nos tribunais, prevalecendo o entendimento da 
inexistência de um real potencial lesivo no emprego de uma arma falsa, visto que não seria 
possível que ela causasse o dano que as armas verídicas podem ocasionar.
TODAVIA, o fato do agente ter se utilizado de uma arma de brinquedo não descaracteriza o 
crime previsto no caput do art. 157, ele apenas afasta a aplicabilidade da majorante nesse 
caso concreto. 
II- Se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante emprego de EXPLOSIVO ou de 
ARTEFATO ANÁLOGO que cause PERIGO COMUM.
Majora-se a pena em virtude de serem usadas BOMBAS ou GRANADAS, o que pode 
ocasionar perigo comum.
§2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo 
de uso restrito ou proibido, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste 
artigo. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019).
Decreto n. 9.847/2019:
Art. 2º Para fins do disposto neste Decreto, considera-se:
I - arma de fogo de uso permitido - as armas de fogo semiautomáticas ou de 
repetição que sejam:
a) de porte, cujo calibre nominal, com a utilização de munição comum, não atinja, 
na saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé ou mil 
seiscentos e vinte joules;
b) portáteis de alma lisa; ou
c) portáteis de alma raiada, cujo calibre nominal, com a utilização de munição 
comum, não atinja, na saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e 
duzentas libras-pé ou milseu comportamento fez eclodir a 
reação do agente.
Diferente de INJUSTA AGRESSÃO  esta permite a atuação em LEGÍTIMA 
DEFESA (excludente de ilicitude).
HOMICÍDIO QUALIFICADO 
Art. 121, §2º do CP
Qualificadoras são circunstâncias do delito e não elementos do tipo.
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Art. 30 do CP  embora 2 pessoas tenham, agindo em concurso, causado a morte de 
alguém, uma delas poderá ter praticado o delito impelida por um motivo fútil, não 
comunicável ao coparticipante.
§2º: Se o homicídio é cometido:
I- MOTIVOS:
I e II) Mediante paga ou promessa de recompensa, por motivo torpe ou fútil.
 MEDIANTE PAGA: É o chamado homicídio MERCENÁRIO (de natureza 
patrimonial ou não). Ex. Pode ocorrer em troca de um emprego (Discorda Regis Prado, 
afirmando que deve haver natureza econômica).
Lembrando que o PAGAMENTO deve se ANTECIPADO, para que o agente 
leve a efeito a empreitada criminosa.
 PROMESSA DE PAGAMENTO (de recompensa): é a expectativa de paga. O 
agente não recebe antecipadamente, mas existe uma promessa de pagamento futuro 
(após o delito).
 MOTIVO TORPE: baixo, repugnante, vil (desprezível), que causa repulsa na 
coletividade. Ex.: Cobiça, egoísmo, rivalidade profissional, por descobrir que a 
namorada não era mais virgem, etc.
 MOTIVO FÚTIL: insignificante, sem importância, desproporcional em relação 
ao crime. Ex.: Matar o colega porque lhe furtou uma banana; Matar o dono do bar por 
não lhe vender fiado; Matar o cliente que lhe deve R$5,00.
A doutrina majoritária aponta que crime sem motivo não configura motivo fútil 
(Ex. Damásio); já Capez entende que matar alguém sem nenhum motivo é ainda 
pior que matar por mesquinharia, estando, portanto, incluído no conceito de fútil.
OBS.: Homicídio com 2 ou mais qualificadoras, poderá qualquer 1 delas servir para 
qualificar a infração penal, sendo que as demais serão utilizadas como circunstâncias 
agravantes, no 2º momento da aplicação da pena  art. 68 do CP.
II- MEIOS:
III) Com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio 
insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum.
Homicídio Qualificaumenta Crimmaio de
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Pagamento anteci
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- "Loz a te pago
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Ex : Loso Nordoni .
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 EMPREGO DE VENENO: Apenas se qualifica se praticado com INSÍDIA, ou 
seja, sem que a vítima perceba que faz a sua ingestão (de forma dissimulada).
Se a vítima souber e ingerir sob coação, a insídia é substituída pela 
CRUELDADE (a qualificadora da insídia não se aperfeiçoa e a qualificação persiste. 
Ex.: Veneno colocado no suco.
 EMPREGO DE FOGO OU EXPLOSIVO: 
FOGO pode revelar-se um meio CRUEL e, também, um meio que pode 
desencadear PERIGO COMUM. 
Trata-se de tirar a vida da vítima, fazendo-a padecer em chamas. Ex.: Colocar 
combustível e atear fogo no corpo da vítima.
EXPLOSIVO: o meio utilizado consiste em substância ou artefato que provoca 
EXPLOSÃO, mediante detonação. Ex.: Dinamite ou granada.
 EMPREGO DE ASFIXIA: suprimir a possibilidade da vítima respirar, 
provocando-lhe a morte.
- MECÂNICA: Enforcamento, afogamento, estrangulamento.
- TÓXICA: gás asfixiante
 EMPREGO DE TORTURA: Suplício, que causa intolerável e desnecessário 
padecimento.
- FÍSICA: Desde que exacerba o sofrimento da vítima.
- MORAL
OBS.: Essa qualificadora não se confunde com o crime de tortura do qual resulte a 
morte (Lei n. 9.455/97, art. 1º, §3º)  crime hediondo.
 MEIO INSIDIOSO: Constituído de fraude, clandestino, desconhecido da 
vítima, a qual não sabe que está sendo atacada. O que qualifica o delito é o modo 
traiçoeiro que dificulta ou torna impossível a defesa da vítima. Ex.: Armadilha 
mortífera; sabotagem do motor do veículo.
 MEIO CRUEL: causa excessivo e desnecessário sofrimento (físico e moral) à 
vitima, levando-a à morte. É um sofrimento além do necessário. Para que se configure a 
qualificadora, o agente deve ter escolhido ou desejado esse meio cruel. Ex.: 
Esquartejamento (não se configura se a pessoa já estava morta  art. 212 do CP); 
privação de água e alimento.
 MEIOS QUE POSSAM RESULTAR PERIGO COMUM: que pode alcançar 
número indefinido de pessoas, ou seja, além de afetar a vítima, expõe outras pessoas em 
risco.
saaturae e
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brul, perigo
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I SI ponibilidade de desligar .
E intolerávelI ->recento-w
reconds ;
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nora
motor
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OBS.: Diferencia-se dos crimes de perigo comum (Arts. 250/259 do CP), porque a 
finalidade do agente aqui é a morte. A diferença reside no elemento subjetivo (qual é o 
dolo do agente????)  pode haver CONCURSO FORMAL do homicídio mais o crime 
de perigo comum (Dolo: homicídio; culpa: perigo comum).
III- MODOS:
IV) À traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que 
dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido
 À TRAIÇÃO: Ataque sorrateiro (às escondidas), desleal, repentino, inesperado. 
Ex.: Tiro pelas costas ou Matar durante o sono.
OBS.: Não se configura se a vítima PRESSENTIU a intenção do agente.
 EMBOSCADA: Tocaia. O agente se esconde à espera da vítima e a ataca de 
surpresa (covardia).
 DISSIMULAÇÃO: O agente esconde ou disfarça o seu propósito, para atingir o 
ofendido desprevenido. É o fingimento, a ocultação da intenção hostil. O agente apanha 
a vítima de SURPRESA  desatenta e indefesa. Ex.: O agente algema a vítima, 
dizendo ser uma fantasia sexual e, estando ela indefesa, é surpreendida com golpes de 
faca.
 MEDIANTE OUTRO RECURSO QUE DIFICULTE OU TORNE 
IMPOSSÍVEL A DEFESA: São formas genéricas. Modos de execução que também 
induzam a surpresa da vítima em relação ao ataque, mas que se diferenciem dos modos 
especificados.
IV- FINALIDADE (FINS):
V) Para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro 
crime
 ASSEGURAR A EXECUÇÃO DE OUTRO CRIME: O objetivo é propiciar a 
execução de outro crime qualquer e apenas pratica o homicídio como MEIO DE 
ATINGIR SEU INTENTO. Ex.: Sujeito que ESTUPRAR a vítima que se encontra 
acompanhada do marido. Entendendo que o marido dificultará a execução do estupro, 
mata-o para poder violentar a mulher  objetivo inicial.
OBS.: FERNANDO CAPEZ ressaltava que não é necessário que o agente atinja 
o fim visado (estupro) para se aperfeiçoar a circunstância qualificadora delineada.
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- tudo por traz se trata
de traição.
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do agente
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É qualificadoramesmo que ele não atinja
seu objetivo ./ finalidade)
 ASSEGURAR A OCULTAÇÃO DE OUTRO CRIME: O agente quer 
esconder um crime por ele ou por outrem praticado. Ex.: Funcionário Público, 
acompanhado de outra pessoa, furta bens na repartição em que trabalha, então, resolve 
matar o comparsa, para evitar que o mesmo comente com alguém o ocorrido.
 ASSEGURAR A IMPUNIDADE EM RELAÇÃO AO OUTRO CRIME: O 
agente busca, com o homicídio, evitar que seja punido por outro crime, cuja existência 
já é conhecida, mas ainda desconhecida a sua autoria, ao contrário da hipótese anterior. 
Ex.: Matar policiais para escapar da prisão em flagrante por um crime de trânsito.
 ASSEGURAR VANTAGEM DE OUTRO CRIME: O agente antevê um risco 
à vantagem (econômica ou não) de outro crime, e para assegurar o proveito vem a 
cometer um homicídio. Ex.: Dois ladrões praticam um roubo; depois, um deles, 
desconfiando que o outro irá fugir com a res, resolve matá-lo para garantir seu proveito 
na empreitadaseiscentos e vinte joules;
II - arma de fogo de uso restrito - as armas de fogo automáticas e as 
semiautomáticas ou de repetição que sejam: (Redação dada pelo Decreto nº 9.981, 
de 2019)
a) não portáteis;
~ entendimento majoritário
↓ !importante
E !
b) de porte, cujo calibre nominal, com a utilização de munição comum, atinja, na 
saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé ou mil 
seiscentos e vinte joules; ou
c) portáteis de alma raiada, cujo calibre nominal, com a utilização de munição 
comum, atinja, na saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e duzentas 
libras-pé ou mil seiscentos e vinte joules;
III - arma de fogo de uso proibido:
a) as armas de fogo classificadas de uso proibido em acordos e tratados 
internacionais dos quais a República Federativa do Brasil seja signatária; ou
b) as armas de fogo dissimuladas, com aparência de objetos inofensivos;
QUALIFICADORAS
§3º Se da violência resulta: (Redação dada pela Lei nº 13.654, de 2018)
 I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 (sete) a 18 (dezoito) anos, e 
multa; (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018)
II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, e multa. (Incluído 
pela Lei nº 13.654, de 2018)
I- Se da violência resulta LESÃO CORPORAL GRAVE  violência empregada contra a 
pessoa  a título de DOLO ou CULPA (conduta consequente)  O agente pode ter querido 
o resultado para garantir a empreitada criminosa ou a produção do resultado pode ter ocorrido 
sem a intenção.
É um crime qualificado pelo RESULTADO  PRETERDOLOSO  Art. 19 do CP: “Pelo 
resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao 
menos culposamente”.
II- Se da violência resulta MORTE  o denominado LATROCÍNIO  roubo seguido de 
morte  crime hediondo (Lei n. 8.072/1990).
O §3º aplica-se ao roubo PRÓPRIO e IMPRÓPRIO, o importante é que tenha sido 
consequência da violência utilizada.
Exige-se o exame de corpo delito (art. 158 do CPP), para comprovar a materialidade do fato.
Se durante o roubo várias pessoas sejam mortas, o CRIME É ÚNICO  muito embora o STJ 
fale em concurso formal impróprio.
↳
Apesar de atingir o bem jurídico considerado mais importante (a vida), trata-se de CRIME 
CONTRA O PATRIMÔNIO, pois a ofensa à vida é apenas um meio para se atingir o objetivo 
que é o bem patrimonial do sujeito  CRIME PRETERDOLOSO  DOLO antecedente e 
CULPA no consequente.
OBS.: Se durante a execução de um crime de roubo, cometido com emprego de ameaça, a 
vítima vier a sofre um colapso cardíaco, falecendo durante a ação criminosa, o agente NÃO 
PODERÁ responder pelo fato a título de latrocínio, diante da AUSÊNCIA DO NEXO DE 
CAUSALIDADE.
SÚMULA 610 DO STF: consumação
Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o 
agente a subtração de bens da vítima.
Conforme preceitua o artigo 14, inciso I, do CP, diz-se crime: “I – consumado, quando nele se 
reúnem todos os elementos de sua definição”.
Entende-se que quando o agente pratica o tipo penal por inteiro, isto é, encerra o iter criminis, 
consumou o delito. 
Mas e no crime de latrocínio? 
Pode acontecer de o sujeito anunciar o roubo, matar a vítima e não subtrair a res. 
Como que fica? 
Se o latrocínio é um crime contra o patrimônio e o patrimônio não foi subtraído, não seria 
tentativa?
Em tese sim. Ocorre que o STF editou a Súmula 610 que diz: "há crime de latrocínio, 
quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da 
vítima"
Parte da doutrina entende que a referida Súmula deve ser afastada e o agente deve responder 
por tentativa de latrocínio, vez que o crime não se consumou por circunstâncias alheias à 
vontade dele  Greco comunga desse entendimento.
↳
RECEPTAÇÃO
Art. 180 - Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito 
próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que 
terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
Receptação qualificada 
§1º - Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, 
desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma 
utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial 
ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime:
 Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. 
§2º - Equipara-se à atividade comercial, para efeito do parágrafo anterior, 
qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercício 
em residência. 
§3º - Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção 
entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se 
obtida por meio criminoso:
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa, ou ambas as penas. 
§4º - A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o 
autor do crime de que proveio a coisa. 
§5º - Na hipótese do §3º, se o criminoso é primário, pode o juiz, tendo em 
consideração as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. Na receptação 
dolosa aplica-se o disposto no § 2º do art. 155.
§6º Tratando-se de bens do patrimônio da União, de Estado, do Distrito 
Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, 
sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviços 
públicos, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. (Redação 
dada pela Lei nº 13.531, de 2017)
RECEPTAÇÃO PRÓPRIA  “Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, 
em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime [...]”.
 TRANSPORTAR  Inclui-se aqui, por exemplo, as pessoas que transportam 
cargas roubadas.
 CONDUZIR  guiar, dirigir  semelhante ao transporte.
 RECEBER  posse ou detenção  apenas para uso.
 OCULTAR  esconder coisa.
Inclui-se a situação do herdeiro, que ADQUIRE do de cujus, algo que sabia ser produto 
de crime.
RECEPTAÇÃO IMPRÓPRIA  “[...] ou influir para que terceiro, de boa-fé, a 
adquira, receba ou oculte”. 
 INFLUIR  O terceiro deve desconhecer a origem criminosa da coisa, caso 
contrário também responderá por receptação.
Em ambas as modalidades – PRÓPRIA e IMPRÓPRIA, o agente DEVE SABER que o 
produto é fruto de CRIME ANTERIOR.
OBJETO JURÍDICO  Patrimônio
OBJETO MATERIAL  Coisa móvel ou mobilizada, que se trate de produto de 
crime  pressuposto indispensável  NÃO BASTA QUE SEJA PRODUTO DE 
CONTRAVENÇÃO.
* Admite-se receptação da receptação.
SUJEITO ATIVO e PASSIVO  crime comum.
CONSUMAÇÃO e TENTATIVA
 RECEPTAÇÃO PRÓPRIA  Consuma-se quando efetivamente o agente 
pratica qualquer um dos comportamentos previstos na 1ª parte do “caput”  admite-se 
tentativa.
 RECEPTAÇÃO IMPRÓPRIA  parte da doutrina entende ser um crime de 
natureza formal  basta que o agente influencie o terceiro de boa-fé, não sendo 
necessário que este pratique a conduta pretendida pelo agente 
(BITTENCOURT/DELMANTO)  nessa hipótese não admite-se tentativa.
Para GRECO deve haver a decisiva influência. A jurisprudência também 
compartilha desse entendimento, ou seja, pela necessidade da efetiva aquisição, 
recebimento ou ocultação pelo terceiro de boa-fé  nessa hipótese admite-se tentativa.
ELEMENTO SUBJETIVO  Dolo direto  o agente deve TER CERTEZA que 
trata-se de produto de crime. Não cabe dolo eventual.
REPARAÇÃO DO DANO  art. 16 do CP  arrependimento posterior.
CONCURSO DE PESSOAS  admite-se.
APPI 
Cabe Suspensão Condicional do Processo  A pena mínima é igual a 1 ano.
OBS.: 
1. Mesmo se houver a receptação de VÁRIOS OBJETOS, o crime será ÚNICO;
2. CHEQUE  quem recebe ou adquire cheque, sabendo tratar-se de produto de 
crime, mas não o cobra nem transfere, NÃO PRATICA DELITO ALGUM. Se deposita 
em sua conta ou põe em circulação  pratica estelionato.
EXEMPLO BÁSICO DE RECEPTAÇÃO: desmanche de carro.
RECEPTAÇÃO QUALIFICADA (§§ 1º e 2º)
§1º - Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar,ter em depósito, 
desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma 
utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial 
ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime:
 Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. 
§2º - Equipara-se à atividade comercial, para efeito do parágrafo anterior, 
qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercício 
em residência. 
SUJEITO ATIVO: crime próprio  praticado por comerciante ou industriário  no 
exercício de suas atividades.
TIPO OBJETIVO: Além das condutas previstas no caput, acrescenta-se:
 Ter em depósito  em estoque;
 Desmontar  desmanchar;
 Montar  aprontar para funcionar;
 Remontar  tornar a montar, remodelar;
 Vender  alienar por determinado preço;
 Expor à venda  por à vista para vender;
 De qualquer forma utilizar  fazer uso em proveito próprio ou alheio, desde 
que no exercício de ATIVIDADE COMERCIAL OU INDUSTRIAL.
ELEMENTO SUBJETIVO: Para GRECO e DELMANTO é dolo eventual  devido 
à expressão “DEVE SABER” ser produto de crime.
Mas há quem entenda ser CULPA, pois o dolo deve anteceder a ação.
DAMÁSIO questionava a CONSTITUCIONALIDADE do §1º, haja vista a 
imposição de pena maior ao fato de menor gravidade ser inconstitucional  Para o 
falecido autor, havia o DESRESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA HARMONIA E 
PROPORCIONALIDADE.
 “SABIA”  no caput  pena menor (1 a 4 anos);
 “DEVIA SABER”  §1º  pena maior (3 a 8 anos) 
DELMANTO filia-se a esse pensamento de INCONSTITUCIONALIDADE.
CONSUMAÇÃO: crime material  consuma-se com a efetiva prática das condutas 
descritas no §1º  ADMITE-SE TENTATIVA.
No §2º ocorre nos mesmos termos.
RECEPTAÇÃO CULPOSA (§3º) - Falta de cuidado.
§3º - Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção 
entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve 
presumir-se obtida por meio criminoso:
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa, ou ambas as penas
ADQUIRIR e RECEBER  Condutas previstas  “Deve presumir-se obtida por meio 
criminoso”  as circunstâncias do tipo não implicam, necessariamente, na existência 
de culpa  na realidade, há INOBSERVÂNCIA do DEVER objetivo de CUIDADO, 
que compromete o agente.
 “[...] coisa que por sua natureza, deve PRESUMIR-SE obtida por meio 
criminoso”.
Ex.: Acessórios de veículos (retrovisor, som) oferecidos por não comerciantes;
 Coisas oferecidas por preços muito baixos  “desproporção entre valor e o 
preço oferecido”, a ponto do sujeito DESCONFIAR da origem da coisa.
 “pela condição que se oferece”  atitude suspeita  pessoa não comerciante, 
falta de nota fiscal, etc.
Não se admite TENTATIVA.
AUTONOMIA DA RECEPTAÇÃO (§4º)
§4º - A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o 
autor do crime de que proveio a coisa. 
A receptação, dolosa ou culposa, é punível, ainda que desconhecido ou isento de 
pena o autor do crime que proveio a coisa receptada.
É um CRIME AUTÔNOMO, sendo irrelevante se o autor da subtração do objeto 
vendido é MENOR INFRATOR (inimputável) ou se não foi descoberto.
PERDÃO JUDICIAL (5º)
§5º - Na hipótese do §3º, se o criminoso é primário, pode o juiz, tendo em 
consideração as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. Na receptação 
dolosa aplica-se o disposto no § 2º do art. 155.
RECEPTAÇÃO CULPOSA (§3º)  Pode (DEVE) ser concedido o PERDÃO, se o 
agente for PRIMÁRIO, tendo em consideração as circunstâncias.
RECEPTAÇÃO DOLOSA  Agente PRIMÁRIO e a coisa de PEQUENO VALOR, 
pode (DEVE) o juiz SUBSTITUIR a pena de reclusão pela de detenção, diminuindo de 
1 a 2/3, ou aplicar somente a pena de multa.
CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO DE PENA (§6º)
§6º Tratando-se de bens do patrimônio da União, de Estado, do Distrito 
Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, 
sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviços 
públicos, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. (Redação 
dada pela Lei nº 13.531, de 2017)
Tratando-se de bens e instalações do patrimônio dos entes descritos no §6º, 
aplica-se a pena prevista no caput, em DOBRO  o §6º aplica-se apenas ao caput – 
receptação dolosa simples. 
DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL
Lei n. 12.015/2009
ESTUPRO - Art. 213 do CP
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter 
conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato 
libidinoso: 
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. 
§1º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é 
menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.
§ 2º Se da conduta resulta morte: 
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos
Com a entrada em vigor da Lei n. 12.015/09, houve a revogação do art. 214 do 
CP, cuja conduta juntou-se ao art. 213.
ANTES
 ESTUPRO: o sujeito passivo apenas mulher
 ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR: o homem podia ser vítima
HOJE: o sujeito passivo pode ser de ambos os sexos
ELEMENTOS DO TIPO
 CONSTRANGIMENTO (núcleo do tipo): violência ou grave ameaça  forçar a 
vítima ao ato sexual  CONJUNÇÃO CARNAL ou ATO LIBIDINOSO DIVERSO.
OBS.: Se da violência resultar LESÕES LEVES ou VIAS DE FATO  ficam 
absorvidas pelo estupro (pena mais grave).
 CONJUNÇÃO CARNAL: introdução do pênis na cavidade vaginal.
 ATO LIBIDINOSO
-
 - COMPORTAMENTO ATIVO DA VÍTIMA: são todos os atos de natureza 
sexual, diversos da conjunção carnal, capazes de satisfazerem o libido do agente. Ex.: 
masturbar o próprio corpo; masturbar o corpo do agente; sexo oral no agente ou em 
terceira pessoa.
- COMPORTAMENTO PASSIVO DA VÍTIMA: A vítima é obrigada a permitir 
que se pratique com ela o ato libidinoso diverso da conjunção carnal. Ex.: O agente 
masturbar a vítima; fazer sexo oral com ela, etc.
Pode haver o constrangimento simultâneo: 2 condutas (passiva e ativa)
São exemplos de atos libidinosos: coito anal; sexo oral; masturbação; toques ou 
apalpações com conotação sexual no corpo da vítima ou região pudica (genitálias, 
seios); contemplação lasciva; contatos voluptuosos; uso de objetos ou instrumentos 
corporais (ex.: dedo), mecânicos ou artificiais (Ex. vibrador).
Tais atos devem ser relevantes, caso contrário, estaríamos diante do art. 146 do 
CP ou do crime de importunação sexual (art. 215-A do CP), cuja pena é mais branda.
OBJETO JURÍDICO: liberdade sexual e dignidade sexual – a liberdade de dispor do 
próprio corpo.
OBJETO MATERIAL: mulher ou homem
SUJEITO ATIVO: 
 CONJUNÇÃO CARNAL: homem ou mulher (o homem também pode ser 
constrangido à conjunção carnal).
 ATO LIBIDINOSO: qualquer pessoa (crime comum)
SUJEITO PASSIVO: 
 CONJUNÇÃO CARNAL: pessoa do sexo oposto (relações heterossexuais), pois 
deve haver a introdução do pênis na vagina.
 ATO LIBIDINOSO: qualquer pessoa
CONSUMAÇÃO: 
 CONJUNÇÃO CARNAL: com a afetiva penetração do pênis na vagina da 
mulher, sem a necessidade de ejaculação. Basta a penetração TOTAL ou PARCIAL.
 ATO LIBIDINOSO: no momento em que o agente, depois da prática do 
constrangimento levado a efeito mediante violência ou grave ameaça, obriga a vítima a 
praticar ou permitir que com ela se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal.
Admite-se tentativa. Ex.: Logo após tirar as vestes da vítima, é interrompido, por 
circunstâncias alheias à sua vontade, antes da penetração.
OBS.: Deve-se atentar para os atos preparatórios da conjunção carnal, para não 
confundir-se com a 2ª parte consumada (atos libidinosos)  Qual era a intenção do 
agente???? Penetração ou ato libidinoso???
Admite-se tentativa na segunda parte também.
ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo  independente da sua finalidade, seja para 
satisfação da lascívia, por vingança ou para humilhar a vítima  o motivo é irrelevante 
para a configuração do delito.
MODALIDADE COMISSIVA: Constranger. Ex.: Estuprar alguém que passa por 
lugar ermo.
MODALIDADEOMISSIVA: quando a agente ocupa o status de garantidor. Ex.: 
Agente penitenciário que vê os detentos segurando um preso, acusado de estupro, para 
obrigá-lo a coito anal e nada faz para impedir o ato.
CONCURSO DE CRIMES: Quando houver coito anal e vagínico, ou ato libidinoso 
fora da própria progressão da conjunção carnal.
Delmanto diz que “Dependendo das circunstâncias, poderá haver crime único”. 
Ex.: Quando os atos libidinosos forem praticados como atos preliminares da cópula.
CRIME CONTINUUADO: Antes da fusão dos arts., não podia se falar em crimes 
continuados, pois tratavam-se de espécies diferentes (art. 71 do CP)  isso não ocorre 
*
E
mais, eis que agora são da mesma espécie e beneficia o autor de estupro, que além da 
conjunção carnal tenha praticado ato libidinoso, como o coito anal.
PENA: 6 a 10 anos de reclusão  crime HEDIONDO (na forma simples e qualificada).
AÇÃO PENAL: Art. 225 do CP 
A ação penal nos crimes contra a dignidade sexual teve variações ao longo de 
sua história. Antes da edição da Lei n° 12.015/2009, a regra para o processamento de 
tais delitos era a da ação penal de iniciativa privada, com 04 (quatro) exceções:
a) Ação pública condicionada à representação se a vítima ou seus pais não podiam 
prover às despesas do processo;
b) Ação pública incondicionada se o crime era cometido com abuso do poder familiar, 
padrasto, tutor ou curador;
c) Ação pública incondicionada se da violência resultasse na vítima lesão grave ou 
morte;
d) Ação pública incondicionada quando o crime de estupro era praticado mediante o 
emprego de violência real.
Com a reforma de 2009 (Lei n. 12.015), a regra passou a ser ação penal pública 
condicionada à representação, com 02 (duas) únicas exceções:
a) Ação pública incondicionada no caso de vítimas menores de 18 anos; e
b) Ação pública incondicionada no caso de pessoa vulnerável.
A partir da promulgação da Lei 13.718/2018, no entanto, todos os crimes 
contra a dignidade sexual passaram a ser de ação penal de iniciativa pública 
incondicionada, sem exceções, a saber:
Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se 
mediante ação penal pública incondicionada.
Parágrafo único. (Revogado)
A Lei n. 13.718/2018, altera o art. 225, passando a tratar com maior rigor os 
crimes contra a dignidade sexual, cujos quais não depende mais da representação da 
vítima.
T
Resta superada a discussão na doutrina quanto à natureza da ação dos crimes de 
estupro e quanto à eficácia da Súmula n° 608 do STF, segundo a qual “no crime de 
estupro, praticado mediante violência real, a ação penal é pública incondicionada”.
Argumentava-se que caberia à vítima do delito sexual decidir se desejaria ou não 
deflagrar a instauração do processo, ponderando as consequências advindas dessa 
escolha. Nos crimes desta ordem prepondera o chamado “strepitus judicis”, decorrente 
da exposição do caso por ocasião do julgamento, o que geraria um sentimento de 
vergonha na vítima superior ao trauma sofrido pela violação.
Com a promulgação da nova Lei, esta discussão tende a restar ultrapassada, pois 
houve a adoção de uma política criminal voltada a uniformizar a ação penal nos crimes 
sexuais.
FIGURAS QUALIFICADAS
§1º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é 
menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: 
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.
Se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos, a pena é 
aumentada independentemente da lesão.
Se ocorrer as 2 circunstâncias apenas 1 qualificará o crime, a outra será valorada 
no cálculo de penas.
A lesão deve acontecer apenas a título de culpa. Se o agente pretendeu o 
resultado da lesão, haverá CONCURSO DE CRIMES.
§2º Se da conduta resulta morte: 
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.
A morte, assim como a lesão corporal, deve acontecer apenas a título de 
culpa. Se o agente pretendeu o resultado morte, haverá CONCURSO DE CRIMES.
CASOS DE AUMENTO DE PENA
1- 1- 18-
-
*
*
Art. 226. A pena é aumentada: 
I - de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais 
pessoas; 
II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, 
cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou 
por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela; (Redação dada pela Lei 
nº 13.718, de 2018)
III- REVOGADO
IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado: (Incluído 
pela Lei nº 13.718, de 2018)
Estupro coletivo (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)
a) mediante concurso de 2 (dois) ou mais agentes; (Incluído pela Lei nº 
13.718, de 2018)
Estupro corretivo (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)
b) para controlar o comportamento social ou sexual da vítima. (Incluído pela 
Lei nº 13.718, de 2018)
A Lei n. 13.718/2018, ainda, trouxe uma nova causa de aumento de pena, com a 
finalidade de incrementar a pena dos chamados “estupro coletivo” e “estupro 
corretivo”.
O estupro coletivo, muito embora o inciso I do art. 226 já trouxesse em sua 
redação uma causa de aumento de pena para o crime praticado em concurso de 02 
(duas) ou mais pessoas, há entendimento de que seria possível compatibilizar esta 
disposição legal ao novo inciso IV.
O primeiro (art. 226, I) não se restringe ao crime de estupro, aplicando-se a 
quaisquer dos crimes contra a dignidade sexual, o segundo (art. 226, IV, ‘a’) seria uma 
previsão específica para esta espécie criminal, aqui incluindo-se as vítimas vulneráveis.
Em relação ao estupro corretivo, nesta figura o abusador visa “corrigir” a 
orientação sexual ou o gênero da vítima.
A violação tem requintes de crueldade e é motivada por ódio e preconceito, 
justificando a nova causa de aumento. A violência é usada como um castigo pela 
negação da mulher à masculinidade do homem. Uma espécie doentia de ‘cura’ por meio 
do ato sexual à força. 
aumento de pena
Isto fez com que o legislador buscasse atualizar a legislação penal pátria, 
inserindo uma causa de aumento para a hipótese específica do chamado estupro 
corretivo.
Art. 234-A. Nos crimes previstos neste Título a pena é aumentada:
III - de metade a 2/3 (dois terços), se do crime resulta gravidez;
IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o agente transmite à vítima 
doença sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador, 
ou se a vítima é idosa ou pessoa com deficiência.
O art. 234-A, que trouxe duas novas causas de aumento de pena aos crimes 
contra a dignidade sexual: gravidez, doença sexualmente transmissível e vítima idosa ou 
deficiente.
Adverte-se aqui, sobre uma clara possibilidade de “bis in idem” que poderá 
ocorrer na aplicação no inciso IV deste artigo. O art. 217-A, §1º, do Código Penal já 
prevê uma hipótese de estupro de vulnerável praticado contra com pessoa que “por 
enfermidade ou deficiência mental”, não tenha o necessário discernimento para a prática 
do ato.
ASSÉDIO SEXUAL
Art. 216-A do CP 
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou 
favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior 
hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou 
função. 
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos. 
Parágrafo único. (VETADO) 
§2º A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) 
anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Elementos do Tipo:
 CONSTRANGER: forçar, obrigar  com o intuito de OBTER VANTAGEM 
OU FAVORECIMENTO relativos ao SEXO, ou seja, beneficiar-se o agente, 
aproveitando-se de sua condição de SUPERIORIDADE FUNCIONAL para conseguir 
um benefício de ordem sexual  conjunção carnal ou ato libidinoso diverso.
 PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE: não se configura o delito se o 
intuito do agente é apenas fazer um galanteio, flertar, paquerar ou conseguir um beijo ou 
abraço da suposta vítima. Nesses casos:
1. HAVENDO VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA (noacaso anterior): 
aplica-se as regras do art. 146 do CP:
Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou 
depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de 
resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.
2. HAVENDO IMPORTUNAÇÃO OFENSIVA AO PUDOR, aplica-se as 
regras do art. 215-A do CP:
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o 
objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: (Incluído pela Lei nº 
13.718, de 2018)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais 
grave. (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)
3. HAVENDO PERTUBAÇÃO DA TRANQUILIDADE, aplica-se as regras do 
art. 65 da LCP:
(fovorecer do corgo
quico .
-
com unlerent de cunho sexual . Chefe , superior Livrar
· Constrorgesà vítima-
· ato libidinos
- apenas
notrabalho
· Corgo
superior
.
Crime for
mal , hasto
que drigue
o exito &
caso chegue
ao
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djetivo
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-opacionala atuae do
deixa
- agente .
A galantico, flexe, poquerdesen responde por
-
Anedio: -compan
-
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Chefe legal .S S
- gemento
-
ve : Homem
-
eaculou no nog
&
do orbur
E
-
-
--
-
Art. 65. Molestar alguém ou perturbar-lhe a tranquilidade, por acinte (de 
modo provocador)ou por motivo reprovável:
Pena – prisão simples, de quinze dias a dois meses, ou multa.
Deve SEMPRE valer-se de sua condição de SUPERIOR HIERÁRQUICO ou 
ASCENDÊNCIA inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
 SUPERIOR HIERÁRQUICO: relação de Direito Público (Direito 
Administrativo)  dependência funcional.
 ASCENDÊNCIA FUNCIONAL: Relação trabalhista (de emprego), mediante 
salário.
 CARGO: Público  hierarquia da administração pública.
 FUNÇÃO: Pública  atribuições inerentes ao serviço público.
Logo, se o agente ocupar posição igual ou inferior à da vítima, não haverá 
assédio.
Objeto jurídico: crime contra a LIBERDADE SEXUAL nas relações de trabalho.
Sujeito ativo: crime comum (homem ou mulher). Desde que seja superior hierárquico 
ou que tenha ascendência laboral sobre a vítima (cargo, emprego ou função).
Sujeito passivo: qualquer pessoa (homem ou mulher), que ocupe o outro lugar do polo 
da relação.
Elemento subjetivo: Dolo, com o especial fim de obter FAVORECIMENTO 
SEXUAL.
Concurso de pessoas: Admite-se, desde que o coautor saiba da SUPERIORIDADE 
HIERÁRQUICA ou ASCENDÊNCIA do agente sobre a vítima (art. 30 do CP) e da real 
intenção daquele (art. 29 do CP)  responde pelo crime na proporção da sua 
culpabilidade.
menor potencial
* oferivo.
↳
E Contraven
cão
D
-
- superior Lierárquico
--&
- largo acima
--
-
Poreço gual ou inferiaNexute avídio.D
-
-
-
- -
Ovoautor
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Consumação: Com a efetiva prática do ato constrangedor, independentemente, da 
obtenção da vantagem ou favorecimento sexual  CRIME FORMAL  caso haja a 
obtenção da vantagem pretendida, haverá mero EXAURIMENTO DO DELITO.
Admite-se tentativa. Ex.: Bilhete ou e.mail interceptado.
Pena: detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos
Competência: JECRIM
Ação Penal: Art. 225 do CP: “Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, 
procede-se mediante ação penal pública incondicionada”  Lei nº 13.718, de 2018.
Antes da Lei n. 13.718/2018, APPI era apenas §2º (vítima menor de 18 anos), 
agora em qualquer caso é APPI.
Aumento de Pena: §2º - vítima menor de 18 anos  o agente deve ter conhecimento 
da idade da vítima  aumento de até 1/3
OBS.: Inclui-se na proteção: a prostituta e a garota de programa, caso exerça outra 
profissão paralela.
Inclui-se também as empregadas domésticas.
Quanto às diaristas, Damásio de Jesus entendia que não se incluía por não 
realizarem atividades inerentes a emprego (relação de emprego).
Por sua vez, Rogério Greco entende que mesmo que haja um único dia na 
semana de trabalho doméstico para o sujeito ativo, configura-se o delito, haja vista que 
rompida a relação de emprego, trará prejuízos à vítima que sobrevive à custa do seu 
trabalho em várias residências.
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OBS. 1: COMUNICABILIDADE DAS QUALIFICADORAS  As qualificadoras 
referente aos motivos do crime são INCOMUNICÁVEIS AOS COAUTORES, quando 
estes DESCONHECEREM A MOTIVAÇÃO DO OUTRO  art. 30 do CP  Haverá 
comunicação se for do conhecimento do partícipe a presença da circunstância material. 
OBS. 2: PREMEDITAÇÃO não é circunstância qualificadora.
OBS. 3: PLURALIDADE DE CIRCUNSTÂNCIAS QUALIFICADORAS: apenas uma 
será utilizada para qualificar o delito e as demais devem ser utilizadas na 
DOSIMETRIA da pena.
FEMINICÍDIO - Art. 121, §2º, VI, VII e §2º-A do CP
Feminicídio (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino – VIDE LEI N. 
14.717/2023
VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição 
Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança 
Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu 
cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão 
dessa condição: (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015).
VIII - com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido: (Incluído 
pela Lei nº 13.964, de 2019).
Homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos (Incluído pela Lei nº 14.344, 
de 2022)
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IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022)
Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
§2º-A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o 
crime envolve: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
I - violência doméstica e familiar; (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. (Incluído pela Lei nº 
13.104, de 2015)
A Lei n. 13.104/2015 alterou o art, 121 do CP para incluir como circunstância 
qualificadora o FEMINICÍDIO, descrevendo os seus requisitos típicos  Incluiu o 
feminicídio no rol dos crimes hediondos (Lei n. 8.072/90)  art. 1º, I  crime 
formalmente hediondo.
Essa nova qualificadora do homicídio vem punir a morte de mulheres por 
RAZÃO DE GÊNERO (sexo feminino)  §2º, VI.
Situações:
 Violência doméstica e familiar;
 Menosprezo à condição de mulher;
 Discriminação à condição de mulher.
 SUJEITO PASSIVO: mulher
O TRANSEXUAL é considerado vítima do feminicídio, desde que for portador 
de um registro oficial (certidão de nascimento ou RG) em que figure expressamente o 
seu SEXO FEMININO.
Não se aplica a lei por analogia ao réu nas relações HOMOAFETIVAS 
masculinas.
 RAZÕES DA CONDIÇÃO DE SEXO FEMININO: 
GÊNERO: termo substituído por CONDIÇÃO DE SEXO FEMININO.
O legislador NÃO TROUXE UMA QUALIFICADORA PARA A MORTE DE 
MULHERES, simplesmente  Ele se refere não a uma questão de SEXO, mas a 
questão de GÊNERO (padrões sociais)  envolve uma determinação social dos papeis 
masculinos e femininos, que SUPERVALORIZA O MASCULINO em detrimento do 
feminino  poder de dominação e submissão. Do art. 121 do CP
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Vide Lei n. 14.717, de 31/10/2023 – cuja qual institui pensão especial aos filhos 
e dependentes crianças ou adolescentes, órfãos em razão do crime de feminicídio 
tipificado no inciso VI do §2º do art. 121 do CP, cuja renda familiar mensal per capita 
seja igual ou inferior a ¼ do salário mínimo.
 COM EMPREGO DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO OU 
PROIBIDO
A Lei nº 13.964/19, denominada pacote "anticrime", acrescentou nova 
qualificadora ao crime de homicídio doloso (CP, artigo 121, §2º: "Se o crime é 
praticado com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido. Pena — reclusão de 
12 a 30 anos)".
Antes do pacote "anticrime", muito se discutia sobre a absorção do crime de 
porte ou posse de arma de fogo pelo homicídio. Se o sujeito matar outro utilizando uma 
arma de fogo, o homicídio compreenderia o porte anterior como parte de sua ação, ou 
seja, integrando a sequência de atos que o compõem. Punir o homicídio praticado com a 
arma de fogo e o porte como crime autônomo implicaria em punir este último duas 
vezes: como parte integrante de um todo (o homicídio) e também como ação isolada. 
Trata-se do princípio da consunção, pelo qual o crime mais amplo absorve (consome) 
aquele que constitui sua parte.
Com a inovação legal, havendo diversidade de contextos fáticos, o sujeito 
responderá por ambos os crimes e concursos, e ocorrendo contexto único, apenas por 
homicídio qualificado, empregando-se a nova qualificadora. Ocorre que nesse caso a 
ação mais grave, que é a de estar portando a arma de fogo ilegalmente antes da situação 
em que ocorreu o homicídio, ficará com pena menor do que a do sujeito que somente 
portou a arma ilegalmente para poder com ela executar o crime. Para evitar situação 
contrária ao princípio da proporcionalidade, a solução será o agente sempre responder 
pelo homicídio qualificado pelo emprego de arma de fogo restrito ou proibido, ficando a 
questão de responder em concurso pelo porte ilegal ou não, a depender da similitude do 
contexto fático. Desse modo, poderá responder por porte ilegal de arma de fogo de uso 
restrito ou proibido em concurso com homicídio qualificado por essa circunstância, ou 
apenas por homicídio qualificado pelo emprego desse meio.
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A nova qualificadora é de natureza objetiva, estabelecendo-se maior reprimenda 
àquele que se utiliza de armamento de uso restrito para realizar sua empreitada 
criminosa.
Tal qualificadora foi vetada e posteriormente o Congresso Nacional derrubou o 
veto, cujo motivo preponderante para o veto se deveu à insegurança jurídica para os 
agentes de segurança pública, que em combate com criminosos poderiam ser 
processados por homicídio qualificado pelo uso de arma de fogo restrita.
A atuação do Congresso foi sábia, haja vista que o agente de segurança pública 
que matar em legítima defesa não cometerá crime algum, bastando que aja com 
moderação e na medida exata para repelir injusta agressão atual ou iminente. O CP foi 
até redundante, pois, após enumerar os requisitos da legítima defesa no seu artigo 25, 
caput, de forma supérflua reiterou sua redação em parágrafo único: "Observados os 
requisitos previstos no caput deste artigo, considera-se também em legítima defesa o 
agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida 
em refém durante a prática de crimes".
 HOMICÍDIO CONTRA MENOR DE 14 ANOS
IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022)
Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
Sancionada a Lei 14.344/2022, que torna crime hediondo o homicídio contra 
menor de 14 (quatorze) anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e 
adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A nova norma foi batizada de 
Lei Henry Borel, em referência ao menino de 04 (quatro) anos morto no ano passado 
após espancamento no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto, no Rio de 
Janeiro.
Ao se tornar hediondo, o crime passa a ser inafiançável e insuscetível de anistia, 
graça e indulto. Além do condenado ficar sujeito a regime inicial fechado, entre outras 
consequências.
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O texto altera o CP, para considerar o homicídio contra menor de 14 anos um 
tipo qualificado com pena de reclusão de 12 a 30 anos, aumentada de 1/3 à metade se a 
vítima é pessoa com deficiência ou tem doença que implique o aumento de sua 
vulnerabilidade.
O aumento será de até 2/3 se o autor for ascendente, padrasto ou madrasta, tio, 
irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregadorda vítima ou por 
qualquer outro título tiver autoridade sobre ela, cuja prescrição de crimes de violência 
contra a criança e o adolescente começará a contar a partir do momento que a pessoa 
completar 18 (dezoito) anos, como ocorre atualmente para os crimes contra a dignidade 
sexual. 
Se houver risco iminente à vida ou à integridade da vítima, o agressor deverá ser 
afastado imediatamente do lar ou local de convivência pelo juiz, delegado ou mesmo 
policial (onde não houver delegado). A autoridade policial deverá encaminhar 
imediatamente a pessoa agredida ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Instituto 
Médico-Legal (IML); encaminhar a vítima, os familiares e as testemunhas ao conselho 
tutelar; garantir proteção policial, quando necessário; e fornecer transporte para a 
vítima.
Após isso, o juiz deverá ser comunicado e terá 24 horas para decidir sobre outras 
medidas protetivas, como determinar a apreensão imediata de arma de fogo sob a posse 
do agressor; comunicar ao Ministério Público o fato para as providências cabíveis; e 
determinar o encaminhamento do responsável pela criança ou pelo adolescente ao órgão 
de assistência judiciária, se necessário.
§2º-A
 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA MULHER:
Faz-se imprescindível verificar a razão da agressão, se baseada ou não no 
gênero.
Art. 5º, I a III, da lei Maria da Penha.
Não se confunde com violência ocorrida dentro da unidade doméstica ou âmbito 
familiar, ou mesmo uma relação íntima de afeto. Ex.: Marido que chegou drogado.
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O componente necessário para que se possa falar em feminicídio é a existência 
de violência baseada no GÊNERO. Ex.: Marido mata a mulher pelo fato dela pedir a 
separação ou por ela ganhar mais que ele.
 MENOSPREZO À CONDIÇÃO DE MULHER:
Quando o agente pratica o crime por nutrir pouca ou nenhuma estima ou apreço 
pela vítima  desdém, desprezo, desvalorização.
 DISCRIMINAÇÃO À CONDIÇÃO DE MULHER: 
Ex.: Matar a mulher por entender que ela não pode estudar, dirigir, assumir 
cargos de liderança, etc.
 AUMENTO DE PENA – MENOR DE 14 ANOS
§2º-B. A pena do homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos é 
aumentada de: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) 
I - 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é pessoa com deficiência ou com 
doença que implique o aumento de sua vulnerabilidade; (Incluído pela Lei nº 
14.344, de 2022) 
II - 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, 
cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou 
por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela. (Incluído pela Lei nº 
14.344, de 2022)
O texto altera o CP, para considerar o homicídio contra menor de 14 anos um 
tipo qualificado com pena de reclusão de 12 a 30 anos, aumentada de 1/3 à metade se a 
vítima é pessoa com deficiência ou tem doença que implique o aumento de sua 
vulnerabilidade.
O aumento será de até 2/3 se o autor for ascendente, padrasto ou madrasta, tio, 
irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por 
qualquer outro título tiver autoridade sobre ela.
HOMICÍDIO CULPOSO
Art. 121, §3º, do CP
§ 3º Se o homicídio é culposo: 
Pena - detenção, de um a três anos.
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Art. 18 do CP: O crime é considerado culposo, quando o agente der causa ao resultado 
por: 
 IMPRUDÊNCIA: conduta perigosa – O agente não observa o seu dever de 
cuidado, causando resultado lesivo ao agente que era previsível. Ex.: Ultrapassar em 
faixa amarela contínua.
 NEGLIGÊNCIA: Omissão – quando se deveria ter tomado um certo cuidado. 
Deixar de fazer aquilo que impunha uma diligência normal. Ex.: Motorista que não 
conserta os freios já gastos de seu veículo.
 IMPERÍCIA: Falta de aptidão técnica para a realização de uma determinada 
conduta. Inaptidão momentânea ou não do agente para o exercício da arte, profissão ou 
ofício. Ligada à atividade Profissional. Ex.: Motorista que dirige transporte escolar sem 
habilitação para tanto.
TIPO ABERTO: Precisa ser complementado pela norma geral que impõe a observância 
do dever de cuidado  necessidade de complementação  o legislador descreve 
apenas o resultado e a sanção, não descrevendo a conduta que deve ser analisada pelo 
juiz, o qual precisa valorar quais dos cuidados objetivos que o acusado deixou de 
observar.
PREVISIBILIDADE DO AGENTE: quem não pode PREVER, não tem a seu cargo o 
dever de cuidado e não pode violá-lo. Se o fato escapar totalmente à 
PREVISIBILIDADE do agente, o resultado não lhe pode ser atribuído, mas sim ao 
CASO FORTUÍTO (alheio à vontade do agente - Ex.: Rompimento da barra de direção 
enquanto se dirige) ou à FORÇA MAIOR (inevitabilidade de consequência de uma 
conduta ou fenômeno da natureza – Ex.: um desmoronamento que atinge o veículo em 
movimento).
PREVISIBILIDADE OBJETIVA: Conforme Nelson Hungria, é aquela em que o 
agente, no caso concreto, deve ser substituído pelo chamado “homem médio” (de 
prudência NORMAL). Se, uma vez levada a efeito essa substituição hipotética (fictícia), 
o resultado ainda assim persistir, é sinal de que o fato havia escapado ao seu âmbito de 
previsibilidade, porque dele não se exigia nada além da capacidade normal dos homens.
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PREVISIBILIDADE SUBJETIVA: Não há substituição pelo “homem médio”. É levado 
em consideração as condições pessoais do agente, ou seja, as suas limitações e as 
experiências daquela pessoa cuja previsibilidade está se aferindo em um caso concreto.
ELEMENTOS DO HOMICÍDIO CULPOSO
a) Comportamento humano voluntário, positivo ou negativo;
b) Descumprimento do cuidado objetivo necessário manifestado pela imprudência, 
negligência ou imperícia;
c) Previsibilidade objetiva do resultado;
d) Inexistência de previsão do resultado;
e) Morte involuntária.
CONCURSO DE CRIMES: sendo diversos os eventos, pode haver concurso formal ou 
crime continuado.
Art. 70 do CP: uma só ação ou omissão/Dois ou mais crimes – idênticos ou não. 
Ex.: Motorista não habilitado para dirigir ônibus escolar, capota, matando uma criança e 
ferindo oito  CONCURSO FORMAL DE CRIMES: homicídio culposo por imperícia 
+ lesão corporal  unidade de condutas e pluralidade de crimes.
Art. 71 do CP: mais de uma ação ou omissão/ dois ou mais crimes (da mesma 
espécie)/condições de tempo, lugar, maneira de execução semelhantes/continuação do 
primeiro.
CONCURSO DE PESSOAS: A doutrina se divide quanto à possibilidade em crimes 
culposos. Para os que defendem a NÃO POSSIBILIDADE, faltaria a resolução comum 
voltada a determinado fim, devendo cada uma ser examinada isoladamente.
Delmanto defende a POSSIBILIDADE, excepcionalmente, da coautoria em 
delitos culposos, desde que demonstrada a existência do vínculo subjetivo voltado à 
realização da conduta imprudente comum. Ex.: Condutas do piloto e copiloto de um 
avião, que voam em desacordo com o plano voo, havendo como consequência um 
acidente aéreo, do qual eles sobrevivem e um dos passageiros morrem.
AÇÃO: APPI  mas NÃO É DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI
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AUMENTO DE PENA
Art. 121, §4º do CP 
§4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de 
inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício,ou se o agente deixa de 
prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, 
ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada 
de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 
60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)
1ª parte do §4º - se o homicídio é culposo:
 INOBSERVÂNCIA À REGRATÉCNICA DE PROFISSÃO, ARTE OU 
OFÍCIO
Não se confunde com a Imperícia (pessoa sem aptidão técnica).
EXEMPLO: João Henrique constrói um muro divisório de propriedade, esse 
muro cai e causa a morte de Flávio, por ter sido edificado com INOBSERVÂNCIA DE 
REGRAS TÉCNICAS.
Culpa: do Técnico em edificações ou Engenheiro (no caso João Henrique).
Vejam bem, se fosse edicado por um simples PEDREIRO (não téncico para 
tanto), seria culpado apenas pela imprudência elementar dos crimes culposos (art. 121, 
§3º).
 OMISSÃO DE SOCORRO
Exige a ausência de RISCO PESSOAL para o agente e não pode ser aplicado 
esse aumento de pena em concurso com o art. 135 do CP (crime de omissão de socorro).
EXEMPLO: Aquele que, CULPOSAMENTE, ofende, inicialmente, a 
integridade corporal ou a saúde de outrem, deve fazer o possível para que se EVITE O 
RESULTADO mais gravoso.
OMISSÃO DE SOCORRO demostra maior reprovabilidade do comportamento, 
o que motiva o aumento da pena.
OBS.: Lembrem-se de que se outras pessoas já estiverem prestando socorro à 
vítima, não poderá ao agente ser atribuído o AUMENTO DE PENA, pois a finalidade 
dessa majorante (aumento de pena) é exclusivamente o AMPARO À VÍTIMA.
E se ocorrer a morte instantânea???
Nesse caso, também não há que se falar em aumento de pena pela OMISSÃO 
DE SOCORRO, haja vista que não se socorre cadáver “né, meninos???”  tanto é que 
o art. 304 do CTB é muito criticado pela doutrina.
 O AGENTE QUE NÃO PROCURA DIMINUIR AS CONSEQUÊNCIAS DE 
SEUS ATOS
EXEMPLO: FERNANDA, sabendo que a vítima não possui condições para 
arcar com o custo do tratamento e medicamentos, não a auxilia materialmente, 
deixando-a à própria sorte.
 FUGA PARA EVITAR FLAGRANTE
Afasta-se a majorante, se a vida do agente corre perigo.
EXEMPLO: Linchamento, tendo em vista as manifestações populares.
2ª parte do §4º - se o homicídio é doloso:
 CONTRA PESSOA MENOR DE 14 E MAIOR DE 60 ANOS DE IDADE
 Menor de 14 anos: introduzido ao CP após a Lei n. 8.069/90 (Estatuto da 
Criança e do Adolescente – ECA).
 Maior de 60 anos: Introduzido ao CP após a Lei n. 10.741/03 (Estatuto do 
Idoso).
São aplicadas a todas as modalidades de HOMICÍDIO DOLOSO, no entanto, 
DEVE HAVER a comprovação da idade por DOCUMENTO HÁBIL (art. 155 do CPP) 
– Ex.: RG.
PERDÃO JUDICIAL – art. 121, §5º, CP
Se o homicídio é culposo: 
Pena - detenção, de um a três anos.CONSEQUÊNCIAS:
 FÍSICAS: Quando o agente mata a vítima culposamente, mas também sofre 
ferimentos e lesões graves. Ex.: fica tetraplégico.
 MORAIS: Quando o agente mata a vítima culposamente, mas sofre com a perda 
de entes queridos. Ex.: Morte de filho proveniente da mesma conduta culposa, ou 
parentes por afinidade.
 Aplica-se o PERDÃO JUDICIAL aos §§3º e 4º  é causa de EXTINÇÃO DA 
PUNIBILIDADE – art. 107, IX, CP.
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artparte : homicidio
pena: 2: parte culparo
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homicídio doloso.
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deixa desplican
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Comequênciaficoue e
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vendas
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MILÍCIA PRIVADA – Art. 121, §6º, CP (1ª parte)
Esse parágrafo foi acrescentado ao art. 121, pela Lei n. 12.720/12.
As milícias privadas são aquelas criadas à margem do Poder Público.
Existem 02 tipos de milícias:
 MILÍCIAS MILITARES: Que são as forças policiais, pertencentes à administração 
pública, que envolvem não somente as forças armadas, como também as forças 
policiais, que tenham uma função específica, determinada legalmente pelas autoridades 
competentes.
 MILÍCIAS PARAMILITARES: São associações não oficiais, cujos membros atuam 
ilegalmente, com o emprego de armas com estrutura semelhante à militar  utilizam 
armas para impor o seu regime de TERROR em uma determinada localidade.
As milícias privadas se encontram À MARGEM DA LEI. A priori, eram 
formadas por policiais, êx policiais e civis, que normalmente prestavam serviços de 
segurança.
É uma ORGANIZAÇÃO NÃO ESTATAL, que atua ILEGALMENTE, 
mediante o emprego de FORÇA, com a utilização de armas, impondo o seu regime de 
terror em uma DETERMINADA REGIÃO. 
CARACTERÍSTICAS:
1. Controle de um território e de sua população (grupo armado irregular);
2. Ânimo de lucro;
3. Caráter coativo desse controle;
4. Discurso de legitimação referido à proteção dos moradores locais e à instauração 
de uma ordem local;
5. Participação ativa e reconhecida dos agentes do Estado.
EXEMPLO: A milícia toma conta de uma determinada favela e cobra de seus 
moradores para manter a ordem na favela (diminuição de crimes de furto local, por 
exemplo). 
Essa cobrança não necessariamente seria em dinheiro meninos, mas sim, 
obrigando os moradores a consumirem drogas apenas da milícia, gás e/ou outras 
mercadorias comercializadas por ela.
No exemplo acima, 01 integrante da milícia que, agindo de acordo com a ordem 
emanada do grupo, mata alguém porque se atribuía à vítima a prática frequente de 
fora
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vendo de armas
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crimes de furto naquela região protegida – cometeu então o crime previsto no art. 
121, §6º, CP.
OBS.: As mortes são produzidas sob o falso argumento de estar se levando a 
efeito a segurança do local, com a eliminação de criminosos.
CONCURSO DE PESSOAS: Todos os integrantes da milícia responderão pelo crime 
de homicídio, com a pena agravada (§6º) a execução do crime praticada por 1 dos 
integrantes da milícia, é considerada como simples DIVISÃO DE TAREFAS.
OBS.: Até mesmo grandes residências, em bairros nobres, próximo às favelas, 
optam pela proteção das milícias, para garantir a segurança da família, residências e 
estabelecimentos comerciais.
Elas se apresentam como garantidoras do bem estar da comunidade, mas na 
realidade essa atividade não decorre da adesão espontânea da comunidade, na grande 
maioria dos casos, é IMPOSTA mediante COAÇÃO, VIOLÊNCIA e GRAVE 
AMEAÇA, podendo resultar na eliminação de eventuais renitentes.
Em suma, trata-se de uma OCUPAÇÃO DE TERRITÓRIO, espécie de paralelo, 
cuja finalidade é explorar as pessoas carentes.
GRUPOS DE EXTERMÍNIO - Art. 121, §6º, CP (2ª parte)
É a reunião de indivíduos na qualidade de “JUSTICEIROS” e/ou matadores, os 
quais também atuam mediante pagamento da população local e de comerciantes e/ou 
industriais de determinada região.
Não se confunde com RELEVANTE VALOR SOCIAL, que vimos no §1º 
(homicídio privilegiado), pois, normalmente são movidos por motivo TORPE 
(HOMICÍDIOS MERCENÁRIOS – mediante paga ou promessa de recompensa).
A lei é omissa em relação ao número de pessoas. Entende-se que seria no 
mínimo 03 ou 04 (utilizando-se o critério de interpretação do art. 288 do CP – 
associação criminosa).
REQUISITOS:
1. Reunião de pessoas;
2. Estrutura ordenada;
3. Divisão de tarefas;
4. Vantagem de qualquer natureza;
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5. Crimes com pena igual ou superior a 4 anos.
OBS.: O homicídio simples (tentado ou consumado), se praticado por grupo de 
extermínio, ainda que por 1 só executor, será considerado HEDIONDO.
 CAUSAS DE AUMENTO DE PENA NO FEMINICÍDIO
§7º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o 
crime for praticado: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; (Incluído 
pela Lei nº 13.104, de 2015)
II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou com 
doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de 
vulnerabilidade física ou mental; (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022)
III - na presença física ou virtual de descendente ou deascendente da vítima; 
(Redação dada pela Lei nº 13.771, de 2018)
IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos 
incisos I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. 
(Incluído pela Lei nº 13.771, de 2018)
Aumento de 1/3 até a metade para os casos que o feminicídio tenha sido 
praticado (§7º):
• Durante a gestação;
• Nos três meses posteriores ao parto;
• Contra maior de 60 anos, deficientes ou doentes mentais;
• Na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima;
* E ainda, em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos 
I, II, III do caput do art. 22 da Lei 11.340/06. 
-
ao
↳
arro
e
feminino
INDUZIMENTO, INSTIGAÇÃO OU AUXÍLIO AO SUICÍDIO OU À
AUTOMUTILAÇÃO
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou
prestar-lhe auxílio material para que o faça: (Redação dada pela Lei nº 13.968, de
2019)
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. (Redação dada pela Lei nº 13.968,
de 2019)
§1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de
natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste
Código:(Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
§2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta morte: (Incluído pela
Lei nº 13.968, de 2019)
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
§3º A pena é duplicada: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil; (Incluído pela Lei nº
13.968, de 2019)
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de
resistência. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
§4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de
computadores, de rede social ou transmitida em tempo real. (Incluído pela Lei nº
13.968, de 2019)
§5º Aplica-se a pena em dobro se o autor é líder, coordenador ou administrador de
grupo, de comunidade ou de rede virtual, ou por estes é responsável. (Incluído pela
Lei nº 14.811, de 2024)
§6º Se o crime de que trata o §1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza
gravíssima e é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem, por
enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a
prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência,
responde o agente pelo crime descrito no §2º do art. 129 deste Código. (Incluído
pela Lei nº 13.968, de 2019)
§7º Se o crime de que trata o §2º deste artigo é cometido contra menor de 14
(quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática
do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o
agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código. (Incluído pela
Lei nº 13.968, de 2019)
SUICÍDIO � Não é previsto como crime por razões de política criminal, de forma que a
pessoa que tenta suicidar-se não comete infração penal. Pune-se o comportamento daquele
terceiro que induz, instiga ou auxilia outrem ao suicídio.
TENTATIVA DE SUICÍDIO � Não é punida, muito embora a vida seja um bem inalienável.
Conforme CELSO DELMANTO, “Qualquer pena perde o sentido diante de uma pessoa que
chega ao desespero extremo”.
ROGÉRIO GRECO, por sua vez, diz que “Se a vítima tentou a sua própria morte por
não suportar alguns momentos tormentosos pelos quais passava ainda quando estava em
liberdade, que dirá se for presa. Lá então, com todo tratamento indigno que receberá, se
sentirá infinitamente mais estimulada a tentar novamente o suicídio”.
E
↑
Ou seja, vocês se recordam do PRINCÍPIO DA LESIVIDADE, que estudamos no
segundo semestre??? Então...punir a TENTATIVA DE SUICÍDIO fere o PRINC. DA
LESIVIDADE, eis que o Direito Penal só pode proibir comportamentos que extrapolem o
âmbito do próprio agente, que venham ATINGIR TERCEIROS, que não é o caso da tentativa
de suicídio.
AUTOMUTILAÇÃO � Com o advento da Lei 13.968/19, não é somente o induzimento,
instigação ou auxílio ao suicídio que é incriminado no artigo 122, CP. Passa a ser também
previsto como crime o ato de induzir, instigar ou prestar auxílio a outrem a fim de que tal
pessoa se automutile, ou seja, se auto lesione, cause lesões a si mesma, no próprio corpo, sem
a necessidade de pretender tirar a vida.
Ex.: Induzir, instigar ou auxiliar alguém a amputar ou mutilar um dos dedos da mão
ou do pé, a se cortar, a se queimar com cigarros, etc.
Observando-se que também a autolesão ou automutilação não é prevista em si como
crime. Quem se automutila não comete crime. O criminoso, nos termos do artigo 122, CP, é
aquele que induz, instiga ou auxilia outra pessoa a se automutilar.
OBS.: Embora seja impune aquele que tenta matar-se ou que tenta ou mesmo
consegue se automutilar, a vida e a integridade física continuam sendo bens jurídicos
indisponíveis, assim, a lei não considera ilegal a coação praticada para impedir o suicídio
(artigo 146, §3º, II, CP).
OBJETO JURÍDICO: Os bens jurídicos tutelados são a vida humana e a integridade física
da pessoa.
Até o surgimento da Lei 13.968/19 não havia dúvida de que se tratava de um crime
exclusivamente contra a vida. Acontece que a nova lei incluiu também o induzimento,
instigação ou auxílio à automutilação, o que implica na abrangência de outro bem jurídico, a
integridade física.
A doutrina traz crítica, portanto, ao legislador, no sentido que a melhor opção seria ter
incluído essa questão do induzimento, instigação ou auxílio à automutilação no corpo do
artigo 129, CP e não no artigo 122, CP, pois sendo assim, o legislador acabou criando um tipo
penal anômalo, que embora esteja no capítulo dos crimes contra a vida, tutela também, em
parte, a integridade física. Isso gerará problemas quanto à competência para o processo e
Induzi Prestar auxilio
automuttomad
a pr e se
Instigar indug ,
instiga
ou
S
auxlo
é
g
cremingo
-
-
-
-
-
julgamento das condutas tipificadas no atual artigo 122, CP, requerendo atenção do intérprete
e do aplicador da lei, não só na seara penal como também na Processual Penal.
OBJETO MATERIAL: a vítima do suicídio ou da automutilação
SUJEITO ATIVO: Qualquer pessoa, tratando-se de crime comum.
SUJEITO PASSIVO: Qualquer pessoa que tenha capacidade de resistência à prática do
suicídio ou da automutilação, ou seja, desde que tenha discernimento.
Se a capacidade de discernimento é nula ou inexistente, não ocorre o crime do artigo
122, “caput”, CP, nem mesmo as figuras qualificadas pelos resultados lesão grave ou
gravíssima (artigo 122, § 1º., CP), ou morte (artigo 122, § 2º., CP), mas sim aquelas previstas
nos §§ 6º. e 7º., do mesmo artigo 122, CP.
Os parágrafos 6º e 7º tratam, respectivamente, dos resultados lesões gravíssimas e
morte. Entretanto, qual seria a diferença desses §§ 6º e 7º para os §§ 1º e 2º, que também se
referem aos resultados respectivos lesões graves ou gravíssimas e morte?
Primeiro, enquanto o §6º, que trata de lesões se refere especificamente a lesões
gravíssimas, o §1º menciona tanto o resultado lesões gravíssimas, como lesões graves. Porém,
a principal distinção se encontra na condição da vítima que não tem capacidade de resistência
psíquica à influência do criminoso. Nos §§ 6º e 7º, as vítimas serão os “vulneráveis” (menores
de 14 anos; pessoas que por enfermidade ou deficiência mental, não têm o necessário
discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não podem ofertar
resistência).
Nessas situações, o legislador considera que a vítima não toma uma decisão válida,
ela não passa de um fantoche nas mãos do influenciador. Dessa forma, se impõe a si mesma
lesões gravíssimas, o influenciador responderá nas penas do crime de lesões gravíssimas, de
acordo com o §6º e, se vier a se suicidar, não responderá o influenciador nas penas do
induzimento, instigação ouauxílio ao suicídio, mas sim naquelas do crime de homicídio.
Antes, já era entendimento doutrinário e jurisprudencial, que o influenciador, nos
casos de vítima com incapacidade de discernimento, não responderia nos termos do artigo
122, CP, mas por crime de lesão corporal ou de homicídio, conforme o que ocorresse. Agora,
a Lei 13.968/19 converteu essa solução dogmática em lei, a positivou.
#
D
TIPO OBJETIVO: O tipo penal prevê três condutas: induzir, instigar e prestar auxílio
material.
As duas primeiras (induzimento e instigação) são chamadas de “participação moral”,
enquanto o auxílio é chamado de “participação físico ou material”.
Induzir é incitar – fazer nascer a ideia na vítima.
Instigar é estimular uma ideia já existente. O agente apenas reforça.
Auxiliar é ajudar materialmente. Por exemplo, fornecendo uma arma, fornecendo
veneno, ministrando instruções sobre meios de suicidar-se ou de automutilar-se, montando um
aparato para o suicídio ou automutilação, etc. Não obstante é importante notar que essa
intervenção física do agente não pode extrapolar o mero auxílio e acabar adentrando em atos
de execução da morte ou lesão, senão ocorrerá homicídio ou crime de lesão corporal.
No auxílio soma-se a instigação, mas o crime é único, embora praticado com mais de
uma conduta (tipo alternativo).
Tendo em vista a inclusão da figura da automutilação, é preciso atentar para eventuais
casos em que alguém induza, instigue ou auxilie outrem a práticas que causam, de certa
forma, lesões no corpo, mas que são socialmente usuais. Exemplo: tatuagens, Body Piercing,
brincos com furo na orelha etc. Se a influência se dá para a realização da técnica em situação
legalmente regulada e permitida, envolvendo pessoas maiores, ou mesmo menores, mas com
autorização dos responsáveis e cumprindo todas as normas de saúde pública, não há ilícito.
Agora, se a influência se dá para que a pessoa provoque lesões em si, mediante uso dessas
técnicas fora dos padrões legalmente estabelecidos. Um menor, por exemplo, que se tatua por
indução de terceiro, sem o consentimento dos pais. Ou uma pessoa, ainda que maior, induzida
a fazer a aplicação e Body Piercing sem os devidos cuidados higiênicos. Nesses casos
irregulares, poderá, em tese, haver a configuração do crime do artigo 122, CP, assim como, se
realizada a conduta por terceiro sobre a vítima, haveria o crime de lesões corporais.
Finalmente, com a inclusão da automutilação, a influência de alguém a se embriagar
até passar mal, como costuma ocorrer em alguns “trotes” universitários, pode configurar
também o crime do artigo 122, CP.
CONSUMAÇÃO E TENTATIVA: Na redação original do Código Penal o crime do artigo
122, CP só ocorreria se houvesse um dos resultados preconizados no preceito secundário
(morte ou lesão corporal de natureza grave), sendo as penas então previstas respectivamente
de reclusão de 2 a 6 anos e de 1 a 3 anos. Portanto, não existia tentativa, ou ocorria um dos
resultados ou o fato era atípico.
--
-
&
- -
Hoje, com o advento das alterações promovidas pela Lei 13.968/19, isso foi
modificado.
Não há mais exigência dos resultados lesões graves ou morte para que haja o crime e a pena.
Atualmente o induzimento, a instigação e o auxílio material ao suicídio ou à automutilação
configuraram o crime, com ou sem tais resultados. De crime material, se converteu, por força
da Lei 13.968/19, em crime formal.
Eventuais resultados como lesões graves, gravíssimas ou morte decorrentes da prática
do suicídio, da tentativa de suicídio ou da automutilação, somente surgem agora como
qualificadoras nos §§ 1º, 2º, 6º, e 7º. Suas aplicações variarão de acordo com a vítima
(vulnerável ou não).
Sendo o crime formal em sua redação atual, surge possível polêmica quanto à
tentativa. A consumação se dá com o induzimento, instigação ou auxílio. No caso do auxílio
material o crime estará consumado com o fornecimento da ajuda material, venha ou não a
vítima a suicidar-se ou automutilar-se. Aí está preservada a característica formal do crime.
Mas, será viável a tentativa, vez que se trata de conduta plurissubsistente, com o “iter
criminis” fracionável, sendo plenamente possível que alguém impeça o infrator de fornecer o
auxílio à vítima.
Exemplo: um indivíduo pede uma arma para se matar. Quando o infrator vai lhe levar
tal arma, é submetido a uma revista pessoal, vez que a vítima estava internada num
manicômio, sendo encontrada a arma e apurado o seu fim de auxílio ao suicídio alheio. Há
tentativa (artigo 122 c/c 14, II, CP).
Quanto aos verbos induzir ou instigar, a tentativa somente se daria por escrito, como é
regra nos crimes formais. Diante desses verbos, o crime se consuma com o ato de
induzimento ou instigação, independentemente da atuação da vítima, que será mero
exaurimento do delito ou ensejará qualificadoras (artigo 122, §§ 1º , 2º, 6º e 7º, CP). Dada a
natureza desses verbos, é bem possível que o agente chegue a induzir ou instigar a vítima,
mas esta não venha a perpetrar ato algum de tentativa de suicídio ou de automutilação. Nesse
caso, parece mais correto reconhecer o crime consumado com o mero induzimento ou
instigação, principalmente tendo em vista que o legislador deixou de exigir resultados
ulteriores para a configuração do ilícito, o que dá a entender que considera criminoso já o
próprio induzimento ou instigação.
Exemplo: uma pessoa reclama de problemas existenciais. O infrator lhe propõe o
suicídio como alternativa, mas a vítima descarta tal proposta como absurda. O crime está
consumado. Eventual suicídio seria mero exaurimento e configuraria qualificadora, conforme
acima exposto.
TIPO SUBJETIVO: O elemento subjetivo é o dolo, consistente na vontade consciente de
induzir, instigar ou auxiliar a vítima ao suicídio ou à automutilação.
Dolo direto, eventual ou alternativo, inexistindo previsão de figura culposa.
Observe-se ainda que se o agente atua com vistas somente à automutilação, o artigo
122, CP não é um “crime doloso contra a vida”. E ainda que resulte morte derivada dessa
automutilação, esse resultado mais gravoso se dará a título de preterdolo.
Já quanto à ocorrência de lesões graves ou gravíssimas no caso de automutilação,
essas poderão decorrer do dolo do agente (ele visa, desde o início a lesão mais gravosa) ou
mesmo de preterdolo (o agente visava uma lesão mais leve, mas ocorre uma mais grave).
Quando o agente visa o suicídio da vítima e ocorre apenas lesão (leve, grave ou
gravíssima), na verdade, seu dolo era superior ao que de fato acabou resultando. Mas, esse
dolo é suficiente para configurar o crime do artigo 122, CP, já que atualmente, como já visto,
os resultados mais gravosos não são exigência para a punição, mas tão somente circunstâncias
que qualificam o crime.
Não existe modalidade culposa. Se, culposamente, se participa de um suicídio ou de
uma autolesão, pode haver responsabilização por homicídio culposo ou lesão culposa, mas
jamais por infração ao artigo 122, CP. Mirabete considera impossível a responsabilização por
homicídio culposo, sendo simplesmente fato atípico.
PENA: No caput, a pena é de reclusão de 6 meses a 2 anos.
AUMENTOS DE PENA: O antigo Parágrafo Único do artigo 122, CP foi excluído pela Lei
13.968/19 e atualmente os aumentos de pena estão regulados nos §§ 3º, 4º, e 5º.
§3º � há duplicação da pena nos antigos casos previstos no excluído Parágrafo único.
Inova-se, porém, no inciso I, ao acrescentar, além do “motivo egoístico”, os motivos “torpe” e
“fútil” como causas também de aumento de pena.
INCISO I
Motivo egoístico � há a revelação do desprezo do agente pela vida alheia, sobrepondo
interesses pessoais. Ex.: Induzir o irmão a suicidar-se para receber herança sozinho ou
eliminação de rival em caso amoroso (Para a caracterização do motivo egoístico não
pressupõe somente interesses materiais). Conforme Guilherme NUCCI, “é o desprezo pela
vida humana”.
Motivo torpe � A distinção entre o “motivo egoístico” e o “motivo torpe”, aprincípio
não é plausível. TELES caracteriza o “motivo egoístico” justamente pela sua “torpeza”.
NUCCI acena com a alegação de que o “motivo egoístico” seria uma espécie do gênero mais
abrangente “motivo torpe”.
Motivo fútil � Onde há a desproporção entre o ato gravíssimo de influenciar alguém a
se matar ou se auto lesionar e aquilo que motivou a conduta do agente. Ex.: Induzir ao
suicídio alguém devido a uma dívida de dois reais.
INCISO II
Aqui vai ser aferido a capacidade psíquica de resistência da vítima ao convencimento
da prática do suicídio.
Menor � Quando a lei fala em “menor” significariam os menores de 18 anos (art. 27,
CP). Existem, porém, posições doutrinárias (Damásio e Magalhães Noronha), afirmando que
seriam os menores entre 14 e 18 anos, pois que, numa interpretação sistemática do Código
Penal, os que estivessem abaixo dos 14 anos não apresentariam nenhuma capacidade de
resistência a influências externas, de modo que seriam então vítimas de homicídio ou de lesão
corporal (neste último caso, considerando a nova figura da automutilação). Há ainda um
terceiro entendimento, apontando para a necessidade de verificação no caso concreto,
independentemente da idade da vítima, se esta tinha plena resistência ou não, sendo a
menoridade apenas um indicativo não conclusivo.
Predomina o posicionamento que interpreta a palavra “menor” como sendo aqueles
entre 14 e 18 anos. Ademais, com a Lei 13.968/19 e a atribuição explícita das penas de
homicídio ou lesão corporal gravíssima para o caso de influência de menores de 14 anos
(artigo 122, §§ 6º e 7º, CP), a tese de que a palavra “menor” aqui se refere à faixa entre 14 e
18 anos, ganha força total.
Então, o aumento de pena para vítima menor, somente pode se referir àqueles menores
entre 14 anos completos e 18 anos incompletos.
Came formal .
S
- rapacidade
pequeno dD
piquica da vítima /1418 a nos
S -
reverável
· duplica se a pene
- - -
menos-
U
& - -
A
- -
-
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- -&
-
↳ ① 60, pessoar com
umerabilidade
entendi
-
mento
- doutrina
-
- rio.
- -
-
-
-
- mor do 122 paragrafo 7.
-
↳e nor
le
-
Caso nicida responde pelo aut 121 - untegação, induzimento
, auxilia
&
& muslação reponde peloart/29 - intigação, induzimento, auxilio
↑ ↓
Hunerovel
Outras pessoas, embora maiores, que tenham sua capacidade de resistência
psíquica diminuída � Estão abarcados os alienados, débeis mentais, embriagados, drogados,
enfermos etc., os quais tenham diminuída sua capacidade de resistência.
Obs.: Se tais pessoas não têm qualquer capacidade de resistência, ao invés de sofrerem
de somente uma diminuição dessa capacidade, ocorrerá aplicação das penas de lesões
corporais (automutilação) ou de homicídio (suicídio).
§4º � Prevê outra causa de aumento de pena, que será em dobro para os casos em
que a conduta seja praticada por meio de rede de computadores, de rede social ou
transmitida em tempo real.
Há a necessidade de determinação da vítima. Não cabe a tipificação do artigo 122, CP
em casos de vítimas indeterminadas.
Obs.: O que motivou essa causa de aumento foi o fenômeno do “jogo” que ficou
conhecido como “Baleia Azul”, no qual, por meio de redes sociais ou contatos via internet,
pessoas eram influenciadas a praticarem “desafios”, chegando à autolesão e até mesmo à
pratica suicida. Lembram desse fato????
§5º � Determina nova causa de aumento da pena em dobro quando o agente é líder
ou coordenador de grupo ou rede virtual. Se a influência à automutilação ou ao suicídio se
dá por meio informático a pena é aplicada em dobro para todos os participantes desse evento.
Porém, se identificado o líder ou coordenador de um grupo que se dedica a tal prática, este
receberá a pena em dobro e mais um acréscimo de metade.
Dois pontos são relevantes sobre esses aumentos de pena:
a) Eles são aplicáveis cumulativamente, pois nada impede que ocorram conjuntamente num
mesmo caso, não configurando “bis in idem”. Ex.: Alguém induz outrem ao suicídio por
motivo egoístico, por meio de comunicação virtual por internet, envolvendo um grupo de
pessoas do qual é o líder ou coordenador. Os aumentos de pena serão aplicados em cascata.
Somente não haverá aplicação em cascata no caso dos dois incisos do §3º, estarem presentes
concomitantemente.
art 127 CP # 35: 5 6°, 57do CP
18ang
-
E6:37-14 anor
[
O
- -
--
b) Devido à posição topográfica dos §§ 3º, 4º e 5º, esses aumentos somente são aplicáveis ao
crime simples do artigo 122, “caput”, CP ou às formas qualificadas do artigo 122, §§ 1º ou 2º,
CP.
Além da questão topográfica, nas qualificadoras que envolvem vulneráveis a pena
aplicada já será muito mais gravosa, de lesão corporal gravíssima ou de homicídio simples ou
mesmo qualificado. Assim sendo, a aplicação de aumentos de pena configuraria uma violação
à proporcionalidade por excesso punitivo.
AÇÃO PENAL E COMPETÊNCIA
O crime previsto no artigo 122, CP, é de ação penal pública incondicionada (APPI)
em todas as suas formas (Art. 100 do CP).
Como falamos, com a inclusão da automutilação em um crime doloso contra a vida (ao
invés de alocar tal conduta no crime de lesão corporal), surge uma alteração na competência
para o processo e julgamento das figuras do artigo 122 do CP.
Se o induzimento, instigação ou auxílio se dirigir à prática do suicídio, pretendendo,
portanto, o agente atingir o bem jurídico vida, a competência para processo e
julgamento será do Tribunal do Júri (competente para julgar CRIMES DOLOSOS
CONTRA A VIDA).
Contudo, se o induzimento, instigação ou auxílio se voltar tão somente à
automutilação, ainda que dela resulte preterdolosamente (DOLO NA AÇÃO E CULPA NO
RESULTADO) a morte, porque o agente queria apenas a autolesão, a competência será do
Juiz Singular, tendo em vista que claramente não se trata de um crime doloso contra a vida,
embora alocado no Capítulo “Dos Crimes contra a vida” (cuja inovação está sendo muito
criticada pela doutrina pátria)
Será sempre necessário, portanto, para fins de estabelecimento de competência para o
processo e julgamento do art. 122 do CP, em qualquer de suas modalidades, a aferição do
dolo do agente, se tem o intento de provocar o suicídio ou de provocar autolesão, pois o Júri
somente tem competência para o processo e julgamento dos “crimes dolosos contra a
vida”, não de crimes que são informados pelo “animus laedendi” ou animus nocendi ou
mesmo por preterdolo.
S
especial
do
ju
Ardinal
zeri
a pretendo
- loro .
-
INFANTICÍDIO
Art. 123 do CP: “Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, 
durante o parto ou logo após: Pena – detenção, de 2 a 6 anos”.
É um crime semelhante ao homicídio, porém, recebe a DIMINUIÇÃO DA 
PENA por motivos FISIOLÓGICOS. GRECO, o denomina de “modalidade especial de 
homicídio”.
O referido artigo protege a vida extrauterina. Protege tanto a vida do recém-
nascido (neonato) quanto do que está nascendo (nascente).
OBJETO JURÍDICO: preservação da vida humana.
OBJETO MATERIAL: a vida do NASCENTE ou do NEONATO (recém-nascido)
SUJEITO ATIVO: Crime próprio  pode ser praticado apenas pela genitora, no 
estado puerperal, embora admita COAUTORIA.
SUJEITO PASSIVO: Recém-nascido ou o feto que está nascendo.
Próprio filho  durante o parto
  logo após
 NASCENTE: aquele que está nascendo, em processo de expulsão.
 NEONATO: aquele que acabou de nascer, já se encontra desprendido da mãe.
TIPO OBJETIVO: O delito pode ser praticado por qualquer meio de execução. 
Inclusive pela OMISSÃO  Art. 13, §3º, “a”, CP: DEVER DE AGIR, que incumbe a 
quem tenha a OBRIGAÇÃO de cuidado, proteção e vigilância, desde que cometido 
durante o parto ou logo após (critério relativo).
 DURANTE O PARTO: indica o momento a partir do qual o fato deixa de ser 
considerado como aborto e passa a ser entendido como INFANTICÍDIO. 
MARCO INICIAL início do parto: para a doutrina pátria pode se dar em 3 
momentos:
1. Com a dilatação do colo do útero;
2. Com o rompimento da membrana amniótica (bolsa);
3. Coma incisão das camadas abdominais (cesária).
 LOGO APÓS O PARTO: Aplica-se o PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE.
Infanticídio Homicídio Art. 123 do CP
S
-Dilatado > NaventeABORTO
- Compda memb amniótico Após es período *
Feto esterino incisão = ous estando sob Infantedio
após o nas
até 6 a 8 sem .) Monato
a infl . do Et
Puerperal . 6
modalid/especial
art 158 CPP eCriancesuso motiv LasHomicídio
trexo comol) Crime próprio ↓
- #
=Psicologica 6a8De manavtodoreal - me Vida
=Psi quotrico
Gironata
e em estado--de contrado
aamião impropria
A medicina diz que o ESTADO PUERPERAL PODE durar de 6 a 8 semanas, 
mas há a necessidade de prova pericial, realizada por PSICÓLOGO para evidenciar 
que ao tempo do delito a parturiente encontrava-se sob a influência do estado puerperal 
 caso contrário RESPONDE POR HOMICÍDIO.
TIPO SUBJETIVO: Dolo DIRETO ou EVENTUAL.
Inexiste forma CULPOSA. Se a morte decorre de inobservância do dever 
objetivo de cuidado que será devido à parturiente, responde por HOMICÍDIO 
CULPOSO.
CONSUMAÇÃO: Com a morte do nascente ou nascituro.
É crime MATERIAL, necessita de PERÍCIA para apurar a materialidade 
delitiva. Para assegurar se a criança estava com VIDA ou não, pois caso contrário 
configura CRIME IMPOSSÍVEL (art. 17 do CP), por ABSOLUTA IMPROPRIEDADE 
DO OBJETO.
TENTATIVA: possível.
CONCURSO DE PESSOAS: A doutrina é BIPARTIDA:
 HÁ POSSIBILIDADE: Damásio de Jesus, Nelson Hungria, Magalhães 
Noronha e Celso Delmanto.
Para tal corrente doutrinária, o concurso deve ser admitido de acordo com a 
regra do art. 30 do CP, pela qual o coautor PRECISA SABER sobre o ESTADO 
PUERPERAL da parturiente, caso contrário, seria INDISCUTÍVEL A QUESTÃO DO 
HOMICÍDIO.
Se o coautor souber do estado puerperal, pelo art. 30 do CP, de alguma forma, 
concorre para o crime que deverá a ele se comunicar, ou seja, o ESTADO 
PUERPERAL é ELEMENTAR DO CRIME, motivo da comunicação.
Há quem entenda ser injusta esta regra, eis que o coautor não se encontra no 
estado puerperal, não merecendo receber a pena mais branda do INFANTICÍDIO, 
todavia, é a CORRENTE ADOTADA PELO LEGISLADOR, predominante em nosso 
ordenamento jurídico.
 NÃO HÁ POSSIBILIDADE: Heleno Fragoso e Aníbal Bruno.
Para tal corrente, o coautor DEVE responder por HOMICÍDIO.
OBS.: Se a conduta ocorreu ANTES do nascimento: o crime é ABORTO; se ausente o 
elemento fisiopsicológico ou temporal, o crime é HOMICÍDIO.
ERRO DE TIPO: Mãe que, sob o estado puerperal mata outra criança acreditando ser 
sua. Responde pelo INFANTICÍDIO e não pelo homicídio (art. 73 e art. 30, §3º do CP).
elementar do crime
: estado puerperal.
Admite o concurso de crime por infonticidio,se o agente, souber da
elementar do
crime.
chorto
A
C S
adda eE
-
E -
-
- -elmentee
Gerro
de penoa. sunevitável ; excluidoo e culpa
Erro do
se eutóvel :
tipo a
art 73.
AÇÃO PENAL: APPI – crime contra a vida – competência do TRIBUNAL DO JÚRI.
incondicionada
*
-
ABORTO
ABORTO PROVOCADO PELA GESTANTE OU COM O SEU CONSENTIMENTO
Art. 124 do CP: “Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lhe provoque”
Pena – detenção, de um a três anos.
ABORTO: É a interrupção da INTENCIONAL do processo de gravidez, com a MORTE DO 
FETO.
A sua criminalização envolve questões delicadas e de difícil conciliação, tanto que no 
último dia 01/05, foram julgadas pelo STF duas ações que pediam a legalização do aborto em 
caso de grávidas contaminadas pelo Zica vírus, ou seja, intermináveis discussões sobre a 
polêmica da legalização do aborto. A discussão que mais se instala é:
 GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DIREITO À VIDA: Concepção fundada 
nos valores religiosos.
 GARANTIA CONSTITUCIONAL DA DIGNIDADE HUMANA: Proteção da 
saúde física e psíquica da mulher; questões sociais e de saúde pública; reconhecimento da 
dignidade da mulher; livre arbítrio e autonomia em face de seu próprio corpo.
OBJETO JURÍDICO: preservação da vida humana.
No caso de aborto provocado por terceiros, protege-se a vida e a incolumidade física 
(isenção de perigo) da gestante. 
SUJEITO ATIVO: No autoaborto e no aborto consentido, é a gestante (crime próprio). 
Admite-se coautoria.
SUJEITO PASSIVO: No autoaborto é o feto, o óvulo fecundado ou o embrião (produto da 
concepção).
TIPO OBJETIVO: 
PROVOCAR  dar causa/originar.
Como uma mãecometa ter previo legal)
a conduto é
-Alpica (n
responde
um aborio culposo , por
não
nomenhum
crime
CADPF-54
↳intrauterino
E
· Interrupção intencional /Sempre dold
·
A crime próprio, Admetendo coautoria quan
-odolla consente
↳ núcleo do tipo
O meio de execução é livre: OMISSIVO (quando o agente gozar do status de 
garantidor), ou COMISSIVO.
GRAVIDEZ: é a ELEMENTAR DO CRIME, caso contrário estaremos diante de um 
CRIME IMPOSSÍVEL (Art. 17 do CP). Portanto, é indispensável a realização de corpo de 
delito (art. 158 do CPP) para confirmar o estado gravídico da mulher, caso não possível, que 
se supra pela prova testemunhal (art. 167 do CPP).
Necessário ainda, para a configuração do delito, que o feto esteja com vida, caso 
contrário, estamos também diante de um crime impossível.
INÍCIO DA GRAVIDEZ: a doutrina se diverge:
 Para uns é a partir da implantação do ovo na cavidade uterina, ou seja, A PARTIR DA 
FECUNDAÇÃO  desde o momento em que o óvulo feminino é fecundado pelo 
espermatozoide masculino  NIDAÇÃO  o óvulo já foi fecundado no útero materno. Ela 
ocorre 14 dias após a fecundação (GRECO).
 Para outros, o início da gravidez se dá desde a constituição do ovo. Para tal corrente 
doutrinária, a pílula do dia seguinte seria abortiva (DAMÁSIO).
TIPO SUBJETIVO: Dolo (direto ou eventual).
CONSUMAÇÃO: Crime material – exige resultado (morte do feto ou destruição do óvulo).
Não há necessidade da expulsão, pode ocorrer a petrificação no útero materno.
Admite-se TENTATIVA.
CONCURSO DE PESSOAS: art. 29 do CP: “Quem, de qualquer modo, concorre para o 
crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade”.
 Para Celso Delmanto, o partícipe meramente auxiliar e encorajador da gestante a 
consentir, estará incurso nas penas do art. 124 do CP, ainda que ela morra ou sofra lesão.
 STF entende que “O corréu que não participou do ato físico, matéria e cirúrgico, 
responde pelo art. 124 e não pelos arts. 126 ou 127”. Entende, ainda, que “É coautor do crime 
do art. 124, o comerciante que vendeu a droga abortiva ciente de seus efeitos”.
 Ainda há o entendimento de que o namorado que induz a gestante também responde 
pelo art. 124 do CP.
A
torgrante
do
e
Caropordeve estargrávida
Tod --> Feto deve estar Nom
vida, senão o crimeé impone
vel
.
·
bipartedo
Culpa-Atípico
↳
Morteda
vida trauterina
APPI: competência do Tribunal do Júri.
Cabe a suspensão condicional do processo, pois a pena mínima cominada não ultrapassa 1 
ano.
ABORTO PROVOCADO POR TERCEIRO SEM O CONSENTIMENTO DA 
GESTANTE
Art. 125 do CP: “Provocar aborto, sem o consentimento da gestante.”
Pena - reclusão, de três a dez anos
FORMAS: 
 Não concordância real: realizada através de violência, grave ameaça ou fraude.
 Não concordância presumida: menor de 14 anos, alienado ou débil mental 
(art. 126, p.ú. CP).
SUJEITO ATIVO: crime comum – qualquer pessoa.
SUJEITO PASSIVO: Dupla subjetividade: feto e gestante.
OBJETO JURÍDICO: Vida humana em desenvolvimento e vida e incolumidade física e 
psíquica da gestante.
OBJETO MATERIAL: 
 óvulo fecundado (aborto ovular)  nos dois primeiros meses de gravidez;
 embrião (aborto embrionário)  3º ou 4º mês de gravidez;
 feto (aborto fetal)  a partir do 5º mês de gravidez.
OBS.: A gestante que perde o filho em acidente de trânsito onde o indivíduo, de forma 
imprudente, dirigindo em alta velocidade, com ela colide, causando-lhe, também, em virtude 
do impacto, o aborto. Pode o agente causador do impacto, isto é do aborto, responder por tal 
resultado??
RESPOSTA: Não, poderá apenas responder pelas eventuais lesões corporais produzidas na 
gestante, em virtude

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