Prévia do material em texto
FACULDADE IGUAÇU JÚLIA DE PAULO MALAQUIAS O MÉTODO RECEPCIONAL E O ENSINO DE POESIA PARA ANOS INICIAIS ASSIS – SÃO PAULO 2025 FACULDADE IGUAÇU JÚLIA DE PAULO MALAQUIAS O MÉTODO RECEPCIONAL E O ENSINO DE POESIA PARA ANOS INICIAIS Artigo Científico apresentado à Faculdade Iguaçu, como parte das exigências para a obtenção do título de Pós-graduação em Gestão Educacional e Práticas pedagógicas. ASSIS – SÃO PAULO 2025 O MÉTODO RECEPCIONAL E O ENSINO DE POESIA PARA ANOS INICIAIS Júlia de Paulo Malaquias RESUMO Este artigo tem por objetivo propor uma sequência didática reflexiva, utilizando como metodologia principal o “Método Recepcional” para o ensino de poesia nos anos iniciais, neste caso, utilizamos como exemplo a 7o série do ensino fundamental II. Como o Método Recepcional tem como prioridade a formação do leitor, disponibilizamos através de uma sequência didática com a duração de um mês (seis aulas por semana de língua portuguesa), dispor ideias para compor um material auxiliar para a elaboração de planos de aulas no que se refere ensino de poesia para crianças, e ao final, disponibilizar a análise de um poema como fechamento do conteúdo. Todo o material foi pensado para um ensino cujo sua avaliaao se dará de modo processual. Este plano de aula proposto possui apenas sugestões, destacamos que o professor poderá elaborar ideias diferentes e adotá-las de acordo com o desenvolvimento/necessidade da turma, uma vez que cada turma exige um tempo determinado para a realização das atividades. Palavras chave: Ensino. Poesia. Método – Recepcional. Introdução A elaboração de um plano de aula que adota o Método Recepcional, segundo Vera Teixeira Aguiar e Maria Glória Bordini (1998), no livro “A Formação de Leitor: Alternativas metodológicas”, é dividida em cinco partes, 1)- Determinação do horizonte de expectativas; 2)- Atendimento do horizonte de expectativas; 3)- Ruptura do horizonte de expectativas; 4)- Questionamento do horizonte de expectativas e; 5)- Ampliação do horizonte de expectativas. Todas as partes que o Método Recepcional se divide são para quando chegar ao final do processo, ampliar os conhecimentos, refletir sobre as temáticas das obras e discutir com os alunos sobre como eles atribuem sentido à obra literária, proporcionando momentos de debate e reflexão. Já ao professor, como possui o papel de mediador, este deve interagir com a sala em um primeiro momento para conhecer os seus gostos como leitores, filmes, séries, desenhos, etc., para facilitar na preparação das aulas, assim, não sendo recomendável que se trabalhe em um segundo contato com uma obra completamente diferente do que os alunos estão acostumados. Neste momento é melhor propor um contato com obras que não fujam com tanta agressividade do que os alunos estão habituados. Depois de um processo buscando avançar de modo gradativo, o professor pode buscar trabalhar algo novo, considerando que os alunos estejam preparados para entender esta novidade. Sendo assim, este trabalho contará com uma turma fictícia da 7º ‘serie para propor ideias que podem ser adotadas em sala de aula para se trabalhar com a poesia. As aulas foram organizadas através de uma tabela, expondo a quantidade de aulas por semana e duração, propostas didáticas e seus respectivos anexos, links de vídeos e sites que podem ser trabalhados durante este um mês de sequência. Ao final, supondo que todo o processo tenha sido concluído, destacamos uma análise de um poema para ser feito junto aos alunos com a sugestão de que para concluir todo o processo, os alunos entreguem uma análise de um poema que seja de preferência individual. Desenvolvimento Muitos dos professores demonstram receio e insegurança em trabalhar com a poesia nas aulas, principalmente com alunos do ensino fundamental. Buscando proporcionar alternativas de trabalho com a poesia e considerando que os alunos possuem uma carga de leitura e cultural antes da entrada em sala de aula, elaboramos uma tabela que dispõem propostas didáticas para uma turma de 7o série fictícia, contando com a quantidade de aulas, objetivos, habilidades a serem trabalhadas (que também são suposições e pode ser trabalhadas as habilidades de anos anteriores para acontecer um momento de recapitulação), dias e duração, conteúdo e desenvolvimento, todos seguidos de anexos e propostas de tarefas para a casa, toda ela pensada na metodologia recepcional. Em um primeiro contato com os alunos, o professor deve buscar conhece-los para que facilite seu contato com a turma, ou seja, se faz necessário entender o ambiente e a carga cultural dos alunos como indivíduos assim como a cultura e Projeto Político Pedagógico da instituição escolar. Para usarmos como exemplo maior, esta turma contém cerca de 30 alunos e demonstram afinidades com música, desenhos e fantasia, sem muita afinidade com poesia. Com isto, buscamos trabalhar de modo mais pausado e revisando sempre o conteúdo da aula anterior e dando todos os dias tarefas de casa, sendo assim, as aulas se revezam entre, por exemplo, entender os poemas e seus recursos, leituras compartilhadas, compreender a estilística do poema e trabalhar poesia concreta. 2.2- TABELA DE AULAS Esta tabela possui os dias da semana e quantidade de aulas, sendo que todas elas possuem a duração de 50 minutos cada e os alunos não têm aulas aos sábados. Dias da semana Quantidade de aula Segunda 2 aulas Terça 2 aulas Quarta 1 aula Quinta Não tem Sexta 1 aula 2.3- HABILIDADES A SEREM CONTEMPLADAS O plano de aula da disciplina de Língua Portuguesa busca adotar as seguintes habilidades pela Base Nacional Comum Curricular da educação brasileira (BNCC): (EF04LP26) Observar, em poemas concretos, o formato, a distribuição e a diagramação das letras do texto na página. (EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado. (EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. (EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade. (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. (EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. (EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas etc.), orientando-se por roteiroescrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. (EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. (EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido. (EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em versos, explorando rimas, sons e jogos de palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros. (EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas. (EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros e de metáforas. 2.4- TABELA DE AULAS E SUGESTÕES DE CONTEÚDOS Conteúdo Desenvolvimento Aula 1 e 2. · ● Apresentação da disciplina; · ● Conversa sobre reconhecimentos sonoros; · ● Desenho; · ● Questionamento oral acerca do desenho. Nesta primeira aula, comecemos com as apresentações pessoais e da disciplina, a seguir, pode-se começar um questionamento sobre os sons, de onde eles vêm, o barulho que as coisas fazem, como o barulho é produzido e etc. Esse reconhecimento sonoro é fundamental para que possamos nos engajar em nosso objetivo final. Durante este momento de construção de afinidade com a turma, pode-se instigá-los a dizer seus gostos em relação à leitura, filmes, séries, música e arte em geral.Como sabemos, crianças gostam de animações então para este primeiro contato, o professor pode passar um desenho, neste caso elegemos o desenho do “Pica- Pau” que explora alguns aspectos sonoros. Assim, ao final do desenho, seguimos com uma atividade onde os alunos podem compartilhar o que entenderam do desenho, os sons que os personagens fizeram e entre outras perguntas. Para a tarefa de casa, sugere-se que os alunos produzam uma magia contendo sons semelhantes ao do desenho para compartilhar com os colegas de sala. Aula 3 e 4 ● Entrega da tarefa de casa; ● Leitura; ● Interpretação. Considerando que se torna necessário fazer a devolutiva das tarefas de casa, o professor deve separar um tempo para corrigir em conjunto e sanar algumas dúvidas que podem vir a aparecer, ou seja, neste momento, o professor pode pedir para que os alunos compartilhem suas magias e as expliquem atiçando a imaginação da criança e criatividade. Ao final, elogiar os trabalhos feitos por todos e seguir com uma leitura, neste caso, a recomendação é do poema de Manuel Bandeira, “Trem de Ferro”. Com a leitura deste poema, podemos brincar de encontrar as rimas do poema, as repetições e abrir brecha para introduzir o que são versos, estrofes e a musicalidade dentro dos poemas, assim, fica como sugestão de interação para realizar com os alunos, elaborar o poema na lousa e convidá-los a irem até o quadro e circular com giz colorido todas as rimas e palavras repetidas, assim como os demais colegas de sala faria com lápis de cor ou giz de cera em seus cadernos. Como tarefa, o professor pode pedir para os alunos pesquisarem, em qualquer fonte, aparelhos eletrônicos com acesso à internet ou livros, revistas e até mesmo com os próprios pais um poema de que tenham gostado para compartilhar na sala de aula no dia seguinte e falar sobre ele, seguindo as indagações do professor. Aula 5 · ● Retomada de conteúdo; · ● Leitura compartilhada; ● Leitura. Como neste dia a aula é somente uma, podemos utilizar nosso tempo para realizar a retomada de conteúdo com a devolutiva da tarefa. Os alunos lerão os seus poemas escolhidos para a turma e explicarão porque o escolheram, em seguida, o professor refaz a mesma estratégia de convidar os alunos para circular as rimas, repetições sonoras e identificar os versos e estrofes na lousa. Neste caso, escolhemos um poema divertido de Vinícius de Moraes, “O pato”, um poema que brinca bastante com o imaginário das crianças. Para essa tarefa, os alunos podem ser induzidos a criar um poema sobre um tema livre, inspirando-se nas leituras de toda a semana para a próxima aula. Aula 6 · ● Atividade em grupo · ● Devolutiva da tarefa Sexta feira, o último dia da semana e nossos pequenos devem se divertir aprendendo, neste dia, sugerimos uma atividade como a devolutiva da tarefa e como trouxeram os poemas de casa, aos que não trouxeram ou faltou no dia anterior, o professor disponibiliza alguns livros da biblioteca para pesquisa, assim, os alunos irão reescrever seus poemas em uma folha colorida e ilustrá- los para que juntos colem no papel pardo, pode ser disponibilizado aos alunos revistas para fazer colagens, canetinhas, giz de cera, tinta guache, lápis de cor e até mesmo colas glitter, dependendo dos materiais disponíveis na escola. Ao fim, com a colaboração de alguns, este painel será colado ao fundo da sala. Como tarefa, os alunos podem escolher um dos poemas trabalhados em sala e ilustrá-los. Aula 7 e 8 · ● Retomada de conteúdo; · ● Devolutiva da tarefa; ● Leitura para se comparar gêneros textuais; Neste dia, segunda-feira , o professor realiza a retomada de conteúdos a partir da devolutiva da tarefa de casa e seguindo com o conteúdo, neste dia os alunos irão diferenciar o poema de uma adivinha. O professor lerá três adivinhas que todos deverão tentar descobrir e logo após passá- las na lousa e pedir para que os alunos identifiquem o que elas possuem: rimas, palavras repetidas e etc., em seguida fazer a pergunta-chave, “Será que é um poema?”, se a resposta for não, pedir para que eles respondam o motivo e, por fim, o professor acrescenta que alguns textos podem ter os mesmos recursos, mas ser diferentes, então os alunos irão destacar o que se tem em um poema e não tem em uma adivinha apesar das duas possuírem rimas e parecerem poemas de uma só estrofe. Ao final da aula, o professor pede para que os alunos façam uma adivinha para a próxima aula. Aula 9 e 10 · ● Leitura compartilhada; · ● Atividade em grupo; · ● Música Nesta aula, a retomada de conteúdo será dada através da tarefa, com as adivinhas que os alunos trouxeram, a sala será dividida em 4 grupos e cada grupo irá eleger três representantes para ler as adivinhas e também as adivinhas dos outros grupos, sendo assim, os outros integrantes deverão anotar os seus pontos para a contagem de pontos final. O grupo com maior pontuação vence. Caso haja empate, o professor lerá uma adivinha para desempatar e quem responder primeiro vence. Agora, para finalizar a aula, o professor pode passar uma música, selecionamos a música da banda Pequeno Cidadão, O Sol e a Lua para refletirmos sobre o amor. Para tarefa de casa, o professor pede para que o aluno faça o mesmo procedimento que realizamos nas aulas, de circular as rimas, repetições, contar os versos, estrofes, etc. Aula 11 ● Devolutiva; ● Leitura e atividade. Comecemos a aula com a devolutiva da tarefa e partimos então para um tipo de poesia concreta. Selecionamos três autores para trabalharmos, são eles, Arnaldo Antunes, Ferreira Gullar e Haroldo de Campos. Após estudarmos alguns aspectos da poesia concreta, ressaltamos que ela é um tipo de poesia, então, os alunos devem produzir uma poesia concreta para entregar durante a aula. Aula 12 ● Dia de pesquisa. Especificamente neste dia, os alunos terão acesso à sala de informática da escola e pesquisarão sobre vários tipos de poesias concretas e ilustrarão a de que mais gostaram e entregarão ao professor. Importante ressaltar que os alunos podem ser induzidos a ouvirem podcast de poesia concreta. Aula 13 e 14 ● Dia de criatividade e imaginação Nessas duas aulas, os alunos irão criar alguns poemas em forma de história. Sugerimos que o professor vá para a sala de vídeo e passe para a sala o Quintal da cultura,onde as personagens apresentam este poema e, em um cenário diferenciado, o professor pode colocar materiais espalhados pela sala e pedir para que escolham alguns objetos para formarem um poema parecido com o de Cecília e apresentar para a sala da seguinte forma, os objetos serão o cenário, personagens, acessórios e entre outros, assim como no quadro Rá-Tim-Bum: Contadores de Histórias - A aranha, o grilo e o jacaré. Aula 15 e 16 ● Lista de exercícios Essas últimas aulas, assim como a aula passada, serão voltadas para a prática dos alunos. Sendo assim, neste dia os alunos serão convidados a se sentarem perto da professora, que estará na lousa com algumas palavras a buscarem juntas rimas possíveis para a palavra, conhecendo mais a sonoridade das palavras. Sendo assim, o professor pode organizar uma lista de exercícios para se trabalhar o mesmo que o quadro, mas de modo individual. Aula 17 ● Dia de pesquisa Os alunos irão à sala de informática pesquisar poesias concretas e criar uma no programa do computador, o paint. Sendo assim, buscando trabalhar os dois tipos de poesia, fica a critério do professor decidir a ordem que trabalha, mas neste caso, como desafio de memorização, trabalhamos duas aulas com um tipo de poesia e seguindo revezando. Como tarefa de casa, cada aluno pode utilizar trechos da canção de que mais gosta, adaptando-a em um estilo de poesia concreta. Aula 18 ● Tarefas; ● Novo desafio Essa tarefa de casa pode ser dada como avaliativa, de participação das aulas assim como os vistos dos cadernos e acompanhamento das atividades e interação na sala de aula. Nesta aula, o professor irá separar algumas imagens e as entregará aos seus alunos e pedirá a eles que façam um poema e circulem as suas rimas, enumere as estrofes, conte os versos e que eles expliquem o que são versos e estrofes. Essa atividade pode contar como a primeira parte avaliativa. Aula 19 e 20 · ● Trabalhando com figuras de linguagens; · ● Diferença entre poema e poesia; · ● Silabas tônica. Neste tópico, fica a critério do professor eleger alguns poemas, frases e até mesmo vídeos de poesias para especificar as figuras de linguagens e sílabas tônicas, sugerimos que trabalhem autores como Mário Quintana, José Paulo Paes, Carlos Drummond de Andrade e entre outros autores clássicos. Para descontrair um pouco, o professor pode utilizar essas obras e ressaltar a diferença entre poema e poesia, desenvolvendo até mesmo uma atividade mais dinâmica. Por fim, como atividade para a casa, o professor pode selecionar um trecho de alguma história, um poema ou tirinha e pedir para que os alunos grifem as figuras de linguagem e circule as sílabas tônicas, caso seja um poema, justificar o porquê. Aula 21 e 22 ● Atividades em torno das figuras de linguagens; ● Sílabas tônicas. Neste dia, o professor pode corrigir as atividades com os alunos e passar uma lista de exercícios para os alunos praticarem. Aula 23 ● Parte 1 da avaliação final. Esta aula, assim como a próxima aula, será especificamente para trabalharmos nossa conclusão, ou seja, onde vamos chegar com os alunos. Para esta etapa, segue o plano de aula em tabela no tópico três deste artigo. Aula 24 ● Parte 2 da avaliação final. Para esta etapa, segue o plano de aula em tabela no tópico três deste artigo. 3- PLANO DE AULA DA ATIVIDADE FINAL Idealizando as propostas feitas por Lia Araujo Miranda de Lima e Marlova Gonsales Aseff, em um artigo intitulado “Um guia para levar a poesia para a sala de aula”, publicado em dezembro de 2019, ou seja, consideravelmente atual, seguimos adotando o Método Recepcional e idealizando ampliar os horizontes de leitura dos pequenos contemplando as habilidades exigidas pela BNCC. Plano de aula Turma 7o série A Turno Tarde Quantidade de aulas e duração Este plano contempla duas aulas de 50min cada. Tema da aula A Infinidade das coisas. Materiais CRUZ E SOUZA, João da. Cavador do infinito. In: ______. Últimos Sonetos. SILVERSTEIN, Shel. A parte que falta. 1976. GONSALES, Fernando. Níquel Náusea: botando os bofes para fora. São Paulo: Devir, 2002. https://girafas.files.wordpress.com/2011/07/calvin- haroldo-vol-ii-pc3a1g23.jpg Objetivo · ● Proporcionar à criança a oportunidade de aplicar seus conhecimentos formados em sala de aula em atividades mais complexas; · ● Desenvolver o hábito de leitura, uma vez que já estamos trabalhando em uma sequência de um mês para instigar o aluno à leitura e desenvolver este hábito; · ● Compreender e interpretar; · ● Ampliar os conhecimentos dentro da poesia. Determinação do horizonte de expectativas Este tópico se define pelo conhecimento que o professor adquiriu com a sala através da compreensão dos gostos e afinidades com as crianças. Este processo se dá no início das aulas, no caso deste artigo, utilizamos uma turma fictícia de 4o série do ensino fundamental I, crianças de 8 à 10 anos de idade para desenvolvermos ideias que possam ser adotadas pelos professores. Como já citamos no início, pretendemos trabalhar com o ensino de poesia, então é importante que conheçamos os gostos dos alunos através de dinâmicas e questionários, no caso desta turma, o professor optou por um desenho e uma conversa dinâmica, onde os alunos foram para a sala de vídeo ou multimídia para assistir o desenho e debater sobre questões como de onde vem o barulho que fazemos com a boca, de onde vem o som, a música, quais instrumentos são necessários para se formar um som, se dá para pegar o som com as mãos, etc. Assim, trabalhamos com o gênero da poesia tentando atender os gostos das crianças para que elas desenvolvam afinidade com o gênero e o analisem, através desse debate sonoro, os alunos foram introduzidos ao conteúdo de forma que pensassem já em um tópico da estrutura do poema e efeitos sonoros em geral. Atendimento do horizonte de expectativas Aqui, o professor se organiza a partir dos interesses demonstrados pelas crianças, nos primeiros dias de aula, seguindo a discussão da introdução, neste caso e formulando ideias que possam instigar o gosto pela leitura de modo processual. Enfatizamos que nesta etapa, sugerimos na tabela anterior que o professor trabalhasse com poemas que instigassem a imaginação do aluno por esta turma possuir afinidade com desenhos, música e fantasia. Todos os poemas que foram selecionados são no intuito de apresentar bastante sonoridade e imaginação, aproveitando a afinidade da sala com a música como o “Trem de ferro”, “O Pato”, “ O Sol e a Lua” e assim sucessivamente. Ruptura do horizonte de expectativas Nesta sequência didática vimos muito a questão da indagação, persistir em questões reflexivas que levam os alunos a pensarem em pontos cruciais para se interpretar temáticas sociais e individuais, histórico e literário. Nesta aula especificamente, questionaremos a infinidade das coisas e dos seres a partir da leitura do livro “A parte que falta”, de Shel Silversten, perguntando a sala o que eles entendem do livro, o que é algo infinito, o personagem possui algum tema que podemos dizer ser infinito, o que eles sentiram com a história, se cada um possui um infinito dentro de si e os sentimentos que acarretam essa infinitude como as necessidades humanas como a fome, vontade de chorar, de dormir e etc., assim como o amor infinito, o ódio, a amizade, etc. Com essa identificação na leitura, é natural que as crianças se sintam acolhidas e queiram saber mais. Então para esta aula, seguindo o questionamento, iremos trabalhar com a tirinha de Fernando Gonsales, que trata sobre a mesma temática de modo mais diversificado e seguindo as indagações sobre o tema com a tirinha de Calvin e Haroldo. Questionamento do horizonte de expectativas Aqui, sugerimos que os alunos façam duplas e escolham um tema como o amor, amizade, família... Cada dupla escolhe umtema, e mais outra dupla com o mesmo tema, só que sem se repetir mais de duas vezes para no final compararmos. A dupla precisa trocar ideias e escrever um texto sobre a infinidade deste sentimento, como ela se sente infinita, todas as ideias se inspirando nos debates, história e nas histórias em quadrinhos. Ao final, os alunos irão debater, com o auxílio do professor, sobre as infinidades dos colegas e dizer o que tem de diferente e igual. Ampliação do horizonte de expectativas Em sequência, trabalharemos ao final com o poema de Cruz e Sousa, “Cavador do infinito''. Depois de tantas discussões, é nesta etapa que os alunos tomam consciência das alterações e aquisições obtidas através da experiência com a literatura. No próximo tópico, faremos a análise do poema mais complexa, porém convém pedir para os alunos os assuntos trabalhados em sala. Avaliação A avaliação desta sequência didática acontece de modo processual, desde as entregas dos exercícios para a casa até este momento em que os alunos irão identificar tudo o que foi trabalhado em sala, as figuras de linguagem, enumerar os versos e estrofes, circular as rimas e repetições e dizer o que acharam deste poema e justificar. ANÁLISE DO POEMA: Colocaremos a seguir o poema de Cruz e Souza, Cavador do infinito: Com a lâmpada do Sonho desce aflito E sobe aos mundos mais imponderáveis, Vai abafando as queixas implacáveis, Da alma o profundo e soluçado grito. Ânsias, Desejos, tudo a fogo escrito Sente, em redor, nos astros inefáveis. Cava nas fundas eras insondáveis O cavador do trágico Infinito. E quanto mais pelo Infinito cava Mais o Infinito se transforma em lava E o cavador se perde nas distâncias... Alto levanta a lâmpada do Sonho. E com seu vulto pálido e tristonho Cava os abismos das eternas ânsias! Observa-se que nesse poema o “eu-lírico” ultrapassa o consciente, para justificar esta informação, Potekiro aponta: “ Pode-se comprovar tal afirmação observando, por exemplo, a intensa utilização de palavras - na maioria delas adjetivos - de caráter impreciso, como: “imponderáveis” (verso 2): ou seja, que não se pode avaliar; “implacáveis” (verso 3); “inefáveis” (verso 6), isto é, inexprimíveis, que não se exprimem com palavras, o mesmo que indescritível, maravilhoso; e “insondáveis” (verso 7). A profundidade buscada pelo “eu-lírico” pode ser constatada ainda em termos como: “profundo e soluçado grito” (verso 4); “tudo a fogo escrito” (verso 5); “cava nas fundas” (verso 7); “eternas ânsias” (verso 14). Considerando ainda que o simbolista opõe-se aos limites do mundo físico e aprecia a integração com o cosmo, com os astros, extravasando e transcendendo assim ao mundo real, constata-se que o “eu-lírico” em "Cavador do Infinito" também apresenta fortemente tal aspecto, uma vez que “Sente, em redor, nos astros inefáveis” (verso 6) tudo aquilo que procura: as suas ânsias e os seus desejos. É uma forma de integração com o cosmo, de busca do transcendente, de viagem “aos mundos mais imponderáveis” (verso 6). E, para esta profunda busca, o “eu-lírico” utiliza-se de um instrumento de grande valia, que ilumina sua alma e reflete seus desejos: “a lâmpada do Sonho” (verso 1), percebendo nesta expressão a forte simbologia presente: lâmpada = aquilo que ilumina, que tira da escuridão; sonho = o que dá força ao ser, motivação da vida; e, como diz o poeta Mário Quintana, “Sonhar é acordar-se para dentro”, então o sonho pode conotar esta “lapidação às camadas mais profundas do ser”. Ainda referente ao verso 6: “Sente, em redor, nos astros inefáveis”, é possível fazer referência à chamada “teoria das correspondências”, a qual propõe um processo cósmico de aproximação entre as realidades física (natureza/realidade concreta) e metafísica (cosmos, transcendência espiritual). Assim, segundo Emmanuel Swedenborg apud Zulim (2006:6): ... a natureza apresentaria, em todos os seus múltiplos aspectos e elementos, um sentido simbólico em estreita correspondência com o mundo celeste, cósmico. Assim, ao desprezar o concreto, o visível, o simbolista parte em busca do se oculta atrás das aparências, vale dizer, da essência das coisas. Dessa forma, cabe ao homem decifrar os símbolos da realidade terrena, para que possa descobrir as “correspondências” entre as coisas, a perfeita unidade entre tudo o que existe. Assim, é possível considerar o “ser” metaforizado no Cavador do Infinito como um visionário, que procura decifrar o sentido simbólico do mundo, revelando-o poeticamente, mesmo porque, conforme afirma Medina & outros (1994:185), “a visão simbolista é de envolvimento entre o eu e as coisas, de uma misteriosa relação entre o sujeito e o objeto, a alma e o mundo – uma relação que não pode ser descrita, mas apenas sugerida pelo símbolo”. Nesse contexto, cabe mencionar a simbologia da metáfora "Cavador do Infinito". Mas afinal, o que significa cavar o infinito? Seria buscar o que não tem fim? Procurar o quê? Cavar para quê, se o infinito é algo que não se atinge nunca? Pesquisando o significado isolado das palavras cavar e infinito, pode-se tentar chegar a uma “lógica” sobre tais questões (frisando aqui a “tentativa”, pois em um poema de tamanha profundidade como este, a interpretação vai além do que se pode imaginar!) Assim, segundo Luft (2002: 156), o verbo cavar significa, denotativamente, “extrair cavando”, mas pode ainda remeter, em sentido figurado, ao sentido de “buscar, indagar a fundo e com trabalho”. Aparentemente, este segundo sentido é mais coerente para o contexto em questão: o “Cavador do Infinito” se caracteriza pela intensidade do seu trabalho, pela árdua tentativa de seguir em algo que, embora saiba que não tem fim, não será em vão. Em outras palavras, o "Cavador do Infinito" reflete a experiência de quem aparentemente se encontra empenhado em um trabalho em vão, mas que também não se deixa dissuadir de seus esforços. Já a palavra Infinito, ainda segundo Luft (2002: 390), remete a algo “sem fim ou limite; imenso, incalculável”, ou ainda evocando a uma “extensão infinita”. Este significado vem complementar o exposto acima: o esforço de buscar a fundo os desejos mais interiores, tentando dessa maneira abafar as “queixas implacáveis da alma”, (verso 3) e os gritos soluçados do interior do ser: seria a efetiva busca de si mesmo, da essência. Nas palavras de Camus (2006, ONLINE) “A própria luta para atingir os píncaros basta para encher um coração de homem”; e desta maneira é possível dizer que, tentando compreender a metáfora utilizada pelo poeta, pode-se chegar à seguinte interpretação: por mais que nossos sonhos estejam longe, distantes, o importante é lutar por eles, prosseguir cavando, pois só o fato de estar tentando alcançá-los vem a ser um consolo à alma, um estímulo para seguir em frente. Nesse sentido, é possível afirmar que neste poema a sugestão prevalece em todos os sentidos: em uma primeira leitura, pode-se observar as imagens vagas, difusas, até mesmo sem nexo, mas que aos poucos vão sendo decodificadas, percebendo-se a profundidade das simbologias expressas pelo “eu-lírico”. Tem-se, pois, uma forte característica simbolista, uma vez que neste estilo literário a idéia romântica de que a essência misteriosa das coisas pode ser evocada pela palavra é recuperada e intensificada através de uma forma de superação da linguagem - o símbolo. “Sugerir, eis o sonho”, tal como afirma Mallarmé apud Zulim (2006: 5) – o poeta sugere e o leitor decodifica. Assim, para o simbolista, não importa como a realidade é de fato, mas sim os efeitos que ela causa na sensibilidade do artista. No plano formal, é possível constatar outras fortes características simbolistas, como o uso de maiúsculas alegorizantes em substantivos comuns, como em: “Sonho” (verso 1), “Ânsias” e “Desejos” (verso 4); “Infinito” (versos 8 e 9), o que vem ampliar a significação destaspalavras, transcendendo-as. Há também o uso de reticências, expressando o indizível do “eu-lírico”, e deixando a cargo do leitor imaginar o dilema por ele vivido, e as distâncias onde este cavador se perde: “E o cavador se perde nas distâncias...” (verso 11) As figuras de linguagem também se fazem presentes no poema. Por exemplo, para sugerir o ato de cavar, o poeta utiliza uma antítese através dos verbos “descer” e “subir”: “Com a lâmpada do Sonho desce aflito E sobe aos mundos mais imponderáveis” (versos 1 e 2) Em seqüência, nos versos 3 e 4, há ocorrência de uma anástrofe (anteposição, em expressões nominais, do termo regido de preposição ao termo regente): “Da alma o profundo e soluçado grito” (verso 4); e uma zeugma (omissão – elipse – de um termo que já apareceu antes, no caso, do termo “vai abafando”, citado no verso 3 e omitido no verso 4): “Vai abafando as queixas implacáveis, Da alma o profundo e soluçado grito.” (versos 3 e 4) Ou seja: “Vai abafando as queixas implacáveis, (Vai abafando) o profundo e soluçado grito da alma.” Nota-se também uma inversão nos versos 7 e 8: “Cava nas fundas eras insondáveis “O cavador do trágico Infinito.” Tem-se: o cavador (...) - sujeito; cava (...) – predicado; logo, encontram-se na ordem direta inversa. “O cavador do trágico Infinito Cava nas fundas eras insondáveis” A personificação também é utilizada pelo poeta, como: no verso 4, “profundo e soluçado grito da alma” = alma que grita, que age como ser humano; e ainda no verso 10, “o Infinito se transforma em lava” = mutação de um ser inanimado. Nos versos 7 e 8 pode-se notar também uma enfatização do poeta dada através do uso de pleonasmo = o cavador cava... “Cava nas fundas eras insondáveis O cavador do trágico Infinito.” (versos 7 e 8) Além dos aspectos formais, é possível verificar também que o poema "Cavador do Infinito" evoca de um lado a inclinação de Cruz e Sousa pela poesia meditativa e filosófica, e de outro o drama da existência presente em sua poética, como se pode constatar nos versos: “E com seu vulto pálido e tristonho Cava os abismos das eternas ânsias!” (versos 13 e 14) Pode-se dizer ainda que este desejo do poeta de integrar-se espiritualmente ao cosmo, exemplificado nos versos abaixo transcritos, pode ser interpretado como um reflexo de sua própria biografia, originando-se do sentimento da opressão e da situação pessoal e racial por ele vividas. Em outras palavras, um “grito contra a opressão do ambiente que o cercava” (Ronald de Carvalho apud Zulim, 2006:4). “Ânsias, Desejos, tudo a fogo escrito Sente, em redor, nos astros inefáveis.” (versos 5 e 6) E, para finalizar, nota-se que a última expressão do poema, “eternas ânsias” encerra a busca do cavador mostrando - através de “seu vulto pálido e tristonho” (verso 13), o qual é entretanto iluminado pela “lâmpada do Sonho” (verso 12) - que a meta deste cavador não é atingida. Nesse sentido, o verbo cavar conjugado no presente aponta que o seu trabalho prossegue: “Cava os abismos das eternas ânsias!” (verso 14) Mas, o que seriam estas “eternas ânsias”? Na verdade, a própria palavra “ânsia” possui dupla significação. Segundo Luft (2002: 67), pode ser: 1) Aflição, angústia. 2) Desejo ardente, anseio. Ou seja: o “eu-lírico” prossegue a sua busca infinita, cavando o Infinito por entre abismos eternos, que também são infinitos... Por isso, se denomina "Cavador do Infinito"... Portanto, considerando tais constatações, pode-se finalmente analisar no poema: 1. Drama existencial vivido pelo “eu-lírico”, representado pela ação de cavar o infinito. a) Verbos que sugerem a ação de cavar Os verbos descer e subir sugerem no poema a ação de cavar. Embora sejam verbos semanticamente opostos, pode-se afirmar que no contexto utilizado pelo poeta eles remetem tal ação: “Com a lâmpada do Sonho desce aflito e sobe aos mundos mais imponderáveis” (versos 1 e 2) b) Instrumentos utilizados pelo “eu-lírico” para cavar Para cavar, o “eu-lírico” utiliza-se da “lâmpada do Sonho” (verso 1), sendo ainda motivado por seus desejos (que não são especificamente instrumentos, mas o auxiliam de forma direta neste árduo trabalho).” Por fim, o infinito cavado citado pelo eu lírico como as suas mais profundas ânsias, busca encontrar os sonhos, os desejos inalcançáveis e não os encontra quanto mais ele procura, menos ele se aproxima de seus objetivos. Ciente da análise mais complexa do poema, podemos ter uma ideia de que os alunos poderão interpretar de maneiras peculiares as palavras do autor. É aí que a nossa mediação como professor atua. Questionando no momento da avaliação suas interpretações e o que ele também já conhece da estruturação do poema. Conclusão Este artigo buscou adotar o Método Recepcional através do ensino de poesia para crianças, especificamente alunos do 7o ano do ensino fundamental II, gênero textual incluso muito subestimado por alguns professores. Com as ideias de dinâmicas, textos que podem ser adotados em sala de aula, método avaliativo e a descrição das unidades do método recepcional (1)- Determinação do horizonte de expectativas; 2)- Atendimento do horizonte de expectativas; 3)- Ruptura do horizonte de expectativas; 4)- Questionamento do horizonte de expectativas e; 5)- Ampliação do horizonte de expectativas), este artigo busca apoiar o professor em ideias para criar junto com os seus alunos, utilizando como material autores clássicos e obras que possibilitam uma reflexão crítica acima de sentimentos humanos e desenvolver o gosto pela leitura, onde este método por fim nos apoia a desenvolver em sala de aula. É claro que este trabalho não restringe a possibilidade de se trabalhar autores não clássicos e outros gêneros textuais, é importante frisar que desde os anos iniciais a criança deve ser orientada a desenvolver e identificar múltiplos gêneros textuais e tipos textuais, o que nos leva a pensar também na possibilidade de trabalharmos com textos do universo Ciber, considerando o cenário atual de constante crescimento da tecnologia. Por fim, indicamos que o professor tente utilizar os mais variados recursos que a escola oferta e criar aulas a partir das possibilidades acessíveis de cada instituição e considerar que os alunos possuem cargas culturais diversas e isso inclui a da leitura. O Método Recepcional gira em torno deste desenvolvimento da formação do leitor desde os anos iniciais para se multiplicar com os anos, uma vez que sabemos que os alunos precisam da leitura para acessar culturas estrangeiras e se questionar sobre sua própria cultura e até mesmo existência, o que para nós professores se torna essencial. REFERÊNCIAS BORDINI, Maria da Glória; AGUIAR, Vera Teixeira de. A formação do leitor: Alternativas metodológicas. Porto Alegre: Mercado aberto, 1988, p. 81- 102. ARAUJO, Lia; GONSALES, Marlova. Um guia para levar a poesia para a sala de aula. N. 15/ DEZ 2019 ISSN 2179-2801 CRUZ E SOUZA, João da. Cavador do infinito. In: ______. Últimos Sonetos. SILVERSTEIN, Shel. A parte que falta. 1976. GONSALES, Fernando. Níquel Nausea: botando os botes para fora. São Paulo: Devir, 2002. https://girafas.files.wordpress.com/2011/07/calvin-haroldo-vol-ii-pc3a1g23.jpg POTERIKO, Geane. Literatura Brasileira: Análise de poemas simbolistas de Cruz e Sousa. Jandaia do Sul. https://www.youtube.com/watch?v=MeDBP8OU6q4 https://www.youtube.com/watch?v=KFFnnGm5yjU https://www.youtube.com/watch?v=ghBjmQThf0k https://escolainterativa.diaadia.pr.gov.br/odas/poesia-trem-de-ferro https://www.youtube.com/watch?v=95hS2MUBhz0 http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf https://www.youtube.com/watch?v=HbIC6c3p3Qo https://www.youtube.com/watch?v=xfv4U0V2PCk