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Introdução 
 
A legislação de trânsito consiste em normas legais que disciplinam e orientam todas as 
atividades que envolvem o trânsito nas vias abertas à circulação, uniformizando os 
conhecimentos e os componentes. Considera-se trânsito a utilização das vias por 
pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de 
circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga. 
 
O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à 
circulação, rege-se pelo C.T.B. – Código de Trânsito Brasileiro. 
 
 O C.T.B. entrou em vigor em janeiro de 1998, estabelecendo regras e normas válidas em 
todo o território nacional para ruas, avenidas, logradouros, caminhos, passagens, 
rodovias, estradas, praias abertas à circulação e vias internas de condomínios. O Código 
possui 341 artigos divididos em 22 capítulos, da seguinte forma: 
 
I. Das disposições preliminares; 
II. Do sistema nacional de trânsito; 
III. Das normas gerais de circulação e conduta; 
III-A. Da condução de veículos por motoristas profissionais; 
IV. Dos pedestres e condutores de veículos não motorizados; 
V. Do cidadão; 
VI. Da educação para o trânsito; 
VII. Da finalização de trânsito; 
VIII. Da engenharia de tráfego, da operação, fiscalização e policiamento ostensivo de 
trânsito; 
IX. Dos veículos; 
X. Dos veículos em circulação internacional; 
XI. Do registro de veículos; 
XII. Do licenciamento; 
XIII. Da condução de escolares; 
XIII-A. Da condução de motoneta; 
XIV. Da habilitação; 
XV. Das infrações; 
XVI. Das penalidades; 
XVII. Das medidas administrativas; 
XVIII. Do processo administrativo; 
XIX. Dos crimes de trânsito; 
XX. Das disposições finais e transitórias. 
 
Conhecer as leis é uma obrigação do motorista. Ele é o único responsável pelas ações 
que comete no trânsito. Infringi-las pode render multas, adição de pontos na carteira, 
cassação da carteira e, em caso de sinistros com vítimas, o motorista corre o risco de ser 
acusado de homicídio doloso ou culposo, dependendo da previsibilidade do risco. 
 
O Processo de habilitação do condutor 
A Lei Federal nº 9503/97 que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro – C.T.B., 
combinada com a Resolução nº 789/20 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, 
estabelecem as normas regulamentares para o processo de formação, especialização e 
habilitação do condutor de veículo automotor, os procedimentos dos exames, cursos, 
avaliações e requisitos para habilitação. 
Requisitos para habilitação 
O candidato à obtenção da Autorização para Conduzir Ciclomotor – A.C.C., da Carteira 
Nacional de Habilitação – C.N.H., solicitará ao órgão ou entidade executiva de trânsito do 
Estado ou do Distrito Federal do seu domicílio ou residência, ou na sede estadual ou 
distrital do próprio órgão ou entidade, a abertura do processo de habilitação, para o 
qual deverá preencher os seguintes requisitos: 
I. Ser penalmente imputável (maior de 18 anos); 
II. Saber ler e escrever; 
III. Possuir documento de identidade; 
IV. Possuir Cadastro de Pessoa Física – C.P.F. 
Para o processo de habilitação, de acordo com a Resolução nº 789/20 – CONTRAN, após 
o devido cadastramento dos dados informativos no Registro Nacional de Condutores 
Habilitados – RENACH, o candidato deverá realizar nesta ordem: 
I. Avaliação psicológica; 
II. Exame de aptidão física e mental; 
III. Curso teórico-técnico; 
IV. Exame teórico-técnico; 
V. Curso de prática de direção veicular; 
VI. Exame de prática de direção veicular. 
 
O processo do candidato à habilitação ficará ativo no órgão ou entidade executivo de 
trânsito do Estado ou do Distrito Federal pelo prazo de 12 meses, contados da data do 
requerimento do candidato. 
 
Formação teórico-técnica do condutor 
Aprovado nos exames psicológico e médico, o candidato à obtenção da Carteira Nacional 
de Habilitação – C.N.H., deverá se dirigir a um Centro de Formação de Condutores – 
C.F.C. A ou A/B, para a realização do curso teórico-técnico, cuja estrutura curricular e 
carga horária de 45 horas/aula ficaram estabelecidas na Resolução nº 789/20 – 
CONTRAN da seguinte forma: 
• Legislação de Trânsito: 18 horas/aula 
• Direção Defensiva: 16 horas/aula 
• Primeiros Socorros: 4 horas/aula 
• Meio Ambiente/Cidadania: 4 horas/aula 
• Mecânica Básica: 3 horas/aula 
O Centro de Formação de Condutores – C.F.C. é o órgão responsável pela condução do 
processo de habilitação (aulas teóricas e práticas). Tais centros são as antigas 
autoescolas, porém com mais atribuições e responsabilidades. 
 
O candidato à obtenção da A.C.C. ou da C.N.H., após a conclusão do Curso de Formação, 
será submetido a Exame Teórico-técnico, constituído de prova convencional ou 
eletrônica de, no mínimo, 30 questões, incluindo todo o conteúdo programático, 
proporcional à carga horária de cada disciplina, organizado de forma individual, única e 
sigilosa. 
 
Para aprovação no exame, o candidato deverá obter aproveitamento de, no mínimo, 
70% de acertos nas questões, isto é, 21 questões. Os Detrans de alguns estados, como a 
Bahia, Ceará e Distrito Federal, por exemplo, aplicam prova com 40 questões, devendo o 
candidato acertar, no mínimo, 28 questões. 
O Exame Teórico-Técnico será aplicado pelo órgão ou entidade executiva de trânsito do 
Estado ou do Distrito Federal; ou por entidade pública ou privada por ele credenciada. 
Nos municípios do interior dos estados, o exame é aplicado pela CIRETRAN – 
Circunscrição Regional de Trânsito. 
 
Aprendizagem de prática veicular 
Aprovado no Exame Teórico-Técnico, o candidato deverá dirigir-se ao Centro de 
Formação de Condutores – C.F.C. B ou A/B para realizar o curso de Prática de Direção 
Veicular segundo a carga horária estabelecida pela Resolução nº 789/20 – CONTRAN: 
Categoria Obtenção Adição 
A.C.C. (ciclomotor) 5 horas/aula 5 horas/aula 
“A” (motocicleta) 20 horas/aula 15 horas/aula 
“B” (carro) 20 horas/aula* 15 horas/aula* 
*Categoria “B”: para obtenção o candidato poderá optar por realizar até 5 horas/aula 
em simulador de direção veicular que deverão ser feitas previamente às aulas práticas 
em via pública. Já para adição é obrigatória a carga horária de prática diretamente no 
veículo de aprendizagem. 
Para a realização de tal curso, o candidato deverá estar acompanhado por um instrutor 
de Prática de Direção Veicular e portar a Licença para Aprendizagem de Direção 
Veicular – LADV, expedida pelo órgão ou entidade executiva de trânsito do Estado ou do 
Distrito Federal, contendo, no mínimo, as seguintes informações: 
I. Identificação do órgão ou entidade executiva de trânsito expedidora; 
II. Nome completo, número do documento de identidade, do Cadastro de Pessoa Física – 
C.P.F. e do formulário RENACH do candidato; 
III. Categoria pretendida; 
IV. Nome do Centro de Formação de Condutores – C.F.C. responsável pela instrução; 
V. Prazo de validade. 
 
A LADV será expedida mediante a solicitação do candidato ou do C.F.C. ao qual o mesmo 
esteja vinculado para a formação de prática de direção veicular e somente produzirá os 
seus efeitos legais quando apresentada no original acompanhada de um documento de 
identidade, em nome do candidato com a identificação do C.F.C. responsável e/ou do 
instrutor, depois de aprovado nos exames previstos na legislação, com prazo de 
validade que permita que o processo esteja concluído. 
 
O candidato que for encontrado conduzindo veículo automotor desacompanhado do 
instrutor de prática de direção veicular terá a LADV suspensa pelo prazo de 6 meses. 
No caso de reprovação no Exame Teórico-Técnico ou no Exame de Direção Veicular, o 
candidato poderá repetir o exame a qualquer tempo, sendo dispensado do exame no 
qual tenha sido aprovado e mediante pagamento de taxa de reexame. 
Ao candidato aprovado 
 
Ao candidato aprovado será conferida Permissão para Dirigir – P.P.D., com validade 
de 1 ano. A Carteira Nacional de Habilitação – C.N.H. e a Autorizaçãob. Advertência (placas amarelas/laranjas); 
c. Indicação (placas azuis, verdes, brancas). 
2. Horizontal: marcas no pavimento (linhas, símbolos). 
3. Dispositivos auxiliares: cones, barreiras, etc. 
4. Semáforos: regulam o fluxo de veículos e pedestres. 
5. Gestos e sinais sonoros: de agentes de trânsito. 
(Continua com detalhes sobre cada tipo de sinalização...) 
 
Observação: RESTO É TABELA 
 
CAP 2 - DIREÇÃO DEFENSIVA 
 
Título: 
A segurança no trânsito é um problema atual, sério e mundial, mas absolutamente 
urgente no Brasil. 
Texto: 
"A segurança no trânsito é um problema atual, sério e mundial, mas absolutamente 
urgente no Brasil. A cada ano, milhares de pessoas são mortas, feridas ou tornam-se 
inválidas em ocorrências de trânsito. Nos últimos 10 anos houve um crescimento de 
33% na quantidade de internações de vítimas de sinistros de trânsito em todo o país. 
Nesse período, os desastres nas ruas e estradas deixaram mais de 1,6 milhão de feridos 
ao custo direto de quase R$ 3 bilhões para o Sistema Único de Saúde – SUS. A faixa 
etária mais atingida está concentrada em um público muito jovem, entre 18 a 34 anos. 
Os números fazem parte de um levantamento elaborado pelo Conselho Federal de 
Medicina – CFM." 
Subtítulo: Conceito de direção defensiva 
Texto: 
"Direção defensiva é dirigir de modo a evitar sinistros, apesar das ações incorretas dos 
outros e das condições adversas que encontramos nas vias de trânsito. 
Direção defensiva é a técnica, indispensável para o aperfeiçoamento do motorista, que 
trata de forma correta o uso do veículo na maneira de dirigir, reduzindo a possibilidade 
de envolvimento nos sinistros de trânsito, ou seja, é uma atitude de segurança e 
prevenção de sinistros. 
Esse tipo de direção tem como principal finalidade mostrar que, além de você, existem 
outros condutores e pedestres, que também exigem cuidados. 
A direção defensiva pode ser dividida em: 
• Preventiva: deve ser a atitude permanente do motorista para evitar sinistros. 
• Corretiva: é a atitude que o motorista deverá adotar ao se defrontar com a 
possibilidade de sinistro, corrigindo situações não previstas. 
O condutor defensivo é aquele que preserva a sua vida e a de todos que estão à sua volta 
por meio do emprego racional e sensato dos conhecimentos teóricos e de uma postura 
na condução do veículo, procurando evitar sinistros. 
Dirigir defensivamente significa completar o percurso sem desrespeito às normas e às 
regras de trânsito." 
Subtítulo: Sinistros de trânsito 
Texto: 
"A Lei nº 14.599/23, conforme a NBR 10697/20, adotou a expressão 'sinistro de 
trânsito' em substituição ao termo 'acidente de trânsito', definindo-o como todo evento 
que resulta em dano ao veículo ou à sua carga e/ou em lesões a pessoas ou animais e 
que pode trazer dano material ou prejuízo ao trânsito, à via ou ao meio ambiente, em 
que pelo menos uma das partes está em movimento nas vias terrestres ou em áreas 
abertas ao público. 
Em sua maioria, os sinistros de trânsito são evitáveis por um ou ambos os motoristas 
envolvidos, ainda que para isso seja necessário ceder ao motorista que esteja errado. 
A noção que a maioria das pessoas tem de que os sinistros podem ser evitados torna 
importante a distinção entre as precauções possíveis e razoáveis a serem tomadas por 
um motorista a fim de evitar o sinistro. 
Os sinistros podem ser: 
• Evitável: é aquele em que o condutor não faz tudo o que pode ser feito para 
evitar que o sinistro aconteça. 
• Inevitável: é aquele em que o condutor faz tudo o que é possível fazer, mas é 
impossível evitá-lo. 
A Organização Mundial da Saúde estima que 90% dos sinistros de trânsito são causados 
por falha humana, 6% pelas condições inadequadas das vias e 4% por falhas mecânicas. 
Dentre os problemas com o condutor, temos: 
• Negligência: ocorre quando o condutor deixa de realizar a manutenção do 
veículo. 
Ex.: conduzir veículo que apresente equipamento obrigatório inoperante. 
• Imprudência: ocorre quando o condutor tem conhecimento das leis e regras de 
trânsito e deixa de respeitá-las. 
Ex.: trafegar com velocidade inadequada, avançar sinal vermelho, entre outras. 
• Imperícia: ocorre quando o condutor é inexperiente na prática da direção, ou 
seja, não possui conhecimentos técnicos ou habilidade para realizar as manobras 
necessárias ao ato de dirigir. 
Ex.: não conseguir manter o veículo parado em um aclive. 
Existem várias precauções que o motorista deve tomar, desde o início do percurso até o 
seu final, para realizar o trajeto sem sinistros, sem infrações de trânsito e em 
segurança." 
 
PÁGINA 2 (Continuação) 
Título: Os 5 elementos da direção defensiva 
Texto: 
"Os 5 elementos da direção defensiva dividem-se em: 
1. Conhecimento: é preciso conhecer as leis e as normas que regem o trânsito. 
Esse conhecimento é repassado pelo C.T.B. e pelo aprendizado na prática. É 
necessário conhecer seus direitos e deveres em qualquer situação de trânsito, 
como condutor ou pedestre, para evitar tomar atitudes que possam causar 
sinistros ou danos aos usuários da via. O desempenho do condutor é melhor 
quando ele conhece bem o veículo que está dirigindo, tendo consciência de suas 
qualidades e limitações. Sempre que for dirigir um veículo de outra pessoa, o 
condutor deve lembrar-se de regular e adequar ao seu corpo o banco e os 
espelhos retrovisores. Todos estes cuidados ajudam a evitar sinistros. 
2. Atenção: deve ser direcionada a todos os elementos da via e também às 
condições físicas e mentais do condutor, aos cuidados e à manutenção do veículo, 
tempo de deslocamento e conhecimento prévio do percurso, entre outros. Tipos 
de atenção: 
a. Atenção fixa: é quando o condutor fixa sua atenção somente naquilo que 
está a sua frente, esquecendo-se de observar o painel do veículo, as 
distâncias laterais e o condutor que o segue; pode ser causada por falta de 
experiência ou cansaço. 
b. Atenção dispersiva: é quando o condutor dirige sem a devida atenção no 
que está a sua volta, como por exemplo falar ao celular e dirigir ao mesmo 
tempo; excesso de confiança; dirigir com sono e ter usado álcool ou 
drogas. Esse tipo de atenção é o maior causador de sinistros graves. 
c. Atenção difusa: é quando o condutor está sempre em estado de alerta, 
dividindo sua atenção em tudo que está à sua volta. Esse tipo de atenção é 
vital para qualquer condutor. 
3. Previsão: é a antecipação de uma situação de risco e pode ser desenvolvida e 
treinada no uso do seu veículo. Tipos de previsão: 
a. Imediata: é exercida em uma ação próxima, a curto prazo. Exemplo: o 
condutor prevê a possibilidade de riscos nos cruzamentos; ver um 
pedestre à sua frente e prever complicações. 
b. Mediata: distante, a longo prazo. Exemplo: revisão do veículo; 
abastecimento; verificação de equipamentos obrigatórios, dependendo 
sempre do seu bom senso e conhecimento. 
4. Decisão: dependerá da situação que se apresenta e do seu conhecimento das 
possibilidades do veículo, das leis e normas relacionadas ao trânsito, do tempo e 
do espaço que você dispõe para tomar uma atitude correta. É ser ágil nas suas 
ações, mas não esquecendo o bom senso e sua experiência. 
5. Habilidade: ser um condutor hábil significa que você é capaz de manusear os 
controles de um veículo e executar com perícia e sucesso qualquer manobra 
necessária no trânsito. 
A ação, em direção defensiva, é uma combinação dos elementos decisão e habilidade. 
Uma boa decisão implica reconhecimento de alternativas que se apresentam em 
qualquer situação de trânsito, bem como habilidade de fazer uma escolha correta a 
tempo de evitar um sinistro." 
Subtítulo: Condições adversas 
Texto: 
"Condições adversas são fatores desfavoráveis ou inadequados que podem prejudicar o 
seu real desempenho no ato de conduzir, tornando maior a possibilidade de um sinistro 
de trânsito. 
São condições adversas: luz, tempo, via, trânsito, veículo, motorista, carga e passageiro."Subtítulo: Condições adversas de luz 
Texto: 
"Estão relacionadas às condições de iluminação, pois a intensidade da luz artificial 
(poste de luz, faróis) ou natural (sol) afeta a nossa capacidade de ver ou sermos vistos. 
Dirigir à noite: a falta de iluminação nas estradas, assim como os faróis com defeito, mal 
regulados ou que não funcionam, causam situações de pouca visibilidade que impedem 
o motorista de perceber situações de risco a tempo de evitar danos maiores ao veículo e 
aos usuários das rodovias, tais como: buracos na pista, desvios, acostamento em 
desnível, ponte interditada, etc. 
Dirigir à noite requer maior concentração e menor velocidade. As luzes dos veículos na 
direção contrária podem atrapalhar a visão, causando ofuscamento (excesso de luz). 
Leve em conta que trafegar à noite ocasiona uma maior sonolência em quem já está 
cansado." 
 
PÁGINA 3 
Subtítulo: Dicas de segurança: 
Lista: 
• Ao perceber farol alto em sentido contrário, pisque rapidamente os faróis para 
advertir o condutor que vem em sua direção. 
• Evite manter os olhos em um ponto fixo. Use as faixas ou os olhos de gato de 
marcação das pistas como referência. 
• Se não houver qualquer tipo de sinalização ou não conhecer a estrada, mantenha 
uma distância maior e utilize as luzes traseiras do carro que estiver à sua frente 
para se guiar. Assim, você poderá saber com antecedência o sentido das curvas, 
por exemplo. 
• Não revide a luz alta. 
• Mantenha os faróis sempre regulados. 
• Conserve o pára-brisa, os faróis e as lanternas limpos. 
• Complete o reservatório do limpador do pára-brisa. 
• Para evitar o ofuscamento pelo retrovisor interno, mude-o para a posição 
“escura”. Há espelhos que se escurecem automaticamente de acordo com a 
intensidade do farol do veículo que vem atrás. 
• Evite viajar à noite e, sempre que possível, não dirija por mais de 2 horas 
seguidas. 
Texto: 
"Durante o dia, incidência direta da luz solar: se possível, evite trafegar ao amanhecer 
ou ao pôr do sol, quando os raios solares estão muito inclinados e a luz do sol incide 
diretamente nos olhos, causando ofuscamento." 
Dicas de segurança: 
• Redobre a atenção e reduza a velocidade. 
• Utilize a pala de proteção interna (pára-sol) ou óculos protetores, a fim de evitar 
o ofuscamento. 
• Mantenha as luzes de posição acesas para que os outros percebam o seu veículo. 
• Nos cruzamentos com semáforos, a luz solar, ao incidir contra os focos 
luminosos, pode impedir que você identifique corretamente a sinalização. Nesses 
casos, reduza a velocidade e redobre a atenção até que tenha certeza da 
indicação do semáforo. 
• Procure se orientar principalmente pela sinalização horizontal (na pista). 
Penumbra (ausência de luz): 
"A penumbra (lusco-fusco) é uma ocorrência frequente na passagem do final da tarde 
para o início da noite ou do final da madrugada para o nascer do dia ou, ainda, quando o 
céu está nublado ou se chove com intensidade. Sob essas condições, tão importante 
quanto ver é também ser visto. Ao menor sinal de iluminação precária, acenda o farol 
baixo. 
Lembre-se: o excesso de claridade pode provocar ofuscamentos e a falta de luz ocasiona 
penumbra, podendo provocar condições favoráveis a um sinistro. Para não sofrer um 
sinistro, o motorista precisa se adaptar a essas circunstâncias." 
Subtítulo: Condições adversas de tempo 
Texto: 
"Estas condições adversas estão ligadas às condições atmosféricas: frio, calor, vento, 
chuva, granizo e neblina. Todos esses fenômenos reduzem a capacidade visual do 
motorista, tornando mais difícil a visualização de outros veículos. Tais condições podem 
se tornar tão extremas que o impossibilitam de ver a margem de estradas ou as faixas 
divisórias. 
Além de dificultar a capacidade de ver e de ser visto, as más condições de tempo tornam 
as estradas escorregadias e podem causar derrapagens. 
As condições atmosféricas devem sempre definir o seu modo de dirigir, de acordo com a 
gravidade da situação encontrada (chuva, neblina, nevoeiro, deslizamentos, etc.)." 
Subtítulo: Dirigindo sob chuva 
Texto: 
"Muito cuidado quando estiver dirigindo e começar a chover. Os primeiros pingos 
misturam-se com o pó e o óleo impregnados na pista, formando uma camada 
extremamente escorregadia." 
Dicas de segurança: 
• Reduza a velocidade a um limite seguro. 
• Acenda as luzes baixa ou de posição. 
• Mantenha ligados os limpadores de para-brisa. 
• Evite freadas fortes, para não travar as rodas, de forma que não ocorram as 
derrapagens. 
Aquaplanagem ou hidroplanagem 
É a falta de aderência dos pneus à via. Ocorre em função da formação de uma "camada" 
de água entre a pista e o pneu do veículo, levando o condutor à perda do controle do 
automóvel. 
Esse problema acontece a partir dos 50 km/h, em geral, mas depende do volume de 
água. Se for muito grande, ela pode ocorrer até em velocidades menores, a partir dos 30 
km/h. É como se você tentasse correr em uma pista de gelo. 
Manter os pneus em boas condições é importante para ajudar a evitar a aquaplanagem. 
Pneus desgastados, com sulcos que não estejam profundos o suficiente, aumentam as 
chances de que isso aconteça. 
Dicas de segurança: 
• Não pise no freio. A frenagem trava as rodas e o travamento pode fazer o veículo 
rodopiar e até capotar. 
• Tire o pé do acelerador fazendo com que o veículo desacelere progressivamente. 
• Não tire o volante da trajetória. 
• Segure firme a direção. 
• Não faça movimentos bruscos. 
• Evite passar com velocidade em poças de água. Ao passar sobre uma poça, as 
rodas são freadas bruscamente pela água. Segure firme a direção e desacelere 
suavemente. 
• Mantenha distância ainda maior em relação ao veículo da frente. 
• Lembre-se sempre de olhar o desgaste dos pneus. 
Dirigindo sob neblina ou cerração 
Durante o dia ou à noite, o perigo da neblina é o mesmo, dificultando a visibilidade do 
motorista. 
Dicas de segurança: 
• Acenda imediatamente as luzes baixa ou de posição e o farol de neblina, se tiver. 
• Reduza a velocidade e aumente a distância do veículo à sua frente. 
• Não use o farol alto porque ele reflete a luz nas partículas de água, reduzindo 
ainda mais a visibilidade. 
• Evite freadas bruscas. O chão poderá estar escorregadio e você corre o risco de 
colisão traseira. 
• Evite fazer ultrapassagens. 
• Não pare na pista. De preferência, não pare nem no acostamento. 
• Se a neblina for muito espessa, procure um local seguro para parar, como por 
exemplo: postos de serviço. 
• Se precisar parar na rodovia, ligue o pisca-alerta, sinalize 200 m antes e tire 
todos do carro, mesmo que esteja frio ou chovendo. 
Lembre-se: nessas condições o pavimento fica úmido e escorregadio, reduzindo a 
aderência dos pneus. 
PÁGINA 5 
Ventos laterais 
Uma rajada de vento lateral pode desestabilizar seu carro, a ponto de fazê-lo sair da 
pista. Observe capins e arbustos muito inclinados, ou árvores maiores balançando, são 
indicadores de ventos fortes que podem desgovernar um veículo. Se estiverem, reduza a 
velocidade e segure o volante com mais firmeza. 
Atenção ao ultrapassar ou ser ultrapassado por ônibus e caminhões, esses veículos 
provocam deslocamento de ar quando estão em alta velocidade afetando a estabilidade 
do seu veículo, como um vento lateral. Para evitar a desestabilização acelere ao 
ultrapassá-los ou reduza a velocidade se estiver sendo ultrapassado. 
Condições adversas da via 
O condutor deve se ajustar às condições da via, reconhecendo seu estado de 
conservação, largura, acostamento, quantidade de veículos, para poder se preparar 
melhor para aquilo que vai enfrentar e tomar os cuidados indispensáveis à segurança. 
As condições adversas da via são: curvas, desvios, subidas e descidas; tipo de 
pavimento; largura da pista; desníveis; acostamento; trechos escorregadios (areia, óleo 
na pista, poças de água); buracos; obras na pista; saliência ou lombada; depressão; pista 
irregular; desmoronamentoe excesso de vegetação. 
Dicas de segurança: 
• Procure obter o máximo de informações sobre as condições da via. 
• Consulte o mapa rodoviário para escolher o melhor trajeto com a menor 
distância. 
• De acordo com cada situação, o condutor deve, como medida preventiva, 
controlar a velocidade e redobrar a atenção, evitando ser surpreendido e sofrer 
qualquer sinistro. 
• No trecho de rodovia em declive acentuado (descida de serra, por exemplo), é 
mais seguro descer com o câmbio engrenado em marcha reduzida, acionando o 
freio apenas o necessário para manter o controle do veículo. Esse procedimento 
é adequado, para não forçar o freio e evitar o seu aquecimento, mantendo o 
controle sobre o veículo. 
Condições adversas do trânsito 
As condições de trânsito envolvem a presença de outros usuários da via, interferindo no 
comportamento do motorista. Como o trânsito pode estar fácil ou congestionado, a 
velocidade exigida pode ser alta ou baixa. Existem períodos do dia que afetam 
excessivamente o tráfego na via, tais como a "hora do rush", que significa grande 
movimentação de pessoas e veículos. Igualmente, determinadas épocas do ano, como 
Carnaval, Natal, períodos de férias escolares e feriados, resultam em problemas para o 
fluxo normal de trânsito. 
• Nas cidades (vias urbanas): o trânsito é mais intenso e mais lento, havendo 
maior número de veículos, mas existe uma sinalização específica para controle 
do tráfego com segurança. Em determinados locais (área central, área escolar, 
órgãos públicos, paradas de ônibus) e também em determinados horários 
(entrada ou saída de trabalhadores e escolares), o número de veículos é maior. 
• Nas estradas (vias rurais): nas rodovias estaduais e federais os níveis de 
velocidades são maiores, porém o número de veículos geralmente é menor, o que 
predispõe o motorista a exceder a velocidade permitida e cometer infrações de 
trânsito, aumentando o risco de sinistros. Em áreas rurais, as condições de 
trânsito podem ser alteradas, devido ao movimento vagaroso de carroças, 
animais extraviados, etc. 
Dicas de segurança: 
• Procure obedecer à sinalização existente com atenção redobrada. 
• Mantenha uma distância segura entre o seu veículo e o que segue à sua frente. 
• Aguarde pacientemente os carros se movimentarem. 
• Sempre que possível, evite os horários de pico. 
• Use o transporte coletivo. 
• Planeje outros caminhos alternativos. 
• Fique atento a todos os movimentos ao seu redor. 
• Observe a presença e as intenções dos outros motoristas. 
• Atenção aos veículos estacionados e aos pedestres atravessando as ruas. 
• Ao ultrapassar um ônibus, redobre o cuidado: algum pedestre pode estar 
atravessando fora do seu campo de visão. 
• Nas zonas rurais, fique atento: animais podem cruzar a estrada 
inesperadamente. 
• Quando for entrar em uma rodovia com faixa de aceleração aumente 
gradativamente a velocidade na faixa de aceleração, até que possa ingressar com 
segurança na faixa principal da rodovia. 
PÁGINA 6 
Condições adversas do veículo 
O motorista defensivo sempre mantém seu veículo em bom estado de conservação e 
manutenção de seus equipamentos, deixando-o sempre em condições de reagir a todos 
os comandos realizados pelo condutor. Os defeitos mais comuns que podem causar 
sinistros são: 
Freios desregulados, lâmpadas queimadas, limpador de para-brisa com defeito ou a 
palheta em péssimo estado, falta de buzina, espelho retrovisor deficiente, cinto de 
segurança defeituoso, faróis desregulados, pneus gastos ou defeituosos. 
Em todas as situações, cabe ao motorista defensivo realizar manutenções periódicas em 
seu veículo, com base na Prevenção Imediata e na Prevenção Mediata. 
Prevenção Imediata é aquela em que o condutor tem condições de realizar imediata e 
rotineiramente, tais como: 
• Checagem dos pneus, verificando a correta calibragem (a mais ou a menos, 
prejudica a aderência e aumenta o desgaste) e se o pneu está em perfeito estado. 
• Luzes do veículo, verificando se todas as lâmpadas estão funcionando. 
• Verificar o nível da água do sistema de arrefecimento (radiador), completando-o 
se necessário. 
• Testar a buzina. 
• Verificar o nível de combustível, certificando-se de que seja suficiente para 
chegar ao destino. 
• Verificar o nível da água do limpador do para-brisa, completando-o se 
necessário. 
Prevenção Mediata é aquela em que o condutor tem condições de fazer ou não, mas 
que não precise ser todo dia, tais como: 
• Calibragem do pneu estepe. 
• Nível do óleo do motor. 
• Nível da água da bateria. 
• Regulagem dos faróis. 
• Alinhamento e balanceamento das rodas. 
• Verificação de amortecedores e freios. 
• Rodízio dos pneus a cada 10.000 km, no máximo. 
Lembre-se: revisões periódicas mantêm o veículo em boas condições e podem evitar 
sérios sinistros. 
Condições adversas de carga 
No transporte de cargas em geral, ou em qualquer situação que obrigue o condutor a 
dirigir transportando objetos (viagens ou mudanças, por exemplo), a carga 
transportada poderá transformar-se em uma condição adversa, comprometendo a 
segurança. Os motivos mais comuns são: 
• Carga mal distribuída, mal embalada ou acondicionada inadequadamente. 
• Falha na imobilização e amarração dos volumes dentro do compartimento de 
cargas. 
• Desconhecimento do tipo de carga e das suas características. 
• Mau estado da carroceria ou do compartimento de carga. 
Sempre que transportar cargas, o condutor deve observar os seguintes pontos: 
• O volume e o peso devem ser compatíveis com a capacidade do veículo. 
• Não transportar passageiros nos compartimentos de carga ou vice-versa. 
• Certificar-se de que a carga está imobilizada e bem acondicionada. 
Condições adversas do motorista 
A condição adversa do motorista envolve o estado em que este se encontra, ou seja, se 
está física e mentalmente em condições de dirigir um veículo. 
As condições físicas e mentais são muito importantes, pois são elas que alteram o modo 
de dirigir do condutor e sua performance. 
• Condições físicas: fadiga; cansaço; sono; estresse; visão deficiente; audição 
deficiente; perturbação física; estado alcoólico. 
• Condições mentais: estado de tensão emocional; preocupações; 
aborrecimentos; agressividade; medo; pressa; impaciência; distração. 
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Os médicos são unânimes em afirmar que dirigir veículos é um dos mais cansativos e 
exigentes trabalhos no dia a dia do homem moderno. Entretanto, poucos motoristas se 
dão conta do fato, mesmo quando lhes falta convicção para dirigir, de forma consciente 
e concentrada, o seu veículo. 
Dirigindo no trânsito pensando em coisas distintas, conversando, comendo, fumando ou 
ouvindo rádio, o motorista torna-se vulnerável e é inevitável a fadiga. Com ela vêm as 
agressões, o que aumentam ainda mais a estafa. 
Antes de chegar a esse ponto, é importante que você tenha consciência de que está 
colocando em risco a sua segurança e a dos outros também. 
Dicas de segurança: 
• Somente dirija o veículo quando estiver descansado. 
• Dirija sempre defensivamente. 
• Não coma, beba ou fume durante o trajeto. 
• Ajuste o volume do som para que seja possível ouvir as indicações acústicas do 
trânsito. 
• Em viagens prolongadas, use roupas confortáveis. 
• Ao menos a cada 2 horas de viagem, tire de 5 a 10 minutos de descanso. 
• Planeje tempo suficiente para efetuar o trajeto com folga, considerando possíveis 
imprevistos. 
• Evite dirigir se sentir que está irritado, preocupado ou ansioso. 
Cuidados adicionais: 
Com o avançar da idade, certos reflexos do nosso organismo tendem a diminuir a 
intensidade, como, por exemplo, o tempo de percepção, reação, visão e audição. 
Um exame médico regular pode ajudar a detectar doenças. Consulte periodicamente um 
oftalmologista para controlar sua capacidade visual. Não se esqueça de que 
medicamentos podem ter efeito no seu comportamento no volante do veículo. 
Aconselhe-se com seu médico a respeito.O condutor deve ficar atento a possíveis mudanças em seu comportamento, pois 
transita em um espaço público e a sua conduta poderá prejudicar ou facilitar a 
locomoção de outras pessoas. 
Bebidas alcoólicas 
A relação álcool-volante revela facetas cruéis. Em cerca de 75% dos sinistros com 
vítimas fatais nas ruas e rodovias de nosso país existe um motorista alcoolizado 
envolvido. 
O Brasil está no topo da lista de países com maior número de sinistros de trânsito no 
mundo. Resultam da milhares de pessoas feridas, inválidas e mortas. 
Uma parcela do álcool introduzida no organismo é absorvida pela mucosa da boca. A 
grande maioria, porém, é absorvida pelo estômago e intestino delgado. 
Quando chega ao estômago, o álcool é rapidamente absorvido e transportado para a 
corrente sanguínea. A dosagem alcoólica distribui-se por todos os órgãos e líquidos 
orgânicos, mas concentra-se elevadamente no cérebro. O processo de absorção do 
álcool no organismo é rápido (90% em uma hora), porém, a eliminação total é lenta, 
processo que demanda de 6 a 8 horas e não pode ser acelerado por exercícios físicos, 
café forte, banho frio ou remédios. Esses recursos populares conseguem apenas 
transformar um ébrio sonolento em um bêbado bem acordado. 
O álcool na corrente sanguínea provoca o afrouxamento da percepção e o retardamento 
dos reflexos. A dosagem excessiva conduz à perigosa diminuição da percepção e à total 
lentidão dos reflexos, diminuindo a consciência do perigo. 
Todo condutor em estado de embriaguez, mesmo que leve, compromete sua segurança, 
a dos demais usuários da via e a dos passageiros, que estão apostando suas próprias 
vidas nas condições desse motorista. 
Dicas de segurança: 
• Não beba antes de dirigir, os efeitos do álcool são mais fortes se você estiver em 
jejum. 
• Não deixe a pessoa que estiver ao volante ingerir bebida alcoólica. Se você 
pretende consumir bebidas alcoólicas procure um táxi, ônibus ou pegue carona 
com quem não bebe. 
• Ao sair da festa não aceite carona de quem bebeu mas se considera apto a dirigir. 
Nessa hora, os mais confiantes são os que correm maiores riscos. 
• Se você ingeriu bebida alcoólica, o único remédio é o tempo. Para cada dose 
ingerida você deve esperar uma hora para que o álcool seja diluído pelo 
organismo. 
• Não se engane. Café e banho gelado não conseguem eliminar os efeitos do álcool. 
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Lei Seca nº 12.760/12 
Pune o condutor que dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância 
psicoativa que determine dependência, em R$ 2.934,70 – esse valor é dobrado 
novamente caso o motorista tenha cometido a mesma infração nos 12 meses anteriores. 
O condutor que apresentar qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por 
litro de ar alveolar terá o documento de habilitação recolhido e o veículo retido, além de 
ficar proibido de dirigir por 1 ano. Qualificará crime de trânsito, com pena de detenção 
de 6 meses a 3 anos, o condutor que apresentar concentração igual ou superior a 6 
decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool 
por litro de ar alveolar ou sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo CONTRAN, 
alteração da capacidade psicomotora. A norma ainda estabelece como provas de 
embriaguez ao volante o teste de alcoolemia, o exame clínico, a perícia, o vídeo, a prova 
testemunhal ou outros meios de prova em direito admitidos. 
Artigo 165 C.T.B.: dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância 
psicoativa que determine dependência. 
Artigo 165-A C.T.B.: recusar-se a ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro 
procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa. 
Penalidade: multa (10 vezes) 
R2.934,70esuspensa~ododireitodedirigirpor12meses.∗∗Medidaadministrativa:∗∗recolh
imentododocumentodehabilitac\ca~oeretenc\ca~odoveıˊculoateˊaapresentac\ca~odec
ondutorhabilitadoquetambeˊmseraˊsubmetidoaˋfiscalizac\ca~o.∗∗Paraˊgrafouˊnico:∗∗a
plica−seamulta(emdobro)R2.934,70esuspensa~ododireitodedirigirpor12meses.∗∗Medidaa
dministrativa:∗∗recolhimentododocumentodehabilitac\c a~oeretenc\c 
a~odoveıˊculoateˊaapresentac\c 
a~odecondutorhabilitadoquetambeˊmseraˊsubmetidoaˋfiscalizac\c 
a~o.∗∗Paraˊgrafouˊnico:∗∗aplica−seamulta(emdobro)R 5.869,40 prevista neste artigo em 
caso de reincidência no período de até 12 meses. 
É obrigatória a realização do exame de alcoolemia para as vítimas fatais de sinistros de 
trânsito. 
Outras substâncias tóxicas 
O consumo de algumas substâncias afeta negativamente o estado físico e mental, bem 
como o modo de dirigir do condutor. Alguns remédios usados, mesmo por 
recomendação médica, alteram o estado geral e prejudicam o desempenho ao volante. 
Ex.: remédios para emagrecer, calmantes ou antialérgicos, remédios para se manter 
acordado (rebite). 
O rebite é usado como um estimulante evitando que o motorista sinta sono. Mas, 
quando o efeito passa, todo o cansaço aparece e é comum o motorista acabar dormindo. 
Efeitos do uso de rebite: dilatação das pupilas, dor de cabeça, tontura, aumento de 
batimento cardíaco e de pressão arterial, nariz e boca ressecados, perda de peso e 
desnutrição, ansiedade, problemas gástricos, lesões irreversíveis no cérebro, confusão 
de pensamento, etc. 
Automatismos 
É a constante repetição de movimentos ou procedimentos adquiridos pela prática na 
direção do veículo. São gestos ou ações feitas pelo motorista sem que ele pense nelas. 
• Exemplos de automatismos corretos: engrenar as marchas corretamente e no 
tempo certo, dirigir com a cabeça voltada para frente, posicionar o corpo 
corretamente. 
• Exemplos de automatismos incorretos: deixar de sinalizar ao fazer uma 
parada ou mudança de direção, andar com o pé apoiado no pedal da embreagem, 
inclinar a cabeça (principalmente nas curvas), posicionar o corpo 
incorretamente, provocando desequilíbrio e descontrole dos comandos, segurar 
o volante de maneira incorreta, levando à falta de domínio da direção. 
Lembre-se: por mais atento que você esteja ao dirigir um veículo, vão existir, num 
breve espaço de tempo, situações impossíveis de prever ou observar. Fique atento e 
evite automatismos incorretos ao volante. 
Condições adversas de passageiro 
O comportamento do passageiro também poderá afetar diretamente na segurança, 
quando de alguma forma conseguir tirar a sua atenção tornando-se também uma 
condição adversa, por exemplo: barulho, desordem ou brigas entre os ocupantes. Nunca 
permita que o comportamento do passageiro tire a sua atenção enquanto conduzir um 
veículo. 
Cada passageiro possui a sua particularidade, porém, o condutor necessita de uma 
prudência especial para cada um deles para que a sua viagem não se torne um pesadelo. 
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Prevenção de sinistros 
Ver, pensar e agir com conhecimento, rapidez e responsabilidade são os princípios 
básicos de qualquer método de prevenção de sinistros. 
Tão importante quanto ver o perigo é reconhecê-lo. Antecipe as situações de perigo a 
que esteja exposto e analise qual a melhor solução para cada uma delas. À ideia é nunca 
ser pego de surpresa. Procure saber como agir nas situações de risco, pois para cada 
perigo no trânsito existem defesas específicas para se enfrentar. Não perca tempo, aja 
na hora certa. 
Lembre-se: grande parte dos sinistros ocorre porque o motorista, mesmo percebendo o 
perigo, fica esperando que o outro tome uma atitude. 
Colisão com veículo da frente 
Acontece quando o condutor colide com o veículo que está imediatamente à sua frente 
no mesmo sentido de direção. O motorista defensivo precisa ter tempo e espaço 
suficientes para realizar as manobras. 
Como evitar a colisão com o veículo da frente: 
• Esteja atento: nunca desvie a atenção do que está acontecendo em volta e 
observe os sinais do condutor da frente, tais como luz de freio, seta, pisca-pisca e 
sinalização com os braços, pois indicam o que ele pretende fazer. 
• Controleda situação: procure ver além do veículo da frente para identificar 
situações que possam obrigá-lo a realizar manobras bruscas sem sinalizar, 
verifique a distância e o deslocamento também do veículo de trás e ao seu lado, 
para poder tomar a decisão mais adequada, se necessário, em uma emergência. 
• Mantenha distância: deve-se manter uma distância segura do veículo da frente. 
Lembre-se de que com chuva ou pista escorregadia essa distância deve ser maior 
que em condições normais. 
Na cidade, a uma velocidade reduzida de aproximadamente 40 km/h no máximo, a 
distância pode ser de mais ou menos dois veículos de distância do veículo da frente. Nas 
rodovias, deve-se seguir a regra dos 2 segundos (maiores detalhes na página 55). Em se 
tratando de estacionamento ou parada em semáforo e/ou parada obrigatória, a 
distância correta e segura é: olhe para a traseira do veículo da frente; se não enxergar os 
pneus, só o para-choque, é porque está perto demais. 
Se o seu veículo tiver o dispositivo ABS, basta pisar fundo e forte, sem aliviar a pressão 
no pedal (mesmo que ele trepide, o que é normal), até o carro parar ou atingir uma 
velocidade adequada. Se não tiver o ABS, procure dosar a pressão no pedal, pisando e 
aliviando um pouco sempre que sentir que as rodas estão na iminência de travar (o que 
pode desgovernar o carro). Não desvie simplesmente. Você pode fechar ou atingir outro 
carro. 
Colisão com veículo de trás 
Uma das principais causas desse tipo de colisão é motivada por motoristas que dirigem 
"colados" ao veículo da frente, uma vez que nem sempre se pode escapar dessa situação, 
principalmente em uma emergência. 
A primeira atitude do condutor defensivo é livrar-se do condutor que o segue à curta 
distância, reduzindo a velocidade ou deslocando-se para outra faixa de trânsito mais à 
direita ou ao acostamento, levando-o a ultrapassá-lo com segurança. 
Como evitar colisão com o veículo de trás: 
• Planeje o que fazer: não fique indeciso quanto ao percurso, entradas ou saídas 
que irá usar. Planeje antes o seu trajeto para não confundir com manobras 
bruscas o condutor que vem atrás. 
• Sinalize suas atitudes: informe por meio de sinalização correta e dentro do 
tempo necessário o que você pretende fazer, para que os outros condutores 
também possam planejar suas atitudes. 
• Pontos cegos: são regiões da via em que veículos podem ficar escondidos 
momentaneamente do campo de visão dos espelhos, levando a situações de risco 
no trânsito. Para minimizar esse problema ajuste os espelhos externos e internos 
para que se tenha um maior campo de visão traseira e lateral do veículo. 
• Pare aos poucos: alguns condutores só se lembram de frear após o cruzamento 
aonde deveriam entrar. Isso é muito perigoso, pois obriga os outros condutores a 
frear bruscamente, e nem sempre é possível evitar a colisão. 
• Livre-se dos colados à sua traseira: use o princípio da cortesia e favoreça a 
ultrapassagem dos "apressadinhos", mantendo sempre as distâncias 
recomendadas para sua segurança. 
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Colisão frente a frente 
É um dos piores tipos de sinistro, pois em poucos segundos os veículos se transformam 
em ferro torcido, envolvendo os motoristas e ocupantes de tal maneira que raramente 
escapam com vida. Vários são os fatores que ocasionam esse tipo de sinistro e quase 
todos eles são os descumprimentos das leis de trânsito ou de normas de direção 
defensiva. 
Ingestão de bebida alcoólica, excesso de velocidade, dormir ao volante, problemas com 
o veículo ou distração do motorista são apenas alguns desses fatores. 
Como evitar colisão frente a frente: 
• Evite ultrapassagens perigosas: em locais de pouca visibilidade, em curvas e 
locais proibidos por sinalização. Para efetuar uma ultrapassagem com segurança, 
verifique sempre se o tempo e o espaço de que você dispõe são suficientes para 
realizar a manobra. 
• Cuidado com as curvas: vários fatores, como: velocidade, tipo de pavimento, 
ângulo da curva e condições do veículo e do motorista são fatores que podem 
determinar a saída do seu veículo da sua faixa de direção, indo chocar-se com 
quem vem no sentido contrário, causando um sinistro grave. Nas curvas, reduza 
sempre a velocidade e mantenha-se atento. 
• Atenção nos cruzamentos: esses sinistros ocorrem nas manobras de virar à 
direita ou à esquerda, não observar o semáforo ou a preferência de passagem no 
local, assim como a travessia de pedestres. Espere com calma e só realize a 
manobra nos locais permitidos e com segurança. 
Use sempre o cinto de segurança, pois na maioria desses sinistros, por força do impacto, 
o motorista ou os passageiros podem ser projetados para fora do veículo através do 
para-brisa ou das portas. 
Choque com objetos fixos ou colisão misteriosa 
É o tipo de sinistro que envolve apenas um condutor com veículo em movimento. 
Chama-se "misterioso" o sinistro cuja causa o condutor, quando consegue sobreviver, 
não sabe explicar a ocorrência. É ocasionado geralmente por culpa do próprio condutor, 
por mais golpe de vista, quando cansado ou com sono, sob influência de álcool ou 
medicamentos, excesso de velocidade, desrespeito às leis e à sinalização de trânsito. 
Para evitar esses sinistros, o condutor defensivo deve tomar as seguintes precauções: 
• Fazer revisão periódica no veículo. 
• Não insistir em dirigir quando estiver cansado ou indisposto. 
• Redobrar a atenção e reduzir a velocidade sob condições adversas. 
Colisão nas ultrapassagens 
São ocasionadas por ultrapassagens malfeitas aliadas ao excesso de velocidade. 
É durante as ultrapassagens que acontece o maior número de sinistros nas estradas, 
principalmente por imprudência e falta de perícia durante sua execução. Procure ser 
sempre preciso ao calcular a velocidade e a distância. Na dúvida, não ultrapasse! 
Como evitar colisão nas ultrapassagens: 
• Obedeça à sinalização da pista, sempre dê seta antes para indicar seus 
movimentos e só ultrapasse pela esquerda, nunca pelo acostamento. 
• Se necessário, buzine levemente para avisar o carro que está ultrapassando e 
mantenha uma distância segura dele. Volte logo à sua faixa. 
• Não ultrapasse nunca em curvas e aclives, a não ser que tenha total visibilidade 
da pista contrária, nem quando a faixa amarela que divide a pista for contínua. 
• Na chuva, a atenção tem de ser redobrada. 
• Só faça uma ultrapassagem com absoluta certeza de que conseguirá completá-la 
sem colocar em risco sua segurança e a dos demais veículos. 
• Ao ser ultrapassado, não tente apostar corrida e facilite a manobra, diminuindo 
sua velocidade até que o outro carro passe e atinja uma distância segura. 
• Deve-se ter bastante atenção ao ultrapassar ou ao ser ultrapassado por um 
caminhão ou ônibus. Veículos pesados provocam grande deslocamento de ar, que 
faz com que seu carro balance. 
• Segure o volante com firmeza e mantenha a trajetória mais reta possível. 
Colisão em cruzamentos e abalroamento 
Geralmente é em cruzamentos, entradas e saídas de veículos que acontece a maioria dos 
sinistros. Para evitar esse tipo de colisão, é necessário: 
• Obedecer à sinalização. 
• Respeitar a preferência de quem transita por via preferencial ou que já esteja 
transitando em rotatórias. 
• Dar preferência para pedestres e veículos não motorizados. 
• Cuidar com os procedimentos de convergência, tanto à esquerda quanto à 
direita. 
Em cruzamentos, mesmo que seja sua preferência, reduza a velocidade e olhe para 
todos os lados antes de cruzá-lo. 
Abalroamento é o tipo de colisão que atinge veículos nas suas laterais. Os locais mais 
propícios para que os abalroamentos aconteçam são os cruzamentos, devido à má 
visibilidade, ao desconhecimento das preferências ou às manobras inesperadas de 
veículos ou pedestres, que causam surpresa ao condutor. As manobras de conversão à 
esquerda são as causas da maioria dos abalroamentos. Nas conversões à direita, o risco 
de abalroamento são menores. Deve-sedar espaço necessário para fazer as manobras. 
Colisão com pedestres / atropelamento 
O pedestre é o usuário mais importante da via pública e, no entanto, é o mais indefeso, 
principalmente crianças, idosos e portadores de deficiência física e necessidades 
especiais. 
Os atropelamentos são responsáveis por 36% das mortes nas estradas brasileiras. O 
pedestre só tem chance de sobreviver se o veículo estiver a 30 km/h. Se o motorista 
estiver a 40 km/h, a chance de óbito vai para 15%. A 60 km/h, a chance de morte cresce 
assustadoramente, vai para 70%. E, caso o pedestre seja apanhado a 80 km/h, 
provavelmente não terá qualquer chance de sobreviver. 
Na dúvida, sempre dê preferência aos pedestres. Respeite e obedeça à faixa de travessia, 
onde eles têm toda a prioridade. No trânsito, esteja sempre atento em ruas e avenidas 
movimentadas para conseguir prever as atitudes que o pedestre tomará e, assim, poder 
reagir a tempo, sobretudo se forem crianças, que podem atravessar na sua frente 
inesperadamente. 
Como evitar atropelamentos: 
• Respeite os limites de velocidade. 
• Obedeça aos sinais luminosos, principalmente não avançando os sinais 
vermelhos. 
• Pare ou reduza a velocidade antes das faixas de pedestres. Lembre-se de que a 
preferência é sempre do pedestre. 
• Reduza a velocidade em locais com muito movimento de pedestre, mesmo que a 
pista esteja livre. Mais atenção ainda ao passar por locais próximos a escolas, 
hospitais, praças, shopping centers, estacionamentos e áreas residenciais. 
• Tenha atenção especial nas paradas de ônibus, pois o pedestre pode tentar 
atravessar a via pela frente do mesmo, repentinamente. 
• Fique alerta ao pedestre, porque ele pode aparecer subitamente. Tenha atenção 
especial para com idosos e deficientes físicos. Lembre-se de que as crianças 
podem correr atrás de bolas, pipas ou animais de estimação. 
• Redobre o cuidado e manobre devagar, caso precise dar marcha a ré em 
garagens ou em locais com crianças, tais como praças, escolas, áreas residenciais. 
Por terem baixa estatura, as crianças ficam fora do seu campo visual e dos 
espelhos retrovisores. 
• Não estacione em calçadas nem obstrua a passagem dos pedestres. 
• A circulação de pedestres em vias rurais (rodovias) deve ser feita pelo 
acostamento. Caso não exista acostamento, o pedestre circulará pela borda da 
pista, em sentido contrário ao fluxo de veículos. 
Art. 311 – C.T.B.: trafegar com a velocidade incompatível com a segurança nas 
proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de 
passageiros, logradouros estreitos ou onde haja grande movimentação ou concentração 
de pessoas é considerado crime de trânsito com penas de detenção, de 6 meses a 1 ano, 
ou multa. 
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Colisão com motocicletas 
Motocicletas e similares fazem parte integrante do trânsito e seus condutores devem 
obedecer sempre à sinalização e às leis de trânsito, mas isso nem sempre ocorre. Muitos 
condutores desse tipo de veículo costumam ter comportamentos que põem em risco a 
segurança do trânsito e dos usuários da via 
 
Colisão com motocicletas 
Não se esqueça de que a motocicleta é também um veículo (como caminhão, carro, 
ônibus), estando o motociclista sujeito a direitos e deveres como qualquer outro 
condutor. 
Esteja alerta em relação a eles. Aumente a distância entre você e ele e, na ultrapassagem, 
observe a mesma distância e os procedimentos, como se estivesse ultrapassando um 
carro. 
Colisão com bicicletas 
O ciclista com o seu veículo não motorizado é frágil e vulnerável. No entanto, tem a 
preferência sobre os veículos automotores. Para evitar que você se envolva nesse tipo 
de sinistro, o melhor é ficar atento, checar constantemente os retrovisores, tendo 
cuidado com os pontos cegos dos veículos, e anunciar sua presença com leves toques na 
buzina. É importante ter especial atenção, especialmente à noite, pois muitos não usam 
os refletivos previstos em lei. Certifique-se de que o ciclista viu e entendeu sua 
sinalização, mantenha distância e cuidado ao efetuar manobras ou abrir a porta do 
veículo. Uma atitude que favorece a segurança do condutor é guardar a distância 
mínima lateral do ciclista de 1,50 m. 
Ao dirigir um veículo de maior porte, tome todo o cuidado e seja responsável pela 
segurança dos veículos menores, pelos não motorizados e pela segurança dos pedestres. 
Colisão em marcha a ré 
Deve-se tomar algumas precauções ao realizar manobras em marcha a ré, a fim de 
evitar colisões: 
• A marcha a ré deve ser utilizada em pequenas manobras. 
• Verificar o espaço da manobra e a ausência de qualquer tipo de obstáculo. 
• Não dar ré em esquinas e lugares de pouca visibilidade. 
• Evitar sair de ré de garagens e estacionamentos. 
• Ter cuidado com objetos, animais e crianças. 
Colisão com animais 
Em muitas estradas brasileiras, principalmente nas zonas rurais, é comum encontramos 
animais de grande porte soltos na pista ou pastando nos acostamentos. Colidir com um 
cavalo é muito pior do que pode parecer. Em muitos casos, a batida pode destruir o 
veículo, com consequências fatais para seus ocupantes. Mas, se engana quem acha que 
só os animais de grande porte são perigosos. Desviar bruscamente de um cachorro 
quando se está a 110 km/h é uma manobra que pode terminar fora da pista. 
Ao avistar animais andando na pista ou nas proximidades, olhe pelo espelho retrovisor 
para verificar se existem carros perto, reduza imediatamente a velocidade e redobre a 
atenção. Procure passar sempre por trás dos bichos. Nunca buzine; isso pode assustá-
los. Da mesma forma, faróis altos à noite podem paralisá-los à sua frente, o que só 
aumenta o risco de sinistro. É preferível parar e esperar que passem, procurando 
sinalizar a outros motoristas sobre o perigo. 
Colisão com trens 
Quando ocorrem é por falta de atenção ou pressa do condutor, mas, tomando alguns 
cuidados, são facilmente evitáveis: 
• Reduza a velocidade quando se aproximar de uma PN (Passagem em Nível - 
cruzamento entre linha férrea e rodovia). 
• Respeite a sinalização, pare, olhe e escute. Tenha certeza de que o caminho está 
livre para atravessar. 
• Atenção: o trem leva a distância de 200 a 300 m para frear totalmente. 
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Curvas 
Ao se aproximar de uma curva, deve-se frear antes, desacelerando o carro. Tente 
aumentar seu raio de curva, ficando o mais possível do lado oposto (se a curva for à 
direita, posicione o carro bem à esquerda, sem invadir a outra faixa; aproxime-se do 
acostamento se a curva for para o outro lado), até que comece a entrar nela. Só então 
retome a aceleração de forma gradativa, deslocando o carro para o centro da pista. Isso 
ajuda a dar mais aderência ao veículo. 
Não faça a curva dando golpes bruscos ou soquinhos no volante. Vire a direção com 
suavidade até o ângulo certo e nunca freie no meio da curva. Ao frear na curva, o carro 
perde a aderência ao solo porque a força centrífuga tende a jogá-lo para fora da pista. Se 
entrar rápido demais, tire o pé do acelerador e reduza a marcha, mesmo que o motor 
suba de rotação. Apenas nessa situação, com maior controle do carro, você poderá usar 
moderadamente o freio. 
Força centrífuga é a força que tende a jogar o carro para fora da curva. Já a força 
centrípeta é a força que tende a jogar o carro para dentro da curva. 
Sub e sobre esterçamento do veículo (força da física que opera dentro do veículo): 
• Comportamento subesterçante: é a perda de aderência das rodas dianteiras do 
veículo. O veículo tende a sair de frente e você não consegue fazer a curva. 
• Comportamento sobresterçante: é a perda de aderência das rodas traseiras do 
veículo. Isso ocorre quando se pisa no freio no momento em que se está fazendo 
uma curva com grande risco de sair de traseira e podendo então rodar, ou 
mesmo capotar o veículo. 
• Como evitar estes comportamentos: é importante manter a suspensão do 
veículo, a calibragem, o alinhamento e o balanceamentodos pneus verificados 
periodicamente. Nunca entrar nas curvas em alta velocidade. 
Lembre-se: capotamento é um sinistro em que o veículo gira sobre si mesmo em 360 
graus ou mais. Quando menor que 360 graus, é um tombamento. 
Maneiras de dirigir 
A maneira de conduzir o veículo é um dos grandes causadores de sinistros no trânsito. 
Por exemplo, o uso de celular na direção do veículo é a terceira maior causa de mortes 
no trânsito, atrás apenas do excesso de velocidade e do consumo de álcool pelos 
motoristas. 
Os motivos para o volante escapar das mãos do motorista são os mais variados e, dentre 
os mais comuns, estão: dirigir apenas com uma das mãos; apanhar objetos no veículo 
em movimento; acender cigarros; efetuar manobras bruscas com o veículo; falar ou 
digitar mensagens no celular; e ajustar o rádio. 
Comportamento ao volante: 
• Segure sempre o volante com as duas mãos. 
• Não fale (mesmo no modo viva-voz) ou digite mensagens no celular enquanto 
estiver dirigindo. 
• Não fume com o veículo em movimento. 
• Não se curve para apanhar objetos com o veículo em movimento. 
• Tenha reflexo em situações de risco. 
Art. 252 V – C.T.B.: dirigir o veículo segurando ou manuseando telefone celular. 
Infração: gravíssima. Penalidade: multa R$ 293,47. 
Comportamentos seguros no trânsito 
• Fique atento: o condutor de um veículo deve se manter em estado de alerta 
permanente durante todo o tempo que se encontrar ao volante, mantendo-se 
consciente de que sempre se está correndo risco de um possível sinistro. Ele 
também precisa desenvolver a habilidade de prever eventualidades no trânsito e 
preparar-se para elas. Outra habilidade é com o volante. O motorista tem que 
saber realizar, com perfeição, as manobras básicas de trânsito, como curvas, 
ultrapassagens, mudanças de velocidade e estacionamento. 
• Distância segura: grandes filas de veículos são muito perigosas, principalmente 
quando os carros estão colados. Qualquer freada mais brusca pode iniciar 
colisões sucessivas. Quanto maior a velocidade do tráfego, maior deve ser a 
distância entre carros. Só assim você pode acompanhar, com segurança e a 
tempo, as evoluções do tráfego. Mantenha uma distância segura do veículo da 
frente. Uma boa distância permite que você tenha tempo de reagir e acionar os 
freios diante de uma situação de emergência e que também haja tempo para que 
o veículo, uma vez freado, pare antes de colidir. 
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Em condições normais da pista e do clima, o tempo necessário para manter a distância 
segura é de, aproximadamente, 2 segundos. Existe uma regra simples, regra dos 2 
segundos, que pode ajudar você a manter a distância segura do veículo da frente: 
1. Escolha um ponto fixo à margem da via, como uma árvore, poste, placa, etc. 
2. Quando o veículo que vai à sua frente passar pelo ponto fixo, comece a contar. 
3. Conte 2 segundos pausadamente. Uma maneira fácil é contar 6 palavras em 
sequência: "cinquenta e um, cinquenta e dois". 
4. A distância entre o seu veículo e o que vai à frente será segura se o seu veículo 
passar pelo ponto fixo após a contagem de 2 segundos. 
5. Caso contrário, reduza a velocidade e faixa nova contagem. Repita até 
estabelecer a distância segura. Para veículos com mais de 6 metros de 
comprimento ou sob chuva, aumente o tempo de contagem: "cinquenta e um, 
cinquenta e dois, cinquenta e três". 
Como parar 
O condutor defensivo deve conhecer os tipos de paradas do veículo, tempo e distância 
necessários para cada uma delas, a fim de evitar sinistros. 
• Distância de seguimento: é a distância entre seu veículo e o que segue à frente, 
de forma que você possa parar, mesmo em uma emergência, sem colidir com a 
traseira do outro. 
• Distância de reação: é aquela em que seu veículo percorre desde a percepção 
do perigo até o momento que pisa no freio. 
• Distância de frenagem: é aquela em que o veículo percorre a partir do 
momento que o sistema de freio é acionado até a parada total do veículo. 
• Distância de parada total: é aquela em que o seu veículo percorre desde a 
percepção do perigo até parar, ficando a uma distância segura de outro veículo, 
pedestre ou qualquer objeto na via. 
Distância de parada total = Distância de reação + Distância de frenagem 
Dicas para dirigir com segurança, evitando sinistros 
• Observe o que está acontecendo além de seu veículo, à frente. Guarde distância 
do veículo que está à sua frente. Fique de olho no veículo que vem atrás e, caso 
ele esteja muito próximo, mude de faixa, com segurança. 
• Não manobre o veículo em marcha a ré em vias de grande movimentação ou 
próximo a curvas. 
• Fique atento a todos os movimentos ao seu redor. Em zonas rurais, fique atento, 
pois geralmente os motoristas dirigem mais devagar. Atenção também para com 
os animais e os pedestres. 
• Reduza a velocidade próximo a escolas, hospitais e outros locais de grande 
concentração de pessoas. É possível prever, por exemplo, que na frente de algum 
veículo parado exista uma pessoa que pode atravessar a rua, de repente. 
Velocidades extremamente baixas, sem causa justificada, também são perigosas. 
Sinalize antes de reduzir sua velocidade, evitando freadas bruscas. 
• Ao transitar por percursos desconhecidos, reduza a velocidade para evitar 
surpresas, como buracos, lombadas, curvas perigosas, etc. 
• A ingestão de bebidas alcoólicas retarda os reflexos. Evite beber antes de dirigir. 
• Não dê chances para o imprevisível, como, por exemplo, tentar ultrapassar em 
trechos proibidos. 
• Use o cinto de segurança. Exija o uso, também, de passageiros que viajam ao seu 
lado e no banco de trás. 
• Cuide de seu veículo. 
• O simples fato de manusear o celular enquanto dirige é considerado infração, 
além de prejudicar sua atenção, suas reações ficam mais lentas e isso propicia a 
ocorrência de sinistros. 
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Símbolo para condutores com deficiência auditiva 
A utilização do símbolo no veículo é facultativa e voluntária tendo como objetivo alertar 
aos demais condutores a presença de pessoa com deficiência auditiva ao volante. O 
símbolo deve ser fixado no vidro traseiro do veículo, para informar que qualquer 
solicitação deva ser feita por meio dos faróis altos. 
O adesivo também pode ser colocado no vidro dianteiro, para facilitar a sua 
identificação. 
Direção defensiva para motociclistas 
Um levantamento da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego mostra que, de 
cada 10 leitos de UTIs no país, 8 são ocupados por vítimas de sinistros de trânsito. A 
maioria são motociclistas. A direção defensiva para motociclistas visa melhorar a 
formação do condutor de veículo automotor, em particular o motociclista, reforça e 
inclui conteúdos específicos à formação de condutores motociclistas, conforme a 
Resolução nº 789/20 - CONTRAN. 
Uma vez envolvido em um sinistro, pouco importa saber quem tinha razão ou cometeu o 
erro, o motociclista sempre levará a pior. Portanto, aprenda e esteja preparado para 
identificar e prevenir-se dos perigos que estão à sua volta, antecipando-se aos erros e 
imprudências dos outros e, dessa forma, pilotando defensivamente. 
Uso correto dos equipamentos de segurança 
Os equipamentos de proteção e vestimentas são indispensáveis para pilotar uma 
motocicleta e devem ser adequados para garantir o conforto e a segurança do 
motociclista, do passageiro e da motocicleta. 
Capacete motociclístico: tem a finalidade de proteger a calota craniana, devendo ser 
calçado e fixado na cabeça do usuário, de forma que fique firme, com o tamanho 
adequado. Encontrados nos tamanhos desde o 50 até o 64. 
Tipos de capacete: 
• Capacete integral (fechado) com viseira 
• Capacete integral sem viseira e com pala (Uso obrigatório de óculos) 
• Capacete misto com queixeira removível, com pala e sem viseira (Uso 
obrigatório de óculos) 
• Capacete aberto (jet) sem viseira (com ou sem pala) (Uso obrigatório de 
óculos) 
Dê preferência a cores claras e refletivas. Vermelhoe amarelo são as cores que mais 
facilitam a percepção de sua presença. Evite comprar um capacete da mesma cor que a 
moto, pois a diferença de cores ajuda na visualização do conjunto moto e motociclista. 
A Resolução nº 960/22 - CONTRAN disciplina o uso de capacete para condutor e 
passageiro de motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos motorizados e 
quadriciclos motorizados. 
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Regras para uso do capacete: 
• É obrigatório, para circular nas vias públicas, o uso de capacete motociclístico 
pelo condutor e passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo 
motorizado e quadriciclo motorizado, devidamente afixado à cabeça pelo 
conjunto formado pela cinta jugular e engate, por debaixo do maxilar inferior. 
• O capacete motociclístico deve estar certificado por organismo acreditado pelo 
INMETRO. 
• Para fiscalização, as autoridades de trânsito ou seus agentes devem observar: 
o Se o capacete motociclístico utilizado é certificado pelo INMETRO. 
o Se o capacete motociclístico está devidamente afixado à cabeça. 
o A aposição de dispositivo retrorefletivo de segurança nas partes laterais e 
traseira do capacete motociclístico. 
o A existência do selo de identificação da conformidade do INMETRO, ou 
etiqueta interna com a logomarca do INMETRO, podendo esta ser afixada 
no sistema de retenção. 
o O estado geral do capacete, buscando avarias ou danos que identifiquem a 
sua inadequação para o uso. 
• O condutor e o passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo 
motorizado e quadriciclo motorizado, para circular na via pública, deve utilizar 
capacete com viseira, ou na ausência desta, óculos de proteção, em boas 
condições de uso. 
É proibido o uso de: 
• Óculos de sol, óculos corretivos ou de segurança do trabalho (EPI) de forma 
singular, em substituição aos óculos de proteção. 
• Quando o veículo estiver em circulação, a viseira ou óculos de proteção devem 
estar posicionados de forma a dar proteção total aos olhos. 
• Quando o veículo estiver imobilizado na via, independentemente do motivo, a 
viseira pode ser totalmente levantada, devendo ser imediatamente restabelecida 
à posição frontal aos olhos quando o veículo for colocado em movimento. 
• A viseira deve estar abaixada de tal forma que possibilite a proteção total frontal 
aos olhos. 
• No período noturno, é obrigatório o uso de viseira no padrão cristal. 
• É proibida a aposição de película na viseira do capacete e nos óculos de proteção. 
Dispositivos retrorefletivos de segurança 
O capacete deve contribuir para a sinalização do usuário diuturnamente, em todas as 
direções, por meio de elementos retrorefletivos. 
O elemento retrorefletivo deve ter uma superfície de pelo menos 18 cm² e assegurar a 
sinalização em cada lado do capacete: frente, atrás, direita e esquerda. Em cada 
superfície, de 18 cm², deve ser possível traçar um círculo de 4 cm de diâmetro ou um 
retângulo de superfície de, no mínimo, 12,5 cm² com uma largura mínima de 2 cm. A cor 
dos elementos aplicados no capacete deve ser branca retrorefletiva. 
Capacetes indevidos: uso terminantemente proibido, nas vias públicas, por não 
cumprirem com os requisitos estabelecidos na norma técnica. 
Exemplos de capacetes proibidos: 
• Coquinho Ciclístico 
• EPI - Utilizado em construções 
Equipamentos de segurança 
Existe uma infinidade de equipamentos de proteção que podem auxiliá-lo a pilotar com 
mais segurança: são vestimentas adequadas que diminuem o risco de ferimentos em 
caso de sinistros, por exemplo. 
• Luvas: luvas de couro protegem as mãos de vento, sol e frio e até mesmo bolhas. 
Se você cair da moto, as luvas vão ajudá-lo a evitar cortes e escoriações nas mãos. 
Luvas justas ajudam você a manter a "pegada" firme no guidão. Luvas sem 
costuras prevenirão a formação de bolhas. Canos longos evitarão que o ar frio 
suba. Luvas leves são boas para serem usadas no verão. Luvas mais pesadas, bem 
isoladas, devem ser usadas durante o inverno. 
• Botas: prefira botas que alcancem acima dos tornozelos e protejam o condutor 
de uma série de riscos. Elas protegem os tornozelos das pedras do calçamento e 
de queimaduras diversas. Botas com solas de borracha e saltos baixos permitirão 
que você obtenha um apoio firme sobre o piso e ajudarão a manter os pés sobre 
os seus apoios. Cuidados especiais devem ser tomados com os cadarços dos 
calçados para evitar que enrosquem na moto. Nunca pilote usando chinelos. 
• Roupas: roupas de boa qualidade vão ajudá-lo a se manter confortável enquanto 
estiver pilotando sob condições desfavoráveis. Em caso de sinistros ou quedas, 
roupas de boa qualidade vão evitar ou reduzir os ferimentos. Roupas de couro 
são as favoritas porque duram, são resistentes ao vento e oferecem proteção 
contra o frio. Assegure-se que o material é forte o suficiente para resistir ao 
desgaste. Calças tipo boca de sino, cachecóis que esvoaçam ao vento e itens 
similares devem ser evitados porque podem enroscar na motocicleta. 
• Balaclava: a gorra balaclava tem a função de proteger a região do pescoço do 
frio, porém também já é confeccionada em material resistente a fios de cerol e 
derivados. 
• Roupas contra chuva: são sempre recomendáveis. São compostas de uma ou 
duas peças e fabricadas de diversos materiais; os mais comuns são o cloreto de 
polivinil e o nylon. As cores laranja e amarela são as melhores, devido à maior 
visibilidade. As calças à prova de chuva normalmente têm um elástico na cintura 
e elásticos nas pernas das calças, para se prenderem por baixo das botas. A 
jaqueta deve sempre ter uma gola alta. As aberturas dos punhos devem ser 
mantidas apertadas com elásticos ou com sistemas ajustáveis. 
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Para quem utiliza a motocicleta todos os dias, um conjunto à prova de chuva é 
obrigatório. Um motociclista seco vai se sentir muito mais confortável e ficar muito mais 
alerta do que um motociclista molhado e gelado. O passageiro deve seguir os mesmos 
padrões de vestimenta e equipamentos de segurança que o condutor. 
Transporte de passageiro na motocicleta 
Antes de levar um passageiro, o motociclista precisa ensiná-lo a andar sobre duas rodas: 
segurar-se bem ao motociclista e acompanhar sua inclinação nas curvas. Essas dicas 
servem tanto para andar na cidade quanto nas rodovias e estradas. O passageiro 
também deve usar capacete sempre. Porque é seguro e, sobretudo, porque é lei. Quando 
a motocicleta parar, o passageiro deve manter os pés nas pedaleiras traseiras e avisar o 
piloto de que já está pronto para saltar. O passageiro deve descer primeiro, sempre pelo 
lado esquerdo da moto. Lembre-se: três em uma só moto, nunca. 
Art. 244 II – C.T.B.: conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor transportando 
passageiros sem o capacete de segurança ou fora do assento suplementar colocado atrás 
do condutor ou em carro lateral. 
Infração: gravíssima. Penalidade: multa R$ 293,47 e suspensão do direito de dirigir. 
Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação. 
Postura, estratégias de condução e técnicas de frenagem 
A segurança do motociclista no trânsito, a decisão e a execução de uma manobra com 
perícia exigem mais raciocínio que habilidade. A concentração ao pilotar, associada ao 
conhecimento sobre técnicas de condução, possibilita ao motociclista antever situações 
de risco e tomar decisões conscientes. 
Entre as orientações mais importantes aos motociclistas estão observar e pesquisar o 
ambiente durante alguns segundos, bem como o caminho a ser percorrido, para captar 
possíveis fatores de perigo, e, sobretudo, ao tomar a decisão de ultrapassar, ser rápido e 
firme dentro dos limites de velocidade. Além de antecipar a situação e prever as 
consequências de uma falha, é essencial respeitar os limites impostos pela própria 
motocicleta. Assim como qualquer veículo, a motocicleta não para imediatamente, 
fazendo com que o piloto necessite de tempo e distância adequados para uma frenagemsegura. 
É importante que o motociclista esteja atento ao tempo de reação, que é o tempo que se 
leva entre observar o obstáculo e o acionamento do comando, somado a distância de 
frenagem até a parada total do veículo. Para diminuir a distância de frenagem total, é 
preciso reduzir o tempo de reação para que o acionamento do freio seja feito em 0,8 
segundo, tempo gasto para que os freios sejam acionados em um percurso de até 35 
metros a 100 km/h. 
Técnica de frenagem: 
• Os freios devem ser acionados simultaneamente, em uma proporção de 60% 
para o dianteiro e 40% no traseiro, de forma progressiva. 
• Quanto maior a velocidade, maior deverá ser o percentual de uso do freio 
dianteiro em relação ao traseiro. 
• Os pneus bem calibrados e com a banda de rodagem em bom estado ajudam a 
manter o equilíbrio. 
• Pastilhas e lonas de freio também devem estar dentro dos limites recomendados 
pelo manual do proprietário da motocicleta. 
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Pilotagem em condições adversas 
Conhecer as técnicas de pilotagem segura e empregá-las no momento certo podem fazer 
a diferença na hora de enfrentar uma forte chuva ou mesmo durante a noite. 
É imprescindível que o motociclista saiba como reagir diante de situações de trânsito 
que não dependem dele como, por exemplo, condições desfavoráveis da pista ou do 
clima. 
Pilotagem sob chuva: 
• O atrito do pneu com o solo diminui pela metade. 
• O espaço necessário para parar duplica. 
• Reduza a velocidade e aumente a distância de segurança. 
• Redobre os cuidados no início da chuva, quando a pista está mais escorregadia 
devido à mistura de óleo e poeira. 
• Se possível, aguarde até que a chuva "lave" a pista, melhorando a aderência. 
Pilotagem noturna: 
• Visão reduzida para cerca de 1/6 em comparação com o dia. 
• Alteração na noção de profundidade. 
• Risco de ofuscamento pelos faróis de outros veículos. 
• Reduza a velocidade. 
• Seja o primeiro a utilizar a luz baixa. 
• Semicerre os olhos para se adaptar mais rápido à falta de luz após o 
ofuscamento. 
Terrenos com ondulações e buracos: 
• Levante-se sobre as pedaleiras para absorver impactos. 
• Segure firme no guidão. 
• Mantenha joelhos relaxados junto ao tanque. 
• Use a maneabilidade da moto para desviar de buracos. 
Pilotagem no trânsito urbano: 
• Evite os pontos cegos dos outros veículos. 
• Sinalize todas as manobras com antecedência. 
• Verifique constantemente o pavimento à frente. 
• Em cruzamentos, reduza a velocidade mesmo tendo preferência. 
• Nunca ultrapasse os limites da sua habilidade ou da capacidade da moto. 
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Carga solta e o perigo para o motociclista 
Uma típica situação que pode causar sérios sinistros envolvendo veículos e 
motociclistas, colocando em risco a vida dos envolvidos, é a queda de objetos ou cargas 
de outros veículos. Nessa situação não há muito que o motociclista possa fazer. Sua 
única chance é ficar atento e manter uma distância segura dos veículos "suspeitos" que 
trafegam com cargas soltas ou mal fixadas. 
Alguns tipos de caminhões representam maior risco para o motociclista: 
• Caminhões de lixo: deixam um rastro de chorume, capaz de fazer a moto 
derrapar, principalmente nas curvas. 
• Caminhões basculantes (que transportam pedra e areia): podem espalhar 
pedras na pista ao passar por buracos. 
• Caminhão betoneira: pode espalhar restos de concreto na pista. 
Dicas: 
• Mantenha distância segura. 
• Faça ultrapassagens rápidas. 
• Mantenha a viseira sempre fechada para proteger os olhos de detritos. 
Ver e ser visto 
Usar os olhos corretamente é de importância vital, uma vez que, por meio deles, 
recebemos 90% das informações no trânsito. Como nada garante que os outros estejam 
vendo você, o melhor é confiar apenas em seus próprios olhos. Fique atento aos 
possíveis riscos ao seu redor, a fim de evitá-los. 
Procure sempre enxergar além do carro que está à sua frente. Se ele precisar frear, você 
será capaz de frear quase ao mesmo tempo. Isso evita movimentos bruscos e paradas 
repentinas. 
Atenção ao pavimento: 
• Manchas de óleo, buracos, valetas, pedras, folhas molhadas e poças d'água 
podem provocar quedas. 
• Em duas rodas, seu equilíbrio é frágil. Qualquer irregularidade no pavimento 
pode afetá-lo. 
Dicas de segurança sobre duas rodas 
• Reduza a velocidade: quanto menor a velocidade, maior o tempo para reagir a 
perigos. 
• Atenção e concentração: evite distrações ao pilotar. 
• Respeite a sinalização: conheça e obedeça a todos os sinais e placas. 
• Cuidado nas ultrapassagens: sinalize com antecedência e certifique-se de que 
foi visto. 
• Cuidado com pedestres: lembre-se de que eles têm prioridade, especialmente 
crianças e idosos. 
• Mantenha distância: pelo menos 5 metros do veículo à frente em avenidas e 
rodovias. 
• Posição correta: ambas as mãos no guidão e os dois pés nas pedaleiras. 
• Jamais discuta no trânsito: ignore provocações. 
• Instale antena corta-pipa na motocicleta. 
• Não ultrapasse em: pontes, viadutos, passagens de nível, cruzamentos, trechos 
sinuosos, aclives sem visibilidade, áreas urbanas de rodovias e travessias de 
pedestres (a menos que haja sinalização permitindo). 
CAP 3- PRIMEIRO SOCORROS 
Sinistros podem ocorrer em quase todas as situações e atividades, portanto pessoas estão expostas a 
riscos e sujeitas a ferimentos e traumatismos por eles causados. 
Os lugares especialmente propícios para a ocorrência de sinistros são as casas, as empresas e no 
trânsito. 
No trânsito, milhares de pessoas morrem por ano. Muitos sinistrados também ficam com sequelas 
por não terem recebido socorro adequado a tempo ou por terem sido socorridos de forma 
inadequada. 
O que são primeiros socorros 
Primeiros socorros são os procedimentos de emergência que devem ser aplicados a uma pessoa em 
perigo de vida, visando manter os sinais vitais e evitando o agravamento do seu estado, até que 
receba assistência especializada. 
Deixar de prestar socorro, ou seja, não dar qualquer assistência à vítima de sinistro ou à pessoa em 
perigo iminente, podendo fazê-lo, é crime, segundo o artigo 135 do Código Penal Brasileiro. 
A omissão ou a falta de um pronto-atendimento eficiente são os principais motivos de mortes ou 
danos irreversíveis em vítimas de sinistros de trânsito. 
O que diz o C.T.B. sobre a omissão de socorro: 
Art. 176: deixar o condutor envolvido em sinistro com vítima: 
I. de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo; 
II. de adotar providências, podendo fazê-lo, no sentido de evitar perigo para o trânsito no local; 
III. de preservar o local, de forma a facilitar os trabalhos da polícia e da perícia; 
IV. de adotar providências para remover o veículo do local, quando determinadas por policial ou 
agente da autoridade de trânsito; 
V. de identificar-se ao policial e de lhe prestar informações necessárias à confecção do boletim de 
ocorrência. 
Infração: gravíssima. Penalidade: multa (5 vezes) R$ 1.467,35 e suspensão do direito de dirigir. 
Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação. 
Art. 177: deixar o condutor de prestar socorro à vítima de sinistro de trânsito quando solicitado 
pela autoridade e seus agentes. 
Infração: grave. Penalidade: multa R$ 195,23. 
Art. 301: ao condutor de veículo, nos casos de sinistros de trânsito de que resulte vítima, não se 
impõe a prisão em flagrante nem se exigirá fiança se prestar pronto e integral socorro àquela. 
Art. 304: deixar o condutor do veículo, na ocasião do sinistro, de prestar imediato socorro à vítima 
ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de solicitar auxílio da autoridade 
pública. 
Penas: detenção, de 6 meses a 1 ano ou multa, se o fato não constituir elemento de crime mais grave. 
Parágrafo único: incide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo, ainda que sua 
omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte instantânea ou com 
ferimentos leves. 
Quando devemosprestar socorro 
Vítimas de sinistros necessitam de primeiros socorros quando são incapazes de cuidar da própria 
sobrevivência. Se não houver atendimento de emergência correto, a vítima poderá sofrer danos 
irreversíveis. Ajuda deverá ser oferecida de forma imediata, para que se afaste o perigo de morte e se 
evite o agravamento de uma situação, até que se possa oferecer atenção especializada. 
Não ajudar uma vítima constitui omissão de socorro. 
Na maioria das grandes cidades existem equipes de emergência treinadas para atender vítimas de 
todo o tipo de sinistro. As equipes são compostas por profissionais especializados em socorro de 
emergência. Quando na localidade houver equipes de emergência, acionar imediatamente o socorro 
é uma grande ajuda. 
Primeiros Socorros 
Devemos preferir o socorro especializado, que conta com equipamento e treinamento adequados. 
Mas, ocorrendo situações em que não houver equipes disponíveis ou a gravidade da situação não 
permitir aguardar socorro especializado, então o conhecimento de socorro básico poderá garantir a 
sobrevivência das vítimas. 
Quando realizado sem as técnicas adequadas, o socorro poderá prejudicar a vítima, agravando seu 
estado e provocando danos irreversíveis. 
9 Importância das técnicas de primeiros socorros 
A solidariedade nos impulsiona a ajudar pessoas que se encontram em dificuldades, mas só isso não 
basta. Para realmente ajudar uma vítima de sinistro é preciso prestar um socorro correto e eficaz. 
Dominar as técnicas de primeiros socorros permite-nos ajudar, sem causar danos secundários aos 
pacientes. 
As técnicas de primeiros socorros devem ser adquiridas em treinamentos sob supervisão de um 
instrutor qualificado. Mesmo assim, nenhum treinamento em primeiros socorros dará a qualquer 
pessoa a condição de substituir completamente um sistema profissional de socorro. O contato do 
socorrista com a vítima só deve acontecer se ele estiver preparado para agir, pois caso contrário, em 
vez de ajudar, o procedimento incorreto poderá causar consequências desastrosas. 
9 Procedimentos iniciais 
Tenha em mente a seguinte ordem de procedimento: primeiro a segurança e só depois a vítima. 
Pare o seu veículo em um local seguro e inicie o socorro, tentando identificar e prevenir os principais 
perigos que um sinistro de trânsito pode desencadear, como novas colisões, atropelamentos, 
incêndio, etc. Para evitar que a situação se agrave, é preciso sinalizar o local para não acontecer 
novos sinistros e atropelamentos: acionar o pisca-alerta de veículos próximos ao local, definir uma 
distância para melhor colocação do triângulo, espalhar alguns arbustos ou galhos de árvores na via e 
desligar a chave de ignição e/ou cabos da bateria dos veículos sinistrados. 
Localize as vítimas, quantas e onde estão. No trânsito, vítimas podem ser lançadas para fora do 
veículo, podem estar presas nas ferragens, caídas na pista de rolamento ou em outras situações. 
O local do sinistro pode colocar as vítimas e socorristas sob riscos de novos sinistros, como a 
presença de cabos eletrificados, o derramamento ou vazamento de combustíveis, incêndios, 
materiais tóxicos. Neste caso, é preciso afastar o perigo o mais rápido possível. 
Não fume, não acenda fósforos ou isqueiros para iluminar o local do sinistro, pois se houver 
vazamento de combustível pode ocorrer um incêndio ou explosão. 
Se o sinistro envolver cabos elétricos e estes estiverem sobre o veículo, oriente que os passageiros 
permaneçam no interior do veículo até a chegada do socorro especializado. 
9 Sinalização do local do sinistro 
Sinalize a via conforme a velocidade máxima permitida para o local. 
Tipo de 
via 
Velocidade 
máxima 
permitida 
Distância p/ início 
da sinalização Pista 
seca 
Distância para início da 
sinalização Chuva, neblina, 
fumaça, à noite 
Vias 
locais 
30 km/h 30 passos longos 60 passos longos 
Vias 
coletoras 
40 km/h 40 passos longos 80 passos longos 
Vias 
arteriais 
60 km/h 60 passos longos 120 passos longos 
Vias de 
trânsito 
rápido 
80 km/h 80 passos longos 160 passos longos 
Rodovias 110 km/h 110 passos longos 220 passos longos 
Estradas 
paviment
adas 
60 km/h 60 passos longos 120 passos longos 
Caso encontre uma curva, pare a contagem. Caminhe até o final da curva e, então, recomece a contar 
a partir do zero. Se possível, demarque todo o desvio do tráfego até o sinistro. Mantenha o tráfego 
fluindo. Após o socorro, retire da pista a sinalização e outros objetos que possam representar riscos 
ao trânsito de veículos. 
6.4 Acionamento dos recursos para o socorro 
O quanto antes o socorro for acionado, mais rapidamente a vítima receberá socorro especializado. 
Telefones emergenciais mais comuns e quando acionar: 
Resgate do Corpo de Bombeiros - Telefone 193, quando acioná-lo: 
• Vítimas presas nas ferragens. 
• Qualquer perigo identificado como fogo, fumaça, faíscas, vazamento de substâncias, gases, 
líquidos, combustíveis, ou ainda locais instáveis como ribanceiras, muros caídos, valas etc. 
Em algumas regiões do país o Resgate-193 é utilizado para todo tipo de emergência relacionada à 
saúde. Em outras, é utilizado prioritariamente para qualquer emergência em via pública. 
O Resgate pode acionar outros serviços se houver esta necessidade. 
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU 
Telefone 192, quando acioná-lo: 
• Qualquer tipo de sinistro. 
• Mal súbito em via pública ou rodovia. 
O SAMU foi idealizado para atender qualquer tipo de emergência relacionada à saúde, incluindo 
sinistros de trânsito. Pode ser acionado também para socorrer pessoas que passam mal dentro dos 
veículos. O SAMU pode acionar o serviço de Resgate ou outros, se houver esta necessidade. 
Polícia Militar - Telefone 190, quando acioná-lo: 
• Acione sempre que ocorrer uma emergência em locais sem serviços próprios de socorro. 
Sinistros nas localidades que não possuem um sistema de emergência poderão contar com o 
apoio da Polícia Militar local. Estes profissionais, ainda que sem os equipamentos e materiais 
necessários para o atendimento e transporte de uma vítima, são as únicas opções nesses 
casos. 
Polícia Rodoviária Federal - Telefone 191 ou Estadual - Telefone 198, quando acioná-lo: 
• Acione sempre que ocorrer qualquer emergência nas rodovias. Todas as rodovias devem 
divulgar o número do telefone a ser chamado em caso de emergência. Pode ser da Polícia 
Rodoviária Federal, Estadual, do serviço de uma concessionária ou serviço público próprio. 
Estes serviços não possuem um número único de telefone, variando de uma rodovia a outra. 
Rodovias sob concessão também têm números especiais e equipes de socorro médico. Anote e 
mantenha guardados os números de socorro das rodovias em que você esteja transitando. As 
ligações de emergência podem ser feitas de qualquer telefone. Não é necessário usar cartão, pois as 
ligações são gratuitas. 
• Detalhes a serem informados nas chamadas de socorro: local exato e tipo de sinistro; 
descrição das vítimas (número, sexo, idade aproximada); grau de consciência da vítima; 
gravidade dos ferimentos; condições de trânsito no local. 
• Quando o socorro chegar: procure descrever a ocorrência; informar os primeiros socorros 
que foram aplicados; fornecer ajuda se necessário. 
Ao ajudar em um sinistro, procure se proteger de doenças infectocontagiosas usando luvas. Essas 
doenças, inclusive a AIDS e a hepatite, podem ser transmitidas pelo contato direto com fluidos 
corporais, como sangue e saliva. 
Atendimento às vítimas 
Enquanto o socorro especializado não chegar, devemos tomar algumas precauções básicas. Existem 
critérios internacionalmente aceitos no que se refere à abordagem (atendimento) da vítima. As 
etapas principais são as seguintes: 
Avaliação primária 
Na avaliação primária será feito um rápido exame da vítima obedecendo a uma sequência 
padronizada e corrigindo imediatamente os problemas encontrados. 
Em caso de múltiplas vítimas,para Conduzir 
Ciclomotor – A.C.C. definitiva será conferida ao condutor no término de 1 ano, desde 
que não tenha cometido qualquer infração de natureza grave ou gravíssima ou seja 
reincidente em infração média. O cometimento dessas infrações obriga o candidato a 
reiniciar todo o processo de habilitação. 
A C.N.H. terá validade em todo território nacional (na vigência do exame de aptidão 
física e mental) e equivalerá a documento de identidade mesmo com prazo de validade 
expirado. 
Quando o condutor possuir C.N.H., a A.C.C. será inserida em campo específico, 
utilizando-se para ambas um único registro. 
A identificação da Carteira Nacional de Habilitação expedida e da autoridade 
expedidora serão registradas no RENACH – Registro Nacional de Carteiras de 
Habilitação. 
A cada condutor corresponderá um único registro no RENACH, agregando-se neste 
todas as informações. 
 
Candidato portador de deficiência física 
O Exame de Direção Veicular para candidato portador de deficiência física será 
considerado prova especializada e deverá ser avaliado por uma comissão especial 
integrada por, no mínimo, um examinador de trânsito, um médico perito examinador e 
um membro indicado pelo Conselho Estadual de Trânsito – CETRAN ou Conselho de 
Trânsito do Distrito Federal – CONTRANDIFE, conforme dispõe o inciso VI do artigo 
14 do C.T.B. 
O veículo destinado à instrução e ao exame de candidato portador de deficiência física 
deverá estar perfeitamente adaptado segundo a indicação da Junta Médica 
Examinadora, podendo ser feitos, inclusive, em veículo disponibilizado pelo candidato. 
É de se salientar que a deficiência em si não impede a habilitação. 
Renovação e validade da Carteira Nacional de Habilitação 
A renovação da validade da Carteira Nacional de Habilitação ou a emissão de uma 
nova via será realizada somente após a quitação de débitos constantes no prontuário do 
condutor. 
A validade da Carteira Nacional de Habilitação está condicionada ao prazo de vigência 
do Exame de Aptidão Física e Mental. 
 
O exame de aptidão física e mental, a ser realizado no local de residência ou domicílio 
do examinado, será preliminar e renovável com a seguinte periodicidade: 
 
I. a cada 10 anos, para condutores com idade inferior a 50 anos. 
II. a cada 5 anos, para condutores com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 
anos. 
III. a cada 3 anos, para condutores com idade igual ou superior a 70 anos. 
Quando houver indícios de deficiência física ou mental, ou de progressividade de 
doença que possa diminuir a capacidade para conduzir o veículo, os prazos poderão ser 
diminuídos por proposta do perito examinador. 
O condutor que, por qualquer motivo, adquira algum tipo de deficiência física para a 
condução de veículo automotor, deverá se apresentar ao órgão ou à entidade executiva 
de trânsito do Estado ou do Distrito Federal para submeter-se aos exames necessários. 
Documentos de porte obrigatório – condutor e veículo 
• C.N.H. 
• CNH-e 
• C.R.L.V. 
• CRLV-e 
Autorização para Conduzir Ciclomotor (A.C.C.), Permissão para Dirigir (P.P.D.) ou 
Carteira Nacional de Habilitação (C.N.H.), no original ou versão digital (CNH-e); 
• Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (C.R.L.V.) ou Certificado de 
Licenciamento Anual (C.L.A.), impresso (página única, formato A4) ou versão 
digital (CRLV-e). Para transitar em outro país, o condutor deverá portar 
obrigatoriamente a versão impressa. O porte da C.N.H., CLA ou CRLV serão 
dispensados quando, no momento da fiscalização, for possível ter acesso ao 
devido sistema informatizado para consulta do agente. 
São condições para o licenciamento anual do veículo: 
• A quitação dos débitos relativos a tributos e multas de trânsito e ambientais, 
entre outros, o IPVA e do Seguro SPVAT. 
• Comprovação do atendimento às campanhas de chamamento de consumidores 
para substituição ou reparo de veículos (recall). 
A sigla EAR significa Exerce Atividade Remunerada. Trata-se de uma observação 
complementar às CNHs, destinada aos motoristas que utilizam seu veículo para uma 
atividade remunerada, podendo ser incluída em todas as categorias da CNH. Essa é uma 
exigência do CTB, aplicada a motoristas de aplicativo, entregadores (delivery), 
transportadores de cargas ou passageiros, entre outros. A inclusão da EAR na CNH deve 
ser solicitada ao Detran de sua localidade. Para quem não possui CNH definitiva, a 
inclusão da EAR deverá ser solicitada ao iniciar o processo de habilitação. Após isso, é 
necessário realizar uma avaliação psicológica e pagar as taxas obrigatórias. O condutor 
flagrado utilizando veículo para o exercício de atividade remunerada sem ter a CNH com 
EAR será penalizado com multa (infração gravíssima, Art. 231-VIII do CTB). 
O Seguro SPVAT 
 
O Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito, indeniza 
vítimas de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre: 
• Indenização por morte; 
• Indenização por invalidez permanente, total ou parcial; 
• Reembolso de despesas com: 
 Assistências médicas e suplementares, inclusive fisioterapia, 
medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses, próteses e outras 
medidas terapêuticas, desde que não estejam disponíveis pelo Sistema 
Único de Saúde (SUS) no Município de residência da vítima do acidente; 
 Serviços funerários; 
 Reabilitação profissional para vítimas de acidentes que resultem em 
invalidez parcial. 
O pagamento da indenização do SPVAT será efetuado em favor: 
• Do cônjuge ou da pessoa a ele equiparada e aos herdeiros da vítima, no caso de 
cobertura por morte e de reembolso de despesas com serviços funerários; ou 
• A vítima do acidente de trânsito. 
O Condutor estrangeiro 
O condutor de veículo oriundo de país estrangeiro e nele habilitado, desde que 
penalmente imputável no país, poderá dirigir no Brasil no prazo máximo de 180 dias, 
respeitada a validade da habilitação de origem. Após esse prazo, deverá submeter-se 
aos Exames de Avaliação Psicológica e aptidão Física e Mental, nos termos do artigo 147 
do C.T.B. 
O PID (Permissão Internacional para Dirigir) 
É a emissão da permissão para que um brasileiro possa dirigir no exterior. A PID pode 
ser requerida por condutores habilitados em qualquer categoria (com exceção da 
Autorização para Conduzir Ciclomotores - A.C.C.). O prazo de validade da PID será de no 
máximo 3 anos da data de sua emissão ou até a data de expiração da validade da C.N.H., 
o que ocorrer primeiro, observado o limite máximo de 3 anos. Informe-se no Consulado 
do país em que deseja dirigir sobre as exigências locais. 
O Categorias de habilitação 
 
Há 5 tipos de categorias de habilitação que variam de acordo com a finalidade e o grau 
de responsabilidade exigido por alguns veículos. Os candidatos poderão se habilitar nas 
categorias de A a E, sendo as categorias A e B para primeira habilitação. Os candidatos 
poderão requerer simultaneamente a A.C.C. e a habilitação na categoria B, bem como 
requerer habilitação em A e B. 
 
H
ab
ili
ta
çã
o 
Especificação 
AC
C 
• Ciclomotores; • Bicicletas dotadas originalmente de motor elétrico auxiliar, 
bem como aquelas que tiverem o dispositivo motriz agregado posteriormente à 
sua estrutura, em que se verifique, ao menos, uma das seguintes situações: I. com 
potência nominal superior a 350 W; II. velocidade máxima superior a 25 km/h; 
III. funcionamento do motor sem a necessidade de o condutor pedalar; IV. dispor 
de acelerador ou de qualquer outro dispositivo de variação manual de potência. 
Ca
te
go
ria 
A 
• Veículos automotores, de 2 ou 3 rodas, com ou sem carro lateral ou 
semirreboque especialmente projetado para uso exclusivo deste veículo; • Todos 
os veículos abrangidos pela ACC. Obs.: Não se aplica a quadriciclos, cuja categoria 
é a B. 
Ca
te
go
ria 
B 
• Veículos automotores, não abrangidos pela categoria A, cujo Peso Bruto Total – 
PBTdê preferência àquelas que correm maior risco de morte, como, por 
exemplo, vítimas em parada cardiorespiratória ou que estejam sangrando muito. 
1. Abra a boca da vítima para retirada de prováveis corpos estranhos (secreções, pedaços de 
alimentos, dentes quebrados), tendo o cuidado de não fazer movimentos desnecessários 
com a coluna cervical. 
2. Faça esta manobra: firme a cabeça da vítima com os joelhos ou solicite auxílio. 
3. Projete o maxilar para a frente, agarrando-o firmemente, e logo após para baixo. Essa 
manobra fará com que a boca se abra e possa ser visualizado seu interior, sem causar trauma 
de coluna cervical. 
4. Retire da boca os objetos e prótese dentária, se houver. 
5. Imobilize a coluna cervical, tendo o cuidado de não elevá-la e não colocando nada em baixo 
(proteja-a com uma roupa dobrada); improvise um colar cervical. 
Ouvir, ver e sentir: aproxime-se para escutar a boca e o nariz do sinistrado, verificando também 
movimentos característicos de respiração no tórax e no abdome. 
Muitas vezes, após a desobstrução das vias aéreas, a vítima volta a respirar espontaneamente, não 
havendo necessidade da realização de outras manobras. Nesses casos, é imprescindível que se 
mantenha uma observação cuidadosa até a chegada do serviço de emergência ou até a recuperação 
total. 
6. Se a vítima não estiver respirando após a retirada do corpo estranho, mas estiver com os 
batimentos cardíacos presentes, comece a respiração boca a boca. 
Observe se há elevação do tórax ou do abdome quando você não estiver soprando ar para dentro dos 
pulmões da vítima. 
Circulação: 
1. Verifique se o coração da vítima está batendo. 
2. Utilize os dedos indicador e médio e apalpe a artéria carótida no pescoço ou a artéria 
femural (na virilha). 
3. Se ausentes os batimentos, proceda a reanimação cardiopulmonar (R.C.P.). 
4. Verifique se há hemorragias ou presença de sinais e sintomas que indiquem uma hemorragia 
interna. 
Avaliação neurológica (verificar o nível de consciência): 
1. Se a vítima estiver consciente, pergunte nome, telefone para contato e endereço. Faça 
também perguntas que você possa avaliar se ela está respondendo com coerência. Ex.: Que 
dia é hoje? É dia ou é noite? 
Converse com ela, procure acalmá-la, pergunte onde sente dores e, em caso de suspeita de 
fratura da coluna, pergunte se está sentindo os braços e as pernas. 
Se ela não se comunicar, veja se reage ao estímulo verbal. Se não houver resposta, verifique 
se reage ao um estímulo tátil ou doloroso. 
2. Caso esteja inconsciente, abra os olhos dela e verifique as pupilas. 
Pupilas normais: sem lesões neurológicas aparentes e oxigenação presente. 
Pupilas diferentes: uma normal e a outra dilatada: presença de lesão neurológica. 
Intensificar a avaliação, pois pode entrar em parada cardiorespiratória. 
As duas pupilas dilatadas: parada cardiorespiratória há mais de um minuto. Também pode 
haver lesão neurológica. Iniciar manobras de reanimação cardiopulmonar (R.C.P.). 
Sempre que a vítima estiver inconsciente, deve-se desconfiar de fratura da coluna vertebral ou de 
parada cardiorespiratória. Nesse caso, movimente a vítima o mínimo possível, protegendo sempre a 
coluna. Se a vítima estiver inconsciente, mas respirando, não se deve deixá-la de costas, para evitar 
asfixia e afogamento. 
Avaliação secundária 
Somente após completar todos os passos da avaliação primária é que se parte para a secundária, em 
que se deve fazer inspeção da cabeça aos pés. 
Verifique a extensão dos ferimentos, a quantidade de sangue perdida, as fraturas e as outras lesões, 
iniciando os procedimentos adequados para cada caso, de acordo com as prioridades, cuidando 
sempre da manutenção dos sinais vitais. 
Lembre-se de que as lesões aparentes nem sempre são as mais graves. 
Parada cardiorespiratória (P.C.R.) 
A parada cardíaca constitui-se em uma situação na qual se constata a ausência de batimentos do 
coração. Essa é a maior e mais perigosa situação com a qual podemos nos deparar. 
A parada cardíaca é estudada em conjunto com a parada respiratória porque a presença de uma 
situação leva rapidamente a outra, exigindo um procedimento conjunto para manter os dois 
principais sinais vitais: a respiração e os batimentos cardíacos. 
Sinais de uma parada cardiorespiratória: ausência de movimentos respiratórios (não há expansão 
pulmonar); ausência de pulso (pulsação carotídea, femural e outras artérias); palidez, pele fria e 
úmida, presença de cianose de extremidades (pele arroxeada); dilatação de pupilas (pela falta de 
oxigenação cerebral). 
Caso o socorrista NÃO constate presença de pulso na vítima ou falta de batimentos cardíacos, ele 
deve suspeitar de parada cardíaca. Ausência de pulso = parada cardíaca. 
O pulso a ser tomado é o carotídeo, que é checado à altura do pescoço. 
Reanimação cardiopulmonar (R.C.P.): é a realização de procedimentos em vítimas com parada 
cardiorespiratória, com a finalidade de restabelecer a circulação e a oxigenação cerebral e dos 
demais órgãos, por meio de massagem cardíaca e de respiração artificial (método boca a boca). Os 
objetivos da R.C.P.: evitar a morte; restabelecer circulação e oxigenação; atendimento imediato da 
vítima, reduzindo as chances de lesões cerebrais por falta de circulação e oxigenação cerebral. 
Procedimentos em reanimação cardiopulmonar (R.C.P.) segundo a American Heart 
Association: 
As diretrizes da American Heart Association - AHA, recomenda à pessoa leiga que se dispuser a 
realizar o atendimento que apenas faça compressões torácicas fortes, rápidas e contínuas, até que a 
ajuda especializada chegue ao local. 
A pessoa leiga presente deverá aplicar a técnica somente com as mãos (somente compressões 
torácicas) na vítima adulta, com ênfase em “comprimir forte e rápido” no centro do tórax, devendo 
continuar a R.C.P., somente com as mãos, até a chegada de profissionais. 
1. Posicionar a vítima com a barriga para cima em uma superfície dura. 
2. Ajoelhar-se ao lado da vítima na altura dos ombros. 
3. Incline a cabeça da vítima e tracione o queixo para trás. A elevação da mandíbula, com 
extensão da cabeça, permite a livre passagem do ar. 
4. Com os braços esticados, apoiar as duas mãos, com os dedos entrelaçados, sobre o peito da 
vítima. 
5. O local exato para pressionar fica a dois dedos acima da ponta do osso esterno, o osso do 
centro do peito. 
6. Utilizando o peso do seu corpo, fazer compressões curtas e fortes, de aproximadamente 5 
cm, comprimindo e aliviando regularmente. Essa operação tem como objetivo comprimir o 
músculo cardíaco reanimando os batimentos naturalmente. 
7. Repetir essa operação, com uma frequência mínima de 100 compressões por minuto, até que 
haja sinais de recuperação dos batimentos cardíaco. 
• Quando o socorrista estiver sozinho: 
Todos os socorristas treinados devem, no mínimo, aplicar compressões torácicas em vítimas 
de P.C.R. Além disso, se o socorrista puder realizar ventilações de resgate, as compressões e 
as ventilações devem ser aplicadas na relação de 30 compressões para cada 2 ventilações. 
• Quando houver dois socorristas treinados: 
O primeiro inicia as compressões torácicas e o segundo abre a via aérea e se prepara para 
aplicar respirações tão logo o primeiro complete a primeira série de 30 compressões 
torácicas. 
• Cuidados especiais com crianças e bebês: em crianças use apenas uma das mãos sendo o 
ciclo de 30 compressões e 2 insuflações. Já em bebês utilize apenas dois dedos (o dedo 
médio e o anelar) para realizar a manobra, em vez das duas mãos. A compressão deve ser 
feita em 2 compressões por segundo e o ciclo deve ser de 3 compressões e 1 insuflação. 
Tanto em crianças quanto em bebês, a respiração artificial é aplicada sobre a boca e o nariz. 
Estado de choque 
Em todos os casos de lesões graves, grandes hemorragias, internas ou externas, pode surgir o estado 
de choque. 
As outras condições causadoras do estado de choque podem ser:queimaduras graves, ferimentos 
graves ou extensos, esmagamentos, perda de sangue, sinistros por choque elétrico, envenenamento 
por produtos químicos, ataque cardíaco, exposição a extremos de calor ou frio, dor aguda, fraturas, 
etc. 
Exemplos de estado de choque: 
• Hemorrágico ou hipovolêmico: perda de sangue interno ou externo. 
• Cardiogênico: funcionamento inadequado do coração. 
• Anafilático: referente a reação alérgica. 
• Neurogênico: relacionado ao sistema nervoso. 
Sinais de estado de choque: 
• Pele: fria e pegajosa. 
• Suor: na testa e nas palmas das mãos. 
• Face: pálida, com expressões de ansiedade. 
• Frio: a vítima queixa-se de sensação de frio. 
• Náuseas e vômitos. 
• Respiração: curta, rápida e irregular. 
• Sede, agitação e confusão mental. 
• Visão: nublada. 
• Pulso: fraco e rápido. Podendo a vítima estar totalmente ou parcialmente inconsciente. 
Diante desse quadro, enquanto espera a chegada de recurso médico ou providencia o transporte da 
vítima, tome as seguintes medidas: 
Procedimentos em estado de choque: 
• Realize uma rápida inspeção na vítima. 
• Combata, evite ou contorne a causa do choque, se possível (ex.: controle da hemorragia). 
• Conserve a vítima deitada com as pernas elevadas em ângulo de 30 graus, caso não haja 
fratura. 
• Afrouxe a roupa apertada do pescoço, no peito e na cintura. 
• Retire da boca, caso exista, dentadura, goma de mascar, etc. 
• Mantenha a respiração. 
• Mantenha a cabeça virada para o lado. 
• Se for possível, mantenha a cabeça mais baixa que o tronco. 
• Mantenha a vítima agasalhada utilizando cobertores, mantas, etc. 
Em caso de estado de choque não dê bebidas alcoólicas em nenhuma hipótese ou qualquer 
tipo de líquido a uma pessoa inconsciente ou semi-inconsciente. 
Desmaio 
O desmaio caracteriza-se por uma perda repentina dos sentidos em consequência de uma 
diminuição temporária de sangue e oxigênio no cérebro. 
Sinais e sintomas do desmaio: fraqueza, tonturas, sensação de falta de ar, palidez, suor frio, 
zumbido nos ouvidos e náuseas. 
Procedimentos em desmaios: 
• Deite a vítima de costas. 
• Desaperte-lhe a roupa. 
• Deixe a cabeça da vítima em um nível inferior ao dos pés para que haja uma maior irrigação 
de sangue na cabeça. 
• Vire a cabeça para o lado, evitando que a vítima venha a vomitar e possa se asfixiar. 
• Reanime a vítima, estimulando sua respiração e circulação e molhando o seu rosto e cabeça 
com compressa de água fria. 
• Mantenha a vítima em local ventilado. 
• Tranquilize a vítima quando recobrar a consciência. 
Em qualquer tipo de desmaio, mesmo que a pessoa recupere rapidamente os sentidos, 
procure orientação médica. 
 
A convulsão é a consequência de um distúrbio que ocorre no cérebro, podendo ocasionar contrações 
involuntárias da musculatura, o que provoca movimentos desordenados e, em geral, perda da 
consciência. 
Sinais e sintomas da convulsão: agitação psicomotora; espasmos musculares (contrações) ou não; 
salivação intensa (baba); perda dos sentidos. 
Procedimentos em convulsões: 
• Afastar objetos do chão que possam causar lesões ou fraturas. 
• Afastar os curiosos, dando espaço para a vítima. 
• Proteger a cabeça da vítima com a mão, roupa, travesseiro, etc. 
• Virar a cabeça para o lado, evitando que a vítima venha a se afogar com a salivação intensa. 
• Não imobilizar braços e pernas; deixá-los livres. 
• Afrouxar roupas. 
• Observar a respiração e se existe risco de parada cardiorrespiratória. 
• Não tracionar a língua ou colocar objetos na boca para segurar a língua (tipo colher, caneta, 
madeira, dedos, etc.). 
• Limpar as secreções salivares, com um pano ou papel, para facilitar a respiração. 
• Após passar a convulsão, se a vítima quiser dormir, deixe-a descansar enquanto aguarda o 
socorro. 
Após a convulsão, a vítima pode apresentar alguns destes sintomas: sono; dificuldade para 
falar; palavras sem nexo; sair caminhando sem direção, etc. Não deixe a vítima sozinha nessa fase, 
pois ela pode atravessar a rua e ser atropelada. 
Hemorragias 
Hemorragia é a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo, veia ou artéria. Toda 
hemorragia deve ser controlada imediatamente. A hemorragia abundante e não controlada pode 
causar a morte em minutos. 
São diversas as técnicas para conter uma hemorragia. Algumas são simples e outras, complexas, só 
devendo ser aplicadas por profissionais. A mais simples, que qualquer pessoa pode realizar, é a 
compressão do ferimento, diretamente sobre ele, com uma gaze ou pano limpo. Você poderá 
necessitar de luvas para sua proteção, para não se contaminar. 
Naturalmente, você deverá cuidar só das lesões facilmente visíveis que continuam sangrando e 
daquelas que possam ser cuidadas sem a movimentação da vítima. 
Lembre-se: a hemorragia pode ser interna ou externa. 
Hemorragia interna: é a que ocorre internamente, ou seja, não se enxerga o sangue saindo, sendo 
mais difícil de ser identificada. Algumas vezes, pode se exteriorizar, saindo sangue em golfadas pela 
boca da vítima. Podemos suspeitar de hemorragia interna a partir do estado de choque, no caso de 
um sinistro. 
Sintomas: pulso fraco; pele fria; suores abundantes; palidez intensa e mucosas descoradas; sede; 
tonturas, podendo estar inconsciente (estado de choque). 
Hemorragia dos pulmões: após um acesso de tosse, o sangue sai pela boca em golfadas e é 
vermelho vivo. 
Hemorragia do estômago: a vítima geralmente apresenta, antes da perda de sangue, enjoo e 
náusea. Ao vomitar, vem sangue como se fosse borra de café. 
Procedimentos em hemorragia interna: 
• Ajude a vítima a se deitar com a cabeça mais baixa que o resto do corpo, exceto quando 
houver suspeita de traumatismo craniano e fraturas nos membros inferiores. 
• Afrouxe a roupa da vítima. 
• Aplique compressas frias ou gelo no local da hemorragia. 
• Caso a vítima vomite, vire a cabeça dela para o lado. 
• Mantenha as vias respiratórias desobstruídas e cheque a respiração e a pulsação a cada 
minuto. 
• Não permita que a vítima se mova, coma, beba ou fume. O atendimento por profissional de 
saúde é indispensável. 
Hemorragia externa: é aquela que é visível, sendo, portanto, mais fácil de se identificar. Se não for 
prestado atendimento, pode levar ao estado de choque. A hemorragia pode ser arterial, venosa ou 
capilar. Na arterial, a saída de sangue acompanha os batimentos cardíacos. Na venosa, o sangue sai 
contínuo. Na capilar são pequenas perdas de sangue. 
Procedimentos em hemorragia externa: 
• Mantenha a vítima deitada e imóvel. 
• Use uma compressa limpa e seca: de gaze, de pano ou mesmo um lenço limpo. 
• Coloque a compressa sobre o ferimento. 
• Pressione com firmeza. 
• Use atadura, uma tira de pano, gravata ou outro recurso que tenha à mão para amarrar a 
compressa e mantê-la bem firme no lugar. 
• Caso o sangue continue saindo mesmo após a realização do curativo compressivo, não retire 
os panos molhados de sangue. Coloque outro pano limpo em cima e uma nova atadura, 
evitando, com isso, interferir no processo de coagulação. 
• Caso não disponha de uma compressa, feche a ferida com o dedo ou comprima com a mão, 
evitando uma hemorragia abundante. 
• Pontos de pressão – calque fortemente, com o dedo ou com a mão de encontro ao osso, nos 
pontos onde a veia ou a artéria são mais fáceis de encontrar. Esses pontos são fáceis de 
decorar, desde que você os observe com atenção (marcados em vermelho no desenho ao 
lado). 
• Se o ferimento for nos braços ou nas pernas, sem fratura, a hemorragia será controlada mais 
facilmente levantando-se a parte ferida. 
• Se o ferimento for na perna, dobre o joelho. Se o ferimento for no antebraço, dobre o 
cotovelo. Mas, sempre tendo o cuidado de colocar por dentro da parte dobrada, bem junto da 
articulação, um chumaço de pano, algodão ou papel. 
• Evite usar torniquete, pois ele pode levar à amputação cirúrgica de membro se não for 
afrouxado corretamente e notempo certo. 
Hemorragia nasal: é quando o sangue jorra pelo nariz. Na maioria dos sinistros de trânsito é 
comum que a cabeça dos ocupantes do veículo se choque contra para-brisa, painel, volante, banco ou 
outro obstáculo, causando, assim, a hemorragia nasal. 
Procedimentos em hemorragia nasal: 
• Coloque a vítima sentada com o tronco ligeiramente inclinado para frente. 
• Se o pulso estiver forte, deixe sair um pouco de sangue. 
• Peça que respire pela boca e não assoe o nariz. 
• Aperte as narinas por alguns minutos. 
• Se não parar, coloque um tampão de gaze dentro da narina e ponha um pano ou toalha com 
água fria sobre o nariz ou um saco com gelo. 
• Não cedendo, procure um médico. 
Amputação de membro 
É a separação de um membro do restante do corpo causado por sinistro. 
A chance de um membro amputado ser reimplantado chega a 90%. Para isso é preciso agir rápido, 
pois sem circulação sanguínea os tecidos podem sofrer necrose impossibilitando o reimplante. 
 
Procedimentos em amputação: 
• Tente primeiro acalmar a vítima. 
• Controle o sangramento conforme descrito anteriormente em hemorragia externa. 
• Resgate o membro amputado, enrole-o num pano limpo e siga o mais rápido possível a um 
hospital ou pronto-socorro. 
• Para o transporte, se possível, tente encontrar um recipiente térmico (caixa de isopor, saco 
de gelo ou algo similar) para guardar o membro em baixa temperatura e tome o máximo de 
cuidado para não deixá-lo em contato direto com o gelo. 
• Manipule o menos possível o membro amputado, isso pode causar lesões e contaminação, 
que podem prejudicar um reimplante. 
 
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Fratura 
A fratura é a ruptura total ou parcial de qualquer estrutura óssea do corpo, geralmente com 
separação de um osso em dois ou mais fragmentos após um traumatismo. 
A sua gravidade pode variar bastante; algumas fraturas resolvem-se espontaneamente sem 
chegarem a ser diagnosticadas, enquanto outras acarretam risco de morte e são emergências 
médicas. 
Existem dois tipos de fraturas: 
• Fratura aberta ou fratura exposta: quando o osso está quebrado e a pele, rompida. 
• Fratura fechada: quando o osso se quebrou, mas a pele não foi perfurada. 
Procedimentos em fratura aberta: 
• Na fratura aberta sempre há sangramento, podendo ser intenso ou de pouco fluxo. Proteja a 
área com um pano limpo e enrole com uma atadura o local do sangramento. 
• Evite comprimir o osso. 
• Improvise uma tala. Utilize revistas, papelão, madeiras. Imobilize o membro da maneira que 
se encontra, sem movimentá-lo. 
• Fixe as extremidades com tiras largas. 
• Não fixe com tiras em cima da área fraturada, em função do edema e também para observar 
a evolução e para não forçar o osso para dentro, podendo romper vasos sanguíneos e causar 
intensa dor. 
• Utilize uma tipoia, lenço ou atadura. 
• Não tente recolocar o osso no lugar; isso é um procedimento médico realizado dentro do 
hospital, com todos os cuidados necessários. 
• Mantenha a vítima deitada. 
• Não desloque ou arraste a vítima até que a região suspeita de fratura tenha sido imobilizada, 
a menos que a vítima se encontre em iminente perigo. 
Procedimentos em fratura fechada: 
• Imobilize a fratura, movimentando o menos possível. 
• Improvise uma tala, conforme descrito para a fratura aberta. 
• A imobilização deve atingir uma articulação acima e outra abaixo da lesão. 
• No caso de fratura de perna, amarre a perna quebrada na outra, desde que sã, tendo o 
cuidado de colocar entre ambas um lençol ou manta dobrados. 
• Encaminhe a vítima a um hospital. 
Lembre-se: em caso de fratura, o primeiro socorro consiste apenas em impedir o deslocamento das 
partes quebradas, evitando maiores danos. 
Luxação e entorse 
• Luxação: deslocamento de um ou mais ossos de uma articulação saindo da sua posição 
normal. 
• Entorse: distensão de uma junta ou articulação com ruptura parcial ou total do ligamento. 
• Sintomas: dor intensa no local, edema (inchaço) e dificuldades nos movimentos. 
Procedimentos: 
Em caso de luxação: 
• Toda vez que os ossos de uma articulação ou junta saírem de seu lugar, proceda como no 
caso de fraturas fechadas. 
• Coloque o braço em uma tipoia quando houver luxação do ombro, do cotovelo ou do punho. 
Em caso de entorse: 
• Trate como se houvesse fratura. 
• Imobilize a parte afetada. 
• Aplique gelo e compressas frias e encaminhe a vítima ao hospital. 
As fraturas de crânio são potencialmente muito graves porque podem resultar em lesões cerebrais 
que, se não corrigidas de imediato, podem causar morte da vítima. 
Sintomas: lesão na cabeça; perda de sangue pela boca, nariz ou ouvidos; tontura e desmaios; dor de 
cabeça; enjoo e vômitos; alterações no tamanho das pupilas. 
Procedimentos em fratura de crânio: 
• Mantenha a cabeça levemente levantada. 
• Afrouxe as roupas no pescoço. 
• Apoie a cabeça em local macio. 
• Se houver ferimento, cubra com gaze sem pressionar. 
• Enfaixe a cabeça sem comprimir áreas moles ou deprimidas. 
• Não dê nada para a vítima comer ou beber. 
• Monitore os sinais vitais: consciência, respiração e pulsação. 
Fratura de bacia ou quadril 
A vítima sente forte dor no quadril, que aumenta com o movimento das pernas ou quando se faz 
pressão sobre os ossos da bacia. Em pessoas idosas, a fratura pode causar menos dor. O maior perigo 
desse tipo de fratura são os ferimentos na bexiga e em outras vísceras da barriga. 
Procedimentos em fratura de bacia e quadril: 
• Não mova a vítima e nem deixe que ela se mova enquanto aguarda socorro especializado. 
• Se for imprescindível a remoção da vítima, imobilize-a completamente. 
• A imobilização da vítima deve ser feita em uma maca. Na falta de algo mais apropriado, use 
uma tábua, uma prancha ou outro objeto plano e rígido. 
• Encaminhe de imediato a vítima a um hospital. 
Fratura de costela 
A vítima com suspeita de fratura de costela apresenta fortes dores no tórax, principalmente ao 
respirar. 
Em sinistros graves, pode haver perfurações dos pulmões e de outros órgãos. 
Em caso de perfuração dos pulmões, a vítima poderá apresentar golfadas de sangue 
"vermelho vivo" pela boca. 
Procedimentos em fratura de costela: 
• Movimente a vítima o mínimo possível. 
• Enfaixe o tórax com ataduras largas. 
• Mantenha as vias aéreas desobstruídas. 
• Atenção aos sinais vitais. 
Fratura da coluna vertebral 
A medula nervosa é parecida com um cabo telefônico, com milhões de fios em seu interior. Ela nasce 
no cérebro e desce por dentro dos ossos da coluna (vértebras), emitindo um ramo de nervo a cada 
vértebra. Cada "fio" que compõe esse nervo vai até um órgão ou músculo, levando a informação 
(ordem) emitida pelo cérebro. 
Em um trauma de coluna pode haver fratura de uma vértebra com grande possibilidade de lesar a 
medula nervosa, interrompendo essa troca de informações. 
A altura dessa lesão é que determinará as consequências, sendo que quanto mais alta, mais graves 
serão. 
As lesões cervicais (pescoço) são as mais graves. 
A suspeita de lesão na coluna, em qualquer altura, inicia-se pelo tipo de sinistro. 
Lesões de coluna são comuns em sinistros que envolvem velocidade com parada brusca, daí a 
importância do suporte de cabeça nos bancos dos veículos. 
 
Sintomas de lesão da coluna vertebral: dores nas costas ou no pescoço; formigamentos e 
dormência; aspecto anormal; a vítima não sente ou não movimenta alguma parte do corpo. 
Procedimentos em fratura da coluna vertebral: 
• Não mexa e não deixe ninguém tocar na vítima até a chegada do socorro especializado. 
• Mantenha a vítima agasalhada e imóvel. 
• Observe a respiração e se existe risco de parada cardiorrespiratória. 
Queimaduras 
São lesões produzidas nos tecidos de revestimento do organismo causadas por agentes térmicos, 
produtos químicos, eletricidade, etc. As queimaduras podem lesar a pele, os músculos, os vasos 
sanguíneos, os nervos e os ossos. 
Na área queimada ocorre perda do controle da temperatura de fluidosorgânicos, de água e da 
barreira contra infecção. 
Lembre-se: em caso de queimaduras, as áreas do corpo mais críticas são as vias aéreas, as partes 
genitais e rosto. 
Classificação e características das queimaduras: 
Queimadura de 1º grau: 
• Apresenta vermelhidão de leve a intensa. 
• É dolorosa. 
• Não forma bolhas. 
• Envolve apenas a camada externa da pele (epiderme). 
• Apresenta inchaço e sensibilidade. 
• Cicatriza com facilidade. 
Queimadura de 2º grau: 
• Atinge, além da epiderme, parte da derme. 
• Formam-se bolhas, porque os vasos da derme dilatam-se e deixam escapar o soro dos 
tecidos. 
• É dolorosa. 
• Apresenta secreção. 
Queimadura de 3º grau: 
• Destrói toda a espessura da pele e atinge o tecido subcutâneo, com risco de chegar até os 
ossos. 
• Apresenta descoloração — carbonizado branco ou vermelho cereja. 
• Ocorre a destruição da pele (epiderme e derme). 
• Apresenta superfície seca e endurecida. 
• É insensível ao toque (terminações nervosas destruídas). 
• Expõe tecidos gordurosos. 
Podem ocorrer em uma mesma vítima queimaduras de 1º, 2º e 3º grau. Quanto maior a área 
queimada, mais grave é a queimadura. 
Procedimento em queimaduras: 
• Remova a fonte de calor; se houver chama na roupa da vítima, apague o fogo abafando com 
toalha ou cobertor, começando da cabeça para os pés. 
• Resfrie imediatamente com água fria a área queimada, por alguns minutos (isso bloqueia a 
onda de calor que se forma. Uma queimadura de 1º grau pode evoluir para uma de 2º grau). 
• Retire, se possível, objetos que possam armazenar calor: anéis, colares, brincos, cintos, etc. 
• Proteja a área queimada com gaze, lenço ou pano limpo e umedecido. 
• Não force a retirada da roupa grudada na pele, tire apenas a que se soltou. 
• Nunca use: pasta de dente, manteiga, margarina, óleos de qualquer espécie, borra de café. 
Esses produtos aumentam o risco de infecção, além de dificultarem o diagnóstico, 
precisando ser retirados pelo médico, causando ainda mais dor. 
• Não fure as bolhas. 
• Mesmo que a área queimada seja pequena, instrua a vítima a procurar assistência médica. 
Ferimentos 
Os ferimentos são caracterizados pelo rompimento da pele, podendo atingir camadas mais 
profundas do organismo, órgãos, vasos sanguíneos e outras áreas. 
Lembre-se: exceto os de menor gravidade, todos os ferimentos requerem sempre pronta atenção 
médica. 
Ferimentos leves ou superficiais: 
• Limpe os ferimentos cuidadosamente com água corrente e sabão. 
• Não aplique soluções na ferida. 
• Proteja o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo, fixando sem apertar. 
• A menos que saiam facilmente, durante a limpeza não tente retirar farpas, vidros ou 
partículas de metal do ferimento. 
• Não toque no ferimento com os dedos, lenços usados ou outros materiais sujos. 
• Mude o curativo tantas vezes quantas forem necessárias para mantê-lo limpo e seco. 
• Se, posteriormente, o ferimento ficar dolorido ou inchado, é sinal de infecção. 
Ferimentos abdominais abertos: 
• Não tente retirar objetos estranhos. 
• Quando os órgãos internos estiverem expostos, não tente recolocá-los no lugar. 
• Cubra os ferimentos com compressas, gaze ou pano limpo. 
• Umedeça a compressa com água limpa para evitar a ressecação. 
• Fixe a compressa usando um cinto ou faixa; aperte moderadamente. 
Ferimentos profundos no tórax: 
• Cubra os ferimentos com gaze ou pano limpo, evitando entrada de ar para o interior do tórax 
durante a inspiração. 
• Aperte moderadamente um cinto ou faixa em torno do tórax para não prejudicar a 
respiração da vítima. 
Ferimentos na cabeça: 
• Em caso de inconsciência ou inquietação, deite a vítima de costas e afrouxe suas roupas, 
principalmente em volta do pescoço. Agasalhe a vítima. 
• Havendo hemorragia em ferimento no couro cabeludo, coloque uma compressa ou um pano 
limpo sobre o ferimento. Pressione levemente. Prenda com ataduras ou esparadrapo. 
• Se o sangramento for no nariz, na boca ou no ouvido, vire a cabeça da vítima para o lado que 
está sangrando. 
• Se escoar pelo ouvido um líquido límpido, incolor, deixe sair naturalmente, virando a cabeça 
de lado. 
Ferimentos nos olhos: 
• A primeira coisa a se fazer em qualquer tipo de lesão é solicitar à vítima que não esfregue os 
olhos. 
• Cubra os dois olhos com compressas úmidas e frias. 
• Procure ajuda médica imediatamente. 
• Não utilize colírio anestésico ou pomadas, pois isso dificultará a avaliação médica. 
Envenenamento 
O envenenamento ou intoxicação aguda ocorre quando uma pessoa inala, entra em contato direto 
com a pele ou ingere alguma substância tóxica. 
O primeiro socorro nessas circunstâncias é de evitar que o veneno seja absorvido pelo organismo. 
Preste atenção nas reações da vítima para detectar um envenenamento que ela possa ter sofrido, por 
exemplo, tontura ou euforia podem ser sinais de intoxicação por monóxido de carbono. 
Sintomas de envenenamento e procedimentos: 
Envenenamento pela pele: 
• Sintomas: ardência, coceira e erupções. 
Procedimentos: 
• Lave rapidamente a região com água corrente. 
• Retire as roupas contaminadas. 
• Proteja-se usando luvas; evite inalar o veneno. 
• Agasalhe a vítima e a encaminhe a um hospital. 
 
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Envenenamento por inalação: 
Sintomas: sufocamento e inconsciência. 
Procedimentos: 
• Cuidado para não inalar o produto. 
• Areje o ambiente, fazendo a vítima respirar ar puro. 
• Não provoque vômito. 
• Controle os sinais vitais. 
• Procure descobrir qual o veneno inalado e encaminhe a vítima imediatamente ao hospital. 
Envenenamento por ingestão: 
Sintomas: desconforto, convulsões e indigestão. 
Procedimentos: 
• Identifique o veneno. 
• Não provoque vômitos quando o veneno for ácido. 
• Encaminhe a vítima para o hospital, levando o veneno e a embalagem para ser examinada. 
Sinistros com veículos que transportam produtos perigosos: 
Se durante a viagem você encontrar um veículo que transporta produto perigoso envolvido em um 
sinistro, não se aproxime nem mesmo para tentar socorrer o motorista. Você corre o risco de se 
intoxicar gravemente, podendo ser fatal. Tente avisar os motoristas que viajam no sentido contrário 
ao seu para que não se aproximem pois as equipes que atendem a este tipo de emergência 
necessitam ter acesso livre ao local. Avise a Polícia Rodoviária e o Corpo de Bombeiros, por meio dos 
telefones 191 e 193 ou da primeira viatura que encontrar. 
Movimentação de emergência 
Para aumentar as chances de recuperação, o ideal é que a vítima seja atendida no local do sinistro. 
Caso isso não seja possível por falta de segurança, tanto para ela como para o socorrista, deve-se 
removê-la para um local seguro, respeitando cuidados específicos. 
Lembre-se: só remova a vítima se ela estiver no meio da pista, sujeita a novos sinistros; se a vítima 
estiver total ou parcialmente submersa, sujeita a afogamento; se a vítima estiver exposta a gases 
venenosos, fogo ou explosão iminente. 
A remoção ou movimentação de um sinistrado deve ser feita com um máximo de cuidado, a fim de 
não agravar as lesões existentes. Antes da remoção da vítima, devem-se tomar as seguintes 
providências: 
• Se houver suspeita de fraturas no pescoço e nas costas, evite mover a pessoa. 
• Para puxá-la para um local seguro, mova-a de costas, no sentido do comprimento, com o 
auxílio de um casaco ou cobertor. 
• Para erguê-la, você e mais duas pessoas devem apoiar todo o corpo e colocá-la em uma tábua 
ou maca, lembrando que a maca é o melhor jeito de se transportar uma vítima. Se precisar 
improvisar uma maca, use pedaços de madeira, amarrando cobertores ou paletós. 
• Apoie sempre a cabeça, impedindo-a de cair para trás. 
• Na presença de hemorragia abundante, a movimentação da vítima pode levar rapidamente 
ao estado de choque. 
• Se houver parada respiratória, inicie imediatamente a respiração boca a boca e faça 
massagem cardíaca. Imobilize todos os pontos suspeitos de fratura. 
• Sehouver suspeita de fraturas, amarre os pés do sinistrado e o erga em posição horizontal, 
como um só bloco, levando-o até a sua maca. 
• No caso de uma pessoa inconsciente, mas sem evidência de fraturas, duas pessoas bastam 
para o levantamento e o transporte. 
• Lembre-se sempre de não fazer movimentos bruscos. 
• Ao remover um ferido para um local onde possa ser usada a maca, adote o método de uma, 
duas ou três pessoas para o transporte da vítima (conforme ilustração a seguir), 
dependendo do tipo da gravidade da lesão, da ajuda disponível e do local. 
 
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1. Transporte de apoio: nos ombros do socorrista. 
2. Transporte em braço: apoiado nos braços do socorrista. 
3. Transporte nas costas: apoiado nas costas do socorrista. 
4. Transporte de "cadeirinha": dois socorristas improvisam cadeira com os braços. 
5. Transporte pelas extremidades: um socorrista nas pernas e outro nos ombros. 
6. Transporte com três ou quatro socorristas: na posição horizontal. 
Os métodos que empregam um ou dois socorristas são ideais para transportar uma pessoa sem 
evidências de fraturas. Todavia, não servem para carregar um ferido com suspeita de fraturas ou 
outras lesões graves. Em tais casos, use sempre o método de três socorristas: 
• Movimente o sinistrado o menos possível. 
• Evite arrancadas bruscas ou paradas súbitas durante o transporte. 
• O transporte deve ser feito sempre em baixa velocidade. 
• Não interrompa, sob nenhum pretexto, a respiração artificial ou a massagem cardíaca, se 
forem necessárias. Nem mesmo durante o transporte. 
O que não se deve fazer com uma vítima de sinistro 
• Não dê nada para a vítima ingerir: nada de ingerir deve ser dado a uma vítima de sinistro 
que possa ter lesões internas ou fraturas e certamente será transportada para um hospital. 
Nem mesmo água. Se o socorro já foi chamado, aguarde os profissionais decidirem sobre a 
conveniência ou não. O motivo é que a ingestão de qualquer substância poderá interferir de 
forma negativa nos procedimentos hospitalares. Por exemplo, se a vítima for submetida a 
cirurgia, o estômago com água ou alimentos é fator que aumenta o risco no atendimento 
hospitalar. Como exceção, os casos de pessoas cardíacas que fazem uso de alguns 
medicamentos em situações de emergência, geralmente aplicados sob da língua. Não os 
impeça de fazer uso dos medicamentos. 
• Não aplique o torniquete: o torniquete não deve ser realizado para estancar hemorragias 
externas. Atualmente, esse procedimento é feito apenas por profissionais treinados e, 
mesmo assim, em caráter de exceção; quase nunca é aconselhado. 
• Não tire o capacete do motociclista: retirar o capacete de um motociclista que se acidenta 
é uma ação de alto risco. A atitude será de maior risco ainda se ele estiver inconsciente. A 
simples retirada do capacete pode movimentar intensamente a cabeça e agravar lesões 
existentes no pescoço ou mesmo no crânio. Aguarde a equipe de socorro para que realizem 
essa ação. 
• Cintos de segurança e a respiração: verifique se o cinto de segurança dificulta a respiração 
da vítima. Nesse caso, e só nesse caso, você deverá soltá-lo, sem movimentar o seu corpo. 
• Não movimente a vítima: a movimentação da vítima poderá causar piora de uma lesão na 
coluna ou em uma fratura de um braço ou perna. Assim, a movimentação de uma vítima só 
deve ser realizada antes da chegada de uma equipe de socorro, se houver perigos imediatos, 
como incêndio, possibilidade de o veículo cair, ou seja, desde que esteja presente algum risco 
incontrolável. Não havendo risco imediato, não movimente as vítimas. Até mesmo no caso 
das vítimas que saem andando do sinistro, é melhor que não se movimentem e aguardem o 
socorro chegar para uma melhor avaliação. Aconselhe-as a aguardar sentadas no veículo ou 
em outro lugar seguro. 
Doação de órgãos 
Lei Federal nº 10.211/01 - Art. 4º: 
A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra 
finalidade terapêutica dependerá da autorização do cônjuge ou parente maior de idade, obedecida a 
linha sucessória reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmado em documento subscrito por 
duas testemunhas presentes à verificação da morte. 
No mundo inteiro há uma grande falta de doadores e isso faz com que surja grandes listas de espera. 
O transplante de órgãos pode ser para muitas pessoas, que dele necessite, a única esperança de vida 
e de uma vida mais saudável, digna e com melhor qualidade. 
 
CAP 4- MEIO AMBIENTE 
Meio ambiente é o conjunto de todas as condições externas e internas que afetam 
a existência, o desenvolvimento e o bem-estar dos organismos. 
Não se trata apenas de um lugar no espaço, mas de todas as condições que favorecem a 
vida de todos os seres. E nós, seres humanos, seres vivos que somos, fazemos parte 
desse ambiente. Temos um corpo formado da mesma matéria que forma tudo que tem 
vida neste planeta. Como as plantas e os animais, nascemos, crescemos, atingimos um 
máximo de desenvolvimento dentro da nossa espécie, depois começamos a envelhecer, 
morremos e perdemos a forma que nos distinguia. 
Quanto aos elementos da natureza, é íntima a relação deles conosco. Além de sermos 
feitos de vários deles, alguns são vitais para a nossa existência, como a água, o ar e as 
plantas. Outros aspectos do ambiente também exercem influência sobre nós, como o 
clima e a paisagem. 
O que nos diferencia dos outros seres é a consciência e a capacidade de refletir, julgar e 
de alterar profundamente o ambiente natural. E essa condição nos coloca em uma 
posição de responsabilidade. Podemos tanto destruir como construir; podemos tanto 
degradar como recuperar. Temos a chance de assumir a atitude de cuidar da Terra. 
Somos a única espécie que pode fazer isso. 
Legislação ambiental 
Toda pessoa física ou jurídica que praticar atos lesivos ao meio ambiente será punida 
civil, administrativa e criminalmente, além da obrigação de recuperar os danos 
causados. 
Lei n° 9605, de Crimes Ambientais: 
Dos crimes contra a fauna: 
Art. 29: matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativa 
ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade 
competente, ou em desacordo com a obtida. 
Pena: detenção de 6 meses a 1 ano e multa. 
Dos crimes contra a flora: 
Art. 38: destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo 
que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção. 
Pena: detenção de 1 a 3 anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. 
Da poluição e outros crimes ambientais: 
Art. 54: causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam 
resultar em danos à saúde humana, ou provoquem a mortandade de animais ou a 
destruição significativa da flora. 
Pena: reclusão, de 1 a 4 anos, e multa. 
A lei de crimes ambientais é uma ferramenta de cidadania. Cabe a nós, cidadãos, 
exercitá-la, implementá-la, dar-lhe vida, por meio do seu amplo conhecimento e 
da vigilância constante. 
O IBAMA, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, é 
responsável pelas normas e padrões relativos à preservação do meio ambiente. 
O CONAMA, Conselho Nacional do Meio Ambiente, é o órgão que determina os limites 
de emissão de gases, fumaça e ruído de veículos automotores. 
O objetivo fundamental das leis ambientalistas é a preservação da vida humana, levando 
em consideração a qualidade de vida. 
Entende-se por poluição do ar o teor excessivo de substâncias estranhas à composição 
natural da atmosfera, nela misturado ou suspenso, que podem prejudicar o bem-estar, a 
saúde e os bens. 
A poluição do ar ocorre com maior frequência nos meios urbanos, pois é nas cidades 
que se concentra um número maior de pessoas, carros e indústrias. 
 
Página 2 
O efeito estufa é um fenômeno natural de extrema importância para a existência de vida 
na Terra. É responsável pormanter as temperaturas médias globais possibilitando o 
desenvolvimento dos seres vivos. 
Entretanto, esse fenômeno tem sido agravado pelo excesso de gás carbônico na 
atmosfera provocado pela queima de combustível, pela poluição industrial e pelas 
queimadas, entre outros. Essa grande concentração de gases dificulta que o calor seja 
devolvido ao espaço, aumentando as temperaturas do planeta. 
O ozônio, por sua vez, é um gás que se concentra na atmosfera, a uma altitude entre 20 e 
25 km, constituindo a camada de ozônio. A função da camada de ozônio é muito 
importante: filtrar os raios do sol, controlando sua entrada e seus efeitos, uma vez que 
determinados raios solares, denominados raios ultravioleta, fazem muito mal aos seres 
vivos, sobretudo ao homem. 
O problema é que nos últimos 30 anos vêm sendo produzido e consumido muitos 
produtos que possuem um elemento que destrói a camada de ozônio. É o CFC – 
clorofluorcarboneto, usado até bem pouco tempo na fabricação de geladeiras, freezers, 
aparelhos de ar condicionado e tintas, entre outros. As consequências disso podem ser 
desastrosas, como o aumento do número de casos de câncer de pele e alterações na 
reprodução vegetal, diminuindo a quantidade de alimentos. 
Existe também o ozônio ruim, que é formado nas baixas camadas da atmosfera como 
subproduto de outro poluente, sendo bastante prejudicial à saúde. 
A poluição do ar e a saúde: a poluição do ar tem reflexos diretos sobre a saúde da 
população: alergias, irritação nos olhos, coceira na garganta, tosse, além de problemas 
mais graves, como doenças respiratórias e até cardiovasculares. 
Em muitas cidades, como São Paulo, é comum ocorrer no inverno um fenômeno 
conhecido como inversão térmica, quando uma camada de ar quente se sobrepõe à 
camada de ar frio próxima do solo, impedindo que o ar se dissipe. O efeito é visível: a 
cidade fica encoberta por uma névoa, que nada mais é que a poluição concentrada sobre 
a cidade. Nesses dias, em que a poluição atinge os maiores picos, o perigo para a saúde é 
ainda maior. 
A Organização Mundial da Saúde divulgou dados alarmantes sobre a poluição: 92% das 
pessoas do planeta vivem em lugares onde a qualidade do ar está fora dos padrões. 6,5 
milhões de mortes são atribuídas à contaminação do ar. 
Os veículos correspondem a cerca de metade das mortes causadas pela emissão de 
partículas tóxicas no ar, que podem penetrar profundamente nos pulmões, aumentando 
o risco de doenças cardíacas e pulmonares, como enfisema e câncer, assim como AVC. 
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo mostra que a poluição 
atmosférica será a causa de 250.000 mortes nos próximos 15 anos. A concentração de 
material particulado no ar é proveniente em 90% de veículos motorizados e vai levar 1 
milhão de pessoas a se hospitalizarem, causando gastos públicos na casa de R$ 1,5 
bilhão. 
A poluição das águas 
A poluição das águas encontra suas origens no lançamento de esgoto doméstico sem 
tratamento em rios e outros mananciais, no lançamento das águas utilizadas pelas 
indústrias, com grande quantidade de produtos residuais e tóxicos, que formam na 
superfície dos rios uma espuma ácida composta por chumbo e mercúrio, pelos 
agrotóxicos, cujo excesso é carregado para os rios pelas águas das chuvas, pelo 
chorume, que é um líquido escuro e fétido produzido pelo lixo depositado de forma 
inadequada em lixões. O chorume infiltra-se na terra, atingindo os reservatórios de água 
do subsolo, chamados lençóis freáticos. 
Todo ser humano necessita de água para se manter vivo. A vida sem água é impossível e 
morremos mais depressa de sede do que de fome. 
Os ambientalistas têm alertado para o fato da água ser um recurso escasso em nosso 
planeta há décadas. Atualmente, todas as regiões do Brasil têm uma clara percepção 
dessa realidade, em função da seca que assola o país. A região Nordeste já vivencia o 
problema de estiagem há tempos. Os especialistas apontam os culpados das causas da 
crise hídrica que vão desde a diminuição das chuvas, o desmatamento, a falta de 
planejamento, a poluição e principalmente o consumo desenfreado gerando o alto 
desperdício dos recursos hídricos. 
 
Página 3 
Poluição sonora 
A poluição sonora é o conjunto de todos os ruídos provenientes de uma ou mais fontes 
sonoras, manifestadas ao mesmo tempo em um ambiente qualquer. 
Como os ouvidos não estão preparados para resistir a ruídos de alta intensidade por 
muito tempo, todos sofrem com a poluição sonora. 
Os principais efeitos negativos da poluição sonora são: distúrbios do sono; estresse; 
perda da capacidade auditiva; surdez; dores de cabeça; alergias; distúrbios digestivos; 
falta de concentração; aumento de batimento cardíaco. 
O CONAMA, por meio da Resolução nº 01/90, estabelece critérios, padrões, diretrizes e 
normas reguladoras da poluição sonora. 
A medição dos índices de intensidade dos sons é feita pelo aparelho chamado 
decibelímetro, e uma unidade é denominada decibel (db). 
Tem-se como nível suportável para o descanso o som na faixa de 40 db, tolerando-se 
variações entre 35 e 40 db, conforme anuncia a ABNT (Associação Brasileira de Normas 
Técnicas). Sabe-se que os ruídos com intensidade medida até 55 db não causam 
problemas maiores às pessoas, todavia, ultrapassando esse limite, tem lugar o 
estressamento auditivo, que ocasiona fadiga, incômodos, insônia e outros sintomas de 
desconforto. 
Além de 90 db, a saúde é profundamente afetada, e os efeitos variam na medida do 
tempo em que a pessoa é submetida aos ruídos. 
Como colaborar para diminuir a poluição sonora: não acelere o carro quando parado, 
evite uso da buzina, controle o volume do som em automóveis e regule frequentemente 
o motor do carro. 
Resolução nº 272/00 - CONAMA: determina os limites máximos de ruído em 
aceleração: 75 db para veículos de passageiros, entre 77 db e 80 db para ônibus e 
caminhões, e 99 db para motocicletas. 
Resolução nº 958/22 – CONTRAN, art. 17: fica proibida a utilização, em veículos de 
qualquer espécie, de equipamento que produza som audível pelo lado externo, 
independentemente do volume ou frequência, que perturbe o s 
 
Indivíduo como cidadão 
O Sistema Nacional de Trânsito - S.N.T., por meio de seus órgãos e entidades, institui 
direitos e deveres, competências e responsabilidades, com a finalidade de garantir ao 
cidadão um trânsito mais seguro e humano. 
Direitos e deveres do cidadão no trânsito: 
O exercício dos direitos e deveres passa pelo processo de cidadania. 
A cidadania refere-se a três dimensões dos direitos da pessoa: 
• Direitos civis: liberdade de ir e vir, de associação, expressão, fé e pensamento, 
entre outros. 
• Direitos políticos: votar e ser votado. 
• Direitos sociais: acesso a saúde, habitação e educação, entre outros. 
Direitos do cidadão: 
• Ter asseguradas ações em defesa da vida. 
• Viver em meio ambiente saudável e seguro. 
• Ter garantida a realização, por parte do Estado, das atividades de planejamento, 
administração, normatização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, 
formação, habilitação, reciclagem de condutores, educação, engenharia, operação 
do sistema viário, policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de 
recursos e aplicação de penalidades. Ter garantida a segurança e a fluidez do 
trânsito, o conforto, a defesa ambiental e a educação de trânsito. 
• Ter as normas vigentes fiscalizadas e os conflitos dirimidos em função das 
circunscrições e competências em todas as esferas. Ter o ensino de trânsito da 
pré-escola ao 3º grau. 
• Ter o direito de reivindicar dos órgãos e entidades do S.N.T.: sinalização, 
fiscalização e implantação de equipamentos de segurança. 
• Ter direito a ampla defesa. 
• Ter um trânsito ordeiro e sem violência. 
• Ser respeitado como pedestre. 
Deveres do cidadão: 
• Desempenhar, com respeito à segurança, o seu papel no trânsito. 
Deveres do Estado: 
• Agir priorizandoas ações em defesa da vida, incluindo a preservação da saúde e 
do meio ambiente. Controlar a emissão de gases poluentes do veículo, bem como 
de ruídos. 
• Garantir o exercício das atividades de planejamento, administração, 
normatização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, 
habilitação, reciclagem de condutores, educação, engenharia, operação do 
sistema viário, policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de recursos e 
aplicação de penalidades. Garantir a segurança e a fluidez do trânsito, o conforto, 
a defesa ambiental e a educação de trânsito. 
• Fiscalizar o cumprimento das normas vigentes e dirimir conflitos no âmbito das 
circunscrições e competências nas esferas federal, estadual e municipal. 
• Promover o ensino de trânsito da pré-escola ao 3º grau. 
• Garantir amplo direito de defesa. 
O C.T.B. prioriza o equilíbrio entre homem, veículo e via, buscando harmonizar e 
aprimorar o tripódio "E": Engenharia, Esforço Legal e Educação: 
• Engenharia de tráfego: projeta e constrói as vias, garantindo sua sinalização e 
manutenção. 
• Esforço legal: regula, autua, fiscaliza, polícia e aplica as penalidades previstas no 
C.T.B. 
• Educação: tem por objetivo modificar o comportamento do condutor, 
colaborando para a diminuição dos riscos de sinistros de trânsito. 
O cidadão tem o dever de obedecer a leis e normas, em benefício do bem comum. Essa é 
a melhor forma de respeitar o direito das pessoas e ter os nossos direitos respeitados. 
 
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Educação para o trânsito 
A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever prioritário dos 
componentes do Sistema Nacional de Trânsito. 
A educação para o trânsito deve ser promovida desde a pré-escola ao ensino superior, 
por meio de planejamento e ações integradas entre os diversos órgãos do Sistema 
Nacional de Trânsito e do Sistema Nacional de Educação. 
Segundo o C.T.B., mediante proposta do CONTRAN e do Conselho de Reitores das 
Universidades Brasileiras, cabe ao Ministério da Educação promover a adoção, em 
todos os níveis de ensino, de um currículo interdisciplinar sobre segurança de trânsito, 
além de conteúdos de trânsito nas escolas de formação para o magistério e na 
capacitação de professores. 
Objetivos gerais do tema trânsito no ensino: 
• Conhecer a cidade onde vive, tendo oportunidade de observá-la e de vivenciá-la. 
• Conhecer seus direitos e cumprir seus deveres ao ocupar diferentes posições no 
trânsito: pedestre, passageiro, ciclista. 
• Pensar e agir em favor do bem comum no espaço público. 
• Manifestar opiniões e ideias a partir de experiências pessoais no trânsito. 
• Analisar fatos relacionados ao trânsito, considerando preceitos da legislação 
vigente e segundo seu próprio juízo de valor. 
• Identificar as diferentes formas de deslocamento humano, desconstruindo a 
cultura da supervalorização do automóvel. 
• Compreender o trânsito como variável que intervém em questões ambientais e 
na qualidade de vida de todas as pessoas, em todos os lugares. 
• Reconhecer a importância da prevenção e do autocuidado no trânsito para a 
preservação da vida. 
• Adotar, no dia a dia, atitudes de respeito às normas de trânsito e às pessoas, 
buscando sua plena integração ao espaço público. 
O bom motorista é aquele que: 
• Respeita as normas de trânsito. 
• Respeita os direitos das outras pessoas. 
• Preserva o meio ambiente. 
• Preserva o patrimônio público. 
• É cooperativo e tolerante. 
• Entende que seus direitos são idênticos aos alheios. 
• Evita confrontos e comportamentos agressivos. 
• Compreende as limitações alheias. 
Campanhas educativas de trânsito 
O CONTRAN define anualmente o cronograma mensal das campanhas educativas de 
trânsito, entretanto, destacam-se os meses de maio, julho e setembro: 
• Maio: Maio Amarelo. O Movimento Maio Amarelo nasce com uma só proposta: 
chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito 
de todo o mundo. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária, 
engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude 
que o tema exige. 
• Julho: instituída pela Lei nº 15.006/24, a Semana Nacional de Prevenção a 
Acidentes com Motociclistas, a ser realizada, anualmente, na semana que 
compreender o dia 27 do mês de julho, o qual é instituído como o Dia Nacional 
do Motociclista. 
• Setembro: Semana Nacional de Trânsito. Segundo o artigo 326 - C.T.B., a 
Semana Nacional de Trânsito deve ser comemorada anualmente no período 
compreendido entre 18 e 25 de setembro. 
Convívio social entre ciclistas, motoristas e pedestres 
Segurança e respeito em primeiro lugar. A bicicleta também é um veículo e, portanto, o 
ciclista deve respeitar as regras de trânsito, tais como: os semáforos, as sinalizações de 
trânsito e as faixas de pedestres. 
Durante a circulação, o ciclista deve observar algumas regras: 
• Quando não houver espaço específico para bicicletas, circule pela rua e não pelas 
calçadas, a menos que a calçada permita compartilhamento com pedestres. 
• Caso a calçada não seja partilhada ou compartilhada, desça da bicicleta e leve-a 
empurrando com as mãos. 
• Desça da bicicleta ao cruzar a faixa de travessia de pedestres: o ciclista na faixa 
se torna pedestre. 
• Utilizar equipamentos de segurança obrigatórios e recomendados, tais como: 
sinalizações noturnas refletivas, campainha ou buzina, espelho retrovisor e 
capacete. 
O pedestre é o mais vulnerável dos usuários do trânsito. É obrigação de todos 
cuidar da segurança dele. Para segurança dos pedestres, siga as seguintes regras: 
• Dê sempre preferência ao pedestre. 
• Atenção com as crianças na via ao andar de bicicleta. Leve-as para andar de 
bicicleta em parques e locais protegidos do trânsito. 
• Ocupe um lugar na via para maior visibilidade. 
• Olhe para os dois lados antes de passar por um cruzamento. 
• Nunca ande na contramão; circule sempre no mesmo sentido dos outros 
veículos. 
• Mantenha distância segura dos outros veículos e preste atenção às portas dos 
veículos. 
• Utilize gestos para sinalizar suas intenções. 
 
CAP 5 
O condutor deve conhecer o funcionamento do seu veículo e seus equipamentos, especialmente os 
de segurança, além de ter noções básicas de mecânica. 
De uma maneira geral, os veículos são constituídos pelos mesmos elementos. Têm-se, em todos os 
tipos, um chassi ou um monobloco, que são os suportes do veículo; uma cobertura para conduzir os 
passageiros ou a carga, que se chama carroceria; um conjunto motopropulsor constituído por um 
motor; e transmissão de movimento, que é capaz de criar a energia para deslocar o veículo. 
Outros elementos com certas funções básicas são: todo veículo deve ter um sistema de direção, que é 
capaz de fazê-lo deslocar-se para onde se deseja; deve possuir um sistema de suspensão para não 
transmitir aos passageiros ou às cargas as oscilações do veículo, quando passar em terreno irregular. 
Existem mais elementos ainda, que serão apresentados à medida que o assunto for se 
desenvolvendo. Estudaremos rodas e pneus, sistema de freios, câmbio, e assim por diante. 
9 Motor de combustão interna 
Nos motores de combustão interna, a transformação de energia é resultante da queima de uma 
mistura de ar/combustível no interior da câmara de combustão. 
Responsável por transformar energia em movimento, é o motor que gera os cavalos (cv = cavalo-
vapor) e o torque (a força de tração). Seus principais componentes são o cárter (reservatório de 
óleo), bloco (que abriga o virabrequim e os pistões), cabeçote (parte superior e sede da câmara de 
combustão), válvulas, eixo do comando de válvulas e seus outros assistentes, como velas e bicos 
injetores. 
1. Comando de válvulas: gerencia as válvulas de admissão e escape, determinando o momento 
e o tempo necessário para a admissão da mistura ar-combustível. 
2. Correia dentada: sincroniza os movimentos do virabrequim com os do comandode válvulas. 
3. Câmara de combustão: onde ocorre a queima de mistura ar-combustível do cilindro. 
4. Virabrequim: conhecido como árvore de manivelas, é girado pelo deslocamento do pistão. 
5. Mancais: chamadas de bronzinas, servem de apoio e redução do atrito das bielas em 
movimento do motor. 
6. Biela: tem a função de ligar o pistão ao virabrequim. 
7. Pistão: sobe e desce dentro do cilindro durante a entrada e a queima da mistura ar-
combustível e a descarga dos gases de exaustão. 
8. Volante do motor: funciona como um reservatório de energia cinética e torna a rotação do 
virabrequim mais suave. 
9. Cárter: reservatório de óleo do motor. 
Cuidados básicos: atenção para a correia dentada. Verifique se ela está bem esticada e não 
está gasta, ressecada ou quebradiça. Em geral, a troca deve ser feita entre 40 e 50 mil 
quilômetros. Siga as orientações do fabricante sobre revisões e troca de peças na 
quilometragem correta. 
Os motores de combustão interna empregam como combustível gasolina e o etanol misturados a 
quantidades de ar filtrado, mistura essa que é transformada em uma espécie de aerosol pelo 
carburador. Os motores modernos usam sistemas eletrônicos que regulam com precisão a 
quantidade e o teor da mistura que é introduzida nos cilindros, conhecidos por injeção eletrônica. O 
número de cilindros que compõem um motor é variável, sendo que as configurações mais comuns 
apresentam 3, 4, 5, 6 e 12 cilindros. 
9 Veículo equipado com motor flex 
O veículo flex está equipado com um motor que tem a capacidade de ser reabastecido e funcionar 
com mais de um tipo de combustível, misturados no mesmo tanque e queimados na câmara de 
combustão simultaneamente. Ao ser abastecido, um sensor detecta a mistura do combustível e 
ajusta a injeção de acordo com a mistura. Assim, pode-se usar tanto etanol quanto gasolina, ou uma 
mistura dos dois em qualquer proporção sem qualquer dano ao motor. 
===== Page 2 ===== 
9 Funcionamento do motor 
Nos motores a álcool, gasolina ou flex, a produção do movimento começa pela queima de 
combustível nas câmaras de combustão. Essas câmaras contêm um cilindro, duas válvulas (uma de 
admissão e outra de escape) e uma vela de ignição. O pistão que se move no interior do cilindro é 
acoplado à biela, que se articula com o virabrequim. O virabrequim, ao girar, faz com que o 
movimento chegue às rodas através do sistema de transmissão do carro. 
Os cilindros são aberturas no bloco do motor nas quais os pistões deslizam, subindo e descendo de 
acordo com a explosão e o movimento do virabrequim. 
As ilustrações mostram um esquema do motor a “quatro tempos”: 
• Primeiro tempo (admissão): a válvula de admissão se abre e uma mistura de combustível 
e ar é injetada no cilindro através da válvula de admissão, enquanto o virabrequim, que gira, 
empurra o pistão para baixo. 
• Segundo tempo (compressão): a válvula de admissão se fecha; a mistura é comprimida à 
medida que o pistão se eleva e, antes que este chegue à parte superior, a vela se ascende. 
• Terceiro tempo (combustão e explosão): a mistura acende-se; os gases quentes, que se 
expandem, formados na explosão, produzem uma força que faz com que o pistão abaixe 
novamente, acionando o virabrequim. 
• Quarto tempo (escape): a válvula de escape abre-se e os gases são expulsos pelo pistão, 
que se eleva. 
 
9 Sistema de alimentação 
O sistema de alimentação fornece a mistura de ar e combustível para o motor na quantidade e no 
momento adequados. A mistura gasosa é formada no carburador ou, nos motores atuais, calculada 
pela injeção eletrônica. 
O sistema baseia-se em um microprocessador que faz todo o gerenciamento do motor, controlando o 
seu funcionamento da forma mais adequada possível. Esse sistema veio a substituir os convencionais 
sistemas de alimentação por carburador e ignição eletrônica transistorizada. Isso significa que o 
sistema cuida de todo o processo térmico do motor, como a preparação da mistura ar/combustível, a 
sua queima e a exaustão dos gases. 
Para que isso seja possível, o microprocessador deve processar as informações de diversas 
condições do motor, como sua temperatura, a temperatura do ar admitido, a pressão interna do 
coletor de admissão, a rotação, etc. Tais sinais, depois de processados, servem para controlar 
diversos dispositivos que atuarão no sistema de marcha lenta, no avanço da ignição, na injeção de 
combustível, etc. 
1. Bocal do tanque. 
2. Tanque de combustível. 
3. Bomba de combustível. 
A válvula de purga do cânister, como é conhecida, é um reservatório que contém carvão ativado, 
responsável pela absorção do vapor de combustível e filtragem, liberando ar limpo na atmosfera. O 
vapor absorvido no carvão ativado é reutilizado pelo motor. Quando defeituoso, pode provocar 
graves defeitos no sistema de injeção, levando em alguns casos a uma retífica desnecessária de 
motor. Em alguns veículos a válvula fica localizada abaixo do para-lama, atrás do para barro. No caso 
dos primeiros sinais de problemas no cânister, procure uma oficina especializada em injeção 
eletrônica. 
4. Filtro de combustível. 
5. Bicos injetores. 
6. Filtro de ar. 
===== Page 3 ===== 
Cuidados básicos: a cada 40 mil quilômetros deve-se limpar os bicos de injeção eletrônica porque a 
sujeira presente no combustível pode entupir o sistema, aumentando o consumo e piorando o 
desempenho do motor. 
O filtro de combustível impede que partículas que estejam no tanque do carro tais como ferrugem, 
pó, água ou sujeira cheguem à bomba de combustível e ao bico injetor, preservando a sua vida útil. 
Sua troca é recomendada entre 10 e 15 mil quilômetros. O filtro de combustível vencido ou 
danificado compromete a bomba de combustível e deixa o sistema de injeção sujo. Isso gera falhas, 
afeta o rendimento do veículo e aumenta o consumo de combustível. 
O filtro de ar tem a função de separar e eliminar todas as partículas existentes no ar aspirado pelo 
motor. Os filtros devem ser trocados a cada 10 mil quilômetros, pois sua utilização correta aumenta 
consideravelmente a vida útil do motor e diminui o consumo do combustível. 
○ Sistema de arrefecimento 
Todos os motores de veículos são máquinas geradoras de calor (motores de combustão interna), 
portanto foi criado o sistema de arrefecimento para controlar essa quantidade de calor. Fazem parte 
do sistema de arrefecimento: 
1. Radiador: componente destinado a efetuar a troca do calor da água aquecida pelo motor 
para o ar ambiente e, com isso, manter a temperatura do motor dentro do previsto pelo 
fabricante. 
2. Líquido de arrefecimento: é destinado a elevar o ponto de ebulição e congelamento da água, 
além de lubrificar e proteger contra a corrosão. 
3. Bomba d´água: faz circular o líquido de arrefecimento entre o motor e o radiador. 
4. Mangueiras: interligam o motor com o radiador e o reservatório de expansão. 
5. Válvula termostática: controla o fluxo do líquido do arrefecimento e a temperatura do motor. 
6. Ventilador (ventoinha): é uma hélice destinada a aumentar o fluxo de ar e, assim, resfriar o 
líquido de arrefecimento no radiador. 
7. Interruptor térmico da ventoinha (cebolinha): interruptor de corrente elétrica sensível à 
temperatura. É usado para controlar o funcionamento da ventoinha. 
8. Reservatório de expansão: recipiente suplementar destinado a recolher o excesso de volume 
de água que se dilatou ao esquentar. 
O reservatório indica se a quantidade de água existente no radiador e no restante do sistema 
de arrefecimento (mangueiras e bomba d´água) é suficiente. O recipiente tem duas marcas 
(“min” e “máx” ou simplesmente duas setas) e o nível de água deve estar entre elas ou 
próximo do máximo, nunca acima deste nem abaixo do mínimo. 
Se o marcador de temperatura do painel (termômetro) mostrar que há superaquecimento, 
pare o carro imediatamente. Abra o capô e espere o motor esfriar por 15 minutos. Usando 
um pano, abra com cuidado a tampa do reservatóriode água do radiador para verificar se 
está vazio. Se estiver, ligue o carro e só então coloque água. Depois disso, verifique se há 
vazamento em alguma mangueira do radiador ou se a correia da bomba de água está frouxa. 
Essas são as causas possíveis do superaquecimento. Se estiver tudo em ordem, ligue o motor 
novamente e espere aquecer até atingir aproximadamente 90 graus centígrados (verifique 
no marcador de temperatura no painel). Observe se a ventoinha entra em ação. Se ela não 
funcionar, desligue o motor. Pode ser que o sensor, um fusível ou ainda a ventoinha estejam 
queimados. 
○ Sistema de lubrificação 
As numerosas peças que constituem a mecânica interna do motor precisam de um sistema de 
distribuição de óleo que assegure sua lubrificação. 
O sistema de lubrificação é composto por bomba de óleo, cárter, filtro de óleo, tubulação, galerias no 
bloco e cabeçote, tudo para que circule óleo constantemente nas peças móveis do motor. 
O óleo do motor é mantido limpo pelo filtro de óleo, que retém as impurezas e contaminantes sendo 
assim, é necessário substituí-lo nas trocas de óleo, para garantir que continue filtrando 
adequadamente o óleo que circula pelo motor. 
===== Page 4 ===== 
O óleo do motor tem como função lubrificar e reduzir a um mínimo o atrito e o calor gerados, 
mantendo a temperatura das partes móveis do motor dentro dos limites toleráveis, evitando 
desgastes prematuros dessas partes. 
O óleo é retirado do cárter pela bomba, levado para o alto do motor e despejado sobre as peças 
móveis, como pistões e virabrequim. 
Verificação do nível do óleo do motor: verifique o nível do óleo do cárter uma vez por semana com o 
veículo em uma superfície plana e, de preferência, com o motor frio. Puxe a vareta do óleo e retire-a. 
Limpe-a completamente e introduza-a totalmente, retire-a novamente e verifique o nível de óleo, 
que deve estar entre as marcas mínimo e máximo da vareta. 
Adicione óleo somente se o nível atingir a marca mínimo ou se estiver abaixo dela. O nível de óleo 
não deverá ficar acima da marca máxima da vareta. 
Localizada no painel de instrumentos do veículo, a luz indicadora de pressão do óleo do motor 
(manômetro) deve acender ao ligar a ignição e apagar ao dar partida do motor. 
Se a luz acender com o veículo em movimento, estacione imediatamente e desligue o motor, pois 
poderá ter havido uma interrupção no funcionamento do sistema de lubrificação, podendo causar 
travamento do motor. 
Sistema de escapamento 
O sistema de escapamento tem a função de conduzir, sem perigo para os ocupantes, os gases quentes 
do motor até a atmosfera, além de reduzir o ruído provocado pela expulsão desses gases por meio do 
silencioso. 
 
1. Tubo coletor: conectado ao motor, é destinado a coletar os gases queimados e encaminhá-los 
aos demais componentes do sistema de escapamento. 
2. Catalisador: item obrigatório nos veículos, tem como função principal transformar por meio 
de reação química os gases nocivos em elementos não contaminantes. 
3. Silencioso intermediário: é responsável pela primeira redução do nível sonoro, velocidade, 
temperatura e pressão dos gases. 
4. Silencioso traseiro: redução final dos níveis de ruídos. 
Verifique periodicamente: vazamento de gases, desgastes dos acessórios, peças danificadas e 
ferrugem. Componentes com vazamento podem causar ruídos anormais e apresentar riscos à 
segurança. Para prolongar a vida útil do catalisador, evite entrar em poças de água profundas e 
procure desviar de pedras maiores, que podem causar estragos. 
Fumaça saindo do escapamento nunca é bom sinal. Através da cor da fumaça, é possível verificar e 
interpretar onde está o problema do veículo: 
• Fumaça branca: indica que, possivelmente, o líquido de arrefecimento do radiador está 
sendo queimado na câmara de combustão, geralmente quando alguma junta do motor está 
danificada, queimada ou rompida. Quando isso acontece, o nível do líquido de arrefecimento 
diminui. 
Atenção: caso a presença da fumaça branca ocorra apenas no momento em que o motor é ligado ou 
em dias mais frios, é apenas um sinal de condensação do ar, comum em carros a etanol. 
• Fumaça preta: ocorre quando o carburador ou a injeção eletrônica estão desregulados, o 
motor apresenta alguma irregularidade de funcionamento, isso quer dizer que o motor 
injeta mais combustível na câmara de combustão do que é capaz de queimar. Esse 
combustível em excesso é expelido no escapamento e só é queimado do lado de fora pelo 
calor do próprio escape, resultando na fumaça preta. 
Atenção: a fumaça preta sempre vem acompanhada de alto consumo de combustível. 
• Fumaça azul: indica que pode ter óleo do motor sendo queimado na câmara de combustão. 
Isso diminui a lubrificação e pode danificar seriamente o motor. Geralmente a incidência 
deste tipo de fumaça ocorre por conta de alguma folga gerada por desgaste ou quebra nos 
anéis dos pistões. 
Atenção: o nível de óleo baixando rapidamente é um sintoma da fumaça azul. 
===== Page 5 ===== 
90 Sistema elétrico 
O sistema elétrico controla a alimentação dos componentes elétricos e eletrônicos, como luzes, ar 
condicionado, computador de bordo e vidros elétricos. 
Esse sistema é também responsável pela partida do veículo. 
Os principais componentes do sistema elétrico são: bateria, chave de ignição, distribuidor, vela e 
bobina. 
Bateria: fonte de energia do carro. É um acumulador de eletricidade. Aciona o motor de arranque 
(que dá partida ao motor) e é responsável por manter todo o sistema elétrico do veículo em 
funcionamento. Existem dois tipos de bateria. A chamada bateria selada, sem manutenção, que 
dispensa adicionamento de água, e a bateria com manutenção, à qual se deve acrescentar água 
destilada sempre que o nível estiver baixo. Evite deixar as luzes acesas ou o rádio funcionando com o 
motor desligado, pois pode descarregar a bateria. 
Chave de ignição: a chave abre todas as portas e tampas do veículo, destrava a direção, liga a 
ignição e dá partida ao motor de arranque. Nunca dá partidas continuas no motor por mais de 10 
segundos. Se o motor não entrar em funcionamento na primeira tentativa, desligue a chave, espere 5 
segundos e de partida novamente. Não insista se o motor não der partida após algumas tentativas. 
Procure descobrir a causa antes de acionar a partida novamente. 
9 Distribuidor e bobina de ignição 
Distribuidor: o distribuidor é o componente do sistema de ignição encarregado de distribuir 
corrente elétrica de alta tensão produzida pela bobina para as velas. Se a tampa do distribuidor 
estiver trincada, o carro não funcionará. Quando isso acontece, a distribuição de energia para as 
velas fica prejudicada, ocasionando fuga de corrente elétrica. A solução é trocar a tampa. 
Ignição eletrônica: a ignição eletrônica calcula o momento do ponto de ignição. Substitui os 
distribuidores convencionais por mapas eletrônicos, com resultado mais eficiente que a ignição 
convencional. 
Bobina de ignição: componente elétrico do sistema de ignição destinado a transformar corrente de 
baixa tensão, de 6 ou 12 volts, em alta, de até 30.000 volts, pelo processo de indução. A corrente é 
distribuída para as velas de ignição por meio do distribuidor. 
Quando ocorre o superaquecimento da bobina, pode ser um sinal de desgaste da peça. Ela para de 
produzir corrente e o carro não liga. O jeito é esperar que esfrie. Para acelerar o processo, desligue a 
chave, abra o capô e coloque um pano molhado sobre a bobina. Esperando cerca de 10 minutos, o 
carro volta a ligar. Trata-se de uma solução de emergência. Assim que puder, passe em um 
autoelétrico e troque a peça. 
9 Vela de ignição 
É a unidade responsável por provocar a ignição da mistura ar/combustível dentro do cilindro e, em 
consequência, sua explosão. O eletrodo que gera a faísca trabalha em temperaturas que vão de 400 a 
800 graus centígrados. O lado externo da vela é recoberto com material cerâmico queage como uma 
capa protetora do eletrodo central. Ainda que alguns modelos tenham configuração diferente, em 
geral cada cilindro tem uma vela. 
Como os eletrodos se desgastam por efeito da faísca, a vela tem vida útil predeterminada pelo 
fabricante do motor, substitua as velas de acordo com suas instruções. 
9 Motor de arranque ou motor de partida 
E o equipamento que transforma a energia elétrica da bateria em energia mecânica, transmitida ao 
motor para o início do seu funcionamento. Ao se ligar o carro, o motor de partida faz girar uma roda 
dentada instalada no volante do motor para que este entre em funcionamento. Sendo assim fica 
importante após esse período, permanecendo parado mesmo enquanto o motor do automóvel 
estiver em funcionamento. 
===== Page 6 ===== 
Alternador 
Acionado por uma correia ligada ao motor, o alternador é um gerador de corrente elétrica que 
carrega a bateria e alimenta o sistema elétrico com o motor em funcionamento. 
Se a luz de carga de bateria estiver acesa no painel de instrumentos do veículo, pode ser uma 
indicação de que a correia que liga o alternador está sem tensão ou se rompeu. 
Fusíveis 
Os fusíveis compõem um dispositivo de proteção a curto-circuitos no sistema elétrico. 
Se o farol não acende e a lâmpada não está queimada, então a causa geralmente deve ser o fusível. 
Confira no manual do veículo a localização do compartimento de fusíveis. A seguir, verifique qual 
deles é o responsável pelos faróis, retire-o e substitua-o por um novo. Os queimados apresentam a 
fina lâmina interna rompida. 
Não improvise com fusíveis de amperagem diferente ou outro tipo de material (arame, papel 
aluminizado). Isso pode causar sérios danos ao sistema elétrico do automóvel, além de proporcionar 
risco de curto-circuito e até mesmo incêndio. 
Luzes 
A segurança no trânsito passa pelo bom funcionamento das luzes de iluminação e de sinalização do 
veículo. Verificar as luzes de sinalização externa (faróis, lanternas, luzes de seta, marcha a ré, freios e 
também a das placas) é uma obrigação diária. 
Buracos e depressões nas cidades e nas estradas fazem com que os faróis percam a regulagem de 
fábrica em até 3 meses. A boa regulagem propicia o aproveitamento total do facho luminoso do 
veículo, tornando o dirigir mais confortável e evitando o ofuscamento da visão de outros motoristas, 
o que garante a segurança. 
Painel de instrumentos 
Os painéis de instrumentos possuem indicadores que registram quantidades e valores, geralmente 
através de um ponteiro ou painel digital indicando um determinado valor numa escala. Sensores 
espalhados pelo veículo verificam as condições de funcionamento de diversos itens, como: 
1. Velocímetro: velocidade desenvolvida pelo veículo. 
2. Tacômetro: contagiro. 
3. Termômetro: temperatura do líquido de arrefecimento. 
4. Indicador de nível de combustível. 
5. Luzes de aviso. 
6. Indicador de sinal (seta). 
7. Hodômetro: medidor de distância percorrida parcial e total. 
8. Luzes do câmbio (veículos com câmbio automático): P - estacionado, R - ré, N - neutro ou 
ponto morto, D - dirigir, S - esportivo (usado para ultrapassagens e retomada de velocidade), 
L - reduzida (usado em subidas íngremes ou descidas). 
===== Page 7 ===== 
Quando uma das luzes de advertência acende no painel é sinal de que algo não funciona bem. É 
necessário identificar o sistema correspondente à luz acesa com base no manual de proprietário. 
Combustível 
Luz do compartimento 
de passageiros 
Limpador de pára-brisa 
Sistema de injeção 
eletrônica 
Luz alta 
Fluído de limpeza vidro 
traseiro 
Carga de bateria Luz baixa 
Fluído de limpeza pára-
brisa 
Temperatura do motor Luz de posição 
Desembaçador vidro 
traseiro 
Nível do óleo (manômetro) Faróis de neblina 
Distribuição de ar pára-
brisa 
Sistema de freio Luzes de seta Ventilação 
Sistema de freio 
antiblocante (ABS) 
Luz de alerta Ar condicionado 
Porta entreaberta Buzina 
Distribuição de ar 
assoalho 
Cinto de segurança 
Trava ou Destrava todas 
as portas 
Distribuição de ar frontal 
Air bag Trava tampa traseira 
Distribuição de ar frontais 
e assoalho 
Manutenção programada Trava tampa dianteira 
Distribuição de ar 
assoalho e para-brisa 
Acendedor de cigarros e/ou 
Tomada 12 V 
Limpador do vidro 
traseiro 
Circulação de ar 
Lembre-se: alguns símbolos apresentados na tabela do painel de instrumentos podem variar de 
acordo com a marca e o modelo de veículo. Automóveis mais sofisticados possuem indicadores com 
informações mais refinadas, algumas até calculadas por computador de bordo em painel LCD. 
❌ Sistema de transmissão 
O sistema de transmissão tem a função de transferir a potência do motor para as rodas motrizes do 
veículo. Os principais componentes do sistema de transmissão são: a embreagem, a caixa de 
mudanças, o eixo cardã e o diferencial. Veículos com câmbio automático não possuem embreagem. 
1. Embreagem: é um dispositivo mecânico constituído basicamente de duas peças, o platô e o 
disco, montados entre o motor e a caixa de mudanças (câmbio) que, quando acoplada, 
transmite a rotação do motor à caixa de câmbio, que envia o torque ao diferencial e às rodas. 
Acionada por um pedal, a embreagem tem a função secundária de permitir trocas de 
marchas com facilidade. 
2. Caixa de mudanças: também conhecida como câmbio, é um conjunto mecânico do sistema de 
transmissão que dispõe de vários conjuntos de engrenagens, de diferentes relações, 
selecionáveis pelo motorista. O câmbio possibilita ao automóvel ter aptidão para subidas 
íngremes e trafegar em alta velocidade, com melhor aproveitamento em todas as 
velocidades. 
===== Page 8 ===== 
3. Câmbio manual: câmbio em que as diferentes marchas precisam ser obrigatoriamente 
escolhidas pelo motorista mediante ação manual de uma alavanca, conjugado com 
desacoplamento/ acoplamento da embreagem. Já o câmbio automático é o tipo de câmbio 
que dispensa a embreagem e seu pedal. As trocas de marchas são realizadas 
automaticamente por um conversor de torque. 
4. Eixo cardã: utilizado por veículos com motor dianteiro e tração traseira, o eixo cardã tem 
como função estabelecer a ligação entre esses dois elementos. 
5. Diferencial: formado por várias engrenagens, permite que as rodas de um mesmo eixo se 
movimentem a velocidades diferentes como, por exemplo, em uma curva, quando a roda 
interna percorre uma distância menor que a externa. Reduz também as rotações 
provenientes do câmbio, que serão transferidas às rodas. 
6. Junta homocinética: é usada para unir o eixo da roda com o da tração, nos carros que 
possuem tração dianteira. Sua articulação angular permite a movimentação das rodas de 
maneira uniforme. 
7. Sistema de direção 
É um mecanismo ligado à caixa de direção, acoplando braços e terminais que possibilitam o 
esterçamento (movimento das rodas). 
Basicamente, o sistema de direção é composto por: 
8. Volante. 4. Caixa da direção 
9. Coluna de direção. 5. Barras de direção 
10. Eixo da coluna. 
Com o desenvolvimento de novas tecnologias, atualmente existem diversos modelos de sistema de 
direção: 
• Convencional: não possui assistência hidráulica, o motorista faz todo o esforço para a 
direção virar de um lado a outro. 
• Hidráulica: a direção fica mais leve graças a uma bomba que faz circular o óleo dentro da 
caixa de direção. Essa lubrificação auxilia o motorista na hora das manobras. A bomba que 
toca o óleo é impulsionada pela força do motor. Ou seja, só funciona com o carro ligado. 
• Eletrohidráulica: também conhecida como direção elétrica, tem o funcionamento 
semelhante ao da direção hidráulica. Ou seja, a direção fica mais leve graça ao óleo tocado 
por uma bomba. A diferença é que essa bomba é acionada por um motor elétrico e não pelo 
motor do carro. Isso evita a perda de potência do carro. 
• Elétrica: não há óleo no sistema de direção. Junto à caixa de direção está fixado um motor 
elétrico que auxilia os braços da direçãonão exceda a 3.500 kg e cuja lotação não exceda a 8 lugares, excluído o do 
motorista; • Combinações de veículos automotores em que a unidade tratora se 
enquadre na categoria B e cuja unidade acoplada, reboque, semirreboque, trailer 
ou articulada tenha menos de 6.000 kg de PBT, e cuja lotação não exceda a 8 
lugares; (redação dada pela Lei Federal n° 14.440/22) • Veículos automotores da 
espécie motor-casa, cujo peso não exceda a 6.000 kg e cuja lotação não exceda a 
8 lugares, excluído o do motorista; • Tratores de roda e equipamentos 
automotores destinados a executar trabalhos agrícolas; • Quadriciclos de cabine 
aberta ou fechada. 
Ca
te
go
ria 
C 
• Veículos automotores utilizados em transporte de carga, cujo PBT exceda a 
3.500 kg; • Tratores de esteira, tratores mistos ou equipamentos automotores 
destinados à movimentação de cargas, de terraplanagem, de construção ou de 
pavimentação; • Veículos automotores da espécie motor-casa, cujo PBT 
ultrapasse 6.000 kg, e cuja lotação não exceda a 8 lugares, excluído o do 
motorista; • Combinações de veículos automotores não abrangidas pela 
categoria B, em que a unidade tratora se enquadre nas categorias B ou C, e desde 
que o PBT da unidade acoplada, reboque, semirreboque, trailer ou articulada 
seja menor que 6.000 kg e cuja lotação total não exceda a 8 lugares; • Todos os 
veículos abrangidos pela categoria B. 
Ca
te
go
ria 
D 
• Veículos automotores utilizados no transporte de passageiros, cuja lotação 
exceda a 8 lugares, excluído o do condutor; • Veículos destinados ao transporte 
de escolares independentemente da lotação; • Veículos automotores da espécie 
motor-casa, cuja lotação exceda a 8 lugares, excluído o do motorista; • ônibus 
articulado; • Todos os veículos abrangidos nas categorias B e C. 
Ca
te
go
ria 
E 
• Combinações de veículos automotores em que a unidade tratora se enquadre 
nas categorias B, C ou D e cuja unidade acoplada, reboque, semirreboque, trailer 
ou articulada tenha 6.000 kg ou mais de PBT, ou cuja lotação exceda a 8 lugares; 
• Combinações de veículos automotores com mais de uma unidade tracionada, 
independentemente da capacidade máxima de tração ou PBTC; • Todos os 
veículos abrangidos nas categorias B, C e D. 
 
Para habilitar-se na categoria C, o condutor deverá estar habilitado no mínimo há 1 ano 
na categoria B e não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos 12 últimos 
meses. Para habilitar-se nas categorias D e E ou para conduzir veículo de transporte 
coletivo de passageiros, de escolares, de emergência, de produto perigoso ou de carga 
indivisível, o candidato deverá preencher os seguintes requisitos: 
I. Ser maior de 21 anos; 
II. Estar habilitado: 
• No mínimo há 2 anos na categoria B ou no mínimo há 1 ano na categoria C, 
quando pretender habilitar-se na categoria D; 
• No mínimo há 1 ano na categoria C, quando pretender habilitar-se na categoria E; 
III. Não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos 12 últimos meses. 
IV. Ser aprovado em curso especializado e em curso de treinamento de prática 
veicular em situação de risco, nos termos da normatização do CONTRAN. 
Deverão comprovar resultado negativo em exame toxicológico para a obtenção e a 
renovação da C.N.H. (a cada 2 anos e 6 meses) os condutores das categorias C, D e E com 
idade inferior a 70 anos. 
 
Sistema Nacional de Trânsito – S.N.T. 
O Sistema Nacional de Trânsito (S.N.T.) é o conjunto de órgãos e entidades da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que tem por finalidade o exercício das 
atividades de planejamento, administração, normatização, pesquisa, registro e 
licenciamento de veículos, formação, habilitação e reciclagem de condutores, educação, 
engenharia, operação do sistema viário, policiamento, fiscalização, julgamento de 
infrações e de recursos, e aplicação de penalidades. São objetivos básicos do S.N.T.: 
I. Estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsito, com vistas à segurança, à 
fluidez, ao conforto, à defesa ambiental e à educação para o trânsito, e fiscalizar seu 
cumprimento; 
II. Fixar, mediante normas e procedimentos, a padronização de critérios técnicos, 
financeiros e administrativos para a execução das atividades de trânsito; 
III. Estabelecer a sistemática de fluxos permanentes de informações entre os seus 
diversos órgãos e entidades, a fim de facilitar o processo decisório e a integração do 
Sistema. 
 
Composição do Sistema Nacional de Trânsito 
Órgãos normativos, consultivos e coordenadores que ditam normas e fazem as leis: 
I. CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito): é o órgão máximo normativo e consultivo 
do Sistema Nacional de Trânsito (S.N.T.), orientando as políticas de trânsito no país e 
coordenando os demais órgãos do S.N.T. Ao CONTRAN cabem os processos de 
normatização dos procedimentos relativos à aprendizagem, habilitação, expedição de 
documentos de condutores, registro e licenciamento de veículo. Sua sede é em Brasília-
DF. Câmaras Temáticas: órgãos técnicos vinculados ao CONTRAN têm como objetivo 
estudar e oferecer sugestões e embasamento técnico sobre assuntos específicos para 
decisões do Conselho. 
II. CETRAN (Conselho Estadual de Trânsito): é o órgão máximo normativo, consultivo e 
coordenador do S.N.T. na área de atuação do seu respectivo Estado. Cada Estado possui 
o seu Conselho, com sede na capital do Estado. Compete ao CETRAN cumprir e fazer 
cumprir a legislação e as normas de trânsito, acompanhando as atividades técnicas e 
administrativas de trânsito do seu Estado. 
III. CONTRANDIFE (Conselho de Trânsito do Distrito Federal): é o órgão máximo 
normativo, consultivo e coordenador do S.N.T. do Distrito Federal. Compete ao 
CONTRANDIFE cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, 
acompanhando as atividades técnicas e administrativas de trânsito no Distrito Federal. 
Órgãos e entidades executivas de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios que cumprem e fazem cumprir a legislação de trânsito: 
I. SENATRAN (Secretaria Nacional de Trânsito): é o órgão máximo executivo do Sistema 
Nacional de Trânsito, cujo dirigente preside o CONTRAN e que tem por finalidade a 
coordenação e a supervisão dos órgãos delegados e a execução da política nacional de 
trânsito, com autonomia administrativa e técnica, e jurisdição sobre todo o território 
nacional. Sua sede é em Brasília-DF. 
II. DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito): é o órgão máximo executivo de 
trânsito dos Estados e que tem por finalidade cumprir e fazer cumprir a legislação de 
trânsito, nos limites de sua jurisdição. 
Página 7 
III. D.N.I.T. (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes): é o órgão 
executivo rodoviário da União, com autonomia sobre as rodovias e as estradas federais 
e que tem por finalidade planejar e operar o trânsito no âmbito de sua jurisdição. 
IV. D.E.R. (Departamento de Estradas e Rodagem): é o órgão executivo rodoviário do 
Estado, com autonomia sobre as rodovias e as estradas estaduais de sua sede e que tem 
por finalidade planejar e operar o trânsito no âmbito de sua jurisdição. 
V. JARIs (Juntas Administrativas de Recursos de Infrações): as JARIs são órgãos 
colegiados, componentes do S.N.T., responsáveis pelo julgamento dos recursos 
interpostos contra penalidades aplicadas por órgãos e entidades executivas do trânsito 
ou rodoviárias. 
VI. Polícia Rodoviária Federal: compete à Polícia Rodoviária Federal exercer os 
poderes de autoridade de polícia de trânsito, cumprindo e fazendo cumprir a legislação 
e demais normas pertinentes, bem como inspecionar e fiscalizar o trânsito nas rodovias 
e estradas federais. 
VII. Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal: executam a fiscalização de 
trânsito, quando e conforme convênio firmado, como agente do órgão ou da entidade 
executiva de trânsito ou executiva rodoviária, concomitantemente com os demais 
agentes credenciados.a ficarem mais leves. Ele é muito mais prático, pois 
elimina o óleo, mangueiras, correias e polias. O único problema que pode ocorrer é pane no 
sistema elétrico. Se isso acontecer, porém, a direção ficará pesada, mas não irá travar. O 
motorista seguirá com o controle do carro. 
Todos esses sistemas precisam de manutenção periódica, acompanhamento do nível de óleo e troca 
do fluido nos prazos recomendados pelo fabricante. 
10. Sistema de suspensão 
A suspensão compreende todos os órgãos mecânicos que unem as rodas à estrutura 
principal do automóvel. Seu papel é evitar que as irregularidades do solo sejam transmitidas 
ao veículo e a seus ocupantes. Basicamente, a suspensão é composta por: 
11. Molas: as molas são os príncipes componentes elásticos do carro, sustentando seu peso, 
estando ele em uso ou não. Elas absorvem as irregularidades do terreno, controlam a altura 
do veículo e atuam sobre o alinhamento e o equilíbrio da suspensão. 
12. Componentes de apoio (braço da suspensão): os componentes de apoio são dispositivos 
como tensores e braços triangulares, ou oscilantes, exercendo papéis importantes na 
suspensão dos carros. São eles o suporte de molas e amortecedores, fixando o conjunto à 
carroceria ou ao chassi. 
13. Amortecedor: o amortecedor é um dos elementos principais da suspensão. É ele que 
controla a ação das molas, mantendo a aderência do carro ao solo. Se não estiverem atuando 
corretamente, comprometem a estabilidade, o conforto e a segurança. 
===== Page 9 ===== 
A suspensão de um carro, juntamente com o sistema de freios, faz parte do que se chama sistema de 
segurança do veículo. Exige ao menos uma revisão periódica para verificação de eventuais danos 
gerados pelas condições não muito propícias de nossas vias. 
Normalmente, os sintomas mais comuns são ruídos e má estabilidade do veículo, que aparecem 
quando se está dirigindo. 
Resolução nº 916/22 - CONTRAN - Art. 8º Os veículos que sofrerem alterações no sistema de 
suspensão ficam obrigados a atender aos seguintes limites e exigências: 
1. Veículos com Peso Bruto Total (PBT) até 3.500 kg: 
a) o sistema de suspensão poderá ser fixo ou regulável; 
b) a altura mínima permitida para circulação deve ser maior ou igual a 100 mm, medidos 
verticalmente do solo ao ponto mais baixo da carroceria ou chassi; e 
c) o conjunto de rodas e pneus não poderá tocar parte alguma do veículo quando submetido 
ao teste de esterçamento. 
§ 1º Os veículos que tiverem sua suspensão modificada, em qualquer condição de uso, 
devem ter inseridos no campo das observações do CRLV-e a altura livre do solo. 
§ 2º Não se aplicam as disposições deste artigo aos veículos de 2 ou 3 rodas e aos 
quadricicos. 
9 Sistema de freios 
É o sistema que tem como objetivo parar ou diminuir a velocidade de um veículo. 
O funcionamento do freio baseia-se no atrito entre o elemento fixo na estrutura do veículo (sapatas 
ou pinças) e outro elemento que gira com as rodas (tambores ou discos). O atrito dessas peças 
produz a força que imobiliza o carro. A maioria dos carros tem freio a tambor nas rodas traseiras e 
freio a disco nas rodas dianteiras. Em todos os carros, há dois sistemas de freios que funcionam de 
maneira independente: o freio de pedal e o freio de mão. O freio de mão geralmente tem 
acionamento mecânico e exerce sua ação apenas nas rodas traseiras. 
Funções dos principais componentes do sistema de freios: 
1. Hidrovácuo: também conhecido como servofreio. Utiliza o vácuo do coletor de admissão do 
motor para multiplicar a força exercida no pedal, reduzindo assim, o esforço do 
===== Page 10 ===== 
O sistema de rodagem 
O sistema de rodagem é formado pelo conjunto de rodas, pneus e válvulas de segurança. A 
velocidade instantânea desenvolvida pelo sistema de rodagem é indicada pelo velocímetro, que se 
localiza no painel de instrumentos na linha de visão do motorista. 
1. Carcaça de lonas. 
2. Banda de rodagem. 
3. Talões. 
4. Roda. 
• Roda: estrutura rígida circular central que conta com um aro, o qual liga o cubo do veículo 
ao pneu. Cuidado: uma roda trincada representa um risco potencial de sinistro de trânsito, 
estando o veículo em velocidade. 
• Pneu: é o pneu que liga o veículo ao solo, sendo composto por banda de rodagem, carcaça de 
lonas e talões. 
A pressão dos pneus deve ser verificada semanalmente ou antes de viajar, seguindo a indicação do 
manual do proprietário. Lembre-se de que os pneus devem estar frios, ou seja, não devem ter rodado 
mais do que 3 quilômetros. Acima dessa distância, o atrito dos pneus com o solo aquece o ar interno, 
que se expande e distorce a calibragem. Não se esqueça de checar também a pressão do estepe. O 
uso da tampinha na válvula de ar de cada pneu é fundamental para evitar que o bico receba 
impurezas. 
• Desgaste dos pneus: o limite legal é de 1,6 milímetros de profundidade dos sulcos, de 
acordo com resolução do CONTRAN. Abaixo dessa medida o pneu é considerado “careca”, 
compromete a segurança, e o veículo pode ser apreendido. O momento ideal para a troca dos 
pneus é quando a marca de desgaste, o triângulo ou as letras TWI impressas na lateral deles 
são atingidas. Lembre-se que a baixa calibragem dos pneus reduz a sua vida útil. 
• Ângulo camber: consiste na inclinação das rodas do veículo levando-se em consideração o 
plano horizontal do eixo. A cambagem é negativa quando a parte superior das rodas se 
inclina para dentro, deixando a parte de cima dos pneus mais próxima uma da outra, 
desgastando a parte interna do pneu, e é positiva quando as rodas ficam mais próximas 
umas das outras na parte de baixo, onde tocam o solo e desgastam a parte externa do pneu. 
O ideal é que se mantenham no ângulo nulo. 
• Ângulo caster: é definido com base na linha vertical que passa pelo centro da roda do carro, 
adotando o ponto de vista do perfil. É o responsável pela segurança e estabilidade da 
direção, o que permite dirigir em linha reta com o mínimo de esforço. No entanto, se o 
ângulo de caster estiver além do normal, a direção torna-se mais pesada. 
• Rodízio de pneus: é um recurso para igualar o desgaste dos pneus e fazer com que os 
mesmos durem mais. É extremamente importante porque os pneus do carro não se 
desgastam uniformemente, os da frente tem vida útil menor que os de trás, pois são 
submetidos a esforços provocados pelo sistema de direção e da tração. Recomenda-se o 
rodízio a cada 10 mil quilômetros, porém esse prazo depende muito do desgaste que o pneu 
pode sofrer justamente pelas vias onde o automóvel circula. Faça sempre inspeções visuais 
para conferir o desgaste e o estado dos pneus e determinar o momento certo de fazer o 
rodízio. 
9 Estrutura dos veículos 
A carroceria é a parte do automóvel destinada a passageiros e bagagem e que compreende todos os 
painéis externos, como teto, tampas, portas, para-lamas e para-choques. Pode ser montado sobre 
chassi ou ser estrutura monobloco, incorporando carroceria e chassi. 
A maioria dos carros não tem mais o chassi propriamente dito. O que eles possuem, na verdade, é 
uma carroceria monobloco em que o assoalho do veículo já é incorporado ao restante da lataria. 
Atualmente, o chassi só é usado em pesos pesados. O assoalho separado do resto da carroceria, que 
deu origem ao termo chassi, virou raridade. Apoiado nas longarias, aumenta a resistência da peça, 
por isso equipa caminhões, vans e picapes. 
A carroceria é projetada com uma seção central resistente para transportar os passageiros com 
segurança e fornecer pontos de fixação rígidos para o sistema de suspensão. 
===== Page 11 ===== 
26 motor e para-choques. Nas partes frontal e traseira há zonas projetadas para absorver energia em 
caso de um impacto forte e, dessa maneira, proteger os passageiros, reduzindo a sua desaceleração. 
Barras de proteção: montadas no interior das portas dos veículos, as barras de proteção têm como 
função principal proteger a região da bacia dos ocupantes, issoporque numa batida o impacto irá se 
concentrar na altura do assento. As barras de proteção são bastante eficientes, pois absorvem a 
batida e redistribuem-na por toda a carroceria. 
Air bag 
O air bag, conhecido por bolsa de ar ou almofada de ar, é um componente de segurança instalado em 
alguns modelos de veículos que funciona de forma simples: quando o veículo sofre um grande 
impacto, vários sensores dispostos em partes estratégicas do veículo são acionados, emitindo sinais 
para uma unidade de controle que aciona o air bag mais adequado, sendo muito eficaz na proteção 
dos ocupantes do veículo em uma colisão grave. 
Por ter um acionamento muito rápido, o air bag, se não tornado algumas medidas de segurança, 
pode agravar lesões em uma colisão ou até levar a morte: 
• Não dirijir muito próximo ao volante. 
• Não posicionar o banco muito próximo do painel de instrumentos do veículo. 
• Sempre manter os braços na posição correta no volante. 
• Jamais transportar crianças próximas ao air bag, principalmente se estiverem na cadeirinha. 
• Jamais colocar os pés no painel do veículo. 
• Não deixar objetos no colo ou na boca. 
• Crianças e animais não devem ficar entre o motorista ou passageiro e o air bag. 
Desde janeiro de 2014 todos os veículos devem sair de fábrica com o sistema air bag, assim como 
determina o CONTRAN. 
Motocicletas 
As motocicletas se classificam conforme a capacidade de cilindrada, expressa em centímetros 
cúbicos. Assim, existem modelos de várias potências e tamanhos, desde os menores, de 50 cc, até os 
maiores, potentes máquinas de 1400 cc ou mais. O motor pode ter de 1 a 6 cilindros. Os garfos 
dianteiro e traseiro que seguram as rodas são equipados com molas hidráulicas que amortecem os 
choques, aumentando a segurança e a aderência ao solo. Os dispositivos de controle ficam em 
posições relativamente padronizadas, permitindo fácil manipulação. Na extremidade esquerda do 
guidão situa-se a alavanca da embregagem e na direita estão a alavanca do freio da roda dianteira e a 
manopla de aceleração. O piloto aciona os freios traseiros com o pé direito. Os comutadores do farol 
e das lanternas sinalizadoras também são colocadas no guidão, ao alcance do dedo polegar. O painel 
de instrumentos, geralmente parecido com o dos automóveis, conta com velocímetro, contagios, 
luzes de alerta e uma luz testemunha, que avisa quando a caixa de mudanças (câmbio) está em ponto 
morto (desengrenado). Dá-se a partida no motor acionando-se um pedal ligado à caixa de 
transmissão; alguns modelos são equipados com partida elétrica, o que dispensa o uso do pedal de 
partida. Quanto às marchas, em geral, cinco à frente são selecionadas movimentando-se um pedal 
localizado frontalmente ao apoio do pé esquerdo. A transmissão do movimento do motor para a roda 
traseira é feita por uma corrente. 
Inspeção diária na motocicleta 
Fazer uma vistoria na motocicleta diariamente antes de utilizá-la é fundamental para garantir uma 
pilotagem segura, principalmente antes de viagens. Em alguns percursos, nem sempre há assistência 
mecânica, por isso, é importante que a moto esteja em condições ideais de funcionamento antes de 
sair de casa. Com o motor em funcionamento você deve ficar atento e verificar ruídos estranhos, 
vazamentos ou parafusos soltos. 
Corrente: para que o sistema de corrente, coroa e pinhão não seja prejudicado após a utilização em 
estradas de terra, ele deve ser lavado e lubrificado. Caso esteja solto ou tencionado, basta ajustar a 
folga de acordo com as especificações descritas no manual do proprietário. 
===== Page 12 ===== 
Pneus e rodas: usar pneus em perfeitas condições garante um deslocamento seguro. Portanto, antes 
da pilotagem é aconselhável conferir se a calibragem está de acordo com as especificações do 
manual do proprietário. Por exemplo, se for trafegar com garupa, o pneu traseiro deve receber 
pressão maior, especificada no manual do proprietário, para compensar o peso extra. Outra dica é 
observar a presença de objetos presos, como cacos de vidro e pedras, e se algum raio da roda está 
quebrado, pois pode perfurar a câmara de ar. 
Comandos e cabos: as folgas dos pedais dos freios dianteiro e traseiro, bem como a da alavanca da 
embreagem, devem estar reguladas com a medida média de 20 mm. Também é importante fazer o 
check-up da regulagem e as lubrificações dos cabos de embreagem, do acelerador e do sistema de 
freios. 
Freios: o sistema de freio precisa estar devidamente regulado e lubrificado. Se o freio for hidráulico, 
deve-se ainda verificar semanalmente o nível do fluido, que, se estiver abaixo do mínimo estipulado, 
pode sinalizar vazamento ou desgaste excessivo da pastilha. 
Luzes e parte elétrica: durante a inspeção, é importante observar se todas as luzes (de freio, piscas, 
lanterna, farol e painel) estão funcionando. Qualquer problema em um desses equipamentos é 
considerado infração média, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, com penalidade na carteira de 
habilitação e multa. 
Óleo e combustível: para manter o bom funcionamento do motor, é recomendada a verificação 
diária do nível do óleo lubrificante do motor. Se estiver abaixo do nível recomendado, deve-se 
preencher ou efetuar a troca completa, conforme a necessidade, sempre seguindo os procedimentos 
descritos no manual do proprietário. Lembre-se também de verificar o nível do líquido de 
arrefecimento, caso a motocicleta seja dotada de sistema de arrefecimento líquido. É importante, 
ainda, verificar se o combustível está chegando normalmente ao carburador. Para isso, é necessário 
desapertar o parafuso de drenagem. Deve-se atentar também para a troca do filtro de óleo e a 
limpeza do filtro de ar. Para não comprometer a lubrificação do motor, eles devem ser limpos ou 
substituídos de acordo com a tabela de manutenção do manual do proprietário. 
Para ter certeza de uma viagem segura é importante que todos esses cuidados em relação a cada 
componente da motocicleta seja observado e que o motociclista leve consigo um kit extra, composto 
de jogo básico de ferramentas, câmara de ar, lâmpada de farol e lanterna traseira para o caso de 
qualquer imprevisto. 
O Freio ABS e CBS em motocicletas 
O ABS evita o travamento das rodas em frenagens bruscas e facilita a parada sem que a roda traseira 
levante. Já o CBS, sistema de frenagem combinada das rodas, distribui a força de frenagem entre as 
duas rodas e diminui a distância que a moto leva para parar garantindo uma desaceleração rápida e 
segura. O CBS consiste no acionamento automático parcial do disco dianteiro quando só o traseiro é 
solicitado, prática muito comum entre motociclistas, especialmente os recém-habilitados. 
O Equipamentos obrigatórios 
De acordo com a Resolução nº 993/23 - CONTRAN, para circular em vias públicas, os veículos 
deverão estar dotados dos equipamentos obrigatórios relacionados a seguir, a serem constatados 
pela fiscalização em condições de funcionamento. 
I. Veículos automotores e ônibus elétricos: 
• Para-choques, dianteiros e traseiros. 
• Protetores das rodas traseiras em caminhões. 
• Espelhos retrovisores, interno e externo. 
• Limpador de para-brisa. 
• Lavador de para-brisa. 
===== Page 13 ===== 
• Faróis principais dianteiros de cor branca ou amarela. 
• Luzes de posição dianteiras (faroletes) de cor branca ou amarela. 
• Lanternas de posição traseiras de cor vermelha. 
• Lanternas de freio de cor vermelha. 
• Lanternas indicadoras de direção dianteiras de cor âmbar e traseiras de cor âmbar ou 
vermelha. 
• Lanterna de marcha a ré de cor branca. 
• Retrorrefletores (catadióptrico) traseiros de cor vermelha. 
• Lanterna de iluminação da placa traseira de cor branca. 
• Velocímetro e buzina. 
• Freios de estacionamento e de serviço, com comandos independentes. 
• Pneus que ofereçam condições mínimas de segurança. 
• Dispositivo de sinalização luminosa ou refletora de emergência, independentemente do 
sistemade iluminação do veículo. 
• Extintor de incêndio (facultativo para automóveis, utilitários, camionetas e caminhonetes). 
• Registrador de velocidade e tempo, nos veículos de transporte e condução de escolares, nos 
de transporte de passageiro com mais de 10 lugares e nos de carga com capacidade máxima 
de tração superior a 19 t. 
• Cinto de segurança para todos os ocupantes. 
• Dispositivo destinado ao controle de ruído do motor, naqueles dotados de motor a 
combustão. 
• Roda sobressalente, compreendendo o aro e o pneu, com ou sem câmara de ar, conforme o 
caso. 
• Macaco compatível com peso e carga. 
• Chave de roda. 
• Chave de fenda ou outra ferramenta apropriada para a remoção de calotas. 
• Lanternas delimitadoras e lanternas laterais nos veículos, quando suas dimensões o 
exigirem. 
• Cinto de segurança para árvore de transmissão em veículos de transporte coletivo e de 
carga. 
II. Motonetas, motocicletas e triciclos: 
• Espelhos retrovisores, em ambos os lados. 
• Farol dianteiro, de cor branca ou amarela. 
• Lanterna, de cor vermelha, na parte traseira. 
• Lanterna de freio, de cor vermelha. 
• Iluminação da placa traseira. 
• Indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiro e traseiro. 
• Velocímetro e buzina. 
• Pneus que ofereçam condições de segurança. 
• Dispositivos destinado ao controle de ruído do motor. 
III. Veículos de propulsão humana ou tração animal: 
• Freios. 
• Luz branca ou amarela dianteira e luz vermelha traseira ou catadióptricos nas mesmas 
cores. 
• Campainha, sinalização noturna lateral e nos pedais e espelho retrovisor do lado esquerdo 
nas bicicletas. 
IV. Os veículos automotores produzidos a partir de 1º de janeiro de 1999 deverão ser dotados 
dos seguintes equipamentos obrigatórios: 
• Espelhos retrovisores externos, em ambos os lados. 
• Registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, para os veículos de carga, com 
peso bruto total superior a 4536 kg. 
• Encosto de cabeça, em todos os assentos dos automóveis, exceto nos assentos centrais. 
• Cinto de segurança graduável e de três pontos em todos os assentos dos automóveis. Nos 
assentos centrais, o cinto poderá ser do tipo subabdominal. 
• Os ônibus e micro-ônibus poderão utilizar cinto subabdominal para os passageiros. 
9 Extintor de incêndio 
Resolução nº 919/22 - CONTRAN: é facultativa, por opção do proprietário, a instalação do extintor 
de incêndio para automóveis, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada. É 
obrigatório o uso do extintor de incêndio para caminhão, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus e 
para todo veículo utilizado no transporte coletivo de passageiros. 
Os veículos automotores obrigados a utilizar o extintor de incêndio só poderão circular equipados 
com extintor com carga de pó ABC. 
 
 
 
 
	Introdução
	O Processo de habilitação do condutor
	Requisitos para habilitação
	Formação teórico-técnica do condutor
	Aprendizagem de prática veicular
	Ao candidato aprovado
	Candidato portador de deficiência física
	Renovação e validade da Carteira Nacional de Habilitação
	Documentos de porte obrigatório – condutor e veículo
	Autorização para Conduzir Ciclomotor (A.C.C.), Permissão para Dirigir (P.P.D.) ou Carteira Nacional de Habilitação (C.N.H.), no original ou versão digital (CNH-e);
	O Seguro SPVAT
	O Condutor estrangeiro
	O PID (Permissão Internacional para Dirigir)
	O Categorias de habilitação
	Sistema Nacional de Trânsito – S.N.T.
	Composição do Sistema Nacional de Trânsito
	Página 7
	Normas gerais de circulação e conduta
	Ultrapassagem / Como ultrapassar
	Manobras e deslocamento lateral
	Veículos que se deslocam sobre trilhos
	O uso de luzes em veículos
	O uso da buzina
	Estacionamento e parada
	Veículos de tração animal
	Circulação de motocicletas, motonetas e ciclomotores
	Circulação de bicicletas
	Competições desportivas nas vias abertas à circulação
	Cinto de segurança
	Crianças e o cinto de segurança
	Registro dos veículos (C.R.V. e ATPV-e)
	Identificação do veículo
	Classificação dos veículos
	Limites de peso e dimensões para veículos
	Classificação das vias
	Velocidades máximas permitidas
	Fiscalização eletrônica e videomonitoramento das vias
	Infração de trânsito
	Penalidades
	Suspensão e cassação do direito de dirigir
	Reciclagem do condutor
	Medidas administrativas
	Responsabilidade pelas infrações
	Recurso administrativo
	Classificação das infrações
	Infrações gravíssimas – 7 pontos
	Crimes de trânsito
	Sinalização de trânsito
	PÁGINA 2 (Continuação)
	PÁGINA 3
	Página 2
	Página 3
	Página 10
	9 Funcionamento do motor
	9 Sistema de alimentação
	Sistema de escapamento
	90 Sistema elétrico
	9 Distribuidor e bobina de ignição
	9 Vela de ignição
	9 Motor de arranque ou motor de partida
	Alternador
	Fusíveis
	Luzes
	Painel de instrumentos
	O Freio ABS e CBS em motocicletas
	O Equipamentos obrigatóriosVIII.CIRETRAN (Circunscrição Regional de Trânsito): órgão subordinado aos 
DETRANs nos municípios do interior dos estados e que tem por finalidade cumprir e 
fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito no âmbito de sua jurisdição. 
IX. Departamento Municipal de Trânsito: planeja, coordena e gerencia as ações para 
implementação das políticas municipais de transporte, trânsito e de infraestrutura 
viária. Planeja, executa e regulamenta a utilização e interdições das vias públicas, além 
de promover ações educativas. 
Nas cidades integradas ao Sistema Nacional de Trânsito, é de responsabilidade 
das prefeituras, por meio dos órgãos municipais de trânsito, as tarefas de 
sinalização, fiscalização, aplicação de penalidades e educação de trânsito. 
Normas gerais de circulação e conduta 
 
É de grande importância o condutor conhecer e praticar as leis de trânsito e as regras de 
circulação e conduta para dirigir corretamente de acordo com o que determina a 
legislação. Mas antes de colocar seu veículo em movimento, verifique as condições de 
funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, como cintos de segurança, 
limpador de para-brisa, sistema de iluminação e buzina, além de observar se o 
combustível é suficiente para chegar ao seu destino. Utilizar calçados que se firmem aos 
pés é muito importante para que não comprometa a utilização dos pedais. Os 
condutores não poderão dirigir: 
• com o braço do lado de fora; 
• transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e 
as pernas; 
• com apenas uma das mãos; 
• utilizando-se de fones nos ouvidos ou manuseando telefone celular. 
O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às 
seguintes normas: 
1. A circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as exceções 
devidamente sinalizadas. 
2. O condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e 
os demais veículos, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se no 
momento a velocidade e as condições do local, da circulação, do veículo e as 
condições climáticas. 
3. Quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, aproximarem-se de local 
não sinalizado, terão preferência de passagem: 
3.a) No caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver 
circulando por ela; 
3.b) No caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela; 
3.c) Nos demais casos, o que vier pela direita do condutor. 
4. Quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo 
sentido, são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e 
de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da 
esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior 
velocidade. 
5. O trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e nos acostamentos só poderá 
ocorrer para que se adentre ou se saia dos imóveis ou das áreas especiais de 
estacionamento. 
6. Os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de 
fiscalização e operação de trânsito, e as ambulâncias, além de prioridade de 
trânsito, gozam de livre circulação, estacionamento e parada, quando em serviço 
de urgência e devidamente identificados por dispositivos regulamentares de 
alarme sonoro e iluminação intermitente, observadas as seguintes disposições: 
a. Quando os dispositivos estiverem acionados, indicando a proximidade 
dos veículos, todos os condutores deverão deixar livre a passagem pela 
faixa da esquerda, indo para a direita da via e parando, se necessário. 
b. Os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão aguardar no passeio, só 
atravessando a via quando o veículo já tiver passado pelo local. 
c. O uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação intermitente só 
poderá ocorrer quando da efetiva prestação de serviço de urgência. 
d. A prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com 
velocidade reduzida e com os devidos cuidados de segurança. 
Sinalização por semáforo: 
• O condutor deve fazer a passagem sob a luz verde. Sob a luz amarela, deve 
reduzir a marcha e parar. Sob a luz vermelha, obrigatoriamente, o condutor deve 
parar o veículo respeitando a faixa de pedestres e área de interseção das vias. 
• Em caso de mudança do semáforo liberando a passagem dos veículos, os 
pedestres têm a preferência de passagem mesmo que não tenham concluído a 
travessia. 
• É livre o movimento de conversão à direita diante de sinal vermelho do semáforo 
onde houver sinalização indicativa que permita essa conversão, desde que 
observado as condições de segurança para essa manobra (Art. 44-A C.T.B.). 
A circulação de pedestres nas áreas urbanas, quando não houver passeios/calçada ou 
quando não for possível a utilização destes, a circulação de pedestres na pista de 
rolamento será feita com prioridade sobre os veículos, pelos bordos da pista, em fila 
única, exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança 
ficar comprometida. Já em vias rurais a circulação deve ser feita pelo acostamento. Caso 
não exista acostamento, o pedestre circulará pela borda da pista, em sentido contrário 
ao fluxo de veículos. 
 
Ultrapassagem / Como ultrapassar 
A ultrapassagem é o movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no 
mesmo sentido, em menor velocidade e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e 
retornar à faixa de origem. 
Linhas de divisão de fluxos opostos: separam os movimentos veiculares de sentidos 
contrários e regulamentam a ultrapassagem e os deslocamentos laterais, exceto para 
acesso a imóvel situado ao longo das vias. 
• SIMPLES SECCIONADA: Ultrapassagem permitida nos dois sentidos. 
• SIMPLES CONTÍNUA: Ultrapassagem proibida para os dois sentidos. 
• DUPLA CONTÍNUA SECCIONADA: Ultrapassagem permitida somente no sentido 
B. 
• DUPLA CONTÍNUA: Ultrapassagem proibida para os dois sentidos. 
Linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido: separam os movimentos veiculares 
de mesmo sentido e regulamentam a ultrapassagem e a transposição. 
• SIMPLES SECCIONADA: Permite a ultrapassagem e a transposição de faixa. 
• SIMPLES CONTÍNUA: Proíbe a ultrapassagem e a transposição de faixa. 
A ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá ser feita pela esquerda, 
obedecida a sinalização regulamentar e as demais normas estabelecidas no C.T.B., 
exceto quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à 
esquerda. 
1. Todo condutor deverá, antes de efetuar uma ultrapassagem, certificar-se 
que: 
a. Nenhum condutor que venha atrás tenha começado uma manobra para 
ultrapassá-lo; 
b. Quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o propósito 
de ultrapassar um terceiro; 
c. A faixa de trânsito que vai tomar esteja livre em uma extensão suficiente 
para que sua manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito que 
venha em sentido contrário. 
2. Todo condutor, ao efetuar a ultrapassagem, deverá: 
a. Indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz 
indicadora de direção do veículo ou por meio de gesto convencional de 
braço; 
b. Afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal forma que 
deixe livre uma distância lateral de segurança; 
c. Retomar, após a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de origem, 
acionando a luz indicadora de direção do veículo ou fazendo gesto 
convencional de braço, adotando os cuidados necessários para não por 
em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos que ultrapassou. 
3. Todo condutor, ao perceber que outro que o segue tem o propósito de 
ultrapassá-lo, deverá: 
a. Se estiver circulando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a faixa da 
direita sem acelerar; 
b. Se estiver circulando pelas demais faixas, manter-se naquela em que 
esteja circulando, sem acelerar. 
4. Os veículos mais lentos, quando em fila, deverão manter distância 
suficiente entre si para permitirque veículos que os ultrapassem possam 
se intercalar na fila com segurança. 
O condutor que tiver o propósito de ultrapassar um veículo de transporte coletivo que 
esteja parado, efetuando embarque ou desembarque de passageiros, deverá reduzir a 
velocidade, dirigindo com atenção redobrada, ou parar o veículo com vistas à segurança 
dos pedestres. 
O condutor não poderá ultrapassar: 
• Nas interseções e suas proximidades; 
• Veículos em vias com duplo sentido de direção e pista única; 
• Nos trechos em curvas e em aclives sem visibilidade suficiente; 
• Nas passagens de nível; 
• Nas pontes e viadutos; 
• Nas travessias de pedestres; 
• Exceto quando houver sinalização permitindo a ultrapassagem. 
 
Manobras e deslocamento lateral 
• Manobra: é o movimento executado pelo condutor para alterar a posição em que 
o veículo está no momento em relação à via. 
• Deslocamento lateral: consiste em transposição de faixas, movimentos de 
conversão à direita, à esquerda e retornos. 
• O condutor que queira executar uma manobra deverá certificar-se de que 
pode executá-la sem perigo para os demais usuários da via que o seguem, 
precedem ou cruzarão com ele, considerando sua posição, sua direção e 
sua velocidade. 
Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o condutor 
deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio da 
luz indicadora de direção de seu veículo ou fazendo gesto convencional de braço. O 
condutor que for ingressar em uma via, procedente de um imóvel situado ao longo dela, 
deverá dar preferência aos veículos e pedestres que por ela estejam transitando. 
Nas vias providas de acostamento, a conversão à esquerda e a operação de retorno 
deverão ser feitas nos locais apropriados e, onde estes não existirem, o condutor deverá 
aguardar no acostamento, à direita, para cruzar a pista com segurança. 
Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá ser feita nos locais para isso 
determinados, quer por meio de sinalização, quer pela existência de locais apropriados 
ou, ainda, em outros locais que ofereçam condições de segurança e fluidez, observadas 
as características da via, do veículo, das condições meteorológicas e da movimentação 
de pedestres e ciclistas. 
Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em imóvel situado ao 
longo da via, o condutor deverá: 
• Ao sair da via pelo lado direito, aproximar-se o máximo possível do bordo direito 
da pista e executar sua manobra no menor espaço possível; 
• Ao sair da via pelo lado esquerdo, aproximar-se o máximo possível de seu eixo 
ou da linha divisória da pista, quando houver, caso se trate de uma pista com 
circulação nos dois sentidos, ou do bordo esquerdo, tratando-se de uma pista de 
um só sentido. 
 
Veículos que se deslocam sobre trilhos 
Os veículos que se deslocam sobre os trilhos terão preferência de passagem sobre os 
demais, respeitadas as normas de circulação. 
 
O uso de luzes em veículos 
O uso de luzes em veículos obedecerá às seguintes determinações: 
• O condutor manterá acesos os faróis do veículo, por meio da utilização da luz 
baixa, durante a noite e mesmo durante o dia, em túneis e sob chuva, neblina ou 
cerração. Os veículos que não dispuserem de luzes de rodagem diurna deverão 
manter acesos os faróis nas rodovias de pista simples situadas fora dos 
perímetros urbanos, mesmo durante o dia. 
• As motocicletas, motonetas e ciclomotores deverão utilizar-se de farol de luz 
baixa durante o dia e à noite. 
• Nas vias não iluminadas o condutor deverá usar luz alta, exceto ao cruzar com 
outro veículo ou segui-lo. 
• A troca de luz baixa e alta, de forma intermitente e por curto período de tempo, 
com o objetivo de advertir outros motoristas, só poderá ser utilizada para indicar 
a intenção de ultrapassar o veículo que segue à frente ou para indicar a 
existência de risco à segurança para os veículos que circulam em sentido 
contrário. 
• Durante a noite, em circulação, o condutor manterá acesa a luz de placa. 
• O condutor manterá acesa, à noite, as luzes de posição quando o veículo estiver 
parado para fins de embarque ou desembarque de passageiros e carga ou 
descarga de mercadorias. 
O condutor utilizará o pisca-alerta nas seguintes situações: 
• Em imobilizações ou situações de emergência. 
• Quando a regulamentação da via assim o determinar. 
Os veículos de transporte coletivo, quando circularem em faixas a eles destinadas, e os 
ciclos motorizados deverão se utilizar de farol de luz baixa durante o dia e a noite. 
Definições: 
• Luz alta: facho de luz do veículo destinado a iluminar a via até uma grande 
distância do veículo. 
• Luz baixa: facho de luz do veículo destinado a iluminar a via diante do veículo, 
sem ocasionar ofuscamento ou incômodo injustificáveis aos condutores e a 
outros usuários da via que venham em sentido contrário. 
• Luz de freio: luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via, que 
se encontram atrás do veículo, que o condutor está aplicando o freio de serviço. 
• Luz indicadora de direção (pisca-pisca): luz do veículo destinada a indicar aos 
demais usuários da via que o condutor tem o propósito de mudar de direção para 
a direita ou para a esquerda. 
• Luz de marcha a ré: luz do veículo destinada a iluminar atrás do veículo e 
advertir aos demais usuários da via que o veículo está efetuando ou a ponto de 
efetuar uma manobra de marcha a ré. 
• Luz de neblina: luz do veículo destinada a aumentar a iluminação da via em caso 
de neblina, chuva forte ou nuvens de pó. 
• Luz de posição (lanterna): luz do veículo destinada a indicar a presença e a 
largura do veículo. 
• Pisca-alerta: luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de advertência, 
destinada a indicar aos demais usuários da via que o veículo está imobilizado ou 
em situação de emergência. 
• Luz de rodagem diurna (DRL): é o farol voltado para a dianteira do veículo a 
fim de torná-lo mais facilmente visível quando em circulação durante o período 
de dia. 
Para um veículo circular ele deve possuir condições mínimas de iluminação, com as 
luzes de diversas cores específicas para cada uso, sendo: brancas para os faróis 
dianteiros, vermelhas para as luzes de freio, âmbar para as luzes indicadoras de direção 
e brancas para as luzes de marcha a ré. 
 
O uso da buzina 
O condutor de veículo só poderá fazer uso de buzina, desde que em toque breve, 
nas seguintes situações: 
• Para fazer as advertências necessárias a fim de evitar sinistros. 
• Fora das áreas urbanas, quando for conveniente advertir a um condutor que se 
tem o propósito de ultrapassá-lo. 
Segundo o art. 227 – C.T.B., é proibido acionar a buzina no período compreendido 
entre as 22 e as 6 horas em locais regulamentados pela sinalização. 
 
Estacionamento e parada 
• Estacionamento: imobilização de veículos por tempo superior ao necessário 
para embarque ou desembarque de passageiros. 
• Parada: imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo estritamente 
necessário para efetuar embarque ou desembarque de passageiros. 
Sempre que for necessária a imobilização temporária de um veículo no leito 
viário, em situação de emergência, use imediatamente a sinalização de 
advertência (triângulo de segurança) e o pisca-alerta. 
Quando proibido o estacionamento na via, a parada deverá se restringir ao tempo 
indispensável para embarque ou desembarque de passageiros, desde que não 
interrompa ou perturbe o fluxo de veículos ou a locomoção de pedestres. 
A operação de carga ou descarga será regulamentada pelo órgão ou entidade com 
circunscrição sobre a via e é considerada estacionamento. 
Nas paradas, nas operações de carga ou descarga e nos estacionamentos, o veículo 
deverá ser posicionado no sentido do fluxo, paralelo ao bordo da pista de rolamento e 
junto à guia da calçada (meio-fio), admitidas as exceções devidamente sinalizadas. 
Nas vias providas de acostamento,os veículos parados, estacionados ou em operação de 
carga ou descarga deverão estar situados fora da pista de rolamento. 
O estacionamento dos veículos motorizados de duas rodas será feito em posição 
perpendicular à guia da calçada (meio-fio) e junto a ela, salvo quando houver 
sinalização que determine outra condição. 
O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do veículo, deixá-la aberta ou 
descer do veículo sem antes se certificarem de que isso não constitui perigo para eles e 
para outros usuários da via. 
O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do lado da calçada, exceto para o 
condutor. 
É proibido estacionar nas esquinas a menos de 5 metros do bordo de alinhamento 
da via transversal. 
 
Veículos de tração animal 
Os veículos de tração animal serão conduzidos pela direita da pista, junto à guia da 
calçada (meio-fio) ou ao acostamento, sempre que não houver faixa especial à eles 
destinada, devendo seus condutores obedecer às normas de circulação previstas no 
C.T.B. e às que vierem a ser fixadas pelo órgão ou pela entidade com circunscrição sobre 
a via. 
 
Circulação de motocicletas, motonetas e ciclomotores 
Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão circular nas vias: 
• Utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores, conforme 
disposto na Resolução nº 940/22 - CONTRAN. 
• Segurando o guidão com as duas mãos. 
• Usando vestuário de proteção, de acordo com as especificações do CONTRAN. 
Os passageiros de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão ser 
transportados: 
• Utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores, conforme 
disposto na Resolução nº 940/22 - CONTRAN. 
• Em carro lateral acoplado aos veículos ou em assento suplementar atrás do 
condutor. 
• Usando vestuário de proteção, de acordo com as especificações do CONTRAN. 
Os ciclomotores devem ser conduzidos pela direita da pista de rolamento, 
preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito da pista, sempre 
que não houver acostamento ou faixa própria a eles destinada, proibida a sua circulação 
nas vias de trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas. 
Quando uma via comportar duas ou mais faixas de trânsito e a da direita for destinada 
ao uso exclusivo de outro tipo de veículo, os ciclomotores deverão circular pela faixa 
adjacente à da direita. 
Crianças menores de 10 anos ou que não tenham condições de cuidar de sua 
segurança não podem ser transportadas em motocicletas, motonetas e 
ciclomotores. 
 
Circulação de bicicletas 
Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, 
quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento ou, quando não for possível a 
utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação 
regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores. A circulação 
de bicicletas elétricas em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas deve respeitar a velocidade 
máxima regulamentada pelo órgão com circunscrição sobre a via. 
Definições: 
• Ciclovia: pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do 
tráfego comum. 
• Ciclofaixa: parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de 
ciclos, delimitada por sinalização específica. 
• Ciclorrota: via compartilhada entre veículos automotores e bicicletas, 
devidamente sinalizada por meio de sinalização vertical e horizontal. 
Equipamentos obrigatórios para as bicicletas com aro superior a 20 polegadas: 
• Espelho retrovisor do lado esquerdo. 
• Campainha. 
• Sinalização noturna dianteira, traseira, laterais e nos pedais. 
• Indicador ou dispositivo limitador eletrônico de velocidade para bicicletas 
elétricas. 
 
Competições desportivas nas vias abertas à circulação 
As provas ou competições desportivas, inclusive seus ensaios, em via aberta à circulação 
só poderão ser realizadas mediante prévia permissão da autoridade de trânsito com 
circunscrição sobre a via, e dependendo de: 
• Autorização expressa da respectiva confederação desportiva ou de entidades 
estaduais a ela filiadas; 
• Caução ou fiança para cobrir possíveis danos materiais à via; 
• Contrato de seguro contra riscos e sinistros em favor de terceiros; 
• Prévio recolhimento do valor correspondente aos custos operacionais em que o 
órgão ou a entidade permissionária incorrerá. 
A autoridade com circunscrição sobre a via arbitrará os valores mínimos da caução ou 
fiança e do contrato de seguro. 
As consequências de disputar corrida são: 
• Infração gravíssima. 
• Multa no valor de R$ 2.934,70. 
• Suspensão do direito de dirigir. 
• Recolhimento da C.N.H. 
• Remoção do veículo (Art. 173 – C.T.B.). 
 
Cinto de segurança 
É um dispositivo que garante a sua segurança em caso de sinistros, além de fazer parte 
dos equipamentos obrigatórios. Seu uso nas vias urbanas e rurais é exigido a todos os 
ocupantes do veículo. Conforme o artigo 65 - C.T.B.: É obrigatório o uso do cinto de 
segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, 
salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN. 
Tipos de cinto de segurança: 
1. Cinto pélvico ou subabdominal: equipamento que se ajusta na região pélvica. 
2. Cinto torácico ou diagonal: equipamento que se ajusta na região do tórax em 
posição diagonal. 
3. Cinto de três pontos: equipamento que se ajusta na região do tórax e na região 
pélvica. 
O cinto de três pontos é o que dá mais proteção ao condutor e aos passageiros, 
impedindo que eles sejam jogados para fora do veículo, ou mesmo contra o painel ou 
partes contundentes do veículo, e sofram danos físicos graves ou venham a falecer. 
Gestantes devem usar, sempre que possível, o cinto de três pontos com a parte 
subabdominal na posição mais baixa (abaixo da barriga). 
Encosto de cabeça: proteção obrigatória para os assentos dos motoristas e passageiros. 
Ele evita que, em caso de acidente, principalmente em colisão traseira, a cabeça seja 
projetada para trás, o chamado “efeito chicote”. Sua altura deve estar acima de seus 
olhos e a distância não deve ser maior do que 7 cm. 
Art. 167 – C.T.B.: deixar o condutor ou o passageiro de usar o cinto de segurança. 
• Infração: grave. 
• Penalidade: multa R$ 195,23. 
• Medida administrativa: retenção do veículo até colocação do cinto pelo 
infrator. 
 
Crianças e o cinto de segurança 
As crianças com idade inferior a 10 anos que não tenham atingido 1,45 m de altura 
devem ser transportadas nos bancos traseiros usando individualmente cinto de 
segurança ou dispositivo de retenção equivalente conforme a sua idade, peso e altura. 
Dispositivos de retenção obrigatórios para o transporte de crianças: 
1. Bebê conforto: até 1 ano de idade; ou com peso de até 13 kg. 
2. Cadeirinha: superior a 1 ano e inferior ou igual a 4 anos de idade; ou com peso 
entre 9 a 18 kg. 
3. Assento de elevação: superior a 4 anos e inferior ou igual a 7 anos e meio de 
idade; ou com até 1,45 m de altura e peso entre 15 a 36 kg. 
4. Cinto de segurança: superior a 7 anos e meio e inferior ou igual a 10 anos de 
idade; ou com altura superior a 1,45 m. 
O transporte de criança com idade inferior a 10 anos pode ser realizado no banco 
dianteiro do veículo, com o uso do dispositivo de retenção adequado ao seu peso e 
altura, nas seguintes situações: 
• Quando o veículo for dotado exclusivamente deste banco; 
• Quando a quantidade de crianças com esta idade exceder a lotação do banco 
traseiro; 
• Quando a criança já tiver atingido 1,45 m de altura. 
Cada dispositivo de retenção tem uma forma específica de instalação, por isso é 
importante seguir as instruções do manual. Os veículos também trazem em seus 
manuais especificações sobre a instalação dos dispositivos de retenção. 
 
Registro dos veículos (C.R.V. e ATPV-e) 
Todo veículo automotor, articulado, reboque ou semirreboque, quadriciclo e ciclo-
elétricodeve ser registrado perante o órgão executivo de trânsito do Estado ou do 
Distrito Federal, no município de domicílio ou residência de seu proprietário. 
Registrado o veículo, será expedido o C.R.V. - Certificado de Registro de Veículo em 
meio físico e/ou digital, vinculado ao C.L.A. - Certificado de Licenciamento Anual. O 
C.R.V. é o documento de segurança que se destina a comprovar que o veículo com as 
características nele descritas está no cadastro de veículos do DETRAN. Sua emissão 
segue as mesmas condições para o licenciamento anual do veículo. 
Será obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo quando: 
• For transferida a propriedade (o prazo para o proprietário adotar as 
providências necessárias à efetivação da expedição do novo C.R.V. é de 30 dias); 
• O proprietário mudar o município de domicílio ou residência (o proprietário 
comunicará o novo endereço num prazo de 30 dias e aguardará o novo 
licenciamento para alterar o C.L.A.); 
• For alterada qualquer característica do veículo; 
• Houver mudança de categoria. 
Para a transferência de propriedade do veículo fica instituída a Autorização para 
Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital (ATPV-e), na versão 
impressa, a ATPV-e deverá ser assinada e conter o reconhecimento de firma, assim 
como o C.R.V. em papel moeda (documento verde) que ainda é válido para veículos 
registrados até 4 de janeiro de 2021. 
O prazo para o proprietário adotar as providências necessárias à efetivação da 
expedição do novo C.R.V. é de 30 dias. Expirado o prazo sem que o novo proprietário 
tenha tomado as providências necessárias, o antigo proprietário deverá encaminhar ao 
órgão executivo de trânsito, no prazo de 60 dias, cópia autenticada do comprovante de 
transferência de propriedade, devidamente assinado (reconhecimento de firma) e 
datado. 
CÓDIGO RENAVAM - Registro Nacional de Veículos Automotores: é o número de 
identificação dos veículos registrados nos DETRANS e vem gravado no C.R.V. O CÓDIGO 
RENAVAM é permanente para um dado veículo, não podendo, em hipótese alguma, ser 
alterado, mesmo que o veículo seja transferido para outra unidade da federação. 
Identificação do veículo 
O veículo será identificado obrigatoriamente por caracteres gravados no chassi ou no 
monobloco, reproduzidos em outras partes, conforme dispuser o CONTRAN. A gravação 
será realizada pelo fabricante ou pelo montador, de modo a identificar o veículo, seu 
fabricante e suas características, que não poderá ser alterado. Confira um modelo: 
Copy 
9B∪HE2JJX 
2 T 050136 
O veículo será identificado externamente por meio de placas dianteira e traseira. 
Classificação dos veículos 
1. Quanto à tração: 
a. Automotor 
b. Propulsão humana 
c. Tração animal 
d. Reboque 
e. Semirreboque 
2. Quanto à espécie: 
a. De passageiros: bicicleta, ciclomotor, motoneta, motocicleta, triciclo, 
quadriciclo, automóvel, micro-ônibus, ônibus, bonde, reboque ou 
semirreboque, charrete. 
b. De carga: motoneta, motocicleta, triciclo, quadriciclo, caminhonete, 
caminhão, reboque ou semirreboque, carroça, carro de mão. 
c. Misto: camioneta, utilitário, outros. 
d. De competição. 
e. De tração: caminhão, trator, trator de rodas, trator de esteiras, trator 
misto. 
f. Especiais: motocicleta, triciclo, automóvel, micro-ônibus, ônibus, reboque 
ou semirreboque, camioneta, caminhão, caminhão-trator, caminhonete, 
utilitário, motor-casa. 
g. De coleção. 
3. Quanto à categoria: a categoria do veículo é identificada pelas cores das placas: 
a. Placa Nacional Única - PNU: 
i. 1º AAA-0000 PARTICULAR 
ii. 2º AAA-0000 PARTICULAR 
b. Placa de Identificação Veicular - PIV (padrão Mercosul) 
Os DETRANs em conjunto com as CIRETRANS são os órgãos responsáveis por vistoriar, 
inspecionar quanto às condições de segurança veicular, registrar, emplacar, selar a 
placa e licenciar os veículos. 
Limites de peso e dimensões para veículos 
As dimensões autorizadas para veículos, com ou sem carga e os limites máximos de 
peso bruto total e peso bruto transmitido por eixo de veículo, nas superfícies das vias 
públicas, são os seguintes: 
Largura máxima 2,60 
Altura máxima 4,40 m 
Comprimento total: 
- Veículos simples: 14,00 m 
- Veículos articulados: 18,60 m 
- Veículos com reboque: 19,80 m 
Peso bruto total por unidade ou combinações de veículos 45 t 
Peso bruto por eixo isolado: 
- 2 pneumáticos: 6 t 
- 4 pneumáticos: 10 t 
Classificação das vias 
• Via: superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a 
pista, a calçada, o acostamento, a ilha e o canteiro central. 
• Vias abertas à circulação: classificam-se em vias urbanas e vias rurais. 
Vias urbanas: 
• Via de trânsito rápido: caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, 
sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem 
travessia de pedestres em nível. 
• Via arterial: caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por 
semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, 
possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade. 
• Via coletora: destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de 
entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito 
dentro das regiões da cidade. 
• Via local: caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada 
apenas ao acesso local ou a áreas restritas. 
Vias rurais: 
• Estrada: via rural não pavimentada. 
• Rodovia: via rural pavimentada. 
• Rodovia ou estrada vicinal: via de caráter secundário destinada a interligar 
municípios, ligar estradas locais às arteriais, proporcionar acesso a propriedades 
ou escoamento de produções agrícolas. Vicinais pavimentadas são denominadas 
rodovias vicinais e as não pavimentadas estradas vicinais. 
Velocidades máximas permitidas 
Artigo 61 C.T.B.: a velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio de 
sinalização, obedecidas suas características técnicas e as condições de trânsito. Onde 
não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima será de: 
Vias 
urbanas 
Vias rurais 
Trânsito 
rápido: 80 
km/h 
Estradas: 60 km/h 
Arteriais: 60 
km/h 
Rodovias pista simples: 100 km/h (automóveis, camionetas, 
caminhonetes e motocicletas) e 90 km/h (demais veículos) 
Coletoras: 
40 km/h 
Rodovias pista dupla: 110 km/h (automóveis, camionetas, 
caminhonetes e motocicletas) e 90 km/h (demais veículos) 
O órgão ou a entidade de trânsito rodoviário com circunscrição sobre a via poderá 
regulamentar, por meio de sinalização, velocidades superiores ou inferiores àquelas 
estabelecidas no Artigo 61 do C.T.B. 
Artigo 62 C.T.B.: a velocidade mínima permitida não poderá ser inferior à metade da 
velocidade máxima estabelecida, respeitadas as condições operacionais de trânsito e da 
via. 
Fiscalização eletrônica e videomonitoramento das vias 
É composta por equipamentos fixo e portátil que produzem provas fotográficas da 
infração, registrando, principalmente, a identificação do veículo (placa, marca e 
modelo), a velocidade regulamentada para o local da via em km/h e a velocidade 
medida do veículo em km/h. 
Veículos cujas infrações tenham sido detectadas por intermédio de 
videomonitoramento, em vias devidamente sinalizadas para esse fim, também poderão 
ser autuados. 
Infração de trânsito 
Infração de trânsito é a inobservância a qualquer preceito da legislação de trânsito, do 
CONTRAN, e a regulamentação estabelecida pelo órgão ou entidade executiva do 
trânsito. 
Toda infração é passível de uma penalização, como uma multa, por exemplo. Algumas 
infrações, além da penalidade, podem ter uma consequência administrativa, ou seja, o 
agente de trânsito deverá adotar "medidas administrativas", dependendo da ocorrência 
cujo objetivo é impedir que o condutor continue dirigindo em condições irregulares. 
Como estímulo aos bons condutores foicriado o Registro Nacional Positivo de 
Condutores - RNPC que tem por finalidade cadastrar os condutores que não 
cometeram infração de trânsito nos últimos 12 meses, concedendo benefícios fiscais ou 
tarifários. 
 
Penalidades 
• Advertência por escrito: deverá ser imposta à infração de natureza leve ou 
média, passível de ser punida com multa, caso o infrator não tenha cometido 
nenhuma outra infração nos últimos 12 meses. A aplicação da advertência por 
escrito não implicará em registro de pontuação no prontuário do infrator. 
• Multa: é a penalidade de cunho pecuniário aplicada pela autoridade de trânsito 
com competência sobre o local onde aconteceu a infração, ao infrator de trânsito. 
• Suspensão do direito de dirigir: será aplicada sempre que o condutor atingir 
20, 30 ou 40 pontos, no período de 12 meses, a suspensão do direito de dirigir 
será de 6 meses a 1 ano e, no caso de reincidência no período de 12 meses, de 8 
meses a 2 anos. Se o condutor cometer uma das infrações que levam a suspensão 
direta do direito de dirigir, o prazo será de 2 até 8 meses e, em caso de 
reincidência em 12 meses, os prazos serão de 8 a 18 meses. 
• Cassação da C.N.H.: é o ato praticado pela autoridade de trânsito de tornar sem 
efeito ou anular o direito de um condutor dirigir veículo após decisão 
fundamentada. Impõe ao infrator novos exames, tendo que reiniciar novamente 
o processo de habilitação para que possa voltar a dirigir. 
• Cassação da Permissão para Dirigir: impõe ao infrator novos exames, tendo 
que reiniciar novamente o processo de habilitação para que possa voltar a 
dirigir. 
• Frequência obrigatória em curso de reciclagem: é o ato praticado pela 
autoridade de trânsito, nos casos previsto no art. 268 do C.T.B. em que seja 
necessário o infrator participar de curso de reciclagem, como forma de educá-lo 
ou reeducá-lo. 
Suspensão e cassação do direito de dirigir 
A penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta sempre que o infrator 
atingir, no período de 12 meses, a seguinte contagem de pontos: 
• 20 pontos, caso constem 2 ou mais infrações gravíssimas na pontuação; 
• 30 pontos, caso conste 1 infração gravíssima na pontuação; 
• 40 pontos, caso não conste nenhuma infração gravíssima na pontuação. 
Estão incluídas nessa penalidade as multas referentes a prática de rachas, dirigir 
embriagado, ultrapassar 50% da velocidade máxima permitida ou pilotar sem capacete, 
entre outras. 
Os condutores com as carteiras suspensas perderão o direito de dirigir durante um 
período que varia de 6 meses a 1 ano, dependendo da gravidade das infrações 
cometidas no período. Para infratores reincidentes no prazo de 12 meses após o 
cumprimento do período de suspensão, as penalidades aplicadas variam de 8 meses a 2 
anos. Se o condutor cometer uma das infrações que levam à suspensão direta do direito 
de dirigir, o prazo será de 2 até 8 meses e, em caso de reincidência em 1 ano, os prazos 
serão de 8 a 18 meses. Durante o período de suspensão, o motorista deverá passar por 
um curso de reciclagem de 30 horas/aula, que pode ser feito nos C.F.C.s credenciados 
pelo Detran. 
Ao final do curso de reciclagem, o candidato será submetido a prova de no mínimo 30 
questões de múltipla escolha, realizada por órgãos ou entidades executivos de trânsito 
dos Estados ou do Distrito Federal ou entidades por eles credenciadas, devendo obter 
um aproveitamento mínimo de 70% de acertos. Em caso de reprova será cobrado taxa 
de reexame. 
Após o cumprimento do período de suspensão e o recebimento do certificado do curso 
de reciclagem, o motorista terá sua C.N.H. de volta. 
Se no período de suspensão o motorista for surpreendido dirigindo, então ocorre a 
cassação da C.N.H. e somente após 2 anos o infrator poderá requerer os exames para 
sua reabilitação. As penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cassação do 
documento de habilitação serão aplicadas por decisão fundamentada da autoridade de 
trânsito competente, em processo administrativo, assegurado ao infrator amplo direito 
de defesa. 
 
Reciclagem do condutor 
O infrator será submetido a curso de reciclagem, conforme estabelece o CONTRAN: 
• Quando suspenso do direito de dirigir. 
• Quando se envolver em sinistro grave para o qual haja contribuído, 
independentemente de processo judicial. 
• Quando condenado judicialmente por delito de trânsito. 
• A qualquer tempo, se for constatado que o condutor está colocando em risco a 
segurança do trânsito. 
É obrigatória a avaliação psicológica ao condutor submetido a curso de reciclagem. Tal 
exigência não se aplica quando suspenso do direito de dirigir. 
O condutor que Exerce Atividade Remunerada - EAR ao veículo, a penalidade de 
suspensão do direito de dirigir será imposta quando o infrator atingir 40 pontos, 
independentemente da natureza das infrações cometidas, facultado a ele participar de 
curso preventivo de reciclagem sempre que, no período de 12 meses, atingir entre 30 e 
39 pontos. 
Medidas administrativas 
• Recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e da Permissão para 
Dirigir: será recolhida quando houver suspeita de sua inautenticidade ou 
adulteração do documento. 
• Recolhimento do Certificado de Registro: será recolhido quando houver 
suspeita de inautenticidade ou adulteração do documento, ou se a transferência 
de propriedade do veículo não for efetuada no prazo de 30 dias. 
• Recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual: será recolhido quando 
houver suspeita de inautenticidade ou adulteração do documento, se o prazo de 
licenciamento estiver vencido, e no caso de retenção do veículo, se a 
irregularidade não puder ser sanada no local. 
• Retenção do veículo: quando a irregularidade puder ser sanada no local da 
infração, o veículo será liberado tão logo seja regularizada a situação. Quando 
não for possível sanar a falha no local da infração, o veículo, desde que ofereça 
condições de segurança para circulação, deverá ser liberado e entregue a 
condutor regularmente habilitado, mediante recolhimento do CLA, contra 
apresentação de recibo, assinalando-se ao condutor prazo razoável, não superior 
a 30 dias, para regularizar a situação, e será considerado notificado para essa 
finalidade na mesma ocasião. 
• Remoção do veículo: aplicada pelo agente, quando da constatação da infração 
que caracterize a necessidade de se retirar o veículo do trânsito, que será 
recolhido em local apropriado. A despesa de remoção e estada será limitado ao 
prazo máximo de 6 meses. A restituição do veículo somente ocorrerá mediante 
prévio pagamento de todos os débitos devidos, bem como o reparo de qualquer 
componente ou equipamento obrigatório que não esteja em perfeito estado de 
funcionamento. Não caberá remoção nos casos em que a irregularidade for 
sanada no local da infração. Quando não for possível sanar a irregularidade no 
local da infração, o veículo, desde que ofereça condições de segurança para 
circulação, será liberado e entregue a condutor regularmente habilitado, 
mediante recolhimento do CLA, contra a apresentação de recibo, e prazo 
razoável, não superior a 15 dias, será assinalado ao condutor para regularizar a 
situação. O descumprimento da obrigação estabelecida resultará em 
recolhimento do veículo ao depósito. 
• Transbordo do excesso de carga: dá-se quando o veículo estiver transportando 
carga acima do permitido da sua capacidade ou da via; o que for excedente 
deverá ser retirado do veículo. O transbordo é condição para que o veículo seja 
liberado, e as custas da operação ficam a cargo do proprietário/condutor. 
• Realização de teste de dosagem de alcoolemia ou perícia de substância 
entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica: o condutor 
de veículo automotor envolvido em sinistro de trânsito ou que for alvo de 
fiscalização de trânsito poderá ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou 
outro procedimento que, por meiostécnicos ou científicos, na forma disciplinada 
pelo CONTRAN, permita certificar influência de álcool ou outra substância 
psicoativa que determine dependência. 
• Recolhimento de animais que se encontram soltos nas vias: deverá ser 
acionado o órgão com jurisdição sobre a via, para que se utilize dos meios 
necessários para fazer a captura e remoção. Os animais só serão devolvidos aos 
proprietários após o pagamento de multas e encargos devidos. 
• Realização de exames de aptidão física, mental, de legislação, de prática de 
primeiros socorros e de direção veicular: a autoridade de trânsito, sempre 
que julgar necessário, poderá requerer ao condutor a realização de novos 
exames. 
Responsabilidade pelas infrações 
• Caso a defesa prévia seja indeferida ou não seja apresentada no prazo 
estabelecido, será aplicada a penalidade e expedida notificação ao proprietário 
do veículo ou ao infrator, por remessa postal ou por qualquer outro meio 
tecnológico hábil que assegure a ciência da imposição da penalidade. 
• A notificação devolvida por desatualização do endereço do proprietário do 
veículo ou por recusa em recebê-la será considerada válida para todos os efeitos. 
• O prazo para expedição das notificações das penalidades é de 180 dias ou, se 
houver interposição de defesa prévia, de 360 dias. O descumprimento dos prazos 
previstos implicará a decadência do direito de aplicar a respectiva penalidade. 
• Ao proprietário caberá sempre a responsabilidade pela infração referente à 
prévia regularização e ao preenchimento das formalidades e condições exigidas 
para o trânsito do veículo na via terrestre, conservação e inalterabilidade de suas 
características, componentes, agregados, habilitação legal e compatível de seus 
condutores, quando esta for exigida, e outras disposições. O proprietário poderá 
indicar ao órgão executivo de trânsito o principal condutor do veículo, o qual, 
após aceitar a indicação, terá seu nome inscrito no cadastro do veículo no 
Renavam. 
• Ao condutor caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos 
praticados na direção do veículo. 
• Quando não for imediata a identificação do infrator, o principal condutor ou o 
proprietário do veículo terá o prazo de 30 dias, contado da notificação da 
autuação, para apresentá-lo, na forma em que dispuser o CONTRAN, e, 
transcorrido o prazo, se não o fizer, será considerado responsável pela infração o 
principal condutor ou, em sua ausência, o proprietário do veículo. 
• Após o prazo previsto de 30 dias, se o infrator não tiver sido identificado, e o 
veículo for de propriedade de pessoa jurídica, será lavrada nova multa ao 
proprietário do veículo, mantida a originada pela infração, cujo valor será igual a 
2 vezes o da multa originária, garantidos o direito de defesa prévia e de 
interposição de recursos. 
• O proprietário do veículo/condutor autuado poderá optar por ser notificado por 
meio eletrônico. 
• O pagamento da multa poderá ser efetuado até a data do vencimento expressa na 
notificação, por 80%. O valor da multa poderá ser parcelado por meio de cartão 
de crédito, com cobrança de juros. Sendo aprovado, a regularização do veículo 
será imediata. 
• Caso o infrator opte pelo sistema de notificação eletrônica e opte por não 
apresentar defesa prévia nem recurso, reconhecendo o cometimento da infração, 
poderá efetuar o pagamento da multa por 60% do seu valor, em qualquer fase do 
processo, até o seu vencimento. 
• Da notificação deverá constar a data do término do prazo para apresentação de 
recurso pelo responsável pela infração, que não será inferior a 30 dias contados 
da data da notificação da penalidade. 
Recurso administrativo 
A partir da notificação da penalidade, o proprietário do veículo poderá recorrer à Junta 
Administrativa de Recursos de Infrações - JARI. O recurso administrativo é o direito 
que o infrator tem para recorrer contra a imposição da multa. A JARI deverá julgá-lo em 
até 24 meses, contado do recebimento do recurso pelo órgão julgador. 
• Recebido o recurso, a autoridade o remeterá à JARI, no prazo de 10 dias, contado 
da data de sua interposição. 
• O recurso contra a imposição de multa poderá ser interposto no prazo legal, sem 
o recolhimento do seu valor. 
• Se a infração for cometida em localidade diversa daquela do licenciamento do 
veículo, o recurso poderá ser apresentado junto ao órgão ou entidade de trânsito 
da residência ou domicílio do infrator. 
• Caso o recurso seja indeferido, o infrator poderá, ainda, recorrer ao Conselho 
Estadual de Trânsito - CETRAN; no caso do Distrito Federal, ao 
CONTRANDIFE. 
• Se o infrator recolher o valor da multa e apresentar recurso, se julgada 
improcedente a penalidade, será devolvida a importância paga. 
• Os prazos processuais não se suspendem, salvo por motivo de força maior 
devidamente comprovado. 
Classificação das infrações 
As infrações punidas com multas classificam-se, de acordo com sua gravidade, em 4 
categorias e computam os seguintes pontos, que são somados no prontuário do 
motorista: 
Gravidade Pontos Valores (R$) 
Leve 3 88,38 
Média 4 130,16 
Grave 5 195,23 
Gravíssima 7 293,47 
Infrações gravíssimas podem ter o valor multiplicado por 2, 3, 5, 10, 20 ou 60, 
dependendo da gravidade e do risco à vida. Por exemplo: 
• Gravíssima (2x): R$ 586,94 
• Gravíssima (3x): R$ 880,41 
• Gravíssima (5x): R$ 1.467,35 
• Gravíssima (10x): R$ 2.934,70 
• Gravíssima (20x): R$ 5.869,40 
• Gravíssima (60x): R$ 17.608,20 
Infrações gravíssimas – 7 pontos 
Descrição das infrações Artigo 
Valor 
(R$) 
Dirigir sem possuir C.N.H., Permissão para Dirigir ou 
Autorização para Conduzir Ciclomotor 
162-I, 
163, 164 
880,41 
(3x) 
Dirigir com C.N.H. cassada ou suspensa 
162-II, 
163, 164 
880,41 
(3x) 
Dirigir veículo de categoria diferente da habilitada 
162-III, 
163, 164 
586,94 
(2x) 
Dirigir com C.N.H. vencida há mais de 30 dias 
162-V, 
163, 164 
293,47 
Dirigir sem lentes, próteses ou adaptações exigidas 
162-VI, 
163, 164 
293,47 
Dirigir sob influência de álcool ou substâncias psicoativas 
165, 165-
A 
2.934,7
0 (10x) 
Recusar-se a fazer teste de alcoolemia 165-A 
2.934,7
0 (10x) 
Disputar corrida (rachas) 173 
2.934,7
0 (10x) 
Transportar crianças sem dispositivo de segurança adequado 168 293,47 
Ultrapassar em local proibido (pontes, viadutos, curvas, etc.) 203 
1.467,3
5 (5x) 
Avançar o sinal vermelho 208 293,47 
Dirigir usando celular 252-V 293,47 
(Continua com a listagem completa de infrações graves, médias e leves...) 
Crimes de trânsito 
Para ser considerado "crime de trânsito", ele deve ter sido cometido na direção de um 
veículo automotor, e ter ocorrido onde é aplicável o Código de Trânsito, nas vias 
públicas. 
Principais crimes e penas: 
1. Homicídio culposo na direção (Art. 302): 
a. Pena: Detenção de 2 a 4 anos + suspensão/proibição de dirigir. 
b. Agravantes: 
i. Não possuir habilitação; 
ii. Praticado em faixa de pedestres; 
iii. Deixar de prestar socorro; 
iv. Dirigir sob influência de álcool (5 a 8 anos de reclusão). 
2. Lesão corporal culposa (Art. 303): 
a. Pena: Detenção de 6 meses a 2 anos + suspensão/proibição de dirigir. 
b. Agravante: Sob influência de álcool (2 a 5 anos se lesão 
grave/gravíssima). 
3. Fuga do local do acidente (Art. 305): 
a. Pena: Detenção de 6 meses a 1 ano ou multa. 
4. Dirigir sob influência de álcool (Art. 306): 
a. Pena: Detenção de 6 meses a 3 anos + multa + suspensão/proibição de 
dirigir. 
5. Participar de rachas (Art. 308): 
a. Pena: Detenção de 6 meses a 3 anos + multa + suspensão/proibição de 
dirigir. 
b. Se resultar em lesão grave ou morte: Pena aumentada. 
Sinalização de trânsito 
A sinalização terá a seguinte ordem de prevalência: 
1. Ordens do agente de trânsito; 
2. Indicações do semáforo; 
3. Sinais de trânsito; 
4. Normas gerais de circulação. 
Tipos de sinalização: 
1. Vertical: 
a. Regulamentação (placas vermelhas);

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