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CASO 3 
OBJETIVO 1.
Analisar as causas de um AVE e a correlação com a perda de movimentos
O acidente vascular encefálico, também conhecido como acidente vascular cerebral, ou derrame cerebral, pode ter varias causas, são elas:
Hipertensão
Diabetes 
Obesidade
Tabagismo
Consumo excessivo de álcool
Uso de drogas ilícitas
Colesterol alto
Sedentarismo
Apneia obstrutiva do sono
A perda de movimentos após um acidente vascular cerebral esta diretamente relacionada a área do corpo afetada. Como o cérebro controla o movimento do corpo de maneira contralateral ( o lado direito do cérebro controla o lado esquerdo do corpo e vice-versa), um AVC em um hemisfério pode causar paralisia no lado oposto do corpo.
Tipos de comprometimento motor no AVC
1. Hemiparesia- fraqueza parcial de um lado do corpo, dificultando a movimentação, mas sem perda total da função.
2. Hemiplegia- paralisia total de um lado do corpo, impossibilitando a movimentação voluntaria
3. Apraxia- dificuldade em planejar e coordenar os movimentos, mesmo que os músculos estejam funcionando
4. Espasticidade- rigidez muscular e contrações involuntárias, dificultando a movimentação natural
5. Ataxia- perda de coordenação dos movimentos, causando dificuldades no equilíbrio e na precisão motora
Áreas cerebrais envolvidas
Córtex motor- responsável pelo controle direto dos músculos. Um dano nessa região pode resultar em hemiparesia ou hemiplegia
Gânglios da base- relacionados à coordenação e ao controle fino dos movimentos. O comprometimento dessa região pode causar tremores e movimentos involuntários
Cerebelo- controla o equilíbrio e a coordenação. Um AVC nessa área pode leva a ataxia, tornando os movimentos descoordenados e instáveis.
OBJETIVO 2
Compreender a fisiologia dos movimentos corporais (papel do córtex motor, tronco encefálico, cerebelo, núcleos da base e medula espinhal na execução de movimentos)
1. Córtex motor:
Responsável pela indicação e controle voluntario dos movimentos.
Inclui o córtex motor primário (m1), que gera comandos motores diretos, e o córtex pré-motor e suplementar, que planejam e coordenam os movimentos.
 Envia sinais para a medula espinhal por meio do trato corticoespinhal.
2. Tronco Encefálico
Controla reflexos posturais e ajustes automáticos da postura e do equilíbrio.
 Contem os núcleos dos tratos reticuloespinal, vestibuloespinal e rubroespinal, que modulam tônus muscular e postura.
Atua como uma ponte entre o córtex e a medula espinhal.
3. Cerebelo
Essencial para a coordenação, precisão e ajuste fino dos movimentos
Compara o movimento planejado com o movimento real e corrige erros (controle motor adaptativo).
Contribui para o equilíbrio e aprendizado motor.
4. Núcleos da Base
Incluem o núcleo caudado, putâmen e globo pálido.
Modulam a intensidade e a seleção dos movimentos voluntários, filtrando comandos motores inadequados.
Disfuncoes aqui causam doenças como Parkinson (hipocinesia) e Coreia de Huntington (hipercinesia).
5. Medula Espinhal
Transmite sinais motores do córtex para os músculos e retorna informações sensoriais ao cérebro.
Contém circuitos reflexos para ajustes motores rápidos sem envolvimento direto do cérebro.
OBJETIVO 3
Descrever os níveis de atenção a saúde pública.
1. Atenção primária a saúde (APS) 
É o primeiro nivel de contato da população com o sistema de saúde e tem como objetivo a promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico precoce e tratamento de condições mais comuns.
Principais serviços:
Estratégia saúde da família (ESF)
Unidades básicas de saúde (UBS)
Vacinação
Consultas médicas e de enfermagem
Acompanhamento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão 
2. Atenção secundaria a saúde 
Abrange serviços especializados para casos que não podem ser resolvidos na atenção primaria. Envolve atendimento ambulatorial especializados e exames mais complexos.
Principais serviços:
Centros de especialidades médicas
Serviços de reabilitação
Exames complementares
Pequenas cirurgias ambulatoriais
3. Atenção terciária a saúde 
Engloba serviços de alta complexidade, como internações hospitalares, cirurgias de grande porte e tratamento intensivos.
Principais serviços:
Hospitais gerais e especializados
Tratamento oncológico
Cirurgias de alta complexidade
Transplante de órgãos
Atendimento em UTI
OBJETIVO 4
Descrever a condução dos impulsos nervosos da cabeça até as porções distais.
1. Geração do impulso nervoso no cérebro
O controle dos movimentos voluntários tem inicio no córtex motor primário, localizado no lobo frontal do cérebro. Essa região do encéfalo contém um mapa somatotópico do corpo humano, chamado de homúnculo motor, que representa as áreas do corpo proporcionalmente à sua necessidade de controle motor fino.
O córtex motor envia sinais elétricos através dos neurônios motores superiores, que descem pelo sistema nervoso central em direção à medula espinhal. Alem do córtex motor primário, outras estruturas cerebrais participam do refinamento e coordenação do movimento, como:
Gânglios da base: auxiliam no planejamento e execução suave dos movimentos.
Cerebelo: regula a coordenação, equilíbrio e precisão dos movimentos.
Córtex Pré-motor e área motora suplementar: estão envolvidos na programação e antecipação dos movimentos.
2. Descida dos impulsos pelo Sistema Nervoso Central
Os impulsos nervosos gerados no cérebro descem pela via motora principal, chamada de trato corticoespinal (ou via piramidal). Essa via pode ser dividida em duas partes:
Trato corticoespinal lateral: responsável pelo controle da musculatura distal (mãos, pés, dedos).
Trato corticoespinal anterior: atua no controle da musculatura proximal e axial (tronco e musculos próximos à linha media).
Passagem pelo tronco encefálico
Os impulsos motores viajam pelo tronco encefálico, passando pelo:
Mesencéfalo
Ponte
Bulbo raquidiano
3. Transmissão pela medula espinhal
Após a decussação, os impulsos descem pela substancia branca da medula espinhal ate alcançarem o nivel correspondente ao músculo que será ativado.
A medula espinhal esta organizada em segmentos, de onde emergem os nervos espinhais que inervam diferentes regiões do corpo:
Nervos cervicais (C1-C8)- movimentos da cabeça, pescoço, braços e mãos.
Nervos torácicos (T1-T12)- controle da musculatura do tronco
Nervos lombares (L1-L5)- movimento das pernas.
Nervos sacrais (S1-S5)- controle dos pés e funções autonômicas.
4. Propagação pelo sistema nervoso periférico
Os neurônios motores inferiores enviam o impulso nervoso através dos nervos periféricos, que viajam por longas distancias ate alcançar os musculos-alvo. O caminho varia dependendo da região inervada:
Membros superiores: o impulso passa pelo plexo braquial, onde os nervos se ramificam e seguem para os braços e mãos.
Membros inferiores: o impulso viaja pelo plexo lombossacral, alcançando coxas, pernas e pés.
5. Sinapse na junção Neuromuscular
Quando o impulso nervoso atinge o terminal axonal do neurônio motor, ocorre a liberação do neurotransmissor acetilcolina na junção neuromuscular. Esse neurotransmissor se liga aos receptores na membrana da fibra muscular (sarcolema), provocando a despolarização da membrana e gerando um potencial de ação muscular.
Essa ativação leva a liberação de íons cálcio (ca2+) do reticulo sarcoplasmático da célula muscular, permitindo a interação entre os filamentos de actina e miosina, resultando na contração muscular.
6. Resposta motora e ajustes Sensório-Motores
Após a ativação muscular, ocorrem diversos mecanismos de feedback que garantem precisão e ajuste do movimento:
Fusos musculares e órgãos tendinosos de golgi enviam informações sobre a tensão e alongamento do músculo para a medula e o cérebro.
O cerebelo ajusta o movimento em tempo real com base nesses feedbacks.
Os reflexos espinhais atuam para corrigir desequilíbrios rapidamente.
Esse ciclo de controle permite que os movimentos sejam realizados de forma fluida, coordenada e precisa.

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