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DESENHO TÉCNICO Leitura e Interpretação Ricardo de Lima Silva Formação Inicial e Continuada + IFMG Ricardo de Lima Silva DESENHO TÉCNICO Leitura e Interpretação 1ª Edição Belo Horizonte Instituto Federal de Minas Gerais 2021 FICHA CATALOGRÁFICA Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) S586d Silva, Ricardo de Lima. Desenho técnico: leitura e interpretação [recurso eletrônico] / Ricardo de Lima Silva. – Belo Horizonte : Instituto Federal de Minas Gerais, 2021. 44 p. : il. color. E-book, no formato PDF. Material didático para Formação Inicial e Continuada. ISBN 978-65-5876-119-8 1. Desenho técnico. 2. Escalas. 3. Elementos geográficos. I. Instituto Federal de Minas Gerais. II. Título. CDU 744 Catalogação: Rejane Valéria Santos - CRB-6/2907 Índice para catálogo sistemático: 1.Desenho técnico 744 Pró-reitor de Extensão Diretor de Programas de Extensão Coordenação do curso Arte gráfica Diagramação Carlos Bernardes Rosa Júnior Niltom Vieira Junior Ricardo de Lima Silva Ângela Bacon Eduardo dos Santos Oliveira © 2021 by Instituto Federal de Minas Gerais Todos os direitos autorais reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico. Incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização por escrito do Instituto Federal de Minas Gerais. 2021 Direitos exclusivos cedidos ao Instituto Federal de Minas Gerais Avenida Mário Werneck, 2590, CEP: 30575-180, Buritis, Belo Horizonte – MG, Telefone: (31) 2513-5157 Sobre o material Este curso é autoexplicativo e não possui tutoria. O material didático, incluindo suas videoaulas, foi projetado para que você consiga evoluir de forma autônoma e suficiente. Caso opte por imprimir este e-book, você não perderá a possiblidade de acessar os materiais multimídia e complementares. Os links podem ser acessados usando o seu celular, por meio do glossário de Códigos QR disponível no fim deste livro. Embora o material passe por revisão, somos gratos em receber suas sugestões para possíveis correções (erros ortográficos, conceituais, links inativos etc.). A sua participação é muito importante para a nossa constante melhoria. Acesse, a qualquer momento, o Formulário “Sugestões para Correção do Material Didático” clicando nesse link ou acessando o QR Code a seguir: Para saber mais sobre a Plataforma +IFMG acesse https://mais.ifmg.edu.br/ Formulário de Sugestões https://mais.ifmg.edu.br/ Palavra do autor Seja bem-vindo ao curso de Desenho Técnico! Esse curso tem como objetivo capacitar o discente a ler e interpretar corretamente os desenhos técnicos, usando técnicas de desenho projetivo, vistas ortográficas, projeções axonométricas, informações de acabamento superficial e tolerância dimensional, peças de conjuntos mecânicos, partes roscadas e elementos de união em desenhos técnicos, proporcionando-lhe as habilidades necessárias para que este venha ler, posteriormente, desenhos básicos de conjuntos e/ou sistemas mecânicos itemizados, visando à fabricação, comercialização e instalação de peças e máquinas. Bons estudos! Prof. Ricardo de Lima Silva Apresentação do curso Este curso está dividido em três semanas, cujos objetivos de cada uma são apresentados, sucintamente, a seguir. SEMANA 1 Introdução ao desenho técnico (DT). SEMANA 2 Normas gerais de desenho técnico. SEMANA 3 Interpretações de desenhos técnicos. Carga horária: 30 horas. Estudo proposto: 2h por dia em cinco dias por semana (10 horas semanais). Apresentação dos Ícones Os ícones são elementos gráficos para facilitar os estudos, fique atento quando eles aparecem no texto. Veja aqui o seu significado: Atenção: indica pontos de maior importância no texto. Dica do professor: novas informações ou curiosidades relacionadas ao tema em estudo. Atividade: sugestão de tarefas e atividades para o desenvolvimento da aprendizagem. Mídia digital: sugestão de recursos audiovisuais para enriquecer a aprendizagem. Sumário Semana 1 – Introdução ao desenho técnico (DT) ......................................... 15 1.1. Origem e objetivos do desenho técnico ........................................... 15 1.2. Classificação dos desenhos ............................................................ 16 1.3. Relembrando os elementos geométricos ......................................... 16 Linhas e ângulos .................................................................................... 16 Figuras geométricas planas ................................................................... 17 Figuras geométricas sólidas ................................................................... 17 1.4. Escrita em desenho técnico: caligrafia técnica ................................ 17 Exemplos de caligrafias técnicas: “vertical” e “inclinada a 75°” .............. 18 Semana 2 – Normas gerais de desenho técnico ........................................... 21 2.1. Formatos de papel para desenho técnico ........................................ 21 2.2. Tipos de linhas utilizadas para desenhar: linhas técnicas ................ 22 2.3. Cotagem em desenho técnico: indicando as medidas da peça ....... 23 2.4. Escalas ............................................................................................ 25 Semana 3 – Interpretações de desenhos técnicos ........................................ 27 3.1. Vistas ortográficas ........................................................................... 27 Arestas ocultas ....................................................................................... 29 Superfícies inclinadas ............................................................................ 30 3.2. Cortes e Seções .............................................................................. 31 Cortes .................................................................................................... 31 Seção ..................................................................................................... 32 3.3. Exemplos de desenhos técnicos ..................................................... 32 3.4. Desenho de conjunto ....................................................................... 34 Referências ............................................................................................ 35 Currículo do autor................................................................................... 37 Glossário de códigos QR (Quick Response) .......................................... 39 file:///C:/Users/Niltom/Downloads/(Ebook%20+IFMG)%20-%20Desenho%20técnico%20-%20leitura%20e%20interpretação.docx%23_Toc70338705 file:///C:/Users/Niltom/Downloads/(Ebook%20+IFMG)%20-%20Desenho%20técnico%20-%20leitura%20e%20interpretação.docx%23_Toc70338714 file:///C:/Users/Niltom/Downloads/(Ebook%20+IFMG)%20-%20Desenho%20técnico%20-%20leitura%20e%20interpretação.docx%23_Toc70338722 Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 15 Mídia digital: Antes de iniciar os estudos, vá até a sala virtual e assista ao vídeo “Apresentação do curso”. 1.1. Origem e objetivos do desenhotécnico O desenho técnico é essencial em ambientes tecnológicos e industriais. Ao criar um produto, um objeto ou uma construção, precisamos traduzir essa criação em um documento orientativo. Dessa forma, a fabricação ou construção ficará exatamente conforme foi imaginado, mesmo que seja realizado por outra pessoa, ou até em outro país. Existem outras formas de transmitirmos uma ideia ou criação como a descrição falada, uma fotografia e até mesmo o desenho artístico, mas nenhuma delas transmite medidas com precisão, material, acabamento, montagem e outras informações técnicas. O desenho técnico é uma linguagem universal, podendo ser interpretado em qualquer lugar do mundo. Outra vantagem do desenho técnico é permitir representar grandes máquinas ou prédios em tamanho reduzido, que chamamos de escala, permitindo ser visto em papel ou serem transmitidos para outras telas de computadores, celulares ou tablets. No Brasil, a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – padronizou as normas que fixam as condições gerais que devem ser observadas na execução dos desenhos técnicos. Essas normas são alinhadas às normas internacionais ISO (Organização Internacional de Normalização), o que garante que os desenhos técnicos podem ser feitos, interpretados e executados em qualquer lugar do mundo. O desenho técnico é traçado na cor preta. Se outras cores forem necessárias para melhor esclarecimento do desenho, o seu significado deve ser mencionado em legenda. Os desenhos podem ser executados manualmente (à mão livre ou com instrumento) ou em computadores com softwares CAD (“computer aided design”, traduzido do inglês como “desenho auxiliado por computador”). Em todos os casos, o desenho deve seguir as normas. Objetivos Nesta semana estudaremos os conceitos básicos de desenho técnico (DT), entendendo sua origem, seus objetivos e os instrumentos necessários para desenhar. Semana 1 – Introdução ao desenho técnico (DT) http://www.ifmg.edu.br/ Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 16 1.2. Classificação dos desenhos Os desenhos técnicos podem ter diferentes classificações, de acordo com sua finalidade ou grau de desenvolvimento até estarem prontos e revisados para fabricação ou construção. No Quadro 1.1 temos as classificações possíveis dos desenhos técnicos. Quanto ao grau de elaboração Esboço: desenho nos estágios iniciais de elaboração. Desenho preliminar: desenho nos estágios intermediários da elaboração do projeto, sujeito ainda a alterações. Croqui: desenho não feito obrigatoriamente em escala, confeccionado à mão livre e contendo todas as informações para o desenho definitivo. Desenho definitivo: Solução final do projeto, contendo os elementos necessários à sua compreensão, fabricação ou construção. Quanto ao grau de pormenorização Desenho de componente: desenho de um ou vários componentes representados separadamente, que vão formar o conjunto. Desenho de conjunto: desenho que mostra os componentes reunidos ou montados, que se associam para formar um todo. Desenho de detalhe: desenho de uma vista geralmente ampliada do componente ou parte do conjunto com detalhes para fabricação. Quadro 1.1 – Classificação dos desenhos técnicos. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1989. 1.3. Relembrando os elementos geométricos Linhas e ângulos Linha horizontal Linha vertical Linha inclinada Linhas paralelas Linhas oblíquas Tangente de uma linha Diagonal de um retângulo Linha contínua larga Linha contínua estreita Linha tracejada estreita Linhas perpendiculares Ângulo agudo Ângulo obtuso Ângulo reto Bissetriz (segmento AD) Quadro 1.2 – Linhas e ângulos. Fonte: Autoria própria. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 17 Figuras geométricas planas Circunferência Quadrado Retângulo Triangulo equilátero Triangulo retângulo Circunferências concêntricas Circunferências excêntricas Circunferências tangentes Circunferência inscrita Circunferência circunscrita Quadro 1.3 – Figuras geométricas planas. Fonte: Autoria própria. Figuras geométricas sólidas Cubo (barra quadrada) Paralelepípedo (barra chata) Cilindro (barra redonda) Tronco de cilindro Barra sextavada (Polígono regular) Tronco de pirâmide Tronco de cone Tubo ou cilindro vazado (furo passante) Cilindro com furo cego (furo não passante) Esfera Quadro 1.4 – Figuras geométricas sólidas. Fonte: Autoria própria. 1.4. Escrita em desenho técnico: caligrafia técnica A escrita legível em desenho técnico é essencial para o entendimento das informações contidas em esboços, croquis e levantamentos de campo. Frequentemente, até mesmo as próprias pessoas que escreveram as informações não entendem a sua própria letra quando vão ler as informações no dia seguinte e nesse caso o esboço deverá ser refeito, causando atrasos e retrabalho. Lados iguais Lados iguais Linhas de centro Linhas de centro Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 18 Para evitar esse problema, a ABNT fixou condições para caligrafia técnica, padronizando a forma de escrever, para que todos falem a mesma língua e evitem erros que possam até causar atrasos e prejuízos. Na caligrafia técnica, a escrita deve ser legível, uniforme e deve permitir cópias e digitalizações sem ficarem apagadas, emboladas ou borradas. A Figura 1.1 e o Quadro 1.5 mostram quais são as proporções corretas para caligrafia técnica. Veja a distância entre caracteres (a) corresponda, no mínimo, a duas vezes a largura da linha (d): Figura 1.1 – Proporções e dimensões de símbolos gráficos. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1994. Características Relação Dimensões (mm) Altura das letras maiúsculas h Altura das letras minúsculas c Distância mínima entre a caracteres (A) Distância mínima entre b linhas de base Distância mínima entre e palavras Largura da linha d (10/10) h (7/10) h (2/10) h (14/10) h (6/10) h (1/10) h 2,5 - 0,5 3,5 1,5 0,25 3,5 2,5 0,7 5 2,1 0,35 5 3,5 1 7 3 0,5 7 5 1,4 10 4,2 0,7 10 7 2 14 6 1 14 10 2,8 20 8,4 1,4 20 14 4 28 12 2 Quadro 1.5 – Proporções e dimensões de símbolos gráficos. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1994. (A) Para melhorar o efeito visual, a distância entre dois caracteres pode ser reduzida pela metade, como por exemplo: LA, TV, ou LT, neste caso, a distância corresponde à largura da linha “d”. Exemplos de caligrafias técnicas: “vertical” e “inclinada a 75°” Na Figura 1.2 temos as duas formas de escritas recomendadas: normal e inclinada a 75°. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 19 Figura 1.2 – Formas de caligrafias técnicas: “vertical” e “inclinada a 75°”. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1994. Dica do Professor: Para conhecer mais sobre as normas da ABNT, acesse a seção: “dúvidas frequentes na página da ABNT”. Use o QR ao final desse livro. Atividade: Para concluir a primeira semana de estudos, vá até a sala virtual e faça a atividade Questionário 1. É importante que você revise o conteúdo da etapa e pense sobre os conceitos de desenho técnico e sua importância no desenvolvimento das tecnologias do mundo moderno. Encontramo-nos na próxima semana. Bons estudos! Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 20 Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 21 . Mídia digital:Antes de iniciar os estudos, vá até a sala virtual e assista ao vídeo “Normas gerais de desenho técnico”. 2.1. Formatos de papel para desenho técnico A norma NBR 16752:2020 - Desenho técnico - Requisitos para apresentação em folhas de desenho (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2020) padroniza as dimensões das folhas em branco que são utilizadas e aplicadas a todos os desenhos técnicos. As margens da folha de desenho são limitadas pela linha de corte da folha e quadro. O quadro limita a área de desenho, indicado na Figura 2.1. Figura 2.1 – Proporções e dimensões de símbolos gráficos. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1994. Veja as dimensões em milímetros dos formatos da série “A” no quadro 2.1. Objetivos Entendermos os principais conceitos para ler e interpretar desenhos técnicos. Semana 2 – Normas gerais de desenho técnico Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 22 Designação da folha de desenho Dimensões do papel Margem Largura linha do quadro Comprimento da legenda Esquerda Direita, superior e inferior Formato A0 841 x 1189 20 10 1,0 180 Formato A1 594 x 841 20 10 1,0 180 Formato A2 420 x 594 20 10 0,7 180 Formato A3 297 x 420 20 10 0,7 180 Formato A4 210 x 297 20 10 0,7 180 Quadro 2.1 – Proporções e dimensões de símbolos gráficos. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2020. Note que o formato de folha A0 é o maior e o formato A4 é o menor, que corresponde ao tamanho de papel comum de documentos em escritórios e escolas. Somente o formato A4 pode ser utilizado na horizontal ou na vertical. Os formatos A3, A2, A1 e A0 são utilizados somente na horizontal. Note que a margem esquerda é mais larga pois serve para furar e encadernar o desenho pronto para arquivamento. Depois de terminar e imprimir um desenho técnico, as folhas dos formatos A3, A2, A1 e A0 devem ser dobradas para ficarem no tamanho A4, conforme mostrado na Figura 2.2. Figura 2.2 – Procedimento de dobra do papel no formato (tamanho) A3. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1994. 2.2. Tipos de linhas utilizadas para desenhar: linhas técnicas A norma ABNT NBR 8403: 1984 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1984) fixa tipos de larguras de linhas para uso em desenhos técnicos. Vaja os diferentes tipos de linhas no Quadro 2.2. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 23 Linha Denominação Aplicação Geral A Contínua larga A1 contornos visíveis A2 arestas visíveis B Contínua estreita B1 linhas de interseção imaginárias B2 linhas de cotas B3 linhas auxiliares B4 linhas de chamadas B5 hachuras B6 contorno de seções rebatidas na própria vista B7 linhas de centros curtas F Tracejada estreita (*) F1 contornos não visíveis F2 arestas não visíveis G Traço e ponto. G1 linhas de centro G2 linhas de simetrias G3 trajetórias Quadro 2.3 – Proporções e dimensões de símbolos gráficos. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1984. A aplicação prática dos tipos de linhas é demonstrada na Figura 2.3. Note, por exemplo, que a linha do tipo A1 - contornos visíveis – é utilizada no contorno (linha externa). A linha F1 - contornos não visíveis, corresponde a linhas que estão atrás de algum detalhe, fora do alcance da nossa visão. Figura 2.3 – Aplicação dos tipos de linhas em um desenho de máquina. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1984. 2.3. Cotagem em desenho técnico: indicando as medidas da peça Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 24 De acordo com norma ABNT NBR 10126:1998 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1998) a cota é a representação gráfica no desenho da característica do elemento, através de linhas, símbolos, notas e valor numérico numa unidade de medida. As cotas servem para indicar o tamanho de uma parte da peça para que possamos fabricar ou construir o desenho do tamanho exato. Veja uma peça cotada na Figura 2.4. Dessa forma, as cotas devem: • ter todos os elementos da Figura 2.4 para descrever de forma clara e concisa o objeto; • usar a mesma unidade para todas as cotas (no caso da indústria usamos o milímetro, em construção civil ou arquitetura utilizamos metros e centímetros). • não serem repetidas, cotando somente onde é estritamente necessário; • não haver cruzamento de linhas auxiliares com linhas de cotas e com linhas do desenho; • deve ser usada somente no local que represente mais claramente o elemento. Figura 2.4 – Elementos de uma cota. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1998. No Quadro 2.4 temos os principais casos de aplicação de cotas que podemos encontrar, incluindo alguns símbolos e letras que utilizamos para raios, diâmetros e perfis. Cotagem múltipla: evitamos cruzar linhas auxiliares com linhas de cotas. Cotagem de diâmetro: peça cilíndrica; usamos o símbolo “ø”. Cotagem de raio de peça arredondada: usamos o prefixo “R”. Cotagem peça de perfil quadrado: usamos o símbolo “□”. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 25 Cotagem de múltiplos furos e ângulos: usamos “6 x ø8”= 6 furos de ø8. Cotagem de chanfro externo de 2 x 2 x 45°. Cotagem de chanfro interno de 2 x 2 x 45°. Cotagem de parte inclinada. Melhores posições para os números na cota: acima ou a direita da linha de cota. Cotagem de uma parte esférica: se usou o prefixo “ESF”. Cotagem de elementos repetidos: Nesse caso podemos usar a cotagem simplificada acima pois temos 5 furos com espaços iguais entre eles Quadro 2.4 – Exemplos e regras para cotagem. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1984 e 1998. 2.4. Escalas Muitas peças são muito pequenas para serem desenhadas no tamanho real, que chamamos de escala natural. Outras peças e construções também são infinitamente grandes para serem desenhadas e serem imprimidas em um papel de desenho para ser levado a uma fábrica ou canteiro de obras. Dessa forma, definimos Escala, que é a relação da dimensão linear de um objeto ou elemento representado no desenho para a dimensão real deste objeto ou elemento. Dessa forma, a norma ABNT NBR 8196:1999 - Emprego de Escalas em Desenho Técnico (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1999) define os tipos de escalas que podemos usar, que são detalhados no Quadro 2.5. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 26 Escala Natural Escala de ampliação Escala de redução: Representação do objeto ou elemento em sua verdadeira grandeza (tamanho real) Representação maior que a sua verdadeira grandeza (aumentado). Representação menor que a sua verdadeira grandeza. (diminuído) ESC: 1:1 (tamanho real). Outro exemplo: uma capa de celular pode usar escala 1:1 no papel tamanho A4 pois não tem muitos detalhes. ESC: 2:1 (ampliação 2x). Outro exemplo: uma peça de relógio de pulso pode usar escala 5:1, ou seja, a peça precisa ser ampliada 5 vezes para enxergarmos detalhes no papel tamanho A4. ESC: 1:2 (redução 2x). Outro exemplo: o desenho de uma casa usa escala 1:50, ou seja, desenho é reduzido em 50 vezes para caber no papel. Quadro 2.5 – Definições e exemplos de escalas. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1999. Escolhe-se a escala conforme a complexidade do desenho ou detalhes importantes a serem representados. Sendo que a escolha da escala e o tamanho do objeto ou elemento em questão é que definem o tamanho da folha de desenho. Atividade: Para concluir a primeira semana de estudos, vá até a sala virtual e faça a atividade: Questionário2. É importante que você revise o conteúdo desta etapa e reflita sobre as novas concepções que lhe foram apresentadas. Na próxima semana, aprofundaremos os estudos sobre interpretação de desenho técnico. Encontramo-nos na próxima semana. Bons estudos! Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 27 . Mídia digital: Antes de iniciar os estudos, vá até a sala virtual e assista ao vídeo: “Interpretação de desenho técnico”. 3.1. Vistas ortográficas A ABNT NBR 10067:1995 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1995) orienta como representamos um objeto real em um desenho técnico plano no método de projeção ortográfica. As vistas ortográficas são figuras ou sombras resultantes nos planos de projeções que representam, com exatidão, a forma do objeto com seus detalhes. No Brasil, utilizamos principalmente o sistema de vistas ortográficas em 1º diedro, que tem o símbolo para representação apresentado na Figura 3.1. Figura 3.1 – Símbolo projeção em 1° diedro. Fonte: Adaptado de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,1995. Na Figura 3.2 temos um esquema que chamamos caixa de vistas que tem finalidade de facilitar o entendimento da criação do desenho a partir de um objeto real. Veja que a sombra resultante de projeções do objeto sobre um ou mais planos, gerando as 3 vistas: Vista Frontal – VF, Vista Lateral Esquerda – VLE e Vista Superior – VS. Objetivos Nesta semana entenderemos como interpretar desenho técnico completo, identificando os elementos básicos que aprendemos, aplicando cortes e simbologias. Semana 3 – Interpretações de desenhos técnicos Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 28 Figura 3.2 – Esquema de geração das vistas ortográficas de um objeto, representado na forma de uma caixa. Fonte: Autoria própria. Desta forma, imaginamos uma caixa de vistas, que será “aberta” para se tornar plana com as três vistas na posição final para montagem no formato (papel) de desenho técnico A4, ou A3 ou um formato maior quanto maior seja o objeto. A abertura da caixa de vistas está representada na Figura 3.3, onde as três vistas são posicionadas no plano de desenho do formato de desenho, já como as margens. O formato de desenho recebe a legenda, que contém informações como: identificação da empresa e do desenhista, escala do desenho (nesse caso escala natural 1:1), unidade de medida (nesse caso milímetros), material do objeto e o símbolo do diedro em que foi desenhado (nesse caso 1° diedro). A montagem final do desenho é mostrada na Figura 3.4. Figura 3.3 – Abrindo a caixa em 3 vistas para formação do desenho técnico: VF, VLE e VS. Fonte: Autoria própria. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 29 Figura 3.4 – Inserção das 3 vistas no formato (papel) com margens e legenda. Fonte: Autoria própria. Arestas ocultas Ao desenharmos as vistas, os contornos e arestas visíveis são desenhados com linha contínua larga. As arestas ocultas, que não podem ser vistas dos pontos de observação (setas 1, 2 e 3 da Figura 3.5) por estarem atrás das partes que ficam à frente, são representados por linhas tracejadas estreitas. Veja a Figura 3.5. Figura 3.5 – Interpretação e representação de arestas ocultas. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 30 Fonte: Autoria própria. Superfícies inclinadas Podemos perceber na Figura 3.6 a representação de faces inclinadas nos objetos. Como os raios projetantes são sempre perpendiculares ao plano (90°), a face “B” terá medida reduzida ou distorcida nas vistas VS e VLE. Somente na vista VF teremos a aresta em medida real ou em VG (Verdadeira Grandeza). Figura 3.6 – Superfícies inclinadas. Fonte: Autoria própria. No Quadro 3.1 temos três exemplos de peças, com arestas visíveis e invisíveis com representação de furos. A peça apresenta somente arestas visíveis e devem ser representadas por linhas contínuas, largas e uniformes, do tipo A1 (ver Quadro 2.3 – tipos de linhas, que estudamos na semana 2). A peça apresenta um furo redondo, que não é visível na VLE e na VS, devendo ser representado por linhas tracejadas, largas e uniformes. Veja que a linha de centro (F2 - traço e ponto – ver Quadro 2.3) aparece em todas vistas do furo. A peça apresenta um furo quadrado, que não é visível na VLE e na VS e deve ser representado por linhas tracejadas, largas e uniformes. Veja que a linha de centro (F2 - traço e ponto – ver Quadro 2.3) aparece em todas vistas do furo. Quadro 3.1 – Peças com arestas visíveis, arestas ocultas (invisíveis) e com representação de furos. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 31 Fonte: Autoria própria. 3.2. Cortes e Seções Cortes Quando uma peça possui detalhes internos que não podem ser corretamente entendidos, devem ser realizados cortes imaginários. A peça será interceptada por um plano de corte, que se assemelha a uma lâmina imaginária. Veja a figura 3.7. Figura 3.7 – Aplicação do corte para revelar o detalhe do furo interno da peça. Fonte: Autoria própria. Na Figura 3.8 temos a representação desse plano de corte em um “corte total”. Figura 3.8 – Corte total representado em duas vistas Fonte: Adaptado de Miceli e Ferreira (2010, p. 88). Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 32 Na Figura 3.9 temos o “corte em desvio” que permite o desviar o plano de corte para atingir mais detalhes internos em peças mais complexas. Figura 3.9 – Corte em desvio. Fonte: Adaptado de MICELI E FERREIRA (2010, p. 88). Seção A seção pode ser feita em qualquer posição da peça. A seção é diferente do corte pois mostra somente o local exato em que foi aplicado. Podemos comparar seção à retirada de diversas "fatias" ao longo do perfil transversal. Veja na Figura 3.10 como são representadas as seções. Perceba que desconsidera-se detalhes posteriores ao ponto seccionado. Figura 3.10 – Seções múltiplas. Fonte: Adaptado de MICELI E FERREIRA (2010, p. 88). 3.3. Exemplos de desenhos técnicos Nas figuras 3.11, 3.12 temos alguns desenhos que nos ajudam a treinar a leitura e interpretação de desenhos técnicos que estudamos nesse curso. Seccionamentos Desenho das seções Fatias Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 33 Veja que nem sempre é necessário ter as três vistas em todas as peças. Algumas peças e objetos podem ser representados em uma única vista (VF), como são as duas peças representadas na Figura 3.11. Figura 3.11 – Representação de peças em única vista (VF). Fonte: Adaptado de RIBEIRO, PERES E IZIDORO (2013, p. 96). Veja que na primeira peça a representação de linhas em “X” significa faces planas que se repetem quatro vezes. A segunda peça tem a espessura da peça indicada pelo texto “Esp. 3” ou “espessura 3 milímetros”. Ambas as representações dispensam a VS e a VLE. Na Figura 3.12 temos dois exemplos de peças mais complexas. Figura 3.12 – Representação de peças com duas vistas e com três vistas. Fonte: Adaptado RIBEIRO, PERES E IZIDORO (2013, p. 87). Veja que a primeira peça foi representada somente com duas vistas (VF e VLE) e apresenta um corte A-A em desvio. Já na segunda peça utilizaram-se três vistas - VF, VS e VLE. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 34 3.4. Desenho de conjunto O desenho de conjunto permite mostrar a montagem de diversas peças e construir uma lista de itens para mostrar ao fabricante e o montador detalhes como: quantidades de cada item, material das peças, pesos, dimensões do conjunto montado e detalhes de acabamentos. Nesse desenho podemos distinguir os itens que não existem no mercado e devem ser fabricadose os itens comerciais como parafusos, arruelas que podem ser comprados “prontos”. Nos permite representar cortes e também vistas em perspectiva explodida. A itemização é a numeração dos itens para localização e identificação no momento da montagem ou na compra de peças de reposição para a máquina. Veja um exemplo na Figura 3.13, onde temos um desenho de conjunto em corte à esquerda e uma perspectiva explodida itemizada (numerada) à direita. Quadro 3.13 – Desenho de conjunto em corte com uma vista em perspectiva explodida e itemização. Fonte: Adaptado de RIBEIRO, PERES E IZIDORO (2013, p. 87). Atividade: Para concluir o curso e gerar o seu certificado, vá até a sala virtual e responda ao Questionário “Avaliação geral”. Este teste é constituído por 10 perguntas de múltipla escolha, que se baseiam nos textos das semanas 1 e 2. Continue buscando aprimoramento profissional! Conheça outras oportunidades da Plataforma +IFMG. Parabéns pela conclusão do curso. Foi um prazer tê-lo conosco! Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 35 Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8403: Aplicação de linhas em desenhos - Tipos de linhas – Larguras das linhas. Rio de Janeiro: ABNT, 1984. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10647: Desenho Técnico. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: ABNT, 1989. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8402: Execução de caractere pra escrita em desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1994. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12298: Representação de área de corte por meio de hachuras em desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1995. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10126: Cotagem em desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1998. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8196: Desenho técnico - Emprego de escalas. Rio de Janeiro: ABNT, 1999. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 16752:2020 Desenho técnico - Desenho técnico — Requisitos para apresentação em folhas de desenho Rio de Janeiro: ABNT, 2020. MICELI, Maria Teresa; FERREIRA, Patrícia. Desenho técnico básico. Ed.: Imperial Novo Milênio. São Paulo. 4ª ed. 2010. RIBEIRO, Antônio Clerio; PERES, Mauro Pedro; IZIDORO, Nacir. Curso de desenho técnico e Autocad. São Paulo: Pearson, 2013. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 36 Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 37 Currículo do autor Feito por (professor-autor) Data Revisão de layout Data Versão Ricardo de Lima Silva 08/09/2020 Luiz Augusto Ferreira de Campos Viana 29/03/2021 1.0 Ricardo de Lima Silva: Doutorando em Educação pela UFES, mestre em Sustentabilidade e Tecnologia Ambiental pelo IFMG, pós-graduado em Gerência e Tecnologia da Qualidade pelo CEFET-MG e em Docência pelo IFMG campus Arcos. É graduado em Desenho Industrial pela UEMG e Técnico em Mecânica Industrial pelo CEFET-MG. Atuou em projetos de engenharia e instalações industriais desde 1992 e desde 2008 atua como professor em cursos de Engenharia em faculdades privadas. Desde 2014 é Professor efetivo no Instituto Federal de Minas Gerais, atuando em cursos técnicos integrados, subsequentes e de engenharia. Realiza pesquisas nas áreas de educação, formação docente, energias renováveis, projetos industriais e segurança do trabalho. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5598440200822296 http://lattes.cnpq.br/5598440200822296 Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 38 Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 39 Glossário de códigos QR (Quick Response) Semana 1: Mídia digital Apresentação do curso. Dica do professor: Página da ABNT: “Dúvidas frequentes”. Semana 2: Mídia digital Normas gerais de desenho técnico. Semana 3: Mídia digital Interpretação de desenho técnico. Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 40 Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 41 Plataforma +IFMG Formação Inicial e Continuada EaD A Pró-Reitoria de Extensão (Proex), neste ano de 2020 concentrou seus esforços na criação do Programa +IFMG. Esta iniciativa consiste em uma plataforma de cursos online, cujo objetivo, além de multiplicar o conhecimento institucional em Educação à Distância (EaD), é aumentar a abrangência social do IFMG, incentivando a qualificação profissional. Assim, o programa contribui para o IFMG cumprir seu papel na oferta de uma educação pública, de qualidade e cada vez mais acessível. Para essa realização, a Proex constituiu uma equipe multidisciplinar, contando com especialistas em educação, web design, design instrucional, programação, revisão de texto, locução, produção e edição de vídeos e muito mais. Além disso, contamos com o apoio sinérgico de diversos setores institucionais e também com a imprescindível contribuição de muitos servidores (professores e técnico- administrativos) que trabalharam como autores dos materiais didáticos, compartilhando conhecimento em suas áreas de atuação. A fim de assegurar a mais alta qualidade na produção destes cursos, a Proex adquiriu estúdios de EaD, equipados com câmeras de vídeo, microfones, sistemas de iluminação e isolação acústica, para todos os 18 campi do IFMG. Somando à nossa plataforma de cursos online, o Programa +IFMG disponibilizará também, para toda a comunidade, uma Rádio Web Educativa, um aplicativo móvel para Android e IOS, um canal no Youtube com a finalidade de promover a divulgação cultural e científica e cursos preparatórios para nosso processo seletivo, bem como para o Enem, considerando os saberes contemplados por todos os nossos cursos. Parafraseando Freire, acreditamos que a educação muda as pessoas e estas, por sua vez, transformam o mundo. Foi assim que o +IFMG foi criado. O +IFMG significa um IFMG cada vez mais perto de você! Professor Carlos Bernardes Rosa Jr. Pró-Reitor de Extensão do IFMG Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 42 Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 43 Características deste livro: Formato: A4 Tipologia: Arial e Capriola. E-book: 1ª. Edição Formato digital Instituto Federal de Minas Gerais Pró-Reitoria de Extensão 44