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Saúde mental

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Yara Luiza

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Saúde mental 
· Século XVVII: construção de casas de correção;
· Doentes mentais se misturavam a ladrões, criminosos, “leprosos”;
· Século XVII e XIX: casas de internação na europa + tortura.
· Philipe Pinel: médico francês, associa loucura a doença, pai da psiquiatria = objeto de estudo + tratamento, libertação das pessoas que viviam trancafiados. Camisa de força; 
· 1938: eletrochoque, abolido em 1980.
· Convulsoterapias,
· Malarioterapia,
· Banioterapia,
· Lobotomia: século XX: raspar lobo temporal (memoria, equilíbrio e audição abolido em 1955)
· Insulinoterapia EV: perder suas forças/ energia, induzidos ao coma;
· Psicofarmacologia: clorpromazina, imipramina .. 
· Antipsiquiatria e psiquiatria democrática 
· Tosquelle 1950/60: psicanalista, escuta, terapia 
· Psiquiatria de setor Bonnafé: além do hospital e equipe multi 
· Psiquiatria preventiva: níveis de prevenção; primária até 3 – Caplan.
· Psiquiatria democrática: Franco Bagasalia | Inspiração da comunidade terapêutica e psicoterapia institucional 
Reforma psiquiátrica brasileira 
· Movimento dos trabalhadores em saúde mental – MTSM 
· I conferência de saúde mental 1987 
· Lei da reforma 2001 – internação de 3 formas, voluntária, involuntário e compulsória 
· Programa Nacional de Avaliação Anual – PNASH 
· Abertura dos serviços substitutivos: NAPS E CAPS 
· Atenção aos ex internos: residências terapêuticas, programa de volta pra casa e iniciativas de emprego e renda.
· Modo manicomial X Modo psicossocial COLOCAR FOTO 
Dimensões/ processos:
· Dimensão teórico conceitual: Propõe uma nova compreensão da loucura, valorizando a reabilitação psicossocial e a inclusão, em vez do isolamento.
· Dimensão técnico-assistencial: Substitui o modelo manicomial por uma rede de atenção comunitária, como os CAPS e residências terapêuticas.
· Dimensão jurídico-política: Garante direitos aos pacientes por meio de leis, como a Lei 10.216/2001, e regula o tratamento em saúde mental.
· Dimensão sociocultural: valorização das ações e atitudes onde a loucura e a pessoa com transtorno mental possem ser vistos, percebidos socialmente | Busca eliminar estigmas e promover a inclusão social das pessoas com transtornos mentais por meio de ações culturais e comunitárias.
RAPS – Rede de atenção psicossocial 
RAS =Redes de atenção à saúde | Alguns serviços substitutivos 
1. CAPS 
2. Serviço residencial terapêutico 
3. Centro de convivência e cultura 
4. Serviço de urgência psiquiatria 
5. Serviço hospitalar de referência 
6. Unidade de acolhimento 
7. Consultório de/na rua: faz referencia a unidade de acolhimento 
8. Programa de volta pra casa 
9. Samu 
Tipos de CAPS e suas características
· No contexto dos serviços substitutivos em saúde mental, os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) são divididos em diferentes tipos, de acordo com a complexidade do atendimento e o público-alvo. Esses serviços substituem os antigos hospitais psiquiátricos, promovendo um modelo de cuidado comunitário e humanizado.
1. CAPS I
· Destinado a cidades pequenas (até 15mil habitantes).
· Atende pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, oferecendo suporte intensivo.
2. CAPS II
· Para cidades maiores (acima de 70 mil habitantes).
· Oferece maior capacidade de atendimento para transtornos mentais graves e persistentes.
3. CAPS III
· Acima de 150mil 
· Funciona 24 horas, incluindo finais de semana e feriados.
· Possui leitos para acolhimento noturno.
· Indicado para cidades com grande demanda de atendimento.
4. CAPS AD (Álcool e Drogas)
· 70mil
· Especializado no tratamento de pessoas com transtornos decorrentes do uso abusivo de álcool e outras drogas.
· Pode ser CAPS AD II ou AD III (com funcionamento 24h e acolhimento noturno).
5. CAPS Infantojuvenil (CAPSi)
6. CAPS AD3: somente álcool e outras drogas + internamento 
· Voltado para crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes.
· Também atende jovens com problemas relacionados ao uso de álcool e drogas.
Os CAPS fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e têm um papel essencial na desinstitucionalização do tratamento psiquiátrico, promovendo cuidado próximo à comunidade, inserção social e autonomia dos pacientes.
Conquistas reforma psiquiátrica no Seridó
PNASH – Programa nacional de avaliação hospitalar faz denúncia ao MP;
2002 descredenciada a casa de saúde Milton Marinho 
Controle social e as conferências de saúde mental 
1 ao 4 
Exame clínico/semiologia e alterações psicopatológicas – 26/03
· Ter uma alteração comportamental/psíquica NÃO SIGNIFICA ESTAR em sofrimento mental ou ter um transtorno mental. 
Há de se considerar 3 elementos na instauração de um possível transtorno mental: 
· Sofrimento individual e coletivo 
· Disfuncionalidade = impacto na vida social, há um sofrimento disfuncional (abandono de atividades da rotina)
· Desvio social = comportamento incompatível, que causa estranhamento na normalidade de cada cultura “critério polêmico”
Alterações da sensopercepção 
Capacidade que possuímos de síntese ou perceber sensações e percepções de tudo aquilo que está em sua volta. 
Alucinações 
· Alucinação: É uma percepção sensorial sem a presença de um estímulo externo real. Ou seja, a pessoa percebe algo (som, imagem, cheiro, toque, sabor) que não existe na realidade. As alucinações podem ocorrer em diversos transtornos, como esquizofrenia, transtorno bipolar e em casos de intoxicação por substâncias. Exemplo: ouvir vozes conversando quando não há ninguém por perto.
Ilusões 
· Ilusão: É uma distorção da percepção de um estímulo real. Diferente da alucinação, aqui há um objeto ou som real, mas ele é interpretado de forma equivocada. Exemplo: ver uma sombra e acreditar que é uma pessoa, ou ouvir o som do vento e achar que é alguém chamando pelo nome.
Alterações do pensamento 
Relacionadas a forma como formulamos e expressamos nossas ideias: o que se pensa! 
Inibição do pensamento (alterações da direção do pensamento)
Fugas das ideias (paciente se expressa e não consegue definir a centralização do que quer falar)
Desagregação: não tem formação lógica nas ideias, sua linguagem é entendida na pescagem de palavras 
Alteração no controle do pensamento | Ideias sobrevalorização ou obsessivas: 
falando sempre sobre o mesmo assunto que sempre leva a mesma fala iniciar, ideias de perseguição, ideias religiosas etc.
Alterações no conteúdo do pensamento: 
Ideias delirantes: pode ser relacionado ao presente, passado e futuro, criadas no imaginário do doente, pode haver um componente perceptivo nas ações/ideias (sentidos: visão tato, audição)
· Alterações do pensamento 
· Alterações da linguagem e consciência etc. 
· Na entrevista: deve ser muito bem conduzida, ouvir, estimular fala. 
O que avaliar na linguagem:
Conteúdo 
Quantidade e velocidade da verbalização
Alterações na linguagem:
· Logorreia, hiperfasia ou verborragia: fala excessiva, acelerada ou incoerente 
· Gagueira: é um distúrbio de fala que se caracteriza por repetições, prolongamentos ou interrupções involuntárias de sons, sílabas ou palavras
· Glossolalia ou neologismo: palavras inventadas 
· Mutismo ou afagia: dificuldade de fala e perda da capacidade de engolir 
· Ecolalia: fala em excesso, sem objetividade 
Alterações da consciência:
· Despersonalização: não se reconhece enquanto ele 
· Confusão mental: não estabelece diálogo, é consequência de várias outras alterações 
· Hipervigília: ligado em tudo, mas não tem foco 
· Alterações da atenção e desorientação: 
· Distração: mudança constante de foco e atenção, sonolento, hiperativo
· Desorientação: incapacidade de dizer onde está (tempo e espaço(alopsiquica)
Alteração da memória: 
· Amnesia: impossibilidade e recordar acontecimentos ou situações, antes ou após o aparecimento do transtorno.
· Prejuízos da memoria: remota, recente ou imediata (perguntar o que tomou no café da manhã mais de uma vez)
· Alterações da afetividade/humor: 
· Tristeza patológica (estado de deprimido/anedonia): choro fácil, podendo ou não ser acompanhado de ideias suicidas
· Alegria patológica (mania): mania,euforia 
· Labilidade emocional: Se aproxima muito da alegria e vai para triste, ou vice-versa
· Embotamento afetivo: não consegue perceber nada, não esboça emoção, como prazer, alegria, tristeza, humor rígido 
Alterações do sono 
· Insônia: dificuldade em estabelecer um padrão de sono e descanso 
· Narcolepsia: não consegue dormir corretamente, não cumpre as etapas do sonho 
· Sonambulismo: realização de tarefas físicas enquanto está dormindo na fase profunda do sono 
Alterações do movimento/psicomotricidade
Medicamentos causam tiques, fala arrastada, marcha lenta ou/e arrastada 
· Agitação psicomotora
· Estereotipia: algumas crianças/pessoas com autismo, alteração com a motricidade, ou ações desnecessárias pelo sujeito, ou permanecer em posições corporais “estranhas”
· Tiques: movimentos rápidos involuntário e repetitivos 
· Ecopraxia: tudo que eu faço a pessoa também faz, repetição de movimentos, gestos da pessoa com quem se fala ou vê.
· Catatonia/catalepsia: não há troca, e não faz nada 
· Compulsão: repetição de ações incontroláveis, acompanhadas de ideias excessivas necessidade de fazer um ato, (obsessão ideia – compulsão/realização do ato) = beber água, alimentar-se.
Tais situações são mediadas ou dependem de 4 fatores:
· Do paciente, de sua personalidade, de seu estado mental e emocional no momento de suas capacidades cognitivas;
· Do contexto institucional (do lugar, UBS, CAPS, USB, CONSULTÓRIO, RUA)
· Dos objetivos da entrevista, diagnóstico clínico, estabelecimento de vínculo terapêutico, tratamento farmacológico, orientação familiar...
· Da personalidade do entrevistador (falar muito ou pouco e saber, entrevista é singular)
Uso problemáticos de substâncias psicoativas – 27/03
· Substância psicoativa – SPA 
· Usuário social, casual, crônico, abstinente, 
· Influência cultural e da sociedade
1.1 Substâncias psicoativas – SPA/Droga 
· Qualquer substância química ingerida que transforma uma ou mais funções do SNC, produzindo efeitos psíquicos e comportamentais, relacionados ao prazer, seja estimulando, deprimindo ou perturbando o funcionamento cerebral 
1.2 Uso da droga 
· Autoadministração de qualquer substância, por diversos fins (recreativo, religioso)
· A forma de uso é classificada em: experimental, ocasionada, habitual, abusiva ou dependente 
1.3 Uso abusivo
· Prejuízo recorrente do uso e não se fala em dependência, mas o uso levou disfuncionalidade, mas o uso se mostra lesivo: na vida familiar, trabalho, escola ... *prejuízos e sofrimento clínico*
· Ex: festa de Santana, carnaval
1.4 Uso nocivo: 
· Tem um padrão de uso, que causa danos a saúde física
1.5 Dependência química/biológica 
· Padrão de busca que impacta na rotina /padrão mal adaptativa de uso com repercussões físicas, psicológicas, mental e social, uso muito frequente, tal processo inclui fenômenos de tolerância e abstinência,
· Começa a se instalar, é comum, especialmente se há intolerância que o indivíduo aumente as doses e a frequência das doses até chegar ao ponto/base/limite. 
O QUE CARACTERIZA A DEPENDÊNCIA É A COMPULSÃO
Tolerância: capacidade de suportar
TOLERÂNCIA EXISTE QUANDO A DEPENDENCIA EXISTE 
1.6 Fissura
· Desejo intenso de usar uma substância, quase sempre acompanhado de um momento de abstinência: Cracolândia, não se alimentar, busca excessiva
1.7 Síndrome de abstinência 
· Sinais e sintomas que ocorrem pela falta da substância no corpo, convulsões, coma, abstinência 
Apesar dos conceitos estabelecidos, não se pode mensurar ou estimar o sujeito, será mais o menos propenso a dependência ... 
· Classificação das substancias 
· Alcool 
· Opiáceos – mofina, codeína, tramadool
· Canabinoides – maconha, skunk, haxixe, 
· Sedativos/hipnóticos/analgésicos – que/cetamina
· Covsinivod/estimulantes – cocaína em pó, crack/bicarbonato 
· Anfetamina 
· Alucinemos 
https://www.youtube.com/watch?v=56tOYJqPsMM
Politica nacional sobre drogas 
PNAD 
Teste de identificação de problemas relacionados ao uso de álcool – AUDIT 
Possíveis caminhos para inclusão e cuidado integral a pessoa em uso problemático 
Uso de intervenção breve – ferramenta de cuidado – foco de mudança de comportamento do usuário, usada nos serviços das diferentes redes de atenção 
Uso de intervenção breve 
Recursos/ferramentas terapêuticas 
1. Comunicação terapêutica: estabelecimento de vínculo para o paciente expressar sua história, é uma ferramenta que lida com a dimensão subjetiva do sofrimento/transtorno.
A transferência está atrelada a atribuição de saber ao cuidador/profissional. 
A escuta é uma ferramenta que lida com a dimensão subjetiva do sofrimento/transtorno mental.
O paciente crê que o cuidador sabe algo sobre seu tratamento, seu sofrimento e seu sintomas, coisas que o paciente acredita lhe faltar. Ao mesmo tempo, esse saber pode ter sentimentos amistosos (transferência positiva) ou de afastamento, evitação do profissional (transferência negativa).
É comum que o paciente chame o profissional por outro, podendo ser uma pessoa do presente/passado.
Contrarreferência: representa a reação do profissional a transferência do paciente, Não há contrarreferência sem transferência.
Esta reação está vinculada a subjetividade do próprio profissional e seus valores, crenças etc. 
O profissional deve tomar a amizade ou hostilidade do paciente como um fenômeno transferencial e não a entender como uma amizade ou hostilidade propriamente dita, já que a transferência foi estabelecida com a figura que o paciente constrói do cuidador.
2. Grupo terapêutico: 
Funciona como uma ferramenta de cuidado, sendo um recurso usado por profissionais de saúde, pois auxilia a aliviar sentimentos de solidão e isolamento social, possibilitando a troca de experiencias e reflexão aos usuários/familiares. 
O sentimento que não consegue ser expresso numa consulta individual, é dito de forma natural e emerge somente em grupo.
EX: GT de medicamentos, alimentação, higiene e hábitos corporais. 
COMPLEMENTAR COM FOTO Q SAMANTHA VAI MANDAR
3. Oficina terapêutica: 
INF q Samantha vai mandar 
INF DA FOTO
As OT’s são atividades realizadas em grupo com a presença e orientação de um ou mais profissionais (arteteraputa, oficineiro, TO, ou mesmo um profisisnal de nível superior da equipe técnica exceto TO.
Constituem provavelmente o recurso terapêutico mais comum de serviço ofertado no Caps, de acordo com o interesse do usuário. EX: jardinagem, oficina de pintura, poesia, escrita, culinária, teatro...
4. Projeto terapêutico singular: 
· Conjunto de proposta para condutas terapêuticas articuladas, é resultado da discussão de uma equipe interdisciplinar.
· Geralmente é feito a partir de visitas domiciliares
· Definição de propostas de ações/metas, atores/profissionais responsáveis;
· Sujeito protagonista e corresponsável por metas a serem alcançadas 
· Reavaliação
· Precisa ter consulta compartilhada e reunião em equipe 
· Tem função tanto clínica quanto pedagógica 
Contém 4 momentos: 
1. Diagnostico 
2. Definição de metas 
3. Divisão de responsabilidades 
4. Reavaliação
Passo a passo do PTS: diagnostico, metas, responsáveis e tempo. 
5. Matricialmento/consulta compartilhada: 
Intervenção muito utilizada no âmbito da saúde mental, nas ações de matriciamento, mas é uma ferramenta clínica ampliada mas popularizada na ESF.
COLOCAR FOTO 1 E 2 
O apoio bisa transformar a lógica tradicional dos encaminhamentos, referencias e contrarreferências ineficazes, e protocolos e centros de regulação 
Ex:. o que pode ser repassado do especialista para a enfermeira, o que o nutricionista pode falar para a enfermeira, a médica. O nutricionista faz uma horta comunitária que pode ter impacto na saúde mental. 
Pics como atividade para dar suporte a ação 
O que determina a ação é o problema do usuário, não há uma atividade específica e única para o profissional 
· Matriciamento não é:
· Encaminhamento a especialista 
· Atendimento individualpelo profissional de saúde mental 
· Intervenção psicossocial coletiva realizado apenas pelo profissional de saúde mental 
Matriciamento: É uma estratégia de apoio entre equipes para qualificar o cuidado na rede.
PTS: É um plano de cuidado individualizado construído com o usuário.

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