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BOLSA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA – COTAS 
RELATÓRIO TÉCNICO FINAL 
IDENTIFICAÇÃO 
INSTITUIÇÃO: Universidade Estadual de Feira de Santana 
NOME DO BOLSISTA: Fernando Henrique Santos Ferreira 
CPF Nº: 064.823.215-85 PEDIDO Nº 3223 /2020 
ORIENTADOR: Caio Graco Machado. 
TÍTULO DO PROJETO DE PESQUISA: Beija-flores (Aves: Trochilidae) e seus recursos florais em áreas 
urbanizadas na Bahia, Brasil. 
PERÍODO ABRANGIDO PELO RELATÓRIO: 30 /09 /2020 a 10/ 10 /2021 
EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES 
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS CONFORME PLANO DE 
TRABALHO 
PERÍODO PREVISTO PERÍODO DE EXECUÇÃO 
Levantamento e consulta bibliográfica 1º ao 11° mês 1º ao 11° mês 
Registro de dados em campo 1º ao 11° mês 1º ao 11° mês 
Identificação de material botânico 1º ao 11° mês 1º ao 11° mês 
Análise de dados 3º ao 11° mês 3º ao 11° mês 
Entrega de relatório parcial 5° mês 5° mês 
Elaboração de relatório final 10° ao 12° mês 10° ao 12° mês 
Entrega de relatório final. 12° mês 12° mês 
DIFICULDADES ENCONTRADAS: 
HOUVE ALTERAÇÃO NO PLANO DE TRABALHO: ( )SIM ( X )NÃO 
JUSTIFIQUE A ALTERAÇÃO: 
 PROJETO (PLANO DE TRABALHO) 
RESUMO: 
 
O estudo dos padrões fenológicos de floração é importante na determinação das estratégias 
evolutivas das espécies, agregando informações sobre suas relações com seus agentes 
polinizadores. O presente estudo objetivou estimar o padrão fenológico de floração de 
espécies de plantas visitadas por beija-flores no campus da Universidade Estadual de Feira de 
Santana - UEFS, Bahia. No campus, delimitou-se uma área de 375.000 m 2 contendo jardins 
 
e vegetação de capoeiras. De agosto de 2020 a agosto de 2021. Quinzenalmente, foram 
registradas todas as espécies visitadas por beija-flores que estivessem em fenofase de 
floração. A determinação das espécies utilizadas por estas aves foi obtida em outro estudo na 
área. Trinta e sete espécies de plantas foram visitadas por quatro espécies de beija-flores 
(Eupetomena macroura, Chlorostilbon lucidus, Chrysolampis mosquitus, e Heliomaster 
squamosus) – Quanto à estimativa dos padrões sazonais de ocorrência apenas a primeira 
espécie foi considerada como residente, e as demais como não residentes, sendo que, C. 
mosquitus e H. squamosus foram classificados como ocasionais A maioria das espécies 
apresentou floração contínua (n=14), seguida pelas espécies com padrão intermediário (n=9), 
estendido (n=6), e sub-anual (n=7),(Tabela 2). A riqueza de espécies floridas foi maior no 
mês de dezembro, período seco, no qual 32 espécies foram registradas em floração. Estima-
se que a comunidade estudada tenha um padrão fenológico contínuo de floração; a 
continuidade de recurso alimentar (néctar) garantiu a permanência de troquilídeos residentes 
ao longo do período estudado. 
 
PALAVRAS-CHAVE (três) 
ambiente urbano; beija-flores; fenologia, 
INTRODUÇÃO 
 
 A partir da década de 80 tem sido desenvolvidos vários estudos sobre beija-flores e 
seus recursos florais, sendo que a maioria destes são os chamados "estudos de caso", pois 
tratam de espécies isoladas e em um período restrito de coletas de dados. Investigações mais 
detalhadas, abordando as interações e a dinâmica entre as comunidades de troquilídeos e das 
plantas cujas flores visitam ainda são escassos e concentrados na Mata Atlântica do sudeste 
brasileiro (ex: Araujo & Fischer 1995, Sazima et al., 1996; Machado & Semir 2006; 
Piacentini & Varassim 2007). Na Bahia, ainda são poucos os estudos relativos às interações 
entre beija-flores e as plantas que visitam que consideram os aspectos sazonais (Colaço et al., 
2006, Machado et al., 2007, Machado 2009; Santana & Machado 2010; Coelho & Machado 
2013, Nolasco et al., 2013; Machado 2014). 
 Apenas um estudo, conduzido em Londrina, no estado do Paraná, investigou em 
ambiente urbano quais as espécies de beija-flores e as espécies de plantas que forrageiam, 
porém não considerou os aspectos sazonais destes animais e fenológicos das plantas que 
utilizam (Mendonça & Anjos 2007). 
 Em ambientes naturais, os estudos realizados têm demonstrado que há relação 
evolutiva entre a comunidade de plantas e seus polinizadores. Isso pôde ser verificado pela 
floração sequencial da comunidade - a cada mês do ano, determinadas espécies de plantas 
 
apresentam-se em floração, sendo substituídas por outras nos meses subsequentes (Machado 
& Semir 2006). 
 Assim, existe oferta de recursos alimentares para os beija-flores ao longo do ano todo 
(pelo menos para as espécies residentes). Mantendo-se os vetores de pólen sempre presentes 
nas áreas, a probabilidade de sucesso no processo de polinização cruzada é maximizada 
(Machado & Rocca 2010). Alterações na quantidade de recursos disponíveis para os beija-
flores podem determinar não apenas alterações comportamentais referentes a agonismos na 
demarcação de territórios, como também à reprodução e ao deslocamento das populações 
para outras áreas (Machado et al., 2007, Machado 2009). 
 Desta forma, o acompanhamento fenológico das plantas que tem suas flores visitadas 
por beija-flores e os padrões sazonais destas aves em uma comunidade urbanizada é não 
somente de interesse botânico e ornitológico, mas também um importante elemento para a 
Biologia da Conservação, uma vez que poderá disponibilizar dados para se estabelecer 
alguns padrões da dinâmica e da estrutura de uma comunidade, subsidiando assim, planos 
para educação ambiental e de manejo ambiental. 
 Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo estimar qual o padrão 
fenológico das espécies de plantas que têm suas flores visitadas por beija-flores e o padrão 
sazonal de ocorrência destas aves no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana, 
Bahia. 
 
 
MÉTODO 
 
 Foram feitas expedições quinzenais, de dentro de uma parcela de 500mX750m, 
estabelecida dentro do campus da UEFS (Figura 1), para registro da presença ou não da 
fenofase de floração das espécies de plantas que tem suas flores visitadas por beija-flores 
entre os meses agosto de 2020 a agosto de 2021 
 Foram registrados o número de indivíduos floridos, número de flores (até 30 unidades 
florais – acima disto, foi computada a categoria de classe +30 flores). Cada planta foi 
marcada, para o acompanhamento de sua fenologia de floração. 
 Os padrões fenológicos foram categorizados segundo Newstron et al., (1994), sendo 
categorizados como contínuo (floradas mensais interrompidas por pequenas pausas), sub-
 
anual (ciclos irregulares com várias floradas na maioria dos anos), anual (apenas um ciclo 
principal durante o ano, podendo ser breve, com duração igual ou menor que um mês), 
intermediário (de um a cinco meses) ou estendido (mais que cinco meses). 
 Para a determinação do padrão sazonal das espécies de beija-flores, foram feitas 
caminhadas semanais por toda a extensão do campus da UEFS, registrando-se a olho nu ou 
com auxílio de binóculos, a presença de beija-flores e identificando cada espécie com uso de 
guias de campo (Sigrist, 2009). Também foram feitas observações focais em espécies 
floridas para o registro dos troquilídeos visitantes. 
 Ao término deste estudo, foram consideradas espécies de beija-flores residentes 
aquelas que foram registradas ao longo de todos os meses do ano, podendo haver ausências 
em um período de máximo dois meses consecutivos; as demais espécies serão consideradas 
como não residentes na área e, dentre estas, as que forem registradas em apenas um ou dois 
meses não consecutivos serão categorizadas como espécies de ocorrência ocasional 
(Machado & Rocca, 2010). 
 
 
RESULTADOS ALCANÇADOS 
 
Foram registradas quatro espécies de beija-flores no campus da UEFS (Figura 2): 
Eupetomena macroura (Gmelin, 1788), Chlorostilbon lucidus (Shaw, 1812), Chrysolampis 
mosquitus (Linnaeus, 1758) e Heliomaster squamosus (Temminck, 1823). Quanto à 
estimativa dos padrões sazonais de ocorrência apenas a primeiraespécie foi considerada 
como residente, e as demais como não residentes, sendo que, C. mosquitus e H. squamosus 
foram classificados como ocasionais (Tabela 1). 
Foram registradas 37 espécies de plantas visitadas por beija-flores, distribuídas em 17 
famílias botânicas; destas, 17 são ornitófilas (Figura3). A família com maior riqueza de 
espécies foi Fabaceae, com 12 espécies, seguida por Bignoniaceae com quatro espécies; 
Acanthaceae, Bromeliaceae, Cactaceae, Heliconeaceae, Lamiaceae e Malvaceae foram 
representadas por duas espécies, as nove famílias restantes com apenas uma espécie (Figura 
3 e 4, Tabela 2). Da totalidade de espécies de plantas encontradas, 43% são indivíduos 
considerados nativos do bioma caatinga. 
A maioria das espécies apresentou floração contínua (n=14), seguida pelas espécies 
com padrão intermediário (n=9), sub-anual (n=7) e estendido (n=6) (Tabela 2). A riqueza de 
 
espécies floridas foi maior no mês de dezembro, período seco, no qual 32 espécies foram 
registradas em floração. 
Nos meses de julho e agosto foram caraterizados por apresentar menor número de 
indivíduos floridos (n=17), e menor número de densidade, (n=7,21) e (n=5,33) 
respectivamente (Tabela 2). 
 
 
DISCUSSÃO E CONCLUSÃO 
 
Neste estudo, apenas E. Macroura foi considerado como espécie residente; este 
mesmo resultado foi reportado nos estudos de 2018 e 2019 realizados no campus da UEFS 
pelos integrantes do Laboratório de Ornitologia. O número reduzido de espécies de beija-
flores residentes tem sido reportado em áreas naturais do semiárido baiano (Machado et al., 
2007; Machado, 2009, 2014), onde normalmente duas espécies têm sido registradas como 
residentes, Chlorostilbon lucidus (Trochilinae) e Phaethornis pretrei (Phaethornithinae). Por 
outro lado, E. macroura, quando ocorre em áreas naturais do semiárido, tem sido 
categorizada como espécie ocasional, cuja presença está associada à ocorrência pontuais de 
florações massivas de algumas espécies de plantas, sobretudo bignoniáceas (Machado, 2014). 
Eupetomena macroura e C. lucidus são categorizadas pouco sensíveis aos distúrbios 
humanos (Stotz et al., 1996), sendo a primeira reportada como a espécie mais comum em 
ambientes urbanos no Brasil (exceto no Rio Grande do Sul). 
 A riqueza de beija-flores do campus é similar à reportada em outras áreas 
urbanizadas na Bahia - seis espécies registradas em Ilhéus (Pinto, 2012). Porém, em área 
urbana do sul do Brasil (Mendonça & Anjos, 2005) foram reportadas 10 espécies destas aves 
– está maior riqueza provavelmente está relacionada ao fato de que esta área está inserida no 
bioma Mata Atlântica, onde a diversidade de beija flor é maior (Sick, 1997), enquanto em 
áreas campestres no bioma da Caatinga ocorrem cerca de sete espécies (Sick, 1997). 
Estudos mostram que o beija-flor H. Squamosus não é comumente encontrado em 
áreas urbanas, pois esta espécie e geralmente é vista nas clareiras da floresta (Stotz et al., 
1996). A sua presença no campus da UEFS foi registrada no período seco que, no geral, 
apresentou mais diversidade de plantas floridas, quando comparado ao período chuvoso e 
esteve associada a um evento de intensa floração de Delonix regia. Durante os anos de 2018 
 
e 2019 foram observadas visitas pontuais desta mesma espécie, e esteve relacionado ao 
“boom” floração de Erythrina velutina, Pithecellobium diversifolium e também de D. regia. 
No campus da UEFS não foi registrada a presença de Phaethornis pretrei, fetonitíneo 
comumente reportado como espécie residente em outros estudos do semiárido baiano 
(Machado, 2009), uma vez que se trata de uma espécie sensível a urbanização (Stotz et al., 
1996). Paisagens urbanas parecem ser ocupadas principalmente por espécies com menores 
exigências ecológicas em relação ao alimento e capazes de se adaptarem a ambientes abertos. 
Espécies consideradas mais especializadas ou associadas a ambientes florestais podem sofrer 
redução tanto em número de espécies quanto em sua abundância nestas áreas, uma vez que a 
simples disponibilidade de alimento na cidade não garantiria sua sobrevivência e 
permanência em áreas urbanas (Mendonça & Anjos, 2005). 
Neste estudo, a maior riqueza de espécies floridas ocorreu no período seco (Figura 4, 
Tabela 2), assim como foi reportado em áreas na Caatinga (Leal et al., 2006; Moura 2012), 
os resultados encontrados podem evidenciar um padrão fenológico habitual de espécies 
vegetais localizadas na Caatinga, onde a vegetação é formada por plantas xerófitas, isto é, 
que estão adaptadas a climas desérticos e semiáridos. Cinco indivíduos floresceram apenas 
na estação seca, como por exemplo Jacaranda mimosifolia; Handroanthus albus; Bowdichia 
virgilioides; Aechmea aquilega e Samanea saman. 
Todavia, foi observado que as espécies ornitófilas floresceram tanto no período 
chuvoso quanto no seco. Isso resulta na disponibilidade contínua de recursos aos beija-flores, 
que visitam tanto espécies ornitófilas quanto não ornitófilas, como tem sido reportado em 
áreas naturais da Caatinga (Machado, 2009), endossando os resultados esperados no plano de 
trabalho apresentado. 
Estudos para determinação precisa dos padrões fenológicos de floração requerem 
acompanhamento mensal das comunidades vegetais estudadas (Newstrom et al., 1994). A 
partir das análises dos resultados obtidos no presente estudo, é possível inferir que a 
comunidade de plantas utilizadas por beija-flores no campus apresenta o padrão fenológico 
sequencial e contínuo. Este padrão fenológico de floração também foi reportado por 
(Machado, 2009). Plantas que ofertam recurso de maneira contínua e sequencial através do 
néctar proveniente das flores, garantem que espécies residentes possam permanecer na área 
estudada, isto pode impedir que beija-flores migrem para outra área de maior oferta 
energética, assim às interações mutualísticas entre essas duas comunidades, beija-flores e 
 
plantas utilizadas serão resguardadas (Machado et al., 2007). 
É constante na maioria dos estudos sobre recursos florais explorados por beija-flores 
a importância da família Bromeliaceae, cuja contribuição em número de espécie é sempre 
significativa (Machado & Semir, 2006). A floração sequencial das bromeliáceas em uma 
região pode ser de extrema importância para a manutenção dos beija-flores polinizadores na 
área, contribuindo para a eficiência no sistema de polinização de espécies ornitófilas da 
comunidade (Feinsinger, 1983; Araujo et al., 1994, Machado & Semir, 2006). Na UEFS 
apenas duas espécies de bromélias visitadas por beija-flores foram registradas (Hohenbergia 
ramageana e Aechmea aquilega). Porém, a primeira espécie mencionada não foi registrada 
neste estudo, indivíduos de H. ramageana foram removidas do campus pelo setor da 
jardinagem. 
Embora o número de espécies de bromélias seja pequeno, são importantes no 
fornecimento de recursos para os trochilidae. Em Mucugê, na Chapada Diamantina, Bahia, 
apenas quatro espécies de bromélias foram registradas sendo visitadas por beija-flores 
(Machado et al., 2007). A baixa riqueza de bromélias na UEFS se deve, principalmente, à 
estrutura vegetacional. Esta família ocorre naturalmente em áreas florestadas e as espécies 
podem se estabelecer nos diversos microambientes disponíveis, entre solo e o dossel, com 
distintas condições de sombreamento e aeração (Araujo et al., 2004; Machado & Semir, 
2006). A estrutura vegetacional do campus da UEFS é composta basicamente por arbustos e 
árvores, tornando um ambiente pouco apropriado para o estabelecimento de bromélias 
epífitas. 
Assim como esperado, espécies de plantas exóticas mostraram-se importantes como 
fontes de recursos para os beija-flores, uma vez que totalizaram o maior número de espécies 
visitadas por estas aves. A princípio, em ambientes urbanos é comum deparar-se com plantas 
que foram deslocadas para fora de sua área de distribuição natural, essencialmentepor ter 
aspectos ornamentais, com flores vistosas e com florações extensas, e por este motivo, são 
amplamente utilizadas no processo de jardinagem em um perímetro urbano. Desta forma, 
muitas destas espécies podem constituir uma atrativa fonte de recurso disponível aos beija-
flores, o que se verificou no campus. 
É imprescindível a continuidade deste estudo para que seja avaliado o grau de 
impacto da ação antrópica sobre o padrão fenológico de plantas que são utilizadas por beija-
flores no campus da UEFS, uma vez que estes estudos contribuem para o entendimento da 
 
regeneração e reprodução das plantas, da organização temporal e das interações planta-
animal, além de contribuir também com compreensão da estrutura dos ecossistemas, 
correlacionando os fatores bióticos e abióticos locais. 
A partir de um estudo anual, poderá ser identificado se estas mesmas espécies de 
plantas e de beija-flores continuam a ocorrer. Os dados desta pesquisa, podem servir para 
identificar quais espécies de plantas que podem ser utilizadas para criação de jardins, 
pensando em reduzir o impacto causado ao ambiente. Desta forma, estudos com este viés 
contribuem para o conhecimento das interações entre aves e plantas, podendo fornecer 
embasamento para auxiliar os planos de manejo e conservação de espécies em ambiente. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
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Universidade Estadual de Feira de Santana 
 
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Figura 1: Área de amostragem (em vermelho) demarcada no Campus da 
Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2: Espécies de beija-flores que ocorrem no campus da Universidade 
Estadual de Feira de Santana, Bahia. A - Eupetomena macroura, B - 
Chlorostilbon lucidus ♀, C - Chlorostilbon lucidus ♂, D - Heliomaster 
squamosus, E - Chrysolampis mosquitus ♂, F - Chrysolampis mosquitus ♀. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3: Espécies de plantas visitadas por beija-flores no campus da UEFS. 1: 
Odontonema strictum; 2: Sanchezia nobilis; 3: Alstroemeria1 longistyla; 4: Aechmea 
aquilega; 5: Nopalea cochenillifera; 6: Costus woodsonii; 7: Kalanchoe marnieria; 8: 
Calliandra surinamensis; 9: Delonix regia; 10 A e B: Erythrina herbacea; 11: 
Erythrina velutina; 12 A e B: Samanea saman; 13 A e B: Heliconia bihai; 14: 
Clerodendrum speciosum; 15: Psittacanthus dichroos; 16: Hibiscus rosa-sinensis; 
17: Russelia equisetiformis; 18: Allamanda blanchetii; 19: Agave sisalana; 20: 
Handroanthus impetiginosus; 21: Jacaranda mimosifolia; 22: Handroanthus albus; 
23: Tecoma stans; 24: Cordia superba; 25: Hohenbergia ramageana; 26: Opuntia 
humifusa; 27: Amburana cearensis; 28: Bauhinia variegata; 29: Bowdichia 
virgilioides; 30: Caesalpinia pulcherrima; 31: Cenostigma pluviosum; 32: Libidibea 
ferrea var. Ferrea; 33: Pithecellobium diversifolium; 34: Heliconia psittacorum; 35: 
Bowdichia virgilioides; 36: Pachira aquatica; 37: Moringa oleifera. Círculo amarelo: 
Espécie de floração contínua; de 1 a 17: espécies ornitófilas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4: Espécies de plantas visitadas por beija-flores no campus da Universidade Estadual de Feira de 
Santana no período de agosto de 2020 a agosto de 2021. Allamanda blanchetii (Alb); Agave sisalana 
(Ags); Handroanthus impetiginosus (Hai); Jacaranda mimosifolia (Jam); Handroanthus albus (Haa); 
Tecoma stans (Tes); Cordia superba (Cos); Hohenbergia ramageana (Hor); Opuntia humifusa (Oph); 
Amburana cearensis (Amc); Bauhinia variegata (Bav); Bowdichia virgilioides (Bov); Caesalpinia 
pulcherrima (Cap); Cenostigma pluviosum (Cep); Libidibea ferrea var.ferrea (Lif); Pithecellobium 
diversifolium (Pid); Heliconia psittacorum (Hep); Plectranthus barbatus (Plb); Pachira aquatica (Paa); 
Moringa oleifera (Moo); Odontonema strictum (Ods); Sanchezia nobilis (San); Alstroemeria longistyla 
(All); Aechmea aquilega (Aea); Nopalea cochenillifera (Noc): Costus woodsonii (Cow); Kalanchoe 
marnieria (Kam); Calliandra surinamensis (Cas); Delonix regia (Der); Erythrina herbacea (Erh); 
Erythrina velutina (Erv); Samanea saman (Sas); Heliconia bihai (Heb); Clerodendrum speciosum (Cls); 
Psittacanthus dichroos (Psd); Hibiscus rosa-sinensis (Hir); Russelia equisetiformis. Área sombreada: 
período seco. 
 
 
 
 
Tabela 1: Frequência de registro das espécies de beija-flores presentes no campus da 
Universidade Estadual de Feira de Santana, de agosto de 2020 a agosto de 2021; (X): presença de 
registro da espécie de beija-flor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ANO 
 2020 2021 
Espécie/mês Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago 
Eupetomena macroura X X X X X X X X X X X X X 
Chrysolampis mosquitus X X X 
Heliomaster squamosus X 
Chlorostilbon lucidus X X X X X X X X 
 
Tabela 2: Densidade de indivíduos floridos (indivíduos / m².10⁻⁴) de espécies de plantas visitadas por beija-flores em uma área (375.000 m²) no campus da 
Universidade Estadual de Feira de Santana, de julho de 201 a julho de 2020. (0): sem registro de indivíduos floridos. ¹Espécie nativa do bioma caatinga; ² Espécie 
ornitófila. Padrão de floração: CO - contínuo; SB - subanual; IN - intermediário: ES - estendido 
 ANO 
Família/Espécie 2020 2021 Padrão 
fenológico 
 Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago 
Acanthaceae 
Odontonema strictum Nees Kuntze² 0,13 0,29 0,21 0,16 0,32 0,29 0,40 0,13 0,05 0,08 0,10 0,21 0,10 CO 
Sanchezia nobilis Hook² 0,02 0,05 0,05 0,05 0,05 0,05 0,02 0,02 0,02 0 0,02 0,02 0,02 CO 
Alstroemeriaceae 
Alstroemeria longistyla Schink. 1,2 0,88 0,53 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,08 0,05 SB 
Apocynaceae 
Allamanda blanchetii P.I. Forst1 0,96 0,66 0,98 0,93 1,84 1,25 1,54 1,68 1,38 1,33 1,49 1,12 0,68 CO 
Asparagaceae 
Agave sisalana Perrine1 0,10 0,02 0,05 0,05 0,08 0,08 0,08 0,05 0 0,02 0,02 0 0,02 CO 
Bignoniaceae 
Handroanthus impetiginosus (Mart ex DC Mattos) 1 0 0 0,02 0,08 0,08 0 0 0,08 0,10 0,05 0,02 0,02 0 SB 
Jacaranda mimosifolia D.Don 0 0,05 0,05 0,05 0,05 0,08 0,02 0 0 0 0 0 0 ES 
Handroanthus albus Cham. Mattos1 0 0 0,02 0,10 0 0,02 0 0 0 0 0 0 0 IN 
 
 
 ANO 
Família/Espécie 2020 
 
2021 Padrão 
fenológico 
 Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago 
Tecoma stans L. Juss. ex Kunth 0,66 0,50 0,56 0,61 0,53 0,61 0,56 0,72 0,66 0,61 0,58 0,50 0,56 CO 
Boraginaceae 
Cordia superba Cham1 0,02 0,05 0,08 0,02 0,08 0,05 0,02 0,05 0,05 0,02 0,05 0,02 0 CO 
Bromeliaceae 
Aechmea aquilega (Salisb.) Geisb1,2 0 0 0,02 0,02 0,08 0,16 0,05 0,08 0 0 0 0 0 ES 
Hohenbergia ramageana Mez. 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
Cactaceae 
Nopalea cochenillifera L. Salm-Dyck ¹,² 0,10 0,10 0,13 0,08 0,08 0,20 0,10 0,05 0,08 0,13 0,18 0,10 0,08 CO 
Opuntia humifusa (Raf.) Raf 0 0 0,02 0,02 0,02 0 0 0 0 0 0 0 0 IN 
Costaceae 
Costus woodsonii Maas2 0,05 0,10 0,02 0,02 0,05 0,02 0,08 0 0 0 0 0 0,02 SB 
Crassulaceae 
Kalanchoe marnieriana H. Jacobsen2 0,66 0,37 0,10 0,18 0,02 0,02 0 0 0,02 0,13 0,72 0,58 0,13 CO 
Fabaceae 
Amburana cearensis (Allemão) A.C. Sm1 0 0 0 0 0 0 0 0 0.02 0.02 0 0 0 IN 
Bauhinia variegataL. 1 0,37 0,29 0,34 0,40 0,24 0,10 0,16 0,21 0,08 0,08 0,08 0,10 0,13 CO 
Bowdichia virgilioides Kunth1 0 0 0,08 0,13 0,08 0 0 0 0 0 0 0 0 IN 
 
 ANO 
Família/Espécie 2020 2021 Padrão 
fenológico 
 Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago 
Caesalpinia pulcherrima L. Sw 0,34 0,24 0,40 0,37 0,64 0,56 0,53 0,64 0,66 0,66 0,69 0,53 0,34 CO 
Calliandra surinamensisBenth2 0,58 0,48 0,50 0,45 0,32 0,26 0,40 0,18 0,16 0,42 0,56 0,34 0,40 CO 
Cenostigma pluviosum D. C. Gagnon & G P Lewis1 0 0,10 0,21 0,32 0,18 0,05 0,02 0,02 0,02 0 0 0 0 ES 
Delonyx regia Bojer ex Hook Raf2 0 0 0 0,02 0,18 0,61 0,85 0,88 0,82 0,24 0,02 0 0 ES 
Erythrina herbaceaL. 2 0 0,02 0,02 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.02 IN 
Erythrina velutina Willd1,2 0 0 0 0 0,02 0 0 0 0,02 0 0 0 0 IN 
Libidibea ferrea var. Ferrea Mart. ex Tul. L.P. Queiroz1 0 0,05 0,10 0,16 0,18 0,16 0,13 0,13 0,13 0,10 0,02 0 0 ES 
Pithecellobium diversifolium Benth1 0 0,02 0,02 0,05 0,05 0,05 0,02 0,05 0,05 0,05 0 0,05 0 SB 
Samanea saman Jacq. Merr2 0 0 0 0 0,05 0,05 0 0 0 0 0 0 0 IN 
Heliconeaceae 
Heliconia bihai L. 2 0,18 0,21 0,16 0,08 0,05 0 0 0 0 0 0 0 0 IN 
Heliconia psittacorum L.f1 1,28 0,96 0,88 1,52 1,30 0,82 1,38 1,73 1,41 1,86 1,46 1,04 0,93 CO 
Lamiaceae 
Clerodendrum speciosum Drapiez2 0,08 0,08 0,05 0,05 0,02 0 0,05 0 0 0,05 0,08 0,05 0,05 SB 
Plectranthus barbatus Andrews 0,02 0,05 0,02 0,05 0,02 0,02 0,02 0 0,02 0,02 0,02 0 0 SB 
Loranthaceae 
Psittacanthus dichroos (Mart.) Mart1,2 0,08 0,10 0,05 0,21 0,42 0,40 0,34 0,29 0,24 0 0 0 0 ES 
 
 ANO 
Família/Espécie 2020 2021 Padrão 
fenológico 
 Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago 
Malvaceae 
Pachira aquatica Aubl 0 0 0 0 0.05 0.02 0.02 0.02 0 0.02 0 0 0 SB 
Hibiscus rosa-sinensis L. 2 3,38 3,49 2,88 3,76 3,60 3,76 4,08 4,40 3,62 4,26 3,22 2,40 1,78 CO 
Moringaceae 
Moringa oleiferae Lam. 0 0,02 0,05 0,05 0,05 0,05 0,05 0,05 0,02 0,02 0,02 0,05 0,02 CO 
Scrophulariaceae 
Russelia equisetiformis Schltdl. & Cham. 2 0 0 0 0 0,05 0,05 0,05 0 0,05 0 0 0 0 IN 
Total mensal 9,89 10,43 8,07 10,24 10,78 9,78 10,97 11,46 9,98 10,17 9,35 7,21 5,33 
Riqueza de espécies 19 25 29 29 32 27 25 21 23 21 19 17 17 
 
PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CIENTÍFICOS, TECNOLÓGICOS OU DE INOVAÇÃO RELACIONADOS AO 
DESENVOLVIMENTO DO PLANO DE TRABALHO 
 
PARECER DO ORIENTADOR SOBRE O DESEMPENHO DO BOLSISTA 
Descrever, de forma sucinta, o desempenho do(a) bolsista durante o desenvolvimento das atividades 
relacionadas ao Programa de Iniciação Científica e/ou Tecnológica, destacando as dificuldades, os 
pontos positivos, a integração no grupo de pesquisa onde o trabalho estava inserido, a relação com os 
colegas e a orientação, e qualquer outra percepção tida em relação a sua participação no programa. 
Fernando Henrique executou plenamente seu plano de trabalho com empenho e entusiasmo, 
colaborando e tendo colaboração de outros bolsistas IC do Laboratório de Ornitologia. Seu 
envolvimento com o projeto o fez considerar a possibilidade dar continuidade aos estudos desta linha 
de pesquisa na pós-graduação, após se formar. 
 
AVALIAÇÃO DO(A) BOLSISTA EM RELAÇÃO AO PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA OU INICIAÇÃO 
EM DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 
Descrever, de forma sucinta, a visão analítica do bolsista em relação ao Programa de Iniciação Científica 
ou Tecnológica, destacando as dificuldades, os pontos positivos, a integração no grupo de pesquisa 
onde o trabalho estava inserido, a relação com os colegas e a orientação, e qualquer outra percepção 
tida em relação ao programa. 
O PROBEIJA, projeto no qual este plano de trabalho está vinculado, desde sua proposta me fez me 
aproximar para além do campo científico. Este projeto requer trabalho em grupo e muita organização o 
que torna fácil pelas pessoas que estão envolvidas. Hoje em dia, os recursos estão escassos para todos 
os setores, mas esse trabalho mostra que não é necessário grande investimento para produzir 
conhecimento científico. O meu orientador, Caio Graco Machado, esteve presente durante todo o 
momento, as dúvidas foram esclarecidas de maneira remota, visto que ainda estamos vivenciando um 
momento pandêmico, contudo, essa adversidade não afetou em nada o andamento desteprojeto. No 
mais, gostaria de agradecer ao Programa de Iniciação Científica e a equipe do Ornito por mais um 
projeto realizado. 
 
 
LOCAL: Feira de Santana, Bahia DATA: 04/10/2021 
Declaro estar ciente e concordar, para todos os efeitos legais, com as informações contidas neste 
relatório. 
 
 
___________________________ 
Assinatura do Orientador 
 
 
 
 _____________________________ 
Assinatura do Bolsista

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