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A importância do Psicodignóstico Cynthia Lima Montenegro Psicóloga O Psicodiagnóstico Atualmente, a procura por atendimento psicológico tem aumentado consideravelmente, mesmo ainda sendo envolta de muitos tabus e preconceitos. Para que o psicólogo entenda a pessoa que o procura, algumas questões são necessárias para que o diagnóstico seja feito de forma correta. Todos os questionamentos feitos pelo psicólogo nesse processo, servem para encontrar as respostas a questões propostas com o objetivo de encontrar o melhor caminho e o melhor tratamento para o paciente. “A(o) psicóloga(o) deve: construir argumentos consistentes da observação de fenômenos psicológicos; empregar referenciais teóricos e técnicos pertinentes em uma visão crítica, autônoma e eficiente; atuar de acordo com os princípios fundamentais dos direitos humanos; promover a relação entre ciência, tecnologia e sociedade; garantir atenção à saúde; respeitar o contexto ecológico, a qualidade de vida e o bem-estar dos indivíduos e das coletividades, considerando sua diversidade;” Conselho Federal de Psicologia, com base na resolução N° 6, de 29 de maio de 2019 O psicodiagnóstico é um processo que visa identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com um foco na existência ou não de psicopatologia. O psicodiagnóstico é uma avaliação psicológica, cujo objetivo é avaliar os sintomas, costumes e comportamento dos pacientes, aprofundar-se neles e estudá-los, a fim de encontrar um possível diagnóstico psicológico. O psicodiagnóstico serve como uma comprovação e confirmação das hipóteses iniciais do psiquiatra/psicólogo, ou médico especialista. Por isso, é aplicado um conjunto de procedimentos diferenciados, e que variam de pessoa para pessoa. O psicodiagnóstico é apenas um tipo de avaliação psicológica, que utiliza testes e métodos para aprofundamento e por fim, um diagnóstico e confirmação das hipóteses primordiais do especialista. 03 01 02 04 Etapas do Psicodiagóstico Entrevista Inicial Primeiro contato do psicólogo com o paciente, utilizando a escuta e alguns questionamentos Levantamento das hipóteses iniciais O especialista observará e identificará algumas possibilidades para o quadro clínico do paciente. Contrato de trabalho O especialista propõe ao paciente os seus termos, definindo algumas responsabilidades, direitos, deveres, e outros fatores, que devem ser cumpridos por ambas as partes. Criação do plano de avaliação Testes que utilizam técnicas projetivas, conversas com os membros da família e outros tipos 05 Interpretação e análise de dados levantar todas as informações observadas, analisá-las criteriosamente e por fim, interpretar todas elas e chegar a uma conclusão, um diagnóstico. MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO PARA O PSICODIAGNÓSTICO Problemas de aprendizagem, tais como problemas afetivos, de agressividade, são mais frequentes em adolescentes (Cunha e Benetti 2009; Santos 2006), e adultos que costumam apresentar problemas de relacionamento familiar (Louzada, 2003; Maravioski Serralta, 2011). De acordo com CUNHA (2000), os objetivos clínicos do psicodiagnóstico são: – Investigar aspectos da personalidade quanto aspectos cognitivos abordar os possíveis sintomas; – Investigar questões do desenvolvimento; – Investigar questões Neuropsicológicas; – Investigar características adaptativas e desadaptarias, entre outros permitindo assim, que se chegue a um Prognóstico e a melhor estratégia e ou a abordagem terapêutica necessária. – Realização de diagnóstico diferencial. O diagnóstico psicológico pode ser realizado: pelo psicólogo, pelo psiquiatra (e, eventualmente, pelo neurologista ou psicanalista), com vários objetivos (exceto o de classificação simples), desde que seja utilizado o modelo médico apenas, no exame de funções, identificação de patologias, sem uso de testes e técnicas privativas do psicólogo clínico; pelo psicólogo clínico exclusivamente, para a consecução de qualquer ou vários dos objetivos, quando é utilizado o modelo psicológico (psicodiagnóstico), incluindo técnicas e testes privativos desse profissional; por equipe multiprofissional (psicólogo, psiquiatra, neurologista, orientador educacional, assistente social ou outro), para a consecução dos objetivos citados e, eventualmente, de outros, desde que cada profissional utilize o seu modelo próprio, em avaliação mais complexa e inclusiva, em que é necessário integrar dados muito interdependentes (de natureza psicológica, médica, social, etc.). A atitude do psicólogo deve ser pautada pelo respeito àquela pessoa em sofrimento, livre de criticas ou preconceitos, menosprezos. O Psicólogo deve deve estabelecer a proximidade necessária para que o paciente consiga falar sem medo ou vergonha. A confiança é fundamental em todo o processo. O profissional deve avaliar com muito cuidado os motivos para o psicodiagnóstico para que o paciente não utilize o resultado de maneira inadequada. cynthialimapsi@gmail.com @cynthiamontenegroo_ image1.png image2.jpg image3.png image4.png image5.png