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Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG Site: EBAula - Centro de Educação a Distância do Exército Curso: 2025 – IEFEx – SEF – ESGF – Estágio Setorial de Gestão Financeira Livro: Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG Impresso por: 2º Ten BRENDON - BRENDON SILVA COSTA Data: segunda-feira, 17 mar. 2025, 10:38 17/03/2025, 10:40 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 1/61 https://avaebaula.eb.mil.br/ Índice 1. Introdução 2. Registro da Liquidação e Pagamento da Despesa 2.1. Conceitos 2.2. Acesso e Funcionamento 2.3. Tipos de Documentos Hábeis 2.4. Pagamento da Despesa 3. Retenção de Tributos Federais na Fonte 3.1. Retenção na Fonte do IR, PIS, COFINS e CSLL da Pessoa Jurídica 3.2. Retenção na Fonte do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 3.3. Retenção na Fonte da Contribuição ao INSS 3.4. A Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb) 4. Suprimento de Fundos 5. Solicitação e Devolução de Recursos 6. Conclusão 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 2/61 1. Introdução Nesta Unidade vamos explorar os tópicos da Execução Financeira pela UG, detalhando os procedimentos para a liquidação da despesa, a retenção de tributos, os registros de Suprimento de Fundos, solicitação e devolução de recursos, e como fazer o acompanhamento de todo esse processo. O objetivo é orientar o Tesoureiro a identificar os passos práticos de sua função, assim como oferecer a base para a solução de possíveis dificuldades e casos atípicos. Vamos iniciar com o Planejamento da Execução Financeira. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 3/61 2. Registro da Liquidação e Pagamento da Despesa Para o registro da Liquidação da Despesa temos que compreender o sistema que permite esses lançamentos. O CPR - Contas a Pagar e a Receber - é um subsistema (Módulo) do SIAFI que permite o gerenciamento de compromissos de pagamento e recebimento, a partir do registro dos documentos que os originam, tais como notas fiscais, recibos, autorizações de diárias e suprimentos de fundos. O CPR possibilita ainda a emissão automática das ordens bancárias e dos documentos de recolhimento de tributos e contribuições correspondentes aos compromissos. O CPR permite o cadastramento de contratos, notas fiscais, recibos e outros documentos origem, cuja contabilização é efetuada por eventos de sistema após o efetivo registro dos documentos hábeis. Estes documentos geram compromissos de pagamento e de recebimento que montarão o fluxo financeiro. As consultas, tanto ao fluxo de caixa como ao demonstrativo consolidado dos compromissos, podem ser direcionadas por diversas chaves de seleção e classificação (fonte/categoria de gasto, credor/devedor, UGR, Recurso, Natureza da Despesa, PTRES, Vinculação, etc) por meio das transações DEMCOMP - Demonstrativo de Compromissos; e GERCOMP Gerenciar Compromissos. A partir da consulta ao demonstrativo dos compromissos, o usuário poderá comandar os pagamentos e recebimentos, em modo "batch" (programado) ou on-line, gerando automaticamente os documentos OB, NS, GPS ou DARF. As possibilidades do SIAFI são diversas, portanto, vamos com calma assimilar uma informação de cada vez. Como são muitos assuntos variados, o aprendizado será incremental, somando mais ingredientes a medida que avançarmos. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 4/61 2.1. Conceitos Vamos conhecer alguns conceitos importantes que vão aparecer ao longo da apresentação dos procedimentos de execução financeira. Documento de origem: é o suporte documental que fornece ao gestor subsídios concretos, tempestivos e suficientes para que o mesmo proceda ao registro da informação patrimonial, financeira ou orçamentária no Sistema. Por exemplo: nota fiscal, recibo de pagamento ou qualquer outro documento emitido pela unidade ou pelo fornecedor, que será cadastrado no sistema. Documento hábil: é o documento cadastrado no sistema que gera compromissos de pagamento ou de recebimento, podendo ser de previsão (Nota de Empenho, Contrato, etc.) ou de Realização (Nota Fiscal, Recibo, Folha de Pagamento, etc) Documento contábil: é o documento gerado pelo Sistema a partir dos dados informados, direta ou indiretamente, pelo gestor quando do registro da informação patrimonial, financeira ou orçamentária no Sistema. Ao registrar as informações o sistema gera o documento contábil que contém os lançamentos contábeis nas respectivas contas contábeis a crédito ou a débito; Ex: NS (Nota de Sistema); DF, DR, (Documentos Contábeis gerados quando o gestor procede a realização das retenções tributárias); OB (Documento Contábil gerado quando o gestor procede por exemplo ao pagamento dos fornecedores) GR (Documento Contábil gerado quando o gestor procede a recolhimentos diretamente à Conta Única via GRU). Documento relacionado: é um documento hábil já incluído no sistema cujos dados fornecem suporte histórico documental para o documento que está sendo incluído ou alterado; ex.: pode-se incluir um documento hábil de devolução de despesa (DD) que está relacionado com um documento hábil que registrou a despesa. Situação: é a indicação do fato que está sendo registrado quando do cadastramento do documento hábil, determinando os eventos contábeis envolvidos. Ex.: a nota fiscal pode ter situações de despesas com serviço, material, obras, etc. Dedução/Engargos: corresponde às retenções de impostos e contribuições, bem como de descontos, cujos valores serão deduzidos do valor do documento, ou encargos decorrentes da emissão de documentos ficais. UG Pagadora/Recebedora: é a unidade gestora responsável pelo pagamento/recebimento dos compromissos gerados pelo documento hábil de realização, inclusive os decorrentes de retenções/encargos. (Obs.: O CPR permite que uma UG emita a nota de empenho, outra cadastre o documento e uma terceira pague o compromisso. Quando as UG forem diferentes, os registros orçamentários sempre ocorrerão na UG do Empenho, o registro contábil da liquidação da despesa sempre ocorrerá na UG emitente do documento hábil e, por fim, os registros de pagamento sempre ocorrerão na UG Pagadora do compromisso.) Credor/Devedor: identifica a entidade credora do compromisso, se documento de pagamento ou retenção/encargos, ou devedora, se documento de recebimento; Compromissos - são os valores a pagar ou a receber gerados a partir do cadastramento de um documento hábil, podendo ser também de previsão (anterior à liquidação) ou de realização (já liquidado). Para ter uma visão geral dos principais documentos utilizados no SIAFI, vejam a aula do Professor Pacelli, disponível em seu Canal do YouTube: Chamada 121 - SIAFI – Principais DocumentosChamada 121 - SIAFI – Principais Documentos 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 5/61 https://www.youtube.com/watch?v=z0aoXfuFyNc 2.2. Acesso e Funcionamento Para realizar o login o usuário deverá acessar o SIAFI Web através do link https://siafi.tesouro.gov.br/senha/public/pages/security/login.jsf, através de token ou PassKey: O CPR está dividido em dois módulos: Documento hábil e Compromissos. O módulo Documento Hábil possui as funcionalidades Incluir Documentos Hábil e Consultar Documento Hábil que poderão ser acionadas por meio do menu geral ou através das transações: INCDH incluir documento hábil; e CONDH consultar documento hábil. Para exemplificar o funcionamento, vamos acompanharSe não existir previsão contratual de fornecimento de material ou de utilização de equipamento, e o uso desse equipamento não for inerente ao serviço, mesmo se houver a discriminação de valores na nota fiscal ou fatura, a base de cálculo da retenção será o valor bruto da nota fiscal ou fatura, exceto no caso do serviço de transporte de passageiros, para o qual a base de cálculo da retenção corresponderá, no mínimo, à prevista no inciso I do caput do art. 117 da IN 2.110/2022. Na falta de discriminação de valores na nota fiscal ou fatura, a base de cálculo da retenção será o seu valor bruto, ainda que exista previsão contratual para o fornecimento de material ou a utilização de equipamento, com ou sem discriminação de valores em contrato. Gastos Gerais da Contratada Poderão ser deduzidos da base de cálculo da retenção, desde que estejam discriminados no documento fiscal de prestação de serviços, os seguintes gastos: - o custo da alimentação in natura fornecida pela contratada e, a partir de 11 NOV 17, ao custo do auxílio alimentação, desde que este não seja pago em dinheiro; e - o fornecimento de vale-transporte, ainda que pago em dinheiro, limitado ao valor equivalente ao necessário para o custeio do deslocamento em transporte coletivo de passageiros. Não poderá ser deduzido da base de cálculo da retenção o valor relativo à taxa de administração ou de agenciamento, ainda que o valor seja discriminado no documento fiscal. Base de cálculo e alíquotas A legislação do INSS criou obrigações fiscais diferenciadas, a serem cumpridas pelo agente contratante (UG), diferenciando a contratação de serviços de PJ dos serviços contratados de PF. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 33/61 Nesse contexto, com o intuito de facilitar o entendimento, os casos previstos serão estudados separadamente. RETENÇÃO NA FONTE DO INSS NA CONTRATAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA (PJ) A UG ao contratar serviços executados mediante cessão de mão de obra ou empreitada, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços e recolher à Previdência Social a importância retida, em documento de arrecadação identificado com a denominação social e o CNPJ da empresa contratada. A UG deverá exigir que a empresa contratada emita documento fiscal para os serviços prestados, na qual deverá destacar o tributo a reter na fonte pelo contratante. Destaca-se que o valor retido poderá ser compensado com as contribuições devidas à Previdência Social ou ser objeto de pedido de restituição por qualquer estabelecimento da empresa contratada. No caso da construção civil, a UG deverá fazer a retenção quando a prestação de serviços for realizada mediante contrato de empreitada parcial ou de subempreitada, nas reformas de pequeno valor e nos serviços semelhantes aos discriminados no Anexo VI, da IN RFB 2.110/2022. A retenção na fonte e recolhimento pela tomadora do serviço da contribuição previdenciária está regulamentada no art. 31, da Lei 8.212/1991, que dispõe sobre a organização da seguridade social e determina: "Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia, observado o disposto no § 5º do art. 33 desta Lei. § 5º, art. 33. O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei. § 1º O valor retido de que trata o caput deste artigo, que deverá ser destacado na nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, poderá ser compensado por qualquer estabelecimento da empresa cedente da mão de obra, por ocasião do recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devidas sobre a folha de pagamento dos seus segurados. [...] § 4º Enquadram-se na situação prevista no parágrafo anterior (cessão de mão-de-obra), além de outros estabelecidos em regulamento, os seguintes serviços: I - limpeza, conservação e zeladoria; II - vigilância e segurança; III - empreitada de mão-de-obra; IV - contratação de trabalho temporário na forma da Lei no 6.019/1974." A Empresa Optante pelo Simples Nacional (LC 123/2006) Segundo o art. 166, da IN RFB 2.110, de 2022, as ME e EPP optantes pelo Simples Nacional que prestarem serviços mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada, elencadas no Anexo IV da Lei Complementar nº 123, de 2006, e nos arts. 111 e 112 desta mesma Instrução Normativa, estão sujeitas à retenção na fonte. São elas: 1) de construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores (§ 5º-C, do art. 18, da LC 123/2006 – Anexo IV); 2) de vigilância, limpeza ou conservação (§ 5o-C, do art. 18, da LC 123/2006); e 3) os serviços de administração e locação de imóveis de terceiros (cumulativamente); academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais; academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes; elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante; licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação; planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas, desde que realizados em estabelecimento do optante; empresas montadoras de estandes para feiras; laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica; serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos, bem como ressonância magnética; e serviços de prótese em geral (§ 5º-D, do art. 18, da LC 123/2006 – Anexo V). No entanto, o art. 167 determina que as ME e as EPP optantes pelo Simples Nacional que prestarem serviços mediante cessão de mão de obra ou empreitada, exceto nos casos previstos no art. 166 citado acima, não estão sujeitas à retenção da contribuição social previdenciária incidente sobre o valor da nota fiscal, da fatura ou do recibo da prestação de serviços. (STJ, Súmula nº 425). O Micro-Empreendedor Individual (MEI) 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 34/61 Não se aplica o instituto da retenção na fonte nas contratações de MEI, no entanto, a UG que contratar serviços de hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e de manutenção ou reparo de veículos, a serem executados por MEI, deverá recolher como contribuinte, ao INSS, o percentual de 20% (vinte por cento) sobre o total pago ao contratado. Exemplo de Cálculo na Contratação de PJ Uma UG contrata serviços de pintura de uma empresa especializada, não enquadrada no SIMPLES NACIONAL, com materiais inclusos, comprometendo- se a pagar o valor de R$ 3.000,00 (ISSQN 5% já incluído). Nota Fiscal nº 0001 Serviços de Pintura................. 3.000,00 ISS: R$ 150,00 Cálculo do INSS: Total da Nota Fiscal: 3.000,00 (Base de Cálculo) Contribuição ao INSS a reter na fonte: 3.000 x 11% = 330,00 Cálculo do IR/CSLL/PIS/COFINS: Total da Nota Fiscal: 3.000,00 (Base de Cálculo). Escolha das Alíquotas: Serviços prestados com emprego de materiais - Código 6147 (Anexo I da Instrução Normativa RFB nº 1.234, de 2012). IR:3.000 x 1,2% = 36,00 CSLL: 3.000 x 1% = 30,00 COFINS: 3.000 x 3% = 90,00 PIS/PASEP: 3.000 x 0,65% = 19,50 Total a reter na fonte: 175,50 (Código da Tabela 6147 - DARF) Valor a pagar ao contratado: 3.000,00 - 330,00 - 175,50 = 2.494,50 RETENÇÃO NA FONTE DO INSS NA CONTRATAÇÃO DE PESSOA FÍSICA (PF) Ao contratar PF para lhe prestar serviço a UG arcará com dupla obrigação fiscal, fazendo papel simultaneamente de contribuinte (pela contribuição patronal) e responsável tributário (pela retenção na fonte do INSS e o devido recolhimento). Alíquota e Cálculo do Tributo da PF tendo a UG como Responsável A UG é obrigada a reter na fonte a contribuição previdenciária da PF que lhe prestar serviço (autônomo), mediante a aplicação da alíquota de retenção de 11% (onze por cento) sobre o total pago, no decorrer do mês, ao contratado. Deve-se observar que o valor da retenção é limitado a no máximo, em 2024, a R$908,85. Alíquota e Cálculo da Contribuição Previdenciária Patronal (CPP) tendo a UG como Contribuinte No caso da contratação de PF a UG é contribuinte da previdência, a título de contribuição previdenciária patronal, devendo aplicar a alíquota de 20% (vinte por cento) sobre o total pago ao contratado, durante o mês, e recolher ao INSS. Documentação a ser Exigida na Contratação de PF 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 35/61 Quando se trata da contribuição previdenciária, a contratação de PF é bem mais complexa, pois as UG deverão cumprir com uma série de obrigações acessórias inerentes a esse e outros tributos, além de fazer papel de contribuinte e responsável tributário, simultaneamente. Nesse sentido é extremamente importante antes de assinar o contrato, ato que é imprescindível neste caso, verificar se o contratado é contribuinte individual autônomo do INSS, consta no eSocial e se possui toda documentação pessoal em dia. Segundo o art. 216-A, do Decreto nº 3.048, de 6 MAI 1999, Regulamento da Previdência Social (RPS), a UG deve estar atenta à inscrição do contratado no INSS e às contribuições já realizadas pelo mesmo, pois a retenção é complementar até o limite estabelecido. Caso o contratado comprove por meio do carnê, ou documento equivalente, que está em dia com a contribuição previdenciária e que já contribui com a cota máxima mensal (R$ 876,97, em 2023), não se deve reter na fonte o referido tributo. Nesse caso, a UG deve manter uma cópia da referida documentação para arquivo. Antes de se contratar uma pessoa física, é necessário exigir do prestador do serviço os seguintes documentos: - cópia do CPF e RG; - cópia da Inscrição no INSS/PIS-PASEP; - cópia de Inscrição no ISSQN (opcional) ou ainda Nota Fiscal Avulsa. Quando da apresentação desses documentos, em regra, não há retenção do ISS; - cópia do Comprovante de Residência ou Estabelecimento Comercial; - declaração de dependentes com cópia de certidão de nascimento ou casamento dos mesmos; - emitir RPA no valor correspondente e calcular os tributos discriminados abaixo; - escriturar Reinf EFD, DCTFWebr, eSocial e DARF Numerado no valor do INSS (20%) Encargo Social e (11%) Retenção até o limite máximo; - emitir, quando for o caso, guia de recolhimento tributário municipal, no valor do ISSQN (variável); e - Emitir DARF/DARF Numerado no valor do IRRF, conforme tabela progressiva. É muito importante destacar que a unidade que contratar serviços de PF sujeitos à contribuição ao INSS deverá informar os valores retidos a título de contribuição previdenciária, mensalmente, por meio de DCTFWeb. Ao término do contrato, no mês seguinte ao último pagamento, deverá ser elaborada a DCTFWeb com negativa de contribuição, informando a ausência de movimento no referido mês, encerrando a necessidade de novas emissões. Retenção da Contribuição Previdenciária de PF no caso de Suprimento de Fundos No caso de contratação de um serviço a ser executado por pessoa física, com previsão de pagamento por meio de suprimento de fundos, a contribuição ao INSS do prestador deve ser retida pelo agente suprido e recolhida por meio de DARF Numerado, diretamente no Portal E-Cac da RFB, juntamente com a contribuição patronal, seguindo os mesmos prazos e procedimentos definidos no regulamento da previdência social e destacados nesta orientação. As informações do prestador de serviço devem ser discriminadas no DARF Numerado e eSocial, observando o mesmo prazo de recolhimento legal. Deve-se, ainda, observar a legislação municipal quanto à necessidade de retenção na fonte do ISS/ISSQN e recolhimento por meio de documento eletrônico próprio. Primeiro Exemplo Prático de Cálculo na Contratação de PF Uma UG contrata serviços de marcenaria de uma PF, assinando contrato comprometendo-se a pagar o valor de R$ 8.000,00. O contratado apresenta documentação comprovando que já contribui com o INSS na cota mínima, que corresponde ao valor de R$ 99,00 (em 2023 - Tabela III: 7,5% de R$ 1.320,00). Base de Cálculo do INSS (RPA): 8.000,00 Cálculo da retenção de INSS: 11% x 8.000 = R$ 880,00. Limite máximo de retenção permitido pelo INSS (PF): R$ 908,85 (2024). Valor a ser retido pela UG: R$ 908,85 - R$ 99,00 (cota mínima paga, informada pelo contratado) = R$ 809,85 A UG deverá pagar como contribuinte do INSS, a título de contribuição patronal, o valor de: 8.000 x 20% = R$ 1.600,00. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 36/61 A DARF Numerado será de R$ 809,85 de retenção e de R$ 1.600,00 de contribuição patronal ao INSS. Cálculo da retenção do IRPF (RPA): 8.000,00. Levantamento da Base de Cálculo do IRPF (a partir de 2024): 8.000,00 - 809,85 (INSS) = R$ 7.190,15 (este valor está acima do limite mínimo que seria isento, pois na tabela do IRPF a partir de 2024 é de R$ 2.259,20, dessa forma, é tributável e se enquadra na alíquota de 27,5%). Cálculo do IRRF (ver tabela): 7.190,15 x 27,5% - 896,00 = R$ 1.081,29 Valor a pagar ao contratado: 8.000,00 - 809,85 – 1.081,29 = 6.108,86 Observação: Verificar na legislação municipal se é o caso também da retenção na fonte do ISS/ISSQN. Tabela: IRRF a partir de FEV 2024 Observação: Verificar na legislação municipal se é o caso também da retenção na fonte do ISS/ISSQN 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 37/61 3.4. A Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb) Implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) A implantação do SPED e do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) teve como consequência a substituição da Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) e da Guia de Recolhimento de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e de Informações à Previdência Social (GFIP), pela escrituração das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas no sistema eSocial, no Sistema de Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf) e na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb). DCTFWeb Trata-se da obrigação tributária acessória por meio da qual a UG confessa débitos de contribuições previdenciárias da Únião, de contribuições destinadas a terceiros e de tributos federais retidos na fonte. A informação prestada na DCTFWeb tem caráter declaratório, constituindo confissão de dívida, sendo assim, em caso de não liquidação dos débitos declarados, os saldos poderão ser encaminhados à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União e cobrança judicial. O sistema DCTFWeb recebe, automaticamente,os respectivos débitos e créditos escriturados no eSocial e na EFD-Reinf, realiza vinculações, calcula o saldo a pagar e, após o envio da declaração, possibilita a emissão do documento de arrecadação (DARF Numerado). A aplicação fica disponível no Atendimento Virtual (e-CAC) da Receita Federal, acessível pelo endereço e-CAC — Receita Federal (www.gov.br). Veja as imagens: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 38/61 https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/canais_atendimento/atendimento-virtual https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/canais_atendimento/atendimento-virtual Contribuições Previdenciárias da União eSocial - Pessoa Física As informações enviadas pelo eSocial abrangem as pessoas físicas, sendo relativas às seguintes situações: a. cadastro de trabalhadores estatutários e celetistas, com ou sem vínculo, e da folha de pagamento mensal; b. pagamento a Prestadores de Serviços Autônomos (PSA), pelas Unidades Gestoras (UG). Neste caso, é importante salientar que para o cadastro no eSocial, o PSA deverá estar inscrito no Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física (CAEPF); 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 39/61 c. contribuições previdenciárias, retenções e encargos patronais, FGTS, Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e contribuições sociais para terceiros (Sistema “S”); e d. importante salientar que o eSocial possui portal próprio na internet . Veja o Portal do eSocial: EFD-Reinf - Pessoa Jurídica As informações a serem enviadas por meio da EFD-Reinf, abrangem as pessoas jurídicas e se referem, principalmente, ao preenchimento dos seguintes eventos de sistema: a. Evento R-1000 – Informações do Contribuinte: é o primeiro evento a ser transmitido à EFD-Reinf, uma vez que identifica o sujeito passivo, contendo os dados básicos de sua classificação fiscal; b. Evento R-2010 – Retenção de Contribuição Previdenciária – Serviços Tomados: serviços tomados pelas UG (prestação de serviços com cessão de mão-de-obra e empreitada, que tiveram a retenção de contribuição social previdenciária; c. Evento R-2098 – Reabertura dos Eventos Periódicos: caso seja necessário o envio de retificações ou de novos eventos, referentes a um movimento já encerrado; e d. Evento R-2099 – Fechamento dos Eventos Periódicos: cuja finalidade é viabilizar a apuração dos tributos e posterior integração com a DCTFWeb, sendo necessário fechar o movimento do período de apuração desejado. e. Mês que não houver fato gerador de contribuição social, ou o dever de efetuar a retenção na fonte da contribuição previdenciária ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), sobre serviços executados mediante cessão de mão de obra (art. 31 da Lei nº 8.212, de 24 JUL 1991 - 11% do valor bruto da nota fiscal ou fatura), situação esta caracterizada como “sem movimento”, a UG deverá informar o fato na EFD-Reinf (evento R-2099 - Fechamento de Eventos Periódicos), na primeira competência do ano em que essa situação ocorrer e repetir este procedimento na competência janeiro de cada ano. Impostos e Contribuições Federais Além dos tributos previdenciários é obrigatório escriturar no Sistema EFD-Reinf, as retenções na fonte (IR, CSLL,COFINS, PIS/PASEP), previstas na IN nº 1.234/RFB, de 12 JAN 12, incidentes sobre pagamentos diversos efetuados a pessoas físicas e jurídicas, por meio dos eventos da série R-4000, tendo como principais o Evento R-4020 – Pagamentos/créditos a beneficiário pessoa jurídica e o evento R-4010 - Pagamentos/créditos a beneficiário pessoa física. Transmissão A transmissão da EFD-Reinf e DCTFWeb será realizada pelo Portal e-CAC da Receita Federal do Brasil (RFB), mediante certificação digital (tipo A1 ou A3), com utilização de tokem e procuração especifica no sítio eletrônico . Recolhimento 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 40/61 Os tributos escriturados na DCTFWeb serão recolhidos por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) Numerado emitido automaticamente pelo citado sistema, com o carregamento das informações prestadas na escrituração do e-social e EFD-Reinf. É obrigatória a assinatura digital da declaração, mediante utilização de certificado digital válido, devendo ser enviada mensalmente, até o dia 15 do mês seguinte ao da ocorrência dos fatos geradores, ou dia útil posterior. Como já comentado, a DCTFWeb é elaborada com base nas informações prestadas na escrituração do Sistema Simplificado de Escrituração Digital das Obrigações Previdenciárias, Trabalhistas e Fiscais (eSocial), voltado para relação de trabalho com Pessoa Física (PF) e/ou na Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf), voltado para aquisições e contratações de Pessoa Jurídica (PJ), ambos são módulos integrantes do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Veja a imagem a seguir com o Fluxo de Funcionamento. Assista o vídeo a seguir que corresponde a uma verdadeira aula sobre o tema ministrada pelo Professor Gilvan Dantas, da Secretaria do Tesouro Nacional. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 41/61 4. Suprimento de Fundos Este tópico terá o objetivo de descrever alguns procedimentos práticos na gestão de suprimento de fundos, uma vez que os conceitos já foram abordados na Unidade Didática II. O Processo de Suprimento de Fundos segue, normalmente, os seguintes passos: Antes de mais nada, vamos relembrar os limites para as despesas de pequeno vulto. A Macrofunção 021121 - SUPRIMENTO DE FUNDOS, indica esses limites relacionando-os com a Lei 8.666/93, que em 2020 foi parcialmente revogada pela Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, a nova Lei de Licitações e Contratos, mas que entrará totalmente em vigor à partir de janeiro de 2024. Maior atenção deve ser dispensada no decorrer do processo de implementação da nova lei e revogação total da antiga, pois as concessões de suprimento de fundos baseadas na antiga (8.666/96) devem seguir os valores vinculados a esta. Ao vincularmos a Macrofunção sobre Suprimento de Fundos à Lei nº 14.133/21, os valores passarão a ser: Outro detalhe importante é o conceito de item de despesa, para o devido controle dos limites 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 42/61 https://sisweb.tesouro.gov.br/apex/cosis/manuais/siafi/021121 Proposta de Concessão do SF Com esses conceitos e limites bem definidos, podemos falar da Proposta de Concessão do SF, que nada mais é do que um documento que detalha os requisitos e características do adiantamento que será concedido. A Macro função 02.11.21 - SUPRIMENTO DE FUNDOS prevê que: "5.1 A proposta de concessão de suprimento de fundos deverá conter: 5.1.1 a finalidade; 5.1.2 a justificativa da excepcionalidade da despesa por suprimento de fundos, indicando fundamento normativo: deverá ser indicado apenas um inciso do Decreto 93.872/96, que será indicado também na(s) Nota(s) de Empenho; 5.1.3 indicação do meio de concessão: cartão de pagamento do governo federal ou depósito em conta corrente bancária; 5.1.4 a especificação da ND Natureza da Despesa e do PI Plano Interno, quando for o caso; 5.1.5 indicação do valor total e por cada natureza de despesa; 5.1.6 quando do uso do CPGF, deve-se indicar, sempre que houver, o valor indicado para saque; 5.1.7 indicação do período de aplicação e data para prestação de contas.” g.n A Proposta de Concessãoseguirá o seguinte modelo: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 43/61 Empenho da Despesa O empenho, normalmente, devido o princípio da segregação de função, não será realizado pelo Setor Financeiro, mas é essencial que este conheça os detalhes de sua confecção para possa ser identificado uma eventual inconsistência. Importante verificar as seguintes informações: Empenho será feito no SIASG; Caso o empenho seja emitido no SIAFI Operacional, deve-se elaborar a lista de itens por meio da transação >ATULI, informando o subelemento 96 na segunda tela e, posteriormente, emitir a Nota de Empenho (NE) por meio da transação >NE; Favorecido é o agente Suprido; ND Natureza da Despesa conforme Proposta; Modalidade: 09 – Suprimento de Fundos; Amparo: Art. 45, Decreto 93872/86; Inciso: 01 – Despesas eventuais (inclusive viagens); 02 – Despesas em caráter sigiloso; 03 – Despesas de pequeno vulto; Subitem: 96 (Pagamento Antecipado); e Tipo de Empenho: Ordinário ou Estimativo. Veja os exemplos: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 44/61 Vejam que neste exemplo foi utilizado um Tipo de Empenho incorreto, que se verificado pelo Setor Financeiro pode evitar uma impropriedade. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 45/61 Liquidação da Despesa Agora, a etapa de responsabilidade do Financeiro, a LIQUIDAÇÃO, que requer máxima atenção nos elementos a serem utilizados e na ordem dos fatos. A Macro função 02.11.21 - SUPRIMENTO DE FUNDOS prevê que: “(...) 7.2.1 A entrega do numerário ao suprido será mediante definição de limite de utilização no Cartão de Pagamento do Governo Federal no Autoatendimento Setor Público do Banco do Brasil, após a liquidação do empenho. (...) (...) 9.10.2 - A liquidação da despesa deverá ser anterior ao lançamento de limite de utilização no cartão no Autoatendimento Setor Público do Banco do Brasil, tanto para a sistemática de saques como para a de fatura." Na liquidação, o Financeiro de posse do Ato de Concessão (publicação) do SF e do Empenho registrará o adiantamento concedido, por meio de: Inclusão de doc. hábil – SIAFI WEB – (INCDH); Tipo de Documento Hábil: SF – Suprimento de Fundos; Dados Básicos: Código do Credor: CPF do Suprido; Observação: Todas as informações da Concessão e outras relevantes; Principal com Orçamento: Situação: Quadros I e II, da MF 02.11.21 (Suprimento de Fundos); Número da NE; e Subitem: 96 – Pagamento Antecipado. As situações são observadas nos Quadros I e II, da MF 02.11.21 (Suprimento de Fundos): 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 46/61 Segue exemplo de Liquidação de Suprimento de Fundos, com CPGF, SAQUE e FATURA: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 47/61 É importante o Setor Financeiro entender os reflexos da liquidação nas contas contábeis, para que o acompanhamento da execução seja eficaz. Com a Liquidação (SPF003 – SAQUE e FATURA), a conta aumentou seu saldo (D), para registrar que o suprimento foi concedido (adiantado) ao suprido: Com a Liquidação (SPF003 – SAQUE e FATURA), em contrapartida ao lançamento na conta 1131.12.00 – Suprimento de Fundos Adiantamento, a conta aumentou seu saldo (C), para registrar uma Obrigação referente ao recurso “adiantado” ao suprido: Liquidação SF – Saque e Fatura D - 11311.02.00 – SUPRIMENTO DE FUNDOS - ADIANTAMENTO C - 21891.36.09 – SAQUE – CPGF Segue exemplo de Liquidação de Suprimento de Fundos, com CPGF, somente FATURA: Com a Liquidação (SPF006 – SOMENTE FATURA), a conta 11311200 – Suprimento de Fundos Adiantamento tem o mesmo reflexo da liquidação utilizando a Situação para SAQUE e FATURA: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 48/61 Com a Liquidação (SPF006 – SOMENTE FATURA), em contrapartida ao lançamento na conta 113110200 – Suprimento de Fundos Adiantamento, a conta aumentou seu saldo (C), para registrar uma Obrigação referente ao recurso “adiantado” ao suprido. Liquidação SF – somente Fatura D - 11311.02.00 – SUPRIMENTO DE FUNDOS – ADIANTAMENTO C - 21891.36.10 – FATURA – CPGF Recebimento do Numerário A DCONT fará o sub-repasse (envio do numerário), por meio de PF, aumentando (D) o saldo da conta Limite de Saque. Pagamento Recebimento da Fatura do CPGF: Vencimento será, geralmente, até o dia 10 de cada mês; Fatura, geralmente, estará disponível até o dia 04; Pagamento da fatura por OB Fatura (OBD); Consultar o DH da Liquidação – SIAFI WEB – (CONDH); e Preencher aba DEDUÇÃO: situação DOB029 – PAGAMENTO DE FATURA - CGPF. Na data do pagamento, incluir Lista de Fatura - (ATULF) SIAFI “tela preta”: Tipo de Lista: 2 – Extra-SIAFI; Opção de Pagamento: 2 – Títulos; Entrada de Dados: 1 – Manual; e Banco: 001 – Banco do Brasil. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 49/61 Nos casos em que existir Retenção de Tributos, preencher a aba "DEDUÇÃO" 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 50/61 Com a Pagamento (DOB029) e Realização no GERCOMP, a conta recebeu os seguinte lançamentos: C - 21891.36.10 – FATURA – CPGF (ao registrar a DOB029) D - 21891.36.10 – FATURA – CPGF (ao realizar o pagamento no GERCOMP) 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 51/61 Com a Realização no GERCOMP, a conta recebeu os seguinte lançamentos: D - 21891.36.10 – FATURA – CPGF (ao realizar o pagamento no GERCOMP) C - 111122001 – LIMITE DE SAQUE C VINC PGTO - OFSS Multas e Juros Os valores pagos referentes à multa/juros por atraso no pagamento da fatura deverão ser ressarcidos ao erário público pelo Ordenador de Despesas ou por quem der causa, após apuração das responsabilidades. O ressarcimento ocorrerá por meio de emissão/pagamento de GRU, CÓDIIGO 688088 – Devolução Suprimento de Fundos. Prestação de Contas Nesta etapa o Suprido presta contas de seus gastos, apresentando os comprovantes ou outras informações necessárias. A apuração resultará em três situações possíveis: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 52/61 Reclassificação Anulação - Despesa Não Utilizada Devolução de Despesas 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 53/61 Após o pagamento da GRU, pelo suprido, o saldo da conta LIMITE DE SAQUE é aumentado (D), por meio de uma RA (Registro de Arrecadação). Após o pagamento da GRU, pelo suprido, o saldo da conta GRU – VALORES EM TRANSITO P ESTORNO DE DESPESA é aumentado (C), por meio de uma RA (Registro de Arrecadação) 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 54/61 Procedimento para estorno de despesa orçamentária, após recebimento da GRU (CÓDIIGO 688088): Emitir documento hábil “DU” DEVOLUÇÃO DE DESPESAS – SUPRIMENTO DE FUNDOS; Informar a vinculação da PF (400 ou 412) - NUNCA 987.17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 55/61 Suprimentos de Fundos do Exercício Anterior No mês de DEZEMBRO, os SF seguirão as Normas de Encerramento do Exercício, para a contagem dos prazos de Prestação de Contas. Não será possível RECLASSIFICAR os SF de Exercícios Encerrados, a despesa ficará no subitem 96. ATENÇÃO Para PAGAR, a UG deve emitir no ano corrente, um novo Documento Hábil do tipo “NP”, com a situação: PSO047 – BB CARTÕES - PAGAMENTO DE FATURA DO EXERCÍCIO ANTERIOR - SUPRIMENTO DE FUNDOS Segue exemplo: Suprimentos de Fundos Conta Tipo “B” 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 56/61 Reflexo da SPF002 é nas contas: D – SUPRIMENTO DE FUNDOS – ADIANTAMENTO C – SUPRIMENTO DE FUNDOS A PAGAR Reflexo na conta SUPRIMENTO DE FUNDOS – ADIANTAMENTO: Reflexo na conta SUPRIMENTO DE FUNDOS A PAGAR: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 57/61 Foram abordados os principais procedimentos práticos na execução do processo de Suprimento de Fundo. Seguiremos para o próximo tópico. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 58/61 5. Solicitação e Devolução de Recursos Em diversas situações na execução financeira será necessário solicitar ou devolver recursos (NUMERÁRIO) à Setorial Financeira. Vamos verificar os principais aspectos desses procedimentos. Devolução de Recurso Financeiro (Numerário) O Caderno de Orientação aos Agentes da Administração D Cont 1 - Gestão dos Recursos Financeiros, em seu item 10, padroniza o processo de devolução para os recursos do Tesouro. São 3 (três) cenários possíveis descritos, caso exista saldo residual na conta 11112.20.01 (Limite de Saque com vinculação de Pagamento), de valor sub-repassado: O Caderno apresenta, em seu item 10.2, algumas regras para a devolução: Devolução de recurso na UGE primária (160xxx): Encaminhar à 160075 (Subdiretor de Contabilidade); Devolução de recurso na UGE secundária (167xxx): Encaminhar à 167086 (Subdiretor de Contabilidade); Devoluções de numerário sem a respectiva autorização serão devolvidas à UG; Mensagens SIAFI fora do padrão não serão atendidas; Autorizações para devolução de numerário deverão ser atendidas de IMEDIATO pela UG; e Utilizar somente a transação DEVRECFIN para devolução de PF. Não usar a transação TRANRECFIN sem a devida autorização. MODELO DE MSG: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 59/61 Solicitação de Numerário A rotina normal de envio de numerário ocorre por meio da verificação das respectivas liquidações. As solicitações de sub-repasse de necessidades emergenciais, PROVENIENTES DOS RECURSOS DA GESTÃO TESOURO (UG PRIMÁRIA) E DA GESTÃO FUNDO DO EXÉRCITO (UG SECUNDÁRIA), deverão ser feitas por mensagem SIAFI à UG 160075/167086, observando o preenchimento obrigatório de justificativas detalhadas e das possíveis consequências no caso de um maior atraso nos pagamentos. A Cartilha apresenta, em seu item 11, algumas regras para a solicitação de numerário: a. Solicitação de recurso na UGE primária (160xxx): Encaminhar à 160075 (Subdiretor de Contabilidade); b. Solicitação de recurso na UGE secundária (167xxx): Encaminhar à 167086 (Subdiretor de Contabilidade); c. A UG não deverá duplicar as solicitações, por meio de DIEx, pois todas as MSG SIAFI serão analisadas, diariamente, e respondidas de acordo com a complexidade do assunto. A duplicação de documentos, com a mesma demanda, poderá causar atraso na resposta; e d. Não há a necessidade de o agente da administração realizar ligação telefônica para a D Cont. MODELO DE MSG: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 60/61 6. Conclusão Nesta Unidade Didática, foram apresentados os principais procedimentos da execução financeira da UG, desde os conceitos iniciais, passando pela aplicação prática, onde foram demonstrados exemplos de registros no SIAFI. Façam a revisão dos pontos com mais dúvidas e consultem os materiais recomendados para melhor compreensão. Seguiremos para outros tópicos da execução financeira nas UG. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 61/61as telas para o registro de uma Liquidação. A entrada de dados ocorre por meio da funcionalidade Incluir Documento Hábil - INCDH - onde serão informados todos os dados necessários à formatação da NS de liquidação, do DARF, GPS e OB, entre outros. Aba Dados Básicos Essa aba do módulo CPR deve ser preenchida com as informações básicas contidas no documento a ser pago como: data de emissão, data de vencimento, n° do processo, CNPJ do Credor, valor da nota. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 6/61 https://siafi.tesouro.gov.br/senha/public/pages/security/login.jsf Aba Principal Com Orçamento Aba Dedução A próxima aba a ser preenchida é a aba de “Deduções”. Nessa aba serão registradas todas as deduções referentes a impostos federais e estaduais e municipais (ISS,INSS,etc.). A aba poderá ser acessada dando um clique sobre ela. Pré-Doc Uma vez confirmada a “aba” será disponibilizada a opção para preenchimento do “Pré-doc”. O Pré-doc é do documento que contém as instruções para o pagamento, como: vinculação do recurso, o período de apuração, a base de cálculo, o processo e as observações referentes ao recolhimento dos impostos federais do documento hábil, conforme imagem abaixo. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 7/61 Aba Dados de Pagamento Incluídas todas as deduções e confirmadas, deverá ser acessada a aba “Dados de Pagamento”, dando um simples clique sobre a aba, que abrirá a seguinte tela: Nessa tela inicial da aba “Dados de Pagamento” não será necessário o preenchimento de nenhum campo, sendo necessário somente a conferência dos valores e CNPJ do favorecido, se estiverem corretos, clique em confirmar para habilitar a opção do preenchimento do “Pré-doc” referente a Ordem Bancária (OB), conforme tela abaixo. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 8/61 Criação de Lista de Fatura Após preenchidas as informações necessárias, conforme acima, confirme a janela do “Pré-doc”. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 9/61 Está é a última aba a ser preenchida, agora é necessário verificar a consistências das informações inseridas em todas as abas, janelas, Pré-docs, etc. Para verificar se todos os dados necessários ao pagamento estão inseridos, para tanto, basta clicar no botão “Verificar Consistências”, conforme imagem abaixo. Pronto! Seu documento foi incluído com sucesso. Função CONDH A funcionalidade consultar documento hábil - CONDH - é utilizada para pesquisar e alterar documentos hábeis já lançados no CPR, a partir de filtros pré-selecionados por exemplo: ano do documento; tipo de documento; credor/devedor. Permite, ainda, consultar o histórico de alterações do documento e o respectivo estado do mesmo (Realizado, Cancelado, Não realizável, Pendente de realização, Pendente de Pré-doc etc.) Função GERCOMP O módulo COMPROMISSOS possui as funcionalidades GERENCIAR COMPROMISSOS e DEMONSTRATIVO DE COMPROMISSOS que poderão ser acionadas por meio do menu geral ou através das transações: GERCOMP gerenciar compromissos; e DEMCOMP demonstrativo de compromissos. A funcionalidade GERENCIAR COMPROMISSOS – GERCOMP - corresponde à execução de compromissos. A partir dela, são comandados os pagamentos e os registros de recebimento dos compromissos, gerando on-line os documentos OB, DARF, DARF NUMERADO, DAR, GPS, GRU, GFIP ou NS, conforme o tipo de compromisso. É possível, ainda, o agendamento mediante comando específico que fará com que o documento de realização seja gerado na data de pagamento prevista. Ressalta-se que o cancelamento desses documentos (transações >CANDARF, >CANDAR, >CANGPS etc.) acarretará o restabelecimento dos compromissos baixados. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 10/61 Função DEMCOMP A funcionalidade Demonstrativo de compromissos (DEMCOMP) tem por objetivo possibilitar ao gestor a consulta consolidada aos compromissos do órgão ou UG de acordo com as chaves de seleção e classificação informadas. As consultas são realizadas a partir de filtros agrupados de forma mais gerencial possibilitando consultas, para um determinado período, de compromissos pendentes ou realizados, e filtrando a informação por dados orçamentários ou financeiro, por período de pagamento ou vencimento, entre outras opções. Para possibilitar uma maior flexibilidade quanto ao seu uso, o CPR se utiliza das seguintes tabelas de apoio que integram a estrutura do subsistema DADOS DE APOIO: TIPO DE DOCUMENTO HÁBIL E DE TIPO DE SITUAÇÃO. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 11/61 Essas foram as principais funcionalidade de navegação no SIAFI WEB direcionadas para o Registro da Liquidação. Vamos conhecer agora os Tipos de Documentos Hábeis que podem ser gerados no sistema. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 12/61 2.3. Tipos de Documentos Hábeis Existem diversos tipos de documentos hábeis, que serão utilizados conforme cada caso, cabendo ao Financeiro conhecer a aplicação de cada um deles. Nosso objetivo aqui não é listar informações ou decorar códigos, pois é melhor sabermos onde procurar a informação, se necessário, do que gravar tudo na cabeça. Essas rotinas, com o tempo, serão assimiladas e não precisarão tanto das consultas. Para identificar para que serve um documento hábil, consultaremos no próprio SIAFI-WEB, por meio da transação Consultar Tipo de Documento Hábil - CONTIPDH. A consulta pode ser realizada pelo menu lateral ou pela linha de comando (CONTIPDH). É possível consultar um DH específico ou clicando em pesquisar, sem preencher nada, serão listados todos os tipos de DH. É só clicar no DH e serão exibidas informações sobre ele. Vamos exemplificar consultando o DH "AV". Aqui verificamos a descrição do DH e vários outros atributos. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 13/61 Na aba dependências, são listadas as SITUAÇÕES que podem ser utilizadas neste DH. Com essa consulta não haverá problemas em selecionar o documento hábil adequado para qualquer caso. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 14/61 2.4. Pagamento da Despesa O pagamento da despesa é a última fase da execução financeira, onde será realizada a entrega do numerário ao credor, liquidando a obrigação. Juntamente com os conceitos já apresentados no tópico sobre ciclo orçamentário e financeiro, e na exemplificação da liquidação, é leitura obrigatória para total compreensão dessa fase: Nessas orientações, estão detalhados cada procedimento a ser realizado, com telas demonstrativas e passo a passo. Vamos abordas os principais aspectos aqui, estes serão complementados pela leitura das orientações. Emissão de Ordem Bancária Regras Gerais O processamento dos pagamentos por meio de OB é operacionalizado a partir do envio da ordem bancária para o Banco do Brasil ou para Banco Central. Assim há um rol de OB cujas informações terão o Banco do Brasil como destinatário e outro rol que será direcionado ao Banco Central. Isso não significa que o favorecido terá conta bancária no BB ou Bacen,mas apenas que os recursos transitarão por essas entidades, as quais serão responsáveis pelo encaminhamento dos valores a cada instituição financeira em que o credor possua domicílio bancário. Autorização de emissão da ordem bancária O pagamento se efetiva por meio de autorização eletrônica do Ordenador de Despesas e do Gestor Financeiro. Essas autorizações são realizadas no SIAFI, por meio da transação GEROP. Fluxo Operacional de Ações: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 15/61 https://intranet.sef.eb.mil.br/images/Cadernos%20de%20Orientacoes/governanca_e_gestao/Caderno_Gestao_recursos_financeiros_2024_assinado.pdf https://intranet.sef.eb.mil.br/images/Cadernos%20de%20Orientacoes/governanca_e_gestao/Caderno_Gestao_recursos_financeiros_2024_assinado.pdf https://avaebaula.eb.mil.br/pluginfile.php/1314139/mod_book/chapter/39081/Manual%20Simplificado%20-%20Ordem%20Bancaria%2020200715_v%205.3.pdf.pdf?time=1609444949527 https://avaebaula.eb.mil.br/pluginfile.php/1314139/mod_book/chapter/39081/Manual%20Simplificado%20-%20Ordem%20Bancaria%2020200715_v%205.3.pdf.pdf?time=1609444949527 • Um gerador automático fará a varredura das OP Assinadas e comandará a emissão das respectivas OB, de acordo com a Data de Processamento gravada na OP; • O horário de funcionamento do gerador automático dependerá do Banco Pagador ou do Tipo/Valor da OB a ser emitida, conforme abaixo: • Caso a segunda assinatura ocorra após o horário limite para processamento no mesmo dia, ela será emitida na primeira hora do dia útil subsequente; • Emitida a OB, esta não poderá ser cancelada pelo gestor (descontinuidade da transação >CANOB); • Pode ser solicitado o cancelamento da OB ao banco, por meio da transação >SOLCANBB, o qual acatará ou não a solicitação, a depender dos trâmites bancários; • Toda OB será paga via SIAFI-Web (descontinuidade da transação >OB); 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 16/61 • Em caso de erro na emissão da OB, a OP será marcada com erro e o executor poderá resubmeter o pagamento, após a correção do erro (nova Data de Processamento). Cancelamento após a remessa ao banco • SIAFI recebe arquivo de cancelamento do banco e gera a OB de Cancelamento; • Duas possibilidades: • Solicitadas pelo gestor (>SOLCANBB) e acatadas pelo BB => cancelamento total; • Impossibilidade de crédito ao favorecido => cancelamento total ou parcial. • Cancelamentos Totais: • Dados originais são recuperados e OB original é estornada; • Saldos contábeis retornam aos valores antes da realização (conta de passivo, fonte e vinculação na conta limite de saque e empenho liquidado a pagar); • Compromisso é reestabelecido e DH pode ser editado. • Cancelamentos Parciais: • OB de cancelamento com roteiro contábil específico (passivo 21891.36.03 e conta limite de saque na fonte 0190980000 e vinculação 990); • Compromisso não é reestabelecido e empenho continua pago; • Não existe mais cancelamento antes da remessa ao banco. Essas são as situações mais comuns ao realizar os pagamentos, os casos específicos deverão ser analisados e consultadas orientações citadas. OB PIX Em 2022, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) lançou a modalidade de pagamento OB PIX, que tem como objetivo principal disponibilizar uma nova ferramenta de pagamentos que permitirá às Unidades Gestoras Integrantes do SIAFI realizar pagamentos por meio do Sistema de Pagamentos Instantâneos – PIX com saque de recursos da Conta Única e crédito direto ao beneficiário do pagamento. Essa nova modalidade de pagamento ainda está em processo de implantação no Comando do Exército e quase não tem sido utilizada por nossas UG, no entanto, a título de informação, segue a apresentação disponibilizada pela STN (clicar na imagem): 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 17/61 https://sisweb.tesouro.gov.br/apex/f?p=2501:9::::9:P9_ID_PUBLICACAO_ANEXO:17217 https://sisweb.tesouro.gov.br/apex/f?p=2501:9::::9:P9_ID_PUBLICACAO_ANEXO:17217 3. Retenção de Tributos Federais na Fonte Para compreensão deste tema é de extrema importância conhecer os conceitos que envolvem o processo de Retenção de Tributos Federais. A SEF disponibiliza o Caderno de Orientação sobre Retenção de Tributos na Fonte por Unidade Gestora do Comando do Exército, que resume em um único documento as legislações tributárias que preveem a retenção na fonte de tributos federeis, estaduais e municipais, documento este que facilita a consulta sobre o tema. Conceitos Retenção na Fonte Consiste na obrigação de o tomador do serviço (a UG contratante) de reter o valor correspondente aos tributos devidos pelo prestador do serviço e/ou fornecedor de material, no momento do pagamento ao contratado. Assim, o contratado receberá o preço cobrado deduzido do valor do tributo devido na operação, que será recolhido aos cofres públicos pelo contratante (UG). Hipótese de incidência tributária É uma previsão legal de uma situação em que, quando ocorre, o contribuinte deve pagar um tributo previsto. Fato gerador É a concretização da hipótese de incidência tributária prevista em abstrato na lei, que faz nascer a obrigação tributária, como por exemplo, prestar serviços (Imposto dobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS/ISSQN), fazer circular mercadorias (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestaduais, Intermunicipais e de Comunicações - ICMS), receber renda (Imposto de Renda - IR / Contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS); etc. Base de cálculo É o valor sobre o qual que é aplicada a alíquota (normalmente percentual) para saber o montante de tributo a pagar. Alíquota É um elemento complementar do tributo que deve ser definido em lei, constituindo-se em um valor, normalmente percentual, que deve ser aplicado sobre uma base de cálculo, para determinar o montante de tributo a ser pago. Obrigação principal A partir da concretização do fato gerador nasce uma obrigação principal, que é sempre de natureza pecuniária, isto é, pagar um tributo. Obrigação acessória Concretizando o fato gerador da obrigação principal, normalmente, haverá uma ou mais obrigações acessórias, que pode ser um dever/ato administrativo. Por exemplo, emitir notas fiscais, escriturar livros fiscais, emitir Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb); entregar a Escrituração Fiscal Digital de retenções e outras informações fiscais (EFD-Reinf); preencher o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) etc. Os sujeitos envolvidos Segundo as regras tributárias, os sujeitos envolvidos nas operações tributadas podem fazer o papel de contribuinte e/ou responsável pela obrigação tributária (principal ou acessória), sendo que em qualquer situação todos os agentes envolvidos são solidários à correta execução fiscal. As UG Cmdo Ex, em decorrência de sua atividade ou forma de aquisição, podem fazer ambos os papéis, dessa forma, torna-se imprescindível saber diferenciar os conceitos envolvidos. Exemplo: ao reter tributos de um prestador de serviços, a UG é o agente responsável por recolher os tributos retidos da empresa contribuinte. Caso a UG não realize a retenção, por erro, ela passa a ser o contribuinte principal do tributo não recolhido, em virtude da situação de solidariedade. Sujeito Ativo É o credor da obrigação tributária, ou seja, o Estado, ou pessoa jurídica (PJ) de Direito Público, que impõe ao particular pagar o tributo. Sujeito Passivo É o devedor da obrigação tributária, ou seja, o contribuinte (PessoaFísica ou Jurídica), que tem o dever de dar, fazer ou não fazer alguma coisa em razão da concretização de uma situação (fato gerador) prevista em lei. Contribuinte 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 18/61 https://intranet.sef.eb.mil.br/images/Cadernos%20de%20Orientacoes/governanca_e_gestao/Caderno_de_Orientacao_DCont_4_Retencao_Tributos_na_fonte_2023.pdf É o sujeito passivo da obrigação tributária principal que tem relação pessoal e direta com o fato gerador. Por exemplo, o proprietário de um imóvel é contribuinte do IPTU. Responsável É a pessoa que a lei escolher para responder pela obrigação tributária principal, em substituição ao contribuinte de fato, dada a maior complexidade para alcançá-lo. Esta é a situação em que as UG EB se encontrarão quando da retenção na fonte de tributos, objetivo principal deste trabalho. O responsável não paga o tributo, somente faz o papel de agente arrecadador do Estado, cabendo-lhe recolher as importâncias descontadas ou cobradas do contribuinte de fato, ao Fisco, nos prazos previstos em lei. Caso não o faça, o responsável será declarado depositário infiel, sujeito à pena de prisão. Duplicidade de Papéis (Contribuinte e Responsável) Existem situações em que o agente faz os dois papéis ao mesmo tempo, fato que não é muito comum para a maioria das UG, mas pela sua importância, cabe exemplificar algumas situações recorrentes. Quando a UG contrata uma pessoa física (profissional autônomo), em alguns casos que serão comentados mais a frente, ela deve reter e recolher como responsável o IR e o INSS do contratado e, como contribuinte, deve pagar a sua cota patronal de INSS (20%). Da mesma forma acima poderá ser realizado o pagamento de um professor, ou palestrante, ou consultor contratado pelo órgão. Quando a UG contrata uma pessoa jurídica (empresa, associação, etc.), em quaisquer dos casos, fará somente o papel de responsável pela retenção tributária na fonte, quando houver previsão legal. A não incidência, a imunidade e a isenção Os benefícios fiscais concedidos pelos entes competentes (União, Estados e Municípios), no Brasil, só terão validade se concedido por lei, como fonte primária da legislação tributária. As UG devem estar atentas a essa limitação legal, pois não importa o que o fornecedor alegar para se furtar à retenção tributária na fonte, caso não apresente o fundamento legal do ente competente que autorize a isenção, ou não incidência, o desconto deve ser realizado. São quatro as formas de incentivos fiscais existentes na legislação, a não incidência, a fixação de alíquota zero, a isenção e a imunidade. É condição indispensável para a sua concessão, além de sua previsão legal, que as mesmas estejam destacadas no respectivo documento fiscal. Não Incidência É quando o contribuinte não é alcançado pela regra de tributação, ou seja, o seu ato negocial não está previsto em lei como tributável. Como exemplo, pode-se citar a propriedade de uma bicicleta comum, que é um veículo de transporte, mas não é motorizado, dessa forma não incide sobre ela o IPVA. Fixação de Alíquota Zero É competência do ente tributante, nesse caso, o fato gerador ocorre realmente, pois o produto é tributável, no entanto por motivo de cálculo o valor a pagar é zero. Isenção A isenção significa a possibilidade de a hipótese de incidência tributária não alcançar determinadas pessoas físicas ou jurídicas pelo fato de se alterar parcialmente um ou mais de seus aspectos, por vontade política. A concessão de isenção é de responsabilidade do poder legislativo da pessoa de direito público competente, ou seja, ele deve definir em lei os casos que estão dispensados de recolher o tributo, caso contrário, por estar o bem/serviço incluído na hipótese de incidência tributária legal, o mesmo seria tributado. Imunidade A imunidade está prevista no texto constitucional, ou seja, independentemente de ocorrer o fato gerador tributário, o ente competente não pode cobrar o tributo, pois está fora de sua competência. Destaca-se que a imunidade só se restringe a impostos, estando fora desse benefício fiscal as contribuições e taxas. Segundo a CF/1988, é vedado instituir impostos: - sobre o patrimônio, renda ou serviços dos entes federados (uns dos outros), inclusive as autarquias e as fundações instituídas e mantidas pelo poder público; - sobre o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais dos templos de qualquer culto; 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 19/61 - sobre patrimônio, renda ou serviços relacionados com as finalidades essenciais dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; e - sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. Tributo É toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela possa exprimir, que não constitua sanção por ato ilícito, instituído em lei e cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada. É um termo genérico, pode ser usado para se referir a qualquer cobrança compulsória realizada pelo Estado. Imposto Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador independentemente de qualquer atividade específica, relativa ao contribuinte uma situação. Sua arrecadação pode ser utilizada para fazer frente a quaisquer despesas, independentemente do motivo pelo qual foi arrecadado. Os principais impostos existentes na estrutura tributária brasileira estão inseridos dentro da competência de cada ente da Federação, ou seja, existem os tributos da União, os dos estados, os dos municípios e os do Distrito Federal. Para melhor visualização a seguir serão relacionados os impostos de cada ente. Taxas, Contribuição de Melhoria, Empréstimos Compulsórios e Impostos Extraordinários As taxas têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia ou a utilização efetiva ou potencial do serviço público, específico e divisível, prestado ou colocado à disposição do contribuinte. A contribuição de melhoria é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que a obra resultar para cada imóvel beneficiado. O empréstimo compulsório pode ser instituído pela União, por meio de lei complementar, para atender a despesas extraordinárias, as decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência, bem como no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. Os impostos extraordinários são de competência exclusiva da União e podem ser instituídos somente na iminência ou no caso de guerra externa. Contribuições Especiais de Competência da União (Federais): Dentre as Contribuições Especiais da União estão as Contribuições Sociais, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) e a Contribuição de Interesse de Categorias Profissionais e Econômicas. As Contribuições Sociais foram instituídas para financiamento dos sistemas oficiais de Previdência e Assistência Social e estão presentes na maioria dos contextos negociais realizados dentro e fora do país. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 20/61 Retenção tributária na fonte A retenção na fonte consiste na obrigação atribuída ao contratante de reter o valor correspondente ao tributo, que é devido aos fornecedores como contribuintes, no momento do pagamento. Assim, o fornecedor/prestador do serviço receberá o preço contratado deduzido do valor do tributo devido na prestação, que será recolhidoaos cofres públicos pelo comprador/tomador do serviço. Os tributos que devem ser retidos na fonte pelos órgãos da administração pública federal nas suas aquisições de pessoas jurídicas (PJ) são o IRPJ, a CSLL, o PIS, a COFINS, a Contribuição ao INSS e, quando for o caso, o ICMS (estadual) e o ISS/ISSQN (municipal), sendo que os três últimos tributos citados possuem legislação específica. Quando da contratação de serviços de pessoas físicas (PF), os tributos que, a princípio, devem ser retidos na fonte são o IRPF, a contribuição ao INSS e, quando for o caso, o ISS/ISSQN. Considerando o escopo deste Estágio, será estudado somente a retenção na fonte dos tributos cobrados pela União, das pessoas físicas e jurídicas, ficando de fora os tributos estaduais e municipais. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 21/61 3.1. Retenção na Fonte do IR, PIS, COFINS e CSLL da Pessoa Jurídica Retenção na fonte do IRPJ, da CSLL, do PIS e da COFINS A retenção na fonte do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) nos pagamentos efetuados pelas UG às pessoas jurídicas que forneçam materiais ou prestem serviços é regulamentada pelas Leis nº 9.430, de 27 de dezembro 1996 e nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, as quais foram detalhadas pela Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil (RFB) nº 1.234, de 11 de janeiro de 2012 (IN RFB 1.234/2012). Responsável As UG que recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), são responsáveis pela retenção tributária na fonte nas compras e contratações realizadas. Os gestores devem estar muito atentos à sua obrigação de reter, pois no caso da não retenção pelo responsável, falta de recolhimento, recolhimento após o vencimento do prazo sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos casos de declaração inexata, serão aplicadas as penalidades e demais acréscimos previstos na legislação do Imposto de Renda (IN RFB 1.234/2012, art. 8). Fato Gerador A obrigação tributária passa a existir no momento dos pagamentos efetuados às pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços em geral, inclusive obras. Impostos a Serem Retidos na Fonte O IRPJ, a CSLL, a COFINS e a contribuição para o PIS. As retenções serão efetuadas sobre qualquer forma de pagamento, inclusive os pagamentos antecipados por conta de fornecimento de bens ou de prestação de serviços, para entrega futura. O valor do imposto e das contribuições sociais retido será considerado como antecipação do que for devido pelo contribuinte em relação ao mesmo imposto e as mesmas contribuições. É importante destacar o que segue: - a PJ fornecedora do bem ou prestadora do serviço deverá informar no documento fiscal o valor do IR e das Contribuições a serem retidos na operação; - se a empresa for amparada por isenção, não incidência, ou alíquota zero de algum desses tributos, desde que destacado em nota fiscal, a UG deverá efetuar a retenção de cada tributo não alcançado pelo benefício fiscal, de forma individual; - só serão considerados serviços com emprego de materiais fornecidos pelo prestador contratado, se tal fato estiver inserido no contrato e destacado na nota fiscal ou fatura de prestação de serviços; - só serão consideradas obras com emprego de materiais, se a construção for contratada por empreitada na modalidade total, sendo os materiais totalmente incorporados à obra; - no caso de pagamento com glosa de valores constantes da nota fiscal, o tributo incidirá sobre o valor original da nota; e - no caso de pagamento com atraso e houver incidência de juros e multa, o tributo incidirá sobre o valor da nota com os referidos acréscimos. Base de Cálculo e Alíquotas A retenção será efetuada aplicando-se, sobre o valor a ser pago, o percentual constante da tabela a seguir (Anexo I, da IN SRF nº 1.234/2012). Caso o pagamento se refira a contratos distintos de uma mesma PJ pelo fornecimento de bens e de serviços com percentuais diferenciados, será aplicado o percentual correspondente a cada fornecimento contratado. Exemplo Prático: Uma UG compra mercadorias e recebe uma nota fiscal com o valor bruto de R$ 10.000,00. Escolha das Alíquotas: Mercadoria e Bens em Geral (Código 6147 da tabela). Cálculo dos tributos: Total da Nota Fiscal: 10.000,00 (Esta é a Base de Cálculo). IR: 10.000 x 1,2% = 120,00 CSLL: 10.000 x 1% = 100,00 COFINS: 10.000 x 3% = 300,00 PIS/PASEP: 10.000 x 0,65% = 65,00 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 22/61 https://avaebaula.eb.mil.br/pluginfile.php/1314139/mod_book/chapter/39073/IN%20RFB%20%C2%A0N%C2%BA%C2%A01234%20%C2%A0-%C2%A0%202012.pdf https://avaebaula.eb.mil.br/pluginfile.php/1314139/mod_book/chapter/39073/IN%20RFB%20%C2%A0N%C2%BA%C2%A01234%20%C2%A0-%C2%A0%202012.pdf Total a reter na fonte: 585,00 (Código da Tabela 6147 - DARF) Total a pagar ao fornecedor: 9.415,00 (10.000 - 120 - 100 - 300 - 65) Tabela de Retenção na Fonte: IRPJ, CSLL, COFINS e PIS/PASEP A parte operacional do lançamento das retenções é bem simples, como puderam ver, mas a pesquisa e interpretação das informações até a obtenção desses valores é mais complicada. A principal referência para determinação da alíquota a ser utilizada é o Anexo I da Instrução Normativa RFB nº 1.234, de 11 de janeiro de 2012, que apresenta uma tabela com a natureza do bem fornecido ou do serviço prestado, as alíquotas para cada tributo, o percentual a ser aplicado (soma das alíquotas) e o código da receita. Veja a seguir: Anexo I - IN 1.234/2012 NATUREZA DO BEM FORNECIDO OU DO SERVIÇO PRESTADO ALÍQUOTAS % PERCENTUAL A SER APLICADO CÓDIGO DA RECEITAIR CSLLCOFINSPIS/PASEP - Alimentação; - Energia elétrica; - Serviços prestados com emprego de materiais; - Construção Civil por empreitada com emprego de materiais; - Serviços hospitalares de que trata o art. 30; - Serviços de auxílio diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia patológica e citopatológia, medicina nuclear e análises e patologias clínicas de que trata o art. 31; - Transporte de cargas, exceto os relacionados no código 8767; - Produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador ou de higiene pessoal adquiridos de produtor, importador, distribuidor ou varejista, exceto os relacionados no código 8767; e - Mercadorias e bens em geral. 1,2 1,0 3,0 0,65 5,85 6147 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 23/61 https://avaebaula.eb.mil.br/pluginfile.php/1314139/mod_book/chapter/39073/Anexo%20I%20-%20IN%20RFB%20%C2%A0N%C2%BA%C2%A01234%20%C2%A0-%C2%A0%202012%20%28Reten%C3%A7%C3%A3o%20de%20Tributos%20na%20Fonte%29.pdf https://avaebaula.eb.mil.br/pluginfile.php/1314139/mod_book/chapter/39073/Anexo%20I%20-%20IN%20RFB%20%C2%A0N%C2%BA%C2%A01234%20%C2%A0-%C2%A0%202012%20%28Reten%C3%A7%C3%A3o%20de%20Tributos%20na%20Fonte%29.pdf NATUREZA DO BEM FORNECIDO OU DO SERVIÇO PRESTADO ALÍQUOTAS % PERCENTUAL A SER APLICADO CÓDIGO DA RECEITAIR CSLLCOFINSPIS/PASEP - Gasolina, inclusive de aviação, óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP), combustíveis derivados de petróleo ou de gás natural, querosene de aviação (QAV), e demais produtos derivados de petróleo, adquiridos de refinarias de petróleo, de demais produtores, de importadores, de distribuidor ou varejista, pelos órgãos da administração pública de que trata o caput do art. 19; - Álcool etílico hidratado, inclusive para fins carburantes, adquirido diretamente de produtor,importador ou distribuidor de que trata o art. 20; e - Biodiesel adquirido de produtor ou importador, de que trata o art. 21. 0,24 1,0 3,0 0,65 4,89 9060 - Gasolina, exceto gasolina de aviação, óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP), derivados de petróleo ou de gás natural e querosene de aviação adquiridos de distribuidores e comerciantes varejistas; - Álcool etílico hidratado nacional, inclusive para fins carburantes adquirido de comerciante varejista; - Biodiesel adquirido de distribuidores e comerciantes varejistas; e - Biodiesel adquirido de produtor detentor regular do selo “Combustível Social”, fabricado a partir de mamona ou fruto, caroço ou amêndoa de palma produzidos nas regiões norte e nordeste e no semiárido, por agricultor familiar enquadrado no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 0,24 1,0 0,0 0,0 1,24 8739 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 24/61 NATUREZA DO BEM FORNECIDO OU DO SERVIÇO PRESTADO ALÍQUOTAS % PERCENTUAL A SER APLICADO CÓDIGO DA RECEITAIR CSLLCOFINSPIS/PASEP - Transporte internacional de cargas efetuado por empresas nacionais; - Estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação, modernização, conversão e reparo de embarcações pré-registradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro (REB) Lei 9.432, de 1997; - Produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador e de higiene pessoal (§ 1º/art. 22), adquiridos de distribuidores e de Com. Varejistas; - Produtos a que se refere o § 2º/art. 22; - Produtos de que tratam às alíneas “c” a “k”do inciso I do art. 5º; e - Outros produtos ou Serviços beneficiados com isenção, não incidência ou alíquotas zero da COFINS e do PIS/PASEP, observado o § 5º/art. 2º. 1,2 1,0 0,0 0,0 2,2 8767 Passagens aéreas, rodoviárias e demais serviços de transporte de passageiros, inclusive, tarifa de embarque, exceto as relacionadas no código 8850. 2,40 1,0 3,0 0,65 7,05 6175 Transporte internacional de passageiros efetuado por empresas nacionais. 2,40 1,0 0,0 0,0 3,40 8850 Serviços prestados por associações profissionais ou assemelhadas e cooperativas. 0,0 1,0 3,0 0,65 4,65 8863 - Serviços prestados por bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades abertas de previdência complementar; e - Seguro saúde. 2,40 1,0 3,0 0,65 7,05 6188 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 25/61 NATUREZA DO BEM FORNECIDO OU DO SERVIÇO PRESTADO ALÍQUOTAS % PERCENTUAL A SER APLICADO CÓDIGO DA RECEITAIR CSLLCOFINSPIS/PASEP - Serviços de abastecimento de água; - Telefone; - Correio e telégrafos; - Vigilância; - Limpeza; - Locação de mão de obra; - Intermediação de negócios; - Administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza; - Factoring; - Plano de saúde humano, veterinário ou odontológico com valores fixos por servidor, por empregado ou por animal; e - Demais serviços. 4,80 1,0 3,0 0,65 9,45 6190 Hipóteses em que Não Haverá Retenção A IN RFB 1.234/2012 é ampla no detalhamento das situações em que não serão retidos os tributos, destacando os casos de dispensa da retenção do IRPJ e de todas as contribuições. A fim de tornar este estudo mais objetivo, serão citados somente os incisos considerados mais importantes para o público de interesse. O art. 4º, da IN RFB 1.234/2012, destaca os casos em que as UG estão dispensadas de reter todos os tributos previstos, dentre os quais se destacam: instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos; instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural, científico e às associações civis; serviços sociais autônomos, criados ou autorizados por lei; fundações de direito privado e as fundações públicas instituídas ou mantidas pelo Poder Público; pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional); pessoas jurídicas exclusivamente distribuidoras de jornais e revistas; órgãos da administração direta, autarquias e fundações do Governo Federal, Estadual ou Municipal; e título de aquisição de gasolina, gás natural, óleo diesel, gás liquefeito de petróleo, querosene de aviação e demais derivados de petróleo e gás natural efetuados pelas empresas públicas, sociedades de economia mista, e demais entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, e que dela recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentária e financeira na modalidade total no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI). No caso do art. 5º, da IN RFB 1.234/2012, são dispensados de reter Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, cabendo, nessa hipótese, a retenção somente do IR e da CSLL nos pagamentos efetuados a diversos tipos de atividades empresariais, dentre as quais se destacam: transporte internacional de cargas efetuado por empresas nacionais; pela aquisição no mercado interno de hortícolas, frutas, ovos, sêmens, embriões e livros; pela aquisição a varejo de unidades de processamento digital; pela aquisição no mercado interno de aeronaves e embarcações e todo o material necessário à suas montagem e manutenção; pela aquisição no mercado interno de veículos e carros blindados de combate, novos, armados ou não, e suas partes, produzidos no Brasil, bem como de material de defesa, além de partes, peças, componentes, ferramentais, insumos, equipamentos e matérias-primas a serem empregados na sua industrialização, montagem, manutenção, modernização e conversão; pela aquisição no mercado interno de produtos destinados ao uso em hospitais e campanhas de saúde realizadas pelo poder público; Observações: 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 26/61 - as empresas interessadas no benefício fiscal devem apresentar à UG, declaração que comprove a sua fruição, conforme o caso, em duas vias, assinadas pelo seu representante legal. - no caso das empresas enquadradas no Simples Nacional, além da declaração, a UG pode consultar a sua situação junto a RFB no SIAFI, com a transação “>CONCREDOR", e ainda através do site http://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional/aplicacoes.aspx?id=21. Operações com Cartão de Crédito ou de Débito Nos pagamentos correspondentes ao fornecimento de bens ou pela prestação de serviços efetuados por meio de Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), pelas UG, a retenção será efetuada sobre o total a ser pago ao fornecedor do bem ou prestador do serviço, devendo o pagamento com o cartão ser realizado pelo valor líquido, depois de deduzidos os valores dos tributos retidos, cabendo a responsabilidade pelo recolhimento destes ao agente adquirente do bem ou tomador dos serviços. Neste caso, quando a aquisição for realizada por meio de suprimento de fundos não haverá retenção, conforme destaca o Parágrafo único, do art. 10, da IN RFB nº 1.234, de 11 de janeiro de 2012. Retenção no caso de Suprimento de Fundos No caso dos tributos de que trata a IN RFB nº 1.234, de 11 de janeiro de 2012 (IRPJ, PIS-PASEP, COFINS e CSLL), não haverá retenção para as despesas efetuadas com suprimentos de fundos e em relação aos adiantamentos efetuados a empregados para despesas miúdas de pronto pagamento. Cobrança com Código de Barra Exceto Cartão de Crédito Nasnotas fiscais, nas faturas, nos boletos bancários ou em quaisquer outros documentos de cobrança dos bens ou dos serviços que contenham código de barras, deverão ser informados o valor bruto do preço do bem fornecido ou do serviço prestado e os valores do IR e das contribuições a serem retidas na operação, devendo o seu pagamento ser efetuado pelo valor líquido deduzido das respectivas retenções, cabendo a responsabilidade pelo recolhimento destas à UG adquirente do bem ou tomador dos serviços. As situações em que o agente da administração responsável pela retenção tributária na fonte deve ter atenção especial são: das Agências de Viagens e Turismo; dos Seguros; do Telefone; da Propaganda e Da Publicidade; do Consórcio; da Refeição-Convênio, do Vale-Transporte e do Vale-Combustível; dos Combustíveis, dos demais Derivados de Petróleo, do Álcool Hidratado e do Biodiesel; dos Produtos Farmacêuticos, de Perfumaria, de Toucador e de Higiene Pessoal; dos Bens Imóveis; das Cooperativas e das Associações de Profissionais ou Assemelhadas; dos Serviços Hospitalares e Outros Serviços de Saúde; dos Planos Privados de Assistência à Saúde e Odontológica; do Aluguel de Imóveis; Da PJ Sediada ou Domiciliada no Exterior; e da PJ Amparada por Medida Judicial. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 27/61 http://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional/aplicacoes.aspx?id=21 3.2. Retenção na Fonte do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) A retenção do IRPF está prevista no Regulamento do Imposto de Renda (RIR/2018), aprovado pelo Decreto 9.580, de 22 NOV 18. Quando houver a necessidade de contratar uma PF, a UG deve se preocupar com uma série de obrigações tributárias, pelas quais responde tanto como contribuinte e como responsável, além da obrigatoriedade de o contratado estar regularizado junto ao INSS. É importante destacar neste momento que a contratação de PF, geralmente, faz nascer a necessidade de reter tributos a seguir, os quais serão tratados neste estudo oportunamente: - Retenção para a Previdência Social de até 11% de INSS, adicionado do Encargo Patronal de 20%; - Retenção do ISSQN, se for o caso, dependendo da legislação Municipal; e - Retenção do IRPF. Fato gerador É fato gerador da retenção na fonte do IRPF o pagamento pela UG à PF pela prestação de qualquer serviço sem vínculo empregatício. Contribuinte Pessoa física prestadora de serviços. Alíquota e base de cálculo Como regra geral, todos os rendimentos auferidos por pessoas físicas de pessoas jurídicas são submetidos a retenção na fonte, pela aplicação da Tabela Progressiva Mensal (art. 620 do RIR/99 - Decreto 9.580, 22 de novembro de 2018). Tabela II: IRRF a partir de 01 MAIO 2023. Base de Cálculo Mensal (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$) Até 2.112,00 - - De 2.112,01 até 2.826,65 7,5 158,40 De 2.826,66 até 3.751,05 15,0 370,40 De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 651,73 Acima de 4.664,68 27,5 884,96 Fonte: RIR/2018. Deduções da base de cálculo Para efeito de determinação da base de cálculo sujeita à incidência do imposto na fonte, poderão ser deduzidas do rendimento bruto: - as importâncias pagas em dinheiro a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial; - a quantia de R$ 189,59 por dependente; e - as contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Observação: - no caso de pagamento a beneficiário não identificado (sem CPF), a tributação será exclusiva na fonte, mediante a aplicação de 35% (trinta e cinco por cento) sobre o rendimento reajustado, utilizando, para efeito de recolhimento, o código 2063 ou 5217, conforme o caso. Atenção! As UG devem, sempre que possível, evitar contratar PF sem cadastro de pessoa física (CPF). Responsabilidade e prazo de recolhimento Compete à fonte pagadora, utilizando o código de receita de pessoa física (0588 – IRRF, referente a trabalho sem vínculo empregatício, como no caso do PSA). A UG deve realizar o recolhimento até o último dia útil do primeiro decêndio do mês subsequente ao mês de ocorrência dos fatos geradores. A UG deverá utilizar o número do CPF do credor no campo recolhedor do DARF. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 28/61 http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%209.580-2018?OpenDocument Exemplo prático Uma UG contrata serviços de assessoria de um profissional autônomo, comprometendo-se a pagar honorários de R$ 10.500,00 (ISSQN 5% já incluído). Ele declara possuir 02 dependentes (apresentando a documentação devida). RPA nº 0002 Serviços de Assessoria.......... 10.500,00 ISS: R$ 500,00 Cálculo dos tributos: Total do “RPA” R$ 10.500,00. Contribuição ao INSS a ser retido na fonte: 10.500,00 x 11% = 1.155,00; nesse caso a UG descontará o limite máximo de retenção permitido pela legislação do INSS, que no corrente ano (2023) é de R$ 876,97 (Portaria MPS/MF nº 27, de 2023). INSS da Contratante (UG): 10.500 x 20% = 2.100,00 (INSS Patronal a cargo da UG, será estudado mais adiante). Levantamento da Base de Cálculo do IRPF (a partir de 2015): 10.500,00 - (189,59 x 2 dependentes = 379,18) - 876,97 (INSS) = R$ 9.243,85 (este valor está acima do limite mínimo que seria isento, pois na tabela do IRPF a partir de 2023 é de R$ 2.112,00, dessa forma, é tributável e se enquadra na alíquota de 27,5%). Cálculo do IR a ser Retido na Fonte (ver tabela): 9.243,85 x 27,5% - 876,97 = R$ 1.665,09 (arredondado de R$ 1.665,08875). ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Valor a pagar ao contratado: 10.500,00 - 1.665,09 (IRPF) – 876,97 (INSS) = 7.957,94 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Observações: - se o interessado (Prestador de Serviço Autônomo /Contribuinte Individual - PSA) não apresentar a documentação comprobatória necessária para efetivação das deduções autorizadas em lei, a UG deverá aplicar a alíquota prevista na tabela progressiva do IRPF sobre o montante bruto pago; - a UG deverá verificar na legislação municipal se é o caso reter na fonte o ISS/ISSQN; e - o cálculo da Retenção do IRPF a partir de 2015 do PSA poderá ser realizado por meio de um simulador disponível na página de internet da RFB no link: . 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 29/61 https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/servicos/declaracoes-e-escrituracoes/calculos 3.3. Retenção na Fonte da Contribuição ao INSS A retenção na fonte da contribuição ao INSS nos pagamentos efetuados pelas UG deve ser efetuada tanto nas contratações de pessoas jurídicas, como de pessoas físicas que prestem serviço mediante cessão de mão de obra ou empreitada. O instrumento legal da contribuição previdenciária é a Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, que foi regulamentada pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999 (Regulamento do INSS) e detalhada pela Instrução Normativa RFB nº 2.110, de 17 de outubro de 2022 (IN RFB 2.110/2022). Os elementos tributários A legislação do INSS é extremamente complexa, extensa e detalhada, desmembrando os mínimos detalhes das diversas hipóteses de incidência tributária, das obrigações fiscais e da solidariedade dos agentes. Nesse sentido, avocam-se, mais uma vez, os objetivos deste estudo para manter o foco nos assuntos de interesse das UG. Responsável São responsáveis as UG que contratarem PJ prestadora de serviço com cessão de mão-de-obra ou empreitada, inclusive em regime de trabalhotemporário, ou PF prestadora de serviços especializados ou não. Presunção da retenção A retenção sempre se presumirá feita pela contratante, não havendo alegação para qualquer omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pelas importâncias que deixar de reter ou tiver retido em desacordo com a legislação. Ainda que a atividade principal da contratada não seja, especificamente, de execução de serviços mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada, a sua contratação nessa forma estará sujeita à retenção. Destaque da retenção Na emissão da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços, a contratada deverá destacar o valor da retenção no que se refere a obrigação previdenciária, se for constatada a obrigatoriedade de retenção, com o título de "RETENÇÃO PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL". O destaque do valor retido deverá ser identificado logo após a descrição dos serviços prestados, apenas para produzir efeito como parcela dedutível no ato da quitação da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços, sem alteração do valor bruto da nota, fatura ou recibo de prestação de serviços. ATENÇÃO - A falta do destaque do valor da retenção caracteriza infração. Fato gerador da retenção A obrigação de reter na fonte surge para a UG no momento da liquidação do empenho realizado para contratação dos serviços a serem prestados por pessoa física ou jurídica, nas condições previstas na IN RFB 2.110/2022, porém, a retenção será realizada no dia do pagamento das notas fiscais e faturas referentes aos serviços. Atentar para a escrituração da EFD-Reinf, da DCTFWeb e, no caso de pessoa física, do eSocial, bem como do recolhimento do DARF Numerado, dentro dos prazos legais. O link da Receita Federal descreve: “A EFD-Reinf é um dos módulos do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que deve ser utilizado, em complemento ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), para informar rendimentos pagos e retenções de imposto de renda e contribuições sociais, exceto aquelas relacionadas ao trabalho (informadas pelo eSocial). Depois de enviar os eventos de informação com o fechamento do período e também enviar o fechamento do eSocial (PF), a Declaração de Créditos e Débitos Tributários (DCTFWeb) ficará disponível no e-CAC para ser editada e transmitida, liberando o DARF para o pagamento dos tributos (impostos, taxas e contribuições).” A UG deverá recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia, informando, no campo identificador do documento de arrecadação, o CNPJ do estabelecimento da empresa contratada ou a matrícula do CEI da obra de construção civil, conforme o caso e, no campo nome ou denominação social, a denominação social desta, seguida da denominação social da contratante. Tipos de contratação de Mão-de-Obra Cessão de Mão de Obra É a disponibilização de trabalhadores nas dependências da UG ou nas de terceiros, que realizem serviços contínuos relacionados ou não com a atividade-fim da unidade, independentemente da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário. São serviços realizados mediante cessão de mão-de-obra: limpeza, conservação e zeladoria; vigilância e segurança; construção civil; serviços rurais; digitação e preparação de dados para processamento; 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 30/61 http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/normas..receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?naoPublicado=&idAto=126687&visao=original http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/normas..receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?naoPublicado=&idAto=126687&visao=original http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/normas..receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?naoPublicado=&idAto=126687&visao=original acabamento, embalagem e acondicionamento de produtos; cobrança; coleta e reciclagem de lixo e resíduos; copa e hotelaria; corte e ligação de serviços públicos; distribuição; treinamento e ensino; entrega de contas e documentos; ligação e leitura de medidores; manutenção de instalações, de máquinas e equipamentos; montagem; operação de máquinas, equipamentos e veículos; operação de pedágios e terminais de transporte; operação de transporte de passageiros; portaria, recepção e ascensorista; recepção, triagem e movimentação de materiais; promoção de vendas e eventos; secretaria e expediente; saúde; e telefonia, inclusive telemarketing. Empreitada É a execução, contratualmente estabelecida, de tarefa, de obra ou de serviço, por preço ajustado, com ou sem fornecimento de material ou uso de equipamentos, que podem ou não ser utilizados, realizada nas dependências da unidade contratante, nas de terceiros ou nas da empresa contratada, tendo como objeto um resultado pretendido. Enquadram-se: limpeza, conservação e zeladoria; vigilância e segurança; construção civil; serviços rurais; e digitação e preparação de dados para processamento. Empresa de Trabalho Temporário É a PJ urbana cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas, em suas dependências ou nas de terceiros, temporariamente, trabalhadores devidamente qualificados, por ela remunerados e assistidos, na forma da Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974. Dependências de Terceiros São aquelas indicadas pela empresa contratante, que não sejam as suas próprias e que não pertençam à empresa prestadora dos serviços. Serviços Contínuos São aqueles que constituem necessidade permanente da contratante, que se repetem periódica ou sistematicamente, ligados ou não a sua atividade fim, ainda que sua execução seja realizada de forma intermitente ou por diferentes trabalhadores. Colocação à Disposição da Empresa Contratante Deve ser entendido como a cessão do trabalhador, em caráter não eventual, respeitados os limites do contrato. Tributo a ser retido na fonte Contribuição para a Seguridade Social (INSS) do contratado (PJ 11%, PF-tabela e do empregador 20%). Responsabilidade Solidária O art. 135, da IN RFB 2.110/2022, determina que todos os envolvidos e interessados na negociação que gere a obrigação previdenciária são solidários no cumprimento das obrigações fiscais como contribuinte e responsável. No entanto, há casos em que não se aplica a solidariedade, dentre os quais se destacam: - quando as UG realizaram a retenção tributária na fonte, conforme o previsto no art. 112; - na da contratação, qualquer que seja a forma, de serviços, inclusive de obra de construção civil, reforma ou acréscimo, por órgão público da administração direta, por autarquia e por fundação de direito público; e - na contratação por órgão público da administração direta, autarquias e fundações da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na forma da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, observado o disposto no § 3º. (Lei nº 14.133, de 2021, art. 1º, e art. 121, caput e § 1º), exceto quando comprovada falha na fiscalização do cumprimento das obrigações do contratado nas contratações regidas pela Lei nº 14.133, de 2021, de que sejam objeto serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de obra. 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 31/61 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6019compilado.htm#:~:text=LEI%20No%206.019%2C%20DE%203%20DE%20JANEIRO%20DE%201974.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Trabalho%20Tempor%C3%A1rio,Urbanas%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20Provid%C3%AAncias.&text=Art.,Consolida%C3%A7%C3%A3o%20da%20Leis%20do%20Trabalho.https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm É muito importante destacar que as UG devem exigir da contratada as documentações citadas no art. 115 da IN RFB 2.110, de 2022, para assegurarem a dispensa e elisão da solidariedade nas contratações. Nesse caso, as unidades ficam obrigadas a manter em arquivo, por empresa contratada, em ordem cronológica, durante o prazo de 10 (dez) anos os respectivos documentos comprobatórios. No entanto, devido à complexidade da legislação previdenciária, quando houver dúvidas quanto à obrigatoriedade de reter ou não o tributo, a UG deverá fazer a retenção, pois, nesse caso, exime-se da responsabilidade solidária. O fato de reter o tributo na fonte não causará prejuízo à contratada, já que de acordo com o § 1º, do art. 31, da Lei 8.212/1991, a empresa poderá compensá-lo por ocasião do recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devidas sobre a folha de pagamento dos seus empregados. Dispensa de retenção na contratação de PJ O art. 115, da IN 2.110/2022, determina que a contratante esteja dispensada de efetuar a retenção e a contratada de registrar o destaque da retenção na nota fiscal, na fatura ou no recibo, desde que esteja devidamente comprovado por declaração assinada pelo representante legal da empresa contratada, quando: a. o valor correspondente a onze por cento a ser retido dos serviços contidos em cada nota fiscal, fatura ou recibo for inferior ao limite mínimo permitido para recolhimento, que em 2023 é de R$ 10,00; b. a contratada não possuir empregados, o serviço for prestado pessoalmente pelo titular ou sócio e o seu faturamento do mês anterior for igual ou inferior a 2 (duas) vezes o limite máximo do salário de contribuição [em 2023 é R$ 15.014,98 (2 x 7.507,49)], cumulativamente; ou c. a contratação envolver somente serviços profissionais relativos ao exercício de profissão regulamentada por legislação federal, ou serviços de treinamento e ensino definidos no inciso X do caput do art. 112, desde que prestados pessoalmente pelos sócios, sem o concurso de empregados ou de outros contribuintes individuais; e d. destaca-se que são serviços profissionais regulamentados pela legislação federal (§ 3º do art. 115 da IN SRF 2.110, de 2022), dentre outros: os prestados por administradores, advogados, aeronautas, aeroviários, agenciadores de propaganda, agrônomos, arquitetos, arquivistas, assistentes sociais, atuários, auxiliares de laboratório, bibliotecários, biólogos, biomédicos, cirurgiões dentistas, contabilistas, economistas domésticos, economistas, enfermeiros, engenheiros, estatísticos, farmacêuticos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, geógrafos, geólogos, guias de turismo, jornalistas profissionais, leiloeiros rurais, leiloeiros, massagistas, médicos, meteorologistas, nutricionistas, psicólogos, publicitários, químicos, radialistas, secretárias, taquígrafos, técnicos de arquivos, técnicos em biblioteconomia, técnicos em radiologia e tecnólogos. Não se aplica o instituto da retenção O art. 114 da IN RFB 2.110, de 2022, determina que não deve ser aplicada a retenção nos seguintes casos: "I - prestados por trabalhadores avulsos por intermédio de sindicato da categoria ou de Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO); II - mediante contrato de empreitada total, conforme definição estabelecida no inciso III do caput e no § 1º do art. 7º da Instrução Normativa RFB nº 2.021, de 16 de abril de 2021; III - de entidade beneficente de assistência social isenta de contribuições sociais; IV - prestados por contribuinte individual, ainda que equiparado a empresa; V - de transporte de cargas; VI - por meio de empreitada realizada nas dependências da contratada; VII - por órgãos públicos da administração direta, autarquias e fundações de direito público, quando contratantes de obra de construção civil, reforma ou acréscimo, por meio de empreitada total, observado o disposto no inciso II do § 2º do art. 135." Apuração da base de cálculo da retenção Em regra, a base de cálculo da retenção é o valor bruto da nota fiscal (NF), da fatura ou do recibo de prestação de serviço emitido pela empresa contratada. Porém, quando a empresa prestadora de serviços fornecer materiais e/ou equipamentos para a execução do serviço, esta base de cálculo poderá ser reduzida, conforme os itens a seguir: Valores de Materiais ou de Equipamentos Discriminados no Contrato e em NF O valor do material fornecido ao contratante ou o de locação de equipamento de terceiros, utilizado na execução do serviço, não poderá ser superior ao valor de aquisição ou de locação para fins de apuração da base de cálculo da retenção. Neste caso, a contratada manterá em seu poder, para apresentar à fiscalização da RFB, os documentos fiscais de aquisição do material ou o contrato de locação de equipamentos, conforme o caso, relativos a material ou equipamentos cujos valores foram discriminados na nota fiscal ou fatura. Segundo a IN, considera-se discriminação no contrato os valores nele consignados, relativos a material ou equipamentos, ou os previstos em planilha à parte, desde que esta seja parte integrante do contrato mediante cláusula nele expressa. Valores de Materiais ou de Equipamentos Previstos em Contrato e com Discriminação em NF 17/03/2025, 10:41 Assunto III - Execução Orçamentária e Financeira dos Recursos da UG | EBAula https://avaebaula.eb.mil.br/mod/book/tool/print/index.php?id=446679 32/61 Os valores de materiais ou de equipamentos, próprios ou de terceiros, exceto os equipamentos manuais, cujo fornecimento esteja previsto em contrato, sem a respectiva discriminação de valores, contanto que estejam discriminados na nota fiscal ou fatura, não integram a base de cálculo da retenção, que deve corresponder no mínimo aos seguintes percentuais do valor bruto da nota fiscal ou fatura:: a. 30% (trinta por cento), para os serviços de transporte de passageiros, cujas despesas de combustível e de manutenção dos veículos corram por conta da contratada; b. 65% (sessenta e cinco por cento), quando se referir a limpeza hospitalar; c. 80% (oitenta por cento), quando se referir a serviço de limpeza não mencionado no inciso II; e d. 50% (cinquenta por cento), nos demais casos. Utilização de Equipamento Inerente à Execução dos Serviço com Discriminação em NF Se a utilização de equipamento for inerente à execução dos serviços contratados, desde que haja a discriminação de valores na nota fiscal, na fatura ou no recibo de prestação de serviços e, além disso, não haja discriminação de valores em contrato, independentemente da previsão contratual do fornecimento de equipamento, a base de cálculo da retenção corresponderá, no mínimo, para a prestação de serviços em geral, a 50% (cinquenta por cento) do valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços. a. se houver o fornecimento de equipamento e os respectivos valores constarem em contrato, aplica-se o disposto no art. 116; ou b. se não houver a discriminação de valores em contrato, independentemente da previsão contratual do fornecimento de equipamento, a base de cálculo da retenção de que trata o art. 110 corresponderá, no mínimo, aos seguintes percentuais do valor bruto da nota fiscal ou fatura: 1) 50% (cinquenta por cento), para a prestação de serviços em geral; e 2) no caso da prestação de serviços na área da construção civil: a) 10% (dez por cento), para pavimentação asfáltica; b) 15% (quinze por cento), para terraplenagem, aterro sanitário e dragagem; c) 45% (quarenta e cinco por cento), para obras de arte (pontes ou viadutos); d) 50% (cinquenta por cento), para drenagem; e e) 35% (trinta e cinco por cento), para os demais serviços realizados com a utilização de equipamentos, exceto os manuais. Utilização de Material ou Equipamento Não Inerente à Execução do Serviço