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CONTROLE DE QUALIDADE Introdução à Controle de Qualidade Controle de Qualidade ● Elaborar, atualizar e revisar métodos analíticos para o controle de qualidade de matérias-primas, materiais de embalagem, produtos em processo e produtos acabados. ● Aprovar ou reprovar matéria-prima, material de embalagem, semielaborado, a granel e produto acabado. ● Laboratorista ○ Análises/ensaios ■ Químicos ■ Físico-químicos ■ Microbiológicos ● Analista ● Metódico ● Preciso ● Mantem rastreabilidade, tudo precisa ser registrado ● Diferente de garantia de qualidade ○ Trabalha em todas as áreas, analisando todos os processo, SAC, lotes ○ Análise ■ Produção ■ Perda de insumos ■ Tempo ○ Garante que o controle está fazendo os ensaios corretos ○ Trabalha em sala informatizada. ● Manter registros completos dos ensaios e resultados de cada lote de material analisado - emitir laudo analítico sempre que necessário ● Executar todos os ensaios necessários ● Participar da investigação das reclamações e devoluções dos produtos acabados ● Assegurar a corte identificação dos reagentes e materiais ● Verificar a manutenção das instalações e dos equipamentos ● Certifica-se da execução da qualificação dos equipamentos do laboratório, quando necessária ● Garantir rastreabilidade de todos os processos realizados ● Promover treinamentos iniciais e contínuos do pessoal da área de Controle da Qualidade ● Calibração e aferição de equipamentos, métodos de ensaio e validação de métodos ● Determinação da amostragem a ser utilizada, o tratamento das amostras para análise ● Descarte de materiais, liberação de produtos para o mercado e amostras de retenção. Garantia vs. Controle de qualidade Garantia ● Mais abrangente ● Relacionado ao processo ● Treinamento ● Auditoria ● POP Controle ● Mais específico ● Relacionado ao produto Controle de Qualidade RDC 301, 26 de agosto de 2019 RDC 658, 30 de março de 2022 Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos ● Fabricantes de medicamentos (incluindo medicamentos experimentais) devem cumprir as diretrizes desta resolução ● Os medicamentos registrados somente devem ser fabricados por empresas devidamente licenciadas e autorizadas ● Produção de medicamentos dentro dos padrões de qualidade; ● Sejam realizadas as qualificações e validações necessárias; ● Sejam fornecidos todos os recursos necessários, incluindo: ○ pessoal qualificado e devidamente treinado; ○ instalações e espaço adequados e identificados; ○ equipamentos, sistemas computadorizados e serviços adequados; ○ materiais, recipientes e rótulos apropriados; ○ procedimentos e instruções aprovados e vigentes; ○ armazenamento e transporte adequados; ○ instalações, equipamentos e pessoal qualificado para controle em processo. ● Controle online de medicamentos. Procedimento Operacional Padrão - POP ● Procedimento adequado: ○ Manuseio de equipamentos; ○ Calibração de equipamentos; ○ Técnica de pesagem, preparação de produtos; ○ Ensaios - controle de qualidade; ○ Limpeza ● Instruções e os procedimentos devam ser escritos em linguagem clara; ● Funcionários devem ser treinados; ● Registros – rastreamento; ● Armazenamento adequado; ● Reclamações sobre produtos comercializados devam ser examinadas e registradas. Reclamações e recolhimento do produto ● Reclamação ○ Produtos com possíveis desvios da qualidade devem ser cuidadosamente investigados e registrados ○ SAC ■ Investigação ■ Devolução ■ Recolhimento ■ Registrados Recursos Humanos ● Treinamento ○ Assegurar: ■ Qualidade ■ Segurança ○ Todos os setores Mercado de Trabalho ● Setor indispensável ○ Farmácias ○ Indústria farmacêutica e cosmética (humano e veterinário) ○ Fabricação de insumos farmacêuticos e cosméticos ■ Diversos setores ● Terceirização dos serviços ● Cursos de pós-graduação ○ Lato sensu ○ Stricto sensu ● Controle de qualidade de materiais ○ Matérias-primas ○ Produtos ■ Semiacabados ■ Acabados ○ Embalagem ■ Material de embalagem e rotulagem Amostragem e Estrutura de Laboratório Amostragem ● Amostras representativas para análise e controle de um todo - conhecer alguma característica do produto. ○ Ensaios ■ físico-químicos ■ químicos ■ microbiológico. ○ Controle de processo. Tamanho da amostra ● Depende do número de análises e independe do tamanho do lote. ● Quanto maior o número de amostragem, maior é a sua representatividade. ○ Entre 10 a 5% de uma quantidade representativa de todo o lote ● Lotes - Uma quantidade estabelecida e identificável do produto - mesma variedade, mesma origem, mesma embalagem, etc. Coleta de matérias-primas ● Sanitizar as embalagens de matérias-primas com álcool 70%, antes da coleta. ● Retirar, com auxílio de uma espátula de aço inoxidável, porções da matéria-prima sólida, na parte superior, intermediária e inferior do recipiente contendo o lote desejado. ● Retirar as alíquotas da matéria-prima líquida com auxilio de pipeta de vidro. ○ Antes da coleta, agitar a embalagem para completa homogeneização. ● Colocar em embalagem de plástico ou vidro limpa e sanitizada. ● Deixar o material em quarentena até o término das análises. Laboratórios ● Laboratório de ensaios físico-químicos ● Laboratórios de ensaios microbiológicos ● Análises: ○ Matéria-prima ○ Produto semiacabado ○ Produto acabado ● As vidrarias mais utilizadas são: ○ Vidrarias para pesagem: béqueres, vidros de relógio e espátulas; ○ Vidrarias graduadas: pipetas, provetas, cálices e buretas; ○ Vidrarias específicas: capilares, colunas cromatográficas, picnômetros e cubetas. ● Equipamentos mais utilizados são: ○ Balanças; ○ Peagômetro; ○ Medidor de ponto de fusão; ○ Densímetro; ○ Condutivímetro; ○ Titulador; ○ Espectrofotômetro; ○ Cromatógrafo; ○ Estufa; ○ Dissolutor; ○ Desintegrador; ○ Durômetro; ○ Reômetro; ○ Termograma; ○ Microscopia; ○ DLS (espalhamento dinâmico de luz) Laboratório de controle microbiológico ● Para um produto ser considerado de qualidade, é preciso: ○ Qualidade das matérias-primas; ○ Qualidade do produto final; ■ Análise físico-química e microbiológica. ● Requisitos básicos de um laboratório de microbiologia são: ○ Elaborar e viabilizar normas para coleta, conservação e transporte de material; ○ Estabelecer e executar rotinas microbiológicas, dentro dos padrões técnico-científicos vigentes, que permitam o isolamento e identificação dos principais agentes infecciosos, por gênero e, se possível, por espécie; ○ Determinar a sensibilidade às substâncias antimicrobianas; ○ Efetuar o controle de qualidade de suas atividades e dos processos de esterilização; ○ Divulgar e implementar normas de biossegurança; ● Equipamentos mais utilizados são: ○ Estufa bacteriológica; ○ Autoclave; ○ Microscópio; ○ Centrifugador de baixa rotação; ○ Homogeneizador; ○ Banho-maria de pequena dimensão; ○ Destilador para água; ○ Balança; ○ Bico de Bunsen; ○ Geladeira; ○ Capela de fluxo laminar. ● Além desses equipamentos mínimos, o laboratório poderá ○ Congelador (-20°C ou -70°C); ○ Bomba de vácuo para filtração com membranas; ○ Potenciômetro; ○ Balança analítica. ● Produtos perigosos ○ Tóxico ○ Inflamável ○ Corrosivo ● Mapa de risco Padronização de solução Padrões analíticos ● Substâncias de referência ○ Comparação ○ Confiabilidade de resultados ● Padrões primários e secundários ○ Comerciáveis ○ Preparação em laboratório – isolamento de substâncias – cromatografia ○ Preparação de solução padrão - titulometria Solução padrão ● Preparação de solução padrão – doseamento de AAS em comprimidos por titulação ● Solução padrão de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 mol/L ● Calcular a massa para 250mL ● Dissolver NaOH em água destilada ● Calcular a massa de hidróxido de sódio – 250mL ℳ =n/V M = 40g/mol 0,1mol/L = m/40g/mol/0,25L m/40g = 0,025mol m = 1g de NaOH Padronizar a solução de NaOH utilizando um ácido ou um sal básico – biftalato de potássio (alto grau de pureza e estabilidade) C8H5KO4 + NaOH --> C8H4O4NaK + H2O ● Calcular a massa de biftalato de potássio (M = 204,36 g/mol) 0,1mol biftalato equivale a 0,1 mol NaOH (estequiometria) 1 mol biftalato equivale a 204,36 g ou 0,1 mol biftalato equivale a 20,436g Portanto: 20,436g biftalato----------------1L de NaOH (0,1mol/L de NaOH) X -------------------------- 0,0125L (12,5mL) X = 0,25545 g de biftalato de potássio ● Pesar o biftalato de potássio em balança e acondicionar em erlenmeyer ● Adicionar 25ml de água e fenolftaleína ● Titular com o NaOH ● Calcular a molaridade real de NaOH Controle de Qualidade de Sólidos Controle de qualidade de matérias primas ● Laboratório de controle ○ Recebimento das matérias-primas/insumos farmacêuticos das distribuidoras ● Matérias-primas ○ Fármacos ○ Insumos farmacêuticos ■ Excipientes ● Medicamentos ● Cosméticos ● Necessário garantir a qualidade da MP ○ Teor - pureza ○ Características químicas, físico-químicas, microbiológicas ● Sólidos ● Líquidos ● Semissólidos ● Alopáticos ○ Sintéticos Fitoterápicos ● Homeopáticos ● Compêndios ○ Farmacopéias – Brasileira, USP ■ Volume 1 – ensaios ■ Volume 2 - monografias ● ISO ● FDA ● COLIPA ● EMEA ● Artigos ● Livros ○ Merck Index, Handbook, Remington ● Guias da ANVISA MPs Sólidas ● Características organolépticas ○ Aspecto ■ Pó fino, grosso ○ Cor ○ Odor ■ Característico ○ Sabor* ● Granulometria ○ Tamanho de partícula ○ Tamisação ● Determinação da solubilidade ○ Tubos de ensaio ● Determinação do pH ○ Solubilizar ou dispersar a amostra em água destilada ■ 10% - béquer ■ pHmetro ■ Para óleos – determinação do índice de acidez por titulação ■ Fundamental ● Preparação ● Farmacocinética ● Farmacodinâmica ● Determinação da densidade ○ Proveta ○ 1g da amostra em proveta ○ Determinar o volume ■ Sem compactação ● Determinação de água ○ Umidade ○ De acordo com a especificação ■ 1-5% ■ 10-15% - fitoterápicos ○ Estufa ○ Balança IR ● Cinzas solúveis e insolúveis ○ Muflas ■ Especificações ■ 1– 5% ● Reações de identificação ○ Fitoterápicos ■ Flavonoides ■ Alcaloides ● Reações colorimétricas ● Fluorescência ● Pureza ○ Titulação ○ Cromatografia + Métodos espectrométricos ● Determinação de metais pesados ○ Espectrofotômetro de absorção atômica ○ Cromo, bromo, Titânio, Cobre, Magnésio, Niquel ○ Contaminação ○ Conforme a especificação Controle de Qualidade de Líquidos e Semissólidos MPs Líquidas ● Características organolépticas ○ Aspecto ■ Líquido, líquido viscoso ○ Cor ○ Odor ■ Característico ○ Sabor* ● Determinação da solubilidade ○ Tubos de ensaio ● Determinação do pH ○ Solubilizar a amostra em água destilada ■ 10% - béquer ■ Diretamente na amostra ■ pHmetro ■ Em óleos – índice de acidez por titulação ● Determinação da densidade ○ Picnômetro ○ Pesar picnômetro vazio ○ Pesar picnômetro com água destilada ○ Pesar picnômetro com amostra ○ * não secar picnômetro em estufa Densidade = (massa pic amostra - massa pic vazio)/(massa pic H20 – massa pic vazio) ○ Densímetro ● Determinação da viscosidade ○ Viscosímetro (reômetro, texturômetro) ○ Relacionado com a fluidez da amostras ● Viscosidade ○ Quanto maior a resistência mecânica da amostra em relação ao sensor, maior sua viscosidade. ● Determinação de água ○ • Umidade ■ • Pureza ■ • Karl Fisher ● Índice de refração ○ Turbidez ○ Refratômetro ● Condutibilidade ○ Condutivímetro ● Teor ○ Titulação ○ Cromatografia acoplada a técnicas espectrométricas Exemplo: ● Determinação de hipoclorito de sódio (NaClO) em solução ○ Amostra + iodeto de potássio + ácido acético (CH3COOH) ○ Titulante – tiossulfato de sódio 0,1N (Na2S2O3) ○ Indicador - amido 0,5% MPs Semissólidas Ensaios semelhantes aos líquidos ● Organolépticos ● pH ○ Dispersão ou diretamente no eletrodo (eletrodo para semissólidos) ● Densidade ○ Picnômetro para semissólidos (inox) ● Viscosidade ○ Viscosímetro ● Teor ○ HPLC + UV Estudo de Estabilidade Controle de Qualidade ● Produto semiacabado ○ Produção em andamento – antes do envase ○ Garantir que o produto seja envasado com as características adequadas e conformes às especificações ○ Evita desperdício ● Produto acabado – retenção de lote - rastreabilidade do produto durante a venda ○ Verificação das características do produto, da embalagem e complementos (bula) ● Todos os lotes são verificados ○ Ensaios de controle de qualidade ● Três primeiras (alíquotas) lotes ● retidos na empresa ○ Acompanhamento da qualidade durante pós venda ○ Garantir a rastreabilidade ● Amostragem ● Todo ensaio deve ser registrado – garantir a rastreabilidade Produtos acabados e semiacabados ● Sólidos ○ Grânulos, cápsulas, comprimidos ● Líquidos ○ Soluções e suspensões ● Semissólidos ○ Géis, emulsões, pastas, pomadas ● Medicamentos, cosméticos e alimentos ● Boas práticas (RDC 658) ● RDC 318 de 2019 ○ Estudo de estabilidade (durante o desenvolvimento do produto - validade, tipo de embalagem, tipo de armazenamento) (pós-venda rastreabilidade) ● Ensaios descritos nos compêndios oficiais e literatura (farmacopeias, USP, merck index, embrapa, feagri) ● Guia de estabilidade da ANVISA (2004) ○ FDA, EMEA, ISO, COLIPA ● Estabilidade ○ Medicamentos – 180 dias ■ Ensaio de longa duração =. 24 a 36 meses ○ Cosméticos – 90 dias ○ Projeções sobre prazo de validade, verificação da integridade e condições de armazenamento Estudo de Estabilidade ● Estabilidade preliminar (pós desenvolvimento ou fabricação do produto) ● Estabilidade acelerada ● Estabilidade preliminar ○ Ensaios – 15 dias consecutivos ● Estabilidade acelerada (AC) ○ Ensaios (mesmos) – 90 (cosméticos) ou 180 (medicamentos) dias ■ Dias 1, 7, 15, 30, 60, 90 e 180 (24 meses e 36 meses – Longa duração duração – período de validade do produto) ■ Observação: acompanhamento do produto Determinação da validação = após estudo de estabilidade acelerada (90 dias e 180 dias) Porém, mantenho o estudo de estabilidade de Longa Duração (12, 24 e/ou de 36 meses) Para confirmação do prazo de validade. ● Formulação deve ser acondicionada em frasco de vidro transparente e com tampa ● 5 condições de estresse ○ Ambiente (em torno de 27ºC) e protegido da luz ○ Luz (em torno de 27ºC) exposto à luz (Câmara de UV ou luz indireta) ○ Geladeira (5ºC) ○ Estufa (40ºC) ○ Freezer (-5ºC) ○ Ciclo gelo-degelo (24 horas em estufa e 24 em freezer) = 15 dias – estabilidade preliminar ● 5 potinhos = 15 dias consecutivas (estabilidade preliminar) ○ 6 meses (estabilidade acelerada) – prazo de validade e liberação para fabricação ○ Longa duração (confirmar a validade – determino a manutenção da integridade do produto) ● Importante – emulsões ○ Centrifugação ○ 5g da amostra – tubo Falcon ○ 3000 rpm em 15 minutos ○ Ensaio em triplicata ■ Verificação de separação de fases Estudo de Estabilidade de Cosméticos ● Características organolépticas ○ Aspecto ○ Cor ○ Odor ■ Característico ● Determinação do pH ○ Diretamente na amostra – eletrodo ○ para semissólidos ■ Dispersão 10% ○ pHmetro ● Determinação da densidade ○ Picnômetro ○ Pesar picnômetro vazio ○ Pesar picnômetro com água destilada ○ Pesar picnômetro com amostra Densidade = (m pic amostra - m pic vazio)/(massa pic H20 – massa pic vazio) ● Determinação da viscosidade ○ Viscosímetro (reômetro, texturômetro) ○ Sensor e parâmetros – de acordo com a amostra ● Teor ○ Titulação ○ Espectro ○ Cromatografia + espectro Produtos acabados e semiacabados ● Relatório de não-conformidade○ Caso algum produto não apresente características conforme ao especificado pelos compêndios oficiais e demais literaturas e, portanto, seja reprovado ou aprovado com restrições, deve ser emitido o Relatório de não conformidade (RNC) ○ É preciso identificar a ação de não-conformidade para evitar reincidência ○ MPs, processo CQ de Medicamentos Sólidos Produto acabado e semiacabado ● Estabilidade ○ Verificar se a formulação está correta ○ Determinar as condições de armazenamento ■ Qual embalagem ■ Onde armazenar ○ Determinar prazo de validade ● Líquidos e semissólidos ○ Características Organolépticas ○ pH ○ Densidade (picnômetro) ○ Viscosidade ○ Doseamento do ativo ○ Pirogênio ○ Esterelidade ● Sólidos ○ Grânulos ○ Cápsulas ○ Comprimidos Grânulos ● Exemplos ○ Acetilcisteína ○ Vitamina C ● Características organolépticas ● pH ● Tamanho de grânulos ○ Avaliação da granulometria ■ Tamisação ● Umidade ○ Estufa de secagem ● Teor de ativo ○ Cromatografias + espectroscopia Cápsulas ● Vazias ● Preenchidas ○ semiacabado ou acabado ● Ensaios físico-químicos ○ Características visuais de integridade e organolépticas ○ Peso médio ○ Desintegração ○ Perfil de dissolução ○ Teor Comprimidos Identificação da integridade Erros de produção ● Camping ou descabeçamento ○ Força de compressão muito alta - muita pressão ○ Presença de ar durante à compressão ○ Formato da punção ○ Pouco aglutinante ● Laminação ○ Desgaste das punções ○ Pós muito fibrosos ■ Matéria-prima vegetal ● Picking/stickin - lascar - adesão ○ Muito úmido ○ Pouco desintegrante e muito agregante ○ Mistura de pós - baixo índice de fluxo - falta de lubrificante ○ Depósito da mistura de pó na punção (gruda na punção) ○ Picking ■ Adesão localizada ○ Sticking ■ Adesão generalizada Ensaios físico-químicos ● Peso médio ○ Determinar o peso de um lote de comprimidos ■ Balança analítica ■ Amostragem ● 20 comprimidos ● Dureza ○ Verificar a dureza do comprimido - força de rompimento do comprimido ○ Durômetro ■ Amostragem ● 10 comprimidos ■ Posicionar o comprimido no equipamento ■ Acionar o equipamento ■ Identificação da força até o rompimento ■ Fazer a média ■ Valor aceitável - acima de 4 N ● Friabilidade ○ Verificar a fragilidade do comprimido por movimento giratório ○ Friabilômetro ■ Pesar 20 - 10 comprimidos e posicionar no equipamento ■ Acionar o equipamento ■ Depois de 4 minutos (25 rotações/minuto = 100 rotações) verificar o peso dos 10 comprimidos ■ Verificar a perda de massa ● Deve ser inferior a 1,5% - 4N 20N ■ 1 comprimido = 100mg ■ 10 comprimidos = 1 g (antes) ■ 10 comprimidos = 0,96 g (depois) ■ 1 g —----- 100% ■ 0,96g —---x ■ x=96% - 100% = 4% → reprovado ● Desintegração ○ Determinar o tempo de desintegração ○ Desintegrador de comprimidos ■ Posicionar os comprimidos na cesta e mergulhar na solução de 37ºC ■ Acionar o equipamento. Movimento repetitivo ascendente e descendente, até desintegração total do comprimido ■ Não revestido ● Até 30 minutos ■ Drágea ● Até 60 minutos ■ Revestimento entérico ● Sol de ácido clorídrico ),1M - não desintegrar em até 60 minutos. Desintegrar em solução entérica em até 60 minutos ● Dissolução - desenvolvimento ○ Determinar a concentração de fármaco dissolvido no meio de dissolução - perfil de dissolução ○ Dissolutor ■ Cubas imersas em água a 37ºC ■ Interior das cubas solução - ácido clorídrico 0,1M - 37ºC ■ Cestas dentro das cubas com o comprimido - sem movimento ■ Pás - movimento giratório - evita saturação ■ Coleta do material (1, 5, 25, 30, 1h, 2h) ○ Quantificação ■ espectrofotômetro ● Teor ○ Verificar a concentração de ativo real presente no comprimido ○ Titulação ○ Cromatografia acoplada a espectrofotômetro (massa, UV (anel aromático – 200-400nm)/vis (400-600nm), IR (3200-200nm) ○ Preparação de amostra = triturei + solubilizar (etanol, metanol, acetona) + filtro = leitura (257nm) Doseamento e curva de calibração Doseamento Doseamento ● Determinação da concentração real de fármaco ou substância ativa ○ Matéria-prima ○ Produto semiacabado ○ Produto acabado Método ● Titulometria ○ Ácido-base ■ Potenciometria ○ Precipitação ○ Oxi-redução ○ Complexação Espectroscopia ● Infravermelho (IV - IR) ● Ultravioleta ○ Anéis aromáticos ○ Visível ● Massas ○ Peso Molecular Curva de calibração ou curva analítica ● Parâmetro para determinação do teor de uma amostra ● Padrão analítico - comercial ○ Concentração conhecida ○ Alta pureza ○ Componente isolado Curva analítica Delineamento da curva de calibração ● Diferentes concentrações ○ 5 pontos ou mais ● O padrão analítico é diluído gerando várias amostras de concentração diferente ● O solvente escolhido deve solubilizar por completo a amostra ○ Auxílio de banho de ultrassom ● As diluições devem ser realizadas em balões volumétricos ● A concentração da amostra deve atingir o ponto médio da curva Lei de Lambert-Bier - UV ● Concentração máxima detectada até 1,0 ● a = coeficiente angular ● b = coeficiente linear (negativo ou positivo) ● y = dado do eixo y encontrado (área do pico ou absorbância) - ordenada ● x = dado do eixo x a ser encontrado (concentração) – abscissa ● R2 = Coeficiente de determinação - ajuste da curva Determinação da concentração da amostra ● Preparar a amostra a partir do comprimido ● Identificar no UV ● Calcular a concentração a partir do valor de absorbância encontrado, utilizando a equação da reta Cromatografia Doseamento Métodos cromatográficos ● Cromatografia é um método de separação de compostos ● Objetivos: ○ Identificação de compostos ○ Isolar compostos ■ Obtenção de padrões analíticos Tipos de cromatografia ● Cromatografia de Camada Delgada – CCD ○ Apenas identificação de compostos ○ Fase estacionária: folha de sílica (fase polar) ○ Fase móvel: solvente orgânico (fase apolar) ● Cromatografia de coluna ○ Coluna preenchida de sílica empacotada – fase estacionária (polar) ○ Fase móvel – solventes orgânicos (apolar) ○ Objetivo: isolar compostos ● Cromatografia líquida de alta eficiência – CLAE ou HPLC ○ Fase estacionária: coluna de sílica empacotada (polar) ○ Fase móvel: solventes orgânicos (apolar) ● CLAE ou HPLC ○ Objetivo ■ Identificação de compostos ■ Métodos espectrométricos ● UV – HPLC/UV ● Massas – LC/MS ■ Isolar compostos – coletar o composto separado ● Cromatografia gasosa – CG ○ Fase estacionária: coluna capilar (de metal espiralada) ou empacotada ■ Contem polisiloxano ■ Acoplada a um forno ■ Temperatura suficiente para promover a volatilização dos compostos ○ Fase móvel: gás de arraste (He, H2, N2) ○ Objetivo: separar ou isolar compostos ○ Compostos voláteis ■ Fármacos voláteis, compostos aromáticos (pesticidas, contaminantes orgânicos), óleos vegetais ○ Termoestáveis ○ Detectores ■ Vários tipos - Massas ● Cromatografia em fluido supercrítico (SFC) ○ Separação e isolamento de compostos ○ Voláteis e instáveis a temperatura alta ○ Isola compostos com alto grau de pureza ○ Técnica com maior eficiência ○ Semelhante à cromatografia gasosa ○ Fase móvel – CO2 líquido (temperatura crítica – 31,1ºC) ○ Extração de compostos aromáticos (ex: fármacos obtidos de material vegetal) ○ Detecção - massas ○ Fluido supercrítico ■ Estado supercrítico – não há distinção entre os estados físicos líquido e gasoso