Prévia do material em texto
Macetes de Português Porquês: Para memorizar as regras dos porquês, você pode usar a seguinte dica: "Por que" é usado no início das perguntas "Por quê" é usado no final das perguntas "Porque" é usado nas respostas "O porquê" é usado como um substantivo Exemplos: "Não fui à escola ontem porque fiquei doente" "Leve o casaco porque está frio" "Não preciso de mais exemplos porque já entendi" "As cidades por que passamos ao longo da viagem eram muito bonitas" Regras de uso: " Por que" deve ser usado em perguntas e sempre que for possível inserir a palavra “razão” ou “motivo” na frase "Por quê" deve ser usado no final das frases e tem o mesmo sentido de “por qual razão” "Porque" tem o mesmo valor de “pois” e é usado em respostas "O porquê" é sempre um substantivo, logo deve sempre vir precedida de palavras que a determine, como, por exemplo, artigos e numerais "O porquê" tem o mesmo sentido da palavra “motivo” Crase: Para usar corretamente a crase, pode-se usar macetes como substituir a palavra feminina por uma masculina, ou substituir o artigo definido feminino “a” pelo artigo indefinido feminino “uma”. Macetes / Descrição / Substituir por palavra masculina Se o “a” virar “ao”, há crase Substituir por “uma” Se é possível utilizar o artigo indefinido feminino “uma”, é porque a presença de um artigo feminino é necessária na frase Verificar se o verbo pede preposição Se um verbo ou um nome exigir a preposição “a” e o substantivo posterior admitir artigo “a”, haverá crase Substituir “a” por “para” Se ficar somente “para” é porque não tem crase A crase deve ser usada: Antes de palavras femininas Na indicação de horas Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas Antes da expressão "à moda de", mesmo quando ela esteja subentendida Antes dos pronomes demonstrativos aquilo, aquela, aquele Antes de numerais na indicação de horas A crase não ocorre antes de palavra masculina, na maioria das vezes. Há e A: HÁ: Forma verbal impessoal, do verbo haver, usado om o sentido de existir ou para indicar passagem do tempo. A: Artigo definido, podendo também ser utilizado como preposição Para saber se deve usar "há" ou "a", verifique se a frase se refere ao passado, futuro ou distância. Há: Indica tempo passado ou existência de algo no passado Equivale a "faz" Exemplo: "Chegou há duas horas" Um macete é que o "h" de "há" nos faz pensar em "horas" ou "história", ambos ligados ao tempo A: Exprime distância ou tempo futuro Pode estar presente em locuções no sentido de tempo futuro Exemplo: "Partirá daqui a cinco minutos" Um macete é pensar em "a" como um caminho, um meio ou uma distância a ser percorrida Para saber se a forma correta é "há" ou "a", você pode: Verificar se a frase se refere a algo que já aconteceu, que ainda vai acontecer ou à distância entre dois pontos. Tentar substituir a palavra em dúvida por outra Por exemplo, se “há” pode ser substituído por “faz” (como em “há anos” por “faz anos”). A fim de e Afim: "A fim de" é uma locução prepositiva que indica finalidade, desejo ou intenção. "Afim" é um adjetivo que expressa afinidade, semelhança ou relação. "A fim de" É usado para indicar intenção, desejo ou propósito em relação a algo. Por exemplo, "Estou estudando muito a fim de passar no vestibular". Pode ser usado em conversas informais para indicar que alguém está com vontade de fazer alguma coisa. Por exemplo, "Estou a fim de você". "Afim" É usado para caracterizar substantivos, indicando ideia de afinidade, semelhança. Por exemplo, "Pedro e eu temos um objetivo afim: passar no vestibular". É usado para descrever elementos que compartilham características comuns ou estão relacionados. Por exemplo, "Eles tinham ideias afins". Abaixo e A baixo: "Abaixo" é um advérbio de lugar, enquanto "a baixo" é uma expressão formada pela preposição "a" mais o adjetivo "baixo". Ambas as palavras são corretas, mas têm usos diferentes. Abaixo: É sinônimo de "embaixo" Indica posição inferior ou quantidade inferior Pode ser usado como interjeição, em sinal de protesto Compõe os nomes "abaixo-assinado" e "abaixo assinado" A baixo: Estabelece uma relação oposta com "de cima" ou "a cima" É formada pela preposição "a" mais o adjetivo "baixo" Pode ser utilizada como locução adverbial Exemplos de uso: "Abaixo do meu prédio tem uma ótima padaria" "É possível comprar móveis a baixo custo" "A menina falava em baixo tom de voz" "Prefiro viajar em baixa temporada" "O paciente está estável, em baixo risco de morte" Acima e A cima: "Acima" é um advérbio que indica uma posição elevada, enquanto "a cima" é uma expressão que significa "para cima". Acima: É um advérbio de lugar. Antônimo de "abaixo" Indica que algo está num local elevado ou numa posição superior Exemplo: "Estas exigências estão acima das capacidades financeiras da empresa" A cima: É sinônimo de "para cima" Antônimo de "de baixo" ou "para baixo" É formado pela preposição "a" mais o substantivo "cima" Significa que algo está no alto ou no topo Exemplo: "Levamos quatro horas para subir a montanha de baixo a cima" Para saber se está usando corretamente "acima" ou "a cima", pode tentar: Trocar o termo pelo seu antônimo Substituir a expressão pelo seu sinônimo, que é o termo “para cima” Se, depois da troca, o sentido da frase for mantido, pode-se utilizar a palavra. Acerca de/ A cerca de? Há cerca de: "Acerca de" indica assunto, "a cerca de" indica distância aproximada, e "há cerca de" indica tempo decorrido aproximado. Acerca de: Indica o assunto do qual se fala É sinônimo de "a respeito de" Exemplos: "Camila e João discutem acerca de um filme de terror" "Muitos políticos falam acerca da fome no Brasil" A cerca de : Indica a distância aproximada entre dois pontos Indica proximidade de algo ou que tem valor aproximado Exemplos: "As pessoas devem ficar a cerca de um metro umas das outras" "A festa terá cerca de trezentos convidados" Há cerca de Indica o tempo decorrido aproximado de um evento passado Está relacionado ao verbo “haver”, que indica tempo transcorrido Exemplos: "Há cerca de 10 anos, estive em Barcelona" "Trabalho aqui há cerca de três anos" Um erro comum é confundir "há cerca de" com "a cerca de". Para evitar esse erro, lembre-se que "há" está relacionado a algo que já ocorreu. Aonde e onde: "Onde" é usado para indicar um lugar fixo, enquanto "aonde" é usado para indicar um destino ou movimento. Quando usar "onde": Use "onde" com verbos de permanência, como "morar" e "estar" Use "onde" para indicar um local estático, permanente ou fixo Use "onde" quando questionado, a resposta aceita a expressão "em algum lugar" Quando usar "aonde": Use "aonde" com verbos de movimento, que indicam destino ou ação continua Use "aonde" quando questionado, a resposta aceita a expressão "a algum lugar" ou "para algum lugar" Exemplos: "Onde você mora?, "Onde está você?, "Aonde você vai?, "O palácio onde estive é espetacular, "O local onde eu trabalho fica no centro da cidade. Saber usar "onde" e "aonde" corretamente ajuda a escrever bem e a passar ideias com mais segurança. Mal e Mau: Um macete para usar corretamente "mal" e "mau" é substituir cada palavra pelo seu antônimo, "bem" ou "bom". Classe gramatical Pode ser substantivo, advérbio ou conjunção Adjetivo Exemplos "Ela se sente mal com a situação" "Ele é um mau jogador" Para não errar, você pode: Substituir "mal" por "bem" e "mau" por "bom" Atentar ao significado e ao contexto Praticar o uso de "mau" e "mal" fazendo exercícios e escrevendo textos "Mal" pode ser usado como: Advérbio de modo, quando significa “incorretamente”, “erradamente” Substantivo, principalmente quando significa “nocivo”, “prejudicial”, ou usado como sinônimo de “doença”, “enfermidade” Senão e Se não: "Senão" é uma palavra única, enquanto "se não" é uma expressão composta por duas palavras. "Senão" é usado para indicar o contrário, exceção ou consequência negativa, enquanto "se não" é usado para indicar uma condição. Macetes para usar "senão" e "se não": "Senão" podeser substituído por "mas", "a não ser", "do contrário" ou "exceto". "Se não" pode ser substituído por "caso não". "Senão" é escrito tudo junto, enquanto "se não" é escrito separado. "Se não" é usado no início de orações subordinadas adverbiais condicionais, causais ou temporais. Exemplos: "Fale alto, senão ninguém vai ouvir". "Estude todos os dias, senão não passará no concurso". "Se não estudar, você pode ficar para trás". "Leve a blusa, senão vai ficar com frio". "Preciso aprender matemática, senão vou ficar com nota vermelha". "Ela vai perder o ônibus, se não começar sair de casa mais cedo". Concordância Verbal e Nominal: Para identificar a concordância verbal e nominal, você pode observar a relação entre o sujeito e o verbo, e entre o substantivo e os adjetivos, pronomes, numerais e artigos. Concordância verbal O sujeito da frase determina a forma do verbo. Por exemplo, "Nós estudaremos regras e exemplos complicados juntos". Concordamos o sujeito (nós) com o verbo (estudaremos). Concordância nominal O substantivo é a palavra central com a qual os adjetivos, pronomes e numerais devem estar em harmonia. Por exemplo, "olhos verde-claros". Somente o último termo varia. Preste atenção ao gênero e número. Revise frases complexas. Dicas para acertar a concordância Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo mais próximo. Cuidado com o verbo SER. Quando houver numeral, lembre-se que o verbo concordará com ele. O verbo ser, nas expressões que indicam tempo, concorda com a expressão numérica mais próxima. É uma hora. São três horas. Para identificar a concordância verbal do verbo "haver" e "fazer", é preciso saber que eles são verbos impessoais. Isso significa que não têm sujeito e são flexionados na terceira pessoa do singular. Concordância verbal do verbo "haver": O verbo "haver" é impessoal quando tem sentido de existir ou de tempo decorrido. Por isso, quase sempre o verbo "haver" é conjugado na 3.ª pessoa do singular (ele/ela): há, havia, houve. Exemplos: "Havia uma cadeira vaga na sala de aula". Concordância verbal do verbo "fazer": A forma verbal “faz” é usada quando o sujeito está no singular ou quando o verbo é impessoal. Já a forma verbal “fazem” é usada quando o sujeito está no plural. Exemplos: "Nesta época do ano, faz muito frio". Concordância verbal e nominal: A concordância verbal garante que os verbos concordem com os sujeitos. A concordância nominal garante que os substantivos concordem com adjetivos, artigos, numerais e pronomes. Identificar a concordância verbal e o uso da partícula "se", é preciso saber como o verbo se relaciona com o sujeito e como o "se" é usado. Concordância verbal O verbo deve concordar com o sujeito em número (singular ou plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira) A concordância verbal é a relação entre o verbo e o sujeito, que deve ser harmônica Exemplos: "Eu adoro quando as flores desabrocham na Primavera" Partícula "se" O "se" pode ser usado como partícula apassivadora, índice de indeterminação do sujeito ou partícula de realce O "se" é usado preferencialmente quando o agente da passiva não está determinado O "se" é usado como índice de indeterminação do sujeito quando não conseguimos identificar quem realizou a ação O "se" pode ser usado como partícula de realce para destacar ou realçar aquilo que se diz. Quando o se indica indeterminação do sujeito, o verbo fica na terceira pessoa do singular. Quando o se é pronome apassivador, o verbo concorda com o sujeito da oração. Exemplo: Aos sábados, assiste-se a um movimento enorme no comércio . Construíram-se dois centros tecnológicos na cidade . Sujeitos formados por expressões partitivas Quando o sujeito é constituído por a maioria de, grande parte de, a maior parte de ou grande número de mais o nome no plural, temos a possibilidade de colocar o verbo no singular ou plural. Títulos ou nomes de lugares precedidos de artigo no plural O verbo irá ao plural. Os Estados Unidos enviaram mais soldados ao Afeganistão. As Minas Gerais se destacam por cidades repletas de arte barroca. Sujeitos formados por expressões que indicam porcentagem O verbo deve concordar com o substantivo. O gerente afirmou que 20% das mercadorias não foram remarcadas. A secretaria afirmou que 1% dos alunos faltaram à prova. Ordem inversa Uma das dificuldades mais comuns ao se fazer a concordância verbal acontece nas frases ou orações em que algum termo da oração está na ordem inversa. Sabemos, por exemplo, que na ordem direta temos sujeito + predicado + complemento. Quando essa ordem é invertida, pode haver maior dificuldade. Incorreto: Ficou claro, naquele dia, as intenções do diretor. Correto: Ficaram claras, naquele dia, as intenções do diretor. A frase na ordem direta seria: As intenções do diretor ficaram claras naquele dia. Concordância nominal: Próprio, mesmo, incluso, quite e obrigado Essas palavras concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem. • Os arquivos seguem anexos. • Os sócios não estavam quites com o clube. • Ela própria vistoriou o local do acidente. • Ela mesma entregou o presente. • A aluna disse: — Muito obrigada! • O aluno disse: — Muito obrigado! Meio e bastante Não variam quando atuam como advérbios. • As passageiras ficaram meio perdidas. • Todos estavam bastante preocupados. Quando meio e bastante se referirem a substantivos, então, poderão variar. • O almoço foi servido exatamente ao meio-dia e meia. • Não há bastantes razões para eu desistir do projeto. É proibido, é necessário, é bom Se essas expressões vierem desacompanhadas de um termo que as determine, elas não variam. • Sopa é bom. • A sopa é boa fonte de vitaminas e nutrientes. • É proibido entrada sem permissão escrita da diretoria. • É proibida a entrada de pessoas estranhas ao setor. • É necessário liberdade de expressão. • É necessária a liberdade de expressão. Regência verbal Regência verbal é a relação entre os verbos e os termos que os complementam ou caracterizam. a – à – ao – implicou – na – o.