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BOLSA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA – COTAS RELATÓRIO TÉCNICO FINAL IDENTIFICAÇÃO INSTITUIÇÃO: Universidade Estadual de Feira de Santana NOME DO BOLSISTA: Fernando Henrique Santos Ferreira CPF Nº: 064.823.215-85 PEDIDO Nº 3223 /2020 ORIENTADOR: Caio Graco Machado. TÍTULO DO PROJETO DE PESQUISA: Beija-flores (Aves: Trochilidae) e seus recursos florais em áreas urbanizadas na Bahia, Brasil. PERÍODO ABRANGIDO PELO RELATÓRIO: 30 /09 /2020 a 10/ 10 /2021 EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS CONFORME PLANO DE TRABALHO PERÍODO PREVISTO PERÍODO DE EXECUÇÃO Levantamento e consulta bibliográfica 1º ao 11° mês 1º ao 11° mês Registro de dados em campo 1º ao 11° mês 1º ao 11° mês Identificação de material botânico 1º ao 11° mês 1º ao 11° mês Análise de dados 3º ao 11° mês 3º ao 11° mês Entrega de relatório parcial 5° mês 5° mês Elaboração de relatório final 10° ao 12° mês 10° ao 12° mês Entrega de relatório final. 12° mês 12° mês DIFICULDADES ENCONTRADAS: HOUVE ALTERAÇÃO NO PLANO DE TRABALHO: ( )SIM ( X )NÃO JUSTIFIQUE A ALTERAÇÃO: PROJETO (PLANO DE TRABALHO) RESUMO: O estudo dos padrões fenológicos de floração é importante na determinação das estratégias evolutivas das espécies, agregando informações sobre suas relações com seus agentes polinizadores. O presente estudo objetivou estimar o padrão fenológico de floração de espécies de plantas visitadas por beija-flores no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS, Bahia. No campus, delimitou-se uma área de 375.000 m 2 contendo jardins e vegetação de capoeiras. De agosto de 2020 a agosto de 2021. Quinzenalmente, foram registradas todas as espécies visitadas por beija-flores que estivessem em fenofase de floração. A determinação das espécies utilizadas por estas aves foi obtida em outro estudo na área. Trinta e sete espécies de plantas foram visitadas por quatro espécies de beija-flores (Eupetomena macroura, Chlorostilbon lucidus, Chrysolampis mosquitus, e Heliomaster squamosus) – Quanto à estimativa dos padrões sazonais de ocorrência apenas a primeira espécie foi considerada como residente, e as demais como não residentes, sendo que, C. mosquitus e H. squamosus foram classificados como ocasionais A maioria das espécies apresentou floração contínua (n=14), seguida pelas espécies com padrão intermediário (n=9), estendido (n=6), e sub-anual (n=7),(Tabela 2). A riqueza de espécies floridas foi maior no mês de dezembro, período seco, no qual 32 espécies foram registradas em floração. Estima- se que a comunidade estudada tenha um padrão fenológico contínuo de floração; a continuidade de recurso alimentar (néctar) garantiu a permanência de troquilídeos residentes ao longo do período estudado. PALAVRAS-CHAVE (três) ambiente urbano; beija-flores; fenologia, INTRODUÇÃO A partir da década de 80 tem sido desenvolvidos vários estudos sobre beija-flores e seus recursos florais, sendo que a maioria destes são os chamados "estudos de caso", pois tratam de espécies isoladas e em um período restrito de coletas de dados. Investigações mais detalhadas, abordando as interações e a dinâmica entre as comunidades de troquilídeos e das plantas cujas flores visitam ainda são escassos e concentrados na Mata Atlântica do sudeste brasileiro (ex: Araujo & Fischer 1995, Sazima et al., 1996; Machado & Semir 2006; Piacentini & Varassim 2007). Na Bahia, ainda são poucos os estudos relativos às interações entre beija-flores e as plantas que visitam que consideram os aspectos sazonais (Colaço et al., 2006, Machado et al., 2007, Machado 2009; Santana & Machado 2010; Coelho & Machado 2013, Nolasco et al., 2013; Machado 2014). Apenas um estudo, conduzido em Londrina, no estado do Paraná, investigou em ambiente urbano quais as espécies de beija-flores e as espécies de plantas que forrageiam, porém não considerou os aspectos sazonais destes animais e fenológicos das plantas que utilizam (Mendonça & Anjos 2007). Em ambientes naturais, os estudos realizados têm demonstrado que há relação evolutiva entre a comunidade de plantas e seus polinizadores. Isso pôde ser verificado pela floração sequencial da comunidade - a cada mês do ano, determinadas espécies de plantas apresentam-se em floração, sendo substituídas por outras nos meses subsequentes (Machado & Semir 2006). Assim, existe oferta de recursos alimentares para os beija-flores ao longo do ano todo (pelo menos para as espécies residentes). Mantendo-se os vetores de pólen sempre presentes nas áreas, a probabilidade de sucesso no processo de polinização cruzada é maximizada (Machado & Rocca 2010). Alterações na quantidade de recursos disponíveis para os beija- flores podem determinar não apenas alterações comportamentais referentes a agonismos na demarcação de territórios, como também à reprodução e ao deslocamento das populações para outras áreas (Machado et al., 2007, Machado 2009). Desta forma, o acompanhamento fenológico das plantas que tem suas flores visitadas por beija-flores e os padrões sazonais destas aves em uma comunidade urbanizada é não somente de interesse botânico e ornitológico, mas também um importante elemento para a Biologia da Conservação, uma vez que poderá disponibilizar dados para se estabelecer alguns padrões da dinâmica e da estrutura de uma comunidade, subsidiando assim, planos para educação ambiental e de manejo ambiental. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo estimar qual o padrão fenológico das espécies de plantas que têm suas flores visitadas por beija-flores e o padrão sazonal de ocorrência destas aves no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. MÉTODO Foram feitas expedições quinzenais, de dentro de uma parcela de 500mX750m, estabelecida dentro do campus da UEFS (Figura 1), para registro da presença ou não da fenofase de floração das espécies de plantas que tem suas flores visitadas por beija-flores entre os meses agosto de 2020 a agosto de 2021 Foram registrados o número de indivíduos floridos, número de flores (até 30 unidades florais – acima disto, foi computada a categoria de classe +30 flores). Cada planta foi marcada, para o acompanhamento de sua fenologia de floração. Os padrões fenológicos foram categorizados segundo Newstron et al., (1994), sendo categorizados como contínuo (floradas mensais interrompidas por pequenas pausas), sub- anual (ciclos irregulares com várias floradas na maioria dos anos), anual (apenas um ciclo principal durante o ano, podendo ser breve, com duração igual ou menor que um mês), intermediário (de um a cinco meses) ou estendido (mais que cinco meses). Para a determinação do padrão sazonal das espécies de beija-flores, foram feitas caminhadas semanais por toda a extensão do campus da UEFS, registrando-se a olho nu ou com auxílio de binóculos, a presença de beija-flores e identificando cada espécie com uso de guias de campo (Sigrist, 2009). Também foram feitas observações focais em espécies floridas para o registro dos troquilídeos visitantes. Ao término deste estudo, foram consideradas espécies de beija-flores residentes aquelas que foram registradas ao longo de todos os meses do ano, podendo haver ausências em um período de máximo dois meses consecutivos; as demais espécies serão consideradas como não residentes na área e, dentre estas, as que forem registradas em apenas um ou dois meses não consecutivos serão categorizadas como espécies de ocorrência ocasional (Machado & Rocca, 2010). RESULTADOS ALCANÇADOS Foram registradas quatro espécies de beija-flores no campus da UEFS (Figura 2): Eupetomena macroura (Gmelin, 1788), Chlorostilbon lucidus (Shaw, 1812), Chrysolampis mosquitus (Linnaeus, 1758) e Heliomaster squamosus (Temminck, 1823). Quanto à estimativa dos padrões sazonais de ocorrência apenas a primeiraespécie foi considerada como residente, e as demais como não residentes, sendo que, C. mosquitus e H. squamosus foram classificados como ocasionais (Tabela 1). Foram registradas 37 espécies de plantas visitadas por beija-flores, distribuídas em 17 famílias botânicas; destas, 17 são ornitófilas (Figura3). A família com maior riqueza de espécies foi Fabaceae, com 12 espécies, seguida por Bignoniaceae com quatro espécies; Acanthaceae, Bromeliaceae, Cactaceae, Heliconeaceae, Lamiaceae e Malvaceae foram representadas por duas espécies, as nove famílias restantes com apenas uma espécie (Figura 3 e 4, Tabela 2). Da totalidade de espécies de plantas encontradas, 43% são indivíduos considerados nativos do bioma caatinga. A maioria das espécies apresentou floração contínua (n=14), seguida pelas espécies com padrão intermediário (n=9), sub-anual (n=7) e estendido (n=6) (Tabela 2). A riqueza de espécies floridas foi maior no mês de dezembro, período seco, no qual 32 espécies foram registradas em floração. Nos meses de julho e agosto foram caraterizados por apresentar menor número de indivíduos floridos (n=17), e menor número de densidade, (n=7,21) e (n=5,33) respectivamente (Tabela 2). DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Neste estudo, apenas E. Macroura foi considerado como espécie residente; este mesmo resultado foi reportado nos estudos de 2018 e 2019 realizados no campus da UEFS pelos integrantes do Laboratório de Ornitologia. O número reduzido de espécies de beija- flores residentes tem sido reportado em áreas naturais do semiárido baiano (Machado et al., 2007; Machado, 2009, 2014), onde normalmente duas espécies têm sido registradas como residentes, Chlorostilbon lucidus (Trochilinae) e Phaethornis pretrei (Phaethornithinae). Por outro lado, E. macroura, quando ocorre em áreas naturais do semiárido, tem sido categorizada como espécie ocasional, cuja presença está associada à ocorrência pontuais de florações massivas de algumas espécies de plantas, sobretudo bignoniáceas (Machado, 2014). Eupetomena macroura e C. lucidus são categorizadas pouco sensíveis aos distúrbios humanos (Stotz et al., 1996), sendo a primeira reportada como a espécie mais comum em ambientes urbanos no Brasil (exceto no Rio Grande do Sul). A riqueza de beija-flores do campus é similar à reportada em outras áreas urbanizadas na Bahia - seis espécies registradas em Ilhéus (Pinto, 2012). Porém, em área urbana do sul do Brasil (Mendonça & Anjos, 2005) foram reportadas 10 espécies destas aves – está maior riqueza provavelmente está relacionada ao fato de que esta área está inserida no bioma Mata Atlântica, onde a diversidade de beija flor é maior (Sick, 1997), enquanto em áreas campestres no bioma da Caatinga ocorrem cerca de sete espécies (Sick, 1997). Estudos mostram que o beija-flor H. Squamosus não é comumente encontrado em áreas urbanas, pois esta espécie e geralmente é vista nas clareiras da floresta (Stotz et al., 1996). A sua presença no campus da UEFS foi registrada no período seco que, no geral, apresentou mais diversidade de plantas floridas, quando comparado ao período chuvoso e esteve associada a um evento de intensa floração de Delonix regia. Durante os anos de 2018 e 2019 foram observadas visitas pontuais desta mesma espécie, e esteve relacionado ao “boom” floração de Erythrina velutina, Pithecellobium diversifolium e também de D. regia. No campus da UEFS não foi registrada a presença de Phaethornis pretrei, fetonitíneo comumente reportado como espécie residente em outros estudos do semiárido baiano (Machado, 2009), uma vez que se trata de uma espécie sensível a urbanização (Stotz et al., 1996). Paisagens urbanas parecem ser ocupadas principalmente por espécies com menores exigências ecológicas em relação ao alimento e capazes de se adaptarem a ambientes abertos. Espécies consideradas mais especializadas ou associadas a ambientes florestais podem sofrer redução tanto em número de espécies quanto em sua abundância nestas áreas, uma vez que a simples disponibilidade de alimento na cidade não garantiria sua sobrevivência e permanência em áreas urbanas (Mendonça & Anjos, 2005). Neste estudo, a maior riqueza de espécies floridas ocorreu no período seco (Figura 4, Tabela 2), assim como foi reportado em áreas na Caatinga (Leal et al., 2006; Moura 2012), os resultados encontrados podem evidenciar um padrão fenológico habitual de espécies vegetais localizadas na Caatinga, onde a vegetação é formada por plantas xerófitas, isto é, que estão adaptadas a climas desérticos e semiáridos. Cinco indivíduos floresceram apenas na estação seca, como por exemplo Jacaranda mimosifolia; Handroanthus albus; Bowdichia virgilioides; Aechmea aquilega e Samanea saman. Todavia, foi observado que as espécies ornitófilas floresceram tanto no período chuvoso quanto no seco. Isso resulta na disponibilidade contínua de recursos aos beija-flores, que visitam tanto espécies ornitófilas quanto não ornitófilas, como tem sido reportado em áreas naturais da Caatinga (Machado, 2009), endossando os resultados esperados no plano de trabalho apresentado. Estudos para determinação precisa dos padrões fenológicos de floração requerem acompanhamento mensal das comunidades vegetais estudadas (Newstrom et al., 1994). A partir das análises dos resultados obtidos no presente estudo, é possível inferir que a comunidade de plantas utilizadas por beija-flores no campus apresenta o padrão fenológico sequencial e contínuo. Este padrão fenológico de floração também foi reportado por (Machado, 2009). Plantas que ofertam recurso de maneira contínua e sequencial através do néctar proveniente das flores, garantem que espécies residentes possam permanecer na área estudada, isto pode impedir que beija-flores migrem para outra área de maior oferta energética, assim às interações mutualísticas entre essas duas comunidades, beija-flores e plantas utilizadas serão resguardadas (Machado et al., 2007). É constante na maioria dos estudos sobre recursos florais explorados por beija-flores a importância da família Bromeliaceae, cuja contribuição em número de espécie é sempre significativa (Machado & Semir, 2006). A floração sequencial das bromeliáceas em uma região pode ser de extrema importância para a manutenção dos beija-flores polinizadores na área, contribuindo para a eficiência no sistema de polinização de espécies ornitófilas da comunidade (Feinsinger, 1983; Araujo et al., 1994, Machado & Semir, 2006). Na UEFS apenas duas espécies de bromélias visitadas por beija-flores foram registradas (Hohenbergia ramageana e Aechmea aquilega). Porém, a primeira espécie mencionada não foi registrada neste estudo, indivíduos de H. ramageana foram removidas do campus pelo setor da jardinagem. Embora o número de espécies de bromélias seja pequeno, são importantes no fornecimento de recursos para os trochilidae. Em Mucugê, na Chapada Diamantina, Bahia, apenas quatro espécies de bromélias foram registradas sendo visitadas por beija-flores (Machado et al., 2007). A baixa riqueza de bromélias na UEFS se deve, principalmente, à estrutura vegetacional. Esta família ocorre naturalmente em áreas florestadas e as espécies podem se estabelecer nos diversos microambientes disponíveis, entre solo e o dossel, com distintas condições de sombreamento e aeração (Araujo et al., 2004; Machado & Semir, 2006). A estrutura vegetacional do campus da UEFS é composta basicamente por arbustos e árvores, tornando um ambiente pouco apropriado para o estabelecimento de bromélias epífitas. Assim como esperado, espécies de plantas exóticas mostraram-se importantes como fontes de recursos para os beija-flores, uma vez que totalizaram o maior número de espécies visitadas por estas aves. A princípio, em ambientes urbanos é comum deparar-se com plantas que foram deslocadas para fora de sua área de distribuição natural, essencialmentepor ter aspectos ornamentais, com flores vistosas e com florações extensas, e por este motivo, são amplamente utilizadas no processo de jardinagem em um perímetro urbano. Desta forma, muitas destas espécies podem constituir uma atrativa fonte de recurso disponível aos beija- flores, o que se verificou no campus. É imprescindível a continuidade deste estudo para que seja avaliado o grau de impacto da ação antrópica sobre o padrão fenológico de plantas que são utilizadas por beija- flores no campus da UEFS, uma vez que estes estudos contribuem para o entendimento da regeneração e reprodução das plantas, da organização temporal e das interações planta- animal, além de contribuir também com compreensão da estrutura dos ecossistemas, correlacionando os fatores bióticos e abióticos locais. A partir de um estudo anual, poderá ser identificado se estas mesmas espécies de plantas e de beija-flores continuam a ocorrer. Os dados desta pesquisa, podem servir para identificar quais espécies de plantas que podem ser utilizadas para criação de jardins, pensando em reduzir o impacto causado ao ambiente. Desta forma, estudos com este viés contribuem para o conhecimento das interações entre aves e plantas, podendo fornecer embasamento para auxiliar os planos de manejo e conservação de espécies em ambiente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Araujo, A.C. & Fischer, E.A. 1995. Spatial organization of a bromeliad community in the Atlantic rainforest, south-eastern Brazil. Journal of Tropical Ecology, 11:559-569. Araujo, A.C., Fischer, E.A. & Sazima, M. 1994. Floração sequencial e polinização de trêsespécies de Vriesea, Bromeliaceae, na região de Juréia, sudeste do Brasil. Revista Brasileira de Botânica. 17: 113-118. Nolasco, E.C., Coelho, A.G. & Machado, C.G. 2013. Primeiro registro de ornitofilia confirmado em Calathea (MARANTACEA). Bioscience Journal, 29:1327-1337 Colaço, M.A.S., Fonseca, R.B.S., Lambert, S.M. Costa, C.B.N., Machado, C.G. & Borba, E.L. 2006. Biologia reprodutiva de Melocactus glaucescens Buining & Brederoo e M. paucispinus G. Heimen & R. Paul (Cactaceae), na Chapada Diamantina, Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Botânica, 29: 239-249. Feinsinger P. & Colwell R.K .1978. Community organization among neotropical nectarfeeding birds. American Zoologist 18:779-795. Leal, F.C., Lopes, A.V & Machado, I.C. 2006. Polinização por beija-flores em uma área de caatinga no Município de Floresta, Pernambuco, Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Botânica 29: 379-389. Machado, C.G. 2014. A comunidade de beija-flores e as plantas que visitam em uma área de cerrado ralo da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Bioscience Journal, 30:1578-1587. Machado, C.G. & Rocca, M. 2010. Protocolos para o estudo de polinização por aves. In: Von Matter, S., Straube, F., Candido Jr, J.F., Piacentini, V. e Accordi, I.. (Orgs.). Ornitologia e Conservação: Ciência Aplicada, Técnicas de Pesquisa e Levantamento. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Technical Books. P. 473-489. Machado, C.G. 2009. Beija-flores (Aves: Trochilidae) e seus recursos florais em uma área de caatinga da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Zoologia, 26:55-65. Machado, C.G., Coelho, A.G., Santana, C.S., Rodrigues, M. 2007. Beija-flores e seus recursos florais em uma área de campo rupestre da Chapada Diamantina, Bahia. Revista Brasileira de Ornitologia, 15:215-227. Machado, C. G. & Semir, J. 2006. Fenologia da floração e biologia floral de bromeliáceas ornitófilas de uma área da Mata Atlântica do sudeste brasileiro. Revista Brasileira de Botânica, 29(1):161-172. Mendonça, L.B. & Anjos, L. 2005. Beija-flores (Aves, Trochilidae) e seus recursos florais em uma área urbana do Sul do Brasil. Revista Brasileira de Zoologia 22 (1): 51–59. Moura, A.C .2012. Beija-flores (Aves: Trochilidae) e as plantas em que forrageiam em uma comunidade de caatinga de altitude da Chapada Diamantina, Bahia. Dissertação, Universidade Estadual de Feira de Santana Newstron, L.E., Frankie, G.W. & Baker, H.G. 1994. A new classification of plant phenology basead on flowering patterns in lowlands tropical rain forest trees at la Selva, Costa Rica. Biotropica 26(2): 141-159. Nolasco, E.C., Coelho, A.G. & Machado, C.G. 2013. Primeiro registro de ornitofilia confirmado em Calathea (MARANTACEA). Bioscience Journal, 29:1327-1337 Pinto, I.M. 2012. Assembleia de flores visitadas por aves nectarívoras em ambientes antropizados. Trabalho de conclusão de curso de Bacharelado em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus. Piacentini, V.Q. & Varassin, I.G. 2007. Interaction network and the relationships between bromeliads and hummingbirds in an area of secondary Atlantic rain forest in southern Brazil. Journal of Tropical Ecology, 23:663-671. Santana, C.S. & Machado, C.G. 2010. Fenologia de floração e polinização de espécies ornitófilas de bromeliáceas em uma área de campo rupestre da Chapada Diamantina, BA, Brasil. Revista Brasileira de Botânica, 33:469-477 Sigrist, T. 2009. Guia de Campo Avis Brasilis - Avifauna brasileira. São Paulo: Ed. Avis Brasilis. Sick, Helmut. Ornitologia Brasileira. 2001. Ed.Nova Fronteira. Rio de Janeiro. Sazima, I., Buzato, S. & Sazima, M. 1996. An assamblage of hummingbird-pollinated flowers in Montane Forest in Southeastern Brazil. Botanica Acta, 109:149-160 Stotz, D.F. J.W Fitzpatrick, T.A. Parker III, D.K. Moskovits. 1996. Neotropical Birds Ecology and Conservation. The University of Chicago Press. Chicago. Figura 1: Área de amostragem (em vermelho) demarcada no Campus da Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. Figura 2: Espécies de beija-flores que ocorrem no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. A - Eupetomena macroura, B - Chlorostilbon lucidus ♀, C - Chlorostilbon lucidus ♂, D - Heliomaster squamosus, E - Chrysolampis mosquitus ♂, F - Chrysolampis mosquitus ♀. Figura 3: Espécies de plantas visitadas por beija-flores no campus da UEFS. 1: Odontonema strictum; 2: Sanchezia nobilis; 3: Alstroemeria1 longistyla; 4: Aechmea aquilega; 5: Nopalea cochenillifera; 6: Costus woodsonii; 7: Kalanchoe marnieria; 8: Calliandra surinamensis; 9: Delonix regia; 10 A e B: Erythrina herbacea; 11: Erythrina velutina; 12 A e B: Samanea saman; 13 A e B: Heliconia bihai; 14: Clerodendrum speciosum; 15: Psittacanthus dichroos; 16: Hibiscus rosa-sinensis; 17: Russelia equisetiformis; 18: Allamanda blanchetii; 19: Agave sisalana; 20: Handroanthus impetiginosus; 21: Jacaranda mimosifolia; 22: Handroanthus albus; 23: Tecoma stans; 24: Cordia superba; 25: Hohenbergia ramageana; 26: Opuntia humifusa; 27: Amburana cearensis; 28: Bauhinia variegata; 29: Bowdichia virgilioides; 30: Caesalpinia pulcherrima; 31: Cenostigma pluviosum; 32: Libidibea ferrea var. Ferrea; 33: Pithecellobium diversifolium; 34: Heliconia psittacorum; 35: Bowdichia virgilioides; 36: Pachira aquatica; 37: Moringa oleifera. Círculo amarelo: Espécie de floração contínua; de 1 a 17: espécies ornitófilas. Figura 4: Espécies de plantas visitadas por beija-flores no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana no período de agosto de 2020 a agosto de 2021. Allamanda blanchetii (Alb); Agave sisalana (Ags); Handroanthus impetiginosus (Hai); Jacaranda mimosifolia (Jam); Handroanthus albus (Haa); Tecoma stans (Tes); Cordia superba (Cos); Hohenbergia ramageana (Hor); Opuntia humifusa (Oph); Amburana cearensis (Amc); Bauhinia variegata (Bav); Bowdichia virgilioides (Bov); Caesalpinia pulcherrima (Cap); Cenostigma pluviosum (Cep); Libidibea ferrea var.ferrea (Lif); Pithecellobium diversifolium (Pid); Heliconia psittacorum (Hep); Plectranthus barbatus (Plb); Pachira aquatica (Paa); Moringa oleifera (Moo); Odontonema strictum (Ods); Sanchezia nobilis (San); Alstroemeria longistyla (All); Aechmea aquilega (Aea); Nopalea cochenillifera (Noc): Costus woodsonii (Cow); Kalanchoe marnieria (Kam); Calliandra surinamensis (Cas); Delonix regia (Der); Erythrina herbacea (Erh); Erythrina velutina (Erv); Samanea saman (Sas); Heliconia bihai (Heb); Clerodendrum speciosum (Cls); Psittacanthus dichroos (Psd); Hibiscus rosa-sinensis (Hir); Russelia equisetiformis. Área sombreada: período seco. Tabela 1: Frequência de registro das espécies de beija-flores presentes no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana, de agosto de 2020 a agosto de 2021; (X): presença de registro da espécie de beija-flor. ANO 2020 2021 Espécie/mês Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Eupetomena macroura X X X X X X X X X X X X X Chrysolampis mosquitus X X X Heliomaster squamosus X Chlorostilbon lucidus X X X X X X X X Tabela 2: Densidade de indivíduos floridos (indivíduos / m².10⁻⁴) de espécies de plantas visitadas por beija-flores em uma área (375.000 m²) no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana, de julho de 201 a julho de 2020. (0): sem registro de indivíduos floridos. ¹Espécie nativa do bioma caatinga; ² Espécie ornitófila. Padrão de floração: CO - contínuo; SB - subanual; IN - intermediário: ES - estendido ANO Família/Espécie 2020 2021 Padrão fenológico Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Acanthaceae Odontonema strictum Nees Kuntze² 0,13 0,29 0,21 0,16 0,32 0,29 0,40 0,13 0,05 0,08 0,10 0,21 0,10 CO Sanchezia nobilis Hook² 0,02 0,05 0,05 0,05 0,05 0,05 0,02 0,02 0,02 0 0,02 0,02 0,02 CO Alstroemeriaceae Alstroemeria longistyla Schink. 1,2 0,88 0,53 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,08 0,05 SB Apocynaceae Allamanda blanchetii P.I. Forst1 0,96 0,66 0,98 0,93 1,84 1,25 1,54 1,68 1,38 1,33 1,49 1,12 0,68 CO Asparagaceae Agave sisalana Perrine1 0,10 0,02 0,05 0,05 0,08 0,08 0,08 0,05 0 0,02 0,02 0 0,02 CO Bignoniaceae Handroanthus impetiginosus (Mart ex DC Mattos) 1 0 0 0,02 0,08 0,08 0 0 0,08 0,10 0,05 0,02 0,02 0 SB Jacaranda mimosifolia D.Don 0 0,05 0,05 0,05 0,05 0,08 0,02 0 0 0 0 0 0 ES Handroanthus albus Cham. Mattos1 0 0 0,02 0,10 0 0,02 0 0 0 0 0 0 0 IN ANO Família/Espécie 2020 2021 Padrão fenológico Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Tecoma stans L. Juss. ex Kunth 0,66 0,50 0,56 0,61 0,53 0,61 0,56 0,72 0,66 0,61 0,58 0,50 0,56 CO Boraginaceae Cordia superba Cham1 0,02 0,05 0,08 0,02 0,08 0,05 0,02 0,05 0,05 0,02 0,05 0,02 0 CO Bromeliaceae Aechmea aquilega (Salisb.) Geisb1,2 0 0 0,02 0,02 0,08 0,16 0,05 0,08 0 0 0 0 0 ES Hohenbergia ramageana Mez. 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Cactaceae Nopalea cochenillifera L. Salm-Dyck ¹,² 0,10 0,10 0,13 0,08 0,08 0,20 0,10 0,05 0,08 0,13 0,18 0,10 0,08 CO Opuntia humifusa (Raf.) Raf 0 0 0,02 0,02 0,02 0 0 0 0 0 0 0 0 IN Costaceae Costus woodsonii Maas2 0,05 0,10 0,02 0,02 0,05 0,02 0,08 0 0 0 0 0 0,02 SB Crassulaceae Kalanchoe marnieriana H. Jacobsen2 0,66 0,37 0,10 0,18 0,02 0,02 0 0 0,02 0,13 0,72 0,58 0,13 CO Fabaceae Amburana cearensis (Allemão) A.C. Sm1 0 0 0 0 0 0 0 0 0.02 0.02 0 0 0 IN Bauhinia variegataL. 1 0,37 0,29 0,34 0,40 0,24 0,10 0,16 0,21 0,08 0,08 0,08 0,10 0,13 CO Bowdichia virgilioides Kunth1 0 0 0,08 0,13 0,08 0 0 0 0 0 0 0 0 IN ANO Família/Espécie 2020 2021 Padrão fenológico Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Caesalpinia pulcherrima L. Sw 0,34 0,24 0,40 0,37 0,64 0,56 0,53 0,64 0,66 0,66 0,69 0,53 0,34 CO Calliandra surinamensisBenth2 0,58 0,48 0,50 0,45 0,32 0,26 0,40 0,18 0,16 0,42 0,56 0,34 0,40 CO Cenostigma pluviosum D. C. Gagnon & G P Lewis1 0 0,10 0,21 0,32 0,18 0,05 0,02 0,02 0,02 0 0 0 0 ES Delonyx regia Bojer ex Hook Raf2 0 0 0 0,02 0,18 0,61 0,85 0,88 0,82 0,24 0,02 0 0 ES Erythrina herbaceaL. 2 0 0,02 0,02 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.02 IN Erythrina velutina Willd1,2 0 0 0 0 0,02 0 0 0 0,02 0 0 0 0 IN Libidibea ferrea var. Ferrea Mart. ex Tul. L.P. Queiroz1 0 0,05 0,10 0,16 0,18 0,16 0,13 0,13 0,13 0,10 0,02 0 0 ES Pithecellobium diversifolium Benth1 0 0,02 0,02 0,05 0,05 0,05 0,02 0,05 0,05 0,05 0 0,05 0 SB Samanea saman Jacq. Merr2 0 0 0 0 0,05 0,05 0 0 0 0 0 0 0 IN Heliconeaceae Heliconia bihai L. 2 0,18 0,21 0,16 0,08 0,05 0 0 0 0 0 0 0 0 IN Heliconia psittacorum L.f1 1,28 0,96 0,88 1,52 1,30 0,82 1,38 1,73 1,41 1,86 1,46 1,04 0,93 CO Lamiaceae Clerodendrum speciosum Drapiez2 0,08 0,08 0,05 0,05 0,02 0 0,05 0 0 0,05 0,08 0,05 0,05 SB Plectranthus barbatus Andrews 0,02 0,05 0,02 0,05 0,02 0,02 0,02 0 0,02 0,02 0,02 0 0 SB Loranthaceae Psittacanthus dichroos (Mart.) Mart1,2 0,08 0,10 0,05 0,21 0,42 0,40 0,34 0,29 0,24 0 0 0 0 ES ANO Família/Espécie 2020 2021 Padrão fenológico Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Malvaceae Pachira aquatica Aubl 0 0 0 0 0.05 0.02 0.02 0.02 0 0.02 0 0 0 SB Hibiscus rosa-sinensis L. 2 3,38 3,49 2,88 3,76 3,60 3,76 4,08 4,40 3,62 4,26 3,22 2,40 1,78 CO Moringaceae Moringa oleiferae Lam. 0 0,02 0,05 0,05 0,05 0,05 0,05 0,05 0,02 0,02 0,02 0,05 0,02 CO Scrophulariaceae Russelia equisetiformis Schltdl. & Cham. 2 0 0 0 0 0,05 0,05 0,05 0 0,05 0 0 0 0 IN Total mensal 9,89 10,43 8,07 10,24 10,78 9,78 10,97 11,46 9,98 10,17 9,35 7,21 5,33 Riqueza de espécies 19 25 29 29 32 27 25 21 23 21 19 17 17 PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CIENTÍFICOS, TECNOLÓGICOS OU DE INOVAÇÃO RELACIONADOS AO DESENVOLVIMENTO DO PLANO DE TRABALHO PARECER DO ORIENTADOR SOBRE O DESEMPENHO DO BOLSISTA Descrever, de forma sucinta, o desempenho do(a) bolsista durante o desenvolvimento das atividades relacionadas ao Programa de Iniciação Científica e/ou Tecnológica, destacando as dificuldades, os pontos positivos, a integração no grupo de pesquisa onde o trabalho estava inserido, a relação com os colegas e a orientação, e qualquer outra percepção tida em relação a sua participação no programa. Fernando Henrique executou plenamente seu plano de trabalho com empenho e entusiasmo, colaborando e tendo colaboração de outros bolsistas IC do Laboratório de Ornitologia. Seu envolvimento com o projeto o fez considerar a possibilidade dar continuidade aos estudos desta linha de pesquisa na pós-graduação, após se formar. AVALIAÇÃO DO(A) BOLSISTA EM RELAÇÃO AO PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA OU INICIAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Descrever, de forma sucinta, a visão analítica do bolsista em relação ao Programa de Iniciação Científica ou Tecnológica, destacando as dificuldades, os pontos positivos, a integração no grupo de pesquisa onde o trabalho estava inserido, a relação com os colegas e a orientação, e qualquer outra percepção tida em relação ao programa. O PROBEIJA, projeto no qual este plano de trabalho está vinculado, desde sua proposta me fez me aproximar para além do campo científico. Este projeto requer trabalho em grupo e muita organização o que torna fácil pelas pessoas que estão envolvidas. Hoje em dia, os recursos estão escassos para todos os setores, mas esse trabalho mostra que não é necessário grande investimento para produzir conhecimento científico. O meu orientador, Caio Graco Machado, esteve presente durante todo o momento, as dúvidas foram esclarecidas de maneira remota, visto que ainda estamos vivenciando um momento pandêmico, contudo, essa adversidade não afetou em nada o andamento desteprojeto. No mais, gostaria de agradecer ao Programa de Iniciação Científica e a equipe do Ornito por mais um projeto realizado. LOCAL: Feira de Santana, Bahia DATA: 04/10/2021 Declaro estar ciente e concordar, para todos os efeitos legais, com as informações contidas neste relatório. ___________________________ Assinatura do Orientador _____________________________ Assinatura do Bolsista