Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Fundamentos e 
História da Moda
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Me. Mirella de Almeida Braga
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro
Revisão Técnica:
Prof.ª Me. Mariana Lucena
Permanências e Transformações no 
Fenômeno Social e Histórico da Moda
v1.1
Permanências e Transformações no 
Fenômeno Social e Histórico da Moda
 
 
• Envolver os alunos com as diversas formas de narrar as temporalidades da moda, obser-
vando a trajetória dessa arte na história dita “universal”, desde a Antiguidade até a primeira 
metade do século XIX.
• Compreender o fenômeno social da moda em suas dimensões históricas, culturais, econô-
micas, políticas e ambientais.
• Analisar alguns conceitos historiográficos e sociológicos relacionados à moda, observando 
criticamente os processos de transformações e permanências do fenômeno ao longo da his-
tória de alguns contextos internacionais e nacionais.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO 
• Gilles Lipovetsky e as Temporalidades da Moda;
• A Moda nas Narrativas da Antiguidade ao Medievo;
• A Moda na Primeira Modernidade.
UNIDADE Permanências e Transformações no 
Fenômeno Social e Histórico da Moda
Gilles Lipovetsky e as 
Temporalidades da Moda
O filósofo francês Gilles Lipovetsky compreende que o fenômeno da moda, gesta-
do com a decadência dos valores culturais do chamado “Medievo”, é, por excelência, 
o conjunto de experiências sociais que consegue sintetizar certos sistemas de ação e 
pensamento da sociedade contemporânea, fortemente marcada pelo vazio existen-
cial, hedonismo e hiperconsumo (LIPOVETSKY, 2004).
A moda torna o tempo efêmero, tão rechaçado em outras épocas, um ideal de 
vida que passa a estabelecer uma constância comportamental do “exagero” e “sofis-
ticação”. A ideia de moda se confunde com a própria forma de interpretar e vivenciar 
as possibilidades existenciais de modo efêmero. Trata-se, portanto, de um conceito 
mais amplo, para além dos usos e abusos do vestuário, abrangendo linguagem, 
expressões orais e gestuais de etiqueta, gostos artísticos e consumos de mobiliário, 
decoração e mobiliário e obras de arte.
Entenda mais sobre a moda e o tempo acessando o Episódio 06, do podcast, “highlowpodcast 
– Nós, a Moda e o Tempo”. Disponível em: https://bit.ly/33Wy1Z4
Lipovetsky divide a história da moda em temporalidades cruciais que muito mais 
se conectam em continuidades estruturais do que revelam mudanças paradigmáti-
cas. Há uma fase “inaugural”, do século XIV ao XIX, marcada por produções ar-
tesanais e pelo uso aristocrático de objetos da moda, tempo em que se definem os 
traços modernos estéticos de sofisticação e excesso que são ressignificados até os 
dias de hoje; e uma fase “hipermoderna”, séculos XX e XXI, marcada pela diversida-
de tecnológica e produção industrial que aceleram a relação entre tempo e espaço e 
alargam as possibilidades de consumo e descarte. 
Veja mais acerca da reflexão de Lipovetsky através da imagem a seguir. 
“Fase Inaugural”
Séculos XVI a XIX
Produção artesanal e uso
aristocrático. Desa�nição de
traços estéticos válidos ainda hoje
Diversidade tecnológica
de produção. Aceleração
do tempo-espaço.
Consumismo do novo.
“Tempos
Hipermodernos”
Séculos XX e XXI
Figura 1 – Gilles Lipovetsky (1989) e as temporalidades globais da Moda
Fonte: Adaptado de BRAGA, 2019
8
9
A moda contribui cotidianamente para a desestabilização dos valores aristocrá-
ticos de antiguidade e eternidade por um desavergonhado culto da novidade, o 
acelera r da troca:
Na escala da aventura humana, o surgimento da temporalidade breve da moda 
significa a disjunção com a forma de coesão coletiva que assegur a a perma-
nência costumeira, o desdobramento de um novo elo social paralelamente a 
um novo tempo social legítimo. […] enquanto nas eras de costume reinam o 
prestígio da antiguidade e a imitação dos ancestrais, nas eras da moda domi-
nam o culto das novidades assim como a imitação dos modelos presentes e 
estrangeiros – prefere-se ter seme lhanças com os inovadores contemporâne-
os do que com os antepassados . ( LIPOVETSKY, 1989, p. 31)
Entretanto, o culto ao novo da moda não é tão antiaristocrático como aparenta à 
primeira vista. O novo é consequência de promessas e idealizações que não se mate-
rializaram, e que demandam substituir o passado por uma nova idealização, gerando 
uma outra busca e promovendo uma rapidez nas trocas entre os sujeitos. 
Através da Entrevista de Gilles Lipovetsky (traduzida e interpretada por José Tavares e Joana 
Pontes), “O valor da liberdade”, compreenda mais sobre informações que compõem a 
moda e as experiências pessoais que demonstram aos sujeitos um valor e uma expressão. 
Disponível em: https://youtu.be/jNN0zJgCUb8
O novo de moda é antes de tudo um signo distintivo, um “luxo de herdeiros”: 
longe de destruir as disparidades sociais diante dos objetos, a moda “fala a 
todos para melhor recolocar cada um em seu lugar. É uma das instituições 
que melhor recupera, que funda, sob pretexto de aboli-la, a desigualdade 
cultural e a discriminação social”. (LIPOVESTKY, 1989, p. 147)
Embora reconheça as desigualdades sociais reverberadas ou ignoradas pelo “mundo 
da moda”, Lipovetsky defende que, sob o prisma da longa duração histórica, a moda 
“deve ser interpretado bem mais como uma fase e um instrumento da revolução demo-
crática” (1989, p. 77). Suas experiências artísticas demonstram a substituição do anseio 
por uma felicidade sublime, quase divina e inalcançável, por “‘pequenos prazeres’ aces-
síveis a todos”, pela sedução cotidiana e pelo sucesso passageiro. Tais poderes “munda-
nos” tiveram lugar e vez no corpo feminino, cada vez mais diferenciado do masculino.
A desigualdade persistente nos meios de sedução e na aparência dos sexos 
prende-se essencialmente a essa valorização não igualitária da estética femi-
nina. Com efeito, como uma cultura do “belo sexo” poderia não acarretar 
desejos de pôr em cena a beleza assim como as modas específicas destina-
das a valorizar o corpo e o rosto feminino? (LIPOVETSKY, 1989, p. 119)
A moda é símbolo da modernidade, reverberando e potencializando suas contra-
dições entre o velho e o novo, o permanente e o efêmero. Há uma substituição de 
produtos acelerada que intensifica a necessidade de estar dentro dos padrões de 
9
UNIDADE Permanências e Transformações no 
Fenômeno Social e Histórico da Moda
beleza, do manequim perfeito, da moda ‘blogueira’, atribuindo sempre à indústria da 
moda a dinâmica do efêmero e do belo.
Quais são as possíveis estruturas da moda no espaço do efêmero? O que garante a indústria 
da moda a rapidez da produção e a venda/consumo dos produtos?
Na seção seguinte, analisaremos a moda nas narrativas da Antiguidade ao Medievo, 
sua diversidade e sua expressão. Bom estudo!
A Moda nas Narrativas da 
Antiguidade ao Medievo
As tentativas de se narrar a história geral de uma “humanidade” tendem a ser bas-
tante falhas por suas pretensões genéricas e evolucionistas. O homem, sujeito prota-
gonista de uma história universal de si próprio, é um problema filosófico relativamente 
recente, datado da decadência do sistema de valores e práticas do “antigo regime” 
(especialmente século XVI), invenção de uma “cultura europeia” etnocêntrica que pre-
tendia (e ainda pretende) pensar pelo pensamento de todas as demais culturas. Michel 
Foucault, em As palavras e as coisas, afirma que “o homem é uma invenção, e uma 
invenção recente, tal como a arqueologia do nosso pensamento mostra facilmente. 
E talvez ela nos indique também o seu próprio fim” (FOUCAULT, 1966, p. 502).
Se o comportamento de uma dada época histórica é um sinônimo de “costume”, qual seria o 
comportamento atual em nossa sociedade que produz essa diversidade de estilos? 
A ideia genérica de humanidade possui histórias e autores que traçam uma narra-
tiva evolucionista dividida por estágios que culminam em um suposto “Ocidente” 
altamente globalizado e tecnológico. Nessa genealogia, a Grécia Antiga teria gerado 
Roma, Roma teriagerado a Europa Cristã, a Europa Cristã teria gerado a Renas-
cença, a Renascença teria gerado o Iluminismo e o Iluminismo teria gerado a Demo-
cracia Política e a Revolução Industrial. O “Ocidente”, autor abstrato de uma história 
universal da humanidade, tornou-se um poderoso conceito que se desfaz ou abafa as 
possibilidades de existência de outras histórias que poderiam fazer parte de nossas 
preocupações, desejos e memórias (SAID, [1978] 2007).
Com esse viés generalista, a ideia de humanidade possibilitou que autores eleges-
sem um determinado tema pertinente a determinadas práticas culturais de diversas 
sociedades humanas em diversos contextos temporais e espaciais para traçar uma 
“história” universal de determinado objeto, costume ou conhecimento, como atesta 
a própria “história da moda”. Elegendo o vestuário e os adornos como motes para 
o estabelecimento de um fio condutor cronológico, autores abordaram a moda em 
etapas evolutivas ora do ponto de vista do desenvolvimento mental, ora do ponto de 
10
11
vista do desenvolvimento tecnológico do “ser humano” (LAVER, 1989; KÖHLER, 
1996; BRAGA, 2017). 
Para aprender e analisar melhor acerca do mundo que envolve as discussões sobre o 
Vestuário e a Moda apresentando as principais correntes teóricas, leia o artigo da autora 
Carolina Morgado Pereira, disponível em: https://bit.ly/364Ke0y
Para o desenvolvimento mental, as sociedades da “Pré-História”, menos evoluí das, 
estariam presas à necessidade física de se cobrir o corpo e, paulatinamente, se liber-
tariam desses imperativos imediatos para ideias mais estéticas de se vestir a partir 
das Antiguidades Oriental e Ocidental (ou “Clássica”). Tal processo seguiria seu cur-
so evolutivo inexorável, passando pelas Idades Medieval e Moderna, até chegar aos 
tempos contemporâneos, em que a moda teria se desconectado de qualquer ranço 
de necessidade primitiva para se tornar símbolo maior da efemeridade global.
Nas sociedades da dita “Antiguidade Oriental”, especialmente Mesopotâmia e Egito 
antigos, narra-se que o conhecimento da tecelagem permitiu uma certa variedade de 
trajes em culturas altamente hierarquizadas, superando o uso de vegetais e de peles 
de animais como vestes, costumes de outrora. Tanto Mesopotâmia e Egito atrelavam 
o vestuário às crenças religiosas, buscando na suntuosidade dos trajes dos grupos do-
minantes uma justificativa para a afirmação de superioridade divina (BRAGA, 2017).
Para compreender um pouco mais sobre a moda na antiguidade e sua diversidade, acesse a 
leitura da autora Angela Brandão em sua discussão “Uma história de roupas e de moda 
para a história da arte”. MODOS – Revista de História da Arte. Campinas, v. 1, n.1, p. 40-55, 
jan. 2017. Disponível em: https://bit.ly/40BNKeO
Nas sociedades da dita “Antiguidade Clássica”, especialmente Creta, Grécia, 
 Etrúria e Roma, narra-se que houve primeiras e sutis diferenciações entre trajes 
masculinos e femininos e mesmo as classes menos abastadas usavam roupas, in-
clusive túnicas, revelando hierarquias sociais menos rígidas do que na “Antiguidade 
Oriental”. As linhas do desenho desses trajes se mostravam cada vez mais retilíneos 
e geométricos (BRAGA, 2017).
Na chamada “Idade Média”, especialmente os povos do norte da Europa, Bizân cio, 
Europa Feudal e Europa Gótica, narra-se que houve variedade de usos de tecidos 
( linho, cânhamo, algodão, seda etc.), além das tradicionais peles de animal (lã e 
couro) para diversas peças do vestuário é intensificada. Ocorreu, nesses tempos e 
espaços, uma maior diferenciação entre as vestes para homens e para mulheres e 
uma menor diferenciação entre os trajes de civis e religiosos. A desigualdade entre as 
classes inferiores e superiores era marcada mais pela quantidade de tecidos empre-
gada em determinada roupa do que pela qualidade ou tipo de tecido empregado. 
Em um contexto de guerras, “invasões”, cruzadas e relações mercantis, também se 
intensificou a troca de técnicas e tipologias do vestuário entre os mundos “ ocidental” 
11
UNIDADE Permanências e Transformações no 
Fenômeno Social e Histórico da Moda
e “oriental” (BRAGA, 2017). Além disso, famílias de costureiros formaram corpo-
rações de ofício, consolidando saberes e fazeres cada vez mais especializados da 
costura, antevendo a modernidade posterior.
Você compreende a necessidade de mudança que a moda produz ao longo do 
tempo? Na próxima seção, “A moda na primeira modernidade”, serão apresentadas 
informações e reflexões acerca da moda e sua originalidade histórica. Bom estudo!
A Moda na Primeira Modernidade
Como foi dito anteriormente, o fenômeno da moda institui toda sua vitalidade a 
partir do que as ciências humanas, especialmente as ciências sociais e a história, no-
minam de modernidade. A centralidade do homem renascentista, reinventado como 
senhor do seu destino no mundo das ciências e das artes, enfrentando as morais me-
dievais religiosas até então hegemônicas, possibilitou novas experiências no mundo 
das artes, tratadas cada vez mais como obras individuais e mercadorias, objetos de 
troca e fruição.
A moda não pertence a todas as épocas nem a todas as civilizações: 
essa concepção está na base das análises que se seguem. Contra uma 
pretensa universidade trans-histórica da moda, ela é colocada aqui como 
tendo um começo localizável na história. Contra a ideia de que a moda 
é um fenômeno consubstancial à vida humano-social, afirmamo-la como 
um processo excepcional, inseparável do nascimento e do desenvolvi-
mento do mundo moderno ocidental. Durante dezenas de milênios, a 
vida coletiva se desenvolveu sem culto das fantasias e das novidades, sem 
a instabilidade e a temporalidade efêmera da moda, o que certamente 
não quer dizer sem mudança nem curiosidade ou gosto pelas realidades 
do exterior. Só a partir do final da Idade Média é possível reconhecer a 
ordem própria da moda, a moda como sistema, com suas metamorfoses 
incessantes, seus movimentos bruscos, suas extravagâncias. A renovação 
das formas se torna um valor mundano, a fantasia exibe seus artifícios e 
seus exageros na alta sociedade, a inconstância em matéria de formas e 
ornamentações já não é exceção, mas regra permanente: a moda nasceu. 
(LIPOVETSKY, 1989, p. 23)
Com a expansão do comércio, a reforma religiosa, o crescimento das cidades e a 
“Renascença”, a ideia de que cada indivíduo é um universo em si mesmo, com valores, 
conhecimentos e desejos próprios, ganhou cada vez mais força a moda passou a ser 
uma das muitas versatilidades da produção artística criativa passível de apreciação 
pessoal e crítica. O corpo humano, com suas formas e aparências, passou a ser objeto 
propício à intervenção artística. O “realismo artístico de origem medieval”, afirma 
 Lipovetsky, “ganhará uma nova face na Renascença com a busca da profundidade e 
do relevo na arte do retrato, da paisagem, da natureza morta”. “Esse senso do con-
creto, esse interesse pela experiência visual e pelas aparências na arte são de grande 
importância”, completa o filósofo. Além disso, tais experiências “traduzem a glorifica-
ção do mundo criado, a valorização das belezas do mundo humano e terrestre”.
12
13
As expressões inventivas da moda terão um papel crucial nessa exposição de 
corpos e trajes do nascente mundo moderno: “a moda, com efeito, representa a face 
frívola desse novo amor das aparências e do espetáculo do homem que toma corpo” 
(LIPOVETSKY,1989, p. 59).
Nesse primeiro momento de ode ao artista e ao indivíduo portador de arte em 
forma de roupa, Lipovetsky argumenta que:
Sob a ação do espírito de jogo do imaginário cortês, difundiram-se a ótica 
da teatralidade, a necessidade imperiosa do efeito, a propensão à ênfase, ao 
excesso e ao pitoresco que definem especialmente a moda”, essa arte de corte 
dominada pelo espírito barroco pelo menos até as rupturas puristas e moder-
nistas do século XX. Pois desde a metade do século XIV, a moda não cessou 
de obedecer profundamente ao fascínio do efeito e do artifício, à exuberânciae ao refinamento dos detalhes decorativos. (LIPOVETSKY, 1989, p. 56)
Você Sabia?
As roupas são testemunhos de uma época, da transformação. A moda é um evento co-
letivo próprio da sociedade moderna. Reflita sobre as transformações da moda que você 
consegue caracterizar. 
Observando as mudanças de gosto e moda ocorridas na corte francesa entre os 
séculos XVII e XVIII, João Braga escreve:
A moda nesse momento manteve-se com toda a pompa e rigor já exis-
tentes. Os costumes de então privilegiaram a frivolidade. O aspecto de 
fineza e leveza eram maiores do que no momento de Luís XIV. As roupas 
estavam mais fáceis de serem usadas do que aquelas do período anterior. 
A renda permanecia em vigor para os punhos das mangas de camisas e 
os coletes eram sofisticadamente ornamentados. O volume das perucas 
diminuiu um pouco, porém, agora, havia o hábito de empoá-las com pó 
branco [...]. Se o Barroco esteve associado às perucas e aos peruqueiros, 
especialmente masculinos, o Rococó foi ligado aos penteados enormes e 
aos cabelereiros femininos. (BRAGA, 2017, p. 52-54)
Entre o final do século XVIII e início do século XIX, outros modernos passaram a 
tornar a primeira modernidade, ensaiada pelos tempos do Renascimento, Barroco e 
Rococó, antiquada. A obsessão pelo novo, pela criatividade artística e pela “marca” 
fará cada vez mais parte do universo da moda nos tempos vindouros.
Nesta Unidade, aprendemos que a palavra moda significa costume e provém do 
latim modus. Verificamos também que a variação da característica das vestimentas 
ao longo do tempo surgiu para diferenciar os grupos sociais e manter o status quo 
de alguns sujeitos em detrimento aos demais. O recorte socioeconômico produzia a 
dinâmica social do consumo nas sociedades, bem como os acessos à indumentária. 
Você pode acessar o Museu da FIT em casa! Não deixa de curtir a história da moda perto de 
você. Disponível em: https://bit.ly/4jlMraU
13
UNIDADE Permanências e Transformações no 
Fenômeno Social e Histórico da Moda
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas
LIPOVETSKY, G. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades 
modernas. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
Os tempos hipermodernos
LIPOVETSKY, G. Os tempos hipermodernos. São Paulo: Barcarolla, 2004.
 Vídeos
“Moda e vestuário – Série Ecce Homo” (Lyne Charlebois)
https://youtu.be/iZi8h_ZI37s
 Leitura
Um giro pela fascinante história da moda – Etiqueta Única
https://bit.ly/309j8Sf
14
15
Referências
BRAGA, J. História da moda: uma narrativa. São Paulo: D’Livros, 2018.
ELIAS, N. A sociedade de corte: investigação sobre a sociologia da realeza e da 
aristocracia de corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.
FOUCAULT, M. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. 
Lisboa: Portugália, 1966.
KÖHLER, C. História do vestuário. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
LAVER, J. A roupa e a moda: uma história concisa. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1989.
LIPOVETSKY, G. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades 
modernas. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
LIPOVETSKY, G. Os tempos hipermodernos. São Paulo: Barcarolla, 2004.
SAID, E. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia 
de Bolso, 2007.
15

Mais conteúdos dessa disciplina