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Doenças Sexualmente Transmissíveis

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terciária sem neurosífilis:
-Penicilina G benzatina 2.400.000 UI intramuscular semanal por 3 semanas.
-Doxicilina 100 mg VO de 12/12h por 28 dias ou tetraciclina VO por 14 dias.
Tratamento da neurosífilis e sífilis ocular:
-Penicilina G cristalina 18 a 24 milhões ao dia – 4.000.000 UI EV a cada 4 horas por 10 a 14 dias.
-Penicilina G benzatina 2.400.000 UI intramuscular 1x ao dia por 10 a 14 dias associado a probenecida 500 mg VO de 6/6h. *Probenecida não deve ser usada em alérgicos a sulfa.
-Alérgicos a penicilina: mesmo esquema da latente.
Seguimento
6 a 12 meses. HIV positivo 3,6,9,12 e 24 meses. Taxa de falência do tratamento: 4 a 21%. Se falência – punção liquórica. Se neurosífilis: punção liquórica em 3 e 6 meses até resultado normal.
LINFOGRANULOMA VENÉREO
Lesão venérea ulcerada genital. Período de incubação de 3 a 30 dias.
Agente etiológico: Chlamydia trachomatis tipos L1, L2 e L3.	Transmissão: contato com a lesão ou secreções.
Localização: pênis, ânus e área vulvovaginal. Indolor e única.
Após 4 a 6 semanas de cicatrização da úlcera evoluem para adenopatia inguinal unilateral dolorosa supurativa associada a sintomas constitucionais.
Lesão tecidual significante do processo inflamatório e da cicatrização pode acontecer fenestração labial, destruição uretral, fístula ano-retal e elefantíase do pênis, escroto e lábio.
Dx clínico. Cultura positiva em 30 – 50% dos casos. ...
Tratamento
Por 3 semanas. Doxicilina 100 mg VO 12/12h por 21 dias ou Eritromicina 500 mg VO de 6/6h. Parceiros devem ser testados para lesão uretral endocervical e devem ser tratados.
GRANULOMA INGUINAL – DONOVANOSE
	Lesão ulcerada genital. ...
	Dx: coloração de Giemsa. Corpúsculos e Donovan. ...
	Ddx: sífilis, herpes, cancroide, granuloma inguinal, ca, Tb ...
URETRITE
Secreção uretral e sintomas irritativos urinários. Pensar basicamente em 3 causas: Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e Trichomonas vaginalis.
Chlamydia trachomatis
Infecção bacteriana venera mais comum no mundo. Período de incubação de 3 a 14 dias. Sorotipos virulentos: D,E,F,G,H,I,J,K. 
Maioria assintomática. 50% podem apresentar sintomas irritativos urinários (uretrite e prostatite). Dor testicular – epididimite – causa mais comum de epididimite no jovem. Secreção uretral – clara ou branca (clara de ovo).
Mulheres: 75% são assintomáticas. Mulheres não tratadas 40% vão desenvolver doença inflamatória pélvica. O epitélio cervical escamoso é relativamente resistente a infecção, mas o colunar endocervical não – secreção purulenta do orifício cervical. Consequências da DIP: DIP recorrente, dor pélvica, infertilidade. Pode ser transmitida para o recém-nascido pela contaminação da cervix uterina ocular, orofaríngea, respiratória, urogenital, infecção retal. 
Diagnóstico
Material a ser examinado: raspado uretral e secreção endocervical. 
Testes: imunofluorescência direta.
Cultura da secreção: NAAT (nucleic acid amplification test) na secreção ou urina – duplicou o diagnóstico de portadores assintomáticos. Não pode ser usado para secreção oral ou retal.
PCR na urina.
Tratamento
Doxicilina 100 mg VO de 12/12h por 7 dias ou Azitromicina 1g VO em dose única (gestação).
Alternativas: Eritromicina 500 mg 6/6h por 7 – 10 dias, Levofloxacina 500 mg 1x ao dia por 7 dias e Ofloxacina 300 mg, 12/12h, por 7 dias. Abstinência sexual por 7 dias. Tratar parceiros.
BLENORRAGIA
Infecção bacteriana venérea genital pelo Diplococus gram negativo intracelular. Período de incubação de 3 a 14 dias. Etiologia: Neisseria gonorrhoeae. 
Risco de contaminação após a exposição: 10% nos homens e 40% nas mulheres. 
Maioria assintomática.
Sintomas 
Homens
Sintomas irritativos urinários (uretrite e prostatite). Dor testicular – epididimite. Secreção uretral mucopurulenta. Proctite. Associação frequente com Chlamydia trachomatis.
Mulheres
Frequentemente assintomáticas. Sintomas irritativos urinários (uretrite). Dor pélvica e dispareunia. Secreção endocervial mucopurulenta. Proctite. Doença inflamatória pélvica. 
Manifestações sistêmicas (raras): artrite, dermatite, meningite, endocardite e conjuntivite. Pode ter transmissão ao feto.
Síndrome de Fitz Hugh – Curtis: dor em hipocôndrio D. Inflamação de peritôneo – fígado. ...
Diagnóstico
Secreção: raspado uretral, secreção vaginal ou endocervical. 
Bacterioscopia: diplococo gram negativo intracelular.
Tratamento
Ceftriaxona 250 mg IM em dose única.
Alternativas: Ceftizoxime (500 mg IM), Cefoxitina (2g IM com probenecida 1g oral) e Cefotaxima. ...
Alérgico a cefalosporina: espectinomicina 2g IM (gestação).
Quinolonas não são recomendadas para tratamento do gonococo por resistência.
Frequente associação com Chlamydia: Doxiciclina 100 mg VO de 12/12h por 7 dias ou Azitromicina 1g VO dose única.
TRICHOMONÍASE
174 milhões de casos anuais no mundo. Aumento da incidência em países em desenvolvimento. Etiologia: protozoário flagelado – Trichomonas vaginalis. 
Localização: vagina, uretra, glândulas de bartholin e Skene, próstata. Não infecta a boca e prevalência retal é baixa. 
Período de incubação: 4 a 28 dias.
Sintomas 
Homens
Tipicamente assintomático. Secreção uretral. Disúria e urgência miccional.
Mulheres
50% assintomáticas. Secreção vaginal esverdeada, bolhosa. Odor desagradável. Prurido, eritema (vulva em morango). Dispareunia. Desconforto suprabúpico. Urgência miccional. Gestante – parto prematuro
Diagnóstico
Secreção: raspado uretral e secreção vaginal ou endocervical. 
Exame a fresco: protozoário móvel (4x o tamanho do PMN).
Tratamento
Dose única: Tinidazol 2g VO (4 comprimidos), Metronidazol 2g VO (gestante), Secnidazol 2g VO (2 comprimidos de 1g). Se falência: Metronidazol 500mg VO 12/12h por 7 dias.
Abstinência de álcool por 24 horas para Metronidazol e 72h para Tinidazol Efeito antabuse: vasodilatação e queda da PA, taquicardia e cefaleia.
VERRUGAS GENITAIS – CONDILOMA ACUMINADO
Papiloma vírus humano – HPV. Vírus contendo DNA. Existem cerca de 100 tipos e 30 tipos podem infectar a área genital. Podem estar presente mais de um tipo de HPV.
Transmissão pelo contato pele-pele. Fatores de risco: múltiplos parceiros sexuais, início da atividade sexual precoce e parceiros com HPV.
Verrugas externas são causadas tipicamente por HPV 6 e 11.
Transmissão: contato de pele-pele. Inoculação ocorre em áreas de microtrauma.
Localização: genitália externa, cérvix, vagina, uretra, anus e membranas mucosas – conjuntiva, cavidade oral e nasal.
Evolução:
HPV 6 e 11: baixo risco de malignização
HPV 16, 18, 31, 33, 39, 45 e 51
Mulheres – displasia cervical e neoplasia
Homens – neoplasia intraepitelial
Câncer cervical 99% associados a HPV
Câncer anal 84% associados a HPV, mais 16 e 18
Diagnóstico
Visualização ou palpação de lesão genital papilomatosa. 
Ácido acético a 3-5%: lesões aceto-brancas (não específico). 
Penoscopia em parceiros de mulheres com HPV – dx de lesões subclínicas em 50 a 75%
Biópsias das lesões.
Achado indireto – coilocitose.
Uretrocistoscopia – se lesões em meato uretral.
Tratamento
Depende: do tamanho da lesão, número de lesões, localização e preferência do paciente e do médico.
Tópico aplicado pelo paciente:
-Podofilox 0,5% solução ou gel – 12/12h por 3 dias descansa e repete por 4 ciclos.
-Imiquimod 5% creme – 3 vezes por semana ao deitar por 16 semanas – lavar área após 6 a 10 horas.
-Sinecatequina 15% oleosa (não disponível no Brasil)
-Podofilina em óleo mineral 10 a 25% - aplicar sobre a região e deixar agir por 1 hora e lavar abundantemente com água e sabão – uso por 4 dias consecutivos. Pode reaplicar após 2 semanas.
Aplicado pelo médico:
-Ácido tricloroacético a 90% - reaplicação em 1 a 2 semanas. Sensação de ardência que passa em 2 a 5 min.
-Cauterização
-Crioterapia com nitrogênio líquido
-Eletrocauterização
-Laser terapia
-Laser de CO2
-Excisão cirúrgica: áreas extensas e lesões grandes
Vacinas
-Quadrivalente (Gardasil) – HPV 6, 11, 16 e 18 – protege contra lesões pré-cancerosas em vulva, vagina e colo

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