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Objetivo: Como o fluxo de informação sensorial e a hierarquia do controle motor controlam os diversos tipos de movimento? Roteiro da aula: Tipos de movimentos gerados pelo sistema motor Funções do controle motor Níveis de Controle motor Medula espinhal núcleos motores da medula espinhal respostas reflexas e padrões motores rítmicos Tronco encefálico vias descendentes mediais e laterais Córtex motor áreas corticais motoras vias córtico-espinhais e córtico bulbares Papel do cerebelo e dos gânglios da base no controle motor INVOLUNTÁRIOS ou REFLEXO VOLUNTÁRIO AUTOMÁTICO ou PADRÕES MOTORES RÍTMICOS Diferem entre si em sua complexidade e grau de controle voluntário 1.TIPOS DE MOVIMENTOS GERADOS PELO SISTEMA MOTOR 1.TIPOS DE MOVIMENTOS GERADOS PELO SISTEMA MOTOR REFLEXO Respostas : Simples Rápidas Estereotipada Involuntárias Integradas na medula ex: reflexo de estiramento, reflexo de retirada VOLUNTÁRIO Proposicionais Complexo Execução melhora com a prática 1.TIPOS DE MOVIMENTOS GERADOS PELO SISTEMA MOTOR 6 Movimento Voluntário ENGRAMA Sequência de ativação neuromuscular que torna o movimento automático AUTOMÁTICO Combina características de movimento reflexo e voluntário Pode ser modificado ou interrompido por impulsos provenientes do encéfalo ou informações sensoriais da periferia. ex: mastigação, ato de engolir, coçar e locomoção 1.TIPOS DE MOVIMENTOS GERADOS PELO SISTEMA MOTOR Ex: caligrafia , não conseguimos alterar o engrama motor , dificuldade em realizar uma grafia diferente * Importância clínica : fornecer ao paciente a formação de engramas motores corretos . Ex: levantar e sentar de uma cadeira . 2. FUNÇÕES DO CONTROLE MOTOR Controlar a contração de músculos individuais Controlar o momento de execução de um movimento Planejar ajustes posturais adequados para determinados movimentos Compensar a inércia dos membros e a disposição mecânica dos músculos, ossos e articulações antes de iniciar o movimento Como exerce suas funções? Movimento Qualquer movimento é produzido por padrões espacias e temporais de contrações musculares desencadeados pelo encéfalo e pela medula espinhal. Movimento O sistema sensorial forma representações internas do nosso corpo e do mundo externo (visuais, proprioceptivas e vestibulares). Uma das principais funções dessas representações é guiar o movimento. Movimento é possível porque parte do cérebro que controlam o movimento tem acesso ao fluxo de informações sensoriais no cérebro. Córtex: propósito e comando do movimento. Núcleos da Base e Cerebelo: formação do plano motor e ajustes motores. Tronco Cerebral: controle da postura e equilíbrio. Medula Espinhal: nível mais baixo da organização hierárquica; circuitos neurais que mediam reflexos e automatismos rítmicos (tronco e medula espinhal) Organização Hierárquica do Movimento Cada nível contém circuitos que organiza e regula respostas motoras complexas. Neuronios de comamdo , incluindo o córtex sensoriomotor; áreas envolvidas na memória, nas emoções e na motivação Córtex semsoriomotor Núcleos da base Tálamo Tronco Encefáico Cerebelo Interneurônios do tronco encefálico e da medula espinal Receptores Fibras Musculares Nível Superior Nível Intermediário Nível Local Fonte : Fisiologia Humana - Widmaier Centros Superiores : Função : forma planos complexos de acordo com a intenção do indivíduo Comunica-se com o nível intermediário por meio de neurônios de comando Estruturas: áreas envolvidas com memória , emoção , motivação, e córtex sensoriomotor Nível Intermediário : Função : converte os planos recebidos em subprogramas que determinam o padrão de ativação neural necessária ( movimentos de cada articulação) Transmitidos por vias descendentes até o nível de controle local Estruturas: córtex sensoriomotor, cerebelo, parte dos núcleos da base, e alguns núcleos do tronco encefálico Centros Locais : Função : especifica a tensão de cada músculo e os ângulos das articulações específicas em determinados momentos necessários para executar os programas e subprogramas Transmitidos pelos níveis de controle intermediário Estruturas:interneurônios do tronco encefálico ou da medula espinal, neurônios aferentes ( sensoriais ) , neurônios motores (eferentes) Movimento Voluntário O movimento é acompanhado de uma percepção consciente do que estamos realizando e do motivo de estarmos realizando Nossa atenção é direcionada para a ação ou seu propósito Movimento Involuntário Descreve ações que não exibem estas características Comportamentos Motores envolvem ambos os componentes ( Voluntário e Involuntário ) 3. Níveis de Controle Motor 3.1 Medula Espinhal Interneurônios : Integram impulsos provenientes dos centros superiores e dos receptores periféricos e de outros interneurônios Coordenação de atividades rítmicas , inibindo e ativando grupos musculares (caminhada , corrida) Execução ou interrupção de movimentos sob o controle de centros superiores ( EX: prato quente) Impulso aferente local: Transportam informações : Nos músculos esqueléticos controlados pelos neurônios motores Músculos que tem ação antagonista Tendões, articulações, pele das partes do corpo sob ação do músculo Monitoram : Comprimento do músculo Tensão do músculo Movimento das articulações Efeito dos movimentos sobre a pele que os recobre 3. Controle local dos Neurônios Motores 3. Níveis de Controle Motor 3.1 Medula Espinhal Unidade Motora constitui-se de 1 neurônio motor e o conjunto de fibras musculares por ele inervadas. O número de fibras inervadas por um neurônio é variável, mas são do mesmo tipo. O processamento elaborado de informações no SNC resulta em contração de músculos esqueléticos. neurônio sensorial de primeira ordem Medula Espinhal Fibras aferentes sensoriais de receptores cutâneos ou profundos: Medula Espinhal A fibra nervosa eferente sai da medula e vai em direção aos músculos excitar as fibras musculares. A fibra nervosa aferente sai dos receptores e vai em direção à medula informar ao sistema nervoso central sobre o que ocorre na periferia. As fibras aferentes, que partem do músculo para informar a medula, são classificadas em três categorias, de acordo com seu diâmetro: I, II, III, em ordem decrescente de espessura. As mais espessas conduzem mais rapidamente. As do tipo I são subclassificadas em: Ia - destinadas ao fuso muscular, Ib - destinadas aos órgãos tendinosos de Golgi. As do tipo II são também destinadas às fibras do fuso. tipo III e as desmielinizadas do grupo IV são menos conhecidas, se trata de terminais nervosos livres, responsáveis pela sensação de pressão muscular e dor. . Receptores Sensoriais Musculares Órgão Tendinoso de Golgi força gerada pelo músculo Fusos neuromusculares comprimento do músculo Fuso Neuromuscular Sensores de estiramento Sinalizam a variação do comprimento e e velocidade que ocorre fibras do tipo Ia e II altamente especializados com limiar baixo Fuso neuromuscular e o Arco Reflexo capaz de realizar ajustes muito rápidos quando o músculo é estirado; usado para manter o comprimento do muscular em um valor desejado Retroalimentação excitatória direta nos motoneurônios que inervam o músculo que foi estirado Reflexo responsável pelo tônus muscular (nível constante de tensão no músculo). Fibras Motoras Alfa Fibras extrafusais - geração de força Fibras intratrafusais – informação do grau de comprimento muscular Propriocepção Motoneurônio α (alfa) Inervam Motoneurônio γ (gama) Inervam Motoneurônio α (alfa) - eferente Motoneurônio Ɣ (gama) - eferente Regula a sensibilidade do fuso muscular Fibras Ia – aferentes Fibras II – aferentes Fibras Ib - aferentes O tônus muscular não pode impedir o movimento voluntário Fuso muscular Reflexos Monossinápticos: Reflexo de estiramento, miotático ou patelar FUSO MUSCULAR REFLEXO DE ESTIRAMENTO PAPEL DA INFORMAÇÃO SENSORIAL NO CONTROLEMOTOR FUSO MUSCULAR – COMPRIMENTO DA FIBRA MUSCULAR Aferente- sensorial Eferente- motora Órgão Tendinoso de Golgi Órgão Tendinoso de Golgi: Fibras Ib Órgão Tendinoso de Golgi dispõe-se em série com as fibrilas de colágeno do tendão. Sensíveis à contração ativa (força sobre o tendão) Reflexo Polissináptico envolvem arcos reflexos com duas ou mais sinápses do SNC. Ex: reflexo dissináptico (reflexo do órgão tendinoso de Golgi, ou reflexo miotático inverso). reflexo de retirada do estímulo doloroso (reflexo de flexão) reflexo extensor cruzado (reflexo de flexão) Órgão Tedinoso de Golgi e o Arco Reflexo Sistema de retroalimentação negativa que regula a tensão muscular (monitora e mantém a força muscular) O arco reflexo do órgao tendinoso de golgi diminui a ativação do músculo quando forças excepcionalmente grandes são geradas. Protege a integridade muscular O reflexo do Órgão Tendinoso de Golgi é um reflexo de proteção Reflexo de Retirada do estímulo doloroso cutâneo, fibras do tipo A e C terminais nervosos com mínima especialização e limiar alto Reflexo de Retirada e Nocicepção Reflexo Extensor Cruzado ex: reflexo de retirada ao estímulo doloroso Os movimentos reflexos medulares são organizados na medula, independentemente dos níveis mais elevados no sistema nervoso porém podem ser modulados por vias descendentes. Controle Espinhal das Unidades Motoras receptores periféricos Interneurônios neurônios supra-espinhais image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png media1.mp4 image12.png image13.png image14.png image15.jpg image16.png image17.png image18.png image19.png image20.jpg image21.jpg image22.png image23.jpg image24.jpg image25.jpg image26.jpg image27.jpeg image28.jpeg image29.png image30.jpeg image31.jpg image32.png image33.png image34.png image35.png image36.jpg image37.jpg image38.jpg image39.png image40.jpg image41.jpeg image42.jpeg image43.jpg image44.jpg image45.jpg image46.png