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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA - UEPB CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS - CCJ AMANDA RAMOS DOS SANTOS MARIA BEATRIZ ARAÚJO BRANDÃO MARIA BEATRIZ CAVALCANTE MELO MARIA HELENA MACEDO TRUTA DE QUEIROZ MARÍLIA EUGÊNIA BARBOSA DE SOUSA NAARA LUNA CHAVES SAMYRA JOYCE AGRA DA SILVA THAMARA LEAL TAVARES MEIOS DE PROVA DOS FATOS JURÍDICOS CAMPINA GRANDE – PB 2020 INTRODUÇÃO O presente trabalho visa destacar alguns pontos essenciais a respeito Da Prova e Dos meios de Prova, temas trazidos tanto no Código Civil como no Novo Código de Processo Civil, no primeiro cabe a determinação das provas, a indicação do seu valor jurídico e as condições de admissibilidade, já no segundo, cabe o modo de constituir uma prova e de produzi-la em juízo. Ademais, é válido ressaltar que, embora seja necessário nos utilizarmos de alguns dispositivos do Novo Código de Processo Civil, isso se dará apenas com o fim de um maior entendimento acerca do tema, daremos maior enfoque na temática da prova tratada no Código Civil, visto que este é o foco de estudo da nossa disciplina. Serão analisados os conceitos de Prova, Encargo probatório, Teorias do encargo e Meios de prova, a fim de esclarecermos sua importância e finalidade na lide. Segundo o jurista Clóvis Beviláqua, “[...]a prova é o conjunto de meios empregados para demonstrar, legalmente, a existência de negócios jurídicos”. Percebe-se então, que o objetivo da prova é a demonstração legal ou lícita de que determinado fato ocorreu, a sua importância se dá justamente por isso, exatamente a partir do momento em que a prova figura-se como base e norte, ou até mesmo como fundamento para as decisões em juízo. Portanto, deve ser compreendida como um elemento essencial de toda e qualquer ação judicial. Frise-se a antiga máxima jurídica allegare nihil et allegatum non probare paria sunt (alegar e não provar o alegado, importa nada alegar), isso porque para demonstração da realidade fática é necessário comprovações, e isso se faz com provas. Além disso, um outro ponto consoante a prova é aquele quanto às suas características, o conteúdo probatório possui 3 requisitos ou características elementares: (i)admissibilidade, a prova não deve ser proibida por lei, ou seja, ela não pode ser ilícita; (ii)idoneidade, a prova deve ser adequada a demonstração dos fatos em questão; (iii)concludência, a prova deve esclarecer os casos controvertidos ou mesmo confirmar alegações. 1. INSTITUTO DO ÔNUS DA PROVA O instituto do ônus da prova define-se pelo encargo de trazer elementos capazes de certificar uma situação ou negócio jurídico, é o encargo da demonstração de um fato, ou seja, de provar algo. Pela teoria estática prevista no NCPC, esse encargo incube ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito, e ao réu, quanto ao fato impeditivo, modificativo e extintivo do direito do autor. Contudo, essa teoria não deve ser utilizada de forma absoluta, devendo ser compreendida apenas como regra geral, isso porque, a depender das circunstâncias, é possível a adoção da inversão do ônus da prova, nessa hipótese, o autor pode deixar de provar o que alega e vice-versa, nesse caso, prova quem tem mais facilidade de provar, a luz do caso concreto, a isso chamamos teoria dinâmica do ônus probatório, ligada diretamente a inversão do ônus probatório, essa teoria pode ser aplicada por força da lei, decisão judicial, ou de forma convencional, pelas partes em comum acordo. Finalizadas as considerações iniciais sobre a prova, passemos agora para o estudo dos meios de provas constantes no Código Civil, como sabido, o assunto da prova no CC inicia-se a partir do artigo 212 e vai até o 232, a seguir, vejamos o que dispõe o direito material acerca do assunto: Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: I - confissão; II - documento; III - testemunha; IV - presunção; V - perícia. Em decorrência da prescrição do art. 369 do Código de Processo Civil, outros meios de prova além dos tipificadas no art. 212 do CC, podem ser admitidos para provar os fatos jurídicos. O princípio posto em evidência aqui é o da liberdade probatória, que figura-se justamente por existir essa admissibilidade de outras provas não explícitas, por esse motivo, diz-se que o artigo 212 quando enumera os meios de prova dos negócios jurídicos que não se impõe forma especial o faz apenas exemplificativamente e não taxativamente. 1.1 CONFISSÃO A confissão enquanto meio de prova ocorre quando uma das partes em um processo admite a verdade de um fato que é contrário ao seu interesse e favorável ao interesse da contraparte. Esse tipo de prova era encontrado até mesmo no direito romano antigo, quando o réu era levado diante do pretor, pelo autor da acusação, e ele confessava, fazendo com que a ação nem mesmo fosse julgada, uma vez que o réu, através da confissão, condenava a si mesmo. A confissão, de acordo com o artigo 389 do CPC, pode ser feita judicialmente – quando ocorre nos autos do processo referente ao fato - ou extrajudicialmente, ou seja, de forma exterior a esse processo. A confissão judicial, por sua vez, subdivide-se em espontânea, quando provém da iniciativa do confitente, ou provocada, decorrente dos questionamentos feitos pelo juiz. No que tange à eficácia da confissão, isto é, sua força enquanto prova, o artigo 213 do Código Civil estabelece que ela não é eficaz se o confitente não é capaz de dispor do direito relacionado ao fato confessado. Essa preocupação do legislador se justifica pelo fato de que a prova confessional resulta em grande prejuízo processual à parte confitente, uma vez que esse ato aproxima-se da disposição de direitos em favor do seu litigante. A lei prevê também que a confissão se dê por meio de representante, desde que a este sejam atribuídos poderes específicos. Após ser realizada a confissão, esta não pode ser revogada, mas pode ser anulada caso seja decorrente de erro de fato ou coação (art. 214, CC; art. 393, CPC). É importante ressaltar que, apesar de ser muitas vezes considerada como a “rainha de todas as provas”, a confissão também é um meio de prova que, assim como as outras, forma o convencimento do juiz acerca dos fatos, e este pode desconsiderá-la caso julgue inverossímil. São três os elementos da confissão: sujeito declarante, ou seja, aquele que confessa (elemento subjetivo), vontade de declarar o fato (elemento intencional), e o fato contrário aos interesses da parte que confessa. Além disso, vale destacar que o fato confessado deve ser pessoal, e não de outrem, pois assim se configura como um testemunho. Ademais, para que a confissão seja tida como eficaz, é preciso que haja a capacidade plena do confitente, a disponibilidade do direito e a inexigibilidade da forma para o ato confessado. Existe também a confissão ficta, que ocorre quando há o instituto da revelia, isto é, o não comparecimento da parte reclamada ao processo.Nesse sentido, a penalidade é, então, uma confissão presumida. Outra característica da prova confessional é a indivisibilidade, prevista no artigo 395 do CPC, que estabelece a regra de que não se pode considerar apenas uma ou outra parte da confissão que beneficiar a parte. A confissão apenas pode ser separada quando trouxer outros fatos que possam “alterar o rumo” do processo. 1.2 DOCUMENTOS Isso posto, outro elemento de importância na constituição dos meios de provas dos fatos jurídicos estão os documentos. Na perspectiva de Carlos Roberto Gonçalves, esse elemento pode ser público ou particular, com função apenas probatória, sendo estes elaborados por agentes particulares e aqueles por autoridades públicas, no exercício de suas funções. Dentro dessa abordagem, estão os instrumentos públicos, com finalidade de servir como prova. Nesse sentido, o Artigo 215 do Código Civil brasileiro dispõe sobre algumas exigências no que tange a escritura pública. Considerando a fonte de prova no meio público, a escritura pública pode ser considerada como a forma escrita e documentada do ato jurídico, sendo essa um veículo de conservação e publicidade das manifestações de vontade que permeiam toda a lógica dos negócios jurídicos. Sendo realizadas por um tabelião, agente público no qual é confiada a fé pública estatal, baseando-se em viés de pensamentos da própria Lei Nº 6.015, De 31 de Dezembro de 1973. A lei de Registro Público (LRP), como o interesse de caráter público e privado para base do princípio da segurança jurídica, a presunção absoluta de publicidade – não se admitindo, portanto, o desconhecimento e a sua presunção relativa de autenticidade, que fortalece as bases da escolha de documentos públicos como meio de prova dos fatos jurídicos. O parágrafo primeiro do Artigo em questão dispõe, taxativamente, os elementos básicos constitutivos desse documento para a sua configuração como meio de prova dos fatos jurídicos plenamente válidos. São eles: data e local de sua realização (I), reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam comparecido ao ato, por si, como representantes, intervenientes ou testemunhas (II), a capacidade, neste inciso, trata-se de um elemento de grande importância, se pautado no fato de que o Art 104 deste código, só trata como válidos os negócios jurídicos realizados com agentes capazes. Assim como a identidade dos agentes, como base para a efetivação da segurança jurídica do documento. Também trata-se como elemento o nome, nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência das partes e demais comparecentes, com a indicação, quando necessário, do regime de bens do casamento, nome do outro cônjuge e filiação (III), manifestação clara da vontade das partes e dos intervenientes (IV), referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do ato (v) declaração de ter sido lida na presença das partes e demais comparecentes, ou de que todos a leram (VI) assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do tabelião ou seu substituto legal, encerrando o ato (VII). Na sequência de parágrafos seguintes, a redação trata de situações adversas que podem ocorrer no momento da celebração do negócio ou da produção do documento, bem como alguns critérios com relação a língua, idioma e o pleno entendimento das partes no geral. É http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%206.015-1973?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%206.015-1973?OpenDocument cabível ressaltar, ainda, que a inobservância desses requisitos acarreta a nulidade da escritura pública. Por conseguinte, cabe antecipar uma análise do Artigo 221 do Código Civil Brasileiro, que dispõe sobre o outro viés: dos documentos particulares como meios de provas dos fatos jurídicos. Art. 221.O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no registro público. Parágrafo único. A prova do instrumento particular pode suprir-se pelas outras de caráter legal. (BRASIL, 2002) Diante do exposto, evidencia-se que os artigos até então explorados fazem referência apenas aos instrumentos documentais originais. Além desse meio de prova, contudo, também são admitidos outros meios probatórios pelo Código Civil brasileiro, descritos pelos seguintes artigos: Art. 216. Farão a mesma prova que os originais as certidões textuais de qualquer peça judicial, do protocolo das audiências, ou de outro qualquer livro a cargo do escrivão, sendo extraídas por ele, ou sob a sua vigilância, e por ele subscritas, assim como os traslados de autos, quando por outro escrivão consertados. Art. 217. Terão a mesma força probante os traslados e as certidões, extraídos por tabelião ou oficial de registro, de instrumentos ou documentos lançados em suas notas. Art. 218. Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos públicos, se os originais se houverem produzido em juízo como prova de algum ato. (BRASIL, 2002) Os autos processuais, aos quais o artigo 216 faz referência, são o conjunto de peças que compõem um processo judicial ou administrativo, a exemplo das petições e dos termos de audiências. Nesse sentido, o artigo trata a respeito da força probante de documentos, relativos aos autos ou protocolo das audiências, que não constam nos livros e notas oficiais, mencionam-se, portanto, os traslados de autos, primeiras cópias do documento original, caracterizadas pela sua reprodução exata e, portanto, integral, bem como as certidões, cópias não primárias, podendo ser integrais, verbo ad verbum, ou resumidas. Dessa forma, as certidões de peças judiciais, do protocolo das audiências, ou de outro livro sob o qual o escrivão é responsável, possuem o mesmo valor probatório que os originais, com a condição de que a extração seja supervisionada ou extraída por um escrivão, além de subscrita por ele e, quando se trata dos traslados de autos, é ainda necessário que um outro escrivão o confira. Diante ainda das novas adaptações exigidas pelo avanço da tecnologia nas mais diversas áreas da vida humana, a Lei n. 11.419, de 19 de dezembro de 2016, dispõe acerca da informatização do processo judicial, tratando também sobre a força probante de documentos produzidos eletronicamente: Art. 11. Os documentos produzidos eletronicamente e juntados aos processos eletrônicos com garantia da origem e de seu signatário, na forma estabelecida nesta Lei, serão considerados originais para todos os efeitos legais. § 1º Os extratos digitais e os documentos digitalizados e juntados aos autos pelos órgãos da Justiça e seus auxiliares, pelo Ministério Público e seus auxiliares, pelas procuradorias, pelas autoridades policiais, pelas repartições públicasem geral e por advogados públicos e privados têm a mesma força probante dos originais, ressalvada a alegação motivada e fundamentada de adulteração antes ou durante o processo de digitalização. (BRASIL, 2016) O Artigo 217 também trata a respeito da força probante dos traslados e das certidões sem, entretanto, fazer menção aos autos. Sendo assim, ressalta mais uma vez que o valor probatório de qualquer documento ou instrumento extraído é semelhante ao dos originais. Além desses artigos, o 218 regula situações em que os originais tiverem sidos produzidos em juízo como prova de algum ato, nesse caso, os traslados e certidões serão considerados instrumentos públicos não necessitando no caso dos traslados, por exemplo, de conserto de outro escrivão para tal. Seguem discorrendo sobre a prova documental os seguintes artigos: Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. Parágrafo único. Não tendo relação direta, porém, com as disposições principais ou com a legitimidade das partes, as declarações enunciativas não eximem os interessados em sua veracidade do ônus de prová-las. Art. 220. A anuência ou a autorização de outrem, necessária à validade de um ato, provar-se-á do mesmo modo que este, e constará, sempre que se possa, do próprio instrumento. (BRASIL, 2002) No artigo 219, nota-se que, independente da distinção de caráter público ou privado que os documentos possam apresentar, há a presunção da veracidade de assinaturas neles feitas. Percebe-se, portanto, a presença do princípio venire contra factum proprium non valet, em observância pela jurisprudência desde o Código Civil de 1916, pelo qual o signatário não pode se declarar contrário àquilo que atestou anteriormente, ou seja, a ele não é dado ir contra fato próprio. Apesar disso, declarações não dispositivas (enunciativas): aquelas cujo teor não remete às disposições principais do ato negocial, não são igualmente presumidas como verdadeiras, cabendo aos interessados nessa averiguação o ônus de provar tal. A partir do exposto pelo artigo 220, evidencia-se que quando a validade de um negócio estiver subordinada à anuência ou autorização de outrem a prova de tal será feita da mesma forma que este e, se possível, contar no próprio instrumento. Dessa maneira, diante, por exemplo, da grande proteção que o legislador confere aos bens móveis, ações como a hipoteca e a venda de imóvel por pessoa casada em regime de não separação dos bens, necessitam da prova da permissão do cônjuge que, somente por meio de instrumento público, podem outorgar a procuração fundamental à validade do negócio. Assim como o e-mail, o telegrama também é considerado como um elemento probatório, mesmo não sendo apresentado o documento original, no entanto, devido à facilidade de alteração, só é aceito após ser conferida a sua autenticidade. Como está exposto no artigo 222 do código civil brasileiro. Art. 222. O telegrama, quando lhe for contestada a autenticidade, faz prova mediante conferência com o original assinado. (BRASIL, 2002) Outro elemento de ímpeto probatório é a cópia fotográfica de documento, mas desde que essas cópias sejam verificadas por um tabelião de nota como diz o artigo 223. Art.223. A cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração da vontade, mas, impugnada sua autenticidade, deverá ser exibido o original. Parágrafo único. A prova não supre a ausência de título de crédito, ou do original, nos casos em que a lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. (BRASIL, 2002) Contudo, no parágrafo único expressa que, nem em todas as situações a cópia deste documento será suficiente, pois, os documentos não convém só como elemento de prova, eles podem também ser indispensáveis para o uso em determinadas ocasiões, como os títulos de créditos ao portador, os bilhetes de loteria, ingressos de show e etc. Tendo em vista que, a língua portuguesa, é o idioma oficial do Brasil, reconhecido e positivado na constituição federal, todos os documentos que estiverem em língua estrangeira devem ser traduzidos, por um tradutor juramentado, para que estes tenham efeitos legais no país, disposto no artigo 224 do código civil 2002, desse modo, todos poderão ter conhecimento do conteúdo presente, uma vez que, não pode ser exigido que todos tenham conhecimento de outra língua. Art.224. Os documentos redigidos em língua estrangeira serão traduzidos para o português para ter efeitos legais no país. ” (BRASIL, 2002) Os documentos estrangeiros podem ser registrados em nosso país, em sua originalidade para preservação, mas, para que tenham efeitos legais e servirem de prova terá que ser traduzido. As reproduções eletrônicas ou mecânicas, também é considerado pela lei como documento probatório, como está expresso no artigo 225. Art. 225. As reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em geral, quaisquer outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fato ou de coisas, fazem prova plena destes, se a parte, contra quem forem exibidos, não lhes impugnar exatidão. (BRASIL, 2002) Neste caso serve também de recurso probatório, e vale-se da mesma regra de um documento escrito, podendo a parte interessada apurar de maneira fundamentada sua inexatidão, adulteração, falsidade, para remover do contexto probatório. Os livros, e fichas, são documentos particulares de força probatória, porém eles não ficam restritos apenas a desfavor daqueles que a produziu, mas, também podendo ser usado a favor, como está explícito no artigo 226. Art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outro subsídios. Parágrafo único. A prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos em que a lei exige escritura pública, ou escrito particular revestido de requisitos especiais, e pode ser ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos. (BRASIL, 2002) Porém, como referido no parágrafo único, os livros e fichas, podem não ser suficientes, nos casos em que a lei exigir, instrumento público. Pode também ser eliminada como elemento probatório, caso for atestado sua falsidade ou imprecisão. 1.3 TESTEMUNHA Dentre os tipos de provas citados no Art. 212, no inciso III do mesmo, ele cita a prova testemunhal, que pode ser definida como uma prova oral que decorre das declarações que um sujeito isento - a testemunha - presta sobre um fato jurídico; Sendo assim, a testemunha é aquela que viu, ouviu ou soube de fatos que envolvem a causa em questão. A doutrina classifica as testemunhas em dois tipos, sendo elas as instrumentárias e as judiciais, a primeira seriam as testemunhas que subscrevem no ato processual para confirmar sua autenticidade, ou seja, assinam o instrumento utilizado para a realização de determinado fato jurídico, como por exemplo, as testemunhas exigidas para validar ostestamentos e os casamentos; em relação às judiciais, são as testemunhas chamadas a prestar depoimento em juízo sobre um fato, que pode ter sido presenciado, assim sendo uma testemunha presencial ou ter sido ouvido falar, sendo uma testemunha de referência. A prova testemunhal, que resulta apenas do depoimento oral das pessoas, ou seja a prova testemunhal judicial, é considerada por muitos uma prova com um alto grau de subjetividade. Assim sendo, a prova oral sempre foi tratada com cautela no âmbito dos processos jurídicos, justamente por ser considerada instável e por depender de diversas questões subjetivas e objetivas para definir seu sucesso ou insucesso, como por exemplo o estado emocional da pessoa chamada a testemunhar. Devido a essa cautela necessária, tanto o CPC quanto o CC obtém dispositivos que reconhecem a aplicabilidade da prova testemunhal oral, mas trazem ressalvas e hipóteses em que elas não poderiam ser admitidas - contratos de fiança (art. 819, CC), de seguro (art. 758, CC) e do estado de casado (art. 1.543, CC) - para o qual, a lei exige provas documentais. A partir dessa cautela, o Código Civil dispõe no Art. 227 sobre a prova testemunhal servir como subsidiária para ou complementar de uma anterior prova por escrito, ou seja, ela age como uma prova secundária para se validar algum fato jurídico. Anteriormente à vigência do novo Código de Processo Civil, de 2015, estava previsto no caput do Art. 227 a possibilidade de se ter prova exclusivamente testemunhal, em caso de negócios que possuíam valor igual ou menos ao de um salário mínimo, prevendo uma limitação para a aplicação apenas da prova exclusiva no processo de validação de um negócio. Contudo, o caput do referente artigo foi revogado, trazendo conflitos doutrinários a respeito da força de aplicação da prova testemunhal, parte expressiva da doutrina defende que o revogamento agiu como forma de valorização do papel da prova testemunhal, no sentido de que, existem muitos negócios não-solenes, que não precisam de requisitos formais rígidos, formados pelo simples consentimento das partes e se o negócio é não-solene, não se faz necessária a exigência de prova escrita. Nesse sentido, o CPC trouxe essa mudança de que só se faria necessária prova escrita nos casos que a lei expressamente a exigir, ao contrário disto, seria admissível prova exclusivamente testemunhal para celebração de negócios jurídicos. Obstante, a essa visão, tem-se por parte de outros doutrinadores que o revogamento do artigo implica em uma restrição ainda maior da aplicabilidade da prova oral, observando essa mudança de forma mais detida, o NCPC não alterou o dispositivo do primeiro parágrafo do artigo, que prevê a prova testemunhal como subsidiária, apenas retirou a parte que permitia o uso da prova exclusivamente testemunhal, a prova passando assim a só ser cabível de forma subsidiária e complementar. Tendo em vista essas elucidações, na prática jurídica vai passar a ser papel do magistrado avaliar as provas apresentadas nos autos, fundamentando sua decisão com base em uma das correntes de interpretação. Seguindo com a previsão no Código Civil a respeito da prova testemunhal, está previsto no Art 228, a questão da admissibilidade das testemunhas, ou seja, quem pode ser admitido como testemunha para validação de um fato jurídico. Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: I - os menores de dezesseis anos; II - Revogado; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) III - Revogado; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) IV - o interessado no litígio, o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes; V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma das partes, por consangüinidade, ou afinidade. § 1 o Para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o depoimento das pessoas a que se refere este artigo. § 2 oA pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. (BRASIL, 2002) Analisando esses dispositivos, observa-se que a questão da incapacidade absoluta reverbera também na aplicação desse instituto de provas; além disto, através das outras hipóteses previstas de não admissibilidade, consta-se da necessidade de imparcialidade da testemunha perante o fato jurídico, reforçando que a testemunha precisa ser uma pessoa isenta e imparcial ao fato a qual ela irá depor. Contudo, ressalta-se no § 1 do artigo, a exceção a essa regra, no caso de se e somente se não existir outras pessoas para testemunhar sobre fatos que necessitam dessa prova, neste caso, é encargo do juiz admitir o depoimento dessas pessoas supracitadas. Cabe-se comentar ainda sobre a mudança feita no artigo pela Lei nº 13.146, chamada Estatuto da Pessoa com Deficiência, que retirou do rol de incapacidade as pessoas com algum tipo de deficiência permanente ou provisória, incidindo da revogação dos incisos II e III do artigo anterior e incluindo a redação do § 2, que garante o direito das pessoas com deficiência de prestar depoimento e de receber a assistência necessária para gozar desse direito. 1.4 PRESUNÇÃO A presunção (CC, art. 212, IV) é a ilação que se extrai de um fato conhecido, para se chegar a um desconhecido, ou seja, é a conclusão que a lei ou magistrado tiram tendo como ponto de partida o fato conhecido para chegar ao fato ignorado. Por exemplo, a circunstância de uma pessoa ter realizado o pagamento da última parcela de uma dívida (fato conhecido), implica no entendimento de que a mesma pagou as parcelas anteriores (fato desconhecido). http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art123 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art123 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 Em nosso ordenamento, a presunção se faz bem presente, como no art 6 do CC, afirma-se que presume-se a morte, quanto aos ausentes, quando houver a abertura da sucessão definitiva. Assim como, no art. 8 do CC, menciona que se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se então simultaneamente mortos. As presunções podem ser legais (juris) ou comuns (hominis). As legais são as que decorrem da lei, enquanto que as comuns se baseiam no que ordinariamente acontece, na experiência de vida, ou seja, através da observação dos fatos e da ordem natural das coisas. Nesse sentido, podemos exemplificar esse tipo de presunção ao afirmar que: presume-se que as dívidas contraídas pelo marido seja em benefício de sua família, assim como também se presume que o amor materno impedirá que essa mãe maltrateo filho. Lembrando que, esse tipo de presunção apenas pode ser aceita pelo juiz quando não contrariada pelo restante da prova produzida pelo processo. De forma seguinte, as presunções legais são divididas em absolutas e relativas, no qual nessa primeira não se admite prova em contrário, logo a presunção de verdade atribuída pela lei nesses casos, é indiscutível. Desse modo, podemos exemplificar, a presunção absoluta, através do art. 3 do CC, em que afirma que são absolutamente incapazes de exercer os atos da vida civil os menores de dezesseis anos, não se admitindo nenhuma prova em contrário ou qualquer outro mecanismo que desconstitua a previsão que o legislador trouxe. As presunções relativas, são aquelas que admite prova em contrário, no art. 322 do CC, aludi que se o pagamento for realizado através de quotas periódicas, a quitação da última estabelece, até prova em contrário, a presunção de estarem solvidas. Nesse sentido, em uma situação hipotética, em que o credor consiga provar que o devedor deixou de pagar alguma das parcelas anteriores, essa presunção de quitação da dívida em razão do pagamento da última parcela, se dissolverá. Além disso, também podemos utilizar como exemplo, o art. 324 do CC, em que afirma que a entrega do título ao devedor firma a presunção de pagamento. Contudo, trata-se de uma presunção relativa, uma vez que o credor poderá provar dentro de um prazo de sessenta dias, que foi desapossado de forma ilegítima do título vindo esse a ser entregue ao devedor, ficando sem efeito a quitação. Do mesmo modo, o ordenamento compartilha da presunção de que, os filhos nascidos da mulher seja do seu marido, na constância do casamento. Entretanto, o art. 1601 do CC, admite a possibilidade do marido contestar a paternidade, caso seja provado a ausência de paternidade, desconstitu-sei a presunção. Por conseguinte, torna-se relevante mencionar sobre a importância das presunções em nosso ordenamento, sobretudo as presunções legais, que diminuem a possibilidade de arbitrariedade por parte do magistrado, tutelando assim o interesse social. Por fim, não devemos confundir indicio com presunção, uma vez que o indício deve ser entendido como causa ou meio de se chegar a uma presunção, que é o resultado. Por exemplo: um agente, acobertado de dívidas, vende um bem seu para algum parente por um preço irrisório, tal fato indica que pode haver fraude contra credores. Nesse sentido, o indício é o ponto de partida de onde, por inferências, se pode estabelecer alguma presunção. 1.5 PERÍCIA Dentre os meios de prova estabelecidos pelo Código Civil em seu artigo 212, a perícia, apresentada no inciso V, se configura como meio de prova de um fato jurídico que busca fazer uma análise técnica de uma determinada situação, com o objetivo de verificar ou esclarecer um fato. Assim, a perícia é realizada por profissionais especializados na área em questão, que possuem conhecimento e compreensão técnica em relação aos fatos. Nesse sentido, a perícia acontece quando para a resolução de uma situação é necessário conhecimento técnico, e para isso, o juiz vai contar com o auxílio de um perito, que o ajudará na compreensão das questões fáticas, com a finalidade de esclarecer o caso em pauta, contribuindo assim, para o justo deslinde do feito. Nessa perspectiva, tendo em vista que a regulamentação dos princípios concernentes à prova se encontra no Código Civil, que indicação das provas, a determinação do seu valor jurídico e as condições de admissibilidade, e no Código de Processo Civil, que determina a maneira de construção da prova e a forma de produzi-la em juízo (GONÇALVES, 2020, p. 573), é observado que, de acordo com o artigo 464 do Novo Código de Processo Civil, a prova pericial consiste em exame, vistoria ou avaliação. Desse modo, entende-se que o exame consiste na inspeção de alguma coisa ou indivíduo, através de um perito, com a finalidade de esclarecer questões técnicas do feito, como acontece, por exemplo, nos casos de exame grafotécnico, que proporciona a análise da caligrafia de uma pessoa, com o intuito de indicar se certos documentos foram de fato redigidos por ela. Outrossim, a vistoria é um procedimento similar ao exame, contudo é limitada à inspeção ocular, sendo usada frequentemente nas ações imobiliárias. Diante disso, em ocasiões que a perícia tiver o intuito de consolidar acontecimentos que podem ser alterados ou desaparecer com o passar do tempo, podendo assim, ser usada como prova futura, ela é denominada vistoria ad perpetuam rei memoriam, e é regulamentada pelo Código de Processo Civil, no capítulo versa sobre a produção antecipada de provas. Ademais, a avaliação, também estabelecida como prova pericial, é quando se confere valor a um bem jurídico, sendo assim, o arbitramento um tipo de avaliação, equivalente a um exame pericial designado para averiguar o valor de um certo bem, como acontece nas ações de indenização. Desse modo, a perícia como meio de prova, pode ser classificada, quanto a presença ou não de um processo em andamento, em judicial ou extrajudicial, e quanto a presença de norma legal imperativa ou não, em necessária ou facultativa. Logo, a perícia judicial decorre de uma ação proposta, sendo assim, deliberada por ofício ou por requisição das partes presentes no caso em tela, ou seja, a prova pericial vai ser judicial quando for solicitada ao juiz e por este concedida, enquanto a perícia extrajudicial, feita a requerimento das partes, fazendo assim, uso de uma prova pré-constituída. Outrossim, a perícia é necessária quando é determinada por lei ou pela natureza do fato, em casos que o fato é provado pela perícia, sendo com isso, obrigatória para o deslinde do processo. Posto isso, a perícia é facultativa quando é possível fazer prova através de outros meios, sem a se fazer uso da perícia obrigatoriamente. Nesse sentido, tendo em vista que em toda perícia é composta por elementos essenciais, como a verificação, a certificação e a comprovação dos fatos, seja para produzir a prova deles para o processo ou para a sua melhor interpretação (VENOSA, 2013, p.628), assim sendo, o Código Civil atual, trata da perícia em seus artigos 231 e 232, estabelecendo o seguinte: Art. 231. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa. Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que pretendia obter com exame. (BRASIL, 2002) Diante disso, o art.231 ao estabelecer que quem se nega a realizar exame médico necessário não poderá beneficiar-se da negação, busca resguardar os direitos e os interesses envolvidos em possíveis situações, de modo que, por exemplo, nas ações de investigação de paternidade, quando é solicitado o exame do código genético, caso o investigado se recuse, será feita a presunção da paternidade, levando em consideração o interesse do menor em questão e o seudireito à identidade genética. Com isso, no exemplo da ação de investigação de paternidade, de acordo com o art.232, em situações que o suposto pai se recusar a fazer a perícia médica ordenado pelo magistrado, essa recusa poderá suprir a prova necessária, servindo assim, como prova da paternidade. Dessa maneira, nas ações de investigação de paternidade, que necessitam da perícia como meio de prova, além do que está regulamentado no atual Código Civil, o Supremo Tribunal de Justiça estabelece que “em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção juris tantum de paternidade” (Súmula 301, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 18/10/2004, DJ 22/11/2004 p. 425), ou seja induz presunção relativa ou condicional, que é decorrente do próprio direito, contudo, essa presunção de paternidade, mesmo sendo posta como verdadeira, admite prova em contrário. Ademais, a Lei nº 12.004/2009, ao modificar a Lei nº 8.560/92, que regula a ação de investigação de paternidade dos filhos havidos fora do casamento, estabelece no parágrafo único do seu artigo. 2o-A, que “a recusa do réu em se submeter ao exame de código genético - DNA gerará a presunção da paternidade, a ser apreciada em conjunto com o contexto probatório” (BRASIL, 1992), reforçando assim, o que já vinha sendo estabelecido pela jurisprudência, em consonância ao que é estabelecido pelo Código Civil. Assim, esse texto normativo demonstra que, quando há presunção de paternidade é admitida prova em contraditório, além de que, determina a necessidade de se observar a recusa juntamente com o contexto probatório, o que é algo indispensável para a avaliação de qualquer prova. Em vista disso, entende-se que o ideal é a busca da verdade real, quando se trata de meios de prova, contudo, pelas limitações existentes nos casos concretos, muitas vezes o que se consegue é a verdade formal, ou seja, a que provém do processo, mas que não necessariamente condiz com os fatos. Nesse sentido, quando um indivíduo se recusa a submeter-se à perícia, a verdade real deixa de ser produzida, podendo o juiz usar a recusa como forma de suprir a prova que se pretendia obter com o exame, e por meio de uma presunção chega-se a uma verdade formal. Diante disso, a recusa de um indivíduo em submeter-se a perícia jamais pode ser avaliada de maneira absoluta, mas em regra, essa recusa funcionará em desfavor do recusante, e assim, o magistrado ao aplicar os artigos 231 e 232, deve agir de maneira cautelosa, visto que nem sempre a verdade formal, corresponde à vontade real. CONCLUSÃO Através da elaboração do presente trabalho, foi possível obter uma maior compreensão acerca dos meios de prova e sua importância para o Direito Civil e para o Direito Processual Civil. As provas são instrumentos essenciais para que seja posta em prática a ideia de justiça ou, ao menos, para que seja possível se aproximar dessa ideia. Isso porque elas são utilizadas pelas partes de um processo para que se logre o convencimento do juiz perante os fatos alegados, e é através de sua análise que o juiz formará sua decisão sobre o caso em questão. Ademais, pôde-se perceber que esse convencimento pode ser formado pela junção de diversos tipos de provas, que são os elencados no artigo 212 do Código Civil: confissão, documento, testemunho, presunção e perícia. A prova confessional ocorre quando uma das partes admite um fato contrário ao seu interesse e favorável ao do seu litigante. Ela pode ser feita de forma judicial ou extrajudicial que, por sua vez, pode ser espontânea ou provocada. O documento é tido como escrita que se reconhece oficialmente como prova de um estado, condição, habilitação, fato ou acontecimento, tornando-se pertinente a fonte de provas também por meio de documentos, seja através de instrumentos públicos ou particulares. Outrossim, é cabível ressaltar a fonte de prova de negócios jurídicos através do testemunho, definido como uma prova oral que decorre das declarações que um sujeito isento - a testemunha - presta sobre um fato jurídico; sendo assim, a testemunha é aquela que viu, ouviu ou soube de fatos que envolvem a causa em questão. Já a presunção é uma consequência que se tira de um fato provado para deduzir um fato que se quer provar, e este tipo de prova divide-se em legal e comum, sendo esta última inserida pelas partes ou pelo juiz quando não se consegue prova direta do fato em questão. Por fim, cabe ressaltar a forma de perícia, que busca fazer uma análise técnica de uma determinada situação, com o objetivo de verificar ou esclarecer determinada situação, dada a figura do perito. Portanto, é notável a importância da atenção para com as fontes de provas dos fatos jurídicos, sendo estes elementos significativos no que tange à toda a lógica das relações do direito privado. Assim, torna-se nítido o fortalecimento, cada vez mais, do princípio de Segurança Jurídica das relações, seja de interesse público ou privado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL,Código civil, de 10 de janeiro de 2015. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406compilada.htm. Acesso em 26 de outubro de 2020. BYRON, Paulo. “Da Prova Art. 212 a 232 Código Civil - Comentado”. Jurídico Certo. Disponível em: https://juridicocerto.com/p/paulobyron/artigos/da-prova-art-212-a-232-codigo-civil-comentad o-4037. Acesso em 30 de novembro de 2020. 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