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CONTROLE DE QUALIDADE 
Introdução à Controle de Qualidade 
 
Controle de Qualidade 
● Elaborar, atualizar e revisar métodos 
analíticos para o controle de qualidade 
de matérias-primas, materiais de 
embalagem, produtos em processo e 
produtos acabados. 
● Aprovar ou reprovar matéria-prima, 
material de embalagem, semielaborado, 
a granel e produto acabado. 
● Laboratorista 
○ Análises/ensaios 
■ Químicos 
■ Físico-químicos 
■ Microbiológicos 
● Analista 
● Metódico 
● Preciso 
● Mantem rastreabilidade, tudo precisa 
ser registrado 
● Diferente de garantia de qualidade 
○ Trabalha em todas as áreas, 
analisando todos os processo, 
SAC, lotes 
○ Análise 
■ Produção 
■ Perda de insumos 
■ Tempo 
○ Garante que o controle está 
fazendo os ensaios corretos 
○ Trabalha em sala informatizada. 
● Manter registros completos dos ensaios 
e resultados de cada lote de material 
analisado - emitir laudo analítico sempre 
que necessário 
● Executar todos os ensaios necessários 
● Participar da investigação das 
reclamações e devoluções dos produtos 
acabados 
● Assegurar a corte identificação dos 
reagentes e materiais 
● Verificar a manutenção das instalações 
e dos equipamentos 
● Certifica-se da execução da qualificação 
dos equipamentos do laboratório, 
quando necessária 
● Garantir rastreabilidade de todos os 
processos realizados 
● Promover treinamentos iniciais e 
contínuos do pessoal da área de 
Controle da Qualidade 
● Calibração e aferição de equipamentos, 
métodos de ensaio e validação de 
métodos 
● Determinação da amostragem a ser 
utilizada, o tratamento das amostras 
para análise 
● Descarte de materiais, liberação de 
produtos para o mercado e amostras de 
retenção. 
 
 
 
 
Garantia vs. Controle de qualidade 
Garantia 
● Mais abrangente 
● Relacionado ao processo 
● Treinamento 
● Auditoria 
● POP 
Controle 
● Mais específico 
● Relacionado ao produto 
Controle de Qualidade 
RDC 301, 26 de agosto de 2019 
RDC 658, 30 de março de 2022 
Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos 
● Fabricantes de medicamentos (incluindo 
medicamentos experimentais) devem 
cumprir as diretrizes desta resolução 
● Os medicamentos registrados somente 
devem ser fabricados por empresas 
devidamente licenciadas e autorizadas 
● Produção de medicamentos dentro dos 
padrões de qualidade; 
● Sejam realizadas as qualificações e 
validações necessárias; 
● Sejam fornecidos todos os recursos 
necessários, incluindo: 
○ pessoal qualificado e 
devidamente treinado; 
○ instalações e espaço adequados 
e identificados; 
○ equipamentos, sistemas 
computadorizados e serviços 
adequados; 
○ materiais, recipientes e rótulos 
apropriados; 
○ procedimentos e instruções 
aprovados e vigentes; 
○ armazenamento e transporte 
adequados; 
○ instalações, equipamentos e 
pessoal qualificado para controle 
em processo. 
● Controle online de medicamentos. 
Procedimento Operacional Padrão - POP 
● Procedimento adequado: 
○ Manuseio de equipamentos; 
○ Calibração de equipamentos; 
○ Técnica de pesagem, preparação 
de produtos; 
○ Ensaios - controle de qualidade; 
○ Limpeza 
● Instruções e os procedimentos devam 
ser escritos em linguagem clara; 
● Funcionários devem ser treinados; 
● Registros – rastreamento; 
● Armazenamento adequado; 
● Reclamações sobre produtos 
comercializados devam ser examinadas 
e registradas. 
Reclamações e recolhimento do produto 
● Reclamação 
○ Produtos com possíveis desvios 
da qualidade devem ser 
cuidadosamente investigados e 
registrados 
○ SAC 
■ Investigação 
■ Devolução 
■ Recolhimento 
■ Registrados 
Recursos Humanos 
● Treinamento 
○ Assegurar: 
■ Qualidade 
■ Segurança 
○ Todos os setores 
Mercado de Trabalho 
● Setor indispensável 
○ Farmácias 
○ Indústria farmacêutica e 
cosmética (humano e veterinário) 
○ Fabricação de insumos 
farmacêuticos e cosméticos 
■ Diversos setores 
● Terceirização dos serviços 
● Cursos de pós-graduação 
○ Lato sensu 
○ Stricto sensu 
● Controle de qualidade de materiais 
○ Matérias-primas 
○ Produtos 
■ Semiacabados 
■ Acabados 
○ Embalagem 
■ Material de embalagem e 
rotulagem 
Amostragem e Estrutura de 
Laboratório 
 
 
Amostragem 
● Amostras representativas para análise e 
controle de um todo - conhecer alguma 
característica do produto. 
○ Ensaios 
■ físico-químicos 
■ químicos 
■ microbiológico. 
○ Controle de processo. 
 
Tamanho da amostra 
● Depende do número de análises e 
independe do tamanho do lote. 
● Quanto maior o número de amostragem, 
maior é a sua representatividade. 
○ Entre 10 a 5% de uma quantidade 
representativa de todo o lote 
● Lotes - Uma quantidade estabelecida e 
identificável do produto - mesma 
variedade, mesma origem, mesma 
embalagem, etc. 
 
Coleta de matérias-primas 
● Sanitizar as embalagens de 
matérias-primas com álcool 70%, antes 
da coleta. 
● Retirar, com auxílio de uma espátula de 
aço inoxidável, porções da 
matéria-prima sólida, na parte superior, 
intermediária e inferior do recipiente 
contendo o lote desejado. 
● Retirar as alíquotas da matéria-prima 
líquida com auxilio de pipeta de vidro. 
○ Antes da coleta, agitar a 
embalagem para completa 
homogeneização. 
● Colocar em embalagem de plástico ou 
vidro limpa e sanitizada. 
● Deixar o material em quarentena até o 
término das análises. 
Laboratórios 
● Laboratório de ensaios físico-químicos 
● Laboratórios de ensaios microbiológicos 
● Análises: 
○ Matéria-prima 
○ Produto semiacabado 
○ Produto acabado 
● As vidrarias mais utilizadas são: 
○ Vidrarias para pesagem: 
béqueres, vidros de relógio e 
espátulas; 
○ Vidrarias graduadas: pipetas, 
provetas, cálices e buretas; 
○ Vidrarias específicas: capilares, 
colunas cromatográficas, 
picnômetros e cubetas. 
● Equipamentos mais utilizados são: 
○ Balanças; 
○ Peagômetro; 
○ Medidor de ponto de fusão; 
○ Densímetro; 
○ Condutivímetro; 
○ Titulador; 
○ Espectrofotômetro; 
○ Cromatógrafo; 
○ Estufa; 
○ Dissolutor; 
○ Desintegrador; 
○ Durômetro; 
○ Reômetro; 
○ Termograma; 
○ Microscopia; 
○ DLS (espalhamento dinâmico de 
luz) 
Laboratório de controle microbiológico 
● Para um produto ser considerado de 
qualidade, é preciso: 
○ Qualidade das matérias-primas; 
○ Qualidade do produto final; 
■ Análise físico-química e 
microbiológica. 
● Requisitos básicos de um laboratório de 
microbiologia são: 
○ Elaborar e viabilizar normas para 
coleta, conservação e transporte 
de material; 
○ Estabelecer e executar rotinas 
microbiológicas, dentro dos 
padrões técnico-científicos 
vigentes, que permitam o 
isolamento e identificação dos 
principais agentes infecciosos, 
por gênero e, se possível, por 
espécie; 
○ Determinar a sensibilidade às 
substâncias antimicrobianas; 
○ Efetuar o controle de qualidade 
de suas atividades e dos 
processos de esterilização; 
○ Divulgar e implementar normas 
de biossegurança; 
● Equipamentos mais utilizados são: 
○ Estufa bacteriológica; 
○ Autoclave; 
○ Microscópio; 
○ Centrifugador de baixa rotação; 
○ Homogeneizador; 
○ Banho-maria de pequena 
dimensão; 
○ Destilador para água; 
○ Balança; 
○ Bico de Bunsen; 
○ Geladeira; 
○ Capela de fluxo laminar. 
● Além desses equipamentos mínimos, o 
laboratório poderá 
○ Congelador (-20°C ou -70°C); 
○ Bomba de vácuo para filtração 
com membranas; 
○ Potenciômetro; 
○ Balança analítica. 
● Produtos perigosos 
○ Tóxico 
○ Inflamável 
○ Corrosivo 
● Mapa de risco 
 
 
 
 
Padronização de solução 
 
 
Padrões analíticos 
● Substâncias de referência 
○ Comparação 
○ Confiabilidade de resultados 
● Padrões primários e secundários 
○ Comerciáveis 
○ Preparação em laboratório – 
isolamento de substâncias – 
cromatografia 
○ Preparação de solução padrão - 
titulometria 
Solução padrão 
● Preparação de solução padrão – 
doseamento de AAS em comprimidos 
por titulação 
● Solução padrão de hidróxido de sódio 
(NaOH) 0,1 mol/L 
● Calcular a massa para 250mL 
● Dissolver NaOH em água destilada 
● Calcular a massa de hidróxido de sódio – 
250mL 
ℳ =n/V 
M = 40g/mol 
0,1mol/L = m/40g/mol/0,25L 
m/40g = 0,025mol 
m = 1g de NaOH 
Padronizar a solução de NaOH utilizando um 
ácido ou um sal básico – biftalato de potássio 
(alto grau de pureza e estabilidade) 
C8H5KO4 + NaOH --> C8H4O4NaK + H2O 
● Calcular a massa de biftalato de 
potássio (M = 204,36 g/mol) 
0,1mol biftalato equivale a 0,1 mol NaOH 
(estequiometria) 
1 mol biftalato equivale a 204,36 g ou 0,1 mol 
biftalato equivale a 20,436g 
Portanto: 
20,436g biftalato----------------1L de NaOH 
(0,1mol/L de NaOH) 
X -------------------------- 0,0125L (12,5mL) 
X = 0,25545 g de biftalato de potássio 
● Pesar o biftalato de potássio em balança 
e acondicionar em erlenmeyer 
● Adicionar 25ml de água e fenolftaleína 
● Titular com o NaOH 
● Calcular a molaridade real de NaOH 
 
 
 
 
 
Controle de Qualidade de Sólidos 
 
 
Controle de qualidade de matérias 
primas 
● Laboratório de controle 
○ Recebimento das 
matérias-primas/insumos 
farmacêuticos das distribuidoras 
● Matérias-primas 
○ Fármacos 
○ Insumos farmacêuticos 
■ Excipientes 
● Medicamentos 
● Cosméticos 
● Necessário garantir a qualidade da MP 
○ Teor - pureza 
○ Características químicas, 
físico-químicas, microbiológicas 
● Sólidos 
● Líquidos 
● Semissólidos 
● Alopáticos 
○ Sintéticos 
Fitoterápicos 
● Homeopáticos 
● Compêndios 
○ Farmacopéias – Brasileira, USP 
■ Volume 1 – ensaios 
■ Volume 2 - monografias 
● ISO 
● FDA 
● COLIPA 
● EMEA 
● Artigos 
● Livros 
○ Merck Index, Handbook, 
Remington 
● Guias da ANVISA 
MPs Sólidas 
● Características organolépticas 
○ Aspecto 
■ Pó fino, grosso 
○ Cor 
○ Odor 
■ Característico 
○ Sabor* 
● Granulometria 
○ Tamanho de partícula 
○ Tamisação 
● Determinação da solubilidade 
○ Tubos de ensaio 
 
● Determinação do pH 
○ Solubilizar ou dispersar a 
amostra em água destilada 
■ 10% - béquer 
■ pHmetro 
■ Para óleos – determinação 
do índice de acidez por 
titulação 
■ Fundamental 
● Preparação 
● Farmacocinética 
● Farmacodinâmica 
● Determinação da densidade 
○ Proveta 
○ 1g da amostra em proveta 
○ Determinar o volume 
■ Sem compactação 
 
● Determinação de água 
○ Umidade 
○ De acordo com a especificação 
■ 1-5% 
■ 10-15% - fitoterápicos 
○ Estufa 
○ Balança IR 
● Cinzas solúveis e insolúveis 
○ Muflas 
■ Especificações 
■ 1– 5% 
● Reações de identificação 
○ Fitoterápicos 
■ Flavonoides 
■ Alcaloides 
● Reações 
colorimétricas 
● Fluorescência 
● Pureza 
○ Titulação 
○ Cromatografia + Métodos 
espectrométricos 
 
● Determinação de metais pesados 
○ Espectrofotômetro de absorção 
atômica 
○ Cromo, bromo, Titânio, Cobre, 
Magnésio, Niquel 
○ Contaminação 
○ Conforme a especificação 
 
 
 
 
 
 
 
 
Controle de Qualidade de Líquidos e 
Semissólidos 
 
 
MPs Líquidas 
● Características organolépticas 
○ Aspecto 
■ Líquido, líquido viscoso 
○ Cor 
○ Odor 
■ Característico 
○ Sabor* 
● Determinação da solubilidade 
○ Tubos de ensaio 
 
● Determinação do pH 
○ Solubilizar a amostra em água 
destilada 
■ 10% - béquer 
■ Diretamente na amostra 
■ pHmetro 
■ Em óleos – índice de acidez 
por titulação 
● Determinação da densidade 
○ Picnômetro 
○ Pesar picnômetro vazio 
○ Pesar picnômetro com água 
destilada 
○ Pesar picnômetro com amostra 
○ * não secar picnômetro em estufa 
Densidade = (massa pic amostra - massa pic 
vazio)/(massa pic H20 – massa pic vazio) 
○ Densímetro 
● Determinação da viscosidade 
○ Viscosímetro (reômetro, 
texturômetro) 
○ Relacionado com a fluidez da 
amostras 
● Viscosidade 
○ Quanto maior a resistência 
mecânica da amostra em relação 
ao sensor, maior sua viscosidade. 
● Determinação de água 
○ • Umidade 
■ • Pureza 
■ • Karl Fisher 
● Índice de refração 
○ Turbidez 
○ Refratômetro 
● Condutibilidade 
○ Condutivímetro 
 
● Teor 
○ Titulação 
○ Cromatografia acoplada a 
técnicas espectrométricas 
Exemplo: 
● Determinação de hipoclorito de sódio 
(NaClO) em solução 
○ Amostra + iodeto de potássio + 
ácido acético (CH3COOH) 
○ Titulante – tiossulfato de sódio 
0,1N (Na2S2O3) 
○ Indicador - amido 0,5% 
MPs Semissólidas 
Ensaios semelhantes aos líquidos 
● Organolépticos 
● pH 
○ Dispersão ou diretamente no 
eletrodo (eletrodo para 
semissólidos) 
● Densidade 
○ Picnômetro para semissólidos 
(inox) 
● Viscosidade 
○ Viscosímetro 
● Teor 
○ HPLC + UV 
Estudo de Estabilidade 
 
 
Controle de Qualidade 
● Produto semiacabado 
○ Produção em andamento – antes 
do envase 
○ Garantir que o produto seja 
envasado com as características 
adequadas e conformes às 
especificações 
○ Evita desperdício 
● Produto acabado – retenção de lote - 
rastreabilidade do produto durante a 
venda 
○ Verificação das características do 
produto, da embalagem e 
complementos (bula) 
● Todos os lotes são verificados 
○ Ensaios de controle de qualidade 
● Três primeiras (alíquotas) lotes 
● retidos na empresa 
○ Acompanhamento da qualidade 
durante pós venda 
○ Garantir a rastreabilidade 
● Amostragem 
● Todo ensaio deve ser registrado – 
garantir a rastreabilidade 
Produtos acabados e semiacabados 
● Sólidos 
○ Grânulos, cápsulas, comprimidos 
● Líquidos 
○ Soluções e suspensões 
● Semissólidos 
○ Géis, emulsões, pastas, pomadas 
● Medicamentos, cosméticos e alimentos 
● Boas práticas (RDC 658) 
● RDC 318 de 2019 
○ Estudo de estabilidade (durante o 
desenvolvimento do produto - 
validade, tipo de embalagem, tipo 
de armazenamento) (pós-venda 
rastreabilidade) 
● Ensaios descritos nos compêndios 
oficiais e literatura (farmacopeias, USP, 
merck index, embrapa, feagri) 
● Guia de estabilidade da ANVISA (2004) 
○ FDA, EMEA, ISO, COLIPA 
● Estabilidade 
○ Medicamentos – 180 dias 
■ Ensaio de longa duração =. 
24 a 36 meses 
○ Cosméticos – 90 dias 
○ Projeções sobre prazo de 
validade, verificação da 
integridade e condições de 
armazenamento 
Estudo de Estabilidade 
● Estabilidade preliminar (pós 
desenvolvimento ou fabricação do 
produto) 
● Estabilidade acelerada 
● Estabilidade preliminar 
○ Ensaios – 15 dias consecutivos 
● Estabilidade acelerada (AC) 
○ Ensaios (mesmos) – 90 
(cosméticos) ou 180 
(medicamentos) dias 
■ Dias 1, 7, 15, 30, 60, 90 e 180 
(24 meses e 36 meses – 
Longa duração duração – 
período de validade do 
produto) 
■ Observação: 
acompanhamento do 
produto 
 
Determinação da validação = após 
estudo de estabilidade acelerada (90 dias e 180 
dias) 
Porém, mantenho o estudo de 
estabilidade de Longa Duração (12, 24 e/ou de 
36 meses) 
Para confirmação do prazo de validade. 
● Formulação deve ser acondicionada em 
frasco de vidro transparente e com 
tampa 
● 5 condições de estresse 
○ Ambiente (em torno de 27ºC) e 
protegido da luz 
○ Luz (em torno de 27ºC) exposto 
à luz (Câmara de UV ou luz 
indireta) 
○ Geladeira (5ºC) 
○ Estufa (40ºC) 
○ Freezer (-5ºC) 
○ Ciclo gelo-degelo (24 horas em 
estufa e 24 em freezer) = 15 
dias – estabilidade preliminar 
 
● 5 potinhos = 15 dias consecutivas 
(estabilidade preliminar) 
○ 6 meses (estabilidade acelerada) – 
prazo de validade e liberação 
para fabricação 
○ Longa duração (confirmar a 
validade – determino a 
manutenção da integridade do 
produto) 
● Importante – emulsões 
○ Centrifugação 
○ 5g da amostra – tubo Falcon 
○ 3000 rpm em 15 minutos 
○ Ensaio em triplicata 
■ Verificação de separação 
de fases 
Estudo de Estabilidade de Cosméticos 
● Características organolépticas 
○ Aspecto 
○ Cor 
○ Odor 
■ Característico 
● Determinação do pH 
○ Diretamente na amostra – 
eletrodo 
○ para semissólidos 
■ Dispersão 10% 
○ pHmetro 
● Determinação da densidade 
○ Picnômetro 
○ Pesar picnômetro vazio 
○ Pesar picnômetro com água 
destilada 
○ Pesar picnômetro com amostra 
Densidade = (m pic amostra - m pic 
vazio)/(massa pic H20 – massa pic vazio) 
● Determinação da viscosidade 
○ Viscosímetro (reômetro, 
texturômetro) 
○ Sensor e parâmetros – de acordo 
com a amostra 
● Teor 
○ Titulação 
○ Espectro 
○ Cromatografia + espectro 
Produtos acabados e semiacabados 
● Relatório de não-conformidade○ Caso algum produto não 
apresente características 
conforme ao especificado pelos 
compêndios oficiais e demais 
literaturas e, portanto, seja 
reprovado ou aprovado com 
restrições, deve ser emitido o 
Relatório de não conformidade 
(RNC) 
○ É preciso identificar a ação de 
não-conformidade para evitar 
reincidência 
○ MPs, processo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CQ de Medicamentos Sólidos 
 
 
Produto acabado e semiacabado 
● Estabilidade 
○ Verificar se a formulação está 
correta 
○ Determinar as condições de 
armazenamento 
■ Qual embalagem 
■ Onde armazenar 
○ Determinar prazo de validade 
● Líquidos e semissólidos 
○ Características Organolépticas 
○ pH 
○ Densidade (picnômetro) 
○ Viscosidade 
○ Doseamento do ativo 
○ Pirogênio 
○ Esterelidade 
● Sólidos 
○ Grânulos 
○ Cápsulas 
○ Comprimidos 
Grânulos 
● Exemplos 
○ Acetilcisteína 
○ Vitamina C 
● Características organolépticas 
● pH 
● Tamanho de grânulos 
○ Avaliação da granulometria 
■ Tamisação 
● Umidade 
○ Estufa de secagem 
● Teor de ativo 
○ Cromatografias + espectroscopia 
Cápsulas 
● Vazias 
● Preenchidas 
○ semiacabado ou acabado 
● Ensaios físico-químicos 
○ Características visuais de 
integridade e organolépticas 
○ Peso médio 
○ Desintegração 
○ Perfil de dissolução 
○ Teor 
Comprimidos 
Identificação da integridade 
Erros de produção 
● Camping ou descabeçamento 
○ Força de compressão muito alta - 
muita pressão 
○ Presença de ar durante à 
compressão 
○ Formato da punção 
○ Pouco aglutinante 
● Laminação 
○ Desgaste das punções 
○ Pós muito fibrosos 
■ Matéria-prima vegetal 
● Picking/stickin - lascar - adesão 
○ Muito úmido 
○ Pouco desintegrante e muito 
agregante 
○ Mistura de pós - baixo índice de 
fluxo - falta de lubrificante 
○ Depósito da mistura de pó na 
punção (gruda na punção) 
○ Picking 
■ Adesão localizada 
○ Sticking 
■ Adesão generalizada 
Ensaios físico-químicos 
● Peso médio 
○ Determinar o peso de um lote de 
comprimidos 
■ Balança analítica 
■ Amostragem 
● 20 comprimidos 
● Dureza 
○ Verificar a dureza do comprimido 
- força de rompimento do 
comprimido 
○ Durômetro 
■ Amostragem 
● 10 comprimidos 
■ Posicionar o comprimido 
no equipamento 
■ Acionar o equipamento 
■ Identificação da força até 
o rompimento 
■ Fazer a média 
■ Valor aceitável - acima de 
4 N 
● Friabilidade 
○ Verificar a fragilidade do 
comprimido por movimento 
giratório 
○ Friabilômetro 
■ Pesar 20 - 10 comprimidos e 
posicionar no 
equipamento 
■ Acionar o equipamento 
■ Depois de 4 minutos (25 
rotações/minuto = 100 
rotações) verificar o peso 
dos 10 comprimidos 
■ Verificar a perda de massa 
● Deve ser inferior a 
1,5% - 4N 20N 
■ 1 comprimido = 100mg 
■ 10 comprimidos = 1 g (antes) 
■ 10 comprimidos = 0,96 g 
(depois) 
■ 1 g —----- 100% 
■ 0,96g —---x 
■ x=96% - 100% = 4% → 
reprovado 
● Desintegração 
○ Determinar o tempo de 
desintegração 
○ Desintegrador de comprimidos 
■ Posicionar os comprimidos 
na cesta e mergulhar na 
solução de 37ºC 
■ Acionar o equipamento. 
Movimento repetitivo 
ascendente e descendente, 
até desintegração total do 
comprimido 
■ Não revestido 
● Até 30 minutos 
■ Drágea 
● Até 60 minutos 
■ Revestimento entérico 
● Sol de ácido 
clorídrico ),1M - não 
desintegrar em até 
60 minutos. 
Desintegrar em 
solução entérica em 
até 60 minutos 
● Dissolução - desenvolvimento 
○ Determinar a concentração de 
fármaco dissolvido no meio de 
dissolução - perfil de dissolução 
○ Dissolutor 
■ Cubas imersas em água a 
37ºC 
■ Interior das cubas solução 
- ácido clorídrico 0,1M - 
37ºC 
■ Cestas dentro das cubas 
com o comprimido - sem 
movimento 
■ Pás - movimento giratório - 
evita saturação 
■ Coleta do material (1, 5, 25, 
30, 1h, 2h) 
○ Quantificação 
■ espectrofotômetro 
● Teor 
○ Verificar a concentração de ativo 
real presente no comprimido 
○ Titulação 
○ Cromatografia acoplada a 
espectrofotômetro (massa, UV 
(anel aromático – 200-400nm)/vis 
(400-600nm), IR (3200-200nm) 
○ Preparação de amostra = triturei + 
solubilizar (etanol, metanol, 
acetona) + filtro = leitura (257nm) 
Doseamento e curva de calibração 
 
 
Doseamento 
Doseamento 
● Determinação da concentração real de 
fármaco ou substância ativa 
○ Matéria-prima 
○ Produto semiacabado 
○ Produto acabado 
Método 
● Titulometria 
○ Ácido-base 
■ Potenciometria 
○ Precipitação 
○ Oxi-redução 
○ Complexação 
Espectroscopia 
● Infravermelho (IV - IR) 
● Ultravioleta 
○ Anéis aromáticos 
○ Visível 
● Massas 
○ Peso Molecular 
 
 
 
 
Curva de calibração ou curva analítica 
● Parâmetro para determinação do teor 
de uma amostra 
● Padrão analítico - comercial 
○ Concentração conhecida 
○ Alta pureza 
○ Componente isolado 
Curva analítica 
Delineamento da curva de calibração 
● Diferentes concentrações 
○ 5 pontos ou mais 
● O padrão analítico é diluído gerando 
várias amostras de concentração 
diferente 
● O solvente escolhido deve solubilizar por 
completo a amostra 
○ Auxílio de banho de ultrassom 
● As diluições devem ser realizadas em 
balões volumétricos 
● A concentração da amostra deve atingir 
o ponto médio da curva 
Lei de Lambert-Bier - UV 
● Concentração máxima detectada até 1,0 
● a = coeficiente angular 
● b = coeficiente linear (negativo ou 
positivo) 
● y = dado do eixo y encontrado (área do 
pico ou absorbância) - ordenada 
● x = dado do eixo x a ser encontrado 
(concentração) – abscissa 
● R2 = Coeficiente de determinação - ajuste 
da curva 
Determinação da concentração da amostra 
● Preparar a amostra a partir do comprimido 
● Identificar no UV 
● Calcular a concentração a partir do valor de 
absorbância encontrado, utilizando a 
equação da reta 
Cromatografia 
 
 
Doseamento 
Métodos cromatográficos 
● Cromatografia é um método de 
separação de compostos 
● Objetivos: 
○ Identificação de compostos 
○ Isolar compostos 
■ Obtenção de padrões 
analíticos 
Tipos de cromatografia 
● Cromatografia de Camada Delgada – 
CCD 
○ Apenas identificação de 
compostos 
○ Fase estacionária: folha de sílica 
(fase polar) 
○ Fase móvel: solvente orgânico 
(fase apolar) 
● Cromatografia de coluna 
○ Coluna preenchida de sílica 
empacotada – fase estacionária 
(polar) 
○ Fase móvel – solventes orgânicos 
(apolar) 
○ Objetivo: isolar compostos 
● Cromatografia líquida de alta eficiência – 
CLAE ou HPLC 
○ Fase estacionária: coluna de 
sílica empacotada (polar) 
○ Fase móvel: solventes orgânicos 
(apolar) 
● CLAE ou HPLC 
○ Objetivo 
■ Identificação de 
compostos 
■ Métodos espectrométricos 
● UV – HPLC/UV 
● Massas – LC/MS 
■ Isolar compostos – coletar 
o composto separado 
● Cromatografia gasosa – CG 
○ Fase estacionária: coluna capilar 
(de metal espiralada) ou 
empacotada 
■ Contem polisiloxano 
■ Acoplada a um forno 
■ Temperatura suficiente 
para promover a 
volatilização dos 
compostos 
○ Fase móvel: gás de arraste (He, 
H2, N2) 
○ Objetivo: separar ou isolar 
compostos 
○ Compostos voláteis 
■ Fármacos voláteis, 
compostos aromáticos 
(pesticidas, contaminantes 
orgânicos), óleos vegetais 
○ Termoestáveis 
○ Detectores 
■ Vários tipos - Massas 
● Cromatografia em fluido supercrítico 
(SFC) 
○ Separação e isolamento de 
compostos 
○ Voláteis e instáveis a temperatura 
alta 
○ Isola compostos com alto grau de 
pureza 
○ Técnica com maior eficiência 
○ Semelhante à cromatografia 
gasosa 
○ Fase móvel – CO2 líquido 
(temperatura crítica – 31,1ºC) 
○ Extração de compostos 
aromáticos (ex: fármacos obtidos 
de material vegetal) 
○ Detecção - massas 
○ Fluido supercrítico 
■ Estado supercrítico – não 
há distinção entre os 
estados físicos líquido e 
gasoso

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