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Questão comentada de concurso sobre crimes contra a liberdade sexual: item com gabarito (resposta C — importunação sexual), explicação do art. 215‑A, ação penal pública incondicionada, continuidade normativa e jurisprudência sobre art. 229 (manter casa para fins libidinosos).

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MUDE SUA VIDA! 
89 
 
sexual praticado. Diante da situação hipotética, Caio poderá ser processado pelo crime 
de 
a) corrupção de menores, tratando-se de ação penal pública incondicionada. 
b) violação sexual mediante fraude, haja vista que Tícia estava dormindo, sem 
possibilidade de resistir, tratando-se de crime de ação penal pública condicionada. 
c) importunação sexual, tratando-se de ação penal pública incondicionada. 
d) estupro de vulnerável, haja vista que Tícia é menor, tratando-se de crime de ação 
penal pública incondicionada. 
e) estupro, incidindo causa de aumento em virtude de a vítima ser menor de 18, 
tratando-se de ação penal pública condicionada. 
GABARITO: C 
Importunação sexual - Nos termos do artigo 215-A do CP - Praticar contra alguém e sem 
a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de 
terceiro: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave. 
 Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I (DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE 
SEXUAL) e II (DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL) deste Título, procede-se 
mediante ação penal pública INcondicionada. 
NÃO houve ABOLITIO CRIMINIS da contravenção penal de IMPORTUNAÇÃO OFENSIVA 
AO PUDOR, previsto no art. 61 da Lei de Contravenções Penais (DL n.º 3.688/41) pela Lei 
n.º 13.718/2018, tendo ocorrido a continuidade normativo-típica, passando a constar 
como IMPORTUNAÇÃO SEXUAL, inserido no art. 215-A do Código Penal. 
 JURISPRUDÊNCIA: 
O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE NORMATIVA ocorre “quando uma norma penal é 
revogada, mas a mesma conduta continua sendo crime no tipo penal revogador, ou seja, a 
infração penal continua tipificada em outro dispositivo, ainda que topologicamente ou 
normativamente diverso do originário.” (Min. Gilson Dipp, em voto proferido no HC 
204.416/SP). 
(2019 Banca: FCC Órgão: MPE-MT Prova: FCC - 2019 - MPE-MT - Promotor de Justiça 
Substituto – ADAPTADA) De acordo com o ordenamento jurídico e o posicionamento 
dos tribunais superiores sobre os crimes contra a dignidade sexual, a conduta 
consistente em manter casa para fins libidinosos é suficiente para a caracterização do 
crime tipificado no art. 229 do Código Penal, sendo desnecessário, para a configuração do 
delito, que haja exploração sexual, assim entendida como a violação à liberdade das 
pessoas que ali exercem a mercancia carnal. 
 
GABARITO: ERRADA 
Consoante a JURISPRUDÊNCIA do STJ: [...] a conduta consistente em manter “Casa de 
Prostituição” segue sendo crime tipificado no art. 229 do Código Penal. Todavia, com a 
novel legislação, passou-se a exigir a “exploração sexual” como elemento normativo do 
tipo, de modo que a conduta consistente em manter casa para fins libidinosos, por si 
só, não mais caracteriza crime, sendo necessário, para a configuração do delito, que haja 
exploração sexual, assim entendida como a violação à liberdade das pessoas que ali

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