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Unidade 03 - Aulas 05 e 06, slide 1

Material de Hermenêutica Jurídica (Prof. Jacques Henrique) sobre uma hermenêutica existencialista: fenomenologia, Dasein, horizonte temporal, pré-compreensões, fusão de horizontes e círculo hermenêutico; comparação Heidegger x Gadamer, aplicação ao Direito e questões de prova (FCC).

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Curso de Direito
Disciplina: Hermenêutica Jurídica
Prof. Ms. JACQUES HENRIQUE
2025.1
• Rumo a uma “Hermenêutica Existencialista”
Prof. Jacques Henrique
• Rumo a uma “Hermenêutica Existencialista”
Prof. Jacques Henrique
➢ O homem só se realiza quando imerso numa realidade, que o 
envolve e da qual ele faça parte;
➢ Novos “Horizontes de Compreensão”: a compreensão 
ontológica do ser abra possibilidades de sentido que exigem 
sempre uma nova compreensão, ou seja, a compreensão é 
permanente na medida em que não há um sentido originário 
alcançado e determinado que cessa a atividade de pesquisa;
➢ Prioriza a fenomenologia;
➢ Fenômeno X Manifestação (ou Aparência);
➢ “Dasein” (ser-aí): Nas investigações fenomenológicas, fica 
clara a busca pela compreensão da essência do ser, em 
contraposição à análise das aparências. O ser se insere 
dentro da compreensão e exige um olhar autorreflexivo.
• Rumo a uma “Hermenêutica Existencialista”
Prof. Jacques Henrique
➢ Ideia do “horizonte temporal” e o modo como isso influencia 
na formação de hábitos, costumes e preconceitos;
➢ Para Gadamer, toda interpretação é preconceituosa;
➢ Sentido de “alteridade do texto”: o intérprete deve 
compreender o outro como uma individualidade e não afirmar 
inconscientemente, ali, as convicções do eu;
➢ Fusão de horizontes.
Círculo Hermenêutico
Prof. Jacques Henrique
Pré-
compreensão
CompreensãoInterpretação
Círculo Hermenêutico
Prof. Jacques Henrique
Prof. Jacques Henrique
Aspectos Principais Martin Heidegger Hans-Georg Gadamer
Concepção de 
Hermenêutica
Hermenêutica como condição existencial do 
ser humano (Dasein).
Hermenêutica como um processo dialógico 
influenciado pela tradição e história.
Compreensão
Atividade essencial do Dasein; mediada pelo 
contexto e pré-compreensões.
Fusão de horizontes entre o leitor e o texto, 
gerando nova compreensão.
História e Tradição
A história influencia inevitavelmente a 
compreensão.
A tradição é central e guia o diálogo entre o 
passado e o presente.
Círculo Hermenêutico
Movimenta-se entre o todo e as partes para 
compreender um fenômeno ou texto.
Integra o círculo hermenêutico com a fusão de 
horizontes.
Relevância dos 
Preconceitos
Pré-compreensões são inevitáveis e 
refletem o ser-no-mundo.
Preconceitos são produtivos e ajudam na 
interpretação contextualizada.
Aplicabilidade no Direito
Interpretação dependente do contexto 
histórico e existencial do jurista.
Diálogo entre o texto normativo e a realidade 
social contemporânea.
• Síntese de aplicação na Hermenêutica Jurídica
Prof. Jacques Henrique
HEIDEGGER GADAMER
Ruptura com o positivismo 
jurídico
Tradição e interpretação 
Interpretação como ato 
existencial
A função do preconceito
O círculo hermenêutico no 
Direito
Diálogo como método 
interpretativo
Fusão de horizontes no Direito
Prof. Jacques Henrique
(Prova: Prova: FCC – 2018 – DPE MA – Defensor Público ADAPTADA) Julgue as proposições:
a) Com a hermenêutica jurídico-filosófica, decorrente da contribuição de Heidegger e Gadamer, o 
intérprete continua a interpretar por partes, realizando uma tarefa criativa na atribuição de 
sentido ao texto, a partir de sua historicidade e faticidade, podendo, inclusive, contrariar o texto, a 
fim de alcançar o resultado que mais lhe convier.
b) De acordo com a hermenêutica jurídico-filosófica, se o intérprete escolher o método correto para 
o caso que se lhe apresenta, logrará alcançar a verdade e, por conseguinte, a justiça, não sendo 
por outra razão que a obra fundamental de Gadamer se intitula Verdade e método.
Prof. Jacques Henrique
(Prova: FCC – 2021 – DPE SC – Defensor Público) Acerca da hermenêutica jurídica à luz dos 
postulados da hermenêutica filosófica de Heidegger e Gadamer, consoante a Crítica Hermenêutica do 
Direito de Lênio Streck:
a) A interpretação e aplicação do direito é realizada em partes, de tal sorte que primeiro se 
compreende, depois se interpreta, para só então se aplicar.
b) A interpretação jamais se dará em abstrato, porquanto não há textos sem normas, não há normas 
sem fatos nem interpretação sem relação social, de tal sorte que é no caso concreto que se dará 
o sentido, o qual é único e irrepetível.
c) É indispensável a eleição correta do método de interpretação para alcançar a vontade da norma 
ou o espírito do legislador, consoante as lições de Gadamer na sua obra Verdade e Método.
d) O intérprete sempre atribui sentido ao texto, de modo que está autorizado, na esfera de sua 
discricionariedade, a atribuir os sentidos que melhor lhe aprouver, desde que guardem 
correspondência com os valores que estão escondidos por debaixo dos textos legais.
e) Para a correta interpretação do caso, o intérprete deve cindir a norma do texto, assim como a 
questão de fato da questão de direito.

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