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Bacias sedimentares As **bacias sedimentares de margens passivas** são regiões geológicas que se formam ao longo de margens continentais que estão afastadas de limites tectônicos ativos. Elas surgem como resultado do processo de rifteamento continental e da separação de massas terrestres, que levam à criação de novas crostas oceânicas e a uma fase subsequente de sedimentação em plataformas continentais. ### **Características principais:** 1. **Localização**: - São encontradas em margens passivas, ou seja, em zonas estáveis, longe de subducção, colisão ou atividade tectônica significativa. Exemplos incluem as margens atlânticas de Angola e do Brasil. 2. **Formação**: - As bacias sedimentares começam a se formar quando sedimentos erodidos dos continentes próximos são transportados e depositados nas plataformas continentais, plataformas de talude e bacias oceânicas adjacentes. - A subsidência (afundamento gradual da crosta) ao longo do tempo cria espaço para o acúmulo contínuo de sedimentos. 3. **Estrutura interna**: - Camadas sedimentares empilhadas que incluem diferentes tipos de rochas, como arenitos, siltitos, argilitos e carbonatos. Essas camadas podem registrar a história geológica e ambiental da região. 4. **Relação com o petróleo e gás**: - Devido à acumulação de matéria orgânica rica em zonas de baixa oxigenação marinha, essas bacias sedimentares frequentemente possuem condições ideais para a geração e armazenamento de hidrocarbonetos. - Exemplos famosos incluem a **Bacia do Kwanza** em Angola e a **Bacia de Campos** no Brasil, que são economicamente significativas para a produção de petróleo e gás. 5. **Estabilidade tectônica**: - Apesar de serem tectonicamente estáveis, algumas bacias podem apresentar processos internos ativos, como deformações sedimentares por gravidade e atividades relacionadas ao fluxo de fluidos. ### **Exemplo prático – Atlântico Sul**: No caso da margem passiva do Atlântico Sul, as bacias sedimentares, como as de Angola, começaram a se formar após a separação entre a América do Sul e a África há cerca de 140-120 milhões de anos. A sedimentação contínua nessas bacias resultou em depósitos sedimentares espessos que hoje sustentam a exploração de recursos naturais.