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Profa. Dra. Melyna C. Leite de Andrade
Bacteriologia Clínica
Aula 4. Cocos Gram positivos de interesse clínico: Staphylococcus. 
Principais provas de identificação.
Cocos Gram positivos
Gênero Staphylococcus
• Família: Micrococacceae;
• Morfologia no Gram: células
esféricas que se arranjam em
cachos;
• São anaeróbios facultativos;
• Mesófilos (18 a 40°C);
• São imóveis;
• Não formam esporos;
• Não possuem cápsulas (exceto S.
aureus cápsula polissacarídica);
• Demais espécies: camada
mucoide/limosa.
Gênero Staphylococcus
• Em meio de cultura sólido: colônias medindo 1mm de diâmetro;
• Crescimento rápido em condições aeróbicas ou microaerófilas;
• Colônias cremosas, pigmentadas, variando de brancas a amareladas:
- S. aureus: acinzentadas e amarelo dourado;
- S. epidermidis: cinza a branca.
• Odor característico (queijo);
• Apresentam sensibilidade variável a muitos antimicrobianos, produção
de B-lactamases e resistência à meticilina/oxacilina.
Gênero Staphylococcus
Staphylococcus spp. em ágar nutrientes
Staphylococcus spp. em ágar sangue de carneiro a 
5%
Gênero Staphylococcus
• O gênero compreende cerca de 35 espécies;
• Microbiota normal: colonizam pele e mucosas (tratos respiratório,
urogenital e gastrointestinal);
• Podem ser encontrados no solo, água, plantas e objetos;
Staphylococcus aureus
Staphylococcus epidermidis
Staphylococcus saprophyticus
Staphylococcus haemolyticus
Staphylococcus lugdunensis
Espécies 
associadas a 
doenças em 
humanos: 
Gênero Staphylococcus
Staphylococcus aureus
•Espécie mais importante do gênero;
• “aureus”: cor do pigmento característico das
colônias;
• Microbiota normal: pele, especialmente nariz e
períneo;
•Pode causar uma variedade de processos
infecciosos em seres humanos: bacteremia,
sepse, etc.;
•Sítios de infecção: orofaringe, sangue, feridas
cirúrgicas, pontas de cateter, dreno, abcessos,
furúnculos, etc.
Fatores de virulência: Toxinas e Manifestações clínicas:
• Exotoxinas (superantígenos):
- Estimulam células T à liberar citocinas;
• Enterotoxinas:
- Contamina os alimentos;
- Estimula o centro do vômito (tronco encefálico), ligando-se a
receptores neurais no intestino;
• Citotoxinas:
- α-toxina: lise de leucócitos e hemólise. Mais comum em amostras de
origem humana;
- Leucocidina: destrói leucócitos e tem ação hemolítica;
Staphylococcus aureus
• Toxina da Síndrome do Choque Tóxico (TSST-1):
Síndrome do Choque Tóxico
- Condição rara;
- Antigamente: uso de absorventes internos;
- Atualmente: outros focos infecciosos
(ex.: feridas operatórias)
- TGI (Infecções do trato gastrointestinal), sistemas:
muscular, nervoso, renal, hepático e hematológico.
Fatores de virulência: Toxinas e Manifestações clínicas:
Staphylococcus aureus
• Toxina esfoliativa: Síndrome da Pele
Escaldada:
- Eritema (vermelhidão) localizado que
cobre o corpo inteiro em dois dias;
- Degrada moléculas de adesão do epitélio
cutâneo, causando a separação da derme
e epiderme.
Fatores de virulência: Toxinas e Manifestações clínicas:
Staphylococcus aureus
Outras manifestações clínicas:
• Infecções cutâneas:
- Impetigo bolhoso: infecção
superficial, que começa com mácula
e evolui para vesículas, as quais
sofrem ruptura, formando uma
crosta.
- Foliculite: infecção nos folículos
pilosos. Lesões avermelhadas e
dolorosas. Ex.: terçol.
Staphylococcus aureus
Outras manifestações clínicas:
- Infecções no trato urinário;
- Pneumonia e empiema: a pneumonia pode
ocorrer por aspiração ou através de um
foco distante. O empiema ocorre pela
presença de exsudato no espaço pleural.
Staphylococcus aureus
• Cocos Gram-positivos dispostos em cachos;
• Cor das colônias: branca;
• Microbiota normal da pele (90% microbiota da pele e mucosas).
S. epidermidis
S. aureus
Staphylococcus epidermidis
• Fatores de virulência:
- Toxinas: hemolisina: ajuda na aderência para produção do biofilme;
- Enzimas:
*Cisteína protease (elastase): degrada componentes do sistema
imune;
*Metaloprotease extracelular (SepA): degrada dermacidina;
*Lipases (GenC e GenD): papel na colonização da pele.
Staphylococcus epidermidis
• Colônias de cor branca;
• Habitat: microbiota normal da pele e
mucosa geniturinária (vagina);
• Doenças mais comuns:
- Mulheres: cistite (20 a 40 anos com
vida sexual ativa);
- Homens: ITU;
• Diferencia-se das demais cepas de
Staphylococcus spp. por apresentar
resistência intríseca à novobiocina.
Staphylococcus saprophyticus
Gênero Staphylococcus
Gênero Staphylococcus
Identificação laboratorial:
• 1º passo: Identificar as características de crescimento em diferentes
meios de cultura;
S. epidermidis em ágar 
sangue
S. aureus S.epidermidis
S. saprophyticus (ágar CLED)
Ágar Sangue
Diagnóstico
Identificação laboratorial:
• 2º passo: Teste da catalase;
- Pode ser realizado em lâmina, placa ou tubo;
- Todos os Staphylococcus spp. são catalase positivos.
2 H2O2 2 H2O + ↑O2
Catalase
Diagnóstico
Identificação laboratorial:
• 3º passo: Teste da coagulase
- S. aureus é coagulase positivo.
- Os demais Staphylococcus spp. são coagulase negativos.
- Outro teste: Aglutinação para Proteína A: aglutinação com látex
(partículas recobertas de fibrinogênio e IgG). Positivo para S. aureus
Diagnóstico
-
+/-
Diagnóstico Cocos Gram positivos
Gênero Streptococcus 
• Do grego STREPTOS, “dobrado, retorcido”, e
KOKKOS, “grão, semente, pequeno fruto”;
• Microbiota normal: mucosas do trato
respiratório superior, trato urogenital inferior e trato
digestório;
• Importância clínica: grupo heterogêneo que
causa diferentes doenças, principalmente de pele e
tecidos;
• Bactérias esféricas ou ovoides;
• Cocos Gram-positivos;
• Gram: arranjo celular em forma 
de cadeias ou duplas;
• Catalase-negativos.
Gênero Streptococcus 
• Família Streptococcaceae: Cocos Gram-positivos
- Catalase negativos
• Espécies pertencentes a essa família:
- Streptococcus spp.
- Enterococcus spp.
- Helcococcus spp. (pele humana);
- Lactococcus spp., Pediococcus spp. e Leuconostoc spp. (alimentos e
no trato intestinal);
- Aerococcus spp. (pele humana);
- Outros (Vagococcus spp., Weissella spp., Tetragenococcus spp.,
Gemella spp., Alloiococcus spp. e Facklamia spp.).
Gênero Streptococcus 
• Nutricionalmente exigentes
(fastidiosos) necessitam de sangue ou
líquidos teciduais para seu crescimento
(exceto Enterococcus spp.);
• Anaeróbios facultativos;
• Não esporulados e imóveis;
• Algumas espécies podem crescer em
microaerofilia e em anaerobiose.
Gênero Streptococcus 
• Crescem bem em ágar sangue e em
caldo nutriente com glicose;
• Formam colônias puntiformes e/ou
pequenas (0,5 a 0,75 mm);
• Colônias transparentes a branco-
acinzentadas, geralmente translúcidas;
• As colônias podem ser alfa (α), beta (β)
ou gama (γ) hemolíticas em ágar sangue.
Gênero Streptococcus 
• Classificação dos Streptococcus:
•
1) Produção de hemolisinas;
α-hemólise: 
- Hemólise incompleta
Exemplos: S. pneumoniae, S. do 
grupo viridans
β-hemólise: 
- Hemólise completa
Exemplos: S. pyogenes, S. 
agalactiae
2) Propriedades sorológicas: ausência/presença de antígenos 
específicos: Grupos de Lancefield;
3) Testes bioquímicos: catalase, Teste PYR, Fator CAMP, etc.
Gênero Streptococcus 
• Classificação dos estreptococos:
Rebecca Craighill Lancefield:
- Classificação sorológica é baseada na presença
de carboidratos antigênicos na superfície celular
das bactérias:
Classificação de Lancefield
Grupos A, B, C, F Grupo D + Enterococcus spp.
polissacarídeos ou ácidos lipoteicoicos
Rebecca Craighill Lancefield
(1895-1981)
- Técnicas imunológicas: precipitação em tubo capilar e aglutinação
pelo látex;
- Grupos de Lancefield: A, B, C, D, E, F, G, H, K, L, M, N,O, P, Q, R, S,
T, U e V;
Obs.: Essa classificação só tem utilidade para os Streptococcus
β-hemolíticos.
Aglutinação pelo látex
Classificação de Lancefield
- São β-hemolíticos;
- Patógeno humano: mais frequente na
pele e mucosas;
- Infecções das vias aéreas superiores(faringo-amigdalites), febre reumática,
glomerulonefrite estreptocócica e doenças
da pele (piodermites e erisipela);
- Transmissão: vias aéreas ou contato;
- Tratamento: penicilina ou amoxicilina.
Se alérgico: eritromicina ou azitromicina.
Grupo A: S. pyogenes
Fatores de virulência: Toxinas e enzimas
1) Estreptolisina S:
- Não-imunogênica; porém, tóxica às células
(morte de leucócitos que fagocitam a bactéria);
- Hemolisina responsável pela β-hemólise em ágar sangue.
2) Estreptolisina O:
- antigênica anticorpos antiestreptolisina-O (ASLO);
- [ASLO]: diagnóstico de infecções estreptocócicas recentes;
- Inibe a fagocitose;
- Lisa hemácias e leucócitos.
Grupo A: S. pyogenes
Fatores de virulência: Toxinas e enzimas
3) Estreptoquinase (fibrinolisina): dissolve coágulos. Sua ação é bloqueada
pelo anticorpo antiestreptoquinase;
4) Desoxirribonuclease (antigênica): degrada o DNA;
5) Hialuronidase (antigênica): degrada ácido hialurônico poder invasivo.
Grupo A: S. pyogenes
Fatores de virulência: Toxinas e enzimas
5) Toxina eritrogênica, escarlatínica, pirogênica ou de Rick:
- Produzidas por estreptococos isolados de escarlatina (doença
infecciosa aguda exantema);
- A língua mostra-se com uma cor muito avermelhada e aspecto
inchado e com as papilas vermelhas (língua em framboesa).
Grupo A: S. pyogenes
Resumo das principais manifestações clínicas:
• Faringite: adesão das proteínas F e M à faringe;
• Febre reumática: formação de ASLO (anti-estreptolisina O);
• Escarlatina e choque: complicação decorrente das exotoxinas;
• Bacteremia supurativa;
• Glomerulonefrites;
• Erisipela;
Febre reumática –
eritema marginado e nódulos
Faringite
Grupo A: S. pyogenes
• Incolor no ágar sangue;
• Todos do grupo B são encapsulados;
• Microbiota normal da vagina;
• Colonização reto-vaginal da mulher grávida
(adere ao epitélio vaginal, placenta, células da
mucosa bucal e faríngea);
• Neonatal: Meningite e sepse;
• Maior causa de ITU em grávidas;
• Cistite e pielonefrite.
Grupo B: S. agalactiae
• Infecções em RN - ruptura prematura da placenta favorece a colonização
da criança;
• Pode penetrar nas células pulmonares → corrente sanguínea (meninges,
ossos e articulações) → Sepse
• Tratamento: Sensível - Penicilina, cefalosporinas e eritromicina.
Resistente - Cloranfenicol. Penicilina/ Gentamicina (infecção grave).
Infecção em recém-nascido por S. agalactiae
Grupo B: S. agalactiae
Teste de CAMP
• Por serem α-hemolíticos, apresentam-se
esverdeados em ágar sangue;
• Microbiota normal: trato respiratório,
principalmente da garganta;
• Doenças: pneumonia, otite, meningite, sepse;
• Tratamento: Penicilinas.
α-hemolíticos: S. pneumoniae
Fatores de virulência:
1) Cápsula:
- Principal fator de virulência dos pneumococos, 
confere resistência à fagocitose.
2) Parede celular:
- Possuem ácido teicoico e lipoteicoico: adesina.
3) Pneumolisina (Ply):
- Liberada quando o pneumococo sofre autólise;
- Tem ação hemolítica e é tóxica para quase todos os 
tipos de células eucarióticas.
Cápsula
α-hemolíticos: S. pneumoniae
• Doenças: endocardite;
• Microbiota normal: trato respiratório e urogenital;
• Transmissão: Sangue através de exodontia;
• S. mutans, S. salivarius, S. saguinis, S.mitis e S. anginosus;
• Tratamento: Penicilinas
Streptococcus do Grupo Viridans: 
α ou γ hemolíticos
Diagnóstico Cocos Gram positivos
Diagnóstico Cocos Gram positivos
Diagnóstico Cocos Gram positivos
Gênero Enterococcus
• Anteriormente: estreptococos do grupo D - características fisiológicas e
susceptibilidade a agentes físicos e químicos;
• Há mais de 30 espécies conhecidas;
- E. faecium e E. faecalis;
• Amplamente distribuídos na natureza (solo, água, plantas);
• Microbiota gastrointestinal;
• Doenças: ITU, endocardite e sepse;
• Tratamento: Penicilinas + Aminoglicosídeos.
Gênero Enterococcus
• Bactérias não-fastidiosas, crescem em
ágar CLED e ágar sangue ou em altas
concentrações de sais;
• Colônias: α, β ou γ-hemólise em ágar-
sangue;
• Não esporulados e imóveis.
Enterococcus faecalis em ágar CLED 
Enterococcus spp. em ágar sangue 
Gênero Enterococcus
Fatores de virulência:
1) Citolisina/hemolisina;
2) Substância de agregação:
- Proteína de superfície bacteriana (adesina filamentar);
- Adesão a células epiteliais.
3) Esp (Proteína de superfície celular):
- Adesão ao epitélio do trato urinário;
- Encontrada em cepas isoladas de bacteremias e endocardites;
- Facilita a formação de biofilmes.
Gênero Enterococcus
Diagnóstico Cocos Gram positivos
Sulfametoxazol + trimetropim: 
- Teste incubado ao ar ambiente, a 
35°C por 24horas;
- Qualquer halo indica sensibilidade 
grupos C e G.
• São β-hemolíticos;
• Oportunistas: pele, nariz, garganta, vagina e TGI;
• Podem causar: faringite, sinusite, otite, meningite, bacteremia,
endocardite.
Grupos C e G
Profa. Dra. Melyna C. Leite de Andrade
Bacteriologia Clínica
Aula 6. Cocos Gram positivos de interesse clínico: Staphylococcus e 
Streptococcus. Principais provas de identificação.
	Slide 1
	Slide 2: Cocos Gram positivos
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8: Staphylococcus aureus
	Slide 9: Staphylococcus aureus
	Slide 10: Staphylococcus aureus
	Slide 11: Staphylococcus aureus
	Slide 12: Staphylococcus aureus
	Slide 13: Staphylococcus aureus
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19: Diagnóstico
	Slide 20: Diagnóstico
	Slide 21: Diagnóstico
	Slide 22: Diagnóstico Cocos Gram positivos
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41: Diagnóstico Cocos Gram positivos
	Slide 42: Diagnóstico Cocos Gram positivos
	Slide 43: Diagnóstico Cocos Gram positivos
	Slide 44
	Slide 45
	Slide 46
	Slide 47
	Slide 48: Diagnóstico Cocos Gram positivos
	Slide 49
	Slide 50

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