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8 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO DO SUL CAMPUS CAMPO GRANDE-MS JHENIFFER KARLA SAFANELLI Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos: Desafios e Soluções para o Lixo Domiciliar no bairro Santo Antônio em Campo Grande-MS Campo Grande-MS 2024 JHENIFFER KARLA SAFANELLI Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos: Desafios e Soluções para o Lixo Domiciliar no bairro Santo Antônio em Campo Grande-MS Trabalho de Conclusão de Curso à UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO DO SUL como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em GEOGRAFIA. Orientador: **** Campo Grande-MS 2024 AGRADECIMENTOS Agradeço a minha família e amigos por todo incentivo aos estudos e compreensão aos meus momentos de ausência, o apoio de vocês fez a diferença em minha caminhada. RESUMO Devido ao grande aumento na produção e consumo nas residências e ao atual cenário competitivo, houve um aumento progressivo na produção de resíduos sólidos domésticos. Diante desse cenário, a preocupação ambiental também tem crescido por parte dos órgãos competentes, tornando-se cada vez mais imprescindível a busca de soluções alternativas para mitigar a geração desses resíduos, como o gerenciamento adequado do lixo doméstico, a fim de preservar o meio ambiente e promover uma maior conscientização da população. O que ocorre na maioria das vezes é o descarte irresponsável desses materiais, sem buscar uma alternativa de reaproveitamento ou reciclagem, transformando os resíduos em novos produtos para uso diário. A abordagem sustentável e o reaproveitamento de materiais no consumo doméstico, bem como a redução da geração de resíduos, ainda são pouco praticados, enquanto outros setores já demonstram maior consciência no uso dos recursos. Essas ações são de extrema importância, tanto do ponto de vista financeiro quanto ambiental, promovendo o desenvolvimento de produtos com menor geração de lixo e que permitam o reaproveitamento, uma vez que o processo de fabricação e descarte inadequado de materiais utilizados no dia a dia causam danos significativos ao meio ambiente e à saúde pública. Palavras-Chave: Resíduos sólidos domésticos; Sustentabilidade; Reciclagem. ABSTRACT Due to the significant increase in household production and consumption, coupled with the current competitive landscape, there has been a progressive rise in the generation of domestic solid waste. In light of this, environmental concerns have also grown among regulatory bodies, making the search for alternative solutions to reduce waste generation increasingly essential. Proper management of household waste is crucial to preserving the environment and raising public awareness. In most cases, these materials are irresponsibly discarded without considering alternatives for reuse or recycling, transforming waste into new products for daily use. Sustainable practices and material reuse in domestic consumption, as well as reducing waste generation, are still not widely implemented, while other sectors have shown greater awareness in resource use. These actions are of utmost importance from both financial and environmental perspectives, promoting the development of products that generate less waste and enable recycling, as the manufacturing process and improper disposal of materials used in daily life cause significant harm to the environment and public health. Keywords: Domestic solid waste; Sustainability; Recycling. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 8 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 10 2.1 AUMENTO DA PRODUÇÃO 10 2.2 SUSTENTABILIDADE 11 2.3 COLETA SELETIVA 12 2.3.1 COLETORES FORMAIS E INFORMAIS 13 2.4 SAÚDE 15 2.5 RESÍDUOS SÓLIDOS 17 2.6 RECICLAGEM DE MATERIAIS 18 2.7 RECICLAGEM X REUTILIZAÇÃO 19 2.8 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O FUTURO 21 3 ASPECTOS NORMATIVOS E JURÍDICOS 23 3.1 PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS 23 3.2 PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS 25 3.3 PLANO MUNICIPAL DE COLETA SELETIVA NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE-MS 27 4 LOCALIZAÇÃO E ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS DA ÁREA DE ESTUDO 30 4.1 LOCALIZAÇÃO 30 4.2 CARACTERIZAÇÃO DO BAIRRO 30 4.3 PERFIL SOCIOECONÔMICO 30 4.4 PARCELAMENTO JARDIM PETRÓPOLIS 30 5 METODOLOGIA 30 5.1 METODOLOGIA APLICADA 30 5.2 AQUISIÇÃO DE DADOS 31 5.3 PESQUISA DE CAMPO 31 6 RESULTADOS 31 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS 31 REFERÊNCIAS 32 INTRODUÇÃO Durante muito tempo, no Brasil e em outros países, a poluição era interpretada como um sinal de progresso. Essa percepção se manteve até que os problemas ambientais, como a contaminação do ar, da água e do solo, passaram a se intensificar, causando efeitos diretos sobre a saúde humana, conforme destacam Braga et al. (2005). Para Barles (2007), as cidades lidam com uma questão complexa e contínua: a necessidade de abastecimento, que envolve garantir os recursos essenciais para uma densa população, como alimentos e matérias-primas, e a gestão do que se torna obsoleto, isto é, a destinação adequada dos resíduos, identificando distintos fluxos de entrada e saída de pessoas e materiais, sendo o fluxo de entrada formado por combustíveis, alimentos, bens e matérias-primas, enquanto o de saída é composto por emissões de poluentes, lixo e produtos acabados ou semiacabados. Em alguns países, como o Brasil, o crescimento do poder aquisitivo tem gerado uma maior demanda por bens de consumo. Consequentemente, observa-se um aumento expressivo na produção de resíduos domésticos, impulsionado pela sociedade de consumo, que promove a ideia de que consumir é essencial para a felicidade. Esse fenômeno é ainda fortalecido pelo desenvolvimento tecnológico e pela oferta de produtos que antes não eram acessíveis ao público em geral, aponta Batista (2019). Nos últimos anos, as mudanças climáticas trouxeram à tona a importância da preservação ambiental, incentivando ações sustentáveis em diversos setores, inclusive no tratamento dos resíduos domésticos. Dessa forma, o acúmulo de resíduos domésticos gerados no dia a dia das famílias tem impactado negativamente o planeta, promovendo discussões que visam encontrar um equilíbrio entre o consumo e os resíduos resultantes. Assim, constata-se que várias causas da contaminação e poluição do solo são atribuídas às ações humanas, afirma Batista (2019). Como uma das soluções para essa questão, Alarcão (2001) destaca a escola, como uma instituição dedicada ao ensino, é visada como uma grande aliada na conexão entre a educação ambiental e a sociedade, podendo contribuir significativamente para o desenvolvimento do senso ambiental em cada indivíduo, tendo como uma de suas funções principais preparar e formar indivíduos para a convivência em sociedade, gerando cidadãos mais conscientes e dispostos a mudar a história do planeta. O objetivo deste trabalho é analisar as questões ambientais atuais assim como destacar a importância da educação ambiental e participação da sociedade nesta tarefa. Além disso, o estudo visa apresentar a atual situação da coleta seletiva no bairro Santo Antônio, em Campo Grande-MS, identificando suas práticas, desafios e deficiências. As propostas incluirão estratégias de educação ambiental, melhorias na infraestrutura de coleta e parcerias com organizações locais, com o intuito de fortalecer a gestão de resíduos, com reciclagem e reutilização de materiais, e contribuir para um ambiente mais sustentável na região. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA AUMENTO DA PRODUÇÃO Segundo Martins e Laugeni (2005), ao longo da história, o ser humano desenvolveu competências na fabricação de produtos, expandindo sua produção não apenas para satisfazer suas próprias necessidades, mas também para atender à demanda de outras pessoas. Essa evolução resultou na primeira forma estruturada de produção e na emergência dos primeiros artesãos, que foram essenciais como pioneiros da Revolução Industrial. Essa revolução, por sua vez, marcou uma transformação significativa no sistema produtivo, promovendo mudanças profundas e impulsionando o desenvolvimento industrial em larga escala.Conforme os mesmos autores ressaltam, a produção consiste em um conjunto de atividades destinadasa transformar um bem em outro de maior utilidade. Conforme Andrade, Tachizawa e Carvalho (2004), a rápida industrialização e o crescimento populacional nas áreas urbanas têm gerado impactos significativos no meio ambiente, afetando os aspectos físicos, econômicos e sociais. Essas transformações aceleradas resultam em alterações ambientais, como a degradação de ecossistemas, a escassez de recursos naturais e a poluição, o que também compromete as condições econômicas e sociais das comunidades. Teodoro (2011) destaca que a Revolução Industrial, que começou por volta da década de 1970, levou a uma maior degradação e exaustão dos recursos naturais. Contudo, a partir desse período, começaram a surgir esforços voltados para a conscientização e a preocupação com as questões ambientais. Nesse cenário, é essencial adotar medidas que promovam a sustentabilidade, buscando equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e o bem-estar social. Os detritos gerados pela sociedade consistem em restos de substâncias, que podem ser resíduos orgânicos ou sólidos, resultantes de atividades humanas. Embora os resíduos orgânicos do lixo domiciliar não sejam recicláveis, eles podem ser convertidos em adubo orgânico ou utilizados na produção de gás metano. No Brasil, há usinas de compostagem que realizam esse processamento, com a finalidade de reduzir a quantidade de lixo doméstico, afirma Batista (2019). Lisboa et al. (2012) afirmam que uma saída seria o apoio do sistema educacional para que adotem ações e estratégias que ajudem as pessoas a compreender as relações entre produção e consumo atuais, bem como as implicações futuras do uso contínuo e excessivo dos recursos naturais, que poderiam resultar em problemas irreversíveis para a manutenção da vida no planeta, como apor exemplo implantar um sistema de educação ambiental. SUSTENTABILIDADE Sartori, Latrônico e Campos (2014) definem sustentabilidade como a capacidade de um sistema — seja ele humano, natural ou híbrido — de resistir e se adaptar a mudanças internas e externas de maneira indefinida. Essa concepção enfatiza a importância do equilíbrio e da resiliência para assegurar a continuidade da vida e o bem-estar das gerações atuais e futuras. Segundo Afonso (2006), em uma de suas definições, a sustentabilidade busca garantir a gestão adequada dos recursos naturais, assegurando sua qualidade e quantidade para evitar danos ou esgotamento de suas fontes primárias, de modo a comprometer o abastecimento futuro. O objetivo é atender equitativamente às necessidades tanto das gerações presentes quanto das futuras. O tema da sustentabilidade tem ganhado grande relevância, especialmente no que se refere ao desenvolvimento produtivo das empresas. A definição mais ampla aceita de sustentabilidade vem da Comissão de Brundtland (1987), que descreve o desenvolvimento sustentável como aquele que satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas próprias demandas, enfatizando a importância de uma visão de longo prazo. Na visão de Boff (2012), a sustentabilidade pode ser vista como um modo de viver que exige a adaptação das práticas humanas às limitações das diferentes regiões, bem como às necessidades das gerações presentes e futuras. Para Cavalcanti (2001), o tema da sustentabilidade envolve a necessidade de multiplicar práticas sociais que promovam o direito à informação e à educação ambiental dentro de uma perspectiva integradora. O objetivo é potencializar iniciativas com base na premissa de que um maior acesso à informação e uma gestão mais transparente dos problemas ambientais urbanos podem levar a uma reorganização do poder e da autoridade. Segundo Leff (2001), o princípio da sustentabilidade emerge como uma resposta à ruptura da razão modernizadora e se apresenta como uma condição para a construção de uma nova racionalidade produtiva, baseada no potencial ecológico e em novos significados de civilização que respeitam a diversidade cultural da humanidade. Isso implica na reapropriação da natureza e na invenção de um mundo que não apenas abriga muitos mundos, mas que é constituído por uma diversidade de mundos, desafiando a ordem econômica e ecológica globalizada. Conforme Sachs (1990), a sustentabilidade é um conceito dinâmico que considera as crescentes necessidades das populações em um contexto internacional em constante expansão. Ele identifica cinco dimensões principais da sustentabilidade: social, cultural, ecológica, ambiental e econômica. A sustentabilidade social está relacionada a um padrão de crescimento estável, promovendo uma melhor distribuição de renda e reduzindo as desigualdades sociais. Por sua vez, a sustentabilidade econômica envolve um fluxo constante de investimentos, tanto públicos quanto privados, além da correta destinação e gestão dos recursos naturais. A dimensão ecológica refere-se ao uso eficiente dos recursos nos diferentes ecossistemas, minimizando a degradação ambiental. A sustentabilidade geográfica aborda a distribuição desigual da população no planeta, sugerindo a necessidade de uma configuração rural-urbana mais equilibrada. Por fim, a sustentabilidade cultural busca promover mudanças que respeitem e preservem as tradições culturais existentes. Linares (2012) observa que, apesar da amplitude do conceito de sustentabilidade, é crucial desenvolver uma definição que não apenas analise os resultados obtidos, mas também considere os aspectos fundamentais que caracterizam o que pode ser visto como sustentável. Essa definição é essencial para a implementação eficaz das práticas sustentáveis, permitindo que as pessoas vejam a sustentabilidade como um objetivo a ser cultivado, gerando melhorias tanto no presente quanto no futuro. COLETA SELETIVA As primeiras iniciativas estruturadas de coleta seletiva no Brasil começaram em 1986. A partir de 1990, destacam-se aquelas em que as administrações municipais formaram parcerias com catadores organizados em associações e cooperativas para a gestão e implementação dos programas. Essas parcerias não apenas reduziram os custos dos programas, mas também se tornaram um modelo de política pública de resíduos sólidos, promovendo a inclusão social e a geração de renda, com o apoio de entidades da sociedade civil, afirma Ribeiro e Besen (2007). Conforme Abeyewickreme et al. (2012), a coleta de lixo urbano é uma medida sanitária fundamental para evitar a disseminação de doenças em áreas urbanas e rurais. A atividade humana em uma região gera uma grande variedade e volume de resíduos, que necessitam de coleta e tratamento adequados. De acordo com Ribeiro e do Carmo Lima (2001), a coleta seletiva refere-se ao reaproveitamento de resíduos, frequentemente chamados de lixo, e deve ser parte integrante de um sistema de gerenciamento integrado de resíduos. Nas cidades, esse processo é um instrumento eficaz para incentivar a redução, reutilização e separação de materiais para reciclagem, promovendo uma mudança de comportamento em relação aos desperdícios característicos da sociedade de consumo. Assim, torna-se essencial minimizar a produção de rejeitos, maximizar a reutilização e reduzir os impactos ambientais negativos associados à geração de resíduos sólidos. Segundo o IBGE (2001), a coleta seletiva envolve a separação de materiais recicláveis, como plásticos, vidros, papéis e metais, nas diversas fontes geradoras, incluindo residências, empresas, escolas, comércio, indústrias e unidades de saúde, com o objetivo de coletá-los e encaminhá-los para a reciclagem. Esses materiais constituem cerca de 30% da composição do lixo domiciliar brasileiro, que é predominantemente formado por matéria orgânica. COLETORES FORMAIS E INFORMAIS Segundo Souza (2009), o processo de coleta é realizado por profissionais capacitados, uma vez que os resíduos podem conter organismos patogênicos e diversos elementos tóxicos, representando riscos tanto à saúde humana quanto ao meio ambiente. Os profissionais de coleta de lixo desempenham um papel essencial paraa saúde e o bem-estar da sociedade, mas frequentemente enfrentam discriminação por parte da população. Embora a Constituição Federal classifique a coleta de lixo doméstico como trabalho de intensidade moderada, uma análise mais detalhada e individualizada revela que essa atividade pode ser considerada de alta intensidade, com potencial para causar danos irreversíveis à saúde desses trabalhadores, afirma Rodrigues et al. (2004). Os catadores de materiais recicláveis, que são trabalhadores informais que atuam na coleta, podem ser considerados protagonistas na indústria de reciclagem no Brasil, desempenhando um papel fundamental na gestão de resíduos sólidos. Sua atuação evidencia as dificuldades de integrar as atividades de catação no gerenciamento desse sistema, problemas esses que são exacerbados por questões de escala de produção e desafios logísticos. Este grupo de trabalhadores tem operado de forma informal ou por meio de cooperativas e, mesmo na ausência de políticas públicas bem definidas para a gestão de resíduos, já vem realizando um trabalho ambientalmente significativo. Eles contribuem para o retorno de diversos materiais ao ciclo produtivo, promovendo economia de energia e de matérias-primas, além de evitar que uma quantidade considerável de materiais seja encaminhada para aterro, afirma Dias (2009). Para Giusti (2009) o manejo adequado dos resíduos é fundamental para a preservação do meio ambiente e para a promoção e proteção da saúde pública. Quando os resíduos sólidos são dispostos em aterros, eles podem afetar negativamente a qualidade do solo, da água e do ar, uma vez que se tornam fontes de compostos orgânicos voláteis, pesticidas, solventes e metais pesados, entre outros contaminantes. Segundo Bringhenti e Günther (2011), a efetividade dos programas de coleta seletiva depende fundamentalmente do engajamento dos cidadãos. Para que esses programas sejam bem-sucedidos, é necessário que a estrutura operacional esteja adequada para apoiar a coleta seletiva e que haja ações contínuas de divulgação, mobilização e informação. Por outro lado, a falta de comunicação dos resultados obtidos, a acomodação e o desinteresse da população, a desconfiança em relação às iniciativas do poder público e a escassez de espaço nas residências para armazenar resíduos recicláveis são fatores que dificultam a participação na coleta seletiva. Além das falhas governamentais, que se manifestam em uma coleta ineficiente e na destinação inadequada dos resíduos gerados, observa-se também um déficit na conscientização de segmentos da população que agem de maneira irresponsável em relação ao lixo que produzem. Nesse contexto, é imperativo que todos os possíveis meios de conscientização sejam implementados, abrangendo instituições como escolas, postos de saúde, associações de moradores, ONGs, entre outros. A mobilização coletiva é essencial para o combate aos rejeitos de forma indiscriminada, promovendo uma responsabilidade compartilhada em prol da gestão adequada dos resíduos, afirma Batista (2019). Conforme Ribeiro e Besen (2007), a participação da população nos programas de coleta seletiva é, na maioria das cidades, voluntária. A mobilização para a separação de materiais recicláveis na fonte geradora—como papéis, vidros, plásticos e metais—ocorre por meio de campanhas de sensibilização promovidas em bairros, condomínios, escolas, comércio, empresas e indústrias. Conforme Waite (2013), a coleta seletiva oferece diversas vantagens ambientais, entre as quais se destacam a diminuição do uso de matéria-prima virgem e a preservação dos recursos naturais, tanto renováveis quanto não renováveis. Além disso, essa prática resulta em economia de energia durante o reprocessamento de materiais, quando comparada à extração e produção a partir de matérias-primas virgens, e contribui para a valorização de matérias-primas secundárias. A coleta seletiva também ajuda a reduzir a quantidade de lixo enviado aos aterros sanitários e os impactos ambientais associados. Assim, os materiais recicláveis passaram a ser considerados um bem disponível e um recurso não natural que está em rápido crescimento. Para reduzir os impactos ambientais, é fundamental que o lixo seja separado e recolhido com frequência, sendo destinado a locais apropriados. A separação pode ser feita utilizando dois tipos de recipientes: um destinado ao lixo úmido e rejeitos, e outro para materiais recicláveis, como plásticos, metais, vidros e papéis, todos devidamente limpos e secos. Além disso, pilhas e baterias não devem ser descartadas no lixo doméstico, uma vez que contêm metais pesados que podem contaminar o meio ambiente, ressalta Alves (2012). SAÚDE De acordo com Afonso (2006), a questão da sustentabilidade emergiu no final do século XX como uma proposta para refletir sobre como solucionar ou minimizar os problemas e impactos que afetam o meio ambiente e, por conseguinte, a saúde humana. Ward et al. (1996) destacam que os diversos impactos ambientais resultantes das diferentes formas de disposição de resíduos sólidos representam riscos significativos à saúde humana. A disposição desses resíduos no solo, em lixões ou aterros, torna-se uma importante fonte de exposição a várias substâncias tóxicas. As principais vias de exposição a esses contaminantes incluem a dispersão de solo e ar contaminados. Seguindo essa linha de raciocínio, Pignatti (2004) destacou que questões ambientais locais, como a degradação da qualidade do ar, da água, do solo e dos ambientes de trabalho e doméstico, exercem um impacto significativo sobre a saúde humana. Nesse contexto, a resolução dos problemas ambientais gerados pela poluição torna-se crucial para evitar repercussões negativas na saúde da população em geral, sendo necessário buscar alternativas que contribuam para a mitigação desses problemas. Conforme Gouveia e Prado (2010), a decomposição da matéria orgânica contida no lixo gera um líquido escuro conhecido como chorume, que tem o potencial de contaminar o solo e as águas superficiais ou subterrâneas, afetando o lençol freático. Além disso, essa decomposição pode resultar na formação de gases tóxicos, asfixiantes e explosivos, que se acumulam no subsolo ou são liberados na atmosfera. Os trabalhadores que atuam diretamente no manejo de resíduos enfrentam riscos significativos à saúde, uma vez que, em sua maioria, não dispõem de medidas mínimas de prevenção e segurança ocupacional. Embora a compostagem seja uma alternativa ambientalmente mais adequada do que a disposição no solo, ela também pode impactar a saúde dos trabalhadores desse setor, causando problemas como alterações na função pulmonar e contaminação bacteriológica do sistema respiratório, afirma Krajewski et al. (2002). Esses trabalhadores podem contrair as doenças ocupacionais, essas doenças são aquelas resultantes do exercício do trabalho, da contaminação acidental ou da exposição e contato direto relacionados à atividade laboral. O desenvolvimento dessas condições costuma ser lento, e, em muitos casos, quando os sintomas finalmente se manifestam, a doença já se encontra em um estágio avançado. Devido à demora no aparecimento dos sintomas, torna-se mais desafiador estabelecer a relação entre a doença e os riscos presentes no ambiente de trabalho; em algumas situações, esse período pode ultrapassar 15 anos, conforme Gonçalves Filho (2012). Nos casos de lixiviação e percolagem do chorume, são processos que podem ocorrer não apenas durante o funcionamento de um lixão ou aterro, mas também após sua desativação. Isso se deve ao fato de que os produtos orgânicos continuam a se degradar, gerando chorume que pode contaminar o solo e os recursos hídricos ao longo do tempo, afirma El-Fadel (1997), afetando não somente a saúde dos trabalhadores diretos como a saúde de catadores que trabalham em locais semelhantes. Além dos diversos exemplos de contaminação mencionados, os resíduos sólidos também contribuem significativamente para o aumento da população do Aedes aegypti, em conjunto com fatores climáticos e topográficos. Umestudo realizado em Rajasthan por Bohra e Andrianasolo (2001), na Índia, demonstrou que o aumento na frequência da coleta de lixo interfere na reprodução do mosquito, resultando em uma diminuição na transmissão de doenças. O mesmo estudo ainda indica que a manutenção de resíduos sólidos por períodos superiores a sete dias favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Em contrapartida, intervenções adequadas na gestão de resíduos, por meio de programas de prevenção, demonstraram ser eficazes na redução do número de pupas em comunidades que receberam uma coleta de lixo mais frequente e organizada. RESÍDUOS SÓLIDOS O lixo doméstico pode conter uma variedade de produtos tóxicos que representam sérios riscos à saúde humana, assim como à saúde de animais domésticos e selvagens. Essas substâncias têm o potencial de contaminar o solo, alcançando mananciais de água e afetando outras áreas de um terreno (BRASIL, 2005). Ademais, o descarte inadequado do lixo pode comprometer a saúde pública, uma vez que, além de gerar odores desagradáveis, fornece um ambiente propício para a proliferação de insetos e animais, o que, consequentemente, facilita a disseminação de diversas doenças. O acondicionamento impróprio dos resíduos também pode resultar em poluição do solo, da água e do ar, agravando os impactos ambientais e sanitários associados à gestão inadequada de resíduos. Os resíduos sólidos urbanos (RSU) são compostos por diversas substâncias que possuem alto teor energético e, simultaneamente, oferecem água, abrigo e alimento para uma variedade de organismos vivos, muitos dos quais os utilizam como nicho ecológico, afirma Lima (1986). De acordo com a norma brasileira NBR 10004, de 1987, que trata da classificação de resíduos sólidos, os resíduos sólidos são definidos como aqueles encontrados nos estados sólido e semissólido, resultantes das atividades da comunidade, incluindo as de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Essa definição abrange também os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, os resíduos gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, além de certos líquidos cujas características tornam inviável seu descarte na rede pública de esgotos ou em corpos d'água, ou que exigem soluções técnicas e economicamente inviáveis considerando a melhor tecnologia disponível. No caso do lixo orgânico, esse tipo abrange todos os resíduos de origem animal ou vegetal, como restos de alimentos, folhas, sementes, restos de carne, ossos, papéis e madeira (como palitos de dentes). Esse tipo de resíduo é considerado poluente e pode gerar odores desagradáveis devido ao processo de decomposição, mas tem a possibilidade de ser separado e utilizado como adubo ou aproveitado para a produção de combustíveis por meio da biogásificação, afirma Batista (2019). Ainda conforme Batista (2019), o lixo inorgânico refere-se a todos os materiais produzidos artificialmente pelos seres humanos, incluindo plásticos, metais, alumínio e vidro. Entre esses materiais, também estão os resíduos secos (sem umidade), que, quando descartados no meio ambiente sem tratamento prévio, demoram muito tempo para se decompor. Vários produtos inorgânicos são recicláveis e podem ser recuperados por meio da coleta seletiva. RECICLAGEM DE MATERIAIS Conforme observado por Camioto et al. (2014), o conceito de sustentabilidade é considerado complexo, demandando a integração de tecnologias inovadoras com aquelas tradicionalmente utilizadas, além da promoção de novos comportamentos oriundos de processos decisórios. A busca pela sustentabilidade exige uma abordagem holística, que considere tanto aspectos tecnológicos quanto comportamentais, e requer ações efetivas para fomentar a conscientização, a educação e a mudança de hábitos em prol de um futuro mais equilibrado e harmonioso com o meio ambiente. A conscientização sobre a reciclagem é um aspecto importante para a sustentabilidade, e sua relevância começou a ser promovida pela mídia na década de 1980, segundo Teodoro (2011). Nesse período, a população começou a reconhecer a importância e a necessidade de adotar práticas de reciclagem. O processo de reciclagem envolve a reutilização de materiais como matéria-prima na fabricação de novos produtos. Essa compreensão disseminada na sociedade tem incentivado a implementação de medidas de reciclagem como um componente essencial de uma abordagem sustentável em relação aos resíduos. A reciclagem, portanto, desempenha um papel crucial na transição para um modelo mais sustentável e na busca por um uso mais consciente dos recursos disponíveis. Haddad (2011) enfatiza que o processo de reciclagem é a etapa final para os resíduos, na qual, após passar por esse processo, eles adquirem uma nova forma e propriedades. No entanto, o Brasil ainda enfrenta percentuais relativamente baixos de reciclagem. De acordo com estimativas de 2006, aproximadamente 50 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos foram gerados, dos quais apenas 18% da fração seca—que inclui metais, papéis, plásticos e vidros—foram reciclados de maneira adequada, afirma Nalini (2008). Os países que mais buscam soluções sustentáveis, destacando a reciclagem como um fator importante na redução do volume de resíduos sólidos urbanos, incluem Alemanha, Japão, Holanda, Canadá e Estados Unidos. No Brasil, o sistema de coleta porta a porta tem sido amplamente utilizado, tanto para a coleta do lixo domiciliar misturado quanto para a coleta seletiva. Os coletores trabalham, em média, oito horas por dia, acompanhando caminhões e carregando sacos de lixo que podem pesar até 50 kg. Dentre a quantidade de resíduos coletados no país, apenas 1,7% recebe algum tipo de tratamento antes de ser destinado à disposição final, afirma Ribeiro e do Carmo (2001). RECICLAGEM X REUTILIZAÇÃO Segundo Fernandes e Amorim (2014), embora os termos "reutilização" e "reciclagem" tenham finalidades semelhantes, suas definições são distintas. A reutilização ocorre quando um resíduo é usado novamente sem sofrer modificações físicas, podendo haver alteração em sua aplicação original. Em contrapartida, a reciclagem envolve o processamento do resíduo, que é então utilizado como se fosse matéria-prima virgem. De acordo com Menezes (2002), em países desenvolvidos, a reciclagem e a reutilização de resíduos são vistas como um mercado promissor e altamente lucrativo. Isso se deve à diminuição dos custos com a aquisição de materiais, já que os resíduos podem ser reaproveitados como matéria-prima para a produção de novos compostos. Conforme Alves et al. (2012), a reutilização e a reciclagem são práticas antigas que contribuem para a redução dos impactos ambientais causados pelo lixo. A reciclagem, em particular, consiste em utilizar resíduos reutilizáveis para a fabricação de novos produtos, seja por meio de processos artesanais ou industriais. Um material altamente nocivo ao meio ambiente e que deve ter uma política de reutilização é o óleo de cozinha usado. O resíduo do óleo de cozinha, gerado diariamente em residências, indústrias, e estabelecimentos alimentícios, frequentemente é descartado de forma inadequada devido à falta de informações, negligência e ausência de políticas públicas específicas, aponta estudo de Lima et al. (2017). Esse descarte muitas vezes ocorre em pias e vasos sanitários, causando problemas nos sistemas de esgoto, como entupimento de canos e aumento dos custos de tratamento de esgoto, além de contribuir para a poluição dos recursos hídricos. Quando despejado no lixo doméstico ou em terrenos abandonados, também amplia as áreas dos aterros sanitários e pode contaminar o solo. No entanto, o óleo de cozinha usado tem potencial para ser uma matéria-prima em produtos como biodiesel, tintas, lubrificantes, sabão e detergentes. A reciclagem desse resíduo para a produção de sabão, por exemplo, pode proporcionar benefícios socioambientais, além de contribuir para o crescimento econômico e financeiro. Conforme Pereira et al. (1999), a reutilização de resíduossólidos como insumo nos processos produtivos traz benefícios diretos, como a redução da poluição ambiental associada a aterros e depósitos de lixo, além de benefícios indiretos relacionados à conservação de energia. Essas práticas têm o potencial de diminuir as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global. Em um cenário ideal de reciclagem, estima-se que seria possível evitar a emissão de 18 a 28 milhões de toneladas de dióxido de carbono no Brasil entre 2000 e 2007. Assim, a reciclagem de resíduos sólidos urbanos se revela como uma estratégia importante para mitigar os impactos dos gases de efeito estufa, contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável. EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O FUTURO De acordo com Souza e Pereira (2011), os variados problemas ambientais que o mundo enfrenta têm intensificado a relação entre o homem e a natureza, resultando em uma crescente adoção de ações preventivas com o objetivo de reduzir esses impactos. Essa abordagem destaca a necessidade de uma postura proativa e consciente em relação às questões ambientais, promovendo soluções que incentivem a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. A preservação e o aprimoramento do meio ambiente para as gerações atuais e futuras emergiram como uma prioridade indiscutível para a humanidade. Essa meta deve ser buscada em conjunto com os objetivos fundamentais de paz e desenvolvimento econômico e social já estabelecidos globalmente, Organização das Nações Unidas (1972). A Política Nacional de Educação Ambiental, estabelecida pela Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, trata da educação ambiental na legislação brasileira, definindo-a como os processos pelos quais indivíduos e a coletividade desenvolvem valores, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas à preservação do meio ambiente. Esse é entendido como um bem de uso comum, essencial para uma qualidade de vida saudável e para a sustentabilidade, Brasil (1999). Segundo Ruscheinsky (2002), a educação ambiental deve possibilitar que o indivíduo se reconheça como cidadão e incentive o mesmo reconhecimento nos outros, percebendo o mundo como um espaço coletivo. Ela deve também promover a compreensão de que tempo e espaço são compartilhados por todos e que as gerações futuras têm o direito a uma qualidade de vida digna. Para alcançar esses objetivos, é essencial que os indivíduos se considerem iguais, com necessidades essenciais semelhantes, e que assumam uma postura ética e consciente nas suas relações com o meio ambiente. Para Marcatto (2002), a educação ambiental formal busca a formação contínua do sujeito, englobando estudantes de diferentes níveis, desde a educação infantil até o ensino fundamental, médio e superior, além de professores e outros profissionais envolvidos em cursos e treinamentos. Em contrapartida, a educação ambiental informal abrange todos os segmentos da população, incluindo grupos de mulheres, jovens, trabalhadores, políticos, empresários, associações de moradores e profissionais liberais. Essa modalidade compreende ações e práticas educativas voltadas para a sensibilização da coletividade em relação às questões ambientais, promovendo sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente. De acordo com Currie (2017), ao abordar questões ambientais, deve-se ressaltar a importância da escola na comunidade em que está inserida, promovendo a consciência pessoal e a responsabilidade individual em relação ao meio ambiente. Isso envolve atividades de observação, organização, análise, comunicação e o uso da imaginação e criatividade, com o objetivo de promover uma visão integrada do mundo. Além disso, o autor destaca a necessidade de enfatizar o papel do aluno na comunidade, estabelecendo conexões entre sua realidade e o conhecimento escolar. De maneira complementar, Medina (2002) caracteriza a educação ambiental como um processo que visa promover uma compreensão crítica e abrangente do ambiente. Esse processo envolve a transmissão de valores e o desenvolvimento de atitudes que capacitam os indivíduos a adotar posturas conscientes e participativas em relação à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais. O objetivo é, assim, contribuir para a melhoria da qualidade de vida, a redução da pobreza extrema e a mitigação dos efeitos do consumismo. Para Cascino et al. (1998), o principal foco da educação ambiental deve ser a promoção da solidariedade, igualdade e respeito à diversidade, por meio de práticas democráticas que favoreçam a interação e o diálogo. Esse enfoque visa cultivar novas atitudes e comportamentos em relação ao consumo na sociedade, além de estimular a transformação dos valores, tanto individuais quanto coletivos. ASPECTOS NORMATIVOS E JURÍDICOS PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS A gestão de resíduos sólidos no Brasil foi significativamente orientada pelas diretrizes e princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que foi estabelecida pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) introduziu o conceito de responsabilidade compartilhada, que determina que diferentes agentes, como fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e os responsáveis pelos serviços de limpeza urbana, devem assumir responsabilidades ao longo do ciclo de vida dos produtos de maneira individual e interligada, conforme o IMASUL (2024). A Lei Nº 12305 institui a PNRS, estabelecendo princípios, objetivos e instrumentos para a gestão e o gerenciamento dos resíduos sólidos, inclusive os perigosos, e determinando as responsabilidades dos geradores e do poder público, além de instrumentos econômicos aplicáveis. A Lei é obrigatória para todas as pessoas e entidades, públicas ou privadas, envolvidas na geração ou gerenciamento de resíduos sólidos, mas exclui rejeitos radioativos, que são regidos por outra legislação. A gestão dos resíduos deve seguir também as normas de órgãos como Sisnama, SNVS, Suasa e Sinmetro, além de outras leis específicas relacionadas ao tema, conforme as Disposições Gerais da PNRS (2010). O Art. 3º da Lei estabelece definições essenciais, como "acordo setorial", que refere-se a um contrato entre o poder público e empresas para a responsabilidade compartilhada ao longo do ciclo de vida dos produtos, e "coleta seletiva", que diz respeito à separação de resíduos por composição. Além disso, aborda conceitos como "gestão integrada de resíduos sólidos", que busca soluções considerando fatores políticos, econômicos e ambientais com a participação da sociedade, e "logística reversa", que envolve o retorno de resíduos ao setor empresarial para reaproveitamento. Em resumo, As definições no Art. 3º orientam a aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, promovendo práticas sustentáveis e uma gestão responsável dos resíduos. Nos artigos 4º e 5º, a Lei destaca que a política envolve princípios, objetivos, instrumentos e ações do Governo Federal em colaboração com outras esferas governamentais e entidades privadas, envolvendo a gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos. Além disso, a PNRS é parte integrante da Política Nacional do Meio Ambiente, alinhando-se à Política Nacional de Educação Ambiental e à Política Federal de Saneamento Básico, promovendo uma abordagem coordenada e abrangente na gestão de resíduos sólidos. Os Artigos 6º e 7º estabelecem os princípios e objetivos que orientam a gestão de resíduos no Brasil, os princípios incluem a prevenção e precaução, o poluidor-pagador, a visão sistêmica que considera diversas variáveis, o desenvolvimento sustentável, e a ecoeficiência, que busca equilibrar a qualidade de vida e a redução do impacto ambiental. Além disso, enfatizam a cooperação entre o poder público, o setor empresarial e a sociedade, a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, e o reconhecimento dos resíduos reutilizáveis e recicláveis como bens econômicos. Os princípios também incluem o respeito às diversidades locais, o direito à informação e controlesocial, bem como a razoabilidade e proporcionalidade nas ações. Os objetivos da PNRS visam proteger a saúde pública e a qualidade ambiental, priorizando a não geração e a disposição adequada de resíduos. A política incentiva padrões sustentáveis de produção e consumo, promove a adoção de tecnologias limpas, e busca reduzir o volume e a periculosidade de resíduos perigosos. Também objetiva fomentar a indústria da reciclagem e promover a gestão integrada de resíduos, articulando diferentes esferas governamentais e o setor empresarial para uma cooperação técnica e financeira. Capacitar profissionais, assegurar a continuidade e universalização dos serviços de limpeza urbana, priorizar produtos reciclados em aquisições governamentais, integrar catadores nas ações de responsabilidade compartilhada, e incentivar a avaliação do ciclo de vida dos produtos e o consumo sustentável também são metas da PNRS. Outro aspecto bastante importante abordado é quanto a classificação dos resíduos, detalhado no Artigo 13, que classifica os resíduos sólidos com base em sua origem e periculosidade. Quanto à origem, os resíduos podem ser domiciliares, de limpeza urbana, comerciais, de saneamento básico, industriais, de saúde, da construção civil, agrossilvopastoris, de serviços de transporte e de mineração. Em relação à periculosidade, os resíduos se dividem em perigosos, que incluem substâncias inflamáveis, tóxicas e patogênicas, e não perigosos. Além disso, o parágrafo único do mesmo artigo permite que o poder público municipal trate resíduos comerciais não perigosos como se fossem domiciliares, dependendo de sua natureza e volume. A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece uma estrutura organizacional para a gestão de resíduos sólidos, que se divide em diferentes níveis de planejamento. O Plano Nacional de Resíduos Sólidos estabelece a estratégia geral a ser seguida em todo o país. Em nível estadual, os Planos Estaduais adaptam as diretrizes nacionais às necessidades específicas de cada estado. Já os Planos Microrregionais e Metropolitanos abordam a gestão de resíduos em áreas que abrangem múltiplos municípios, enquanto os Planos Intermunicipais visam fomentar soluções colaborativas entre municípios. Por fim, os Planos Municipais detalham a gestão de resíduos dentro do contexto de cada município, assegurando que as diretrizes sejam aplicadas de forma eficaz em nível local. PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS Em Mato Grosso do Sul, o Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS/MS) serve como um importante instrumento de gestão, visando promover mudanças nos hábitos e atitudes da sociedade sul-mato-grossense. O plano abrange todo o ciclo de vida dos resíduos, desde a geração até a destinação final ambientalmente adequada, orientando gestores públicos, o setor empresarial e a população sobre as responsabilidades de cada um na gestão e no gerenciamento dos resíduos sólidos. Essa abordagem busca garantir práticas sustentáveis e efetivas na gestão dos resíduos no estado, segundo o IMASUL (2024). O PERS-MS se destaca como um crucial instrumento de planejamento, fundamentado em um diagnóstico robusto e na previsão da geração das diferentes tipologias de resíduos sólidos. Ele abrange a proposição de alternativas de gestão associada e apresenta um conjunto de diretrizes, estratégias, objetivos, metas, programas e ações, além de orientações técnicas para sua operacionalização. O PERS-MS também inclui mecanismos de monitoramento e acompanhamento, compõe custos orientativos para a implementação das ações planejadas e fornece direcionamentos sobre possíveis fontes de recursos financeiros. Essa abordagem abrangente busca assegurar uma gestão eficiente e sustentável dos resíduos no estado. Conforme a Lei Nº 12305, os Estados são responsáveis pela elaboração de seus planos de resíduos sólidos para poderem acessar recursos da União destinados a projetos relacionados à gestão de resíduos e para obter financiamentos de entidades federais. A prioridade no acesso a esses recursos é concedida aos Estados que instituem microrregiões, promovendo a coordenação de ações de gestão compartilhada entre os municípios. Essa estratégia visa otimizar a gestão de resíduos e fomentar a cooperação entre diferentes esferas governamentais. Os planos Estaduais de gestão de resíduos sólidos têm características definidas, com vigência indeterminada e um horizonte de 20 anos, sendo revisados a cada quatro anos. O conteúdo mínimo desses planos deve incluir um diagnóstico da situação dos resíduos e seus impactos, a proposição de cenários futuros, metas de redução, reutilização e reciclagem, além de medidas para a eliminação de lixões e a inclusão social de catadores. Também é importante que os planos estabeleçam normas para acesso a recursos estaduais, promovam a gestão compartilhada dos resíduos e incluam diretrizes para regiões metropolitanas e microrregiões, conforme orientações nacionais. Os Estados têm a possibilidade de elaborar planos microrregionais e planos para regiões metropolitanas, os quais devem contar com a participação obrigatória dos municípios. Esses planos devem estar alinhados às diretrizes dos planos estaduais e apresentar soluções integradas para a gestão de resíduos sólidos. De acordo com o PERS-MS, o fluxo de resíduos sólidos gerados por grandes geradores, incluindo os domiciliares, comerciais e prestadores de serviços, destaca a importância da destinação adequada. Esses resíduos, classificados como Classe II-A de acordo com a Norma Brasileira Regulamentadora (NBR) nº 10.004/2004 da ABNT, são considerados não perigosos e não inertes. Eles podem ser divididos em três categorias: resíduos orgânicos, rejeitos e resíduos secos (recicláveis). Os rejeitos devem ser direcionados para Unidades de Transbordo, quando disponíveis, ou enviados diretamente para aterros sanitários consorciados ou municipais. Os resíduos orgânicos são destinados a unidades de compostagem, enquanto os resíduos secos dos grandes geradores devem ser encaminhados a cooperativas ou associações de catadores, que são responsáveis pela segregação dos materiais, comercialização dos recuperáveis e disposição adequada dos rejeitos. O PERS-MS estabelece como estratégia a redução de resíduos secos, ou seja, a promoção do consumo consciente e a consequente diminuição na geração de resíduos recicláveis, além da reutilização e reciclagem desses materiais. Esse enfoque demonstra o alinhamento do plano com as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e com as orientações definidas na versão pós-consulta pública do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Para o PERS-MS, a coleta seletiva de resíduos sólidos é um sistema que deve ser implementado de forma a garantir a viabilidade econômica, com a separação prévia de materiais recicláveis na fonte geradora. Os municípios são orientados a contratar empresas especializadas para desenvolver projetos que abranjam todas as etapas do processo, desde a elaboração até a operação, além de apresentar recomendações gerais para a implementação eficaz da coleta seletiva, incluindo diferentes modalidades de operação e métodos de segregação de resíduos. PLANO MUNICIPAL DE COLETA SELETIVA NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE-MS De acordo com o censo de 2010 do IBGE, Campo Grande tinha uma população de 786.797 habitantes, sendo 1,34% na área rural e 98,66% na urbana. Uma estimativa de 2015 indicou um crescimento populacional para 853.622 habitantes, representando um aumento de 8,49% em cinco anos. Entre 1991 e 2015, a população cresceu em 327.496 habitantes. Essa análise do crescimento populacional é crucial para o planejamento municipal, especialmente na gestão de resíduos sólidos, uma vez que um aumento populacional gera mais resíduos e, consequentemente, uma maior demanda por serviços de gerenciamento. Conforme o Plano de Coleta Seletiva de Campo Grande-MS, a análise da situação econômica de Campo Grande é essencial para entender como o comércio e a indústria contribuem para a geração de resíduos sólidos, especialmente os recicláveis.Também é necessário considerar o impacto das atividades agropecuárias e do extrativismo vegetal na economia do município. Indicadores como o Produto Interno Bruto (PIB) e a distribuição de renda ajudam a refletir o padrão de vida da população, influenciando o tipo e a quantidade de resíduos produzidos. Dessa forma, o planejamento das ações de coleta seletiva deve se alinhar com a realidade econômica local, levando em consideração a renda média domiciliar para assegurar a eficácia dos serviços de coleta e segregação de resíduos. A Lei Complementar nº 209/2012, que institui o Código Municipal de Resíduos Sólidos e disciplina a limpeza urbana em Campo Grande, define os Resíduos Sólidos Domiciliares (RSD) como aqueles gerados nas residências, cuja composição é influenciada por diversos fatores, como a localização geográfica e a renda familiar, com a ressalva de que resíduos perigosos não são incluídos nessa categoria. Importante salientar que uma parte dos resíduos produzidos por estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços pode ser equiparada aos RSD, uma vez que, devido às suas características, são compostos predominantemente por materiais recicláveis, como papel e papelão, especialmente de embalagens, e plásticos, podendo ainda incluir resíduos sanitários e orgânicos. Essa definição evidencia a importância da gestão adequada de resíduos, não apenas nas residências, mas também nos estabelecimentos comerciais, promovendo a reciclagem e a correta destinação dos materiais. A coleta regular de RSD é caracterizada pelo recolhimento e transporte desses resíduos desde os locais de geração até o local de disposição final que atende aos critérios de adequação ambiental. Este serviço, frequentemente referido como coleta indiferenciada, destaca-se por não envolver qualquer tipo de seleção ou segregação prévia dos resíduos. A execução da coleta ocorre em intervalos previamente estabelecidos pelo prestador de serviços, garantindo a regularidade e a eficiência no manejo dos resíduos, fundamental para a manutenção da saúde pública e da qualidade ambiental. No município de Campo Grande, a principal forma de acondicionamento dos RSD na área urbana, especialmente em bairros residenciais, é por meio de sacos plásticos colocados em lixeiras metálicas. Nos condomínios residenciais, são disponibilizados contêineres plásticos, metálicos ou estruturas em alvenaria (abrigos) para o acondicionamento adequado dos resíduos. No entanto, em algumas áreas, tanto no centro quanto nas regiões periféricas da cidade, é comum encontrar resíduos acondicionados em sacos plásticos e dispostos diretamente sobre o solo ou calçadas, o que representa um desafio para a gestão adequada dos resíduos e para a manutenção da limpeza urbana. Atualmente a responsabilidade pela prestação dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos em Campo Grande foi atribuída à concessionária CG Solurb Soluções Ambientais SPE Ltda., por meio do Contrato de Parceria Público-Privada (PPP) nº 332, datado de 25 de outubro de 2012. Essa concessão, na modalidade de Concessão Administrativa, foi resultado de um processo licitatório realizado pela Prefeitura, conforme o Edital nº 066/2012. Os serviços tiveram início em 21 de novembro de 2012. Dentre os serviços prestados pela concessionária estão a coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos domiciliares e comerciais da área urbana do Município de Campo Grande/MS, foco central desta pesquisa. A coleta regular de resíduos sólidos domiciliares e comerciais é realizada em todas as vias públicas acessíveis a veículos coletores, abrangendo resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços que sejam de origem humana e tenham um volume de até 100 litros. O sistema de coleta é feito por meio de contêineres fornecidos pela concessionária, que são instalados em locais específicos definidos na metodologia de execução do processo licitatório. Como mencionado anteriormente, a CG Solurb Soluções Ambientais SPE Ltda. é responsável pela coleta e transporte dos Resíduos Sólidos Domiciliares (RSD) em Campo Grande. Este serviço é realizado com o uso de veículos coletores carregados com compactadores de resíduos sólidos, que são prestados por equipes de funcionários que realizam a coleta de formulário manual. De acordo com as informações fornecidas pela entrega, os serviços de coleta ocorreram de segunda a sábado, abrangendo tanto o período diurno, das 7h às 15h20, quanto o período noturno, das 19h às 2h47. A coleta é organizada em cinco macrosetores previamente definidos, permitindo a implementação de roteiros específicos e a cobertura de áreas determinadas. Para medir a quantidade de resíduos coletados, é utilizada uma balança instalada na portaria do Aterro Sanitário, onde o veículo é pesado na entrada e na saída, permitindo a aferição do total de resíduos destinados ao aterro. A eficiência e a conformidade dos serviços prestados são supervisionadas pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (AGEREG), a qual atua como o ente regulador responsável pela fiscalização dos serviços de saneamento básico na cidade. A AGEREG desempenha um papel fundamental na garantia da qualidade e da eficiência dos serviços de coleta de resíduos, assegurando que a concessionária cumpra as normas estabelecidas e os padrões exigidos pela legislação vigente. A atuação da agência inclui o monitoramento contínuo dos processos operacionais, a avaliação da satisfação da população e a análise do impacto ambiental das atividades realizadas. LOCALIZAÇÃO E ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS DA ÁREA DE ESTUDO LOCALIZAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DO BAIRRO PERFIL SOCIOECONÔMICO PARCELAMENTO JARDIM PETRÓPOLIS METODOLOGIA METODOLOGIA APLICADA Este trabalho foi desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica, com abordagem qualitativa e descritiva, examinando materiais que tratam de temas semelhantes sobre Sustentabilidade, Coleta Seletiva e Resíduos Sólidos Urbanos, visando reforçar a importância de métodos mais sustentáveis na gerenciamento do lixo domiciliar, assim como a coleta de dados, com pesquisa de campo, sobre o sistema de gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos da cidade de Campo Grande-MS, com foco na Região do bairro Santo Antônio. AQUISIÇÃO DE DADOS Os dados foram coletados a partir de uma análise de artigos científicos, monografias, livros e revistas especializados, escritos por diversos autores que compartilham abordagens alinhadas ao tema central, enriquecendo e fundamentando a construção do pensamento proposto. PESQUISA DE CAMPO RESULTADOS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ABEYEWICKREME, Wimal et al. Community mobilization and household level waste management for dengue vector control in Gampaha district of Sri Lanka; an intervention study. Pathogens and global health, v. 106, n. 8, p. 479-487, 2012. AFONSO, Cintia Maria. Sustentabilidade: caminho ou utopia? Annablume, 2006. ALARCÃO, Isabel. Escola reflexiva e nova racionalidade. Artmed editora, 2001. ALVES, Ana Terezinha Jaques et al. Reciclagem: educar para conscientizar. Anais do II Seminário Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão. UNICRUZ, 2012. ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de; TACHIZAWA, Takeshy; CARVALHO, Ana Barreiros de. Gestão ambiental: enfoque estratégico aplicado ao desenvolvimento sustentável. In: Gestão ambiental: enfoque estratégico aplicado ao desenvolvimento sustentável. 2004. p. 232-232. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10004: resíduos sólidos: classificação. Rio de Janeiro, 1987. BARLES, Sabine. 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