Prévia do material em texto
D IR EI TO A D M IN IS TR A TI VO 197 b) mediante discricionariedade do administrador, ao qual caberá analisar a necessidade de remuneração por meio da cobrança de tarifa diretamente do usuário. c) por meio de autorização legislativa específica para qualifica- ção do serviço como público, além de autorização legislativa para celebrar a concessão, ainda que a prestação do serviço público seja prestada em regime jurídico de direito público. d) de acordo com a repartição de competências estabelecidas pelos entes políticos, desde que guarde pertinência com o setor de transporte. e) para as atividades previstas como tal no ordenamento jurí- dico, dotadas de relevância e inseridas dentre as competên- cias do ente que figurar como poder concedente. 115. (FCC – 2018) Como destaca a doutrina abalizada, as pri- meiras noções de serviço público, surgidas na França, eram tão amplas que abrangiam, algumas delas, todas as atividades do Estado. É certo que referido conceito evoluiu e passou por modificações significativas, podendo-se afirmar que, atual- mente, serviço público, em seu sentido estrito, a) denota, em seu aspecto subjetivo, a obrigatoriedade de prestação direta pelo Estado ou por pessoa jurídica de direi- to público. b) corresponde, em seu aspecto material, à prestação de uma utilidade ou comodidade fruível diretamente pelos administrados. c) significa toda a atividade de natureza econômica exercida pelo poder público, em regime de direito privado, mediante cobrança de tarifa. d) apresenta, em seu aspecto formal, a instrumentalização mediante contrato de concessão ou delegação e a cobrança direta do usuário por meio de taxa. e) representa a atuação do Estado, diretamente ou por inter- médio de delegação a entidades da Administração indireta, para prestar utilidades aos cidadãos, vedada a cobrança de tarifa. 116. (FCC – 2018) Apartando-se da discussão quanto ao critério identificador do conceito de serviço público e a partir da classi- ficação doutrinária segundo a qual o gênero atividade econô- mica comporta duas distintas espécies, quais sejam, o serviço público e a atividade econômica em sentido estrito, a Constitui- ção Federal a) submeteu a exploração de ambas as espécies ao mesmo regime jurídico, essencialmente público, com o que se permitiu a coparticipação do setor privado na prestação de serviços públicos e atividades econômicas de interesse social. b) submeteu a prestação de cada uma das atividades a dis- positivos constitucionais e regimes jurídicos distintos, a primeira a regime essencialmente público e a segunda a regime privado. c) conferiu tratamento diverso às duas diferentes espécies de atividade, razão pela qual o serviço púbico cuja exploração é delegada à iniciativa privada perde sua natureza essen- cial pública, passando a se submeter tão somente a normas indutivas. d) conferiu o mesmo tratamento jurídico às duas espécies do gênero atividade econômica, razão pela qual não há utilida- de prática na classificação, pois se submetem ao mesmo e indistinto regime jurídico de prestação, a ser definido por decisão discricionária da Administração pública. e) submeteu cada uma das atividades a regimes e dispositivos constitucionais distintos, respectivamente público e priva- do, razão pela qual, dado o princípio da livrei inciativa, ao estado é vedada a prestação da segunda e à iniciativa priva- da da primeira. 117. (FCC – 2018) Considerando o que estabelece o artigo 175 da Constituição Federal e a Lei nº 8.987/1995, é compatível com o instituto da permissão do serviço público a) formalização por meio de contrato que, por ter natureza precária, não exige a fixação de prazo de vigência, é dizer, cuida-se de exceção à regra segundo a qual os contra- tos administrativos não podem ser firmados por prazo indeterminado. b) remuneração da execução do serviço público por tarifa ou preço público pago pelo usuário do serviço, este que tem direitos e deveres reduzidos se comparado ao usuário de serviço público concedido. c) possibilidade de revogação a qualquer tempo pelo titular do serviço, ante o caráter precário da delegação, independen- temente de indenização. d) caráter transitório da outorga, somente realizada para nor- malização de situação excepcional, ocorrida durante a exe- cução de contrato de concessão. e) realização de licitação, por qualquer modalidade, desde que adequada à modalidade de serviço cuja exploração se pre- tenda delegar. 118. (FCC – 2018) Um ente federado pretende desenvolver proje- to para ampliação e conservação de sua malha rodoviária, com vistas a permitir o escoamento da produção de sua indústria, propiciando desenvolvimento econômico e social com benefí- cios à população. Poderá fazê-lo mediante a) licitação para as obras de construção da rodovia, com base na Lei nº 8.666/1993, e, após a conclusão, outro certame sob o mesmo regime, para exploração dos serviços rodoviários mediante cobrança de tarifa. b) concessão de serviço público precedida de obra pública, com a obrigação de a concessionária realizar as obras de ampliação, ficando a manutenção e conservação por conta da Administração direta, que poderá instituir pedágio como sua forma de remuneração. c) poderá licitar a contratação sob qualquer das formas legal- mente admitidas, desde que explore o serviço diretamente, vedada a terceirização. d) permissão de serviço público e obra pública, outorgando ao permissionário a titularidade do referido serviço e o dever de execução da obra necessária. e) licitação para contratação de uma concessão de serviço público precedida de obra pública, cabendo à concessioná- ria realizar a obra viária e se remunerar mediante cobran- ça de tarifa e, a depender do edital e contrato, por meio de receitas acessórias. 119. (FCC – 2018) Um município que pretenda contratar uma concessão de serviço de transporte de ônibus regida pela Lei nº 8.987/1995, pode incluir, na modelagem do projeto, que a) a prestação dos serviços pelo privado também poderá ser remunerada por meio de exploração de outras receitas, alternativas ou acessórias, sem prejuízo do pagamento de tarifa diretamente pelos usuários do transporte. b) a delegação à iniciativa privada da titularidade do serviço público, para que, além do pagamento de tarifas, seja per- mitida a cobrança de valores de outra natureza, tais como a exploração de receitas acessórias. c) haverá transferência da propriedade dos ativos afetados ao ser- viço público ao concessionário de serviço público para comple- mentação da remuneração pela prestação dos serviços. d) sejam trespassados para o privado também os terminais de ônibus, com a garantia de que a propriedade desses imóveis será adquirida pela concessionária ao término da conces- são, caso haja investimentos não amortizados para serem indenizados.