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Direito Penal 
 
É a área do Direito que se ocupa exclusivamente de crimes e contravenções penais, 
exercendo o jus puniendi - o direito de julgar e punir do estado. 
 
Qual é o objetivo do Direito penal? 
 
O Direito penal tem como objetivo se ocupar de todos os procedimentos relativos 
exclusivamente a crimes e contravenções penais. 
 
 
O que é crime? 
 
São condutas que a União, por intermédio dos legisladores, tipifica como crime ou 
conduta crime. 
 
 
O que é contravenção penal? 
 
São condutas de menos ofensivo. 
 
 
O que o Estado Tutela ao tipificar uma conduta crime? 
 
Ao tirar os homens o impulso da autotutela, o Estado tomou-se para si o dever de 
tutelar os bens jurídicos mais preciosos. 
 
 
Qual princípio o Estado observa? 
 
 
 
 
 
Observa o princípio da proteção máxima ao bem jurídico. 
 
Quais são os bens jurídicos? 
 
Os bens jurídicos são: A vida, a liberdade, o patrimônio, a honra, a integridade física, a 
dignidade sexual e a paz. 
 
Princípio da Proporcionalidade: 
 
A pena é cominada de acordo com o grau de lesividade. 
 
 
Princípio da Humanidade: 
 
São proibidas: pena capital ou pena de morte; penas perpétuas, penas cruéis e 
banimento 
 
Pena capital ou pena de morte 
 
A pena capital é proibida pela lei brasileira em casos de crimes civis, mas a nossa 
Constituição permite que ela seja aplicada em casos de crimes cometidos em tempos 
de guerra. 
É o que diz o inciso 47 do artigo 5º da nossa Constituição: “não haverá pena de morte, 
salvo em caso de guerra declarada”. 
 
 
O Direito penal não irá versar sobre questões morais, a menos que haja tipificação do 
crime: 
 
 
 
 
 
*Ex: o incesto é uma questão moral. Portanto, não é uma conduta tipificada como 
crime, a menos que envolva menores de idade ou vulneráveis de qualquer espécie 
porque são considerados inimputáveis. 
 
 
Princípio da legalidade: 
 
- Art. 1º CP - não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia 
cominação legal. 
 
*Nota: Ninguém poderá ser preso, a menos que tenha cometido uma conduta que seja 
tipificada como crime e que esteja em pleno vigor. 
 
 
 
O que é uma Lei Penal Incriminadora? 
 
São Leis que tipificam uma conduta como crime. Possui dois preceitos: o primário e o 
secundário. 
 
 
 
Preceito Primário da Lei Penal Incriminadora 
 
No preceito primário, o legislador descreve a conduta: escolhe um ou mais verbos, que 
são considerados núcleos do tipo. Todos os elementos da descrição da conduta 
devem estar presentes no caso concreto para que haja a tipificação completa. 
 
Deve se descrever a conduta de forma clara e objetiva para que não se dê margem a 
ambiguidades que poderiam geral significativos problemas de interpretação. Há que se 
observar o que estiver determinado na descrição da conduta de forma estrita, deve se 
 
 
 
 
ajustar perfeitamente à conduta do caso concreto - NADA pode ser omitido ou 
acrescentado. 
 
- Art.155 CP - Subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel. 
 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
 
No caso de haver dúvidas quanto à condição de o objeto ser alheio ao furtador, o crime 
não se configura. 
 
 
Preceito Secundário da Lei Penal Incriminadora 
 
É no Preceito Secundário que a pena será cominada (a pena será determinada), 
segundo observância dos princípios a proporcionalidade e humanidade. 
 
 
ATENÇÃO: 
 
● Pena em abstrato: é a pena colocada de forma hipotética, ou seja, é a pena que não 
versa sobre um caso concreto. 
 
● Pena concreta: é aquele que o juiz atribui a partir de uma criteriosa análise. 
 
 
 
Fontes de interpretação do Direito Penal 
 
 
 
 
 
As fontes de Direito Penal referem-se ao fundamento do Direito Penal, de onde a 
normatização penal é extraída, de onde vem. As fontes podem ser: de produção, 
material, substancial ou formal, cognição, de conhecimento. 
 
 
- As fontes de produção, material, substrancial referem-se a quem cria, produz o 
direito penal. 
 
 
Em regra, somente o Estado, por meio da União Federal é quem está autorizado a 
legislar respeito de matéria penal. 
 
Artigo 22, I, da CF - Parágrafo Único autoriza os estados membros a legislar a respeito 
de matéria penal, quando o assunto regulado estiver caracterizado por aspectos 
“regionalistas”, como por exemplo, o estado do Amazonas cria legislação penal 
própria para fins de proteção da Vitória Régia. 
 
 
Fontes Formais: 
 
- As fontes formais, de cognição ou de conhecimentos subdividem-se MEDIATAS ou 
IMEDIATAS. 
 
 
Fontes Mediatas: 
 
- As fontes mediatas consistem nos PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL. 
 
 
Princípios não indicam comportamento, mas um fim, porém não significa que o 
comportamento não esteja subentendio. 
 
 
 
 
 
 
Costumes no conjunto de normas de comportamento: 
 
- Os costumes consistem no conjunto de normas de comportamento a que as pessoas 
obedecem de maneira uniforme e constante pela convicção e obrigatoriedade. 
 
- Por exemplo, “andar vestido”, não há nenhuma norma que determine isto de modo 
expresso. 
 
- Ressalve-se que os costumes não criam matéria penal, mas servem como fonte de 
consulta para a interpretação da norma. 
 
- Hábito e costume não possuem o mesmo significado. HÁBITO NÃO IMPÕE 
OBRIGATORIEDADE, COSTUME, SIM. 
 
- O desuso da norma penal não tem poder de revogá-la. 
 
- Artigo 2º, da LINDB (Lei de Interpretação do Direito Penal). 
 
- A lei terá vigor até que outra lei a modifique ou revogue. 
 
- Portanto, o desuso não revoga norma penal por si só. 
 
- A única fonte formal imediata, em matéria penal, é a lei. 
 
 
A lei penal brasileira, segundo a doutrina, apresenta a seguinte classificação: 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal Incriminadora: 
 
Conduta crime, descrição e cominação de pena em abstrato. Exemplo: Art. 121 do CP, 
Art. 155 do CP, Art. 157 do CP. 
 
 
Lei Penal Permissiva: 
 
Elenca condições de exclusão de ilicitude ou antijuridicidade. Aquelas que tornam 
lícitas condutas consideradas incriminadoras. Exemplo: Art. 23 do CP. 
 
 
Lei Penal Incriminadora final, complementares ou explicativa: 
 
São aquelas esclarecedoras, explicativas. Não estabelecem qualquer 
responsabilização penal, mas servem de fundamento para aplicação das leis 
incriminadoras. O Artigo 327, do Código Penal “Considera-se funcionário público, para 
efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, 
emprego ou função pública. 
 
 
Características da Lei Penal 
 
● a) Exclusividade, pois somente lei ppenal poderá estabelecer crime e estipular 
penas. 
 
● b) Anteriormente, pois se descrevem crimes, somente possuem incidência na data 
do cometimento do crime. Deve ser sempre anterior ao fato realizado, caso contrário 
não possui aplicabildade. 
 
 
 
 
 
● c) Imperatividade, pois é imposta a todos e sua descrição enseja obrigatoriedade 
quanto a sua observação. 
 
● d) Impessoalidade, pois possui efeitos “erga omnes”, sendo válidade para todos. 
 
● e) Taxatividade, pois deve ser precisa, completa, delimitando a conduta considerada 
criminosa