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APAE DE UBERABA
ESCOLA LUCIANA
REGIMENTO ESCOLAR
EDUCAÇÃO INFANTIL,
ENSINO FUNDAMENTAL
2025
SUMÁRIO
PREÂMBULO
I. Do Histórico do Movimento Apaeano
II. Dos princípios filosóficos
III. Dos Princípios Institucionais
IV. Da Missão Institucional
V. Das Áreas de Atuação Institucional
VI. Histórico da Instituição e Escola.
TÍTULO I
Disposições Preliminares
CAPÍTULO I - Identificação, localização e mantenedora
CAPÍTULO II - Da Instituição
Seção I - Dos Educandos
Seção II - Dos Níveis, Modalidades de Ensino e Programas Educacionais.
TÍTULO II
Dos Fins, Princípios e Direitos da Educação Nacional e Direitos da Educação Especial
CAPÍTULO I - Da Finalidade e dos objetivos
CAPÍTULO II - Dos Princípios
CAPÍTULO III - Dos Direitos da Educação Nacional
CAPÍTULO IV - Dos Direitos da Educação Especial
Título III
Da Organização Escolar
CAPÍTULO I - Da Organização do Trabalho Pedagógico
Seção I - Da Equipe Gestora
Subseção I - Direção 
Subseção II - Da Equipe Pedagógica
Seção II - Da Equipe Docente
Seção III - Da Equipe Administrativa
Subseção I - Do Agente Educacional – Inspetor de alunos
Subseção II - Da Secretaria
Seção IV - Da Equipe Multiprofissional
Subseção I - Da Equipe de Psicologia
Subseção II - Da Equipe de Fonoaudiologia
Subseção III - Da Equipe de Serviço Social
Subseção IV - Da Equipe de Terapia Ocupacional
Subseção V - Da Equipe de Fisioterapia
Subseção VI - Da Equipe Médica e Odontológica
Subseção VII - Da Equipe de Enfermagem
Seção V - Do Vínculo de Trabalho
CAPÍTULO II - Equipe Operacional e de Apoio
Seção I - Dos Fins
Seção II -Da Constituição
CAPÍTULO III - Da Organização Didático-Pedagógica
Seção I - Das Etapas e das Modalidades de Ensino da Educação Básica
Subseção I - Da Educação Infantil
Subseção II - Do Ensino Fundamental
Subseção III - Do Ciclo da alfabetização e Ciclo complementar
Subseção IV - Da Escolarização e Profissionalização
Subseção V - Da Formação Profissional
Subseção VI - Dos Programas Pedagógicos Específicos
Subseção VII - Do Centro Dia
Seção II - Dos fins e dos objetivos da Educação Básica
Seção III - Da Organização Curricular, Estrutura e Funcionamento
Subseção I - Da organização curricular
Subseção II - Estrutura e funcionamento
Seção IV - Da matrícula
Subseção I - Matrícula Renovada
Seção V - Do Cancelamento da Matrícula
Seção VI - Da Matrícula por Transferência
Seção VII - Da Transferência
Seção VIII - Da Frequência
Seção IX - Da Avaliação de Aprendizagem, da Progressão e Promoção, da Classificação e Reclassificação, Da Regulamentação e da Certificação
Subseção I - Da Avaliação de Aprendizagem
Subseção II - Da Progressão / Promoção
Subseção III - Da Classificação e Reclassificação
Subseção IV - Da Regulamentação da Vida Escolar
Subseção V - Da Certificação 
Seção X - Do Ano Letivo e do Calendário Escolar
Subseção I - Do Ano Letivo
Subseção II - Do Calendário Escolar
Seção XI - Dos Registros e Arquivos Escolares
Subseção I - Dos Assentamentos dos Alunos
Subseção II - Dos Assentamentos dos Profissionais
Subseção III - Da Responsabilidade e Autenticidade
Seção XII - Da Avaliação Institucional
Seção XIII - Dos Espaços Pedagógicos
Subseção I - Da Biblioteca Escolar
CAPÍTULO III - Da Organização e Modulação de Turmas
Título IV
Equipe de Formação Profissional e Colocação no Trabalho
CAPÍTULO II - Equipe de Formação Profissional e Colocação no Trabalho 
Seção I - Dos Fins
Seção II - Da Constituição
Seção III - Da Competência
Título V
Dos Direitos, Deveres, Proibições e Sanções da Comunidade Escolar
CAPÍTULO I - Das Equipes Gestora e Docente
Seção I - Dos Direitos
Subseção I - Equipe Gestora
Subseção II - Da Equipe Docente
Seção II - Dos Deveres
Subseção I - Da Equipe Gestora
Subseção II - Da Equipe Docente
CAPÍTULO II - Da Equipe Administrativa
Seção I - Dos Direitos
Seção II - Dos Deveres
Subseção I - Da Secretária Escolar
Subseção II - Do Inspetor de Alunos
CAPÍTULO III - Da Equipe Multiprofissional, de Apoio e Operacional
Seção I - Dos Direitos
Seção II - Dos Deveres
Subseção I - Equipe Multiprofissional
Subseção III - Equipe Operacional
CAPÍTULO IV - Do Pessoal Discente e seus Responsáveis/familiares
Seção I - Da Constituição
Seção II - Dos Direitos 
Subseção I - Dos alunos
Subseção II - Da Família e/ou Responsáveis
Seção III - Dos Deveres
Subseção I - Dos alunos
Subseção II - Da Família e/ou Responsáveis
CAPÍTULO V - Das Proibições e Sanções
Seção I - Das Proibições
Subseção I - Dos Funcionários
Subseção II - Dos alunos
Subseção III - Da Família e/ou Responsáveis
Seção II - Das Sanções
Subseção I - Dos Funcionários
Subseção I - Dos Alunos
Subseção II - Da Família e/ou Responsáveis
Título VI
Da Organização Disciplinar
Título VII
Das Organizações Complementares
CAPÍTULO I - Da Composição
Seção I - Da Diretoria Executiva
Seção II - Do Corpo de Voluntários
Seção III - Do Corpo de Estagiários
CAPÍTULO II - Da Comunidade Escolar
Título VIII
Da Contribuição Escolar
Título IX
Das Disposições Transitórias
Referências
PREÂMBULO
 Do Histórico do Movimento Apaeano
As Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais, presentes no Brasil há seis décadas constituem-se, hoje, no maior movimento social de caráter filantrópico do país, na defesa de direitos e prestação de serviços visando proporcionar qualidade de vida, promoção e inclusão social da Pessoa com Deficiência.
A primeira iniciativa, no Brasil, ocorreu no Rio de Janeiro, em 1954, liderado pela Senhora Beatrice Bemis, membro do corpo diplomático americano e mãe de uma criança com Síndrome de Down que, com outras famílias, viviam o drama de não encontrarem escolas para a educação de seus filhos.
Em 1955, no Rio de Janeiro, com o apoio da Sociedade Pestalozzi do Brasil, começou a funcionar a primeira escola mantida por uma Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais/APAE para crianças com deficiência.
 No período de 1954 a 1962, foram criadas 16 Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais/APAEs no Brasil.
Devido à necessidade de troca de experiências, divulgação e padronização de terminologias e planejamento, realizou-se em 1962, em São Paulo, a 1ª Reunião Nacional de Dirigentes Apaeanos, presidida pelo Dr. Stanislau Krynsky.
Assim, pela primeira vez no Brasil, discutiu-se a questão sobre as Pessoas com Deficiência, envolvendo técnicos e familiares, que traziam para o movimento suas experiências profissionais e como pais.
Para facilitar a articulação e a troca de ideias, os participantes da reunião constataram a necessidade de se criar um órgão nacional para esta finalidade.
Nesse sentido, no dia 10 de novembro de 1962, foi fundada a Federação Nacional das APAEs, tendo como primeiro presidente da diretoria provisória eleita o Dr. Antônio dos Santos Clemente Filho.
Em 1963, realizou-se o 1º Congresso da Federação Nacional das APAEs, na cidade do Rio de Janeiro, ocasião em que foi aprovado o estatuto e eleita a primeira Diretoria da Federação Nacional das APAEs, que teve na presidência o Dr. Antônio Clemente dos Santos Filho (Santos Filho, 1997).
A Federação Nacional das APAEs adotou como símbolo a figura de uma flor margarida ladeada por duas mãos em perfil, desniveladas, uma em posição de amparo e a outra de orientação à Pessoa com Deficiência (Magalhães. et al, 1997; Fenapaes/ Projeto Águia, 1998).
Atualmente, o Movimento Apaeano está estruturado em quatro níveis:
1) A Federação Nacional das APAEs, responsável pelos rumos, diretrizes e estratégias do Movimento Apaeano e pela articulação política, defesa de direitos e ações, em âmbito nacional, em atenção à Pessoa com Deficiência.
2) As 26 Federações das APAEs dos Estados, responsáveis pelos rumos, diretrizes e estratégias do Movimento Apaeano e pela articulação política, defesa de direitos e ações, em âmbito estadual, em atenção à Pessoa com Deficiência.
3) Os 36 Conselhos Regionais de Minas Gerais, com a função de organizar as APAEs nas microrregiões, orientando seus rumos e sendo o contato direto entre a base e a Federação das APAEs do Estado.
4) As 2172 APAEs, prestadoras de serviços com atendimentos diretos, articulação e defesae tem por finalidade apoiar todas as atividades que propiciem a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos alunos, por meio de incentivo à leitura e outras atividades de caráter pedagógico.
Art. 118. A Biblioteca será organizada com livros, revistas e jornais, informes de interesse da escola para formação e apoio dos educandos e profissionais, assim como de livros e expedientes didáticos e pedagógicos.
Art. 119. A Biblioteca terá projetos e regulamento próprio de funcionamento elaborado e aprovado pela Direção.
CAPÍTULO III 
Da Organização e Modulação de Turmas
Art. 120. A organização das turmas compreende a definição de alunos em cada turno e turmas. As turmas do Ensino Fundamental deverão ter no mínimo 8 alunos por turma. As turmas de Educação ao Longo da Vida deverão ter no mínimo dez alunos, podendo variar de acordo com as individualidades e necessidades de aprendizagem de cada aluno.
Art. 121. As turmas serão constituídas por alunos com deficiência Intelectual com funcionamento mental significativamente abaixo da média, originários no período de desenvolvimento, concomitantes com limitações associadas a duas ou mais áreas de condutas adaptativas ou da capacidade em responder adequadamente as demandas da sociedade nos aspectos de comunicação, cuidados pessoais, habilidades sociais, desempenho na escola, família, comunidade e nos aspectos de independência, locomoção, saúde, segurança e lazer.
Art. 122. As turmas serão organizadas de acordo com a idade cronológica, respeitando a legislação vigente:
1- Educação Infantil
	I - Bebês / Crianças bem pequenas (creche) 0 a 03 anos e 11 meses de idade;
	II - Crianças pequenas (Pré-escola) 04 e 05 anos de idade
2- Ensino Fundamental
	III - 1º Ano – 06 e 07 anos de idade 
	IV - 2º Ano- 07 e 08 anos de idade 
	V - 3º Ano – 08, 09, 10 e 11 anos de idade 
	VI - 4º Ano – 09 e 10 anos de idade 
	VII - 5º Ano – 10, 11, 12,13 e 14 anos de idade 
	Obs.: Nessa etapa a idade pode variar até os 14 anos de idade, respeitando as individualidades e necessidades de aprendizagem de cada aluno.
3- Educação Ao Longo da Vida (a partir de 15 anos) 
I- 1º etapa – a partir de 15 anos
II- 2º e 3º etapas – concluintes da 1º etapa
4- Centro Dia (a partir de 18 anos) 
I- Destina-se a alunos maiores de 18 anos, concluintes do Projeto Educação ao Longo da Vida ou novos usuários com a idade mínima.
Parágrafo Único - Será considerada a temporalidade flexível do ano letivo, para atender às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência intelectual e múltipla, de forma que possam concluir, em tempo maior, o currículo previsto para as etapas, séries, anos, ciclos, fases ou períodos escolares principalmente nos anos finais do ensino fundamental.
Título IV
Da Equipe de Formação Profissional e Colocação no Trabalho 
CAPÍTULO I
Equipe de Formação Profissional e Colocação no Trabalho 
Seção I
Dos Fins
Art. 123. A Equipe de Formação Profissional e Colocação no Trabalho tem por finalidade identificar as potencialidades para a formação profissional dos educandos com deficiência e possibilidades de trabalho na comunidade, para sua inserção como estagiário ou como trabalhador.
Seção II
Da Constituição
Art. 124. A Equipe de Formação Profissional e Colocação no Trabalho serão constituídas por Pedagogo, Psicóloga e Assistente Social.
Seção III
Da Competência
Art. 125. Compete aos membros da Equipe de Formação Profissional e Colocação no Trabalho;
I. cadastrar as possibilidades existentes na comunidade de preparação, treinamento e colocação de trabalhadores da pessoa com deficiência;
II. cadastrar os cursos de habilitação profissional existentes na comunidade;
III. proceder à análise dos pré-requisitos para o ingresso em cada alternativa da capacitação ou cursos disponíveis;
IV. orientar os instrutores/professores que atuam nos programas de capacitação e habilitação;
V. selecionar os cursos e habilitações compatíveis com as necessidades e possibilidades das Pessoas com Deficiência;
VI. orientar os profissionais (internos e externos à escola) em relação às necessidades das Pessoas com Deficiência;
VII. sugerir adaptações no mobiliário, equipamentos, conteúdos programáticos e/ou metodológicos para a capacitação e/ou habilitação, com vistas a propiciar aos educandos aprendizado e adaptação possível;
VIII. acompanhar o desempenho de cada educando aprendiz;
IX. proceder ao estudo de caso dos educandos e 
X. cadastrar ou contratar empresas que possam oferecer serviços e/ou vagas de estágios e/ou de emprego.
Título V
Dos Direitos, Deveres, Proibições e Sanções da Comunidade Escolar
CAPÍTULO I
Das Equipes Gestora e Docente
Seção I
Dos Direitos
Subseção I
Equipe Gestora
Art. 126. A Equipe Gestora, além das prerrogativas que lhe serão asseguradas pelas leis vigentes, terão os seguintes direitos:
I. ser respeitado na condição de profissional atuante na área da educação e no desempenho das suas funções;
II. propor aos diversos setores desta Instituição de Ensino ações que viabilizem um melhor funcionamento das atividades;
III. propor ações que objetivem o aprimoramento dos procedimentos de ensino, da avaliação do processo pedagógico, da administração, da disciplina e das relações de trabalho nesta Instituição de Ensino;
IV. utilizar-se das dependências e dos recursos materiais desta Instituição de ensino para o desenvolvimento de suas atividades;
V. ter assegurado o gozo de férias conforme previsto em lei.
Subseção II
Da Equipe Docente
Art. 127. Os funcionários, além das prerrogativas que lhe serão asseguradas pelas leis vigentes, terão os seguintes direitos:
I. opinar sobre programas, atendimentos e materiais didáticos utilizados;
II. propor medidas que objetivem o aprimoramento de métodos e atendimentos de ensino, assim como instrumentos de avaliação;
III. comunicar à Direção/ Supervisão/ Coordenação Pedagógica as ocorrências em sala de aula que exijam providências superiores;
IV. participar das decisões sobre a política de atendimentos educacionais da escola;
V. participar de cursos, eventos e outras possibilidades similares que promovam o aperfeiçoamento profissional durante o horário de trabalho, desde que respaldado por algum documento comprobatório;
VI. guardar materiais e objetos pessoais em armários, geladeira e em outras dependências da Instituição, porém a mesma não se responsabiliza pela perda ou danos dos 
respectivos materiais e objetos;
VII. ter assegurado o gozo de férias conforme previsto em lei e,
VIII. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação
Seção II
Dos Deveres
Subseção I
Da Equipe Gestora
Art. 128. Além de outras obrigações legais compete aos gestores:
I. cumprir e fazer cumprir a legislação em vigor ;
II. estabelecer diretrizes gerais de planejamento e organização da escola, conforme legislação vigente;
III. representar o estabelecimento perante as autoridades federais, estaduais e municipais e perante os órgãos dos sistemas de ensino;
IV. propiciar e manter entrosamento com outras Instituições Escolares; 
V. responsabilizar-se e zelar pelo patrimônio escolar;
VI. coordenar a elaboração e implementação do Projeto Político Pedagógico/Proposta Pedagógica da Instituição de Ensino, construído coletivamente, aprovado pela Mantenedora e pelo Núcleo de Educação a que pertence.
VII. atuar nos diferentes setores da Escola na elaboração e acompanhamento de planos e projetos de ação educacional;
VIII. avaliar os resultados dos planos e projetos de ação e quando necessário propor reelaboração dos mesmos;
IX. convocar e presidir reuniões de alunos, reuniões de pais e educadores;
X. comparecer ou fazer-se representar em todas as atividades ou solenidades que exigirem a sua presença;
XI. dar posse e exercício a todo profissional da escola, bem como providenciar a substituição do mesmo;
XII. adotar medidas que assegurem estabilidade e continuidade do atendimento prestado pela escola, promovendo e orientando as ações das equipes;
XIII. apoiar e propiciar iniciativas que fomentem experiências de estagiários, pessoas voluntáriase outras possibilidades;
XIV. planejar, coordenar e supervisionar com as equipes todo o processo educativo da unidade;
XV. informar e despachar expedientes com a secretaria da escola;
XVI. cumprir outras atribuições que lhe forem conferidas pela Instituição ou por determinações legais;
XVII. comunicar aos órgãos competentes (Mantenedora, Ministério Público, Conselho Tutelar, e outros) sobre ocorrências que exijam providências ou decisões que fujam à sua competência;
XVIII. coordenar e incentivar a qualificação permanente dos profissionais da educação;
XIX. garantir o fluxo de informações na Instituição de Ensino e, dessa, com os órgãos na administração estadual e municipal;
XX. encaminhar aos órgãos competentes as propostas de modificações no ambiente escolar, quando necessárias, já aprovadas pela mantenedora;
XXI. deferir ou indeferir os requerimentos de matrícula.
XXII. assegurar o cumprimento dos dias letivos, horas-aula e horas-atividades estabelecidas na legislação;
XXIII. presidir o Conselho de Classe, dando encaminhamento às decisões tomadas coletivamente;
XXIV. articular processos de integração da Instituição de Ensino com a comunidade;
XXV. cooperar com o cumprimento das orientações técnicas da Vigilância Sanitária e Epidemiológica.
XXVI. Coordenar a distribuição de turmas dentro da instituição de Ensino, de acordo com as instruções da Secretaria de Estado da Educação e do Município; considerando o perfil do professor, necessidades dos alunos e da Instituição.
XXVII. no exercício de suas funções poderá o(a) diretor(a) delegar competência ao Secretário Escolar, à Supervisão Pedagógica e Coordenação Pedagógica, assumindo responsabilidade pela delegação;
Subseção II
Da Equipe Docente
Art. 129. Ao professor, além de suas atribuições específicas, compete:
I. elaborar e cumprir o plano de trabalho, segundo o Projeto Político-Pedagógico;
II. zelar pela aprendizagem dos alunos;
III. ministrar à docência nos dias letivos e horas-aula estabelecidas pela escola, incluindo a participação efetiva nos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
IV. participar e colaborar com as atividades de articulação da escola, com as famílias e a comunidade;
V. comparecer pontualmente à escola e dedicar todo o tempo ao efetivo desenvolvimento das aulas e do ensino;
VI. comparecer e participar de forma efetiva de reuniões de professores, pais, formação continuada, conselhos de classe, eventos sociais e demais atividades constantes do calendário escolar;
VII. incentivar os alunos à aprendizagem, dando-lhes apoio e orientações adequadas;
VIII. manter atualizados os registros de frequência, diários de classes, relatórios diários e ações pedagógicas incluindo plano de intervenção, tendo em vista a avaliação e recuperação contínua do processo educativo;
IX. comunicar à Direção/Supervisão/Coordenação, com antecedência em caso de faltas;
X. aprimorar e atualizar seus conhecimentos por meio de participação em congressos, cursos, reuniões, simpósios e outros estudos sempre que houver oportunidade;
XI. entregar em tempo hábil: PDI, planejamento quinzenal, relatórios bimestrais de desempenho dos alunos conforme solicitação do setor pedagógico, bem como fornecer dados que se fizerem necessários;
XII. responsabilizar-se pelos seus alunos nos horários determinados, matutino 7h15 min. às 11h30min. e no período vespertino das 13h às 17h15min. Não podendo ausentar-se da sala de aula;
XIII. comunicar os setores responsáveis sobre faltas e ocorrências significativas relativas aos alunos e à ação educativa;
XIV. acompanhar diariamente seus alunos na rotina de ações da escola, orientando-os em momentos oportunos quanto à aprendizagem e formação de valores: boas maneiras, relacionamentos, atitudes, etc.;
XV. manter sigilo e usar da ética profissional em todas as situações de trabalho;
XVI. participar das reuniões de avaliação, conselhos de classe e desenvolvimento dos alunos:
XVII. apresentar registros referentes às ações pedagógicas e vida escolar dos educandos, visando ao processo educativo;
XVIII. propor, discutir e coordenar projetos educacionais conforme a necessidade dos alunos e das ações pedagógicas;
XIX. procurar conhecer seus alunos, seus interesses e habilidades;
XX. aperfeiçoar as relações inter-humanas em sala de aula, na relação aluno/professor, na escola, nas relações profissionais e de trabalho;
XXI. atuar com respeito, compromisso, competência e dedicação, avaliando resultados com a turma que lhe foi designada, e 
XXII. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação.
.
CAPÍTULO II
Da Equipe Administrativa
Seção I
Dos Direitos
Art. 130. Os funcionários, além das prerrogativas que lhe serão asseguradas pelas leis vigentes, terão os seguintes direitos:
I. ser respeitado na condição de profissional atuante na área da educação e no desempenho das suas funções;
II. propor aos diversos setores desta Instituição de Ensino ações que viabilizem um melhor funcionamento das atividades;
III. propor ações que objetivem o aprimoramento dos procedimentos de ensino, da avaliação do processo pedagógico, da administração, da disciplina e das relações de trabalho nesta Instituição de Ensino;
IV. utilizar-se das dependências e dos recursos materiais desta Instituição de ensino para o desenvolvimento de suas atividades;
V. ter assegurado o gozo de férias conforme previsto em lei.
Seção II
Dos Deveres
Subseção I
Da Secretária Escolar
Art. 1 Além de suas atribuições específicas, compete a secretaria:
I. organizar e manter atualizados cadastros, arquivos, fichários, livros e outros instrumentos de escrituração da escola, relativos aos registros funcionais dos servidores e à vida escolar dos estudantes;
II. organizar e manter atualizado o sistema de informações legais e regulamentares de interesse da escola;
III. coletar, apurar, selecionar, registrar e consolidar dados para elaboração de informações estatísticas;
IV. realizar trabalhos de protocolização, preparo, seleção, classificação, registro e arquivamento de documentos e formulários;
V. atender, orientar e encaminhar os alunos;
VI. garantir a perfeita conservação e restauração dos documentos recebidos; 
VII. organizar as fontes de pesquisa ou as pastas de procura de modo que qualquer documento exigido seja, rapidamente, localizado;
VIII. manter atualizada a documentação escolar, zelando pela sua fidedignidade, de modo a poder ser utilizada por ocasião de coleta de dados ou para subsidiar os trabalhos de inspeção, supervisão e orientação;
IX. exercer demais atribuições que estejam relacionadas com o cargo;
X. exercer outras atividades compatíveis com a natureza do cargo, previstas na regulamentação aplicável e de acordo com a política pública educacional;
XI. participar de reuniões e eventos realizados pela Escola.
Subseção II
Do Inspetor de Alunos
Art. 132. Além de suas atribuições específicas, compete ao inspetor de alunos:
I. cuidar da segurança do aluno nas dependências da Escola;
II. inspecionar o comportamento dos alunos no ambiente escolar; 
III. orientar os alunos sobre regras e procedimentos, regimento escolar, cumprimento de horários;
IV. ouvir reclamações e analisar fatos;
V. prestar apoio às atividades acadêmicas;
VI. controlar as atividades livres dos alunos;
VII. orientar a entrada e saída de alunos;
VIII. inspecionar os espaços de recreação;
IX. definir limites nas atividades livres,
X. organizar ambiente escolar; atender e encaminhar o público, controlar a entrada e saída de pessoas estranhas e de equipamentos, com a prévia autorização da direção da escola e,
XI. participar de reuniões e eventos realizados pela Escola.
CAPÍTULO III
Da Equipe Multiprofissional, de Apoio e Operacional
Seção I
Dos Direitos
Art. 133. Os funcionários, além das prerrogativas que lhe serão asseguradas pelas leis vigentes, terão os seguintes direitos:
I. ser respeitado na condição de profissional atuante na área clínica/pedagógica/administrativa e no desempenho das suas funções;
II. propor aos diversos setores desta Instituiçãode Ensino ações que viabilizem um melhor funcionamento das atividades;
III. propor ações que objetivem o aprimoramento dos procedimentos de ensino, da avaliação do processo pedagógico, da administração, da disciplina e das relações de trabalho nesta Instituição de Ensino;
IV. utilizar-se das dependências e dos recursos materiais desta Instituição de ensino para o desenvolvimento de suas atividades e,
V. ter assegurado o gozo de férias conforme previsto em lei.
Seção II
Dos Deveres
Subseção I
Equipe Multiprofissional
Art. 134. Os profissionais da Equipe Multiprofissional conforme área de formação deverá fazer o acompanhamento do desempenho dos alunos.
Art. 135. Os profissionais deverão participar de reuniões com os profissionais da escola, para prestar orientações e obter informações sobre o desenvolvimento do processo educativo dos educandos.
Art. 136. Compete ao responsável pelo Serviço de Psicologia:
I. participar do processo de admissão, promoção, desligamento e transferência, realizando relatórios, avaliações, estudo de caso em parceria com as equipes e profissionais da escola;
II. participar de estudos, decisões e ações com as equipes e profissionais da escola, colaborando em questões específicas de seu campo de formação e conhecimento que contribuam para o sucesso do aluno;
III. avaliar e atender sempre que necessário, individualmente ou em grupo, os alunos que necessitam desse atendimento;
IV. participar de reuniões técnicas e/ou administrativas, sempre que necessário e convocado;
V. contribuir com orientações aos professores sobre os aspectos de desenvolvimento dos alunos para subsidiar a elaboração de planos de atividades a serem desenvolvidas na escola e com a família;
VI. convocar e organizar reunião de pais e professores quando necessário;
VII. aprimorar e atualizar seus conhecimentos por meio de estudos, participação em Congressos, Simpósios e reuniões e
VIII. zelar pelo resguardo da ética profissional na sua área de atuação;
Art. 137. Compete ao responsável pelo Serviço de Fonoaudiologia:
I. participar do processo de avaliação, estudo de caso, em parceria com as equipes e profissionais da escola;
II. orientar individualmente ou em grupo os alunos que necessitam de ação fonoaudiológica para desenvolvimento da voz, fala, audição e linguagem;
III. assessorar o professor, oferecendo orientação fonoaudiológica que contribua no processo pedagógico em sala de aula com os alunos e que ajudam no processo de comunicação;
IV. fornecer orientações para o professor por meio de exercícios que podem ser realizados em sala de aula;
V. manter sigilo e usar da ética profissional em relação aos assuntos da escola e
VI. aprimorar e atualizar seus conhecimentos por meio de estudos, participação em congressos, cursos, reuniões, simpósios e outras oportunidades.
Art. 138. Compete ao responsável pelo Serviço Social:
I. participar do processo de avaliação de entrada, admissão, desligamento, transferência, integração, acompanhamento, realizando estudos de caso em parceria com as equipes e profissionais da escola;
II. orientar e informar as famílias sobre os benefícios que a pessoa com deficiência tem direito por lei, sobre o Bolsa Família, o controle de frequência dos alunos;
III. fazer a avaliação do ambiente escolar sócio familiar por meio de entrevistas e visitas domiciliares;
IV. fazer levantamento de recursos disponíveis na comunidade para possível utilização e encaminhamento de alunos para melhoria das condições sócio familiares e
V. preenchimento de formulários e orientações sobre concessão de Passe Livre e Benefício de Prestação Continuada e,
VI. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação.
Art. 139. Compete ao responsável pelo Serviço de Terapia Ocupacional:
I. participar do processo de avaliação física, mental, sensorial, social e/ou de desenvolvimento do aluno;
II. planejar e confeccionar adaptações, brinquedos, de acordo com o desenvolvimento e a necessidade do aluno;
III. orientar os professores quanto à adequação postural, do espaço físico, de mobiliários, etc.;
IV. avaliar e planejar a confecção de órtese;
V. treino nas atividades de vida diária;
VI. orientar e esclarecer as famílias e professores sobre o trabalho e atendimento a ser realizado na instituição escolar e na própria família, efetivando as respectivas adaptações que se fizerem necessárias e,
VII. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação
Art. 140. Compete ao responsável pelo Serviço de Fisioterapia:
I. participar do processo de avaliação, estudo de caso, em parceria com as equipes e profissionais da escola;
II. prestar atendimento a pessoas com desenvolvimento motor anormal e distúrbios do sistema músculo esquelético;
III. orientação e esclarecimento específicos aos professores e demais funcionários quanto à correta abordagem postural e motora da criança em sala de aula e refeitório;
IV. encaminhar os alunos para os órgãos e serviços competentes sempre que se fizer necessário;
V. avaliar e supervisionar a ação de estagiários de cursos de Fisioterapia e
VI. orientar as famílias, esclarecendo procedimentos e atitudes favoráveis ao desenvolvimento do aluno e,
VII. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação
Art. 141. Compete ao responsável pelos Serviços de Enfermagem:
I. participar do processo de avaliação, estudo de caso, em parceria com as equipes e profissionais da escola;
II. fazer visitas no horário matutino e vespertino em todas as salas de aula, observando o estado geral de cada aluno quanto à saúde, bem estar físico, higiene do corpo;
III. introduzir e orientar os profissionais da escola e a família sobre a aquisição de hábitos de higiene em todas as situações (pessoal, local de trabalho, família e comunidade);
IV. fazer administração de medicamentos controlados: realizado com receita médica e supervisão do médico da Instituição nos horários indicados conforme receita e
V. manter relatório diário dos procedimentos de enfermagem e,
VI. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação.
Art. 142. Compete ao responsável pelo Serviço Médico:
I. participar do processo de avaliação, realizando diagnósticos, estudos de caso, em parceria com as equipes e profissionais da escola;
II. prescrever receitas médicas (com anotações regulares sobre o uso e quantidade prescritas) e atestados para aquisição de Benefício de Prestação Continuada e Passe Livre Municipal;
III. solicitar a presença dos pais para orientação médica sobre higiene, doenças infectocontagiosas quando necessário;
IV. supervisionar a área de enfermagem quanto à medicação controlada administrada na Instituição e
V. fazer prescrições de inalações e medicações quando puderem ser administradas na escola e,
VI. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação.
Art. 143 Compete ao responsável pelo Serviço de Odontologia:
I. realizar trabalho semanal de prevenção com escovação individual seguida de aplicação tópica de flúor (bochechos, pincelamento);
II. prestar procedimentos individuais: restaurações exodontias, atendimentos emergenciais, periodontia e também prevenção com flúor;
III. proceder à orientação aos pais sempre que se fizer necessário e
IV. manter atualizados e organizados os registros das ações sob sua responsabilidade e,
V. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação.
Subseção III
Equipe Operacional
Art. 144. Compete ao responsável pelos serviços gerais:
I. acompanhar, orientar todo serviço executado, tornando o ambiente agradável, mantendo a união e o respeito entre os companheiros de trabalho;
II. efetuar o serviço de limpeza e manter em ordem as instalações escolares, providenciando materiais e produtos necessários;
III. zelar pela conservação do prédio, de suas dependências internas e externas e do mobiliário em geral;
IV. estar atento à segurança dos portões, portas, janelas, dando conhecimento ao diretor de qualquer irregularidade e,
V. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação.
Art. 145. Compete aoresponsável pelos serviços da cozinha/refeições:
I. preparar e servir as refeições controlando a quantidade e qualidade;
II. informar a direção/coordenação administrativa quando da necessidade de reposição de estoque de alimentos;
III. responsabilizar-se pelo recebimento, conservação, economia, organização e higiene dos alimentos e materiais que lhe forem confiados;
IV. planejar com a nutricionista o cardápio da Escola, estabelecendo a quantidade de alimentos de acordo com o número de refeições a serem servidas conforme orientação;
V. receber e recolher a louça e talheres após as refeições, providenciando a limpeza e deixando-os em condições de uso imediato e
VI. tomar as providências necessárias para que o serviço sob sua responsabilidade se processe dentro das normas e cuidados exigidos e,
VII. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação.
Art. 146. Compete ao responsável pelos serviços de motorista:
I. dirigir com zelo, respeitando as normas de trânsito, garantindo segurança aos educandos da Escola;
II. responsabilizar-se junto com seu acompanhante pelo recebimento e entrega dos alunos nos locais/ponto preestabelecido pela Escola;
III. zelar pela conservação, economia, limpeza e guarda dos veículos e
IV. comunicar à direção qualquer imprevisto que possa prejudicar o estudante e,
V. zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação.
Parágrafo Único: O serviço de motorista será exercido por profissional comprovadamente habilitado e com experiência para o exercício da função.
Art. 147. Compete ao responsável pelos serviços de porteiro/vigia:
I- cuidar dos equipamentos e espaços sob sua guarda e 
II- controlar a entrada e saída de pessoas no prédio e áreas adjacentes, fora e durante o expediente de trabalho e,
III- zelar pelo resguardo da ética profissional em sua área de atuação.
CAPÍTULO IV
Do Pessoal Discente e seus Responsáveis/familiares
Seção I
Da Constituição
Art. 148. O pessoal discente da Escola Luciana - APAE é constituído por todos os alunos, com deficiência Intelectual, deficiência múltipla e/ou transtorno do espectro autista (TEA) e que estejam regularmente matriculados.
Seção II
Dos Direitos 
Subseção I
Dos alunos
Art. 149. Além das prerrogativas outorgadas pela legislação pertinente, constituirão direitos dos alunos:
I. utilizar os serviços e dependências da escola dentro das normas fixadas pela administração;
II. receber proteção contra atos que possam suscitar segregação e discriminação na escola, na família e na comunidade onde vivem;
III. usufruir respeito sejam quais forem seus antecedentes, natureza e grau de sua deficiência;
IV. usufruir de recursos escolares e comunitários.
V. receber atendimentos educacionais apropriados, de escolarização, educação profissional, colocação no trabalho e outros que permitem desenvolver suas capacidades e habilidades, assegurando-lhes o processo de inclusão social;
VI. requerer matrícula e/ou cancelamento da mesma, transferência para o estabelecimento congênere ou escola de ensino regular;
VII. receber orientação e acompanhamento necessário das equipes Pedagógicas, Técnicas e Multiprofissional conforme determinação e orientação nas situações que se fizerem necessárias e
VIII. tomar ciência, por si e por meio de seus responsáveis, das disposições contidas no presente Regimento Escolar.
Subseção II
Da Família e/ou Responsáveis
Art. 150. Além das prerrogativas outorgadas pela legislação pertinente, constituirão direitos da família e/ou responsáveis pelos alunos:
I. receber um atendimento educacional de qualidade direcionado à criança sob sua guarda;
II. participar dos momentos destinados à organização do processo educacional, que envolva a ação partilhada entre Instituição de Ensino e comunidade;
III. acompanhar e auxiliar no desenvolvimento afetivo intelectual da criança sob sua guarda;
IV. solicitar esclarecimentos sob a natureza do trabalho educacional desenvolvido nesta Instituição de Ensino, sempre que necessário e
V. articular formas de participação junto à Instituição de Ensino, elegendo representantes para desenvolver ações coletivas, que contribuam para a qualidade do processo educacional e para o desenvolvimento solidário entre família e Instituição de Ensino;
Seção III
Dos Deveres
Subseção I
Dos alunos
Art. 151. Constituirão deveres do aluno, além daqueles previstos na legislação e normas de ensino aplicáveis:
I. comparecer pontualmente e assiduamente às aulas e atividades escolares (matutino – 07h e 15min às 11h e 30 min/vespertino -13h às 17h e 15min)
II. participar de todas as atividades programadas e desenvolvidas pela Escola;
III. cooperar na manutenção da higiene e conservação das instalações da Escola;
I. estar devidamente uniformizado, sendo camiseta de malha azul clara com o logo da APAE e bermuda ou calça azul escura de malha ou jeans;
IV. participar dos níveis e modalidades de ensino, oferecidos pela Escola e
V. acatar as orientações da Direção, de professores e demais profissionais responsáveis pelos diferentes setores da Escola com respeito;
OBS.:SOBRE INFORMAR FALTAS
Subseção II
Da Família e/ou Responsáveis
Art. 152. Constituem deveres da família ou responsáveis por estudantes:
II. assistir e educar a criança, jovem ou adulto sob sua guarda, buscando o desenvolvimento e completando a ação da escola, considerando que a interação entre as duas instâncias é essencial para o trabalho escolar de qualidade;
III. participar da vida escolar do estudante, exercendo os direitos garantidos nesse Regimento;
IV. informar à Instituição de Ensino, sobre situações especificas que possam interferir no cuidado-educação das crianças tais como: dificuldades socioeconômicas, aspectos afetivos, familiares, psicológicos e de saúde que possam afetá-las;
V. comunicar e apresentar à direção prescrição médica, laudos ou relatórios sobre a necessidade de cuidados especiais e providências necessárias no atendimento do estudante e na organização de um ambiente seguro, a fim de atender situações específicas, das mais simples às mais complexas;
VI. respeitar os acordos firmados entre a instituição e famílias ao contrato para efetivação da matrícula;
VII. verificar e assinar os comunicados enviados pela Instituição de Ensino e, todos os dias dar visto na agenda do estudante;
VIII. participar do processo formativo da criança, jovem ou adulto sob sua responsabilidade, acompanhando o seu desempenho, participando das reuniões de pais;
IX. zelar pela frequência e pela pontualidade do filho à Instituição de Ensino, no que se refere a frequência escolar e os atendimentos da equipe multiprofissional realizados no contra turno;
X. informar a escola e atualizar no cadastro da matrícula, quando necessário, as autorizações para retirar o aluno da escola.
XI. o aluno só poderá sair da Escola em horários distintos ou ao fim de seu turno de aula, ou ser entregue nos pontos dos transportes da Instituição com um responsável, pois independente da idade os mesmos não respondem por si devido às suas deficiências;
XII. responsabilizar-se pela efetivação das consultas médicas, sempre que necessário;
XIII. administrar rigorosamente os medicamentos, de acordo com a prescrição médica, sempre que necessário; jamais deixar de dar o medicamento por conta própria, isto só deve ocorrer se for indicação médica, pois acarreta prejuízo ao estudante, muitas vezes não tendo condições de mantê-lo na Escola sem que haja a devida adequação medicamentosa;
XIV. zelar pelo asseio do estudante a ser encaminhado à Escola, e de acordo com as normas da mesma é necessário vir de uniforme todos os dias, sendo camiseta de malha azul clara com o logo da APAE e bermuda ou calça azul escura de malha ou jeans;
XV. garantir a pontualidade do estudante no transporte escolar;
XVI. colocar e retirar o estudante do transporte escolar, ressaltando que o acompanhante não tem esta função.
Parágrafo Único – No ato da matrícula, os pais ou responsáveis tomarão conhecimento dos atendimentos oferecidos pela escola e dos atendimentos pertinentes ao aluno, normasdisciplinares e responsabilidade para o cumprimento do que lhes couber.
CAPÍTULO V
Das Proibições e Sanções
Seção I
Das Proibições
Subseção I
Dos Funcionários
Art. 153. É vedado a todos os funcionários;
I. receber pessoas estranhas no seu local de trabalho, sem a devida autorização;
II. trabalhar sem uniforme, cujo mesmo é composto por calça jeans, ou legging preta ou azul marinho, sem detalhes, camiseta de malha com manga, escrita “APAE”, nas cores branca ou preta e camiseta do Projeto Apae em Agosto do ano vigente;
III. trabalhar de short, bermudas, saias curtas, blusas decotadas ou cavadas;
IV. aplicar penalidades aos educandos;
V. retirar, sem justificativa e permissão documentos ou materiais permanentes à escola;
VI. provocar discórdia ou indisciplina na Escola.
VII. ausentar-se do local de trabalho no horário de expediente sem comunicação e autorização prévias;
VIII. utilizar-se de bens e produtos da escola sem autorização prévia;
IX. aproveitar-se do cargo ou função, na escola, em benefício próprio;
X. ausentar-se da escola com seus alunos sem comunicação e autorização prévias;
XI. deixar alunos sozinhos nas dependências da Escola, quando estiverem sob sua responsabilidade;
XII. fornecer endereços e telefones de pais de alunos e de colegas de trabalho a pessoas estranhas, vendedores etc;
XIII. é vedada a conversação em telefone celular no horário de trabalho de acordo com a Lei 23.013, de 21 de junho de 2018, porém, em relação à equipe pedagógica, os alunos da Escola Luciana - Apae necessitam de total atenção durante o período de aula, seja dentro da sala de aula ou nas dependências da Escola, dessa forma o uso do celular também será vedado para uso nas mídias sociais como: Whatsapp, Facebook, Instagram, Google, Youtube e outros. Exceto: o uso do celular será permitido para fotografar as atividades, porém as fotos deverão ser postadas no horário de módulo;
 XII proibido fumar nas dependências da Instituição; 
 XIII proibido trabalhar alcoolizado dentro da Instituição e
 XIV proibido a comercialização de qualquer produto dentro desta Instituição de Ensino.
Subseção II 
Dos alunos
Art 154. Aos alunos é vedado:
I - ausentar das aulas ou dos prédios escolares, sem prévia justificativa ou autorização da direção ou dos professores da escola; 
II - utilizar, sem a devida autorização, computadores, aparelhos de fax, telefones ou outros equipamentos e dispositivos eletrônicos de propriedade da escola e
III - utilizar, em salas de aula ou demais locais de aprendizado escolar, equipamentos eletrônicos como telefones celulares, tablets, notebooks, pagers, jogos portáteis, tocadores de música ou outros dispositivos de comunicação e entretenimento que perturbem o ambiente escolar ou prejudiquem o aprendizado.
Subseção III
Da Família e/ou Responsáveis
Art 155. Aos pais ou responsáveis é vedado:
I. tomar decisões individuais que venham prejudicar o desenvolvimento escolar do estudante pelo qual é responsável, no âmbito desta Instituição de Ensino;
II. interferir no trabalho dos docentes, entrando em sala sem a permissão do setor competente;
III. desrespeitar qualquer integrante da comunidade escolar, inclusive o estudante pelo qual é responsável, discriminando-o, usando violência simbólica, agredindo-o fisicamente e/ou verbalmente, no ambiente escolar;
IV. expor o estudante pelo qual é responsável, funcionário, professor ou qualquer pessoa da comunidade escolar a situações constrangedoras;
V. comparecer às reuniões ou eventos desta Instituição embriagado ou com sintomas de ingestão e/ou uso de substâncias tóxicas e
VI. fumar nas dependências desta Instituição de Ensino, em observância à legislação vigente.
 
Seção II
Das Sanções
Subseção I 
Dos Funcionários
Art. 156. Os profissionais da escola que deixarem de cumprir as disposições deste Regimento, referentes a seus respectivos deveres, competências e proibições, estarão sujeitos às seguintes penalidades:
I. advertência em particular;
II. advertência por escrito, nos casos de reincidência nas mesmas transgressões, após advertência e repreensão e
III. comunicação das transgressões à autoridade competente para as providências cabíveis no caso de reincidência nas mesmas transgressões.
Art. 157. Todas as sanções aplicadas aos profissionais da escola serão registradas no Livro de Ocorrências Disciplinares.
	Parágrafo Único – No ato de assinatura do contrato de trabalho ou do termo de exercício, conforme o caso, o funcionário tomará conhecimento das disposições do presente Regimento Escolar, assumindo o compromisso de cumprir e fazer cumprir suas normas.
Subseção I 
Dos Alunos
Subseção II
Da Família e/ou Responsáveis
Art. 158. Os fatos ocorridos em desacordo com o disposto neste Regimento Escolar serão apurados, ouvindo os envolvidos e registrando em Ata, com as respectivas assinaturas.
Art. 159. Os pais ou responsáveis dos estudantes, que infringirem as regras de convivência receberão advertência oral, por escrito e se persistirem as situações, esses serão encaminhados às autoridades competentes.
Art. 160. Os pais ou responsáveis dos estudantes que ameaçarem ou violarem os direitos do estudante com deficiência, previstos em Lei, serão denunciados às autoridades competentes, para medidas cabíveis.
Título VI
Da Organização Disciplinar
Art. 161. Será aplicável o regime disciplinar aos componentes das equipes Administrativas, Pedagógicas, Técnica Multiprofissional, corpo discente e organizações complementares, visando garantir o adequado funcionamento da instituição escolar, a qualidade do ensino, a formação do aluno, o desenvolvimento das atividades escolares, a inter-relação dos serviços existentes e a consecução dos objetivos propostos.
Art. 162. As penalidades a serem aplicadas ao pessoal administrativo, pedagógico, técnico e de apoio docente, são previstas na legislação pertinente, de acordo com o regime de admissão a que está submetido e de acordo com o resultado de avaliação e desempenho do funcionário feito pela Direção.
Art. 163. Nos casos em que se fizer necessário afastamento de aluno, a Direção em acordo com a Supervisão Pedagógica e Coordenação Clínica convocará os pais ou responsáveis, para conhecimento de situação em pauta na busca de soluções adequadas, observadas todas as recomendações expressas no Estatuto da Criança e do Adolescente, e legislação específica sobre as Pessoas com Deficiência. Todas as convocações serão registradas na ficha de reunião com os pais e arquivada na pasta do aluno. 
Parágrafo Único: A Escola Luciana - Apae não aplica suspensão à nenhum aluno. 
Título VII
Das Organizações Complementares
CAPÍTULO I
Da Composição
Art. 164. A Instituição organizará setores na escola para apoio interno e externo às ações educacionais. Como exemplo, temos:
I. Diretoria Executiva
II. Corpo de Voluntários
III. Corpo de Estagiários
Seção I
Da Diretoria Executiva
Art. 165. A Diretoria Executiva tem por finalidade o incentivo ao trabalho voluntário da comunidade em geral e especialmente a organização e estratégias para captação de recursos para a Instituição.
Seção II
Do Corpo de Voluntários
Art. 166. O corpo de Voluntários tem por finalidade possibilitar a participação voluntária da comunidade na instituição escolar, prestando serviços de apoio.
Art. 167. O Corpo de Voluntários será organizado e coordenado pelo Setor Administrativo, Clínico e Pedagógico, onde caberá a aproximação, o cadastramento, reuniões e orientações quanto a lei do voluntariado.
Seção III
Do Corpo de Estagiários
Art. 168. O Corpo de Estagiários tem por finalidade proporcionar experiências de trabalho nas diversas áreas e atendimentos oferecidos pela Escola. Destinam-se a estudantes de diferentes cursos ligados à Educação Especial e a outras áreas afins.
Art. 169. O Corpo de Estagiários será organizado pelo setor responsável e terá regulamento próprio elaborado de acordo com a lei de estágio e normas da Instituição Escolar aprovada pela comunidade escolar.
Art. 170.O estagiário será aceito na escola mediante documentação fornecida pela Escola de origem, onde realiza o curso.
CAPÍTULO II
Da Comunidade Escolar
Art. 171. A comunidade escolar é constituída pelos segmentos: diretoria executiva, direção da escola, profissionais das equipes administrativa, pedagógica, operacional, corpo docente e discente, estagiários, voluntários, pais/responsáveis e irmãos dos alunos matriculados na Escola.
Título VIII
Da Contribuição Escolar
Art. 172. A Escola poderá contar com contribuições espontâneas de pais e doações da comunidade, que serão gerenciadas pela diretoria executiva.
	Parágrafo Único – As despesas inerentes à manutenção da Escola Luciana em termos físicos, humanos e de consumo serão de responsabilidade da diretoria executiva “Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais” – APAE de Uberaba.
Título IX
Das Disposições Transitórias
Art. 173. Todos os atos de solenidades, feiras, rifas, participação em eventos, de âmbito interno e/ou externo à unidade escolar, estarão sujeitas à aprovação da Direção da Escola, além da Diretoria Executiva.
Art. 174. Todo e qualquer movimento em benefício da Escola Luciana, na comunidade, terão obrigatoriedade o conhecimento e aval do Presidente e da Diretoria Executiva.
Art. 175. Todos e quaisquer bens que se adquirirem por meio de feiras, rifas, eventos e/ou movimentos em favor da Escola Luciana - APAE realizados pelos profissionais, comunidade escolar, corpo de voluntários, etc. incorporam-se ao patrimônio da Escola, para uso e finalidade da mesma.
Art. 176. Integrar-se-ão a este Regimento tantos quantos anexos se fizerem necessários.
Artigo 177. - A Escola Luciana - APAE manterá à disposição dos pais e alunos cópia do Regimento Escolar aprovado.
Parágrafo único – Visando dar conhecimento às famílias, no ato da matrícula, a Equipe escolar fornecerá ao estudante e/ou ao seu responsável legal:
I – Documento síntese de sua Proposta Pedagógica;
II – Cópia de parte de seu Regimento referente:
a) Às normas de gestão e convivência; 
b) À sistemática de avaliação;
c) Ao processo de reforço e recuperação da aprendizagem.
Art. 178. Os casos omissos neste Regimento serão resolvidos pela Direção da escola e/ou segmentos competentes da diretoria executiva, conforme legislação vigente.
Art. 179. As modificações que por ventura ocorrerem depois da aprovação deste Regimento Escolar, serão comunicadas aos órgãos competentes e serão explicitadas por meio de Emendas Regimentais.
Art. 180. Este Regimento entrará em vigor a partir da data de sua assinatura.
Referências
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. 9394/1996. BRASIL.
Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.
Prefeitura Municipal de Uberaba. Diretrizes Pedagógicas. Uberaba, 2023.
 Uberaba, 28 de março de 2025.
Lilian Lesli Fachinelli
Diretora Pedagógica da Escola Luciana-APAE	
	
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image1.emfdos direitos da Pessoa com Deficiência no Brasil.
	A Pessoa com Deficiência dotada de sentimentos, emoções e elaborações mentais deve ser respeitada e sua deficiência ser entendida como uma de suas múltiplas características. A manifestação dos desejos da Pessoa com Deficiência deve ser respeitada e aceita. A Pessoa com Deficiência possui diferentes possibilidades ensejando o reconhecimento e abordagens necessárias ao seu desenvolvimento.
	 A sociedade tem a responsabilidade de comprometer-se nas questões referentes às Pessoas com Deficiência, não devendo atribuir somente às famílias, órgãos públicos e organizações filantrópicas. A Pessoa com Deficiência deve ter seus direitos assegurados, visando o desenvolvimento e a melhoria de sua qualidade de vida. Devemos propiciar à Pessoa com Deficiência condições para o desenvolvimento e manifestação de sua individualidade.
Promover e prover acessibilidades: atitudinal, arquitetônica, de comunicação, instrumental, programática e metodológica para a inclusão social da Pessoa com Deficiência. Sensibilizar a sociedade para a causa da Pessoa com Deficiência, eliminando preconceitos e discriminações, assegurando a divulgação e o cumprimento dos direitos da Pessoa com Deficiência.
	O Movimento Apaeano é de excelência e referência no país, na defesa de direitos e prestação de serviços. Promove e articula ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços, apoio à família, direcionadas à melhoria da qualidade de vida da Pessoa com Deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária.
 Dos princípios filosóficos
1. A Pessoa com Deficiência é um ser humano dotado de sentimentos, emoções e elaborações mentais. Sua deficiência deve ser entendida como uma de suas múltiplas características e não como a única configuração possível de sua individualidade.
2. A Pessoa com Deficiência é dotada de desejos e sua manifestação deve ser respeitada e naturalmente aceita.
3. Cada pessoa possui diferentes possibilidades. É preciso que saibamos reconhecê-las para dar a cada uma a abordagem necessária.
4. A sociedade tem a responsabilidade de comprometer-se nas questões da Pessoa com Deficiência, não devendo atribuir somente às famílias, órgãos públicos e organizações filantrópicas a responsabilidade sobre a questão.
5. A Pessoa com Deficiência tem seus direitos assegurados.
Dos Princípios Institucionais
1. Possibilitar o desenvolvimento do potencial da Pessoa com Deficiência, melhorando sua qualidade de vida.
2. Propiciar à Pessoa com Deficiência condições para o desenvolvimento e manifestação de sua individualidade.
3. Oferecer diferentes possibilidades técnicas e instrumentais para a preparação da pessoa com deficiência para a vida.
4. Sensibilizar a sociedade para a causa da Pessoa com Deficiência, reduzindo preconceitos e ampliando a consciência quanto ao seu papel e posicionamento.
5. Assegurar a observação e divulgação dos direitos da pessoa com deficiência.
Da Missão Institucional
	Promover e articular ações de defesa de direito, prevenção, orientação, prestação de serviços, apoio à família, direcionadas à melhoria da qualidade de vida da Pessoa com Deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária.
 Das Áreas de Atuação Institucional.
	Defesa de direitos;
	Prevenção da incidência da deficiência;
	Educação;
	Educação profissional;
	Saúde;
Assistência social;
Esporte, lazer e cultura;
Capacitação e aperfeiçoamento técnico-profissional.
Histórico da Instituição e da Escola
Maria de Lourdes Vasques Martins Marino, diante de encontrar uma Escola que fosse adequada para a sua filha Luciana, fundou a Escola Luciana - APAE de Uberaba em 12 de março de 1972, para atender as necessidades de sua filha e de outras crianças e jovens com deficiência.
No começo era tudo muito difícil, com instalações físicas inadequadas e pequenas para a realidade de atendimento, numa pequena casa localizada na Praça Dom Eduardo, depois na Rua Major Eustáquio e finalmente em 12 de abril de 1989, em sua sede própria na Rua Dr. Milton Campos, 350 no bairro Amoroso Costa. A partir daí com muita luta de pessoas que se interessavam pelo próximo, a Instituição sofreu várias modificações desde sua fundação até chegar ao formato atual. Atendendo 540 pessoas com deficiências, tendo como missão principal atuar na defesa e garantia dos direitos dessas pessoas, com profissionais capacitados e especializados tanto na área clínica (médicos pediatra, neuropediatra, neurologista, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionista, enfermeiro, assistente social e terapeuta ocupacional), como na área pedagógica, além de possuir materiais e equipamentos de ponta e espaço físico favorável contando com salas amplas, quadra poli esportiva, piscina aquecida, parque coberto, horta, jardim, biblioteca, sala de informática e centro de equoterapia, oportunizando a estimulação e o pleno desenvolvimento da pessoa com deficiência, pensando sempre em desenvolver suas habilidades em todas as áreas, objetivando acesso à educação, à saúde, ao esporte, enfim a tudo o que todos os cidadãos precisam para se sentirem realizados. A escolha de dirigentes (Direção Pedagógica) da Escola Luciana - APAE é escolhida como cargo de confiança, com o objetivo de inserir na unidade, a pessoa mais apta ao cargo. A da Escola Luciana - APAE atende alunos de nível sócio econômico baixo e totalmente carente, cuja renda familiar gira em torno de 2 (dois) salários mínimos mensais. Os alunos atendidos provêm de vários bairros da cidade e de cidades da região: Campo Florido, Conceição das Alagoas, Delta e Veríssimo. A escola não tem colegiado, possui 30 turmas e conta com uma equipe multiprofissional oferecendo atendimentos educacionais especializados a crianças, jovens e adultos.
Título I 
Disposições Preliminares
CAPÍTULO I
Identificação, localização e mantenedora
Art. 1° A Escola Luciana - APAE atende crianças, jovens e adultos com deficiência Intelectual, Múltipla e TEA, com as seguintes identificações:
I. Rua Dr. Milton Campos, 350 – Amoroso Costa - CEP: 38.072-340 -Município de Uberaba, Estado de Minas Gerais
II. E-mail: apaedeuberaba@gmail.com
III. Fone: (34) 3331-7500
IV. Site: www.apaeuberaba.com.br
V. CNPJ Nº 17777376/0001-00
VI. Mantenedora: Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE)
VII. Convênios: Prefeitura Municipal de Uberaba e Estado de Minas Gerais
VIII. Horário de funcionamento: das 07:15 às 11:30 e das 13:00 às 17:15
CAPÍTULO II
Da Instituição
Seção I
Dos Educandos
Art. 2º A Escola Luciana - APAE destina-se ao atendimento educacional de crianças, jovens e adultos com deficiência Intelectual, Múltipla e TEA.
Seção II
Dos Níveis, Modalidades de Ensino e Programas Educacionais.
Art. 3° - A Escola Luciana – APAE oferece os seguintes níveis de ensino: Educação Infantil (Bebês, Crianças Bem Pequenas e Crianças Pequenas); Ensino Fundamental (1º ao 5º Ano), Projeto Educação ao Longo da Vida (1º ao 3º Período Anos Finais); Programa Pedagógico Específico: Currículo Funcional para alunos com deficiência severa e preparação para o mercado de trabalho.
Título II
Dos Fins, Princípios e Direitos da Educação Nacional.
e Direitos da Educação Especial
CAPÍTULO I
Da Finalidade e dos Objetivos
 Art. 4º A Educação Nacional, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
CAPÍTULO II
Dos Princípios
 Art. 5º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
a) a compreensão dos direitos e deveres da pessoa humana, do cidadão do Estado, da família e dos demais grupos que compõem a comunidade;
b) o respeito à dignidade e as liberdades fundamentais do homem;
c) o fortalecimento da unidade nacional e da solidariedade internacional;
d) a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
e) o desenvolvimento integral dapersonalidade humana e sua participação na obra do bem comum;
f) a preservação e expansão do patrimônio cultural;
g) a condenação a qualquer tratamento desigual por motivo de convicção filosófica, política ou religiosa, bem como a quaisquer preconceitos de classe, diferenças individuais ou de raça;
h) a valorização do profissional da educação escolar;
CAPÍTULO III
Dos Direitos da Educação Nacional
 Art. 6º Será assegurado aos educandos com deficiência, considerando-se as especificidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas das crianças, jovens e adultos com deficiência a qualidade das experiências oferecidas que podem contribuir para o exercício da cidadania devendo estar embasadas nos seguintes princípios:
a) o respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas diferenças individuais, socioeconômicas, culturais, étnicas, religiosas;
b) o direito das crianças a brincar, como forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação infantil;
c) o ensino fundamental obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiverem acesso na idade própria.
d) o acesso dos alunos aos bens socioculturais disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à comunicação, à interação social, ao pensamento, à ética e a estética;
e) a socialização dos alunos, por meio de sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma;
f) o atendimento aos cuidados essenciais associados à sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade;
CAPÍTULO IV
Dos Direitos da Educação Especial
 Art. 7º Será assegurado aos educandos com deficiência:
a) currículos, métodos, técnicas diversas, recursos educativos e organização específica para atender às suas necessidades;
b) professores com especialização adequada em nível superior e capacitação para atendimento especializado necessário; 
c) terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, e aceleração para aqueles que possuírem condições e que necessitarem; 
d) Educação Profissional, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artísticas, mental ou psicomotora.
Título III
Da Organização Escolar
CAPÍTULO I
Da Organização do Trabalho Pedagógico
Art. 8º - A organização e administração escolar são assim constituídas:
Seção I
Da Equipe Gestora
Subseção I
Direção 
Art. 9º A equipe de direção é o órgão que de modo integrado e democrático administra a unidade escolar como um todo, no âmbito interno e externo da escola.
Art. 10. A direção da escola será exercida por um diretor com licenciatura plena, ou com graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação.
Subseção II 
Da Equipe Pedagógica
Art. 11. A equipe pedagógica é o órgão que, integrado com a administração, tem por finalidade supervisionar, coordenar e desenvolver as atividades curriculares e articular ações que assegurem o cumprimento do Projeto Político-Pedagógico, de forma a propiciar a aprendizagem dos educandos, conforme prevê a legislação.
Art. 12. A equipe pedagógica será constituída por pedagogos com habilitação e especialização e/ou qualificação para a função.
Art. 13. A equipe pedagógica é responsável por buscar todas as alternativas pedagógicas necessárias para o pleno desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, realizando análise contínua da prática pedagógica e adotando medidas necessárias para o seu aperfeiçoamento.
Art. 14. Compete aos Especialistas de Educação (Supervisor Pedagógico e Coordenador Pedagógico)
I- 	substituir o Diretor em suas ausências;
II- 	participar e acompanhar a elaboração do Projeto Político-Pedagógico e sua execução, tendo em vista os objetivos, os conteúdos programáticos, as estratégias e os critérios de avaliação, revendo-o anualmente, ou sempre que necessário;
III- 	garantir a unidade do processo ensino-aprendizagem e a eficácia de sua execução por meio de planejamento, orientação, acompanhamento e sua avaliação;
IV- 	acompanhar a execução do planejamento anual e das atividades educacionais da unidade escolar;
V- 	promover a integração dos profissionais envolvidos no processo educativo, numa perspectiva de convivência profissional fraterna e solidária;
VI- 	acompanhar a legislação relativa ao atendimento educacional da Pessoa com Deficiência;
VII- 	avaliar a documentação escolar recebida por meio de transferência e emitir parecer a respeito, indicando os procedimentos a serem adotados;
VIII - coordenar reuniões com o corpo docente para planejamento, troca de experiências, definição de estratégias, grupos de estudo, visando a melhoria do processo ensino-aprendizagem;
IX - acompanhar o rendimento escolar dos alunos, pesquisando as causas quando o aproveitamento for insuficiente, buscando parcerias e medidas alternativas para a superação das dificuldades;
X - orientar e acompanhar o desempenho das atividades desenvolvidas pelos professores regentes, não regentes, estagiários e outros profissionais;
XI- acompanhar a avaliação de desempenho de cada docente;
XII - assessorar a direção da escola na seleção e contratação de profissionais para a função de docentes;
XIII- acompanhar o processo de educação e formação do aluno, favorecendo o desenvolvimento dos aspectos cognitivos, emocionais, assim como o estabelecimento de parceria e apoio da família para viabilização do Projeto Político-Pedagógico;
XIV- planejar, executar e avaliar sistematicamente a ação pedagógica juntamente com o corpo docente, administrativo e demais componentes da equipe multidisciplinar;
XV- 	planejar, coordenar e avaliar com os professores os planos pedagógicos a serem desenvolvidos;
XVI- analisar o processo ensino-aprendizagem, sugerindo estratégias favoráveis ao seu aperfeiçoamento;
XVII- propiciar a aquisição ou elaboração de materiais pedagógicos alternativos, disponibilizando-os aos professores como subsídios para o desenvolvimento das práticas pedagógicas;
XVIII- 	acompanhar o trabalho didático-pedagógico dos professores por meio de visitas às salas, avaliando os recursos didáticos, cadernos de alunos, planos de aula dos professores, tipos de avaliação e outras ações, a fim de promover análise reflexiva da prática pedagógica, visando ao sucesso no processo ensino-aprendizagem;
XIX- 	manter sigilo e usar da ética quanto a informações sobre alunos, famílias e/ou professores;
XX- 	identificar e promover junto à direção, corpo docente e equipe multidisciplinar da Escola campanhas e palestras que enriqueçam o processo educativo;
XXI- 	colaborar na organização e realização de solenidades cívicas, sociais e religiosas organizadas pela Escola;
XXII- 	observar e acompanhar a frequência dos alunos e prestar informações relevantes aos pais, corpo docente, direção e equipes da escola;
XXIII- encaminhar os casos especiais de alunos a profissionais especializados;
XXIV- participar do processo de avaliação, admissão, promoção, encaminhamento, desligamento, transferência, realizando estudos de caso e relatórios em parceria com as equipes e profissionais.
Seção II
Da equipe docente
Art. 15. O corpo docente tem a função de atuar no processo educativo, buscando o desenvolvimento de experiências de ensino e aprendizagem por meio de atividades individuais e coletivas planejadas e avaliadas para construção de saberes sistematizados, tendo em vista a construção, apropriação e aquisição de conhecimentos pelos educandos e sua realização como sujeito do processo.
Art. 16. O corpo docente será constituído por professores devidamente habilitados com formação em Magistério/Pedagogia (atuação na Educação Infantil, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental), Licenciatura, Especialização em Educação Especial e/ou cursos de atualização e experiência na área de atuação assim definido.
Seção III
Da Equipe AdministrativaSubseção I
Do agente educacional – Inspetor de alunos
Art.17. O Inspetor de alunos é o profissional responsável por zelar pela disciplina, segurança e bem-estar dos estudantes.
Subseção II
Da Secretaria
Art. 18. A Secretaria é o órgão que tem a seu encargo todo o serviço de escrituração, arquivo, documentação da instituição escolar e do aluno, e outros expedientes legais e necessários para o funcionamento da unidade escolar.
Seção IV
Da Equipe Multiprofissional
Art. 19. A Equipe Multiprofissional será constituída por profissionais que atuam nas áreas de Saúde, Assistência Social, Fonoaudiólogo, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional, Fisioterapeuta, Médico, Dentista, Auxiliar de Saúde Bucal e Enfermeira.
Art. 20. As diferentes funções constitutivas da Equipe Multiprofissional, conforme área de formação será exercida por profissionais com formação específica nas diferentes áreas para o exercício da função.
Subseção I
Da Equipe de Psicologia
Art. 21. O Serviço de Psicologia é o ramo da ciência que estuda e trabalha com o psiquismo e com o comportamento humano. Propicia o indivíduo a se conhecer e consequentemente viver melhor consigo e com os demais.
Subseção II
Da Equipe de Fonoaudiologia
Art. 22. O Serviço de Fonoaudiologia atua na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de alterações da comunicação oral e escrita, voz, audição e funções neurovegetativas.
Subseção III
Da Equipe de Serviço Social
Art. 23. O Serviço Social é responsável pelo estudo do ambiente socioeconômico e cultural da escola, família e comunidade, propondo e executando ações e mecanismos que visem à orientação e integração família-escola-comunidade.
Subseção IV
Da Equipe de Terapia Ocupacional
Art. 24. O Serviço de Terapia Ocupacional tem por finalidade prevenir, orientar e encaminhar ações para suprir as necessidades dos alunos e proporcionar funcionalidade e independência no ambiente escolar, familiar, social, de trabalho, de lazer e outros espaços de vivência do aluno.
Subseção V
Da Equipe de Fisioterapia
Art. 25. O Serviço de Fisioterapia estuda e cura a parte física. Utiliza-se de meios naturais como calor, frio, eletricidade, sol, água e o próprio movimento. Tem como objetivo a reabilitação física e mental da pessoa com deficiência, visando integrá-lo à comunidade respeitando o seu potencial e suas limitações.
Subseção VI
Da Equipe Médica e Odontológica
 Art. 26. O Serviço Médico é o órgão responsável pela história clínica dos alunos e pela orientação da equipe quanto aos aspectos de saúde e qualidade de vida, no processo de atendimento aos educandos.
Art. 27. O Serviço Médico será exercido por profissional com formação na área e especialização em Pediatria, Psiquiatria e Neurologia.
 Art. 28. O Serviço Odontológico é responsável pela saúde bucal do aluno. Realiza ações de prevenção, tratamento, manutenção saudável da dentição e orientação às equipes e profissionais.
Subseção VII
Da Equipe de Enfermagem
Art. 29. O Serviço de Enfermagem visa atender o aluno em suas necessidades básicas de saúde, estabelecendo medidas preventivas controlando as suas condições de saúde, proporcionando orientação e apoio.
Art. 30. Atendimento de Equoterapia constitui um tratamento complementar de apoio a reabilitação física e mental às pessoas especiais, com dificuldades ou deficiências físicas, mentais e/ou psicológicas, que utiliza o cavalo como instrumento de trabalho em uma abordagem multi e interdisciplinar.
Art. 31. O trabalho com a Equoterapia segue paralelo à fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, educação física, pedagogia e outras atividades, podendo ser aplicada a partir de 2 anos de idade
Seção V
Do Vínculo de Trabalho
Art. 32. O vínculo empregatício da equipe docente será com a Instituição por prestação de serviços por meio de convênios com órgãos públicos municipais e estaduais para o exercício da função.
CAPÍTULO II 
 Equipe Operacional e de Apoio
Seção I
Dos Fins
Art. 33. A equipe operacional tem por finalidade oferecer aos educandos e funcionário da Escola Luciana - APAE um ambiente agradável, bem como atender às necessidades inerentes à função.
Seção II
Da Constituição
Art. 34. Integram o Quadro Operacional e de apoio da Escola Luciana – APAE as funções de: equipes de limpeza, cozinheira, auxiliar de cozinha, motorista, vigia/caseiro, porteiro, guarda-noite.
Parágrafo Único: Os integrantes do Quadro Operacional serão contratados pela Entidade ou cedidos para prestação de serviços por meio de convênios firmados com órgãos oficiais para o exercício da função.
CAPÍTULO III
Da Organização Didático-Pedagógica 
Seção I
Das etapas e das modalidades de Ensino da Educação Básica
Subseção I
Da Educação Infantil
Art. 35. A Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de 0 a 5 anos de idade, em seus aspectos físico, afetivo, psicológico, intelectual linguístico e social complementando a ação de cuidar e educar da família e da comunidade.
 De acordo com a Resolução CNE nº 5, de 17 dezembro de 2009,
 (Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil) e CEE nº 472, de 19 de dezembro de 2019 ( que dispõe sobre a organização e funcionamento da Educação Infantil no Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais) a Educação Infantil, a partir das interações e brincadeiras, deve garantir 6 (seis) direitos de aprendizagem, considerando as diferentes experiências pelas quais os bebês e as crianças aprendem e constroem sentidos sobre si, os outros e o mundo,
I. conviver, com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas;
II. brincar, cotidianamente, de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade e suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais;
III. participar, ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador, quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando;
IV. explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia;
V. expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens;
VI. conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário.
Art. 36. A Escola Luciana - APAE oferece Educação Infantil – atende crianças de 0 a 5 anos nos programas de Estimulação precoce e Pré-escola, atendendo a primeira etapa da educação básica com o objetivo no desenvolvimento integral da criança nos aspectos físico, psicológico, mental e social. Dispositivo que evidencia a convicção de que o processo educacional inicia-se no nascimento da criança e realiza-se como um processo contínuo que contribui para a formação do ser humano. 
É obrigatória a matrícula na Educação Infantil, pré-escola, de crianças que completam 4 (quatro) anos até 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula. A legislação vigente que dispõe sobre o corte etário é observada para efetivar a matrícula na Educação Infantil. 
As crianças que completam6 (seis) anos após o dia 31 de março, devem ser matriculadas na Educação Infantil. As crianças de até 3 (três) anos e 11 (onze) meses de idade devem ser matriculadas na Educação Infantil, creche.
§ 1° Bebês/Crianças bem pequenas (Creche) – de 0 a 3 anos e 11 meses de idade – compreende o desenvolvimento de atividades educacionais, atendimentos específicos e terapêuticos;
I - o atendimento destina-se às crianças que apresentam problemas evolutivos decorrentes de fatores genéticos, orgânicos e/ou ambientais, realiza-se através de atividades educacionais e psicopedagógicas desenvolvidas por profissionais qualificados em conjunto com a família;
II - a finalidade deste programa é promover o desenvolvimento integral e o processo de aprendizagem da criança, de modo a ampliar suas perspectivas educacionais, social e cultural, bem como a melhoria da qualidade de vida pessoal, familiar e coletiva;
III - um dos objetivos é evitar o surgimento de sequelas adicionais (em casos de risco) e minimizar o efeito de deficiências ou defasagens já existentes;
 IV - a educação precoce acontece em parceria com a família e sua operacionalização obedece a orientações teórico-metodológicas, pautadas no conhecimento de teorias sobre o desenvolvimento infantil e construção do conhecimento de forma significativa, bem como na abordagem de crianças de risco e com necessidades especiais;
V - o programa é desenvolvido por profissionais especializados, com apoio de equipe técnica multiprofissional composta por profissionais de acordo com as necessidades da criança sendo eles: psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional;
VI - a Proposta Pedagógica Específica, para a realização da estimulação precoce tem como base: Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (MEC/SEF, 1998). Tem como eixo o brincar como forma de construção e expressão do pensamento, o processo de interação e comunicação, o aprender e a socialização pela oportunidade de participação em todas as atividades na escola, no lar e comunidade, A Base Nacional Comum Curricular (BNCC – 2017) e o Currículo de Referência de Minas Gerais;
VII - a Educação Infantil na Escola Luciana - Apae norteia-se nos direitos de aprendizagem e desenvolvimento que são apresentados em relação a três faixas etárias e nas orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI): conviver, brincar, participar, explorar, expressar, conhecer-se, tendo a brincadeira e as interações como eixos que orientam as práticas pedagógicas de acordo com a BNCC e o CRMG. Dessa forma, o currículo na Educação Infantil envolve tanto a formação de pessoal e social, através dos eixos do currículo em cinco campos de experiências, a saber: ● O eu, o outro e o nós; ● Corpo, gestos e movimentos; ● Traços, sons, cores e formas; ● Escuta, fala, pensamento e imaginação; ● Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações;
VIII - os programas, a serem ofertados pela Escola Luciana - APAE, respeitarão o caráter lúdico, prazeroso das atividades e pretende atender às necessidades de ações planejadas, espontâneas, ou dirigidas, no entanto devem expressar uma intencionalidade, objetividade e uma responsabilidade correspondente, que deve ser avaliada, supervisionada e apoiada pelos órgãos competentes.
 § 2° Crianças Pequenas (Pré-escola) – Destina-se a crianças de 4 e 5 anos de idade, proporcionando condições adequadas e favoráveis ao seu desenvolvimento nas dimensões física, emocional, cognitiva e social:
I - a Educação Pré-escolar vem complementar a ação da família, sendo considerado um direito da criança.
	II - a Escola Luciana – APAE reconhece e releva a importância do processo educacional nos primeiros anos de vida e no desenvolvimento da criança. Além da natureza educativa, confere-se ao programa um caráter preventivo.
 	III - o currículo é flexível sofre ajustes necessários que atendam as peculiaridades das crianças.
 	IV - o programa pedagógico é complementado com atendimentos especializados nas áreas emocional, cognitiva, psicomotora, fonoaudiológica, comportamental, fisioterápica, etc.
 	V - o currículo, a avaliação e o programa pedagógico para alunos com múltipla deficiência contemplam adaptações, ajustes que possibilitem a aprendizagem significativa e a participação do aluno nas atividades escolares.
 	VI - a inclusão escolar dos alunos poderá ser efetuada a qualquer momento, mediante documento de transferência para pré-escola da rede regular de ensino, observando os critérios especificados no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil:
· condições e potencialidades de cada criança;
· idade cronológica;
· disponibilidade de recursos humanos e materiais existentes na comunidade;
· condições socioeconômicas e culturais da região;
· estágio de desenvolvimento dos serviços de educação especial já implantado nas unidades federadas.
Art. 37. A carga horária anual é de 833:20 (oitocentas e trinta e três horas e vinte minutos) horas de atividades anuais, distribuídas por 200 (duzentos) dias letivos, tendo por jornada diária de 4h 15min (quatro horas e quinze minutos).
O controle de frequência exigido para a pré-escola e de no mínimo 60% (sessenta por cento) do total de dias e horas.
A frequência, na Educação Infantil, não é pré-requisito para a matrícula no Ensino Fundamental.
 
Subseção II
Do Ensino Fundamental
Art. 38. O Ensino Fundamental constitui etapa de ensino obrigatório e gratuito para o desenvolvimento da capacidade de aprender e a formação de atitudes e valores para a vida por meio:
I. da aprendizagem de leitura, escrita e cálculo;
II. da compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, de tecnologia, das artes, dos esportes e dos valores que fundamentam a sociedade;
III. do fornecimento dos vínculos familiares, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social;
IV. da educação para liberdade, para a participação na vida da família e da sociedade, para a independência e para o desenvolvimento do potencial.
De acordo com o Artigo 5º da RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 7, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2010 (Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove anos)
 O direito à educação, entendido como um direito inalienável do ser humano, constitui o fundamento maior destas Diretrizes. A educação, ao proporcionar o desenvolvimento do potencial humano, permite o exercício dos direitos civis, políticos, sociais e do direito à diferença, sendo ela mesma também um direito social, e possibilita a formação cidadã e o usufruto dos bens sociais e culturais.
 § 1º O Ensino Fundamental deve comprometer-se com uma educação com qualidade social, igualmente entendida como direito humano.
 § 2º A educação de qualidade, como um direito fundamental, é, antes de tudo, relevante, pertinente e equitativa.
 I - A relevância reporta-se à promoção de aprendizagens significativas do ponto de vista das exigências sociais e de desenvolvimento pessoal. 
II - A pertinência refere-se à possibilidade de atender às necessidades e às características dos estudantes de diversos contextos sociais e culturais e com diferentes capacidades e interesses.
 III - A equidade alude à importância de tratar de forma diferenciada o que se apresenta como desigual no ponto de partida, com vistas a obter desenvolvimento e aprendizagens equiparáveis, assegurando a todos a igualdade de direito à educação.
 § 3º Na perspectiva de contribuir para a erradicação da pobreza e das desigualdades, a equidade requer que sejam oferecidos mais recursos e melhores condições às escolas menos providas e aos alunos que deles mais necessitem. Ao lado das políticas universais, dirigidas a todos sem requisito de seleção, é preciso também sustentar políticas reparadoras que assegurem maior apoio aos diferentes grupos sociais em desvantagem. 
§ 4º A educação escolar, comprometida com a igualdade do acesso de todos ao conhecimento e especialmente empenhada em garantir esse acesso aos grupos da populaçãoem desvantagem na sociedade, será uma educação com qualidade social e contribuirá para dirimir as desigualdades historicamente produzidas, assegurando, assim, o ingresso, a permanência e o sucesso na escola, com a consequente redução da evasão, da retenção e das distorções de idade/ano/série (Parecer CNE/CEB nº 7/2010 e Resolução CNE/CEB nº 4/2010, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica).
Art. 39. O Ensino Fundamental ofertado pela Escola Luciana - APAE será desenvolvido: Ciclo de alfabetização (1º, 2º Ano), Ciclo Complementar (3º, 4º e 5º ano). A carga horária anual é de 800h (oitocentas horas) distribuídas por 200 (duzentos) dias letivos, tendo por jornada diária de 4h 15min (quatro horas e quinze minutos).
Subseção III
Do Ciclo da alfabetização e Ciclo complementar
Art. 40. Do Ciclo da alfabetização ao Ciclo complementar (1º ao 5º Ano) corresponde a um período com duração de até 07 anos, destinado a educandos com deficiência Intelectual e outras associadas a esta, na faixa etária de 6 a 14 anos de idade.
I. a Escolarização Inicial tem por finalidade o desenvolvimento de objetivos, conteúdos e estratégias metodológicas correspondentes aos anos iniciais do Ensino Fundamental;
II. os encaminhamentos de educandos para o ensino regular dar-se-ão por meio de transferência acompanhada de histórico escolar e ficha de avaliação de desempenho do aluno;
III. a terminalidade específica prevista na LDB nº 9394/96, deverá obedecer à legislação vigente. 
Subseção IV
Da Escolarização e Profissionalização
Art. 41. A Escolarização e Profissionalização – destina-se à educandos a partir de 15 anos de idade com deficiência Intelectual e outras associadas, e compreende três programas: Educação ao Longo da Vida e Programas Pedagógicos Específicos, com objetivos e conteúdos definidos, atuação metodológica interdisciplinar e educando para a vida, considerando o desenvolvimento de habilidades e competências acadêmicas e de trabalho.
Subseção V
Dos Programas Pedagógicos Específicos
Art. 44. Os programas pedagógicos específicos destinam-se a educandos a partir de 15 anos de idade, com significativas alterações no processo de desenvolvimento, aprendizagem e adaptação social.
I - para esses alunos é indicada a construção de um currículo funcional, cuja finalidade é desenvolver ações educativas que enfatizem o desenvolvimento de capacidades que os tornem independentes, produtivos e mais aceitos na sociedade. O currículo deve contemplar:
a) escolarização formal - com adaptações curriculares significativas e ênfase nas atividades de artes, cultura e lazer;
b) o domínio da vida diária - caracteriza-se pela autonomia no lar, na escola e na comunidade;
c) domínio laborativo - esse domínio inclui: a ocupação no lar e a iniciação para o trabalho;
II - na construção do currículo funcional deve-se considerar:
a) habilidades acadêmicas adquiridas na escolarização formal, que devem ser aplicadas em situações reais nas quais elas são requeridas;
b) as diretrizes na construção do currículo, levando em consideração o planejamento sob a forma de atividades, respeito aos interesses e preferências do educando, valorização da participação do aluno e a participação da família.
Subseção VI
Do Centro Dia
Art. 45. O Centro-Dia oferece cuidados nas atividades da vida cotidiana, buscando desenvolver habilidades que permitam ao/à usuário/a administrar os ambientes, gerenciar a própria vida e integrar-se na comunidade. A equipe técnica de referência é determinante para a provisão do trabalho social essencial do serviço de proteção social especial para pessoa com deficiência, idosas e suas famílias. Quando os usuários do centro dia são inseridos no serviço, são elaborados os Planos de Desenvolvimento do mesmo, desenvolvido por toda a equipe do Centro Dia juntamente com a família.
Seção II
Dos fins e dos objetivos da Educação Básica
Art. 46. A Educação Básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
Seção III
Da organização curricular, estrutura e funcionamento
Subseção I
Da organização curricular
Art. 47. Os currículos da educação infantil e do ensino fundamental devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.
Art. 48. Os currículos e programas serão organizados numa abordagem de busca à construção do conhecimento nas áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, História, Geografia, Arte, Inglês, Educação Física, assim como os temas transversais que compreendem: Ética, Meio Ambiente, Saúde, Pluralidade Cultural e Orientação Sexual.
Parágrafo Único: A modalidade de educação infantil segue o currículo da Rede Municipal de Ensino de Uberaba, em consonância com a BNCC e com o Currículo Referência de Minas Gerais
A modalidade de ensino fundamental segue a matriz curricular do estado de Minas Gerais, do 1º ao 5º ano.
A modalidade Educação Ao Longo da Vida segue o currículo da Rede Municipal de Ensino de Uberaba, em consonância com a BNCC e com o Currículo Referência de Minas Gerais, do 1º ao 9º ano.
Subseção II
Estrutura e funcionamento
Art. 49 A Escola Luciana – APAE oferece atendimentos educacionais especializados à crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual e outra(s) deficiência(s) associada(s) como autismo, paralisia cerebral, hidrocefalia, microcefalia, deficiências múltiplas e pessoas com Síndrome de Down nos níveis de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação ao Longo da Vida e Preparação para o Mercado de Trabalho.
Art. 50. Quanto às etapas, a escola oferece Educação Infantil e Ensino Fundamental, quanto às modalidades Educação ao Longo da Vida em programas organizados conforme faixa etária, de forma que responda às necessidades educacionais e possibilidades de aprendizagem dos educandos.
Art. 51. A Escola Luciana - APAE adota o sistema anual caracterizado pelo regime de progressão continuada.
	Parágrafo Único: Para os alunos que não concluem as etapas exigidas será assegurado a terminalidade específica conforme o nível de desempenho, habilidades e competências adquiridas. A Escola Luciana se prepara para garantir e oferecer a Educação ao Longo da Vida, trabalhando e oferecendo programas educacionais que contemplem o projeto de vida individualizado para aqueles que não conseguiram alcançar novos níveis de educação. (Conforme Lei nº 13.632, de 06 de março de 2018).
Art. 52. A Escola Luciana – APAE funciona em período matutino das 7h e 15min às 11h e 15min e vespertino das 13h às 17h e15min. Devendo os alunos cumprirem estes horários.
Art. 53. A modalidade de Educação Especial permeia as etapas da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos/Educação ao Longo da Vida, Preparação para o Mercado de Trabalho, no sentido de garantir atendimento às peculiaridades dos educandos da Escola.
Art. 54. As atividades serão realizadas de acordo com o ritmo, tempo e estilo de aprendizagem dos alunos.
Art. 55. As atividades curriculares educacionais serão articuladas com as atividades terapêuticas visando ao desenvolvimento global do aluno para consecução dos objetivos educacionais.
Art. 56. Os alunos matriculados na Escola terão direito às ações educacionais e pedagógicas conforme níveis e modalidades de ensino e atendimentos específicos, de acordo com as necessidades e possibilidades de aprendizagem, de suprimentos necessários e de direito, como merenda escolar, assim como apoio e orientação aos seus familiares.
Parágrafo Único: Por tratar-se de atendimento a educação com característica e necessidades educacionais peculiares, os níveis e modalidades de ensino, oferecidos pela escola serão permeados com a modalidade de Educação Especial para garantia de recursos específicos e adaptaçõesnecessárias.
Art. 57. Os programas educacionais serão reestruturados e adaptados sempre que necessário, em função de ações didático-pedagógicas, nível de desenvolvimento, necessidades e possibilidades de aprendizagem dos educandos.
Seção IV
Da Matrícula
Art. 58. Matrícula é o ato formal que vincula o educando à Instituição, conferindo-lhe a condição de aluno.
 A legislação vigente que dispõe sobre o corte etário é observada para efetivar a matrícula na Educação Infantil da seguinte forma: as crianças que completam 6 (seis) anos após o dia 31 de março, devem ser matriculadas na Educação Infantil. 
De acordo com o Art. 8º RESOLUÇÃO Nº 7, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2010, 
o Ensino Fundamental, com duração de 9 (nove) anos, abrange a população na faixa etária dos 6 (seis) aos 14 (quatorze) anos de idade e se estende, também, a todos os que, na idade própria, não tiveram condições de frequentá-lo. 
§ 1º É obrigatória a matrícula no Ensino Fundamental de crianças com 6 (seis) anos completos ou a completar até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula, nos termos da Lei e das normas nacionais vigentes. 
§ 2º As crianças que completarem 6 (seis) anos após essa data deverão ser matriculadas na Educação Infantil (Pré-Escola). 
§ 3º A carga horária mínima anual do Ensino Fundamental regular será de 800 (oitocentas) horas relógio, distribuídas em, pelo menos, 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar.
Art. 59. É ofertada a matrícula inicial, renovada ou por transferência, aos alunos que tiverem idade entre 0 a 60 anos.
I - Ao chegar à Escola Luciana para ser matriculado o aluno é encaminhado para ser atendido pela Equipe Multiprofissional que é encarregada em avaliar e deferir a matrícula. Este atendimento é realizado pelos profissionais abaixo, os quais têm os seguintes objetivos: 
a) Psicologia: O psicólogo realiza a avaliação psicológica do aluno, identificando sua deficiência, assim como suas limitações e suas habilidades.
b) Serviço Social: O assistente social realiza a avaliação social do aluno e de sua família, identificando a existência ou não de vulnerabilidades e os possíveis encaminhamentos. Nesta avaliação o profissional também tem o objetivo de apresentar os princípios e as diretrizes que norteiam o trabalho da APAE, visando a integração da família, escola e comunidade.
c) Fonoaudiologia: O fonoaudiólogo realiza a avaliação fonoaudiológica no aluno, identificando o desenvolvimento da fala e da linguagem, encaminhando se necessário para as sessões de fonoaudiologia.
d) Fisioterapia: O fisioterapeuta realiza avaliação fisioterapêutica no aluno, buscando identificar as deficiências físicas e a funcionalidade, encaminhando se necessário para as sessões de fisioterapia e/ou hidroterapia.
e) Pedagogia: O pedagogo avalia o grau de aprendizagem do aluno para identificar qual o nível, modalidade ou programa educacional que ele pode ser inserido:
II - após o término de todas as avaliações individuais, a equipe interdisciplinar se reúne para fazer a avaliação final, concedendo o parecer favorável ou não da matrícula;
III - em casos positivos define-se também o nível, modalidade ou programa educacional que o novo aluno será encaixado, respeitando sua trajetória escolar anterior; e depois os responsáveis são encaminhados para fazer a matrícula na secretaria. 
Art. 60. A matrícula deve ser requerida pelos pais ou responsáveis, onde a Escola Luciana - APAE dará ciência do Regimento Interno Escolar.
Art. 61. Os alunos cujas características não possam ser atendidas pela Escola Luciana - APAE, serão indicados para outros atendimentos ou alternativas oferecidas pela comunidade, atendimentos clínicos externos oferecidos pela APAE.
Art. 62. A Escola Luciana - APAE pode receber matrículas novas, quando houver vaga, em qualquer época do ano.
Art. 63. O período de matrícula é estabelecido no calendário escolar ou outra forma desde que divulgada.
Art. 64. No ato da matrícula, o aluno deve apresentar os seguintes documentos:
· Fotocópia da certidão de nascimento;
· Fotocópia do CPF;
· Fotocópia do RG; 
· 1 foto 3 X 4.
· Comprovante de residência atual
· Declaração de Transferência/Histórico Escolar quando vindo de outra escola.
Art. 65. Os alunos matriculados na Escola têm obrigatoriedade de frequência nos dias letivos, segundo o calendário escolar, bem como em outras atividades escolares para as quais forem convocados.
Parágrafo Único – Os alunos devem cumprir o horário de entrada e saída das atividades escolares.
Subseção I
Matrícula Renovada
Art. 66. Dá-se o nome de matrícula renovada àquela que ocorre de um ano para o outro dentro do mesmo nível ou modalidade de ensino para alunos da própria escola.
Art. 67. Para renovação de matrícula, o responsável pelo aluno deverá apresentar requerimento e documentação necessária solicitada pela escola.
	
Art. 68. A renovação da matrícula deve ser feita dentro do prazo fixado pela escola, em calendário escolar ou outra forma desde que divulgada.
Seção V
Do Cancelamento da Matrícula
Art. 69. A escola poderá cancelar a matrícula do aluno:
I. por orientação e solicitação da família;
II. por orientação de profissionais da escola;
III. por ausência do aluno à escola nas atividades educacionais pelo período de 25 dias consecutivos sem justificativa;
 De acordo com a RESOLUÇÃO SEE Nº 4.692, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2021, Art. 24 - Terá sua matrícula cancelada o estudante que, sem justificativa, deixar de comparecer à escola, por um período de 25 dias letivos consecutivos em qualquer época do ano letivo, configurando, assim, o abandono escolar.
 § 1º - Antes de efetuar o cancelamento da matrícula, a direção da escola deve esgotar todas as alternativas de busca ativa e entrar em contato, por escrito, com o estudante ou seu responsável legal, quando menor, alertando-o sobre a obrigatoriedade da frequência e do seu direito à educação. 
§ 2º - Constatado o abandono do estudante, a escola deve informar o fato, por escrito, ao Conselho Tutelar, ao Juiz competente da comarca e ao representante do Ministério Público do município. 
§ 3º - O estudante que teve a sua matrícula cancelada poderá retornar a qualquer tempo para a mesma escola, se houver vaga, ou para outra escola pública estadual ou municipal, excetuando-se os estudantes dos cursos semestrais da educação profissional e tecnológica, que devem se atentar às orientações específicas.
Art. 70º Ao aluno com matrícula cancelada será fornecido o PDI (Plano de Desenvolvimento Individual) sobre seu desenvolvimento nas áreas trabalhadas pela escola, histórico escolar com os respectivos níveis/ciclo/series/anos cursados até a data de emissão do documento.
Seção VI
Da Matrícula por Transferência 
Art. 71. A matrícula por transferência assegura ao aluno provavelmente de outro estabelecimento de ensino a continuidade do processo educativo.
	Parágrafo Único: A matrícula por transferência pode ocorrer no início ou no decorrer do ano letivo, conforme normas estabelecidas.
Art. 72. Todo aluno matriculado por transferência fica automaticamente vinculado à escola e, por consequência, sujeito aos dispositivos do Regimento.
Art. 73. Será aceita declaração provisória de transferência pelo prazo de 30 (trinta) dias até a expedição dos documentos escolares (histórico).
Art. 74. Em nenhuma hipótese será negada a matrícula por motivo de raça, sexo, condição social, convicção política, crença religiosa ou pelo fato de o candidato se encontrar em defasagem de idade com relação ao ano de escolaridade.
Art. 75. A matrícula será aceita em qualquer época do ano, preferencialmente até o mês de fevereiro desde que satisfaça às condições legais de documentos e tipo de caracterização do aluno, condizente com o atendimento ofertado pela escola.
Art. 76. Será considerado evadido o aluno que apresentar 25 dias consecutivos de faltas sem justificativa.
Art. 77. No ato da transferência será oferecido o PDI (Plano de Desenvolvimento Individual do aluno). 
Seção VII
Da Transferência 
Art. 78. Transferência é ato pelo qual um aluno se desvinculada escola no decorrer ou final do ano letivo do aluno para outra escola.
Art. 79. Os pais ou responsáveis pelo educando por iniciativa própria sempre que recomendado podem solicitar a transferência do aluno para outra escola ou atendimento.
Seção VIII
Da Frequência 
Art. 80. A frequência de natureza obrigatória, apurada diariamente em instrumentos próprios (diário físico), compreende a participação efetiva do aluno nas aulas e respectivas atividades.
Art. 81. A frequência mínima para promoção quanto à assiduidade é de 75% dos dias letivos previstos pela escola.
 
De acordo com a RESOLUÇÃO SEE Nº 4.692, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2021, Art. 23 - O controle de frequência diária dos estudantes é de responsabilidade do professor, sob monitoramento do especialista da educação básica, e deverá ser registrada no diário escolar 
 § 1º - Em casos excepcionais o registro de frequência diária dos estudantes poderá ser realizado por meio de diários físicos, conforme orientação da SEEMG.
 § 2º - A observância de eventuais faltas dos estudantes deverá ser comunicada à direção da escola, para as providências cabíveis.
 § 3º - O estabelecimento de ensino, após apurar a frequência do estudante e constatar faltas não justificadas superior a 5 (cinco) dias letivos consecutivos ou 10 (dez) dias letivos alternados, deve entrar em contato, por escrito, com os pais ou o responsável legal pelo estudante faltoso, com vistas a promover o seu imediato retorno às aulas e a regularização da frequência escolar.
 § 4º - O dirigente da instituição escolar deve remeter ao Conselho Tutelar, ao Juiz competente da comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação nominal dos estudantes cujo número de faltas injustificadas atingir 15 (quinze) dias letivos consecutivos ou alternados e, também, ao órgão competente, no caso de estudante cuja família é beneficiada por programas de assistência vinculados à frequência escolar.
Seção IX 
Da Avaliação de Aprendizagem, da Progressão e Promoção, da Classificação e Reclassificação, Da Regulamentação e da Certificação
Subseção I
Da Avaliação de Aprendizagem
Art. 82. A avaliação do aluno, é realizada pelo professor e pela escola, é redimensionadora da ação pedagógica e deve assumir um caráter processual, formativo e participativo, ser contínua, cumulativa e diagnóstica. A avaliação, como parte do processo de aprendizagem, tem função diagnóstica no sentido de acompanhar o processo ensino-aprendizagem desenvolvido pela escola, assim como os conhecimentos e experiências adquiridas pelos alunos fora da escola, contudo relevantes no processo educativo.
Art. 83. A avaliação será a fonte principal de informações e referência para a organização e formação de práticas pedagógicas que possibilitem a aprendizagem dos alunos.
Art. 84. No processo de avaliação serão utilizados todos os instrumentos possíveis (leituras, pesquisas, trabalhos individuais, em grupos, atividades escritas, desenhos, observações etc.) que permitem verificar as diferentes aprendizagens.
Art. 85. A avaliação escolar considera todas as dimensões de aprendizagem, como a cognitiva, cultural, social e outras.
 Parágrafo Único: No processo de avaliação serão considerados, além do produto, o processo de aprendizagem e os aspectos relacionados à atitude dos alunos.
Art. 86. A avaliação identifica os sucessos e as dificuldades do processo ensino aprendizagem, possibilitando as intervenções necessárias para reorientar as ações educativas subsequentes.
Art. 87. A verificação do desempenho escolar tem por objetivo avaliar o desempenho do aluno, dificuldades e possibilidades, procedimentos didáticos e metodológicos, a fim de programar ações educativas necessárias ao desenvolvimento integral do mesmo.
Art. 88. A verificação de desempenho escolar observará os seguintes critérios:
I. avaliação contínua do desempenho do educando com prevalência dos aspectos qualitativos;
II. possibilidade de aceleração de estudos para os educandos com atraso escolar;
Art. 89 O desempenho e a frequência dos alunos serão periodicamente avaliados, sendo os pais e/ou responsáveis cientificados por meio da reunião de pais, fichas e/ou relatórios bimestrais (desempenho) e pelo contato da assistente social. (frequência)
Parágrafo Único: A direção da escola, com a equipe pedagógica, deve organizar situações, como reuniões e/ou momentos individuais com as famílias, para análise do processo ensino-aprendizagem, frequência e outros apostos relevantes para o desenvolvimento do aluno.
Subseção II
Da Progressão / Promoção
Art. 90. A Escola Luciana - APAE adota o regime de Progressão Continuada que se dá no 2º e 5º ano do ensino fundamental, conforme registro nos diários de classe que serão transcritos para os documentos escolares para legitimidade da escolarização e aprendizagem dos alunos oferecidos pela escola.
Art. 91. Será garantida a conclusão do ano de estudo, para o aluno que obtiver frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas e dias letivos previstos.
Subseção III
Da Classificação e Reclassificação
Art. 92. A classificação consiste em uma avaliação de caráter pedagógico para posicionar o aluno no nível de escolaridade compatível com sua experiência, conhecimento e desempenho de aprendizagem.
Art. 93. A classificação acontece em qualquer etapa, fase, série ou ano de escolarização, exceto a primeira no ensino fundamental e poderá ser feito:
I. por promoção – para alunos que cursaram com aproveitamento a fase anterior na própria Escola;
II. por transferência – para alunos procedentes de outras escolas, considerando as áreas de conhecimento da Base Nacional Comum;
III. por avaliação – independente de escolarização anterior, a escola procede a avaliação para definir o grau de desenvolvimento e experiência do aluno para permitir a sua matrícula na série, etapa, ciclo ou ano, correspondente à sua escolaridade e preparo.
Art. 94. Reclassificar significa reposicionar o aluno no ano de escolaridade diferente daquele indicado na sua documentação escolar.
Art. 95. A documentação correspondente ao processo de classificação ou reclassificação de cada aluno será arquivada na escola para comprovar a legalidade da vida escolar do aluno.
Art. 96. Para realizar a classificação ou reclassificação escolar, a unidade escolar deverá observar as seguintes medidas e critérios administrativos: 
1. organizar comissão formada por docentes, técnicos e direção da escola para efetivar o processo;
2. comunicar o responsável a respeito do processo;
3. proceder à avaliação documentada pela equipe pedagógica e
4. registrar os resultados na documentação escolar do aluno;
Subseção IV
Da Regulamentação da Vida Escolar
Art. 97. A Escola Luciana - APAE utiliza-se de Tabela de Conceito Individual para registrar as habilidades e competências adquiridas pelos alunos.
Art. 98. A Tabela de Conceito Individual é o meio utilizado para legitimar os anos e/ou etapas cursadas pelos alunos.
Art. 99. Será garantida a conclusão do ano letivo para o aluno que obtiver frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas e dias letivos previstos no calendário escolar.
Art. 100. Será considerada a temporalidade flexível do ano letivo, para atender às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência intelectual ou com graves deficiências múltiplas, de forma que possam concluir, em tempo maior, o currículo previsto para as etapas, séries, anos, ciclos, fases ou períodos escolares, principalmente nos anos finais do Ensino Fundamental. A Escola Luciana se prepara para garantir e oferecer a Educação ao Longo da Vida, trabalhando e oferecendo programas educacionais que contemplem o projeto de vida individualizado para aqueles que não conseguiram alcançar novos níveis de educação. (Conforme Lei nº 13.632, de 06 de março de 2018).
Subseção V
Da Certificação 
Art. 101. O Certificado, documento comprobatório, será expedido quando possível, no caso da Educação de Jovens e Adultos, de acordo com o Projeto Político Pedagógicoda Escola Luciana - APAE, aprovado pelo CEE ou órgão competente, por meio de documento oficial da escola, comunicando os dados referentes ao desempenho do aluno nas fases concluídas, bem como as habilidades adquiridas.
Seção X
Do Ano Letivo e do Calendário Escolar 
Subseção I
Do Ano Letivo
Art. 102. A Escola Luciana - APAE funciona de acordo com os dias letivos e atividades previstas no calendário escolar.
	§1 - A Escola Luciana - APAE segue as normas conforme a LDB nº 9.394/96, estabelecendo-se então uma carga horária de 800 horas anuais distribuídas em 200 dias letivos de efetivo trabalho escolar. As aulas iniciam sempre na primeira quinzena de fevereiro de cada ano e finaliza suas atividades escolares na primeira quinzena de dezembro do respectivo ano.
§2 - A carga horária da Educação Infantil compreende 20 horas para cumprir o Núcleo Comum Obrigatório e 07 horas para Complemento Curricular Específico, tanto para a Estimulação Precoce (0 a 3 anos) como para a Educação Pré-Escolar (4 e 5 anos);
§3 - A carga horária do Ensino Fundamental compreende 20 horas destinadas para Núcleo Comum Obrigatório e 7 horas para Complemento Curricular e Projeto especial e/ou 20 horas destinadas à Formação Profissional;
Subseção II
Do Calendário Escolar
Art. 103. O Calendário Escolar é elaborado pela Escola, será organizado em bimestres, e tendo por finalidade a previsão dos períodos, dias letivos destinados à realização das atividades curriculares do estabelecimento. Será de responsabilidade da direção, equipes pedagógicas, docentes e encaminhado para aprovação, conforme orientação dos órgãos competentes do Estado e Município.
De acordo com a RESOLUÇÃO SEE Nº 4.692, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2021.
“Art.11 §2º - Serão garantidos, no calendário escolar, o mínimo de 200 (duzentos) dias letivos e carga horária obrigatória de:
 I - 800 horas para o ensino fundamental anos iniciais; 
II - 833 horas e 20 minutos para o ensino fundamental anos finais;
Art. 13 - Considera-se dia letivo aquele em que professores e estudantes desenvolvem atividades de ensino e aprendizagem, de caráter obrigatório, independentemente do local onde sejam realizadas.
Art. 14 - Considera-se dia escolar aquele em que são realizadas atividades de caráter pedagógico e administrativo, com a presença obrigatória do pessoal docente, técnico e administrativo, podendo incluir a representação de pais e estudantes. “
Parágrafo Único – Os Docentes, Inspetores de alunos, Coordenadores Pedagógicos e Supervisor Pedagógico devem seguir o Calendário Escolar da Escola Luciana – APAE, que são cedidos pelo Estado e Município.
Seção XI
Dos Registros e Arquivos Escolares 
Art. 104. Os arquivos escolares, para efeito de registros, comunicação de resultados e arquivamento serão escriturados em livros e fichas padronizadas na forma da legislação vigente.
Art. 105. Nos livros de escrituração escolar serão lavrados os termos de abertura e de encerramento.
Art. 106. Constituem instrumentos de registros e escrituração escolar:
I. Livro de Registro de Matrículas, em que serão lançados em cada período letivo nome, série, curso, filiação, data e local de nascimento do aluno.
II. Livro de Visita, em que serão registrados os termos de visita de inspetores/assessores.
III. Livro de Ocorrência para Funcionários.
IV. Livro de Ata de reuniões.
V. Fichário com as informações pessoais dos alunos.
VI. Livro de Ata de Resultado Final
Art. 107. O Histórico Escolar, de responsabilidade da escola, compreende o registro de dados de identificação do aluno e de sua vida escolar no nível, modalidade ou programa educacional no próprio estabelecimento – ou em outras escolas, tanto nacionais como estrangeiras para fins de arquivamento, referências e comprovação de estudos realizados.
	§ 1° Constarão no Histórico Escolar do aluno informações sobre todas as situações do processo educativo (classificação, reclassificação, transferências, etc.) que o aluno possa ter vivenciado na escola, incluindo aspectos descritivos do seu desempenho, por meio de conceitos.
§ 2° No caso de transferência do aluno para outro estabelecimento, o histórico deverá conter informações sobre sua vida escolar para fins de classificação ou reclassificação para continuidade de estudos.
Art. 108. Constituem registros e documentos escolares do aluno:
I. relatório Descritivo Individual (quando solicitado) destina-se ao registro da vida escolar do aluno, no período letivo em curso e acompanha a transferência caso ocorra durante o ano letivo;
II. o relatório escolar destina-se a apresentar ao aluno/família os resultados da aprendizagem, avaliação, frequência e outras informações relevantes para o processo educativo.
III. o Diário de Classe destina-se ao registro da frequência e das atividades programáticas desenvolvidas a cada dia e aproveitamento dos alunos;
IV. a Declaração de Expedição do Histórico Escolar destina-se a substituir, provisoriamente, o Histórico Escolar, nos casos em que sua expedição não ocorra no ato da transferência;
Subseção I
Dos Assentamentos dos Alunos
Art. 109. Para cada aluno será organizado um prontuário individual em que deverá constar:
I. avaliação de entrada, pela equipe multiprofissional;
II. avaliação de processo;
III. termo de responsabilidade da escola e dos pais;
IV. ficha de matrícula;
V. cópia de documentos pessoais do aluno.
VI. documento de transferência de uma escola para outra (se for o caso) e
VII. pasta com documentos pedagógicos (documento de matricula, cópia de documentos pessoais e transferência escolar).
Subseção II
Dos Assentamentos dos Profissionais
Art. 110. A Escola manterá, no arquivo, uma pasta para cada profissional, contendo:
a) curriculum vitae;
b) atestados;
c) comprovante de endereço;
d) cópia de documentos pessoais;
e) cópia de comprovante de escolaridade;
f) outros assentamentos pertinentes.
Subseção III
Da Responsabilidade e Autenticidade
Art. 111. Compete ao (à) diretor (a) e ao (à) secretário (a) a responsabilidade por toda a escrituração e expedição de documentos escolares, bem como a autenticação dos mesmos por suas assinaturas.
Art. 112. Todos os funcionários, docentes, pessoal técnico/administrativo serão responsáveis, no respectivo âmbito de competência, pela guarda e inviolabilidade dos arquivos, documentos e escrituração escolar.
Seção XII
Da Avaliação Institucional
Art. 113. - A Avaliação Institucional será realizada, por meio de procedimentos internos e externos, objetivando a análise, orientação e correção, quando for o caso, dos procedimentos pedagógicos, administrativos e financeiros da escola. 
Parágrafo único - A Avaliação Institucional interna desta Unidade Escolar consiste na aplicação de procedimentos de autoavaliação institucional e envolverá toda a comunidade escolar.
Art. 114. - Os objetivos e procedimentos da autoavaliação institucional são:
I. desenvolver uma cultura de avaliação, marcada por reflexão crítica;
II. conhecer o nível de satisfação dos participantes do processo acadêmico;
III. possibilitar reformulações;
IV. assegurar o alcance dos objetivos;
V. questionar os sentidos das atividades e finalidades da Instituição;
VI. estabelecer compromissos com a comunidade acadêmica para a superação das limitações;
VII. aumentar a consciência pedagógica e capacidade profissional dos docentes e funcionários;
VIII. fortalecer relações da cooperação entre os atores institucionais;
IX. prestar contas, de maneira clara e transparente, à comunidade, à sociedade e a mantenedores e
X. efetivar a vinculação da Instituição com a comunidade.
Art. 115. - A Avaliação Externa será realizada pelos diferentes níveis da Administração, de forma contínua e sistemática e em momentos específicos. 
Art. 116. - A síntese dos resultados das diferentes avaliações institucionais será consubstanciada em relatórios e anexados ao Plano de Gestão Escolar, norteando os momentos de planejamento e replanejamento da escola.
Seção XIII
Dos Espaços Pedagógicos
Subseção I
Da Biblioteca Escolar
Art. 117. A Biblioteca é um órgão de apoio às ações docentes e discentes,

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