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U1 - OBJETIVOS DA POLÍTICA MACROECONÔMICA: O QUE É A TEORIA MACROECONÔMICA? conjunto de ideias e princípios que são utilizados juntos com modelos matemáticos para explicar a econômica de um país. Na macroeconomia, estuda-se sobre: crescimento econômico, inflação, mercado de trabalho etc. · A microeconomia estuda as decisões de indivíduos e empresas; Porém, De acordo com Silva e Sinclayr (2018), a macroeconomia estuda tanto o conjunto de consumidores quanto o de empresas de uma sociedade, com foco nas transações que realizam no mercado, investigando os fatores que influenciam o nível total de renda e do produto no sistema econômico. QUANDO SURGIU OS ESTUDOS ACERCA DE MACROECONOMIA? a partir da crise de 1929, chamada de "quebra da bolsa de NY" ou "a grande depressão" - até esse momento, o Estado não intervia na economia. QUAIS SÃO AS DELIMITAÇÕES DA MACROECONOMIA? I. Assimetria de informações (entre países e regiões): embora se pressuponha que os agentes econômicos possuam as mesmas informações e tomem decisões com base nelas, na realidade, tais informações são assimétricas. Isso pode levar a alterações no comportamento das variáveis econômicas, que podem não corresponder ao que foi planejado no modelo analisado. II. Heterogeneidade dos agentes (informações diferentes, recursos diferentes, mais ou menos tecnologia): embora se parta do pressuposto que todos os agentes econômicos (empresas, indivíduos, governos, resto do mundo) ajam de maneira muito semelhante, constata-se que seus comportamentos e respostas aos eventos podem variar significativamente, sendo divergentes entre si. III. Simplificação excessiva (não é possível por todas as formulas em diferentes aspectos): a teoria macroeconômica se utiliza de modelos matemáticos para formalizar as relações entre as variáveis econômicas. No entanto, na maioria das vezes, as variáveis que compõem tais modelos são analisadas de forma simplificada, o que pode levar a conclusões errôneas sobre o funcionamento da economia real, que engloba um conjunto de atividades econômicas relacionadas à produção e ao consumo de bens e serviços físicos. IV. Rigidez de preços e salários (alusivo a lei de oferta e demanda, conforme mudam não se muda automaticamente preços e salários): parte-se do pressuposto que preços e salários são flexíveis e que podem se ajustar quase que instantaneamente para equilibrar as forças de oferta e demanda na economia. Porém, a variável tempo pode torná-los mais rígidos, impedindo assim o equilíbrio e promovendo a persistência de desequilíbrios na economia; V. Economia aberta (como outros acontecimentos no mundo, que influenciam na economia - ex: covid 19): os modelos matemáticos, na grande maioria das vezes, são construídos sob a perspectiva de economia fechada (termo usado para descrever um modelo econômico teórico em que um país não tem interações comerciais significativas com outras nações), no intuito de facilitar a compreensão do leitor. Entretanto, cabe ressaltar que a maioria das economias é aberta e sujeita a choques externos que podem afetar significativamente seu desempenho. QUAIS SÃO OS OBJETIVOS DA IMPLEMENTAÇÃO DAS POLÍTICAS ECONÔMICAS NA MACROECONOMIA? I. Estabilidade no nível de preços (alusivo a decisões de empresas e indivíduos caso o dinheiro esteja estável): busca-se estabilizar a economia, de modo que o crescimento econômico seja sustentável, com taxas de juros mais estáveis (ou seja, menores flutuações) e garantindo, assim, o desenvolvimento econômico. II. Crescimento Econômico (considerando um longo prazo): busca-se o crescimento econômico de forma sustentável, garantindo produção de bens e serviços de maneira consciente, rumo ao desenvolvimento econômico. III. Distribuição de renda (incluindo aquelas pessoas que não tem renda): almeja-se uma distribuição de renda equitativa, visando à redução das desigualdades econômicas e sociais. IV. Equilíbrio fiscal e financeiro (que os gastos do governo sejam equivalentes ao que eles propõem ao cidadão): o equilíbrio fiscal está relacionado diretamente ao equilíbrio das contas públicas (nacionais), mantendo um orçamento equilibrado e evitando uma dívida pública que pode ser excessiva. Enquanto a estabilidade financeira: a busca de estabilidade financeira está focada em evitar que crises financeiras (especialmente vindas do setor externo) atinjam o país, bem como na proteção do sistema financeiro nacional. E PARA QUE ELES SERVEM? Os objetivos estruturados da macroeconomia fornecem orientações para que as políticas econômicas sejam implementadas em políticas econômicas. QUAIS SÃO OS INDICADORES MACROECONÔMICOS MAIS IMPORTANTES? a) Produto Interno Bruto (PIB): em sua concepção mais simples, trata-se de uma medida do valor do total da produção de bens e serviços de um país em um determinado período de tempo. Leva em consideração as fronteiras geográficas do país. “O PIB é geralmente considerado o melhor indicador para avaliar o desempenho da economia” (Mankiw, 2021, p. 13). b) Produto Nacional Bruto (PNB): é a medida do valor de todos os bens e serviços finais produzidos pelos residentes de um país, independentemente de onde ocorre a produção. O PNB leva em consideração a nacionalidade dos proprietários das empresas e inclui a produção tanto dentro como fora das fronteiras do país. O Produto Interno Bruto (PIB) e o Produto Nacional Bruto (PNB) são indicadores econômicos utilizados para medir a atividade econômica de um país. A principal diferença entre eles está na forma como são calculados. c) Balança comercial: trata-se da diferença entre as importações e exportações ocorridas em um país. É importante para avaliar a situação financeira, com base no total de entradas e saídas de recursos, permitindo determinar se o país está em situação credora ou devedora. Vamos para um exemplo que nos ajude a compreender a balança comercial: o Brasil é um grande exportador de commodities, como soja, minério de ferro, carne bovina, açúcar e café. No entanto, o país também importa uma variedade de bens de consumo, máquinas, equipamentos e combustíveis. Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um deficit na balança comercial, ou seja, importações superiores às exportações. Isso significa que o país está gastando mais em compras internacionais do que está recebendo com as exportações. O deficit na balança comercial pode ter impactos na economia, como pressionar a moeda local e requerer financiamento externo para cobrir o desequilíbrio. d) Taxa de juros: trata-se de uma ferramenta de política monetária que influencia as operações internas, como empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras dos agentes econômicos. Essa medida é importante para equilibrar o avanço da inflação, bem como controlar o nível de crescimento econômico. e) Inflação: trata-se do aumento contínuo e generalizado do nível de preços de uma determinada economia. É uma medida da variação, responsável por controlar a estabilidade e a performance da política monetária. f) Emprego: está pautada na observação contínua do mercado de trabalho, de forma a avaliar o número de pessoas efetivamente empregadas na economia em um determinado período. Tal variável é importante para mensurar a “saúde” da economia e o nível de distribuição de renda em determinado momento. O QUE A IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA MACROECONÔMICA BUSCA PROMOVER? a) A estabilidade de preços – refere-se à manutenção de uma taxa de inflação baixa e estável ao longo do tempo, evitando variações significativas nos preços dos bens e serviços. Isso promove a confiança dos consumidores e das empresas, proporcionando um ambiente econômico mais previsível e favorável para o planejamento financeiro. b) O equilíbrio fiscal – ocorre quando as receitas do governo são iguais ou superiores às despesas, resultando em um déficit fiscal baixo ou um superavit. Isso é importante para manter a sustentabilidade das finanças públicas, evitando um aumento excessivo da dívida governamental e contribuindo para a estabilidade econômica. c) A estabilidade cambial – trata-se da manutençãode uma taxa de câmbio relativamente estável ao longo do tempo. Isso é importante para facilitar o comércio internacional, atrair investimentos estrangeiros e fornecer estabilidade aos agentes econômicos em relação aos preços dos bens importados e exportados. d) A estabilidade financeira – refere-se à solidez e ao bom funcionamento do sistema financeiro, evitando crises e perturbações que possam prejudicar o fluxo normal de crédito, a confiança dos investidores e a capacidade das instituições financeiras de cumprir suas obrigações. A estabilidade financeira é essencial para manter a saúde econômica e evitar desequilíbrios que possam levar a recessões. e) O crescimento econômico – trata-se do aumento sustentado da produção de bens e serviços em uma economia ao longo do tempo. Isso é medido pelo aumento do PIB. O crescimento econômico é fundamental para melhorar o padrão de vida, reduzir a pobreza, criar empregos e proporcionar oportunidades para o desenvolvimento econômico e social de um país. QUAIS SÃO AS QUATRO PRINCIPAIS POLÍTICAS ECONÔMICAS? · Política Monetária · Política Fiscal · Política Cambial · Política de Rendas QUEM ESTABELECE NORMAS E REGRAS PARA AS POLÍTICAS SUPRACITADAS? CMN, Conselho Monetário Nacional (com exceção da Política Fiscal, que tem suas normas e regras criadas estabelecidas pelo tesouro nacional) QUEM EXECUTA AS POLÍTICAS SUPRACITADAS? BACEN, Banco Central do Brasil (com exceção da Política Fiscal, que tem suas normas e regras criadas executadas pela Secretaria de Fazenda) POLÍTICA MONETÁRIA: oferta de moeda e também taxa de juros (valor do dinheiro). A política monetária trata-se do controle da oferta de dinheiro e crédito na economia, sendo adotada por meio do Banco Central, buscando o crescimento econômico e o pleno emprego. Expansionista: Aumento da oferta da moeda Redução da taxa de juros (pessoas gastam mais, porque não vale tanto a pena investir) Aumenta a demanda agregada (bens e serviços, empresas contratam mais e produzem mais) Restritiva ou contracionista: Reduz da oferta da moeda Aumenta a taxa de juros (dinheiro rende mais na poupança e em ações) Reduz a demanda agregada (bens e serviços, empresas investem menos em crescimento etc) POLÍTICA FISCAL: gastos, contribuições e tributos/taxas dos governos - anda "lado a lado" com a política monetária. A política fiscal é o conjunto de medidas adotadas pelo governo para administrar os gastos públicos e a arrecadação. Envolve a administração do fluxo de caixa da economia por meio da política tributária e dos gastos governamentais. Expansionista: Estimular a economia Reduz as alíquotas tributárias (como reduzir o IPI dos automóveis) Aumentar os gastos Restritiva ou contracionista: Desacelerar a economia Aumenta a tributação Reduz os gastos o Reduz a oferta de moedas Reduz a DA POLÍTICA CAMBIAL: taxas de câmbio no geral (fixa ou flutuante). Política cambial está relacionada à gestão da taxa de câmbio (preço relativo entre duas moedas, ou seja, o valor de uma moeda em relação a outra). Visa administrar a relação entre o país e o resto do mundo, bem como buscar o controle adequado do fluxo de capital (movimento de investimentos financeiros). O QUE INFLUÊNCIA A POLÍTICA CAMBIAL? Ambiente externo, estabilidade da taxa do câmbio, competitividade das exportações. RELAÇÃO ENTRE MOEDAS FORTES E FRACAS: Não se esqueça, quando o país tem uma moeda forte = a taxa de câmbio aumenta = os produtos ficam mais caros (EUA); No caso de uma moeda mais fraca = taxa de câmbio diminui = produtos ficam mais baratos (CHINA);DIFERENTES TIPOS DE TAXAS DE CÂMBIO: Fixa: determinada pelo BACEN, ficará fixo, dentro de uma margem. Flutuante: determinada pela força do mercado, se ajusta automaticamente, conforme acontecimentos importantes do mercado. Mista: definida pelo mercado e pelo BACEN