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Fundamentos e 
História da Moda
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Me. Mirella de Almeida Braga
Revisão Técnica:
Prof.ª Me. Mariana Lucena
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro
Tempos Contemporâneos da Moda: 
Primeiro(a)s Costureiro(a)s e Estilistas 
v1.1
Tempos Contemporâneos da Moda: 
Primeiro(a)s Costureiro(a)s e Estilistas 
 
 
• Debater com os alunos os processos envolvidos na industrialização da moda, analisando 
criticamente a ascensão dos primeiros especialistas na arte em um contexto de contradições 
entre a criatividade individual de costureiro (a)s e estilistas e a reprodutibilidade técnica de 
mercadorias em série. 
OBJETIVOS DE APRENDIZADO 
• A Moda como “Manifestação Estética” nas Reviravoltas do Século XIX;
• La Belle Époque e a Moda;
• Moda: Uma Arte na Era da Reprodutibilidade Técnica.
UNIDADE Tempos Contemporâneos da Moda: Primeiro(a)s Costureiro(a)s e Estilistas 
A Moda como “Manifestação Estética” 
nas Reviravoltas do Século XIX
Os efeitos sociais, culturais, políticos e econômicos das revoluções burguesa e 
industrial não foram vivenciados instantaneamente nos contextos europeus e nos 
demais continentes. Ocorreu o que Norbert Elias ([1939] 1994) denomina experiên-
cias de longa duração, em que as mudanças de pensamento, comportamento e ação 
dos indivíduos e grupos sociais se dão de modo processual, com tempos e sentidos 
diferenciados para cada localidade. 
Durante o século XIX, houve uma intensificação das dinâmicas iniciadas pelos 
movimentos revolucionários francês e inglês e os novos fenômenos sociais observa-
dos por autores como Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber tiveram lugar e vez 
nas grandes cidades da Europa ocidental. Instituíram-se profundas relações entre o 
capital e o trabalho operário, em meio ao embate de interesses de classes sociais 
antagônicas; o trabalho desenvolvido no campo e na cidade passa a ser dividido cada 
vez mais em funções e especialidades; e muitos conhecimentos técnicos e científicos 
são incorporados nos valores e modos de vida de segmentos e grupos mais amplos 
da nova sociedade industrial. 
Assista e explore mais de setenta anos de criação da Dior com um itinerário temático e cro-
nológico - concebido como um diálogo cativante pelos dois curadores da exposição, Florence 
Müller e Olivier Gabet. Você pode visualizar através da página Christian Dior, Designer of 
Dreams' at the Musée des Arts Décoratifs. Disponível no link: https://youtu.be/FLWDWzMrkBE
A intensificação da vida do trabalho, da circulação de pessoas e objetos e da 
noção de que a liberdade é uma conquista individual possibilitou a existência de um 
novo tipo de relação das pessoas com o corpo e os vestuários e adornos. O exibir 
e o simbolizar estavam prestes a conviver com o “sentir-se bem”. Praticidade e con-
forto se tornariam, aliados a um senso estético ampliado para o “sujeito comum”, 
valores antenados aos novos modos de produção têxtil, paulatinamente descolados 
das técnicas artesanais de outrora. Linhas mais sóbrias, cortes mais singelos e me-
nos uso de tecidos sobrepostos passaram a ditar as regras do vestir do cotidiano de 
uma massa de trabalhadores que, além de operários explorados por duras horas de 
fábrica, tinham agora o sonho e alguma possibilidade de consumir roupas. 
Entretanto, as inovações do modo de se vestir e usar adornos ainda estavam 
restritas a um círculo pequeno de pessoas, a nobreza decadente herdeira de terras e 
uma burguesia ascendente vivendo o privilégio dos espaços nobres de uma socieda-
de profundamente desigual. 
8
9
Importante!
Sempre é bom analisar e estudar a relação entre as estruturas da moda (que de fato 
apoiam-se na efemeridade e no novo) para entender o privilégio dos espaços ocupados 
pelos mais ricos em sociedade bem como a manutenção do status quo que percorre a 
história da moda dos tempos antigos até os dias atuais, demarcando acessos e territórios 
nas mais distintas sociedades. 
Ao longo do século XIX, o movimento artístico e comportamental conhecido 
como “Romantismo” buscou “resgatar” os valores, objetos e monumentos perdidos e 
dilapidados pelo espírito revolucionário da modernidade, marcando roupas e adere-
ços com peças, detalhes e volumes que estabeleciam uma distinção da elegância dos 
tempos antigos. Para as mulheres, retornava-se à cintura marcada e as saias avolu-
madas e, para os homens, vigora a calça comprida, casaca, colete, cartola e bengala.
Você Sabia? 
Por falar em mulher, feminino, vale citar que sutiã, acessório feminino tão comum, é 
um termo francês que significa soutien gorge (sustentador de seio). Adquiriu maior visi-
bilidade quando no final do século XIX apareceram, sobretudo nos Estados Unidos e na 
França, vários desenhos de sustentadores de seios. Porém, ninguém se empolgava até 
que, em 1913, a socialite americana Mary Phelps Jacob emplacou um modelo feito com 
lenços de seda amarrados por faixas. Um ano depois, patenteou a peça, oficializando seu 
status de inventora do produto. Maiores informações em: https://bit.ly/3kOdbSr
Ainda sobre o feminino, o “mundo das mulheres”, foi no guarda-roupa feminino 
do “período romântico”, que percebemos o uso diversificado de estampas e cores. 
João Braga salienta o uso de tecidos de cores escuras e estampados, especialmente 
com flores ou listras. E completa: 
Por volta de 1820, os vestidos femininos voltaram a ter sua cintura na 
própria cintura que, efetivamente, ficou marcada pelo uso do corpete. 
As saias dos vestidos começaram a ganhar um volume cônico, obtido 
pelo uso de anáguas para dar-lhes essa aparência. [...] A partir de 1830, 
as saias ficaram um pouco mais curtas e, em torno de 1835, as man-
gas atingiram o máximo de proporção, recebendo o nome francês de 
manche gigot. (BRAGA, 2017, p. 61-62)
Já o guarda-roupa masculino, em relativa contradição com o retrô feminino, re-
cebe influência decisiva de George Brummell, uma figura excêntrica e espirituosa 
que frequentou os ambientes da “alta sociedade” londrina na primeira metade do 
século XIX. Para Brummell, um homem bem vestido e elegante não deve ser notado. 
Os cortes e desenhos sóbrios, aliados à cartola e uma bengala, passam a traduzir um 
culto à elegância masculina de tal ordem que fará nascer um movimento estético e 
comportamental conhecido como “dandismo” (GRUDA, 2017). 
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UNIDADE Tempos Contemporâneos da Moda: Primeiro(a)s Costureiro(a)s e Estilistas 
Leia a seguinte entrevista sobre moda e crises históricas e saiba mais sobre a influência da 
moda na história da humanidade. Disponível em: https://bit.ly/341F5Uo
A moda passou a ser objeto de criação e reflexão, tornando-se uma “manifestação 
estética” e um “assunto” explorado pela crítica e pela literatura. 
[...] toda uma literatura crítica se manterá [...] fustigando os artifícios e a 
alienação das consciências nas pseudonecessidades, mas sem compara-
ção com a amplitude sociológica e midiática da nova tendência “positiva” 
para fazer da moda um objeto a ser mostrado, analisado, registrado como 
manifestação estética. Proliferação dos discursos de moda não apenas nas 
revistas especializadas, cada vez mais numerosas nos séculos XIX e XX, 
mas também entre os próprios escritores que, no decorrer do século XIX, 
fazem da moda um assunto digno de atenção e de consideração. Balzac 
escreve um Traité de la vie élégante (1830) e Barbey d’Aurevilly, Du 
dandysme et de George Brummell (1845), assim como diversos arti-
gos de moda. Baudelaire redige um Éloge du maquillage; vê na moda 
um elemento constitutivo do belo, um “sintoma do gosto pelo ideal”, e 
empenha-se em “vingar a arte da toalete das ineptas calúnias com que a 
oprimem certos amantes muito duvidosos da natureza”. Mallarmé escreve 
La Dernière Moda; no final do século, P. Bourget, Goncourt, Maupas-
sant dão ao romance mundano uma dignidade literária e uma base de 
realidade fazendo uma pintura minuciosa e exata da vida elegante, dos 
adornos do high life e de seus cenários delicados,refinados, luxuosos. 
(LIPOVETSKY, 2009, p. 74)
Em vez de símbolo de berço e sangue traduzidos em roupas requintadas, a moda 
se tornava, cada vez mais, em um símbolo de fruição estética consumida por uma 
elite burguesa. Ela, a moda, era vista compondo símbolos de particularidades, e foi 
possível perceber que negava a racionalidade e a idealização dos distintos grupos 
existentes na sociedade, ao mesmo tempo em que buscava manter aproximações 
e distanciamentos. As roupas, enquanto símbolo de diversidade, definiam os papéis 
e as condições dos indivíduos nas cidades. A moda se torna, assim, instrumento de 
competição social e de manutenção do status quo. 
Na segunda metade dos oitocentos, um alfaiate inglês, Charles Worth, migrou de 
Londres para Paris, levando suas experiências artesanais e industriais criativas com 
diversos tecidos para a apreciação e consumo sofisticado dos círculos da alta socie-
dade francesa e europeia. Consolidando um estilo artístico próprio, Worth passou a 
afixar etiquetas em suas peças, identificando a “Casa Worth”. Seu empreendimen-
to chegou a empregar milhares de pessoas envolvidas na criação e produção em 
série de roupas e adornos considerados refinados, definindo “coleções” de peças que 
utilizavam modelos reais para demonstração dos produtos (POLLINI, 2007). Nascia, 
assim, a “alta costura”, um jeito de fazer e vender moda em meio aos paradoxos da 
inventividade artística nos tempos das mercadorias seriadas. 
10
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Saiba mais sobre a alta costura e a representação de dois sentimentos opostos, do sonho e 
da inovação na moda, ao mesmo tempo em que é símbolo máximo do elitismo e da super-
ficialidade. Veja em: https://bit.ly/2GazSBq
Na seção seguinte, informe-se sobre La Belle Époque e a moda, analisando o 
período da história mundial que foi marcado pelo otimismo e pela busca da paz entre 
as potências ocidentais, sobretudo as europeias, entre os séculos XIX e o século XX, 
tendo como grande marco a Primeira Guerra Mundial. Bom estudo!
La Belle Époque e a Moda
A ideia de que “estar na moda” é estar sintonizado com os tempos presentes, 
antecipando um futuro ainda melhor, pôde desenvolver todo o seu potencial na cha-
mada “Belle Époque”. A Belle Époque ocorre no período compreendido entre o fim 
do século XIX e 1914, antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Durante esses 
anos, Paris, em meio a um processo de modernização urbana e social, foi o epicen-
tro de transformações culturais e artísticas em grande parte do mundo. O “modo de 
vida francês” era um símbolo civilizacional que inspirava comportamentos e estéticas 
em extratos das classes mais abastadas e médias em todos os continentes. Esses 
comportamentos e estéticas eram vivenciados, especialmente, na moda.
Saiba mais sobre a Belle Époque no Brasil, o movimento da virada do século XIX para o 
 século XX. Disponível em: https://bit.ly/4g096Hc
Enquanto o vestuário masculino se manteve com as mesmas regras básicas fun-
damentadas por Brummell, a moda feminina buscou acentuar as curvas do corpo, 
com um afunilamento extremo da cintura, que criava o que se chamou de “silhueta 
ampulheta”, volume nos ombros, cintura fina e aumento do quadril (BRAGA, 2017). 
Sobre a silhueta feminina, o francês Lypovetsky (2009) observou que a silhueta da 
mulher dos anos 1920, reta e lisa, está em consonância direta com o espaço pictó-
rico cubista feito de panos nítidos e angulares, de linhas verticais e horizontais, de 
cores uniformes e de contornos geométricos. A arte e a moda andavam em conso-
nância direta no século XX, provocando rupturas e extraindo novos símbolos, logo 
foi compreendida como um quadro ou uma escultura capaz de atribuir sentido ao 
indivíduo que a vestia.
Para saber mais sobre a história da silhueta em suas variações acesse o link, 
disponível em: https://bit.ly/3PDpQJy
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UNIDADE Tempos Contemporâneos da Moda: Primeiro(a)s Costureiro(a)s e Estilistas 
Nesse tempo, o corpo da criança das famílias da “alta sociedade”, que até então 
vestia roupas miniaturizadas de adultos, passou a fazer parte dos direcionamentos 
do mundo da moda.
Em fins do século XIX, começou uma moda própria de criança para a 
criança, e a grande característica das roupas infantis, devido ao lazer 
dos banhos de mar, foi a roupa de marinheiro que se tornou um clássico 
desse segmento. (BRAGA, 2017, p. 68) 
Também é nesse período que a indústria da moda começa a se consolidar na eco-
nomia nacional e internacional, despertando interesses de empresários e estilistas da 
“alta costura” como Charles Worth e Jacques Doucet, em Paris, e John Redfern, que 
fundou uma multinacional com filiais em Londres, Edimburgo, Paris e Nova York. 
Uma boa parte do universo estético parisiense da Belle Époque é representado nas 
obras do pintor Henri de Toulouse-Lautrec.
A especialista em moda, Suellen Sartorato, em seu canal nos mostra sete truques de moda 
que alongam a silhueta. Ver mais em: https://youtu.be/P-W-sv_lGCM
Você compreende a reprodutibilidade técnica da moda como uma arte? Na próxi-
ma seção desta unidade, será apresentado um pensador chamado Walter Benjamin 
(séc. XX) com sua obra, e estudaremos, a partir de suas reflexões, sobre a moda e o 
processo de mudança do modo tradicional de se viver para compreendê-la como a 
arte para um novo modo de vida em sociedade. Bom estudo! 
Moda: Uma Arte na Era da 
Reprodutibilidade Técnica
Em um clássico ensaio de 1936, o filósofo Walter Benjamin descreve e analisa 
um processo de mudança do modo tradicional de se viver e compreender a arte 
para um novo modo, em que prevalece o fenômeno da reprodutibilidade técnica 
das obras artísticas. Embora a arte sempre tenha sido “imitada” para o exercício de 
um ofício na relação entre mestres e alunos e por falsificadores ávidos de dinheiro, 
o avanço de certas tecnologias, decorrente das revoluções industriais, possibilitou 
que as diferenças ontológicas existentes entre a obra original e a réplica se tornasse, 
paulatinamente, uma questão irrelevante. O autor, Walter Benjamin desenvolveu re-
flexões sobre a estética como teoria da percepção diante das mudanças do mundo 
moderno no século XX. 
[...] o que murcha na era da reprodutibilidade da obra de arte é a sua aura. 
O processo é sintomático, o seu significado ultrapassa o domínio da arte. 
Poderia caracterizar-se a técnica de reprodução dizendo que liberta o ob-
jecto reproduzido do domínio da tradição. Ao multiplicar o reproduzido, 
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coloca no lugar de ocorrência única a ocorrência em massa. (BENJAMIN, 
[1936] 2012, p. 66)
Você Sabia? 
Sobre o autor Walter Benjamin que influenciou e continua influenciando (post mortem) 
diversas áreas do saber e da técnica. Para saber mais, acesse: https://bit.ly/3cx9n50
Tais transformações históricas modificaram significativamente a forma como as 
pessoas se relacionavam com as obras de arte, tanto do ponto de vista do artista 
como do público. Instaura-se, na expressão de Benjamin, um novo “modo de per-
cepção sensorial”.
Se, na percepção sensorial anterior, “o valor singular da obra de arte ‘autêntica’ tem 
o seu fundamento no ritual em que adquiriu o seu valor de uso original e primeiro”, a 
“sua função ritual” ([1936] 2012, p. 69), como podemos pensar essa sensorialidade 
tradicional do universo de uma arte como a moda? Ela já existiu ou nasceu para ser 
efêmera (LIPOVETSKY, 2009) e tecnicamente replicável? 
A moda, tomada como elemento de investigação nas sociedades, pode ser apresentada 
como uma expressão concreta da realidade e com isso refletir os sentidos diversos empre-
gados a partir da cultura (e sua dinâmica)? 
É possível que, em sua origem renascentista, a moda moderna ainda guardasse 
os sentidos rituais do culto, quase religioso, à beleza de uma aristocracia que se 
acreditava naturalmente divina. A partir do século XIX, com o advento de tecnolo-
gias tributárias da industrialização e massificação de mercadorias, a reprodutibilidade 
técnica da moda emancipa-a, em um processo eliasiano de longa duração,da sua 
função ritual original. 
O seu antigo “valor de culto” é revigorada por seu novo “valor de exposição”, l’art 
pour l’art, caracterizado pelo tempo dos desfiles de moda que aburguesam e, assim, 
atualizam a natureza aristocrática da apreciação do belo. Na era da reprodutibilidade 
técnica, esse processo dialético de nova síntese do culto tornado exposição, vez ou 
outra, atinge a inquebrantável necessidade de distinção (BOURDIEU, [1979] 2008) 
do mundo da moda, propondo outros usos e abusos, ainda mais efêmeros e revolu-
cionários, de um se vestir e se enfeitar pop, à revelia dos ditames da “alta costura”. 
Importante!
Refletir que a era da reprodutibilidade técnica, quando a moda alterna entre a dinâmi-
ca coletiva exercida pelo meio e a reprodução excessiva dos produtos que compõem o 
mundo da moda, caracteriza definições. 
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UNIDADE Tempos Contemporâneos da Moda: Primeiro(a)s Costureiro(a)s e Estilistas 
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livro
O processo civilizador: uma história dos costumes
ELIAS, N. O processo civilizador: uma história dos costumes. Rio de Janeiro: 
Jorge Zahar Editor, 1994. 
 Vídeos
Toulouse-Lautrec y los placeres de la Belle Époque 
https://youtu.be/7iJN4bJo1VY
El pensamiento de Walter Benjamin por Michael Löwy
Conferencia apresentada por Michael Löwy, martes 11 de setiembre 2012, en el 
marco de las actividades de “Espaces Marx”, Paris. 
https://youtu.be/HbB1tP8FrVI
 Filmes
O culto da elegância na África contemporânea
O multimeio busca explorar representações de uma “África fora de casa”, em 
movimento, cosmopolita, podendo partilhar das mesmas ambições e inquietações 
de seus homólogos do “primeiro mundo”, inclusive mimetizando, recriando e 
ressignificando valores, como é o caso dos sapeurs. O multimeio integra a rede 
e o museu afrodigital. Os protagonistas da cena são estudantes congoleses de 
Kinshasa e de Brazzaville. Certamente, o ponto comum que os aproxima - além da 
língua e da origem nacional - é que todos eles compartilhavam afinidades estéticas 
eletivas, tendo como princípio o cultivo e gosto pela aparência, pelo consumo de 
roupas e signos distintivos da moda. Além disso, possuíam uma identificação com 
a SAPE (Société des Ambienceurs et de Personnes Elégantes) e, por isso, definiam-
se sapeurs. Trata-se do primeiro registro da SAPE no Brasil, já que habitualmente 
o trajeto de viagem de um sapeur – fora da República Democrática do Congo 
Kinshasa e Congo Brazzaville – é Paris: o grande destino que o legitima. Para 
um sapeur, mais do que um estilo de vida, a elegância é uma condição de estar 
no mundo. A moda passa a ser um atributo que excede suas funções estéticas de 
representação e distinção para adquirir valores intrínsecos ao comportamento e à 
conduta social desses indivíduos.
https://bit.ly/4amoTie
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Referências
BENJAMIN, W. A obra de arte na Era da sua reprodutibilidade técnica. In: BENJAMIN, 
W. Sobre arte, técnica, linguagem e política. Lisboa: Relógio d’Água, 2012. 
BOURDIEU, P. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp; Porto 
Alegre: Zouk, 2008.
BRAGA, J. História da moda: uma narrativa. São Paulo: D’Livros, 2018.
ELIAS, N. O processo civilizador: uma história dos costumes. Rio de Janeiro: 
Jorge Zahar Editor, 1994.
GRUDA, M. P. P. Dândi e Flâneur: modos de subjetivação da modernidade e os 
mods ingleses. In: Revista Psicologia em Estudo. V. 22, n. 4. Maringá, 2017.
KÖHLER, C. História do vestuário. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
LAVER, J. A roupa e a moda: uma história concisa. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1989.
LIPOVETSKY, G. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades 
modernas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
POLLINI, D. Breve história da moda. São Paulo: Claridade, 2007.
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