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DESENHO UNIVERSAL PROFESSOR ESPECIAL ISTA: ELTON RICARDO S ILVA ARQUITETO E URBANISTA A expressão Universal Des ign (Desenho Universa l ) fo i usada pe la pr imeira vez nos Estados Unidos, em 1985, pe lo arqui teto Ron Mace, que inf luenciou a mudança de paradigma no desenvolv imento de projetos urbanos, de arqui tetura e des ign, inc lus ive de produtos . Para MACE (1991) , o Desenho Universa l ap l icado a um projeto cons i s te na cr iação de ambientes e produtos que possam ser usados por todas as pessoas, na sua máxima extensão poss íve l . DESENHO UN IVERSAL A concepção desse grupo de prof i ss iona is baseava-se na preocupação com a oferta de ambientes que pudessem ser ut i l izados por todos, na sua máxima extensão poss íve l , sem depender, por exemplo, da necess idade de adaptação ou e laboração de projeto especia l izado para pessoas com def ic iênc ia , favorecendo, ass im, a b iodivers idade humana e proporc ionando uma melhor ergonomia para todos. DESENHO UN IVERSAL As condições baseadas no Desenho Universa l é subs íd io para a e laboração de le i s aqui no nosso pa í s , como a: LEI 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000 DESENHO UN IVERSAL Segundo a le i anter iormente c i tada, o Desenho Universa l def ine- se como: “Concepção de produtos, ambientes, programas e serv iços a serem usados por todas as pessoas, sem necess idade de adaptação ou de projeto especí f ico, inc lu indo os recursos de tecnolog ia ass i s t iva (TA) .” DESENHO UN IVERSAL Já o termo tecnolog ia ass i s t iva (TA) , cr iado of ic ia lmente em 1988, nos Estados Unidos , como importante e lemento jur íd ico dentro da legi s lação norte -americana conhecida como Publ ic Law 100-407 . Foi renovado em 1998 como Ass ist ive Technology Act de 1998 (P.L . 105-394, S .2432) , bem como, compõe com outras le i s , o ADA - American with Disabi l i t ies Act , A tecnolog ia ass i s t iva (TA) , é o conjunto de técnicas, apare lhos, instrumentos, produtos e procedimentos que v i sam a auxi l iar a mobi l idade, percepção e ut i l ização do meio ambiente e dos e lementos por pessoas com def ic iência . DESENHO UN IVERSAL Segundo o ICOM, os t ipos de tecnolog ias ass i s t ivas e ap l icações podem ser: • Tecno log ias de aux í l i o para a v ida d iá r i a e p rát i ca ; • Comunicação aumentat i va e a l ternat i va ; • Recursos de acess ib i l i dade ao computador com a tecno log ia as s i s t i va ; • S i s tema de cont ro le de ambiente ; • Pro jetos a rqu i te tôn icos para acess ib i l i dade ; • Órteses e Pró teses ; • Adequação pos tura l ; • Aux í l i o s de mobi l i dade ; • Espor te e l azer TECNOLOGIA ASS IST IVA (TA) Segundo o ICOM, os t ipos de tecnolog ias ass i s t ivas e ap l icações podem ser: • Aux í l i o s para pessoas surdas ou com déf i c i t aud i t i vo ; • Aux í l i o para pessoas cegas ou de ba ixa v i são ; • Adaptações em ve ícu lo s ; • Espaços Adaptados ; • Ergonomia no mobi l i á r io ; • S ina l i zação por luzes ; • Rampas , e levadores ou p la ta formas e levatór i as ; • P i so tá t i l ; • S ina l i zação de por tas em bra i le ; • Cont ra tação de pro f i s s iona i s t radutores de L ibras . TECNOLOGIA ASS IST IVA (TA) Mas em resumo, e la se categor iza em 12 c lasses : • Auxílio para a vida diária e prática; • Comunicação aumentativa e/ou alternativa; • Recursos de acessibilidade ao computador; • Sistemas de controle de ambiente; • Projetos arquitetônicos para acessibilidade; • Órteses e próteses; • Adequação de postura; • Auxílio de mobilidade; • Auxílios para qualificação da habilidade visual e recursos que ampliam a informação para pessoas com baixa visão ou cegas; • Auxílios para ampliação da habilidade auditiva e para autonomia na comunicação de pessoas com déficit auditivo, surdez ou surdocegueira; • Adequação em veículos e em ambientes de acesso ao veículo; • Esporte e lazer. TECNOLOGIA ASS IST IVA (TA) To d o e s s e e s f o r ç o d e e s t u d o , a n á l i s e s d a s p r o b l e m á t i c a s , m é t o d o s e a p l i c a ç õ e s p r á t i c a s , s ã o f u n d a m e n t a d a s n a I N C L U S Ã O E A C E S S I B I L I D A D E . DESENHO UN IVERSAL De acordo com a Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000, acess ib i l idade é def in ida pela poss ib i l idade e condição de a lcance para ut i l ização, com segurança e autonomia, de espaços, mobi l iár ios, equipamentos urbanos, edi f icações, t ransportes , informação e comunicação, inc lus ive seus s i s temas e tecnolog ias , bem como de outros serv iços e insta lações abertos ao públ ico, de uso públ ico ou pr ivados de uso co let ivo, tanto na zona urbana como na rura l , por pessoa com def ic iência ou com mobi l idade reduzida . ACESS IB IL IDADE Fundamenta -se no reconhecimento, acei tação e promoção dos d i re i tos humanos de todos os segmentos da soc iedade, entre e les pessoas com mobi l idade reduzida . Nesse contexto, a acess ib i l idade é um atr ibuto essencia l do meio f í s ico centrado na pessoa. Em 1977, o Conselho da Europa, promulgou reso lução dest inada a adaptar as habi tações e suas respect ivas áreas c i rcundantes às necess idades das pessoas com def ic iência e mobi l idade reduzida . O CONCE ITO EUROPEU DE ACESS IB IL IDADE Em outubro de 1987, a Comis são Europe ia f i nanc iou o desenvo lv imento de um manua l europeu com c r i tér io s harmon izados e normat izados sobre acess ib i l i dade , sob superv i são de um grupo d i re t i vo fo rmado por a rqu i te tos , urban i s t as e usuár io s p roven ientes de d i fe rentes pa í ses do cont inente . Já em 1996 , fo i apresentado um novo pro jeto : o Conce i to Europeu de Acess i b i l i dade (CEA) . Em novembro de 2003 , fo i apresentada uma versão a tua l i zada . O novo texto as sumiu o s conce i to s do Desenho Un iversa l e rev iu so luções para o s p rob lemas detec tados pe las in s t i tu i ções da Un ião Europe ia (UE ) . As recomendações decorrentes des sa ação t rouxeram benef í c io s a toda a popu lação da UE, e não apenas às pessoas com def i c iênc ia . O CONCE ITO EUROPEU DE ACESS IB IL IDADE A União Europeia deu um grande avanço quando adotou uma nova reso lução, dessa vez referente à introdução dos pr inc íp ios do Desenho Universa l nos programas de formação das prof i ssões re lac ionadas com a construção de edi f íc ios , redes v iár ias , equipamentos e mobi l iár ios urbanos ou espaços abertos ao públ ico em gera l . Quanto ao uso habi taciona l , a União Europeia determinou, como exigência mínima, que toda habi tação possa receber a v i s i ta de uma pessoa com def ic iência . O CONCE ITO EUROPEU DE ACESS IB IL IDADE Com i sso, os projetos devem assegurar que: • O acesso ao inter ior dos imóveis não apresente degraus ou escadas, e que desníveis ex i s tentes sejam superados por meio de rampas ou meios mecânicos ; • As portas sejam suf ic ientemente largas para permit i r a passagem de uma cadeira de rodas ; • Pelo menos um dos sanitár ios permita ao usuár io de cadeira de rodas manobrá - la com autonomia . O CONCE ITO EUROPEU DE ACESS IB IL IDADE Segundo o Conce i to Europeu de Acess ib i l idade, uma moradia que preenche esses requis i tos é denominada HABITAÇÃOVIS ITÁVEL. Por outro lado, aquela que permite a uma pessoa, com def ic iência ou não, ut i l izá - la por toda a v ida, da infância até uma idade avançada, requerendo apenas intervenções s imples, não estrutura i s e de ba ixo custo, é denominada HABITAÇÃO ADAPTÁVEL. O CONCE ITO EUROPEU DE ACESS IB IL IDADE Na década de 1990, um grupo de defensores de uma arqui tetura e des ign mais centrados no ser humano e sua d ivers idade reuniu-se no Center for Universal Des ign , da Univers idade da Caro l ina do Norte, nos Es tados Unidos, a f im de estabelecer cr i tér ios para que edi f icações, ambientes internos, urbanos e produtos atendessem a um maior número de usuár ios . Esse grupo def in iu os SETE PRINCÍP IOS DO DESENHO UNIVERSAL, que passaram a ser mundia lmente adotados em p lanejamentos e obras de acess ib i l idade. DESENHO UN IVERSAL De acordo com Neves (2018) , os sete pr incíp ios que devem or ientar todo o desenvolv imento projetua l são: • O uso equi tat ivo ; • A f lex ib i l idade de uso; • O uso intu i t ivo ; • A informação percept íve l ; • A to lerância ao erro; • O ba ixo esforço f í s ico ; • O tamanho e o espaço suf ic ientes para o acesso e uso abrangente. DESENHO UN IVERSAL A part i r desses sete pr inc íp ios, é poss íve l garant i r autonomia aos usuár ios independentemente de suas poss íve i s restr ições. Uma vez ap l icados no projeto, or ig inarão ambientes integradores capazes de promover maior part i lha, aprendizagem e traba lho entre as pessoas def ic ientes e não def ic ientes . ISSO IRÁ MINIMIZAR A SEGREGAÇÃO ENTRE ELAS. DESENHO UN IVERSAL Propor espaços, objetos e produtos que possam ser ut i l izados por usuár ios com capacidades d i ferentes : • Ev i tar segregação ou est igmat ização de qua lquer usuár io; • Oferecer pr ivac idade, segurança e proteção para todos os usuár ios ; • Desenvolver e fornecer produtos atraentes para todos os usuár ios . 1º - O USO EQUITAT IVO 1º - O USO EQUITAT IVO Projetos que preveem a poss ib i l idade de des locamento de paredes ou d iv i sór ias para ampl iar dormitór ios ou outros ambientes : • Criar ambientes ou s i s temas construt ivos que permitam atender às necess idades de usuár ios com di ferentes habi l idades e preferências d ivers i f icadas, admit indo adequações e transformações ; • Poss ib i l i tar adaptabi l idade às necess idades do usuár io, de forma que as d imensões dos ambientes das construções possam ser a l teradas . 2º - A FLEX IB IL IDADE DE USO 2º - A FLEX IB IL IDADE DE USO Permit i r fác i l compreensão e apreensão do espaço, independente da exper iência do usuár io, de seu grau de conhecimento, habi l idade de l inguagem ou n íve l de concentração. • El iminar complexidades desnecessár ias e ser coerente com as expectat ivas e intu ição do usuár io ; • Disponib i l izar as in formações segundo a ordem de importância . 3º - O USO INTU IT IVO 3º - O USO INTU IT IVO PERCURSO CONFUSO PERCURSO SIMPLES E INTUITIVO Uti l izar d i ferentes meios de comunicação, como s ímbolos , informações sonoras, táte i s , entre outras, para compreensão de usuár ios com di f icu ldade de audição, v i são, cognição ou estrangeiros • Disponib i l izar formas e objetos de comunicação com contraste adequado; • Maximizar com c lareza as informações essencia i s ; • Tornar fác i l o uso do espaço ou equipamento. 4 º - A I N F O R M A Ç Ã O P E R C E P T Í V E L Texto em relevo Texto em braile Informação tátil na parede 0.45 0.15 0 .9 0 a 1. 10 1. 4 0 1. 6 0 Informação visual 4 º - A I N F O R M A Ç Ã O P E R C E P T Í V E L Cons iderar a segurança na concepção de ambientes e a esco lha dos mater ia i s de acabamento e demais produtos como: corr imãos, equipamentos e letromecânicos, dentre outros a serem ut i l izados nas obras, v i sando minimizar os r i scos de ac identes . Ou seja, pressupor que podemos sof rer pequenos ac identes no d ia a d ia e que o ambiente deve estar preparado para min imizar os danos provenientes dos nossos erros . 5º - A TOLERÂNC IA AO ERRO 5º - A TOLERÂNC IA AO ERRO D imensionar e lementos e equipamentos para que sejam ut i l izados de MANEIRA EFICIENTE, SEGURA, CONFORTÁVEL E COM O MÍNIMO DE FADIGA. Bem como, minimizar ações repet i t ivas e es forços f í s icos que não podem ser ev i tados . 6º - O BA I XO ESFORÇO F Í S I CO Permit i r acesso e uso confortáveis para os usuár ios , tanto sentados quanto em pé. • Poss ib i l i tar o a lcance v isua l dos ambientes e produtos a todos os usuár ios, sentados ou em pé; • Acomodar var iações ergonômicas, oferecendo condições de manuseio e contato para usuár ios com as mais var iadas d i f icu ldades de manipulação, toque e pegada; • Poss ib i l i tar a ut i l ização dos espaços por usuár ios com órteses, como • cadeira de rodas, muletas, entre outras, de acordo com suas necess idades para at iv idades cot id ianas . 7 º - O TA M A N H O E O E S PA Ç O S U F I C I E N T E S PA R A O A C E S S O E U S O A B R A N G E N T E SIM, ISSO É POSSÍVEL DE SE FAZER! DESENHO UN IVERSAL BOA NOITE Assunto inicial Slide 1: DESENHO UNIVERSAL Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33: BOA NOITE